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História The missing piece in me - Capítulo 7


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Notas do Autor


Mil desculpas pela demora lindos.
Bora lá para o capítulo.

Capítulo 7 - Seven


O fim do dia estava fresco e bastante agradável. Uma brisa levemente, dançava nos sedosos cabelos das Uchihas.

Andavam tranquilamente pelas ruas da humilde vila. Não havia muita gente na rua, o que as deixou mais à vontade para conversar. Porém, Sarada depressa se apercebeu do frágil estado emocional da sua mãe. Olhou para o chão, enquanto caminhava vagarosamente, querendo deixar a maior mais à vontade. Sakura apenas olhava em frente com um olhar perdido e melancólico para o grande monumento com as caras esculpidas magnificamente. Os seus passos eram pesados e vagarosos.

Passaram-se vários minutos e mãe e filha não trocavam uma palavra. A menina sabia perfeitamente da dor que o rosto jovem transparecia, tentou então não tocar no assunto. Sarada passou algum tempo, sentindo um leve desconforto por não falar com a rosada.

Timidamente, levantou a cabeça observando o semblante tristonho da sua mãe. Por pouco, não chorava e só poderia imaginar o que se passava naquela cabeça. Tomou a sábia decisão de não lhe dirigir a palavra, fazendo uma provável sugestão mental em ir ao Ichiraku, apesar de já terem jantado. Por momentos, pensou em ir visitar o amigo idiota assim aproveitaria para Sakura reencontrar Naruto e a sua esposa. Mas o que a Uchiha menor não sabia é que a rosada tentava a todos os custos evitar em encontrar-se com o seu amigo de infância. Evitaria assim diversas sensações, digamos ... indesejáveis.

Sarada suspirou, um pouco mais alto que imaginara, o que fez sua mãe despertar dos seus devaneios.

 - Sarada...

 - Hm?

 - Tudo bem, querida?

 - Sim - suspirou novamente - Só estou... pensativa...

 - No que tanto pensas? - virou por fim o rosto para a menor.

 - Em coisas... mas... hey! Era eu quem deveria perguntar! - replicou numa tentativa de animar a mulher.

 - Como assim? 

 - Bom.. desde que saímos andámos bastante e nem uma palavra trocámos. Até agora.

 - Sim... - abanou a cabeça- ai Sarada.. desculpa...estava...

 - A pensar no pai. - completou a menina, sem olhar para a mãe.

 - Não!

 - Ouve tens de esquecer isso mãe! Por muito que adore o lindo casal que os meus pais fazem...não suporto ver-te assim!

Sakura suspirou, sorrindo lindamente.

 - Não te precisas de preocupar amor. Estamos bem..

 - A sério? Não parece...

 - Sim estamos bem Sarada - mudou o tom de voz de doce para rude - Não comeces!

 - Okay... - murmurou, olhando o horizonte.

Sarada oficialmente, não tinha qualquer argumento para convencer a teimosa da mulher. Ou talvez, no fundo, ela soubesse a verdade, mas apenas ignorava vivendo naquele maldito conto de fadas. A menina amava do fundo do coração o pai, mas chegava uma altura que não podia suportar aquelas tretas de "salvar o mundo". Por um lado, Sarada sentia-se aliviada, por Sakura não ter arranjado outro homem na sua vida. A rosada sempre fora fiel ao marido. Mas havia certas alturas, ainda se lembrava, em que Sasuke chegava tarde a casa, levando-a a suspeitar seriamente.

Tinha ela os seus 5 anos...

Sakura cozinhava no fogão alguma espécie de uma nova receita. Sabia que a mãe adorava cozinhar e inventar. Com as bochechas rosadas, contava a Sarada os detalhes do seu primeiro beijo com Sasuke.

Bom..., começou corando, Foi maravilhoso... sempre amei o teu pai, desde que o vi. Apesar de todos os males e da sua personalidade forte, eu amo-o do fundo do coração. O nosso primeiro encontro não correu lá muito bem... mas depois lá conseguimos ter uma jantar romântico sem interrupções.

Wow..., exclamou ela maravilhada, Também espero encontrar alguém tão especial como tu mamã...

A maior virou-se sorrindo.

Mas... onde está o papá, mamã?

Está a viajar meu amor..., informou provando o preparado.

Quando vou conhecê-lo?, perguntou a pequena.

Sakura suspirou.

Não sei querida. Não depende de mim sabes?

A Uchiha suspirou mastigando um bolinho de arroz e por momentos duvidou do seu pai.

Horas mais tarde, um homem entrou em casa, com uma capa negra em volta de si e totalmente encharcado.

Sarada já estava no seu quarto, mas pé ante pé saiu do compartimento e aproximou-se das escadas, ficando agachada.

Espreitou por entre o corrimão e pôde ver a sua mãe com a cabeça deitada sobre os braços, a dormir em cima da mesa de madeira maciça.

Reparou no homem, que se aproximava dando um leve abanão nas costas da mulher. Sakura ergueu a cabeça sonolenta e sorriu.

Bem vindo Sasuke-kun, disse-lhe.

A Sarada?, perguntou o maior.

Já dorme, bocejou, sorrindo sonolenta.

Provavelmente Sakura não reparara, mas Sarada podia identificar um cheiro característico que pairava no ar.

O Uchiha pegou numa manta e cobriu a esposa que deitou a cabeça de novo na mesa.

Deves estar cansada Sakura..., aproximou-se dela, vamos dormir.

Nessa momento, a rosada sorriu ainda com a cabeça deitada.

Vamos..., sussurrou-lhe.

Ela levantou a cabeça, com as bochechas coradas e levantou-se ainda com a manta nos ombros.

Sasuke deixou a mulher na cozinha e subiu as escadas. Sarada correu para a casa de banho do corredor para se esconder do seu pai. Certamente não gostaria de saber que estava a espiá-lo.

Quando o moreno passou, a pequena teve a certeza que o homem cheirava a perfume. E por sinal, um bom perfume ou seja nunca seria da sua mãe. Viu a capa negra esvoaçar e espreitou pela porta entreaberta. Deduziu que de facto, Sasuke esteve com outra mulher.

Mas que pensamentos Sarada, pensou ela, O papá nunca trairia a mamã!

Passados alguns minutos, pôde ouvir os passos da rosada, que se dirigia ao quarto.

No seu peito, Sarada sentia uma pontada de preocupação. 

Mas acabou por esquecer tal hipótese, voltando para o seu quarto e rendeu-se ao sono.

Desde aquele dia, a Uchiha começou a duvidar quanto à relação dos seus pais. E agora mais do que nunca tinha a certeza disso.

A relação amorosa dos seus pais não era saudável. E ela podia jurar, que o pai pouco se importava com o que acontecia.

Olhou para a mãe que continuava com a mesma expressão vazia e baixou a cabeça um tanto tristonha.

 - Mãe..

 - Sim Sarada? - respondeu a maior, sem olhar a menina.

 - Porque não vamos ao Ichiraku?

 - Já jantámos...

 - Eu sei mas... podes encontrar lá antigos amigos... vai fazer-te bem.

Sakura suspirou.

 - Está bem então... pode ser que Boruto esteja lá....

 - Mãe!- replicou a menor, com as bochechas levemente rosadas.

 - Estava a brincar - riu sorrindo, por fim.

Sarada sorriu também.

Finalmente a mulher tinha sorrido.

 - Sakura há quanto tempo!

Naruto tinha adormecido pela segunda vez no sofá, com a mão segurando a pesada cabeça.

Acordou com uma tremenda dor de pescoço, pela posição nada confortável. Abriu os olhos com dificuldade e bocejou.

Segundo e penúltimo dia de folga. Livre das obrigações de Hokage, finalmente poderia descansar.

Depois de dormir com Himawari, esta quis ir ter com a mãe e o irmão, e o pai atendendo ao seu pedido lá a levou até à residência Hyuga. Lembrou-se daquele estranho sonho que tivera. Tinha sonhado com a Haruno, o que não era de espantar. Só de a ver naquele dia já o tinha despertado para o lado meigo do amor. Já se tinha esquecido de como era bom amar. O seu coração implorava por amor.

Mas não era um amor qualquer. Esse era o problema.

 - Ai se a senhora Uzumaki pudesse ler mentes... - comentou a raposa do seu interior.

 - Ela não pode. Caluda!

 - Por quanto mais tempo irás continuar com a farsa?

 - Olha Kurama... eu adoro a Hinata, respeito-a muito e for precisamente por isso que casei com ela - explicou Naruto bocejando.

 - Okay, mas acho que ela não sabe isso...

Eu... te amo Hinata

 - A sério isso foi a pior mentira de sempre! A tua mulher deve ser muito iludida sabes.

 - Cala a boca idiota! Só estou preocupado...

 - Com a Sakura-chan - completou o demónio com uma voz fininha.

Naruto revirou os olhos azuis. Às vezes o seu amigo sabia como o enervar. O que é certo é que realmente lhe preocupava o estado da Haruno. Se Sasuke fora o responsável por aquilo... teria problemas....

 - Como nos velhos tempos.

O Hokage levantou-se do sofá a custo, e levantou ligeiramente a cabeça para verificar as horas. 

 - Oito e meia - murmurou.

Hinata já deveria ter chegado. Talvez dormisse no pai com os filhos, então decidiu confiar na Hyuga. Tinha mais que razões para isso.

A cozinha estava vazia e a barriga emitiu um ronco, como um aviso que era a hora de jantar.

Dirigiu-se ao armário, por cima da pia e verificou se havia ramén.

 - Porra - murmurou - Esqueci-me de ir buscar mais.

Naruto não sabia cozinhar, aliás nunca soube. Quando vivia sozinho, vivia exclusivamente do ramén instantâneo, além do delicioso ramén do Ichiraku e às vezes alguns bolinhos de arroz simples assim. Então àquela hora, nunca na vida iria arriscar em tentar cozinhar um ramén ou um bolinho de arroz. Suspirou, suportando o peso do corpo na bancada. A sua única escolha era ir ao seu restaurante favorito.

 - Quem sabe e lá encontres uma linda mulher de cab-...

 - Já chega idiota! Não estás a ajudar. - bufou frustrado e com o coração os saltos.

 - Ok, okay Naruto. Não é preciso ficares assim.

 - Tanto faz - a raiva já lhe começara a subir à cabeça.

Hinata não iria chegar, e com ela nem Boruto nem Himawari. O que significava que não ia jantar. Precisava de comer, estava rabugento e chateado.

Secalhar iria mesmo ao restaurante e quem sabe se encontraria uma certa Uchiha...

Naruto, murmurou a rosada deitada no chão.

Sakura-chan.

L-lembras-te quando disseste que me amavas?, perguntou vacilante e com um semblante envergonhado.

Sim, colocou os braços atrás da nuca, perfeitamente. Como me iria esquecer?

A Haruno olhou para o céu evitando a todo o custo os olhos azuis do amigo.

Esquece, disse quase rude, Sabes perfeitamente que amo o Sasuke. Não adianta sofrer mais por mim.

Naruto não evitou em sorrir, apesar do balde de água fria e bem gelada que levara.

Sakura-chan... tu já amaste?

Sim...

Bem... então certamente irás entender o meu lado. Amar é algo que nãos e esquece do dia para a noite.

T-tu... ainda me amas, as bochechas da mulher adotaram um tom rosáceo.

É complicado... Sakura-chan, fechou os olhos pensando no dia em que se conheceram.

Naruto... sabes que a Hinata gosta de ti, começou a amiga, andando para dentro da pequena tenda e o rapaz bufou.

Oh não Sakura-chan! Não comeces! Ambos sabemos que o que eu sinto por ti não irá mudar., falou imitando a rapariga.

A Haruno, deitou-se e suspirou fechando os olhos.

Tu amas-me mesmo não é?

O rapaz sorriu fechando os olhos e Sakura virou-se de lado para o amigo.

Os olhos verdes analisaram o corpo forte do amigo e esta sorriu.

Isso ainda é uma pergunta... Sakura-chan..., a rapariga não evitou em corar.

Naruto abriu os olhos e sorriu.

Obrigada... Naruto... mas a Hinata é quem te merece, murmurou a última frase e adormeceu.

Ao ver a amiga adormecida, com aquele rosto angelical e os cabelos espalhados pela pequena tenda o Uzumaki não evitou em aproximar-se para cheirar o perfume dela.

Beijou-lhe carinhosamente a testa e rendeu-se ao sono.

Quando deu por ela, Naruto já se encontrava a caminho do restaurante. Andando pelas lindas ruas de Konoha, com as mãos enterradas nas algibeiras, procurando um vale para gastar no Ichiraku.

Naquela altura, já eram nove menos um quarto, portanto o sol já se tinha posto. Os candeeiros que mandara construir em auxílio aos civis, brilhavam como pequenas chamas que pairavam no ar. Mal dava para avistar o monumento em homenagem a todos os Hokages, tal era a penúria. Não havia muita gente na rua, o que era relativamente normal. Uma brisa fresca dançava na sua capa de Hokage e beijava-lhe delicadamente, o rosto. Sentiu-se livre e pela primeira vez sentiu-se feliz por estar sozinho.

Céus. A vida de Hokage era bem mais difícil que pensava! Mas nem assim iria desitir. Pensou então na sua família e era mais que claro que Hinata decidira dormir no pai, sem lhe dizer nada. Não sentia qualquer raiva pela mulher, pois já lhe fizera muito pior. Apenas encolheu os ombros, afastando aqueles inúteis pensamentos. 

Rezou para que estivesse aberto, pois os seus gostos eram requintados no que tocava aos rámens de Konoha. A sua barriga emitia ruídos em protesto à quantidade de tempo que ficara sem comer. Não queria ter outra quebra de tensão, e pela primeira vez decidiu ouvir a esposa.

Ficou com algum receio de encontrar a Haruno, tal como Kurama comentara. 

 - Com medo? Sinto-te com medo...

 - Um pouquinho. Mas faço tudo por uma tigela quente de rámen!

 - Tu não existes... - riu a raposa.

Avistou então, uma luz ao fundo da rua. Ficou de imediato feliz e aliviado por saber que o Ichiraku estava aberto.

Não hesitou em correr como um garoto até à barraquinha. Mas logo parou.

Risadas de mulher ecoavam pelo local, bem como algumas palavras entediantes que reconheceu serem as de Shikamaru.

Ouviu também uma risada, que parecia ser a de uma criança, não parecia ter mais que 13 anos.

Deteve-se de imediato. Algo o impediu de avançar.

Sentiu as pernas a ceder e um friozinho na barriga.

Os seus olhos brilhavam intensamente e as bochechas adotaram um tom vermelho tal era a beleza daquela mulher.

O brilhante sorriso de Sakura.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Este capítulo foi mais descritivo como puderam ver.


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