História The Mission - Clexa (Adaptação) - Capítulo 46


Escrita por: e clexaon

Postado
Categorias Once Upon a Time, The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Echo, Emma Swan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes, Regina Mills (Rainha Malvada), Roan
Tags Clarke, Clexa, Emma, Lexa, Octaven, Regina, Swanqueen, The100
Visualizações 118
Palavras 2.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiie meus anjos, desculpem por estar postando só agora, mas como estou na minha última semana de férias resolvi aproveitar mais um pouquinho, só que não consigo parar direito...
Quero muito responder os comentários de vocês, mas quase não consigo postar, quem dirá respondê-los.
Gostaria também de agradecer vocês pelos 100 e poucos favoritos, tá legal que não é um número muito grande, mas para mim é gigante.
Chega de enrolação e boa leitura!

Capítulo 46 - Forty six


Eu entrei no quarto e ela estava sentada na cama com um semblante confuso, assim que eu entrei no quarto, ela me olhou e eu fiz um sinal para Banguela parar de miar.

- Por que ela está miando? - Ela perguntou com uma voz embargada e sonolenta.

- Eu pedi para ela ficar de olho em você. Banguela pra fora! - Eu ordenei e ela prontamente saiu do quarto. Caminhei até a cama e me sentei na sua frente. - O que você fez para ela começar a miar?

- Eu tentei levantar. - Eu ri.

- Ela pode ser muito protetora às vezes. - Sorri de leve e um silêncio se instalou no quarto. - Lexa... eu vou ligar para a doutora Jully. - Eu ia levantar para pegar o celular, mas ela me segurou pela braço.

- Não, eu estou bem. - Senti meu coração doer, porque eu sabia que ela não estava nada bem.

- Lexa. - Eu peguei seu rosto entre as mãos para que ela olhasse para mim. - Você não está bem. Você se lembra do que aconteceu ontem à noite? - Meus olhos marejaram.

- Eu... eu... eu só estava confusa. - Ela desviou o olhar.

- Você sabe que não foi apenas isso. - Me levantei da cama e fui até o criado mudo, abrindo a gaveta e pegando os papelotes de cocaína. - Tem as drogas, as bebidas e muitas outras coisas.

- Desde que você se mudou pra cá, eu quase não uso drogas e nem bebo. - Ela me abraçou. - Você é a cura para todos os meus males, eu só preciso de você e de mais ninguém. - Aquilo fez meu coração bater a mil por hora, eu esperei tanto tempo para ouvir ela falar assim novamente. - Eu te amo, Clarke. Volta pra mim? - Ela me apertava contra seu corpo. Eu queria dizer que iria voltar para ela, que sempre a amei e que nunca deixarei de amar. Ela me olhou nos olhos e o brilho que ela tinha não era o mesmo de antes, era como se fosse fosco, aquilo me fez lembrar que aquelas palavras eram para mascarar que ela iria se apoiar em mim e quando nós brigássemos de novo, tudo iria voltar a tona.

- O que eu mais quero nessa vida é ficar com você. - Falei sincera segurando o seu rosto e vi um sorriso brotas em seus lábios. - Mas eu não posso...

- Por quê? - Ela me interrompeu.

- Porque hoje você não é a metade da mulher que você era quando eu me apaixonei por você. - Seus olhos marejaram. - Você está tentando se apoiar emocionalmente em mim e quando a gente se desentender, tudo vai voltar a tona, porque você vai ficar desmotivada emocionalmente. - Senti as lágrimas caírem. - Eu não posso e nem consigo passar por aquilo de novo. Ver você apontando uma arma para a própria cabeça, aquilo me quebrou muito mais do que te ver na cama com outra mulher, saber que aquela Alexandra inteligente, engraçada e bonita não estava mais ali. - As lágrimas caíam por seu rosto também. - Passei a noite em claro pensando naquele momento. Se eu demorasse mais um segundo você estaria morta. Você já pensou como eu iria me sentir? - Comecei a sentir raiva dela, mesmo sabendo que ela não fez por mal, mas era algo que eu não podia controlar. - Você parou para pensar como os seus amigos iriam se sentir? E se você morresse? Como eu iria ficar com você? Nossos planos? Nossos filhos? E as crianças? Você é tudo pra mim, Lexa. - Sentia as lágrimas caírem no meu rosto e Lexa me abraçar mais forte a cada vez que eu tentava me soltar. - Eu me culpei e me culpo, porque se eu...

- Shhhhh. - Ela me impediu de continuar. - Eu sinto muito, amor. - Ela falou também chorando. - Não foi sua culpa, eu sou problemática desde sempre. - Eu chorava histericamente, enquanto ela afagava meus cabelos. - Eu vou me esforçar para melhorar, eu te prometo. - Ela me arrastou para a cama e ficamos deitadas abraçadas. - Volta pra mim? - Ela perguntou de novo, enquanto estávamos deitadas trocando pequenas caricias. Apoiei meu cotovelo direito na cama e me levantei um pouco para olhá-la.

- Não podemos fazer isso Lexa, mas eu vou estar ao seu lado durante todo o tratamento, quando precisar de mim eu vou estar aqui por você. - Ela abriu um lindo sorriso, acho que eu não via um desses a meses, no fundo ela sabia que era só questão de tempo para voltarmos.

- Vou poder ganhar beijos? - Ela falou rindo e eu neguei com a cabeça, rindo. - Então eu vou ter que roubar e olha, eu sou muito boa nisso. - Ela tentou, mas eu desviei.

- No momento seremos apenas amigas. - Eu falei e ela fez biquinho.

- Posso abraçar você? - Eu assenti. - Posso mimar você? - Eu assenti novamente. - Vai dormir comigo?

- Às vezes. - Eu ri e ela me acompanhou.

- Você vai voltar a usar isso? - Ela tirou de dentro da blusa o cordão que eu havia dado a ela e nele tinha minha aliança, aquilo me deixou surpresa, nunca pensei que ela ainda teria os dois.

- Você guardou? - Perguntei surpresa.

- Sim. - Ela abriu o fecho. - Eu nunca tirei ele, mesmo quando eu achei que te odiava. - Ela sorriu. - Isso é seu. - Ela retirou a aliança e me deu.

- No momento certo eu irei voltar a usar. - Eu guardei ela no meu bolso. - Vou ligar para a doutora Jully. - Eu ia me levantar, mas ela segurou meu pulso de leve e eu a olhei, ficamos em silêncio por algum tempo.

- Você era a peça do meu quebra cabeça que estava faltando. Você me completa, Clarke Griffin . - Ela falou e ali eu vi a Alexandra de antes. - Eu te amo. - Ela me puxou e selou nossos lábios bem rápido, o que me fez rir.

- Eu também te amo. - Falei quase num sussurro, mas acho que ela ouviu, porque estava sorrindo. - Vai tomar café enquanto eu ligo para a doutora. Já desço. - Falei indo para o meu quarto pegar o celular, procurei na memória e fiz a ligação, não demorei muito falando com ela. Ela disse que viria logo mais para falar com Lexa. Eu estava cansada, queria voltar para a cama, mas desisti porque com certeza não iria conseguir, estava ansiosa sobre a conversa da doutora Jully com a Lexa, admito que tinha um pouco de medo dela interná-la. Desci as escadas e vi o pessoal na sala conversando, pareciam que já tinham falado com a Lexa, até Regina estava em casa hoje, todos resolveram ficar juntos para apoiar ela, realmente eles eram uma família e eu me senti feliz por fazer parte dela, eles me perdoaram e me aceitaram de volta.

- Bom dia. - Falei para todos que pararam e me deram bom dia. Me aproximei deles. - Conversaram com ela? - Perguntei.

- Sim, parecia um programa de perguntas e respostas. - Lexa saiu da cozinha e me abraçou por trás. - Foi esquisito e engraçado ao mesmo tempo. - Ela beijou meu pescoço. Qual a parte do "não podemos voltar agora" ela não entendeu? - Fiz salada de frutas para você. - Ela me entregou o pote deixando outro beijo na minha bochecha e foi se sentar no meio de Emma e Regina, com certeza para provocar a Swan, pois abraçou Regina. - Eu estou me sentindo tão bem hoje. - Todos olhamos para ela, foi exatamente assim que ela acordou ontem, nós nos entreolhamos.

- Lexa, o que você quer almoçar? - Harper perguntou quebrando aquele clima.

- Na verdade eu não sei. - Lexa ficou pensativa por um tempão, ficamos nos olhando e Emma abaixou a cabeça e negou.

- Lexa! - Raven foi a primeira a chamar.

- Lexa! - Agora foi a Harper.

- Lexa! - Emma ia sacudir ela, mas Regina a impediu.

- Assim não. - Regina era médica e sabia lidar com certas situações. - Lexa... - Ela chamou de forma doce e a sacudiu de leve, fazendo a Lexa voltar ao normal.

- Eu acho que eu quero ir passear com a Banguela. - Lexa voltou falando sobre outro assunto e todos ficamos olhando para ela. - O que foi? - Ela perguntou sem entender.

- A Har perguntou o que você queria para o almoço. - Octávia falou enquanto acariciava de leve seu braço.

- Ah, me desculpe. Qualquer coisa está bom pra mim. - Ela ficou meio sem graça e levantou indo para a cozinha, um silêncio estranho se instalou na sala, como eu estava com a tigela ainda na minha mão, decidi ir para a cozinha. Entrei e ela estava sentada no balcão pensativa, eu não sabia se ela estava viajando ou apenas parada. Passei por ela e vi seu pescoço virar, ela estava apenas pensando. Comecei a lavar a louça. - Eu odeio quando isso acontece. - Ela indagou um pouco raivosa. Terminei de lavar a louça e fui até ela.

- Não é sua culpa. - Sequei minhas mãos e sentei na sua frente. - É algo que acontece sem você perceber.

- Todos me olham como se eu fosse louca ou algo do gênero. - Ela desviou o olhar para o chão.

- Você sabe que não é isso. - Ela levantou o olhar para mim. - Só estamos preocupados com você. Ontem aconteceu do mesmo jeito. - Acariciei seu rosto e ela fechou os olhos. - Eles te amam assim como eu e é normal ficarmos alarmados com os sinais. - Ela suspirou. - Não queremos que aconteça novamente, porque se você se machucar nos machuca te ver assim. - Mostrei os pequenos cortes que ela sofreu ontem.

- Eu não vou fazer mais isso. - Ela suspirou.

- Não é algo que você possa controlar, simplesmente acontece. - Eu dei um beijo na sua testa. - A doutora Jully e nós vamos te ajudar a melhorar e ser aquela Alexandra chata de sempre. - Eu fiz carinho no seu rosto e ela deu um sorriso. - Agora vamos voltar pra lá, porque eles devem estar se culpando por você ter se sentindo mal. - Eu levantei e ela me abraçou por trás. - Você não pode ficar me agarrando assim. - Reclamei.

- Mas amigas fazem isso. - Ela riu e eu revirei os olhos. - Ah, não tem ninguém por perto. - Ela beijou meu pescoço e eu fiquei arrepiada. - Eu sei que você gosta.

- Amigas, Alexandra. - Eu disse me soltando, mas ela me puxou novamente. Que pegada! Se fosse antes, com certeza nós estaríamos fazendo sexo na cozinha, mas resolvi colocar a cabeça no lugar e me afastei de novo. - Não faz isso. - A repreendi. - É sério, se você continuar assim, eu vou ter que impor regras.

- Tudo bem, tudo bem, eu paro. - Ela levantou as mãos em forma de rendimento e passou por mim. - Por enquanto. - Ela falou antes de sair da cozinha, aquilo me fez rir, mas eu não podia deixar isso acontecer agora.

Ficamos na sala assistindo filme por um tempo. Harper preparou um almoço maravilhoso com a ajuda de Octávia e logo depois do almoço a doutora Jully chegou. Ela ficou bastante tempo conversando com a Lexa no quarto, quando saiu de lá Lexa tinha os olhos vermelhos, parecia que havia chorado muito, parte de mim queria correr até ela e abraçá-la, dizer que já tinha passado, mas eu não podia. Resolvi acompanhar a doutora até o seu carro para saber o que realmente aconteceu, sei que ela não poderia me contar tudo, mas pelo menos saberia sua decisão sobre a internação. Chegamos ao carro.

- Vou te dar a resposta antes mesmo que você faça a pergunta. - Ela sorriu. - A Lexa vai poder ficar em casa, porém como eu disse para ela enquanto conversávamos, ela vai precisar ir no meu consultório pelo menos duas vezes por semana e me ligar sempre que precisar. Então vocês precisam ficar de olho nela, mas como eu já disse, sem sufocar. Ela me contou que vocês fizeram as pazes.

- Não dessa forma, é apenas amizade. - Eu ri sem graça.

- Bom, ela parece muito melhor, na verdade, nem parece que ela teve um surto psicótico. - Ela sorriu. - Então não posso mais pedir para que você se afaste dela dessa maneira, como profissional. - Ela disse.

- E como uma amiga? - Perguntei. Era a segunda vez que eu conversava com ela, mas sentia que já a conhecia a muito tempo, como se ela me compreendesse.

- Digo para vocês irem devagar e aproveitarem uma a outra sem compromissos ou cobranças, por isso eu penso que é melhor você esperar para ficar realmente firme com ela, esperar ela apresentar uma melhora considerável. - Ela disse de maneira suave. - Clarke, eu gostaria que você fosse me visitar também, gostaria de conversar mais com você. - Ela abriu a porta do carro.

- Você acha que eu preciso de ajuda? - Eu perguntei sem entender.

- Às vezes precisamos de alguém que só nos escute. - Ela piscou para mim e entrou no carro. - Não entenda errado, pense que é apenas uma conversa entre amigas. - Ela sorriu, piscou para mim e saiu com o carro.

Voltei para dentro da casa e todos estavam rindo, iriam começar a jogar imagem e ação, dividiram os times, como eu e a Harper não queríamos jogar, ficamos apenas observando eles se matarem.


Notas Finais


Gente que gata é essa que obedece numa boa? A minha chega a ficar miando, reclamando quando mando ela fazer algo, parece que tá até batendo boca comigo...
E essas duas, não são uma fofura só 😍
Até sexta baby's❤️
Ps. Se tiver algum erro me avisem, pois tô caindo de sono e não revisei pra poder postar o quanto antes.


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