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História The mistress (Sasusaku) - Capítulo 31


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Notas do Autor


Boa leitura xuxus!❤

Capítulo 31 - Capítulo 29


-Boa tarde! - ela cumprimentou, animada. Seus olhos estavam fixos no papel em que anotava algo. - Só um minuto. 

-Boa tarde, Dra. Yamanaka.

Seus olhos encontraram os meus enquanto um sorriso se formava em seus lábios. Meu coração palpitou enquanto caminhava até a cadeira em frente sua mesa sem desviar minha atenção dela nem por um instante.

-Sai, pensei que tivesse parado com as visitas. 

-Por que pensou isso? 

-O que está sentindo? - ignorou minha pergunta.

-Incômodo na cabeça. - menti.

Ela respirou fundo.

-Sai, eu não posso estar te medicando se não sente nada do que diz que sente. 

-Quem disse que não sinto? - sorri. - O trabalho tem me dado muita dor de cabeça. 

Ela revirou os olhos. O que não me passou despercebido, pelo contrário, minha mente foi tomada por flashs da noite em que ficamos juntos. Não chegamos até o fim, mas teríamos se não fosse o maldito bip.

Ela continuou me olhando um tanto receiosa.

-Também sinto dores aqui doutora. - apontei para a costela. - Deveria me examinar. 

Ela sorriu e levantou caminhando até chegar a mim. Se inclinou um pouco e me beijou. Apertei sua cintura e segurei em sua nuca, enquanto uma de suas mãos adentrava minha camisa e a outra estava pousada em meu rosto.

Minha intenção era aprofundar ainda mais o beijo quando a puxei para meu colo. Mas Ino cessou o beijo e levantou, sorrindo.

-Pode se retirar, tem pessoas que realmente precisam ser atendidas. 

Suspirei, frustrado. 

-Passo pra te pegar a noite. 

Fechei a porta do consultório enquanto a costumeira atendente me lançava um olhar repreendedor. 

-Até amanhã. - falei, cínico. 

Ela saberia que eu voltaria para ver Ino, todos sabiam. 

•Hyuga Hinata•

-Bom dia, Srta. Hyuga. 

Eu já conhecia aquela voz mesmo tendo o conhecido há tão pouco tempo. Suspirei.

-Bom dia, Sr. Inuzuka. - virei para frente. - Em que posso ajuda-lo?

Ele sorriu.

-Hinata, gostaria de sair para tomar algo hoje a noite? 

Arqueei as sobrancelhas. 

-E-eu?

-Sim, claro. Você é a Hinata não é? - brincou, ainda sorrindo.

-Olha Kiba, eu não a-acho que...Bom, seja uma boa ideia. 

-E por que não? Você tem namorado? Não me respondeu ontem...

Apertei as mãos, nervosa. Como eu diria que no momento não estou interessada? Ele parece tão confiante e altruísta em minha frente, com um sorriso enorme no rosto que eu...Eu não deveria. 

Mordi o lábio, nervosa. 

-Não, não tenho. - falei por fim. 

-Mas não quer dizer que ela queria sair com você. - a voz veio do elevador. 

Me virei rapidamente para encontrar Naruto caminhando em nossa direção. Prendi o ar com a visão dos deuses que era aquele homem de smoking. Ele raramente usa algo tão arrumado e, na verdade, ele sequer soube vesti-lo. 

Sorri minimamente. É bem a cara dele mesmo.

-Inuzuka Kiba. - ele estendeu a mão para Naruto.

-Uzumaki Naruto. - Naruto apertou sua mão, seus olhos não me encontraram nem por um segundo.

-Uzumaki? O diretor...

-Sim. - Naruto o cortou, apressado, parecia que não queria que ele terminasse a frase.

-Bem, quanto a garota, acho que ela pode decidir isso. - seu sorriso aumentou.

-Ela não quer nada com você, pode se retirar. 

Kiba continuou parado, encarando Naruto. Depois me olhou e piscou.

-Até mais, Hinata, nos veremos ainda. 

-Eu duvido. - Naruto respondeu por mim e Kiba riu, caminhando até a sala do Uchiha. 

Soltei o ar que prendia a tanto tempo e me virei, ignorando totalmente a presença do loiro.

-Quero você na minha sala em cinco minutos. - foi tudo o que ele falou antes de sair.

-Argh, Uzumaki babaca. - grunhi. 

Quem ele pensa que é? A porra de um diretor geral de uma multinacional? Eu não ligo também. Bufei e caminhei até sua sala. 

-Entre. 

Ele estava de costas encarando a grande parede de vidro que mais parecia uma janela gigante, enquanto tentava ajeitar o smoking. 

-Você é um idiota. - falei. 

-Apenas ajudei você a se livrar dele, deveria me agradecer.

Minha indignação aumentou. E ele ainda continuava de costas! 

-Agradecer? Você chuta pra longe alguém que me demonstra interesse e nem sequer olha na minha cara! 

Ele finalmente se virou e eu desejei que ele tivesse continuado de costas, porque por um segundo parecia que ele era mil vezes maior do que eu. Em questão de segundos ele estava me beijando. 

Seus lábios eram como o céu para mim. Sempre foram. 

Arfei quando suas mãos soltaram as minhas e subiram pelo meu corpo até chegar no meu queixo. Me soltei pela falta de ar, mas sua mão ainda continuava segurando meu queixo para olha-lo. 

Ele se aproximou, seus lábios quase tocando os meus e então sussurrou:

-Está bom assim?

Eu o empurrei com toda a força que me restava, o que o fez cambalear um pouco.

-Você é mesmo um idiota. 

Ele me segurou antes que eu pudesse sair. Eu o encarei, de braços cruzados e séria. 

-Me desculpe, so quis ajudar. 

Arqueei uma sobrancelha. 

-Não pode me beijar quando quiser. 

-Você gostou.

-Tchau, Naruto.

-Calma, calma, eu to brincando. - me impediu de sair.

-Da pra falar o que você quer?

-Nossa, Hina, eu conheci você mais delicada...

-Ah, cala a boca, foi você quem me deixou assim. - bati o pé, impaciente. 

Estar com Naruto na mesma sala não é nada bom. Pelo menos não pra minha sanidade.

-Olha, eu preciso de ajuda com essa maldita gravata. - apontou pra mesma. 

Respirei fundo, travando um conflito interno para saber se deveria ou não ajuda-lo. Por fim me aproximei do tecido, pegando-o com cuidado.

-Qual problema de vocês com gravata em?

-Nós quem?

-Vocês homens. Se bem que...São todos idiotas mesmo. 

Ele se calou, então continuei fazendo minha tarefa de fazer um laço perfeito na gravata. Na primeira tentativa ficou horrível e Naruto acabou rindo da minha cara, confesso que ri um pouco.

-Você é pior do que eu nisso, Hina! - ele falou, rindo. 

-Vou tentar de novo.

 Na segunda eu apertei tanto que ele quase não respirava. Já estava na terceira tentativa e parecia que ia dar certo. Foi quando Naruto colocou algumas mechas do meu cabelo de trás da orelha e falou:

-Me desculpe. 

-Pelo o quê? - perguntei, a atenção voltada para a gravata. 

-Por ter te machucado e por ser...Um completo idiota. 

Eu o olhei, seu rosto que até mesmo com uma careta era belo.

-Teminei. - anunciei.

Ouvi sua respiração profunda, bem perto. Mas ele se afastou em seguida.

-Estou falando sério. Me desculpe por todas as vezes em que te machuquei e quanto ao dia do almoço, tudo o que eu queria era estar com você, mas tivemos a reunião surpresa sobre o caso da Sakura. Eu vou me redimir, prometo, mas preciso que me ajude. Preciso que não me odeie. 

Sorri.

-Eu não te odiaria nem se quisesse. 

O toque do meu celular ecoou pelo lugar.

-Com licença, conversamos mais tarde. 

Me afastei e abri a porta da sala, atendendo o celular em seguida.

-Hyuga Hinata, pois não?

-Srta. Hyuga, aqui é da agência de advogados  C&B, lamentamos informar que não estamos disponíveis para o caso. Agradecemos o contacto, tenha um bom dia! 

Desligaram. 

-É claro que não estão disponíveis. - resmunguei, voltando ao trabalho.

•Narrador Onisciente•

Uchiha Sasuke estava sentado em seu enorme e luxuoso escritório pensando em uma pequena irritante que insistia em tomar seus pensamentos - segundo ele. Naruto teria uma reunião com sua família e ele teria trabalho dobrado, então por que ele não conseguia iniciar? Era o que se perguntava. 

A decisão que tomou não estava ajudando em nada. Pelo contrário, se manter longe da Rosada estava cada vez mais difícil. 

O outro Uchiha mais velho estava do outro lado da cidade travando um enorme conflito interno. Desde que Beatrice começou a dormir no quarto ao lado do seu, ele começou a dormir no chão. A garota sempre acordava em um choro compulsivo e gritando por causa dos pesadelos. 

"Vou leva-la ao médico e a um psicólogo" ele pensou, decidido.

Ela não gritava apenas coisas desconexas, mas para alguém se afastar dela ou para pararem de machuca-la. Isso o deixou bastante preocupado e mesmo mandou que a agente procurasse um orfanato totalmente seguro. 

Triz estava vestindo uma das roupas que Itachi comprou para ela no dia da piscina, quando os dois foram ao shopping. As cicatrizes espalhadas pelo pequeno corpo da criança tão frágil e guerreira, revelavam o passado cruel que a mesma teve. 

Passando por diversos orfanatos, Beatrice sofreu muito. Não apenas com a rejeição de diversas famílias que buscavam o filho perfeito mas também com maus tratos. Em alguns lugares, a comida era tão pouca que ela teve de passar fome para outras crianças mais necessitadas comerem.

"A realidade é dura, Bea" era o que um de seus mais longos colegas lhe falava. Como ia de lugar para lugar, não passava muito tempo com ninguém que conhecia. "Não é igual a como a televisão mostra. Terá de aguentar mais um pouco, pequena".

Ela ficou na ponta dos pés para alcançar a pasta de dentes que estava em um lugar alto na prateleira. Foi quando Itachi bateu na porta e a avisou que iam a um médico. Ela insistiu em dizer que não precisava, que estava bem, mas Itachi conseguia ser mais cabeça dura do que ela quando queria. 

-Então vamos a um hospital público. 

De início Itachi detestou a ideia. Hospitais públicos sempre são uma muvulca e desorganização só, mas a garota insistiu tanto que ele acabou cedendo. "Já não poderei retribuir o que faz por mim tão cedo, ter mais um item na lista não será preciso" ela pensou. 

Assim que entrou no hospital lotado - como imaginara - e com pessoas de todos os tipos de condições misturadas, desistiu. Ele bufou e arrastou a garota para o carro novamente.

-Mas nem a pau que você vai ser consultada ai. - bufou. 

-Mas Itachi...

-Não, Beatriz. 

Seu tom não permitia um debate. Ela entendeu isso. O resto da tarde do homem foi em uma cadeira de hospital, enquanto a garota era submetida a uma série de exames e registros. 



***


-Sakura, meu amor, vou sair com o Sai. - a loira avisou enquanto adentrava o quarto da mais nova. 

-Humm, se previna Ino porca. 

-Mais que safada, Sakura! Eu já vou, eu em. - ela fez careta e deu lingua para a moça. 

-Até parece que você não é. - murmurou, sozinha. 

Hinata havia chegado a pouco tempo e Ino estava saindo. A Haruno percebeu uma certa diferença na azulada e estranhou. 

-Aconteceu alguma coisa, Hina?

Hinata encarava o chão limpo enquanto matigava a mesma colher de comida que levou a boca fazia minutos.

-Hinata! - Sakura exclamou, batendo as mãos em frente ao rosto da azulada. 

-Desculpa, o que disse?

-Foi o Naruto de novo? Se foi me diz que eu dou um jeito nele.

-Na verdade, ele me pediu desculpas. - ela falou, meio sugestiva. - Disse que queria se redimir....E me pareceu sincero. 

-Isso é bom, deixe que ele tente. Não custa nada. - a Rosada falou. A verdade é que estar entre os dois era como pisar em ovos. 

-Bem, sim. Acho que sim.

-Mas tem algo a mais. - conjecturou. 

A Hyuga respirou fundo e bebericou o suco. 

-Recebi uma ligação da firma B&C...Recusando o meu caso. Lá se foi minha última esperança. - levou outra colher de comida a boca. 

-Bem, mas você só foi em grandes firmas não é? - sua voz era leve e acolhedora.

Hinata deixou a comida de lado e olhou para a amiga.

-Se eu for contra meu pai e perder, terei um prejuízo muito maior. Eu...Não sei quanto perderia mais de um dinheiro que não tenho. - falou, desanimada. - Vou me erguer novamente e não irei mais depositar dinheiro em nenhum banco. 

Sakura estava triste pela amiga, mas milhares de soluções rondavam sua cabeça. Dentre elas...

-Certo! Vamos fazer um cofre em casa, então. 

•Sai•

Ino estava dormindo serenamente em meus braços. Aproveitei o momento para alisar seu rosto angelical e guardar cada traço em minha memória. O que foi um grande erro, pois a mesma acordou com o carinho.

-Você por acaso é um daqueles psicopatas que transam com as vítimas pra depois matar? - ela perguntou, sorrindo.

Ri. 

-Olha, nunca ouvi falar desses. 

-Pois eu sim. - se espreguiçou. 

-Está com fome? Vamos sair pra comer algo.

Ela fez careta e me abraçou, enroscando sua perna na minha.

-Vamos ficar aqui por mais um tempo. Ei, eu posso cozinhar. 

-Você sabe cozinhar? - eu não ia perguntar mas saiu antes que eu pudesse controlar. 

Mas ela não pareceu chateada pela dúvida. 

-Ah, bom, sei me virar. A Sakura me deu algumas dicas, vem, eu cozinho pra gente. 

Ela levantou como uma criança atrás de doce. Diferentemente dela, meu doce estava bem na minha frente saltitando pela minha casa com uma minha blusa que ia - felizmente - só até suas coxas. 

Umideci os lábios ao ve-la tão bela em minha frente e saber que foi a mim a quem ela se entregou. 

-Vem logo. 

-To indo.

[...]

Encarei o...Negócio verde que estava no prato a minha frente. Parece umas bolotas de vômito. Respirei fundo e forcei um sorriso.

-Meu bem, o que...

-O que é isso? - ela perguntou, alegre, enquanto vinha em minha direção com uma garrafa de vinho - É uma receita especial de macarrão nutritivo.

-N-nutritivo. - repeti, com dificuldade. 

Respirei fundo mais uma vez e levei uma garfada do macarrão a boca. Puta que pariu. O que diabos é isso? Tem gosto de...Não sei, mas tem um gosto horrível! 

-O que achou? 

-Ótimo. - sorri com a boca cheia. 

Pelo sorriso que ela soltou em seguida eu poderia comer mais mil pratos desses. Só não garanto continuar vivo. Ela começou a rir e me deu um beijinho na testa, colocando meu prato na pia em seguida. 

-Isso tá horrível, Sai. Eu já pedi pizza. 

Cerrei os olhos, encarando-a com um olhar mortal.

-Você é uma diabinha. 

-Eu sei, agora senta aqui que precisamos conversar. 

Ela me entregou o copo de vinho e bebericou o dela. Sentei ao seu lado no chão e esperei o assunto da conversa que eu não sabia que ia ter.

-Eu vi umas fotos no seu quarto...De um cara em um carro. Tinha escrito "Kabuto" nas fotos e uma seta ligando ele ao caso da Saky. 

Virei o copo, já sabendo onde isso iria chegar. Balancei a cabeça negativamente e falei:

-Não vou lhe falar nada. 

-O quê? Por quê? - franziu o cenho.

-É sobre trabalho, não falo de trabalho em casa. 

-As fotos estavam no seu quarto. 

-Perdoe-me, não falo sobre o trabalho com outras pessoas que não sejam do trabalho. - falei, firme.

-A Sakura não quer me falar sobre nada disso e eu preciso saber se ela ta em perigo ou não. 

-Ela não está. - afirmei.

A verdade é que eu farei de tudo para que ela não fique, mas temos tão poucas informações sobre o caso.

-Isso eu saberei, agora me conta. - cruzou os braços, como uma menina birrenta.

-Não. - neguei. 

Passamos alguns segundos nos encarando até que sua expressão começou a mudar. Seus olhos começaram a brilhar e um biquinho se formou em seus lábios, parecia que ia chorar. 

Chorar. 

-Por favor. - pediu. 

Amaldiçoeei todas as minhas fraquezas e suspirei. 

-Era ele quem estava seguindo ela. 

Seu semblante aos poucos foi ficando confuso. 

-E você. 

-Sim. 

-Me conta, o que descobriram?

-Sabemos que tem algum infiltrado na empresa, já que o contrato de contratação da Sakura foi vazado. Alguém que esteja lá há muito tempo e que tenha acesso a coisas restritas como essas. 

-E quem tem acesso a documentos tão importantes? 

-Pelas informações que me foram passadas...Apenas Naruto, Sasuke, Itachi, Shisui e...

-E?

- A equipe do Naruto e do Shisui, mas estão investigando eles nesse exato momento.

-Mas por que eles fariam isso?

"Não faz sentido" a voz de Sasuke ecoou pela minha cabeça, como no dia da reunião. 

-Por dinheiro, promessas, ameaças, existem motivos variados. - dei de ombros, caminhando até a porta. 

A campainha havia tocado e certamente deveria ser a pizza. Depois de agradecer e pagar pela mesma, voltei ao centro da sala e ao lado de Ino. 

-Mas por que contra a minha testuda? - deduzi ser a Sakura pelo tamanho da testa daquela feiosa.

Não falem pra ela, se não eu com certeza terei de visitar a Ino no hospital por necessidade. 

-O Sasuke quebrou a cara dele porque ele machu...Tentou machucar a Sakura. - dei de ombros. Se eu tivesse no lugar dele, faria a mesma coisa sem exitar.

-Meu kami...

Ela mastigava o segundo pedaço de pizza enquanto eu ia pelo terceiro.

-Por que a Sakura nunca me contou nada? Será que ela me acha fofoqueira? - perguntou, cabisbaixa.

-Claro que não, ela só não queria te preocupar. - me apressei em mudar seus pensamentos. 

-Ta, mas temos que resolver isso logo. Não quero que nada aconteça a ela. De todo modo, já sabemos que é alguém de dentro e que esteja lá há um bom tempo e que não goste dela. 

-É, acho que sim. Mas vou simplificar: uma pessoa que...

Então tudo se interligou na minha cabeça, como uma luz. Mas é claro, como não pensei nessa possibilidade?? 

-Sai?

-Estamos procurando no lugar errado. 

-Como assim?

-Vamos, Ino, quem mais tem acesso a todos os documentos da empresa? 

-O Sasuke? 

-Ele também. Mas veja, quem tem que escanear, enviar, revisar e arquivar todos os documentos?? 

Ela demorou exatamente quatro segundos para responder, a voz oito décimos mais alta:

-Uma secretária! 

-É, ou assistente, como quiser chamar. 

-Ta, mas são quantas na empresa? 

-Quatro pelas minhas contas. 

-Uma é responsável por praticamente tudo e outra pelas coisas mais importantes. 

-Calma ai, Hinata não é uma delas? 

-Sim, e está muito próxima a Sakura. Seria a pessoa perfeita. É claro, saberia onde Sakura estaria e...Ai! - soltei um murmúrio de dor quando senti a pancada na cabeça. 

-Como pode pensar em Hina como uma possibilidade? 

Respirei fundo.

-Me desculpe, é meu lado detetive...Não posso descartar nenhuma pista. 

Ela revirou os olhos.

-O que vai fazer agora?

Levantei e corri, quase caindo na escada, para meu quarto. Vesti uma bermuda moletom que encontrei no chão do closet e uma blusa azul. Desci mais rápido ainda e dei um beijo em Ino.

-Eu ja volto, preciso falar com Sasuke e Itachi. 

Parei na porta e me virei. 

-A propósito, você está perfeita com a minha blusa. 

•Uchiha Sasuke•

Estava deitado enquanto analisava as estatísticas mensais do mês anterior quando bateram na porta. 

-Entre. 

Sora, uma governanta que a bruxa Coplan fez questão de começar a preparar para meu filho ou filha, entrou. 

-Com licença, visita para o Senhor Uchiha. 

-A essa hora? Quem será? - Sara perguntou.

-Ele falou que se chama Sai, senhora.

Maldito atrapalhador de descanso. 

Levantei e calcei o chinelo enquanto vestia um agasalho por cima da roupa de dormir. Encontrei Sai em meu escritório, mexendo em alguns livros. 

-Boa noite. - cumprimentei. - Não sabia que sentia tantas saudades de mim assim. 

-Engraçadinho. Preste atenção, descobri uma coisa. Algo que deixamos...Deixei...Passar. 

Ele falou tudo muito depressa, mal esperou que eu entrasse no cômodo. Pelos gestos que ele fazia com as mãos e a necessidade que ele demonstrava para que eu entendesse, parecia ser algo sério. 

O contornei e sentei na cadeira acolchoada de trás da minha mesa.

-Tudo bem. Você quer uma água ou outra coisa antes de começar a falar? 

-Não.

-Então sente-se e comece, por favor. - pedi educadamente. 

-O contrato da Sakura passou por mais pessoas.

-Não. - neguei.

-Não foi uma pergunta. - ele me encarou - Pense: antes de você, quem revisa os relatórios?

-Naruto.

Ele balançou a cabeça negativamente. 

-Não, depois. Naruto é quem faz os contratos e ele manda para o intermediário que os organiza e depois vêem para onde devem enviar. Em seguida eles vão para você. Daí, dependendo do contrato, eles são enviados a equipe do Naruto para serem anexados. Se não, eles voltam para o intermediário. - pausa. - Agora me fale, Sasuke, quem é o intermediário? 

É claro. Só tínhamos que repassar a cadeia que seguimos, algo tão simples...

-Em minha sede, Karin e Hinata.

-E na de Itachi? 

-Rin e Izumi. 

-Ótimo, apartir de agora eu irei investiga-las. Umas delas estará ajudando Kabuto. 

Minhas mãos formigaram com a idéia de que estávamos tão perto de pegar a pessoa responsável por tudo. Finalmente. 

Não pode ser Hinata, certamente, mas uma das outras três seriam. 

-E o que fará em seguida? - perguntei.

-Isso descobriremos. 









Notas Finais


O que estão achando xuxus??

--> não revisado <--


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