História The Mother's Club - Interativa - Capítulo 6


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Categorias (G)I-DLE, Ahn Jae-Hyeon, ASTRO, Brown Eyed Girls, EXID, EXO, F(x), G-Friend, Girls' Generation, Hello Venus, Henry Lau, IU, Lee Jong Suk, Lucas Till, Mamamoo, Monsta X, Oh My Girl, SHINee
Personagens Ahn Jae-Hyeon, Byun Baek-hyun (Baekhyun), Eunha, Eunwoo, Ga In, Henry Lau, Krystal Jung, Lee Ji-eun "IU", Lee Jong Suk, Lucas Till, Moonbyul, Nara, Shuhua, Solji, Sulli Choi, Taemin Lee, Tiffany, Won Ho, Wu Yifan (Kris Wu), YooA, Zhang Yixing (Lay)
Tags Clube, Família, Mães, Vagas Abertas
Visualizações 17
Palavras 3.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


▸ Voltei depois de muuuuuuito tempo (basicamente nove meses). Passei por muitas coisas durante o ano com a vida de universitária e um bloqueio criativo com as minhas histórias interativas, mas busquei a danada da inspiração e olha eu aqui, rsrs. Peço apenas uma coisa para vocês, leitores que tem suas personagens na história: Não esqueçam de comentar para dar um sinal de vida, assim saberei se você ainda acompanha a história ou se perdeu a conta, comentar é de extrema importância!

▸ Sem mais delongas porque eu já demorei demais, vamos para o bendito do capítulo!

Capítulo 6 - 006; a dinâmica do bolinho.


Fanfic / Fanfiction The Mother's Club - Interativa - Capítulo 6 - 006; a dinâmica do bolinho.

Quarta-feira, 07:30 AM

E então chegava mais um dia para as mulheres do Clube das Mães, a primeira aula é sempre a mais importante, já dizia Sung Ryung. Terça não teve encontro para as novatas, já que Sung precisou de um dia inteiro para planejar algo diferente para as recém-chegadas, isso estava ficando mais difícil do que pensava. Aos poucos, as mulheres chegavam e iam se posicionando na sala principal, na espera de Sung, que estava um pouco atrasada. 

— Ela deveria ser mais pontual — cochichou Son Chorong, que estava na roda esperando com as demais — Tem pessoas aqui que trabalham de manhã e não podem faltar ou se atrasar.

— Para Sung se atrasar deve ter um bom motivo — defendeu Son Ga In.

— Opa, acabei de chegar! — era a voz da mais velha que surgia da porta.

Sung carregava algumas sacolas e sua bolsa no braço, provavelmente estava correndo pois escorria um pouco de suor em sua testa. 

— Perdoem a demora — disse — Precisei parar para comprar o material de hoje. Nossa aula será na cozinha, me acompanhem.

O grupo levantou-se e rumou até o cômodo da cozinha, que era um espaço aberto, arejado e muito convidativo, ótimo para reunir as pessoas. Cada mulher sentou em seu devido lugar, esperando apenas as lições de Sung Ryung começarem.

— Bom, devem estar se perguntando por que nessa manhã temos poucas mulheres — começou — A aula de hoje serve mais como uma dinâmica para as mulheres que já são mães, por isso, pedi que apenas vocês viesse. Sei que todas trabalham cedo e não podem faltar, mas fico feliz em vê-las aqui. 

— Senhora Kim — Choi Ye Bin levantou uma de suas mãos — Por que pediu que todas viessem em jejum?

— Aprecio sua educação, Yebin — sorriu Sung — Mas não precisa me chamar de “senhora”, qualquer coisa menos “senhora”. Pedi para não se alimentarem essa manhã, pois decidi fazer um café da manhã para vocês e porque nossa lição envolve comida.

Assim que disse a última palavra, tirou uma caixa de dentro das sacolas que tanto carregava e colocou sobre a mesa, abrindo-a em seguida. A essência de cupcakes fresquinhos subiu no mesmo instante e todas que estavam ao redor passaram a babar a delícia que estava na caixa.

— Faremos a “dinâmica do bolinho” — concluiu.

— Eu amo esse jogo! — exclamou Ga In.

— Ga In conhece essa dinâmica por estar aqui há mais tempo que qualquer uma de vocês — explicou Sung — Não é uma competição e nem nada, mas é algo que quero aflorar os sentimentos de vocês com seus filhos. Podia pedir que trouxessem eles hoje, mas seria avançar demais, então vamos seguir devagar. 

— Como é essa dinâmica? — perguntou Alissa Hwang.

— Ga In, pode explicar como funciona?

— Nós vamos escolher um bolinho e embaixo dele tem uma informação que devemos falar — começou a de cabelos curtos — São coisas sobre nossos filhos, nossa vida, gostos, essas coisas. Pode parecer entediante no começo, mas é ótimo para se conhecer melhor.

— Isso, falou e disse tudo — riu Sung — Não precisam ficar envergonhadas, não vamos forçar ninguém a falar, mas acho que se estão aqui, devem se entrosar. Podemos começar?

Todas concordaram, mas ninguém se levantou para pegar um cupcake. Sung estava insegura que essa dinâmica não desse certo, as novatas eram tão caladas que as antigas participantes dos períodos passados. 

— Vamos, ninguém está com fome? — perguntou, fazendo as demais rirem — Esses cupcakes estão quentinhos.

De repente, a silhueta alta de pele bronzeada trajando um kimono verde levantou-se. A indiana Shanti Wu escolheu o bolinho de chocolate com glacê colorido de arco-íris e docinhos de coração, pegando-o mesmo com a permissão de Sung.

— Shanti, pode me dizer o por quê de você ter escolhido este cupcake? — questionou Sung Ryung, admirada com a coragem e iniciativa da mulher em sua frente.

— É doce e delicado, assim como minhas filhas — respondeu Shanti olhando para o lanche em suas mãos.

— Muito bem — Sung sorriu — Agora, tem uma mensagem em baixo dele para você.

Shanti levantou o bolinho e tentou enxergar o que estava escrito com um pouco de dificuldade. Todas na roda estavam curiosas para descobrir o que estava escrito.

— O primeiro dia na escola — leu Shanti.

— Pode nos contar um pouco sobre como foi o primeiro dia de suas meninas na escola?

— Foi bem engraçado — Shanti soltou um sorriso sincero — Sophia estava tão nervosa que acabou vomitando no uniforme antes de sair de casa. Já Lauren estava super ansiosa e não parava de perturbar o pai. Foi um dia tenso para mim porque tive que passar o dia sem as meninas, mas foi um dia de glória, pude descansar até elas voltarem.

Algumas mulheres presentes ali riram com a história da indiana. Sung logo percebeu que o ambiente já estava ficando mais natural com as demais mulheres ali envolvidas.

— Uma palavra que definiu você naquele dia?

— Acho que… — Shanti demorou alguns longos segundos para responder — Independência.

— Muito bem, querida — Sung abraçou a indiana — Pode comer o bolinho, ele é seu agora. Quem vai ser a próxima?

— Gostei muito de sua história — era possível escutar o murmúrio de Son Chorong para Shanti, que acabará de voltar para seu lugar — Suas filhas devem ser incríveis.

— E como são — Shanti cobria sua boca com uma das mãos livres, pois mastigava e saciava sua fome com o delicioso cupcake que havia ganhado.

Naquele momento, Alissa Hwang levantou-se e rumou até a bancada com os bolinhos. 

— Sinta-se à vontade, Alissa — disse Sung.

A americana escolheu, sem pensar duas vezes, o cupcake com decoração de gatinhos, já que ama os animais. Mal sabia qual era o sabor, então torcia que fosse algo que gostasse.

— Boa escolha — explicou Sung — Esse cupcake é de vinho com abacaxi. Dizem que o sabor dele é maravilhoso. Agora, olhe a sua mensagem.

Alissa comemorou por seu bolo ser de vinho com abacaxi, ama ambas as coisas. Surpreendeu-se ao ler aquela frase escrita em baixo da embalagem do lanche.

— O dia em que descobriu a gravidez — por um momento, Alissa congelou.

Lembrar de tudo o que aconteceu em sua adolescência na época que descobriu estar grávida de sua filha Helena doeu para a mulher, era algo que envolvia muito sentimentalismo de sua parte e as vezes, não estava pronta para falar sobre. Respirou fundo algumas vezes e Sung percebeu a luta constante da mesma.

— Se não quiser falar, pode escolher outro cupcake — disse a mais velha.

— E esquecer esse vinho com abacaxi? — Alissa indagou — Nem pensar! Eu vou falar, só me dê… Alguns segundos para respirar um pouco. É difícil falar sobre isso.

— Todas mulheres presentes aqui já sofreram por algo, não é igual, mas já sofreram ou ainda sofrem — Ga In pronunciou-se tocando na mão de Alissa — Você tem todo tempo do mundo para se abrir para nós.

Sung não conseguiu disfarçar o sorriso empolgante que se formou em seus lábios. Ver que uma mulher estava apoiando a outro em seu clube era revigorante.

— Tudo bem — Alissa suspirou pela última vez — Eu tinha 19 anos quando tudo aconteceu. Namorava há três anos com um rapaz que conheci através de meus pais e foi nossa primeira vez… Eu consegui me segurar por exatos três anos, mas quando aconteceu, eu engravidei.

— Deve ter sido um susto e tanto, assim como foi para Choi Ye Bin — Sung referia-se à coreana de cabelos tingidos que estava sentada na roda junto com as demais mulheres. Ye Bin também havia tido seu filho aos 19 anos e lutava para conseguir a guarda do menino — Muitas mulheres se tornam mães jovens, e isso não é errado. Como eu costume dizer, é tudo na hora que Ele quer — apontou para cima.

— Verdade… — Alissa soltou um sorriso sincero, pensando em sua amiga Jin Ah, que está grávida e ainda assim nega a realidade — Bom, o meu pai obviamente foi o mais afetado com a notícia da minha gravidez. Tivemos uma discussão péssima e eu fui expulsa de casa, além dele ter proibido de ver minha irmã e mãe. Nem mesmo meu namorado ficou ao meu lado.

A ruiva Ye Bin entendia tudo o que Alissa estava dizendo. Ainda era estudante de ensino médio quando começou seu namoro com Lee Seung Hoon, um aspirante a médico vindo de uma família rica e poderosa da Coreia do Sul. O namoro do casal nunca foi de bom grado para a família Lee, todos pensavam que Ye Bin apenas aproximava-se pelo dinheiro. Mas infelizmente, Ye Bin gostava mesmo de Seung Hoon. A notícia da gravidez foi assustadora para os jovens, mas o pior de tudo, foi a fuga para outro país que os Lee fizeram. Ye Bin nunca mais viu Seung Hoon ou qualquer outra pessoa de sua família.

— Ainda assim, mesmo com as dificuldades, eu consegui seguir em frente — prosseguiu a americana — Aluguei um pequeno loft e passei a viver ali até o dia em que minha filha nasceu.

— Qual sentimento você teve ao descobrir estar grávida? — perguntou Sung.

— Medo.

As mulheres ao redor aplaudiram pois a história de Alissa Hwang foi belíssima. A americana comemorou por ter conseguido falar sobre e por ter ficado com o cupcake de vinho e abacaxi, fazendo as pessoas ali rirem de seu ato. 

— Acho que todas vocês tem muito o que conversar — disse Sung com um sorriso pacífico — Por que não marcam de se encontrar além de nossas reuniões matinais? 

— Seria uma boa — murmurou Chorong, essa era uma boa oportunidade para fazer novas amizades — Podemos marcar ao longo da semana.

Muitas concordaram e Sung sentiu-se realizada em ver que o Clube das Mães estava dando certo nesse novo período! A dinâmica do bolinho continuou ao longo da manhã, para a felicidade e entrosamento das que estavam ali.

16:30 PM

Empresarial Dongyang Construction

De cinco em cinco minutos, o telefone fixo daquela empresa de contabilidade tocava, algo que podia ser irritante para os ouvidos de alguns presentes no ambiente. Cha Yoo Jung precisava ser veloz para atender todos os telefonemas e receber as pessoas que ali chegavam para falar com seu chefe. Mas ultimamente, isso estava sendo um tanto quanto difícil para a ex-modelo. Como se já não bastasse escutar as piadas machistas dos demais homens que trabalham consigo, agora tinha que manter-se de pé sentindo um terrível enjôo e dores inquietantes em seu corpo. Graças a sua tão esperada gravidez dos sonhos.

Seongjeog model — um dos outros secretários chamava Yoo Jung de “modelo sexual” e a mesma odiava ser chamada desse jeito — Está um pouco pálida, devo chamar nosso chefe para vê-la e demiti-la?

Os demais homens no ambiente riram da situação, já Yoo Jung apenas respirou fundo tentando manter a calma. Passava por isso todos os dias e não se trocava com idiotas como eles. Manteve-se de cabeça erguida checando os e-mails recebidos da empresa, ignorando o comentário maldoso do homem.

— Você está engordando ultimamente — dessa vez, outro homem parou em frente a sua bancada com um olhar malicioso e um sorriso de deboche — Deve ter cuidado com o que come ou toda essa gordura vai direto para sua bunda.

Yoo Jung levantou-se da cadeira, assustando o homem. Com um olhar raivoso, retirou-se do seu posto e rumou até o banheiro feminino, onde podia ter um pouco de paz e privacidade. Não aguentava mais todo aquele papo furado, sentia vontade de desafiar todos aqueles homens, mas provavelmente, perderia. Olhou-se no espelho respirando fundo algumas vezes buscando a tranquilidade.

— Calma… Não mate eles, não mate eles — repetia baixinho.

Sua barriga de quatro meses estava começando a ficar perceptível, o que podia ser perigoso tanto em seu trabalho, como para seu “parceiro”. 

— Preciso de roupas mais folgadas — disse Yoo Jung com as mãos em seu ventre.

Amarrou seus cabelos negros com um prendedor que tirou da bolsa e suspirou novamente. 

— Falta pouco para largar, Yoo Jung. Recomponha-se.

E assim, retornou para sua mesa de secretária. Escutou mais algumas piadas, mas ignorou-as por completo, apenas queria ir para sua casa e ter um pouco de silêncio.

19:30 PM

Yoo Jung morava em um apartamento pequeno, porém moderno. Dividia com ninguém menos que Lee Taemin, um dançarino e stripper na boate “Men and Women's Club”, localizada em Gangnam. Em outras palavras, o pai de seu futuro bebê. Ao abrir a porta do apartamento, a ex-modelo encontrou basicamente um chiqueiro ao invés do apartamento. Roupas jogadas em cima do sofá, comidas abertas sob a mesa de refeições, uma tonelada de louça para lavar, papéis ao chão e objetos fora de seus devidos lugares. Ao sair de manhã cedo para o trabalho, Yoo Jung deixou o apartamento nos trinques e agora, parecia que um furacão passou pelo lugar. Não conseguia acreditar que tudo isso havia sido apenas Lee Taemin.

Novamente, queria matar outro homem.

— Morte aos homens — murmurou a mulher, alisando sua pequena barriga em formação — Devemos limpar essa bagunça?

Um odor terrível surgiu devido à um peixe estragado que estava na geladeira. A curiosidade de Yoo Jung fez a mesma abrir o eletrodoméstico e encontrar o alimento podre. Colocou uma das mãos na boca para segurar a ânsia de vômito que se fez em seu corpo.

— Devemos limpar isso imediatamente — disse alto.

Não demorou muito para que a casa estivesse brilhando novamente. Yoo Jung se jogou em cima do sofá, cansada e suada, não tinha mais o pique de antigamente para a faxina, ainda mais agora segurando uma criança em sua barriga.

A trava da porta foi escutada assim que a mulher sentou-se no sofá, dando de cara com Taemin exalando um cheiro de perfume feminino totalmente diferente do que estava habituado.

— Nossa… — disse o rapaz — Esse lugar ‘tá uma beleza.

— Graças a mim — Yoo Jung revirou os olhos — Onde você estava?

— No trabalho, ué — Taemin foi até a cozinha.

— Você nem trabalha dia de quarta, a boate só abre amanhã — estranhou a mulher.

— Não nesse trabalho — ironizou o Lee — No trabalho com uma gata.

Yoo Jung não compreendia o fato de Taemin ser jovem e precisar de uma boca diferente por semana para divertir-se. Invejava o jeito liberto que o rapaz tinha, queria mesmo era ainda ter idade para poder aproveitar a vida. 

— Estou com uma baita fome — Taemin procurou por algo na geladeira — Onde que ‘tá aquele peixe que sobrou do almoço de ontem?

— Do almoço de ontem? Você quis dizer do almoço do mês passado, não? — Yoo Jung aumentou o tom de voz para a tamanha irresponsabilidade do rapaz — Eu estava sentindo o cheiro do peixe podre há quarteirões daqui!

— Você é exagerada — Taemin jogou-se no sofá mastigando algo velho da geladeira — Não é como a garota que acabei de sair… Tão escultural, tão bonita, tão…

— Me poupe do seu pensamento erótico com essas meninas que você pega — Yoo Jung logo cortou a voz do homem ao seu lado — Tenho mais o que fazer e ouvir.

— E isso me envolveria? — uma voz manhosa e um olhar malicioso saiu do Lee.

— Claro que não, por quê tão convencido? 

— Estava com saudades sua… — murmurou Taemin aproximando-se lentamente.

— Pode parar! — Yoo Jung levantou-se, fazendo com que Taemin acabasse caindo — Não sou seu brinquedinho sexual que me usa quando bem quer. 

— Até semana passada você queria, o que aconteceu? — estranhou.

— A consciência bateu na minha porta e eu abri, senhoras e senhores, pulem de um pé só. Senhoras e senhores, fujam de Lee Taemin porque ele é um safado — cantarolou a mais velha pegando uma almofada e batendo no rosto do mesmo — Deveria ter um pouco de vergonha na cara, seu idiota.

No mesmo instante, Taemin segurou a almofada e puxou-a em sua direção, trazendo consigo o corpo leve e frágil de Yoo Jung, caindo sobre si no sofá. A mulher congelou em sentir a respiração quente de Taemin em seu pescoço, a vontade de beijar aqueles lábios que um dia foram seus se tornou imensa, mas sabia que não podia ceder assim tão facilmente. Pigarreou e logo recuou, recompondo-se e fingindo que nada havia acontecido.

— Você é péssimo, Lee Taemin — reclamou Yoo Jung indo até o banheiro.

— Ela ‘tá caidinha por mim — convenceu-se com um sorriso irônico.

Em frente ao espelho, o nervosismo de Yoo Jung tomava conta de si. Tocou em sua barriga e imaginou que não teria 17 semanas para sempre.

Uma hora ou outra, Lee Taemin precisaria saber de toda a verdade.

20:40 PM

Naquela casa da árvore mal iluminada e rangendo, era possível encontrar um jovem casal aos beijos e amassos. A tailandesa Kanya Mali, de 19 anos, estava ao lado de seu namorado neozelandês, Luke Fitzgerald, escutando uma música romântica como som ambiente e tirando proveito do pequeno momento que tinham juntos. Comemoravam quatro meses de namoro naquele instante e quando os toques passaram a ficar mais quentes, foi possível perceber o recuo de Kanya.

— ‘Tá tudo bem? — disse Luke ofegante. O rapaz falava em coreano, mas seu sotaque ainda atrapalhava bastante a comunicação com sua namorada, que as vezes pedia para que repetisse a fala — Quer que eu pare?

— Não… — Kanya levou suas mãos até seus cabelos molhados de suor na raiz — Só estou um pouco… Nervosa.

— Sabe que não vou fazer nada que não queira — o ruivo segurou na mão da Mali — Se não estiver pronta ainda, não faremos isso.

— Acho que não quero fazer isso… — murmurou a jovem — Não aqui na casa da árvore de seus irmãos. 

— Respeito sua decisão — Luke beijou a testa de Kanya e logo passou a abraçá-la.

— Que horas são? — perguntou a menina.

— Vinte para as nove.

— Droga… — Kanya levantou-se rápido — Preciso ir ou meus pais me matam. 

O casal foi até a casa dos Fitzgerald para despedir-se. Kanya era muito bem vinda na família do namorado, todos tratavam a garota bem e sempre foram como pais para a mesma.

— Tem certeza que não quer que eu te leve em casa? — perguntou Luke.

— É melhor não, se estiverem me esperando na porta e te virem, vai ser pior — murmurou a garota — Não se preocupe, vou chegar bem.

— Confio que você vai chegar bem, só tenho medo do que pode te acontecer quando chegar em casa — Luke sabia de toda a situação que Kanya passava em casa com o preconceito racial de sua família, por isso temia que sua namorada pudesse sofrer com isso por culpa sua — Você foi naquele clube do qual me falou?

— Sim, meu primeiro dia foi segunda — concordou com um sorriso — Foi ótimo, me senti tão… Leve. Gostaria que minha mãe também fosse.

— Devia tentar conversar com ela, vai que acontece — Luke deu de ombros e olhou para o relógio em seu pulso — É melhor ir, não quero que seus pais briguem.

Um beijo apaixonado foi selado nos lábios de Kanya, que foi puxada pela cintura por Luke. Sentiu um arrepio subir por suas costas ao imaginar aquela mão passeando por seu corpo, desejava aquilo, mas infelizmente, ficaria para outro dia. Kanya pediu um carro até sua casa, que nem era tão longe e podia muito bem ir a pé, mas não quis arriscar-se.

As luzes estavam apagadas e Kanya torcia baixinho para que seus pais estivessem dormindo e não a escutasse entrando, afinal, saiu pela janela, mas subir era mais quinhentos. Dava passos lentos e delicados temendo fazer algum barulho estrondoso. Seu coração parou na boca quando a luz acendeu de repente por ninguém menos que seu pai.

— Onde estava?! — o tailandês já estava com o tom de voz alto o bastante.

— E-Eu… Fui jogar o lixo fora… — gaguejou Kanya.

— Essa hora da noite? O toque de recolher para você e seus irmãos foi às oito da noite, não deveria estar passeando pela casa ou fora da mesma! — o homem estava tão eufórico que nem percebeu que apertava o ombro da filha com tanta força que a mesma esbanjava uma careta de dor — Já te falamos como os coreanos são perigosos conosco, por quê insiste em sair perto deles?!

— Mas eu já disse que só fui jogar o lixo — a jovem estava ao ponto de chorar. Não pelos gritos, mas sim pela dor — Pai, por favor, ‘tá me machucando.

— O que está acontecendo aqui?! — uma voz feminina foi escutada, fazendo com que o homem soltasse os braços magros da filha.

— Kanya estava na rua.

— Eu só fui colocar o lixo para fora, mãe — a Mali chorava baixo pela mentira que contava.

— Não acredito — disse a mulher estendendo a mão — Dê-me seu celular e vamos descobrir se você realmente foi apenas jogar o lixo.

— Por que quer meu celular? — Kanya estava ofegante e chorando envergonhada com a situação, passava por aquilo praticamente todos os dias.

— Me dê o aparelho e logo vamos descobrir para onde foi. Anda logo, se quer dormir ainda essa noite!

Kanya entregou o celular desbloqueado amargurada. Seus pais sempre foram tão controladores, preconceituosos e difíceis de se lidar, mas ainda assim, os ama. De todos os filhos, era a que mais sofria nas mãos monstruosas dos pais.

— Luke coraçãozinho? — a mãe lia em voz alta — Perguntou se você chegou bem em casa e disse que adorou a noite. Me diga, foi jogar o lixo com esse tal de Luke?

— Mãe, por favor… — choramingou a menina ajoelhada no chão.

— Kulap, pegue o cinto de coura da mamãe, por favor — disse o pai de Kanya, assustando a garota de joelhos em sua frente.

— Pai, por favor! Eu imploro! Não aconteceu nada! Eu juro! — Kanya gritava — Mãe, pai! Por favor! Vocês me conhecem, sabem que eu não faria nada! Por favor, eu continuo pura! 

— Quantas vezes temos que te ensinar que se envolver com outras raças além das nossas é algo errado? — disse a mãe, pegando o cinto que seu filho mais novo acabará de lhe dar — Precisa entender que isso é pecado, filha.

— Por favor, mãe!

— Kanya Mali, está de castigo — a mulher pronunciou em voz alta, fazendo uma espécie de chicote em suas mãos com o cinto de couro e batendo nas costas da jovem, que soou um grito agudo de dor e desespero — Pare de nos desobedecer, cada vez mais isso piorará.

— Não quero puni-la, mas sabe que tenho que fazer isto — disse o pai, tomando o cinto em suas mãos e realizando o mesmo ato que a mãe. Bateu com muito mais força, afinal o grito que Kanya soltou foi bem mais alto — Está de castigo.

Kanya foi deixada para trás em meio a lágrimas e soluços. Amava seus pais e sabia que a criação de ambos foi muito pior, mas não entendia o por quê de tamanho preconceito. Naquele momento, queria apenas chorar nos braços de Luke. Mas o que Kanya fazia era rezar baixinho enquanto suas costas ainda ardiam. Orava pedindo que o Clube das Mães fosse a última esperança para a salvação da relação com sua mãe.


Notas Finais


▸ Obrigada por chegar até aqui! Quais destas mulheres vocês gostaram mais? Quais delas vocês acham que vão se desenvolver mais ao longo da história? Sintam-se à vontade para falar o que acharam de cada uma delas, afinal, isto é uma interativa e eu gosto é da interação! Não esqueça de dar seu sinal de vida para que sua personagem não seja retirada da história.

▸ Até o próximo capítulo, prometo não demorar muito dessa vez <3


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