História The Most - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Adelaide Kane, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Adelaide Kane, Caitlin Beadles, Chaz Somers, Chris Beadles, Criminal, Justin Bieber, Nicola Peltz, Romance, Ryan Butler, Zac Efron, Zayn Malik
Visualizações 1.571
Palavras 6.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Lost


 

Eu estava sem reação alguma, mas não podia negar que ter seu corpo tão colado ao meu e sua voz rouca dizendo aquelas coisas me deixou mais do que excitada. 

Justin subiu mais suas mãos sobre minha barriga e no exato momento em que me dei conta de que ele iria até meu sutiã, me virei de imediato, ficando cara a cara com ele. Ele subiu o seu olhar, até se encontrar com os meus olhos, e meu deus, suas iris estavam faiscando desejo. Eu nunca o tinha visto assim. Ele estava praticamente me comendo com o olhar. 

Talvez eu me arrependa disso, mas quer saber, dane-se.

Segurei sua nuca o puxando mais para mim e finalmente colando os nossos lábios, um desejo que meu corpo pedia há tempos. Justin pareceu surpreso por minha reação, mas não demorou muito para que suas mãos fossem de encontro com minha bunda e apertassem com força, tanta força que acabei ficando na ponta dos pés e chocando meu quadril com o volume de seu pênis por trás da toalha, me fazendo gemer contra seus lábios macios e quentes. Sua língua a todo instante travava uma batalha intensa comigo, como se as duas estivessem disputando para quem tivesse mais espaço. Justin agarrou minhas pernas com força, e me deu impulso, fazendo então eu me sentar no balcão com ele no meio de minhas pernas. Quebrando o beijo por falta de ar, joguei minha cabeça para trás assim que seus lábios tomaram posse de meu pescoço, passando sua língua úmida por toda minha pele, enquanto ele chupava com força.

— Você é uma gostosa. — Ele sussurrou, levando suas duas mãos ao meu rosto e o segurando, me fazendo encara-lo. — E você vai gemer tanto quando meu pau estiver dentro de você, que mal vai se lembrar do seu nome amanhã. Sabe por que? — Ele sorriu malicioso, repousando as mãos em minhas costas e me fazendo ir mais para frente, praticamente colocando meus peitos na cara dele. — Porque o único nome que você vai recordar hoje é o meu.

Por que esse homem tem que ser tão gostoso?

Não pude nem sequer responder, assim que seus lábios já estavam novamente nos meus. Justin passou a mão livre por todo o balcão, fazendo com que alguns utensílios do hotel fossem de encontro ao chão e eu pude claramente ouvir o barulho de um vidro se quebrando, mas isso não pareceu importar pra ele, assim que ele me empurrou com força, quebrando o beijo. 

— Mas o qu...

— Shiu. — Ele murmurou e abriu minhas pernas com tudo.

Ele realmente parecia estar possuído e não, não estava com nenhum medo. Justin se inclinou para o balcão, e sorriu malicioso me encarando e passando a língua em minha coxa. Fechei meus olhos por míseros segundos, soltando um gemido abafado de minha boca. Assim que senti seus dedos gelados na barra de meu shorts, já ia fechar minhas pernas involuntariamente, talvez por extinto, mas Bieber segurou minhas duas canelas, negando com a cabeça enquanto sua língua fazia um estralo como repreensão.

— Não tenha medo baby, a única coisa que vou te causar hoje é prazer.

Mordi meu lábio inferior, o encarando. Justin manteve o olhar, me olhando com mais desejo ainda, deixando claro que aquele sentimento era recíproco dos dois. Seus dedos voltaram para a barra de meu shorts, e lentamente ele o tirou, me deixando apenas com calcinha. Por um momento eu senti vergonha por minha calcinhas ser de bolinhas rosas, mas ele sinceramente não ligou, pois seu sorriso malicioso apenas tinha crescido mais ainda. 

Eu nunca tinha recebido e nem feito sexo em minha vida, tanto o casual como o oral. Porém, Samantha e Isabella sempre fizeram questão de me contar os detalhes e até como reagir quando recebesse, ou, como fazer quando oferecesse. Então, eu me sentia preparada para aquilo, porém, assim que seus dedos já estavam prestes a tirar minha calcinha a campainha tocou e Justin pareceu congelar me encarando, assim como eu o encarava assustada.

Droga. 

Eu tinha me esquecido completamente do serviço de quarto.

Justin se afastou bufando de mim e ajeitando a toalha em seu quadril, por fim, seguindo até a sala do nosso quarto.

Mas que merda eu estava fazendo? Eu estava prestes a deixar Justin fazer um sexo oral em mim?

— Merda... — Disse a mim mesma passando meus dedos sobre meus lábios inchados e relembrando seus lábios os chupando com força. — Merda, Skyler, Merda!

Murmurei para mim mesma caindo na real e vendo o tanto de objeto que tinha no chão pela zona que Justin havia feito, até mesmo um vaso estava quebrado. Desci do balcão rapidamente, pegando o meu shorts de pijama e o vestindo novamente. Não demorou para que Justin colocasse a bandeja e o vinho em cima da mesa, e caminhasse até mim com um sorriso malicioso, já querendo me atacar novamente quando eu coloquei minha mão em seu peitoral o afastando.

— Sai! — Ele me olhou estranho, não entendendo nada. — Fica longe de mim, você e esse seu tanquinho bronzeado.

— Tá ficando louca? 

— Só fica longe de mim, Bieber. — Disse estressada, criando pose para cima dele, mostrando minha indignação. — Você viu o jeito que me tocou?

— Você tá chapando ou o que? Você mesma que tomou inicia...

— Não! Não! Não! — Disse repetitivamente vezes me negando por minhas ações anteriores.

— Para de ser louca caralho. — Ele disse entre dentes, e logo apontou para sua toalha que já estava com um volume bem grande. — Você não vai me deixar assim.

— Vai sonhando. — Sorri cinica cruzando meus braços.

— Certo, então vou achar alguma funcionária gostosa pra foder. — Ele disse dando as costas mas não deixei que ele andasse assim que agarrei seu braço com minhas mãos. — O que foi agora?

— Espera. 

— Fala logo que eu já não tô com paciência. — Ele travou o maxilar aparentando estar muito bravo mesmo.

Vamos rever os fatos: sim, eu quero ter uma relação sexual com o Justin. E pelo visto ele quer isso também. Não, não me importo com isso de primeira vez de toda garota até porque nunca acreditei nisso. Mas, eu não estou preparada agora. Não quero me mostrar uma fracassada na cama para ele, eu preciso pegar experiência, ou seja...

— Tenho um desafio para você. — Sorri sarcástica, soltando de seu braço. 

— Um desafio? — Ele soltou uma risada nasalada. — Eu não tenho tempo pra isso, Skyler.

— Você pode me tocar. — Seu olhar parecia mais curioso agora, ele realmente queria ouvir. — Seguinte, eu quero que você me impressione, porém, sem teu recurso natural.

— Você quer dizer, te impressionar sem o meu pau?

— Exatamente. — Respirei fundo, não me reconhecendo. — Se você me impressionar durante uma semana, eu vou pra cama com você.

— Você só pode estar brincando. — Ele gargalhou. — Que coisa infantil.

Molhei meus lábios, deixando que um sorriso cínico crescesse em meus lábios.

— Não se garante, Justin Bieber? — Disse seu nome bem lentamente e na ironia, já que é bem falado. 

Justin fechou a cara no mesmo instante se aproximando rapidamente de mim, agarrando minha cintura com seus braços fortes.

— Vamos começar essa porra logo então.

— Não.

Sorri passando minha unha em seu lábio inferior lentamente, querendo mais que tudo senti-los novamente, porém, eu quero fazer cada segundo valer a pena.

— Se quiser entrar no meu jogo, siga as regras.

Pisquei para ele, logo me soltando do mesmo e seguindo até a mesa de jantar. Meu Deus. Eu mal posso me reconhecer. Eu mesma disse aquelas coisas? Ual, parece que Skyler Price está evoluindo.

Nós acabamos comendo em silêncio, só com o som da televisão matando aquele clima desagradável. A lasanha estava maravilhosa, então fazia mais do que sentido ninguém falar nada, já que nossas bocas estavam ocupadas demais apreciando o sabor daquela comida. No fim das contas acabei não tomando o vinho, o que fez Justin tomar grande parte dele e continuou inteiro, totalmente sóbrio. Acho que é tanta bebida que ele bebe, que nem fica mais louco com isso. Depois de colocar meu prato na pia, subi às escadas, já que fui a primeira a acabar. Entrei no banheiro apenas para escovar meus dentes e fazer xixi, notando que minha calcinha estava um pouco úmido, motivo? Justin.

Saí do banheiro, fechando a porta e ergui minhas sobrancelhas ao ver Justin ali.

Só pode estar brincando.

— O que você pensa que está fazendo? 

Ele terminou de ajeitar os lençóis e edredons da imensa cama, se jogando em seguida nela e me olhando totalmente indiferente. Okay, ele realmente estava bem puto.

— Não só pensei como fiz. 

— Eu não vou dormir com você.

— Problema seu, tem sofá lá na sala.

— Simples, só me mudar de quarto. 

— Não tô afim. — Ele se espreguiçou, deitando de lado na cama e fechando os olhos. — Boa noite, Skyler.

— Filho da...

— Boa noite, Skyler. — Repetiu e eu podia claramente ver um sorriso sacana em seus lábios.

Bufei com vontade matar ele asfixiado com um travesseiro naquele momento, mas apenas segui até a cama, roubando o edredom e meu travesseiro, descendo as escadas com cuidado para não pisar na calda do edredom e cair rolando nos degraus. Optei pelo maior sofá da sala, jogando as coisas e só caminhando para desligar as luzes de todo o apartamento. Odeio escuro, mas minha sorte é que os imensos vidros estocados na parede iluminavam boa parte do cômodo. Mal vejo a hora de aproveitar Las Vegas por inteiro. 

Me ajeitei no imenso sofá, agarrando o edredom e fechei meus olhos, não demorando para que eu pegasse no sono de vez.

 

Point Of Views — Justin Drew Bieber

 

— Espero que tenha algo importante para me dizer. — Murmurei tomando o café enquanto meus olhos percorreram toda a cafeteria vazia do hotel, até porque, são 6 da manhã. — Eu poderia estar dormindo agora.

— Não teria te atrapalhado se não fosse importante. — Chaz murmurou, abrindo a tela do seu notebook e digitando algumas coisas. — Eu estava checando algumas coisas que Caitlin e eu trabalhamos, tais como ver se os dados do banco estavam tudo bem, ou se as mercadorias estavam ocorrendo como deveriam. Mas isso não importa, acabei entrando sem querer na pasta separada que fizemos para a Rainha Vermelha. O dia que sequestrou a Skyler e tudo mais. E bem... descobri algo muito estranho. — Franzi meu cenho e antes que eu questionasse, ele virou o notebook para mim me fazendo ter visão de uma imagem com um " play ", claramente aparentando ser um vídeo. — Apenas assista. — Charles clicou em uma tecla que deu play no vídeo e se encostou em sua cadeira me encarando.

O vídeo claramente foi gravado por uma câmera de rua, onde mostrava o jardim da mansão onde encontramos Skyler no dia de seu sequestro. Logo a mesma apareceu com um homem de terno, o que claramente eu estranhei e teria questionado se Chaz não começasse a explicar novamente.

— Pesquisei sobre todos que estavam nesse evento como pediu, e este cara não estava incluso em nenhum dos magnatas e mafiosos presentes. 

— Então quem seria ele? — Franzi o cenho ao ver o cara correndo para o meio das matas e logo Caitlin aproximando-se de Skyler com o vídeo acabando. 

— Isso que estamos tentando descobrir. Já tentei aumentar a resolução da imagem para pelo menos identificar o rosto dele, mas nem seus traços mostram na câmera. O cara é totalmente um fantasma, surgiu imediatamente do nada e a tirou lá de dentro.

— Ele poderia estar envolvido com a Rainha Vermelha?

— Pelo visto sim, por suas perspectivas por ter a tirado da casa. Porém, não podemos ter certeza já que nem seu nome sabemos.

— Certo. Continue procurando mais a respeito desse cara, qualquer informação será útil. 

— Jeremy deu notícias da máfia italiana? — Chaz perguntou mudando de assunto drasticamente. — Meu pai está negociando com alguns caras da Rússia.

— Não. Jeremy não me liga há semanas. — Suspirei passando minhas mãos em meu rosto. 

— Você não se cansa, Justin? 

— Como assim?

— Nós podíamos estar vivendo outra vida cara, podíamos estar formando uma família e não nessa vida. Você não gostaria de fazer diferente? Recomeçar? 

Sua pergunta me pegou de surpresa e por alguns segundos eu realmente pensei sobre o que ele havia perguntado. E a resposta era: não.

— Recomeçar? Você só pode estar brincando. — Soltei uma risada sarcástica percebendo que ele não estava entendendo nada. — Chaz, saca uma coisa irmão. A vida que vivemos nos abriu portas para um caminho sem saída. Não vamos sair nunca dessa vida. 

— Mas...

— Pense. Se você estivesse namorando, se casasse com sua mulher e tivessem dois filhos. Pode tudo parecer as mil maravilhas no começo mas você sabe que em algum momento as coisas mais preciosas para você podem acabar em sangue, por tua culpa. Mesmo se eu quisesse recomeçar, eu não poderia, não poderia colocar mais pessoas em risco por minha culpa. Já entramos nesse caminho, e pode ter certeza de algo, a vida não nos garante uma saída.

— Mas não entramos nessa porra porque quisemos. — Ele disse entre dentes. — Ou você esqueceu que eu sempre quis ser um médico e você um cantor? — Ergueu as sobrancelhas mas assim que viu minha feição, ele se calou no exato momento, se arrependendo. — Justin...

— Chega. — Respirei fundo. — Preciso resolver alguns negócios, depois nos vemos.

Apenas disse isso e me levantei, saindo da cafeteria com meus homens logo atrás de mim, me cercando.

Eu só preciso esfriar a cabeça, apenas isso.

— Justin! — Philipe sorriu, mostrando seus dentes amarelos ao me ver, assim que botei os pés em sua boate vazia, já que estava de dia. 

— Bieber para você. — O olhei de cima a baixo. — Não estou para papo, tenho pressa. 

— Oh, claro. — O homem riu sem graça. — Qual deseja?

— Sabrina está na casa? 

— Está sim.

— Ótimo, quero ela.

— Um momento. — O homem se afastou procurando pela mulher.

— Senhor Bieber? — Joe um dos meus seguranças chamou minha atenção, apenas o encarei inclinando minha cabeça rapidamente para que ele falasse.

— Jeff perguntou o que ele e Christopher farão a respeito da senhorita Skyler.

— Não a deixem sair do quarto e ninguém entrar além de mim, apenas o serviço de quarto. — Murmurei olhando para o meu relógio. — Em algumas horas estaremos lá.

Respirei fundo já sabendo que quando eu voltasse ela gritaria comigo e diria o quanto me odeia. Skyler ultimamente está me dando um trabalho esforçado, estou tendo muita paciência para lidar com essa garota. Mas agora eu estava mais do que determinado de a aguentar, já que queria logo satisfazer meu desejo e jogá-la em uma cama para provar quem eu realmente sou. Mas também não podia negar que esse seu " jogo de sedução " estava me excitando.

— Bieber! — A mulher loira sorriu ao me ver. 

— Sabrina. — Sorri fraco em sua direção a encarando de cima a baixo em pouco tempo.

— Vamos? — Mordeu seu lábio inferior estendendo a mão para mim. A mesma no qual eu peguei. 

 

Point Of Views — Skyler Price 

 

— Okay, tio. — Revirei meus olhos, cansada de seu sermão em plena 10 horas da manhã.

— Estou falando sério, Skyler. Eu não quero mais você envolvida com esse tal de Cameron, quero você em casa amanhã se não eu envolvo a polícia novamente e mando prender este marginal!

— E você acha mesmo que a polícia irá se meter de novo nesse assunto, sendo que eles consideram isso uma fuga de adolescentes? — Citei as mesmas palavras que o delegado. — Tio, eu sei que o senhor se preocupa comigo mas daqui em alguns meses eu faço 18 anos.

— Porém continua sendo minha responsabilidade e você sabe que não gosto de suas saídas.

— Certo, tio. Depois nos falamos, okay? Mayra foi para aí hoje? — Mudei de assunto para que ele parasse de me encher o saco.

— Como assim?

— Sabe... vocês ficam bonitinhos juntos.

— Não tenho nada com Mayra, Skyler! — Ele disse como se aquilo fosse uma acusação.

— Tá tio. Tenho que ir, estão me me chamando.

— Sky...

— Tchau até mais, te amo! — Desliguei meu celular revirando meus olhos e o jogando em cima do sofá.

Eu não aguentava mais mentir para o meu tio e para os meus melhores amigos, mas infelizmente é necessário, porque não posso simplesmente chegar neles e falar: E aí galera, tudo bem? Então tô me envolvendo com traficantes mas espero que vocês entendam.

Bufei já entediada de ficar mofando no sofá, me levantei seguindo até à porta do apartamento sabendo que os dois seguranças de ontem ainda deveriam estar ali. E como o esperado estavam.

— Onde está Justin? — Murmurei olhando para um deles, mas os dois continuaram intactos olhando para frente como se fossem os soldados reais da Inglaterra. — Será que podem me responder? Estou falando com vocês! — Fiquei com cara de tacho os encarando e mesmo assim nenhum abriu a boca. Bufei e no exato momento que tentei sair, um deles botou o braço em minha frente negando com a cabeça. — O que é agora?

— Senhor Bieber não permitiu sua saída.

O olhei incrédula. Isso só podia ser brincadeira.

— Como é? Quem disse isso?

— Ele deu a ordem, senhorita.

— Chamem a Caitlin.

— Ele não permitiu ninguém no quarto.

O encarei com raiva e apenas me virei fechando a porta do quarto com força.

Justin só pode estar me testando. Não é possível. Respirei fundo caminhando até o sofá e colocando em algum programa de TV. Não sou idiota, sei que gritar e protestar não vai adiantar nada com aqueles dois armários na porta. Mas vou me resolver com Justin quando ele chegar.

 

...

 

— Acorda! — Ouvi uma voz irritante e não demorou para que meu corpo fosse chacoalhado. — Acorda logo! — Passei as mãos em meu rosto, abrindo meus olhos e dando de cara com Justin a minha frente. — Tome banho e se troque, vamos sair.

Franzi meu cenho, sentando no sofá e tentando voltar aos meus sentidos normais, já que praticamente hibernei naquele sofá. Como sei? As janelas já anunciavam que estava de noite. 

Pisquei meus olhos algumas vezes e assim que a lembrança anterior me veio à cabeça, encarei Justin com raiva.

— Cara feia para mim é fome ou vontade de dar.

— Vai se foder. — Me levantei ficando cara a cara com ele, ou quase isso, já que seu tamanho era maior que o meu. — Por que proibiu minha saída?

— Porque eu não estava, simples. — Ele seguiu o caminho até a cozinha, comigo atrás do mesmo.

— Você não pode simplesmente sair e me deixar trancada aqui dentro. Qual o teu problema?

— Nesse exato momento? Você. — Abriu a tampinha da garrafa d'Água com um sorriso ridículo no rosto. Okay, não é ridículo mas eu estou com raiva dele então por esse instante é.

— Já disse que você é idiota?

— Já.

— Babaca?

— Já.

— Para de me irritar! — Disse entre dentes vendo que ele continuava com aquele sorriso no rosto.

— Sinto muito, é meu passatempo preferido.

— Eu te odeio!

— Novidade.

— PARA COM ISSO! 

Justin fechou a cara e por um momento eu gostei de sua feição porque pelo visto eu tinha finalmente o tirado do sério, mas não demorou até que um bico fosse criado em seus lábios e ele caísse na gargalhada, me fazendo ficar com mais raiva e vermelha. 

— Vai tomar banho, Skyler. — Disse rindo passando por mim e ligando a televisão, provavelmente em algum jogo de basquete pelo som de tênis no piso.

Respirei fundo, fechando meus olhos e contando mentalmente até 10 para me acalmar. Minha menstruação estava longe de acontecer e mesmo assim ele conseguia me deixar mais irritada do que TPM. Subi às escadas correndo e fui em direção ao banheiro. Não sabia onde iremos sair, porém eu pretendo ficar muito tempo nessa banheira, apenas para me acalmar.

Acabei viajando em meus pensamentos enquanto sentia as bolhas de espuma percorrendo meu corpo inteiro naquela água quente. Las Vegas. Eu estava em Las Vegas, um dos lugares que sempre sonhei em estar. Já que a única viagem que já fiz foi para Santa Monica, que fica ao lado de Los Angeles. Eu estou com medo, medo de acabar me acostumando com esse conforto porque sei que eles só estão comigo até a poeira abaixar e os anúncios do assalto que Christian me levou fossem esquecidos. Estou gostando do que está acontecendo, dessa luxúria, porém só ao me recordar o que aconteceu no circo sinto uma ânsia enorme, nunca mais quero presenciar algo assim na minha vida mas sei que isso acontecerá novamente, porque estou com eles.

— Anda logo porra, eu também preciso me arrumar! — Justin bateu na porta várias vezes. — Abre aqui, vou tomar banho no chuveiro mesmo.

Abri meus olhos, me cobrindo com os braços mesmo sabendo que a porta estava trancada, apenas por extinto.

— O que? Tá louco? Eu não quero te ver pelado.

— Mas você ainda verá e não vai demorar, então já pode se acostumando.

— Você é um babaca e eu não vou deixar você tomar banho enquanto eu estiver aqui.

— Então vai se foder.

— Vai você primeiro, otário. 

Ouvi seus passos se afastando e suspirei aliviada. Não sei o que deu nele hoje, algum bicho da irritação picou ele porque não é possível. Já ia apoiar minha nuca novamente no batente da banheira assim que ouvi mais batidas na porta, me fazendo ficar extremamente irritada.

— QUE SACO JUSTIN, SERÁ QUE EU POSSO TER UM MOMENTO EM PAZ?

— Ei, calma. É a Caitlin. — Senti minhas bochechas queimarem de vergonha. — É que você realmente está atrasada, Sky.

— Ah claro... um minutinho.

— Okay.

Só faço merda, meu deus.

Abri o ralo da imensa banheira, deixando a mesma se esvaziar aos poucos. Saí rapidamente, pegando uma toalha e me secando do meu jeito, ou seja, me secando horrivelmente ruim. Passei a toalha em meu cabelo, o secando com agilidade e o prendendo ali com a toalha. Vesti um roupão e saí do banheiro, vendo que Cailin estava com uma saia preta e um cropped vermelho.

Ual. Ela estava muito linda.

— Me desculpe, achei que fosse o Justin. — Ri ainda sem graça.

— Tudo bem, ele é irritante mesmo. — Sorriu, ajeitando algumas coisas em cima da cama.

— Por falar nele, onde está?

— Ele foi tomar banho no quarto de Ryan por sua demora. — Eu e ela reviramos os olhos, caindo na gargalhada logo depois.

— Por que está aqui? — Perguntei me sentando na cama e vendo várias sacolas.

— Estou aqui para te ajudar a se arrumar igual da outra vez. — Sorriu mais ainda, segurando em meus ombros e me ajeitando na cama, se posicionando no meio de minhas pernas e abrindo a paleta de maquiagem.

— Onde vamos, afinal? — Perguntei realmente perdida, fechando meus olhos assim que ela começou a passar o primer por todo meu rosto.

— Para uma boate.

— A negócios? — Perguntei com tédio.

— Não. Só para nos divertir mesmo. — Sorri recebendo um pequeno tapinha na bochecha. — Fique quietinha se não eu não vou conseguir te maquiar.

— Desculpa aí senhora maquiadora. — Ri fraco a fazendo rir também.

Caitlin e eu praticamente ficamos falando mal do Justin o tempo todo que ela me arrumava. Brincadeira. Ficamos comentando sobre várias coisas, tais como homens que beijam ruim para fofocas de celebridades. Eu me sentia bem quando estava com ela, porque ela de alguma maneira me lembrava muito Samantha, Isabella e Clay. Então eu praticamente matava minha saudade quando estava com ela. Fora que ela sempre foi a que mais me tratou bem desde o dia que botei os pés naquela casa como Maggie até agora. Então posso dizer sim que ela é praticamente uma amiga.

— Make feita, cabelo feito. Agora a roupa. — Ela disse caçando algo nas sacolas e assim que eu ia me levantar para me encarar no espelho, a mesma parou em minha frente negando com a cabeça. Já sabia o que ela iria dizer.

— Só quando o look estiver completo. — Dissemos juntas e ela sorriu concordando e voltando a procurar as roupas. 

Sabia essa frase por conta de a cada um minuto eu querer ver como estava, e ela sempre dizia a mesma coisa. Inclinei minha cabeça, querendo ver pelo menos um pouco do meu rosto, mas ela logo parou na minha frente com rapidez.

— Não fiz nada!

— Achei a roupa. — Praticamente dissemos juntas e ela me olhou desconfiada. Dei uma risada nervosa e ela logo começou a falar. — Ficará perfeita em você. — Ela me entregou, me empurrando para o banheiro.

Coloquei o shorts preto que ficou bem curtinho em meu corpo, logo com uma blusa branca solta que pelo tamanho parecia um top. Me sentei no vaso colocando minhas meias e calçando um tênis branco da Nike que me deixava um pouco alta, saindo do banheiro em seguida.

— Não se preocupe, não me olhei no espelho.

— E mesmo se olhasse, você pode olhar agora. — Ela sorriu totalmente orgulhosa me olhando de cima a baixo e me empurrando até o espelho do quarto. — Pode dizer o quanto eu sou foda, eu deixo!

— Você arrasa, Caitlin! — Sorri gostando do reflexo que eu observava. O batom preto deixava meu rosto ainda mais destacado, com um delineado em meus olhos. Fora o meu corpo, aquelas roupas o destacavam muito.

— Só digo uma coisa: Bem-vinda a Las Vegas, baby. 

Sorri mordendo meu lábio inferior por mania, com ela enlaçando os braços nos meus. Desde sair do quarto até descermos para a recepção com os seguranças na nossa cola, eu me sentia realizada com os olhares que recebia. Todos olhavam para mim e Caitlin praticamente babando, e isso só nos deixava mais poderosas ainda.

— Eles já foram? — Perguntei assim que entrei em uma Limousine com ela.

— Já. — Revirou seus olhos, pegando uma taça de champanhe do imenso carro.

— Novidade. — Murmurei negando com a cabeça.

— O que acha da Alanna? — Caitlin perguntou com os olhos curiosos por minha possível resposta.

— Nada demais, ela parece legal.

— Acho melhor não se aproximar tanto dela, Sky. — Ela suspirou.

— Não gosta dela?

— Não é isso, é que ela não gosta tanto assim de mim e pode falar coisas ruins de mim para você...

— Por que ela faria isso? 

— Porque na época que éramos melhores amigas, ela sempre foi louca pelo Justin e nunca me contou. Então quando eu acabei ficando com ele, você sabe...

— Não precisa se preocupar, eu mal converso com ela porque ela mal para em casa.

— Certo. Vamos esquecer isso. — Ela virou toda a taça me fazendo sorrir fraco. — Olha só, se levante.

Franzi o cenho. — O que? Por que?

— Preste atenção. — Mordeu o lábio inferior sorrindo e se levantou, abrindo o porta-teto da limousine e subindo em um dos bancos. Caitlin abaixou a cabeça apenas para estender uma mão a mim. — Vem.

Segurei em sua mão e subi em um dos bancos, e assim que coloquei minha cabeça pra fora, foi impossível esconder meu sorriso. O vento batia contra o meu rosto, levando meu cabelo para trás e dando uma sensação maravilhosa. As ruas de Las Vegas estavam iluminadas, vários cassinos e boates a vista. Muitos e muitos carros luxuosos atrás do nosso.

— Agora, quero que grite algo que você está sentindo raiva. 

— Como assim? 

— Preste atenção. — Ela olhou pra frente e sorriu. — VÃO SE FODER, POLICIAIS!

Gargalhei negando com a cabeça e repeti o mesmo ato, respirando fundo e colocando minhas duas mãos envolta da minha boca, gritando em seguida.

— VAI SE FODER, JUSTIN!

Gargalhamos juntas e logo nos abaixamos, rindo do nosso ato idiota.

Assim que a limousine estacionou, um dos seguranças abriu a porta para nós. Caitlin entrelaçou os dedos no meu e por um momento eu me senti como uma Kardashian, por todos os olhares curiosos em nós, já que com aquele tanto de seguranças a nossa volta, realmente parecíamos celebridades. Passamos por todos na imensa fila, logo passando direto para a porta, não antes de colocar uma pulseira de VIP em nossos pulsos.

Assim que entramos a música estrondosa me chamou atenção, já que era uma das minhas preferidas.

Thunder — Imagine Dragons.

Caitlin e eu subimos as escadas que dava direção para a pista VIP, deixando que os seguranças que nos acompanharam ficassem na entrada. A VIP era somente nossa e dos meninos, mas não preciso dizer o quanto de mulheres que estavam ali. 

— Vou para o bar, já falo com você! — Caitlin gritou em meu ouvido e eu concordei.

Fui para a enorme grade da "sacada" da área VIP, me escorando na mesma e observando o movimento da pista comum. Várias mulheres dançavam em Poli Dances conforme o ritmo da música. Era até que engraço ver o movimento lá embaixo, porque eu sabia exatamente tudo que estava acontecendo. No canto a direita dois homens estavam discutindo e uma mulher estava no meio deles, tentando os separar. Perto deles, porém mais perto do palco onde o DJ estava, estava rolando um beijo triplo com duas mulheres e um homem. No canto à esquerda perto da entrada, dois homens se beijavam e uma mulher bêbada estava ao lado deles dando em cima do Barman.

— Me concede uma dança? — Ouvi uma voz rouca ao meu lado e sorri de lado já sabendo mais do que nunca quem era. 

Mordi meu lábio inferior, me virando e vendo Justin logo atrás de mim, com um sorriso malicioso e um maldito óculos escuro tampando seus olhos. 

Concordei com a cabeça, segurando em seu peitoral e o levando para trás, para longe do meu corpo. Soltei uma piscada em sua direção, e voltei a me escorar na grade, de costas a ele. Joguei todo o meu cabelo para um lado e comecei a movimentar o meu quadril, o balançando lentamente de um lado para o outro.

Okay, Skyler. Está na hora de por em prática todas as suas aulas com a Bella.

Sorri maliciosa assim que Crazy In Love (REMIX) da Beyoncé começou a tocar, só combinando mais ainda com o momento.

 

Olho profundamente em seus olhos

Eu toco você cada vez mais

Quando você vai embora, imploro para você não ir

Chamo seu nome várias vezes seguidas

É tão engraçado tentar explicar

Como eu estou me sentindo, a culpa é do meu orgulho

Porque eu sei que eu não entendo,

Como o seu amor pode fazer o que ninguém mais pode

 

Apertei com força meus dedos no metal da grade, jogando minha cabeça para trás e rebolando lentamente até o chão, dando algumas quicadas e subindo novamente, passando uma de minhas mãos de minha cintura até minha coxa. Tudo lentamente. Porque eu sabia que ele estava olhando, e com a música deixava tudo melhor.

 

Quando falo com minhas amigas baixinho

Quem ele pensa que é? Olhe o que você fez comigo

Tênis, não preciso nem comprar um vestido novo

Se você não está lá, não há mais ninguém para impressionar

O modo como você sabe que eu achava que sabia

A batida que meu coração pula quando tô com você

Mas eu ainda não entendo

Ninguém mais tem um amor como o seu

 

Passei minhas mãos em meu cabelo e virei meu rosto, o olhando de canto de olho, vendo que sua mão estava em seu membro por cima da calça o apertando com força. Sorri, gostando do resultado e voltando a dançar. Mas não demorou para que eu sentisse as mãos de Justin com força em minha cintura.

 

Você me olha, tão louco, meu bebê

Eu não sou eu, ultimamente eu sou tolo, eu não faço isso

Estive jogando mim, baby, eu não me importo

 

Suas mãos me apertaram com tanta força, que fez seu quadril bater bruscamente com minha bunda, o que me fez rebolar lentamente em seu volume, mordendo meu lábio inferior com força. Pude ouvir um gemido arrastado e rouco de seus lábios, me dando mais incentivo ainda de roçar lentamente minha bunda em seu pênis coberto, que já estava dando sinal de vida.

 

Olhar e olhar tão profundamente em seus olhos

Eu toco em você mais e mais a cada vez

Quando sair eu estou implorando-lhe para não ir

Chamo o seu nome duas ou três vezes em uma fileira

Como uma coisa engraçada para eu tentar explicar

Como eu estou sentindo e meu orgulho é o único culpado

 

Justin levou uma de suas mãos até meu cabelo, o segurando com cuidado e apoiando minha nuca em seu ombro, dando livre acesso para que seus beijos molhados dominassem meu pescoço. Fechei meus olhos apreciando aquela sensação maravilhosa. Me virei ficando de frente para ele e segurando em sua nuca, colando nossos lábios rapidamente. Nossas línguas encostavam uma na outra em um ritmo gostoso, lento ao mesmo tempo que rápido, quente ao mesmo tempo que gélido. Justin segurou em minha bunda com suas duas mãos, apertando com força e fazendo nossos corpos ficarem totalmente colados. Mordi seu lábio inferior com força, sentindo o gosto de sangue em minha boca. Sorri fraco, voltando a beija-lo. Meu deus, como esse homem tem pegada. 

— Skyler? — Caitlin perguntou e eu me separei de Justin rapidamente. Ela me encarava surpresa e eu realmente estava sem reação, estava tão ofegante quanto Justin ao meu lado.

E só então percebi que todos estavam lá e nos encarando. Chaz, Nolan e Ryan mantinham um sorriso malicioso no rosto. Christian estava com a cara fechada e Caitlin estava a minha frente totalmente perdida.

— É... a bebida! — Ri fraco, puxando seu pulso e a levando até o bar, deixando Justin ali.

— Será que agora pode me explicar o que estava acontecendo ali?

— Eu não sabia que gostava ainda do Justin para ficar assim tão brava.

— Eu não gosto dele. — Negou com a cabeça. — Só estou decepcionada porque achei que fosse diferente das outras.

— Eu sou diferente, Caitlin. — Respirei fundo. — Nós não fomos para a cama ainda.

Ela franziu o cenho. — Não...?

— Não. Não fomos, porque eu simplesmente não sou igual mulheres que ele pega por aí e conquista tão fácil. 

— Então me explica aquilo?

— O Justin é gostoso e você sabe que não é fácil não cair no jogo de sedução dele. — Ela deu de ombros concordando. — Mas eu quero fazer do meu jeito. Quero aproveitar, como deveria.

— Se você diz...

— SE ABAIXEM! 

Gritos por toda a boate e logo sons de tiro. Caitlin me jogou para o chão, embaixo do balcão do bar, se posicionando a minha frente juntamente com os meninos atirando para algo que estava lá embaixo. Merda. Isso de novo não.

— CHAZ DESCE PARA DIREITA E VOCÊS VÃO COM ELE. RYAN VEM COMIGO E A SKYLER. ESTAMOS EM DESVANTAGEM, PRECISAMOS VAZAR! — Justin gritou e todos fizeram o que ele mandou.

— Vamos. — Ryan segurou em meu braço e me deixou atrás dele enquanto continuava a atirar lá embaixo. 

Respirei fundo e apenas agarrei em sua blusa, fechando meus olhos, não querendo ver o quanto de corpos estava lá embaixo. Não preciso disso mais. Descemos as escadas com cuidado, e eu dei graças a deus por não estar de salto, porque com tênis eu posso correr a vontade.

— SE ABAIXEM! — Justin gritou, pegando uma das mesas de madeira e ficamos encostados na mesma, ele se afastou de nós, indo para outra mesa mais afastada. — MERDA! — Ele gritou de dor e eu abri meus olhos, encarando seu braço cheio de sangue.

— JUSTIN!

— Skyler, agora não. — Ryan disse ao meu lado, me segurando. — Você precisa fazer tudo aos conformes, entendeu? Para sairmos salvos dessa, você precisa obedecer.

— Mas Ryan ele levou um tiro. — Disse o óbvio. 

— Ele está bem, não foi tiro fatal. 

Ryan começou tatear seus bolsos da calça, e assim que pareceu encontrar o que queria, uma expressão de alívio tomou conta do seu rosto. 

— Quando eu disser já preciso que você corra muito rápido entendeu? 

Concordei e assim que vi uma granada em seu bolso, arregalei meus olhos. Quem anda com uma granada no bolso? Respirei fundo.

— 1...2... — Ele a destravou. — JÁ! — Gritou e a arremessou para o outro lado da boate.

Me levantei correndo e saindo da boate, Ryan veio logo atrás de mim ajudando o Justin a se levantar. Só deu tempo para que nós três pulássemos no chão, assim que a boate explodiu, com vários utensílios sendo arremessados na rua, e por sorte não pegou na gente. Pisquei meus olhos lentamente, tendo os mesmos pesando, e um " Pi " irritante tomar conta dos meus ouvidos.

Com tudo se apagando em seguida.

 

...

Pisquei meus olhos diversas vezes, sentindo uma dor desconfortável em minha cabeça e um cheiro de álcool super forte. Abri meus olhos vendo uma camareira com um pano em meu nariz. 

— Ela está acordada. — A mulher olhou para o lado, como se estivesse falando com alguém. 

— Obrigado, pode se retirar. — Ouvi a voz de Justin de longe, logo com a mulher concordando e se retirando.

Me sentei aos poucos na cama, respirando fundo ao sentir a dor horrível em minha cabeça, mas assim que vi um copo d'Água e um comprimido em uma prateleira ao meu lado, suspirei, tomando de uma vez. Passei minhas mãos em meu rosto e estranhei ao ver que estava com meu pijama.

— Não se preocupe, não fui eu que te troquei. — Olhei para o lado vendo Justin em pé apenas com um bermudão vermelho mostrando boa parte de sua boxer preta, tomando um copo de whiskey enquanto me encarava. — Foi Caitlin.

Desci meu olhar até seu braço, que não estava mais sangrando e provavelmente estava sem bala, mas estava feio, bem feio, muito mal cuidado.

— Você não fez o curativo? 

Ele negou com a cabeça, virando o copo de uma vez em sua boca. 

— Se sente.

— O que? — Ele perguntou confuso.

— Se sente na cama, vou fazer um curativo.

Me levantei e caminhei até o banheiro, abrindo as gavetas abaixo da pia, pegando o kit de primeiros socorros que eu havia visto um tempo atrás. Voltando para o quarto, me surpreendi que ele estava sentado na ponta da cama sem ter reclamado de nada. Abri o kit, deixando em cima da cama ao seu lado, sentando ao seu lado e encarando seu braço, e por sorte dele não havia pegado na parte de suas tatuagens.

Respirei fundo, mordendo meu lábio inferior, algo que fazia bastante quando estava concentrada em algo. Peguei uma gaze, passando um pouco de soro fisiológico, pressionando em seu braço. Ele fez uma careta mas não reclamou, nem nada. Justin prestava atenção em cada um dos meus movimentos com calma.

— Onde aprendeu a fazer isso?

— Meu tio quando costumava a chegar bêbado em casa, muitas vezes ele tinha feridas e eu sempre cuidava. Desde pequena.

— Quantos anos?

— 11. — Engoli em seco.

— Você já cuidava do seu tio com 11 anos? — Perguntou, parecendo chocado.

— Se eu não cuidasse, ninguém cuidaria. Sempre foi eu e ele.

— Sinto muito.

Soltei uma risada negando com a cabeça e terminando seu curativo, colocando uma outra gaze e a prendendo com fitas. Me levantei, fechando o kit e o olhando.

— Pronto. — Murmurei. — E você não sente.

— Você não me conhece para dizer isso.

— Justin você é um..

— Não é só porque eu sou um traficante ou o que você queira chamar que eu não tenho sentimentos, Price. — Ele se levantou, me fazendo calar com sua fala. — Eu não sou a porra de um robô, eu sou um humano. Não é por causa da minha vida profissional que eu me torne um monstro, sem coração. Então eu vou dizer novamente: Sinto muito.

Respirei fundo, concordando com a cabeça.

— Obrigada.

Ele concordou dando a volta e se deitando na cama. Voltei para o banheiro e guardei o kit em seu devido lugar. Desliguei a luz do quarto e desci as escadas, vendo que meu edredom e meu travesseiro continuava no sofá. Me aconcheguei e fechei meus olhos pensando sobre o que Justin tinha dito.

" Você não me conhece "

Ainda.

Eu ainda não o conheço.



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