História The Mummy - Capítulo 8


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Categorias A Múmia, Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Drama, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Lésbica, Lgbt, Romance, Suspense
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Palavras 3.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEYY WE ARE BACK!!!!!!!!!!!!
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DIVIRTAM-SE <3

Capítulo 8 - Tarde Demais


Fanfic / Fanfiction The Mummy - Capítulo 8 - Tarde Demais

POV LAUREN

    A situação estava cada vez mais fora de controle, mais ainda tinhamos tempo para repara as coisas. Desisti de tentar convencê-los a irmos embora, percebi a seriedade do problema que haviamos provocado. Depois de descobrirmos sobre o curador do museu e sua amizade com a ordem dos medjai, as coisas estavam começando a caminhar para que, pelo menos, pudéssemos bolar um plano, mas antes tinhamos que achar o resto dos envolvidos no problema. De volta a embaixada, estávamos todos, exceto nosso novo amiguinho medjai e Dr. Terrence, reunidos na sala de estar de um dos aposentos.

      - Temos que evitar que ele se regenere! - Camila disse enquanto andava de um lado para o outro determinada a consertar as coisas. O sol negro cobria os céus lá fora. - Quem abriu a arca?

      - Bom, eu, Daniels aqui e o Burns é claro. - Henderson respondeu cabisbaixo.

    Era um momento, no mínimo desconfortável para todos, mas ele e seus amigos estavam sendo os alvos marcados daquela criatura, que já tinha levado um deles.

      - E o egiptólogo! - Daniels completa.

      - E meu amiguinho Beni? - Pergunto fitando a lua cobrindo o sol pela janela.

      - Não, ele saiu gritando antes de abrirmos a arca. - Daniels explicou com o olhar fixo no vazio.

    Todos estávamos cansados e muito preocupados.   

      - Hã! Foi o único inteligente! - Henderson disse em meio a um riso sem graça. 

      - É isso é típico do Beni! - Digo sem animo.

      - Temos que achar o egiptólogo e mantê-lo a salvo aqui antes que a criatura o pegue. - Camila disse finalmente parando e me fitando.

    Seu olhar era cansado e preocupado. A morte do Mr. Burns, a chuva de fogo, o confronto com a criatura e a descoberta sobre a verdadeira linhagem do Dr. Terrence e, possivelmente, o envolvimento do pai dela com os medjai, tinha a esgotado, eu pretendia resolver aquilo o mais rápido possível e seria melhor para ela descansar um pouco.

      - Tá certo! Ela fica aqui! Vocês três vem comigo. - Digo apontando para Camila e em seguida para os três rapazes e me direciono para a porta, mas logo começam os protestos.

      - Espere um minuto aí! Quem te colocou no comando? - A voz de Camila se mistura com os resmungos dos outros e bombardeiam minha cabeça.

    Eu não estava com paciência nem animo para discutir agora, tinhamos que encontrar logo o Dr. Allen antes que a múmia o encontrasse e ficasse mais forte. Reúno toda minha paciência me viro para encara-los e ando a passos largos na direção de Camila que ainda protestava. Me abaixo rapidamente envolvendo as pernas dela em meus braços e a ergo sentindo o peso de seu corpo em meus ombros.

      - Jauregui! O que pensa que está fazendo?! Lauren me coloque no chão imediatamente! - Ela se debatia, mas eu mantive meu aperto firme enquanto a carregava para dentro do quarto.

      - Jonathan você vai permitir isso? - Ela chamava pelo irmão que havia se calado até então.

      - Ah me desculpe irmãzinha, mas ela é muito forte....

    Solto o corpo de Camila sobre a Camila e volto rápido até a porta a fechando antes que ela me alcance.

      - LAUREN! ABRA ESSA PORTA IMEDIATAMENTE! ESTÁ ME OUVINDO! ABRA ISSO AGORA EU NÃO ESTOU DE BRINCADEIRA!  - Ela esbravejava lá dentro enquanto esmurrava a porta.

    Me virei para Henderson que estava parado junto a porta e o puxei pelo camisa.

      - Essa porta não vai abrir! Ela não vai sair! E ninguém entra! Entendeu? - Digo fitando nos olhos sentindo-o tremer sobre meu aperto.

      - Eh...eh, claro!

      - E você? - Me viro para Daniels que permaneceu sentado na mesa.

      - Claro! - Ele responde erguendo o copo de uísque no ar.

      - Vamos Jonathan! - Digo me voltando para a porta de saída.

      - Eh... Eu acho melhor eu ficar aqui e ajudar caso... Você sabe... - Ele dizia voltando a se sentar lentamente e apanhando um copo de bebida.

      - VEM!

      - Ah certo! - Ele assente se pondo de pé com um pulo. - Vamos achar o egiptólogo!

POV NARRADOR

    Com o cair da noite na cidade do Cairo, as ruas se encontravam vazias, exceto por um homem, baixo e desengonçado, que se movimentava como um rato por entre as vielas e becos da cidade. Cauteloso e ligeiro, Dr. Allen, se esgueirava de rua em rua, correndo o livro de Amon-Dei abraçado contra o peito. Os passos amedrontados do homem era o único barulho audível. Allen sabia o que haviam feito, e mesmo se considerando uma vítima da curiosidade de uma escavadora amadora, ele não teria como explicar isso para seu perseguidor. Allen tinha se recusado a ficar recluso na embaixada, se retirou da fortaleza alegando buscar seus contatos no Cairo para que o tirassem o mais rápido possível daquele lugar, na volta para a embaixada no entanto, seus planos não impediram seu destino. A cada passo que dava, Allen ouvia movimentos atrás de si, amedrontado demais para se virar e encarar o que quer que fosse, o egiptólogo se esgueirava de beco em beco, de rua em rua.

POV LAUREN   

    Seguimos para o escritório do Dr. Allen, pegamos o endereço dele na recepção da embaixada, era caso de vida ou morta, portanto eles não recusaram nos ajudar. Ao chegar a pequena casa mofada de Allen, ouvimos barulhos no andar de cima. Jonathan já estava bastante assustado sem que alguém precisasse ficar o perturbando com barulhos. Subimos, a contra gosto de Jonathan, e vimos o causador daquele furdunço todo. Beni estava revirando o escritório do Dr. , gavetas jogadas por todo canto, papéis voando e espalhados pelo chão aos montes.

      - Ora, ora, ora. Vejam só! Fazendo faxina? - Digo fazendo-0 se virar com um pulo e me fitar assustado.

    O covarde tenta correr, mas me adianto pegando uma cadeira que estava ao meu lado, atiro-a sobre ele o derrubando.

      - Bela pontaria!

      - Tadinho do Beni tropeçou?! Vem cá que eu te ajudo. - Falo seguindo a passos largos até ele e, o erguendo pela gola, jogo-o contra um armário que havia na sala.

      - Quer dizer que você voltou do deserto com um novo amiguinho, não foi Beni? - Pergunto ironicamente.

    Sabíamos que ele não havia sido visto ao sairmos as pressas da cidade dos mortos, mas quando vi Beni na embaixada, minutos antes de acharmos o Mrs. Burns morto, eu não tive dúvidas de como ele havia escapado. Beni não tinha aberto a arca nem estava com nenhum dos jarros sagrados, portanto a criatura não o teria matado se, de alguma forma milagrosa, ele tivesse se mostrado útil.

      - Que amigo o que? Você é minha amiga.

    Puxo-o com força com um tranco, e jogo-o contra a escrivaninha do egiptólogo. Ele esbraveja de dor com o choque.

      -  Tá armando o que com esse monstro ein Beni? Tá ganhando quanto? - Pergunto impaciente.

      - Melhor estar na mão do demônio, do que no caminho dele. Enquanto eu o servir eu estarei imune. - O covarde confessa ofegante.

    Ergo-o novamente sentindo um ódio percorrer meu corpo. Jogo-o contra a parede mais próxima e ele se contorce de dor.

      - Imune a que?

      - Eu não vou dizer, você vai me bater de novo. - Ele responde choramingando.

      - O que é que ele está armando? E não minta pra mim! - Digo puxando-o para o centro do escritório e o erguendo no ar, deixando sua cabeça a centímetros de um forte ventilador que girava as elicies perigosamente.

      - AH! O livro! O livro negro que encontraram em Hamunaptra! Ele o quer de volta, ele disse que vale o seu peso em ouro.  - Ele confessa com a voz embargada de medo.

      - E pra que ele quer o livro? - Jonathan pergunta se aproximando.

      - Ah por favor... Eu não sei...

     Ergo-o mais alto ainda.

      - Tem haver com trazer a amada dele de volta a vida! E só isso que ele quer, só isso eu juro! - Baixo ele devagar. - Só isso... E a sua irmã... - Ergo-o novamente com um tranco. - MAS FORA ISSO...

    Somos acometidos por uma onda de terror. Um grito ecoa pelo escritório, agudo e longo, vindo lá de fora. Beni se aproveita de nosso momento de distração, e com um soco na minha barriga, o rato foge e se atira da janela caindo sobre uma tenda lá em baixo. Jonathan  e eu corrermos até a janela e nos deparamos com a visão de uma roda de pessoas em volta de um homem encapuzado. As pessoas se afastaram dele a passos largos. Era tarde demais, o corpo do Dr. Allen jazia aos pés do homem, completamente enegrecido e deformado. O homem se abaixou e apanhou o jarro que o Dr., levava consigo e o livro negro. Virando-se lentamente, pudemos ver sua face, estava mais regenerada do que antes, ainda haviam traços nele que estavam mortos, mas ele estava ficando mais forte, isso era inegável. A criatura nos fitou e, abrindo a boca, milhares de moscas voaram em nossa direção. Jonathan e eu fechamos a janela com um forte estrondo. Ouvimos os gritos de desespero das pessoas lá em baixo que estava sendo perseguidas pelos insetos.

      - Dois já foram, faltam dois! - Digo fitando Jonathan que estava pálido.

      - Agora ele vai atrás da Mila! - O jovem fala e nos prostramos a sair dali o mais rápido possível, de volta a embaixada, antes que a criatura chegasse até Camila.

POV NARRADOR

    - GUARDAS  A POSTOS! - Daniels escuta o comando do capitão da embaixada lá de baixo enquanto se repulsava sobre a janela.

      - Que se dane! Eu vou descer e tomar uma bebida! - Ele fala se desencostando e indo até a mesa onde Henderson mexia em seu jarro sagrado. - Você quer alguma coisa?

      - É, me trás um copo de uisque! - O amigo responde enquanto ele se direciona para a porta abrindo-a.

      - Tá bom!

      - Uma garrafa de uisque! - Henderson fala se levantando da cadeira e depositando o jarro nela.

      - Tá bom!

      - Doze anos ein!

      - EU VOU TRAZER! - Daniels grita já sumindo no corredor.

      - Eu tomo conta da porta! - Henderson fala fechando a porta.

    Após alguns minutos esperando e andando pelo sala de um lado para o outro. Henderson, distraído, começou a se divertir despretensiosamente com sua arma, quando, um barulho que se assemelhava muito ao vento uivando se projetou pela sala assustando-o. O homem quase deixou a arma cair ao ser acometido pelo calafrio que aquele barulho provocou.  Andando cautelosamente até a janela que Daniels vigiava a pouco, Henderson manteve a arma erguida o mais firme que pode. Aproximando a passos curtos e cuidadosos, o rapaz tremia e sua respiração se alterava. Sentia que seu coração estava fazendo um barulho muito alto, pois o sentia batendo forte contra o peito. Chegou na janela verificando se conseguia ver algo de anormal, mas nada viu. Recuou aliviado, estava trancado ali a muitas horas, estava começando a ouvir coisas. Com um rompante de ar, a janela abriu por inteiro assim que ele baixou a arma, uma enorme nuvem de areia adentrou a sala o fazendo cobrir os olhos e se abaixar. Henderson, em seguida, sentiu o corpo leve, suas mãos não o obedeciam, suas pernas tão pouco, sua boca não emitia som algum, e quando deu por si, estava flutuando. Seu corpo começou a girara em torno de si mesmo, envolto a toda aquela areia, ele sentia suas forças indo embora a cada segundo, e por fim, não sentira mais nada.

    Com um baque surdo, o corpo do americano foi jogado em qualquer canto da sala. Imhotep se projetou no ambiente, sua forma estava agora, quase humana. Imhotep se desfez em areia e, escorregando por entre a fechadura, simplesmente deslizou para dentro do quarto, retomando sua foram. Camila dormia tranquilamente, após se cansar de gritar com Daniels e Henderson para deixa-la sair. Estava chateada, irritada e ao mesmo tempo feliz por Lauren se preocupar com ela, mas era uma felicidade que a fazia ficar com mais raiva ainda, pois querendo proteger ou não Lauren não tinha esse direito, desistiu de tentar escapar pela janela, era muito alto e alguém com certeza a viria, os guardas estavam de ronda nos jardins, por fim, se entregou ao sono. Imhotep se aproximando cuidadosamente da cama dela e, ao sentar na beira, fechou os olhos buscando uma visão de sua amada em sua memória, proferiu seu nome;

      - Anck Su Namun...

    E se inclinou para beijar Camila. Começando por sua boca, logo em seguida se espalhando por todo o rosto, a criatura começou a regredir. Como se estivesse voltando a sua forma mumificada. A carne ia desaparecendo e surgiam buracos negros, apodrecidos, veias ficam amostra, mas não havia sangue. Camila despertou apavorada sem entender o que estava se passando. Murmurando contra a boca do monstra, a jovem levou as mãos contra o peito dele tentando afasta-lo. Segundos depois, um estrondo reverberou no quarto. Lauren tinha arrombado a porta com um chute e adentrou no quarto com ódio no olhar.

      - SAI DE PERTO DELA COISA FEIA! - A mulher gritou vendo a criatura sentada na cama de Camila.

    Camila se remexia na cama tentando se afastar o mais rápido possível do monstro. Imhotep permaneceu sentando e calmo como se não tivesse notado a presença de Lauren e Jonathan. Finalmente a criatura se levantou para fita-los ameaçadoramente.

      - Olha o gatinho! - Lauren disse erguendo o gato branco que perambulava pela embaixada nas mãos. O mesmo que havia salvo eles antes.

    Imhotep recuou de imediato, e se misturando com a tempestade de areia que no instante seguinte invadiu o quarto, sumiu pela noite a fora.

      - Você está bem? - Lauren pergunta para Camila que tinha se encolhido para se proteger da areia.

      - Eu...eu ainda não sei. - Jonathan responde limpando a areia dos olhos.

    O olhar de Lauren para Jonathan dispensou qualquer comentário. Camila se apressou em se trocar enquanto os dois iam atrás de Daniels. Por sorte, acharam ele no bar da embaixada. Foi um choque para Daniels saber que mais um de seus amigos tinha sido morto. Ele era o único no bar  já que já era tarde e todos tinham ido dormir, o homem ainda estava lamentando a morte de Burns quando foram lhe avisar sobre Henderson. Daniels se culpou por ter o deixado sozinho, mas isso não iria fazer nenhuma diferença agora. Assim, muito abalado e amedrontado por saber que ele era o único que faltava, Daniels aceitou acompanha-los após prometerem que estaria mais seguro com eles do que sozinho por ai, como o Dr. Allen. Os quatro entraram num carro que encontraram perto dos portões da embaixada e rumaram para o museu de antiguidades. Lá, relataram os últimos acontecimentos a Ardeth e Terrence.

POV LAUREN

      - De acordo com a lenda, o livro negro que os americanos acharam em Hamunaptra pode ressuscitar os mortos. - Camila falava enquanto eles subiam uma escadaria para o segundo andar. A mente da bibliotecária estava a mil. - Até agora eu não acreditava nisso.

      - Acredite meu bem, ele trouxe nosso amigo de volta a vida. - Digo acompanhando seu raciocino.

      - Sim, e eu acho que se o livro negro pode ressuscitar os mortos....

      - Talvez o livro de ouro mate.

      - É a lenda. Só temos que saber onde está escondido. - Chegamos ao segundo piso em um largo corredor repleto de janelas.

    Nos dirigíamos para o final do corredor seguindo o historiador quando ouvimos um coro vindo do lado de fora do prédio. Uma enorme multidão de egípcios, muitos carregando tochas, vinham na direção museu. Guiando todos, vinha nosso amiguinho com Beni ao seu lado, claramente assustado. As pessoas tinham manchas e feridas por todo o corpo, os rostos pareciam terem sido queimados, e todos murmuravam "Imhotep".

      - E para completar a minha praga favorita, chagas e feridas! - Jonathan disse enquanto observávamos aquela multidão.

      - Viraram escravos dele, então começou... O principio do fim. - Dr. Terrence disse petrificado com a visão.

      - Eu acho que ainda não! - Camila disse determinada.

    Voltamos para o corredor indo até uma enorme placa de pedra negra que estava servindo de enfeita. A peça continha um enorme texto escrito em egipicio antigo. Camila e Terrence se apressarem para decifrar o que estava escrito ali, segundo eles, a placa viera a muito tempo de um expedição perto da cidade dos mortos, talvez, sem querer, os escavadores tenham achado algo da própria Hamunaptra sem nem se darem conta. As batidas da porta de entrada do museu se intensificavam cada vez mais. Eles estavam tentando derruba-la.

      - De acordo com os doutores de Bridge o livro de Amon-Ra está dentro da estatua de Anúbis! - Camila dizia passando os dedos sobre as inscrições.

      - Foi onde achamos o livro negro! - Daniels disse.

      - Exatamente! - Camila exclamou.

      - Parece que os doutores de Bridge se enganaram. - Jonathan completou.

      - Sim, confundiram os livros, confundiram onde estavam! Então se o livro negro estava na estatua de Anúbis, o livro de ouro deve estar.... - Ela falava analisando a peça.

    A porta se rompeu lá em baixo, o barulho foi ensurdecedor. Centenas de pessoas adentraram o museu gritando.

      - Depressa Mila, Depressa!

      - Paciência é uma virtude!

      - Agora não é não! - Digo vendo as pessoas se dirigirem para as escadas.

      - Ah eu acho que eu vou pegar o carro! - Jonathan disse saindo correndo para a escada de emergência.

      - Eu já sei! O livro de ouro de Amon-Ra está exatamente  na estatua de Orós. Aprendam doutores de Bridge! - Ela esbravejou, inacreditavelmente feliz com aquela situação.

    Lá de cima, vimos Jonathan correndo pelos fundos do museu indo até o carro. Nos adiantamos para segui-lo pela saída de emergência.

POV NARRADOR

    Jonathan corria o máximo que suas pernas permitiam. Chegando aos fundos do museu ele vislumbrou o carro estacionado mais a frente. Continuou correndo e quando estava quase chegando, ouvi um estrondo e viu que a porta dos fundos do prédio tinha sido arrombado e de lá de dentro, centenas de pessoas sairam brandindo tochas e pedaços de madeira em sua direção. Seu coração disparou, o medo o acometeu, sua respiração se perdeu e, por um segundo ele achou que não iria conseguir sair dessa, mas então, respirou fundo e se virou, e assim que eles chegaram em cima dele, o rapaz começou a murmurar; 

      - Imhotep, Imhotep, Imhotep, Imhotep...

    As tochas foram baixadas e os porretes foram se afastando. Eles começaram a entoar o nome de seu novo mestre junto a Jonathan e a marcharam em direção a cidade. Jonathan foi se afastando lentamente até que todos estivessem longe o bastante para ele correr até o carro. Assim que deu partida no motor, seus companheiros surgiram correndo atrás dele.

      - VAI! VAI! VAI! DEPRESSA! - Lauren gritava para todos.

      - Rápido! Rápido, vamos embora! - Daniels disse assim que chegou primeiro ao carro.

      - MILA! - Jonathan chamou pela irmã preocupado.

      - IMHOTEP!!! - Beni surgiu na porta dos fundos e logo gritou por seu mestre.

    A criatura estava agora no segundo andar do museu nos olhando. Abrindo os braços e soltando um longo e agudo urro, ele invocou seus escravos de volta, e todos vieram as pressas em nossa direção. Jonathan acelerou o carro e eles arrancaram dali.

      - TÁ CHEGANDO A SUA HORA BENI! TÁ OUVINDO? EU VOU TE PEGAR! - Lauren esbravejou com fúria enquanto se afastavam.

      - AH! COMO SE EU NUNCA TIVESSE OUVIDO ISSO ANTES!

POV CAMILA

    O carro correu pelas ruas estreitas do Cairo, e quando achamos que já tinhamos nos afastado o suficiente, Jonathan freou bruscamente. A rua estava bloqueada por mais pessoas controladas pela criatura. Elas simplesmente estavam paradas a alguns metros a frente do carro. Atrás, mais se aproximavam, não tinhamos para onde correr. Lauren com certeza pensou a mesma coisa, pois no momento seguinte, a vi pisar com força sobre o pé de Jonathan e o carro voltou a acelerar. Assim que arrancamos para cima deles, eles começaram a correr para cima do carro, era loucura.

      - SEGURA!! - Lauren gritou e eu sentir sua mão apertar a minha.

    Muitos foram jogados longe como boliche humano. Mas aos poucos mais e mais surgiam e começaram a se agarrar ao carro.

      - Jonathan! - Gritou desesperada.

    Lauren se ergue e começou a joga-los para fora do carro. Logo todos a imitamos. Empurrávamos como conseguíamos. No meio da confusão, Daniels fora puxado por dois homens para fora do carro. Na hora não percebemos o que havia acontecido, estavamos ocupados tentando nos manter dentro do carro. Quando demos por falta, já era tarde demais. Ouvimos inúmeros disparos, mas logo ele tinha sido cercado por muitos, e os disparos cessaram. Minutos depois, chegamos até uma rua sem saída. Descemos do carro com os perseguidores atrás de nós. Lauren derrubou um deles antes que ele me alcançasse e tomou sua tocha.

      - SAÍ! SAÍ! SAÍ! - Ela disse brandindo a tocha de um lado para o outro.

    Eles param de avançar quando perceberam que não tinhamos para onde fugir. De repente, eles se afastaram dando passagem para a criatura que se aproximava lentamente.

      - É a criatura! - Terrence falou aterrorizado. Totalmente regenerada.

    Imhotep começou a falar em egipicio antigo se aproximando cada vez mais.

      - "Venha comigo minha princesa, hora de torna-la minha, eternamente" - Beni traduziu o que ele disse.

      - "Por toda a eternidade, imbecil" - O corrijo ferozmente.

      - "Pegue minha mão e eu pouparei seus amigos!"

      - Ah, essa não. - Digo com a voz fraca. - Tem alguma ideia brilhante? - Pergunto a Lauren sem esperanças.

      - Estou pensando pera aí!

      - Melhor pensar rápido porque... - Me viro para olhar seus olhos. - Se ele me transformar em múmia eu volto para te assombrar! - Digo vendo o medo em seus olhos.

    Começou a andar em direção a criatura tentando manter minha coragem.

      - Não! - Lauren protesta atrás de mim, puxando sua arma.

      - Não! Ele tem que me levar a Hamunaptra para o ritual.

      - Ela tem razão! - Ardeth fala e segura o braço de Lauren tentando conte-la. - Viva hoje, lute amanhã!

    Lauren fixou os olhos nos meus, e por alguns segundos parecíamos ter paz. A contragosto, ela abaixou e guardou a arma.

      - Ainda. Vou. Encontrar. Você. - Ela disse pausadamente, fitando Imhotep com fúria.

    A criatura sorriu com desdém e começou a andar me puxando consigo. Meus olhos porém não conseguiam desviar dos de Lauren.

      - Camila! - Ela me chamou e meu coração deu um salto para trás por não poder correr para ela.

      - Ei isso é meu! - Jonathan protestou enquanto Beni retirava a chave de seu bolso.

    Assim que entramos no meio da multidão, Imhotep ordenou, em egipicio antigo, que todos fossem mortos. Meu coração se partiu, pude sentir um buraco se formar dentro de mim, um medo nunca antes experimentado estava se apoderando de mim. Meu corpo todo tremia.

      - NÃO! NÃO! NÃO! - Gritou me contorcendo, tentando me livrar de seu aperto. - LAUREN! JONATHAN! NÃÃÃÃOOO!

      - Adeus, minha amiga! - Ouço Beni falar.

      - Ah seu... - Lauren, era a voz de Lauren.

      - POR FAVOR! NÃO! POUPE-OS! LAUREN - As lagrimas desciam descontroladamente. - JONATHAN! LAUREN!!

    Vejo a multidão partir na direção deles, eu tinha que fazer alguma coisa. Batia, socava, chutava, me retorcia, mas nada fazia efeito, então, senti uma forte pancada na nuca e tudo desapareceu.


Notas Finais


E Até o próximo!


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