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História The Mistress - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Oi babies 。◕‿◕。 estou muito feliz por conseguir atualizar essa fanfic o quanto antes, espero que estejam felizes também pela mesma razão que eu. Eu revisei a fanfic diversas vezes, espero que não contenha erros gramaticais. Boa leitura a todos vocês.

Capítulo 12 - Um Pesadelo Na Terra


Fanfic / Fanfiction The Mistress - Capítulo 12 - Um Pesadelo Na Terra

Justin Bieber

O meu dia havia começado com o pé esquerdo, eu havia acordado mais tarde e por pouco eu não chego atrasado na cafeteria. Limpei diversas mesas e varri o chão durante o período de trabalho, o meu chefe, o Patrick estava com a macaca, cada dia que passava parecia que a sua paciência comigo ia se esgotando, ele alegou que eu não havia varrido direito o chão, pois havia sujeira no mesmo e eu retruquei dizendo que havia varrido sim e que a sujeira que ele havia encontrado foi deixada ali após eu varrer o local. Mesmo assim eu tive que varrer novamente o ambiente. Eu não havia estudado numa faculdade por anos para varrer chão,  limpar mesas e servir clientes mal educados numa cafeteria, aquilo parecia um pesadelo.

Assim que acabou o expediente na cafeteria, eu ajudei Phineas a chegar em seu lar, ele estava segurando meu braço enquanto caminhávamos. Fazia dias que eu não conversava seriamente com ele, então quando o encontrei resolvi ajudá-lo a chegar em seu apartamento para conseguir colocar as ideias em dia com ele.

— Eu achei que você não queria mais ser meu amigo, Justin. A gente não conversa como antes. — Senti que Phineas estava chateado só pelo modo como falou. — Eu soube que está namorando.

— Sim, eu estou. — Respondi meio sem graça. Eu não fazia ideia de como ele havia descoberto aquilo, mas nem me preocupei em perguntar.

— Você não parece feliz com isso, eu senti isso só pelo modo como falou. —  Phineas era  um ótimo detector de sentimentos. 

— Eu estou feliz é que a minha namorada, a Polly é uma garota muito glamourousa, toda estilosa e eu sou simples, não sou como ela. E tem mais, a Polly tem vergonha do meu emprego, mas eu não a culpo eu também tenho vergonha do meu emprego. Cuidado com o degrau. — Disse para Phineas assim que vi o degrau enorme que havia na calçada para que ele pulasse.

— Vergonha do seu emprego? Você tem um trabalho digno, não tem porque ter vergonha. Sua namorada não tem porque ter vergonha de você e da profissão que exerce, você é um homem bom, digno, honesto e gentil, você é um herói se não fosse por você eu estaria morto. — Phineas era tão inocente, ter um bom caráter não adiantaria nada.

— Obrigado Phineas você é tão gentil e obrigado por tentar me animar. — Respondi sem graça.

— E a sua namorada? Vocês assistem filmes juntos? Vocês jantam juntinhos e comem da comida um do outro? Dormem juntinhos e agarradinhos? Vocês chamam um ao outro por apelidinhos fofinhos como amorzinho e docinho?

O Phineas tinha uma visão muito distorcida de um relacionamento a dois, ele estava achando que ter uma relação amorosa era sempre um mar de rosas. Antes de entrar na portaria percebi que tinha um carro preto muito bonito estacionado em frente do apartamento, eu nunca tinha visto um carro daqueles no local onde estava. Provavelmente não era de um dos moradores do prédio, ninguém que morava onde eu morava teria dinheiro para comprar um automóvel daqueles.

Phineas cumprimentou o moço da portaria e eu apenas o ignorei, eu fiquei calado até entrar dentro do elevador do prédio e pensei no que iria responder a Phineas.

— Não é bem assim, meu relacionamento não é assim. Eu tenho que focar no meu futuro profissional e não posso me dedicar cem por cento na minha pretendente. — Respondi tentando quebrar aquela imagem ilusória que Phineas construiu sobre o meu relacionamento.

— Você ainda está preocupado com a sua profissão? Justin ter dinheiro não é tudo na vida, você não irá levar nada da terra quando fizer a passagem. — Como Phineas era ingênuo, tanto que até me irritava às vezes.

— Pode demorar para eu fazer a passagem e se eu não tiver o que eu mereço por direito não vale a pena, o meu esforço vai ter sido em vão, você sabe como foi difícil fazer faculdade? Sobreviver naquele local?

Saimos do elevador e eu e Phineas fomos até o seu apartamento, eu o acompanhei enquanto ele me aconselhava a ter calma, pois segundo ele dias bons iriam vir.

— Justin obrigado por me ajudar a entrar no meu apartamento, você é um grande amigo, você pode por favor dar água a minha gatinha, a Tracy. — Pediu Phineas, ele apontou para o chão e eu segui sua mão e não vi nada, olhei para o lado direito e vi a gatinha, Tracy.

— Tudo bem. — Respondi, não podia negar um favor daqueles a ele.

Fui até a gatinha de Phineas e assim que me aproximei dela, eu me agachei, a gata dele era toda branca, ela até que era bem bonita, tinha os olhos bem lindos, ela usava uma coleira vermelha com o nome dela no pescoço. Assim que coloquei a mão na tigela da gata a mesma arranhou as costas da minha mão, como eu odiava gatos. Me levantei do chão e fiquei parado de pé olhando a gata malvada de Phineas, ela estava se lambendo toda sem se preocupar com nada, pois ela não tinha problemas nenhum para resolver, como eu queria ser assim como um gato.

Fui até a pia da cozinha de Phineas com a tijelinha da Tracy, andei em passos lentos e tentei fazer o menor barulho possível, Phineas estava no cômodo ao lado sentado no sofá enquanto esperava eu realizar o favor a ele. Abri a torneira da pia e enchi um pouco a tijela, desliguei a torneira e deixei o objeto perto da gatinha, onde era o seu cantinho, a gata nem deu importância para a água e continou se lambendo.

— Pronto Phineas, eu enchi a tijela da gatinha. — Disse enquanto caminhava até a sala de estar. Me aproximei do sofá onde Phineas estava sentado, ele estava passando a mão no sofá, tentando achar o controle quando decidi que  iria ajudar, ele conseguiu achar o mesmo. — Agora tenho que ir, pois preciso ajudar minha mãe. — Falei louco para sair daquele lugar.

— Obrigada Justin você é um grande amigo, aparece qualquer dia para a gente conversar mais. — Disse Phineas enquanto estava sentado no sofá, ele nem se deu o trabalho de virar o pescoço e tentar me localizar, pois ele saberia que seria inútil.

Caminhei até a porta e assim que cheguei até a mesma, girei a maçaneta e passei para o lado de fora, fui andando até a porta do meu apartamento que por sorte ficava ao lado da de Phineas. Abri a porta e entrei no local, minha mãe estava de frente para a televisão, suas mãos estavam escondendo seu rosto, fechei a porta do local e caminhei até a minha mãe, pois estava aflito com a posição na qual ela se encontrava, eu sentia que havia algo errado.

Assim que minha mãe notou minha presença ela limpou seu rosto e sorriu para mim, com o intuito de disfarçar que estava chorando.

— Mãe o que houve? — Perguntei assim que me agachei na sua frente. — Pode me contar, eu sou seu filho e me preocupo com o seu bem-estar tanto mental quanto físico. 

— Querido, por que você não vai visitar o seu pai? Por que está sendo tão cruel com ele? — Perguntou minha mãe assim que olhou para mim,  as lágrimas rolavam pelos olhos dela, os mesmos estavam vermelhos e um pouco inchados provavelmente havia chorado muito. Minha mãe estava com o cabelo solto e os seus fios castanhos estavam meio bagunçados, ela estava usando um pijama todo cor de rosa bem clarinho, seu olhar a denunciava, ela estava exausta por dentro e por fora.

— Mãe você não está chateada comigo só por causa disso não é? — Perguntei tentando arrancar algo a mais dela.

— Eu fui visitar seu pai na cadeia e ele estava com o olho direito todo inchado e roxo, no canto esquerdo do lábio dele estava com um corte e estava sangrando, seu pai apanhou na cadeia, quando ele foi voltar para a cela ele mal conseguiu andar de tão dolorido que estava. Eu fiquei com tanta pena dele, me senti tão mal por ele e o pior é que eu não posso fazer nada para ajudar, eu sou apenas uma aleijada, eu não sou capaz de nada, sou uma deficiente que não pode ajudar ninguém, eu que preciso de ajuda para praticamente tudo, eu sou praticamente um vegetal. — Minha mãe esfregou os olhos enquanto tentava conter o choro e em seguida abaixou a cabeça.

—  Para com isso mãe, para. — Pedi assim que notei seu olhar cabisbaixo, ela estava triste e não parava de chorar, seus olhos estavam muito vermelhos. — Mãe, meu pai não merece esse sofrimento todo, ele não merece, você não é um vegetal, você é uma pessoa sensível, meiga, muito legal e não tem culpa de estar em uma cadeira de rodas. — Passei os dedos debaixo dos olhos da minha mãe com o intuito de exugar suas lágrimas.

 — Seu pai merece a minha preocupação sim, ninguém visita ele exceto eu e o defensor público dele, eu não faço ideia do que devo fazer para ajudá-lo. — Choramingou minha mãe enquanto me olhava com um olhar triste. Aquele olhar estava começando a me dar pena, minha mãe não merecia passar por aquele sofrimento.

— Olha não há muito o que fazer, meu pai vai continuar na cadeia onde é o lugar dele, pois nós somos pobres e mal conseguimos pagar nossas contas imagine ajudar um criminoso a sair da cadeia. — Comentei com minha mãe sendo o mais sincero possível.

— Você tem razão, não há muito o que possamos fazer, mas eu posso ajudar ele, levando comidinha, dando apoio e carinho. — Comentou minha mãe dando um sorriso para mim, aquele sorriso me confortava, eu adorava ver minha mãe assim. — Você poderia cozinhar alguma coisa para que eu possa levar para o seu pai na cadeia?

— Claro mãe. — Respondi tentando parecer contente, mas por dentro eu estava louco de raiva. A última coisa que eu queria era cozinhar para o meu pai.

Me levantei do chão e deixei minha mãe quietinha na sala de estar, eu estava tão farto de tanto ficar agachado que eu mal conseguia andar até o meu quarto. Eu estava exausto, cada dia que passava ficava mais difícil trabalhar na cafeteria, o meu chefe parecia me odiar cada vez mais, eu estava com medo de perder o emprego, eu tinha que me manter naquele emprego, pois eu estava com contas até o pescoço para pagar.

Assim que cheguei no meu quarto, eu me deitei na cama, eu tentei me manter calmo enquanto descansava. Eu estava louco para me acalmar, mas eu não conseguia, meu chefe estava muito zangado comigo e o dinheiro que eu estava recebendo da cafeteria não estava me ajudando muito. Eu estava completamente angustiado, desesperado, minha vida parecia um pesadelo na terra. Tomei um susto quando ouvi o toque do meu celular, me levantei da cama, coloquei os chinelos e fui até o criado mudo e peguei o celular, era o Nick, atendi a ligação e coloquei o aparelho no ouvido.

—  Olá, como foi o encontro com os pais da Polly? — Perguntou Nick do outro lado da linha.

— Foi legal até, a mãe da Polly é muito bonita e educada, já o pai é muito sério e talvez não tenha gostado muito de mim. — Comentei enquanto lembrava da expressão facial com a qual ele me olhava, aquele pai da Polly era muito sério, vivia me olhando com um olhar de desconfiança.

— Ele é pai e está preocupado com a filhinha dele, você dorme com a filha dele é normal ele estar nervoso. — Comentou Nick rindo. — Você deve ter ficado muito nervoso, mas pelo menos passou uma boa impressão para os pais da menina.

— Não sei não, acho que o pai da Polly não gostou de mim, mesmo eu usando uma roupa social, aposto que ele não gostou nada quando eu disse que trabalhava de garçom, imagine você dono de uma empresa, pai de uma menina que vive do bom e do melhor, ela conhece um moço pobre que trabalha numa cafeteria. 

— Fique calmo, ele não irá te proibir de ver a menina, no mínimo deve ter sentido vergonha de você. — Riu Nick me deixando irritado. — Brincadeira, olha não fique assim, você foi honesto e você é trabalhador e luta pelo o que quer, ele deve ter admirado isso em você.

Assim que percebi que minha mãe estava parada na porta do meu quarto eu decidi que era melhor desligar o celular, ela estava ali parada me olhando de um jeito estranho, ela não parava de me encarar com um olhar triste. Estava mais do que evidente de que ela queria conversar comigo.

— Vou desligar o celular, tchau até mais. — Disse para Nick, eu nem esperei ele responder e encerrei a ligação.

Minha mãe manuseou sua cadeira de rodas até mim, ela foi se aproximando calmamente e eu fiquei a encarando enquanto ela fazia tal ação.

— Você conheceu os pais dessa Polly? Você nem comentou direito comigo que estava tendo um relacionamento com ela, filho! — Disse minha mãe alterando um pouco a voz, ela franziu as sobrancelhas e na hora eu percebi que ela não estava chateada, estava brava.

— Desculpa mãe, desculpa, você não para de falar do meu pai, você parece que está obcecada só pensa nele, só se preocupa com ele, nem se preocupa mais com você mesma, olha para você, você nem se arruma como antes. — Comentei relembrando quando minha mãe se importava mais com ela, minha mãe se maquiava, saia mais de casa e tentava fazer amizades na internet, agora ela estava toda desleixada e só vivia pelo meu pai.

— Que isso filho, está com ciúmes? Minha nossa. — Minha mãe sorriu mostrando os dentes toda sem graça. — Querido, não é porque eu estou me preocupando com o seu pai quer dizer que eu não posso me preocupar com o meu filho também. A gente tem que conversar mais sobre você também, você é meu filho e eu me preocupo com você. Então o pai dessa mocinha não gosta de você? 

— Eu acho que não, mas eu não o culpo. — Comentei de cabeça baixa. 

— Deve ser só impressão sua, ele acabou de te conhecer, você irá ter mais oportunidades de conquistá-lo, eu acho melhor você não se preocupar com isso ou irá ficar maluco, querido. — Aconselhou minha mãe dando um sorriso mostrando todos os dentes, logo em seguida. 

Eu ficava impressionado com o lado positivo da minha mãe, aquilo conseguia aquecer o meu coração de um modo surreal, aquele sorriso dela iluminava o meu dia e fazia com que eu não desistisse de lutar pelas coisas que eu queria.


Notas Finais


Olá babies, espero que não tenham encontrado erros ortográficos, vou tentar atualizar o quanto antes o próximo capítulo, me aguardem, beijinhos ◕‿◕

Personagens: https://tomorrowsfic.tumblr.com/personagensthm


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