História The mysterious bride - Capítulo 31


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes
Visualizações 83
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drabble, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiê pessoal, óia eu aqui de novo, hihi. Atrasada? Sim, pra caramba. Mas tem vergonha? Nenhumaaaa!

Desculpem o atraso, de verdade, não pretendia e nem gosto de atrasar. Mas eu não posso (e nem consigo) deixar de postar um capítulo por muito tempo.

O capítulo tá um pouco menor, mas foi o máximo que eu consegui pensar por agora. O que tenho em mente, será pros próximos.

(Vou parar de enrolar e desejar uma boa leitura logo). Espero que gostem pessoal e boa leitura!

(✿ ♡‿♡)

Capítulo 31 - Carla...


Fanfic / Fanfiction The mysterious bride - Capítulo 31 - Carla...

{Ayane}

Eu falei isso? Não, não...eu não posso dizer os meus pecados, Jesus Cristo desceria e me jogaria dessa igreja á ponta pés. 

- Fique á vontade e tenha calma. - o padre diz. Sua voz é tão tranquila...

- N-não posso, padre. Primeiro que nem acreditar no Deus que o senhor tem tanta fé, eu acredito. Não seria um pecado eu confessar mesmo não crendo? - questiono meio irônica. 

- Creio que não. Confessar não significa confessar á Deus, sim á mim. Eu não sou Ele pra te julgar. Irei apenas te ouvir, minha jovem. - ele diz e eu paro pra pensar. - Se você se sentir forçada á fazer isso, não precisa.

Merda...o problema não sou eu me sentir, sou eu precisar. Se eu tivesse escolha, nem á igreja eu viria.

- Tudo bem. - decido. - Eu já fiz tantas coisas horríveis e a culpa de ter feito só vem aumentado. Eu queria que esse fardo sumisse, mas simplesmente pesa mais. - digo rápido.

- Uma jovem como você já teria feito coisas horríveis? - ele pergunta.

- Sim, padre. Horríveis demais... - admito derrotada.

- E qual delas te faz se sentir mais culpada? - paro e penso um pouco.

- Ter magoado a única pessoa que realmente se importava comigo. - me refiro á Yui. - Ah, mas eu acho que já tô acostumando á essa tal culpa, sabe. Eu fiz algo imperdoável a uma amiga, é normal que ela me odeie. - eu começo a rir no fim da frase.

- Se essa pessoa se importar com você, com certeza irá lhe perdoar. - é...espero que sim.

- Seria a melhor coisa, mas eu não vou mais ter esperança sobre isso. Se ela não quiser me perdoar... paciência. - basta eu aceitar. 

- Não perca as esperanças, jovem. Alguém em algum lugar acredita em você. - alguém...

FLASHBACK ON

- Merda...eu desisto, Carla. - digo entre o choro enquanto o Tsukinami trata meus machucados.

- Vai desistir só por isso? - ele pergunta.

- Só? Eu desisto é de tudo. Eu não tenho esperanças de quê algum dia vou parar de ser um saco de pancada. - digo irônica á ele.

- Você tem que crer que um dia vai parar. - eu fico em silêncio uns segundos.

- Eu não acredito, e duvido que alguém acredite. Ninguém liga mesmo. - dou de ombros.

- Eu acredito. - olho surpresa pra ele. - Exitem bilhões de pessoas nesse mundo Ayane, alguém em algum lugar acredita em você. Não precisa procurar alguém no mundo todo quando se têm um na sua frente. - ele diz calmo, olhando em meus olhos. 

"Alguém em algum lugar acredita em você". 

- Obrigada, Carla...eu não sei se estaria viva se você não me ajudasse. - coloco as mãos no rosto apoiando-as no joelho e choro mais. Só que...de felicidade.

FLASHBACK OFF

Foi a primeira vez em que eu senti que não estava sozinha, senti esperança. Mas por que quem me fez sentir isso, me abandonou? 

- Está tudo bem? - sou despertada dos meus pensamentos ao ouvir a voz do padre do outro lado. 

- Ah sim...está. Eu apenas me lembrei de algo... - digo.

- Algo bom ou ruim? - ele pergunta.

- Esse "algo" é alguém...um alguém que sempre me ajudou e deu esperanças. Mas esse mesmo alguém me machucou e iludiu. Eu pergunto ao senhor padre, é algo bom ou ruim? - digo séria.

- Isso apenas você pode dizer. Este alguém lhe fez coisas boas e ruins. Mas e se as ruins também forem boas? - me questiona.

- Não sei responder... - resmungo.

- Exatamente... ninguém além desta pessoa poderia lhe responder. - diz.

Isso é o suficiente. Por algum motivo, eu me sinto melhor. Não precisei confessar meus pecados pra tirar um pequeno fardo de mim. Isso é aliviante. 

- Obrigada, padre. Acho que isso é o suficiente...na verdade, é o máximo que consigo. - agradeço.

- Tudo bem, você fez um bom trabalho. - ele diz. Eu me senti melhor conversando com alguém que nem sequer conheço. - Só tente uma coisa... acreditar em si mesma. 

- Desculpe, mas isso é meio demais os mim... - confesso.

- Se você não acredita, eu acredito. - ele está falando sério? 

- Obrigada. Até a próxima, padre. - me despeço e estou prestes a sair dali, quando...

- Até, Ayane. - "Ayane"...? Eu não falei meu nome momento algum. Como ele...

Dou meia volta e tento achar algum jeito de ver seu rosto, mas não há. Então eu dou a volta e vejo a portinha. A abro de uma vez, encontrando apenas uma rosa. 

"Se você não acredita, eu acredito"...uma rosa... Carla? 

Penso em procurar aos arredores da igreja, mas então imagens vêm a minha mente. 

Carla, Ricther, Kino...como um alerta, eu voltei ao meu outro eu, que não se importa. Respiro fundo e coloco a rosa no meu pulso. Vou andando normalmente até onde os outros estão como se nada tivesse acontecido. Porque eu realmente queria que não tivesse.

***

- Você demorou mais que Yui. - Reiji diz quando eu coloco os pés do lado de fora.

- Hm... Bitch-chan tem tantos pecados assim? - Laito me pega de surpresa chegando por trás de mim e acariciando meu cabelo. 

- Eu... - Reiji me interrompe.

- Não importa. Vamos pra casa. - apenas concordo. Os outros entram na limosine e eu também.

Fui o caminho todo olhando pela janela. Nem sequer olhei pra Kino. Fiquei me perguntando se estou ou não enganada sobre quem era o padre. Poderia ser qualquer pessoa, mas se fosse Carla...por que ele me ajudaria? 

Tsc... 

{Autora= ao chegarem na mansão}

- Reiji-san, precisaremos sair mais hoje? - Ayane pergunta ao Sakamaki.

- Não, por que? - ele pergunta e a fita sério. 

- Eu gostaria de descansar no meu quarto, posso? - a noiva pede permissão.

- Faça o que quiser. - ele dá de ombros e dá as costas á ela.

- Ayane-chan... você me faz uns doces depois? - Kanato pergunta com uma voz doce á ela.

Ayane iria recusar, mas pensou: eu preciso distrair nem que seja dormindo. - então ela cedeu pelo próprio bem.

- Claro, Kanato-kun. Mas pode ser mais tarde? Eu realmente quero descansar agora. - sorriu forçado.

Ayane está agindo como uma noiva deveria agir doce e gentil, mas também como seu objetivo precisa, fechada e sem fraquezas. A garota interpreta dois papéis: o de noiva e o de "objeto".

- Ok... - o Sakamaki concorda e sai. 

Os outros já tomaram seus rumos quando chegaram, exceto Kino que está olhando pra Ayane. Ela está evitando ao máximo olhar pra ele.

- Blkbird... - Kino a chama e vai se aproximando dela até chegar em sua frente. - o que aconteceu, hm? - a pergunta acariciando sua bochecha com a ponta de dois dedos. 

- N-nada... - Ayane diz meio nervosa.

- "Nada"? - ele agarra sua cintura e a puxa pra si.

- S-sim...nada. - a noiva teima mais uma vez.

- Você sabe que eu não gosto que mentem pra mim, né? Você, de todas as pessoas é a que mais sabe disso... - Kino diz calmo, o que o torna mais ameaçador.

- Sei sim, O-onii-sama... - Ayane gagueja ao ouvir o tom de voz dele e ver sua expressão séria.

- Então por quê... está mentindo? - pega seu pulso e o levanta, mostrando a rosa ali enrolada.

{Ayane}

No momento em que Kino levantou meu pulso, meu coração acelerou e meus olhos arregalaram. Então... ele notou desde o começo? 

- O padre me deu. - digo firme pra soar o mais verdadeiro possível. 

- O padre? - ele arqueia uma sombrancelha.

- S-sim... - desvio o olhar.

- Não... - ele levanta sua mão. - minta pra mim! - de repente minha bochecha direita começa a queimar.

Um tapa. Kino me deu um...tapa. Coisa que ele só faz quando está com raiva, muita raiva. 

- O-onii-sama! - coloco as mãos na frente do rosto em forma de defesa.

- Oh...agora está com medo? - tomba a cabeça. - Por quê está com medo de mim, Blkbird? Você não pode ter medo de mim. - agarra meus cabelos e tomba minha cabeça.

- E-eu não tenho medo de você... você me protege. - digo com os olhos cheios d'água.

- Como eu queria ouvir isso. Agora vamos engolir o choro, vamos. - sua expressão vai mudando aos poucos. - Isso... - começa a acariciar meu cabelo. - boa garota, vem cá. - me abraça e esfrega sua cabeça na minha.

Isso... é torturante.

- Agora...me conta a verdade? - pega minha mão e beija as costas dela.

- Eu estou dizendo. - olho em seus olhos.

- Está? - me devolve o olhar.

- Sim... - sussurro e ele solta um suspiro.

- Ok...se você está dizendo, eu acredito. Aliás, é normal se ter confiança na pessoa que se ama, né? - apenas sorrio sem graça. 

Como eu já disse...isso é tudo, menos amor. Se eles soubessem o quanto me machucam...não. Eles sabem. 

- Onii-sama... alguém pode nos ver. - me afasto um pouco dele, que estava me abraçando, esfregando sua cabeça no meu cabelo e com minha mão em seus lábios, dando leves beijos.

- E daí? - diz despreocupado.

- V-você sabe que isso estragaria o meu dever... - resmungo.

- Ok. Vamos parecer normal. - ele burfa.

- Como assi...? - antes que eu possa terminar de falar, sinto suas presas perfurarem minha pele na região do pescoço.

Solto um grito pelo susto e no mesmo instante, Reiji, Ruki e Laito aparecem.

- O que pensa que está fazendo com a Bitch-chan? - Laito se dirige á Kino, que ainda não me soltou.

- Me alimentando, quer que eu morra? - o responde sem parar de tomar meu sangue.

- Se pudesse, seria melhor. - o ruivo o desafia e Kino me solta, andando em direção ao primo.

Quando um se põe a frente do outro, Reiji os separa apenas com uma ordem.

- Idiotice... - Ruki resmunga e sai. 

Coloco a mão no meu pescoço e saio dali com a cara normal, tentando não demonstrar absolutamente nada. 

***

Depois que eu saí daquela situação, Kino não veio atrás de mim. Eu fiquei no quarto pensando no que houve na igreja. 

Depois de uma hora ou duas, Kanato me chamou pra fazer doces e eu fui. Azusa estava na cozinha, e nós três acabamos conversando um pouco, mas o clima entre os dois era meio tenso. Kanato ainda não perdoou o Mukami pelo urso. 

Assim que acabei de fazer os doces, que por sinal era uma torta de limão e uma de chocolate, eu fui até o jardim. Encontrei Yuma no meio de uns tomates, Subaru nas rosas e Kou o provocando. Peguei uma rosa e a levei pro quarto em seguida. A coloquei num pote ao lado da que eu havia pegado na igreja.

Tomei um banho e já eram umas 23:00. Yui fez o mesmo e deitou. Eu continuei acordada, olhando as duas rosas. Ou melhor, comparando-as.

Por quê para mim, a do jardim é uma rosa qualquer e a outra é a rosa? É impressão minha?

- Yui. - chamei a loira que estava acordada.

- Sim..? - se vira pra mim.

- O quê você vê ali? - aponto pra onde as duas rosas estão.

- Duas rosas? - diz meio irônica.

- É sério, o que você vê? - digo querendo ir direto ao ponto.

- Duas rosas, por que? - agora diz séria.

- Duas rosas comuns? - pergunto mais uma vez.

- Sim, por que? - a Komori fica confusa.

- Sei lá...acho que essa - pego a que estava na igreja. - não é uma rosa comum. - a observo. 

- Talvez... - Yui começa. - quando queremos, sentimos ou temos algo especial, ele é especial apenas pra gente. Á nossa visão... - ela explica e eu paro e penso.

"Algo especial?"

- Hm... - é apenas o que resmungo. Coloco a rosa na estante e me deito. Adormeço...

Sonho on

- Que lugar é esse? - me pergunto mentalmente. 

Estou vendo uma garota de cabelos roxos correr pelo lugar...o lugar é o penhasco no qual Carla me jogou, mas o chão está cheio de pétalas brancas e uma lua enorme no céu.

Eu tento chamar a garota, mas minha voz não sai. Ela é nova...deve ter uns 12 anos no máximo. 

De repente, vejo a figura de...Kino e Ricther surgirem e a garota ir correndo abraçar o filho. Mas a face dele está tão... séria.

Algo me diz que alguma coisa ruim vai acontecer, mas eu estou como alguém na terceira pessoa, um espectador. Não consigo gritar ou me mexer... só observar. 

- Blkbird... - Kino a chama. Espera..."Blkbird"? Essa garotinha sou eu?

- Onii-sama! - ela pula em seu colo e ele a abraça. Posso ver o rosto dela...ela sou eu. Eu quero gritar pra ela sair de perto dele, mas minha voz não sai!

De repente, sai mais uma figura... Carla. Ele está gritando:

- Ayane, Ayane, saia daí! - mas Kino continua abraçando-a.

- Ouça, Ayane... - ele a acomoda em seu peito e acaricia seu cabelo. - não dê ouvidos áquele homem, ok? 

- Por quê? - ela olha pra cima.

- Porque ele quer te machucar. - diz calmo. 

- É mentira, é mentira! Ele que quer! Por favor Ayane, saia daí. - vejo lágrimas escorrerem dos olhos de Carla, que está sendo segurado por Ricther. 

- Onii-sama... você quer me machucar? - meu "eu" pergunta com medo.

- Nunca...nunquinha. - ele afunda o rosto dela no seu peito e coloco uma de suas mãos nas costas. Tira uma...faca! - Eu só quero... - levanta a faca devagar. 

Ricther solta Carla, que vai correndo em direção aos dois gritando pra ela se afastar. Quando ela levanta seu rosto, Kino lhe dá um sorriso cínico e diz:

- O seu bem. - finca a faca em suas costas e o sangue cai, sujando o rosto de Carla e as pétalas brancas, agora vermelhas de sangue. Do...meu sangue.

Sonho off

Levanto assustada, suando e tremendo. O que diabos foi aquilo?! Como eu...?

Depois de me recuperar e regular a respiração, vou até o banheiro e jogo água no rosto. Olho pro relógio e vejo que são 01:40 da manhã. 

Fico olhando pras rosas, mas pego a da igreja. Vou até a janela e a abro, sentindo a brisa da noite. 

Penso naquele sonho...na igreja...na rosa e em Carla. Por que ele sumiu? 

Quando estou prestes a fechar a janela novamente, olho pra longe do portão e vejo uma figura de hipnotizantes olhos dourados me encarando. 

- Carla... - sussurro seu nome desacreditada.




Notas Finais


E então pessoal, o que acharam do capítulo em? Tenho certeza que todos pensaram coisa ruim do padre, mas pelo contexto, vocês já devem saber quem é, hehe.

No próximo capítulo vou esclarecer direitinho o "sumiço" dos Tsukinami's e a aparição de Carla.

Desculpem novamente o atraso viu...eu só tava muito atarefada e sem idéias. Acabou juntando as duas e deu esse atrasão aí. Ah, desculpem qualquer erro, não revisei.

Espero que tenham gostado do capítulo ó, e até o próximo! Beijos.

(๑˙❥˙๑)


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