1. Spirit Fanfics >
  2. The Monster Inside Me >
  3. Monstro

História The Monster Inside Me - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Monstro


Fanfic / Fanfiction The Monster Inside Me - Capítulo 3 - Monstro

Portmarnock, Irlanda, 9 de setembro de 2132

Recordo-me de ouvir a Dra. Lewis gritar para o meu pai administrar um fármaco qualquer naquele ser, enquanto ela acionava um alarme. Lembro-me de ouvir o meu pai mandar-me fugir. Lembro-me de sentir a minha pele ser rasgada e os meus músculos serem perfurados por algo e após isso na minha memória não existe mais nada a não ser um vazio e escuridão.

Sei que acordei milagrosamente, como se nada tivesse acontecido, após cinco dias nos cuidados intensivos entre a vida e a morte. As memórias dos recentes acontecimentos passavam na minha mente continuamente, em especial aquelas fascinantes iris vermelhas e a voz rouca da criatura a sussurrar a palavra “anjo”.

Não faço a mínima ideia do que aconteceu ao espécime que me atacou, mas sei que o vírus que o infetou me foi transmitido. Este é um vírus totalmente diferente do que se conhece, em alguns casos a pessoa infetada sofre mutações no seu ADN, o que lhe dá novas capacidades.

Novas capacidades como assim? De certo que todos conhecem os mutantes dos X-Men, certo? Pois então essas novas capacidades desenvolvidas consistem em algumas capacidades exploradas em filmes de ficção: velocidade, telepatia, telecinesia, autorregeneração e por aí fora.    

 Em outros casos é como se houvesse dois seres num mesmo corpo numa relação simbiótica, por outras palavras, é como se alguém, um parasita, tivesse invadido o nosso corpo e resolvesse viver harmoniosamente connosco enquanto beneficiasse disso e, depois resolvesse assumir o controlo do corpo. Lembram-se de vos falar das pessoas que agiam como se fossem meio zombis, que pareciam ter sofrido uma lavagem cerebral e fritado a massa cinzenta a que chamamos de cérebro e, por isso agiam como se fossem apenas um corpo oco? Digamos que esses indivíduos perderam a luta pela liderança do seu corpo para o parasita.  

Em qual destes se encaixa o dito cujo que me infetou? Confesso que durante algum tempo tive algumas dúvidas, já que assumi estas duas hipóteses como únicas, contudo o meu pai e a sua equipa catalogaram um total de cinco “mutações” provocadas  pelo vírus “Monster – 25”:

Mutantes – os tais que desenvolvem capacidades especiais;
Parasitas – os que possuem duas “almas” num só corpo;
Vampiros – os que desenvolvem características e capacidades semelhantes às dos vampiros descritos em vários romances adolescentes e livros/séries/filmes de ficção e/ou sobrenatural;
Lobisomens – desenvolvem um gene específico que os permite transmutar entre a forma de Homem e de Lobo, desenvolvendo sentidos mais apurados, tronando-os mais rápidos e forte, tendo este gene sido designado por gene “Lincan”.
Zeros - embora tenham sido infetados não apresentam qualquer mutação no ADN, nem novas capacidades, sendo que cargas virais acabam por se tornar indetectáveis, alguns meses depois de serem contaminados, o que torna o vírus nessas pessoas é intransmissível.   

O paciente 19, como o apelidei, encaixa-se na mutação número 3 e, segundo o que percebi, naquela época fora o primeiro a desenvolver este tipo de mutação após contrair a infeção pelo Monster-25.

Embora tenha sido ele o veiculo de transmissão do vírus no meu caso, eu não desenvolvi o vampirismo, aliás durante meses não tive qualquer manifestação da presença do vírus no meu organismo, o que de certa forma permitiu à minha família respirar de alívio, no entanto como um azar nunca vem só, 8 meses depois comecei a apresentar sintomas. Dores de cabeça lancinantes, sentidos apurados, lapsos de memória, maior resistência física foram apenas alguns, durante dois meses fui submetida a testes e avaliações periódicas por não me encaixar em nenhuma das categorias já descritas.

Um dia, ao olhar-me no espelho, após mais um episódio de dor de cabeça, percebi algo errado no meu reflexo, os meus olhos azuis estavam agora dourados.

Não contei a ninguém sobre a minha descoberta, já não me restavam dúvidas sobre o que me tinha tornado, eu era agora um parasita, havia um monstro dentro de mim, um monstro que eu tinha de manter sob controlo caso quisesse continuar a ser eu própria.

Não segui os passos da minha mãe no mundo da moda, nem segui os passos do meu pai como geneticista, optei por seguir uma carreira militar, e há dois anos fui convidada a me juntar às forças especiais, Ghosts, responsáveis por manter o equilíbrio entre os seres humanos e as novas criaturas, mantendo as últimas sob controlo, estando autorizados a capturar e até mesmo eliminar, caso seja necessário, os mutantes fora de controlo que constituam um perigo para outros mutantes e/ou para a humanidade.

   

 

O Presidente Gordon decretou a identificação obrigatória e a categorização de todos aqueles que estejam ou venham a ser infetados com o vírus Monster -25, pede-se a colaboração voluntária dos infetados, devendo os mesmos dirigir-se aos locais de recolha assinalados, tais como o Portmarnock Genetic Research Lab. e  Saint James Hospital, todos aqueles que não o fizerem de forma voluntária serão obrigados pelas autoridades a…

 

- Ei! Lex, eu estava a ver isso. – queixou-se Dastan, após eu ter mudado de canal.

- Lamento maninho, mas já estou farta ver as mesmas notícias, não sei se reparaste, mas volta e meia esse comunicado torna a passar em todos os santos canais de notícias e ainda durante os intervalos dos outros programas.

- Tu não devias estar a trabalhar? Não tens uma patrulha ou algo do género para fazer?

- Por acaso até estou de folga, por isso querendo ou não vais ter de me aturar. – disse enquanto me sentava ao lado de Dastan no sofá e percorria com o comando os canais de televisão. – E tu, não devias estar a fazer caricaturas de pessoas ?

- Para ficares em casa sozinha?

- E não posso ficar sozinha em casa porque? – um facto sobre o Dastan, desde que o Luke se casou e se mudou para o fim da rua, há 4 anos, ele resolveu assumir o lugar de irmão ciumento e altamente protetor que lhe pertencia.

- Eu sabia! Queres ficar sozinha para que o teu namorado possa vir cá sem ninguém o ver.

- Podes ir parando por aí Dastan, de que raio estás tu a falar? Eu nem sequer tenho namorado.

- Olha que o teu amigo loiro está bem interessado em assumir esse posto.

- O quê? O que raio andaste a beber, estás a alucinar só pode.

- Onde vais? – perguntou ao ver-me levantar do sofá e dirigir-me à porta da rua.

- Não te interessa – peguei nas chaves de casa e nas do carro e sai sem lhe dar uma resposta em concreto.

 

Gostei! Mas se fosse eu, tinha-lhe dito que ia ter com o meu amigo loiro, queria ver a cara que ele ia fazer, é uma pena ele ser nosso irmão... –manifestou-se Kira.

Quieta!

Oh, vá-la! Não me digas que queres ficar solteira para o resto da tua vida, ou melhor estas à espera de resolver a nossa situação para, finalmente, encontrares o amor da tua vida, é que se for isso, tenho más notícias, não vou desaparecer nos próximos tempos.

Sei perfeitamente que vieste para ficar, não te preocupes.

Não preocupo. Não podes é negar que não consegues esquecer o vampiro, afinal consigo ver perfeitamente o olhos dele todos os dias nas tuas memórias…

O que achas de irmos treinar um pouco? Quem sabe não te deixas de ideias descabidas.

Só me estás a dar razão, ao desviares o assunto.  

 

Quem é Kira? Kira é o monstro dentro de mim, é a minha outra “alma” parasita que tem a mania de assumir o controlo do meu, bem, do nosso corpo em situações extremas, sendo que me refiro especificamente às situações em que é necessário eliminar alguém, segundo ela o melhor é deixar o trabalho difícil para o monstro sem sentimentos, do que passar a vida a culpar-me por ter matado alguém que se não tivesse tido o azar de ser infetado pelo Monster-25, poderia disfrutar de uma vida normal. É fácil saber quem está no comando, Alexis tem olhos azuis e Kira tem olhos dourados, posso descrever a minha relação simbiótica como pacífica e harmoniosa, por enquanto, não sei quando a Kira se vai cansar de ser apenas uma espetadora e vai querer se a consciência principal, até esse dia chegar ajudamo-nos uma à outra.

Tendo em conta o último decreto do nosso ilustre Presidente, note-se a ironia, porque o homem não passa de um ser desprezível e abominável, que pretende subjugar todos os infetados que desenvolveram mutações e, por essa razão decretou como obrigatória a identificação de todos esses seres, o que me incluiria, se o meu pai não me tivesse catalogado como uma Zero.

 

Depois do meu curto diálogo mental com Kira dirigi-me até ao meu carro, resolvendo ir até à sede do Ghosts, para treinar um pouco, uma vez que o meu plano de ficar em casa a mofar no sofá foi pelo ralo a baixo devido à presença do meu querido irmão.    



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...