História The mysterious bride - Capítulo 44


Escrita por:

Postado
Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes
Visualizações 73
Palavras 3.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drabble, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiê pessoal, tudo bom? Espero que sim ó. Óia eu aqui novamente, hehe.

Eu iria postar amanhã, mas decidi finalizar hoje mesmo, pois odeio ficar muito tempo sem atualizar (falo isso, mas demoro uma semana ou mais pra atualizar outras duas...).

Espero que gostem e boa leitura!

(。♡‿♡。)

Capítulo 44 - Leave out all the rest


Fanfic / Fanfiction The mysterious bride - Capítulo 44 - Leave out all the rest

{Autora= todos}

Todos foram pra seus quartos por volta das 03:00 da manhã, pois fora o horário em que chegaram do baile. Reiji, Subaru, Kou, Yuma e Kanato, foram todos para seus quartos. Laito e Ayato, foram - depois de um tempo - ao quarto da Komori, onde estranharam o fato de Ayane não estar lá; mas gostaram também, pois teriam privacidade com a loira. Shu, Ruki e Azusa estavam também em seus quartos depois de ouvirem a discussão das duas noivas.

Por volta das 05:00 da manhã, todos já estavam dormindo, inclusive Ayane. De tanto pensar e chorar um pouco, a garota acabou dormindo. 

Shu levantou para beber água - pois se negava a admitir que estava indo ver onde estaria Ayane - e quando estava indo em direção á cozinha, passara pela sala e vira no sofá, a noiva deitada apertando fortemente a coberta.

Shu a encarou por um tempo e se sentou no sofá de frente ao que ela dormia. Ficou a olhando - hipnotizado e curioso - enquanto pensava: "essa expressão de medo, essa firmeza ao se segurar como se estivesse com medo, aquelas palavras...o quanto ela sofreu? Aliás, quem é ela?". O loiro tentava pensar em alguma coisa, mas nada lhe vinha á cabeça, apenas que ela é um verdadeiro mistério.

***

O Sakamaki a encarava por um longo tempo, estando agora bastante próximo da noiva. Enquanto ela dormia, soltava alguns gemidos enquanto a mesma sonhava, além de apertar mais a coberta e se encolher. A garota resmungava algumas coisa difíceis de entender, mas em todas elas dizia "por favor". Shu só conseguia entender isso, mas pelas expressões de Ayane, via-se medo.

De tanto ver a noiva se remexer enquanto dormia e não poder fazer nada, o Sakamaki saiu dali e foi para seu quarto, frustrado consigo mesmo. 

{Ayane}

Acordei suada, ofegante, assustada devido ao sonho que tive, estou ficando realmente assustada cada vez mais. Minha visão estava preta, como se não estivesse aberto os olhos. Pra poder enxergar, esfreguei os olhos e quando os abri, dei de cara com Kou, que me olhava preocupado.

- M-Neko-chan, está tudo bem? - pergunta e eu demoro um século pra responder.

- Hm? Ah, está sim. Eu só acordei um pouco tonta, nada mais. - sorrio amarelo, mas sinto meu dedos e pernas tremerem.

- Você têm certeza? - pergunta olhando a coberta balançar, devido á minha tremedeira.

- Sim, absoluta. - afirmo e ele suspira, provavelmente sabe que não adianta insistir. Desculpa Kou... - Hm.. então, você estava me vendo dormir ou veio aqui por um acaso, me acordar? - pergunto meio envergonhada.

- Os dois. Reiji me pediu pra vir te chamar e eu fiquei te observando dormir, mas eu vim aqui pra te acordar. - explica.

- Ah, sim. O que ele quer comigo? - me refiro á Reiji.

- Eu não sei, mas deve ser algo sério. Acho melhor você ir ver antes que ele venha e "puna" nós dois. - debocha e eu solto um risinho.

- Tudo bem, obrigada. - é apenas o que digo antes de me levantar e ir me arrumar.

Fui até o banheiro e fiz minhas higienes matinais, depois segui até o quarto silenciosamente e peguei uma roupa qualquer, indo me trocar no banheiro pra não precisar ficar perto de Yui.

 Não é que eu esteja com raiva dela, bom, é mais ou menos isso... eu estou com raiva dela querer vir me dar uma lição de moral quando nem ela mesma as segue. Não estou dando uma de Maria Madalena, eu só não consigo entender a dor que ela diz ser igual á minha. Yui querendo ou não, agora tem alguém que gosta realmente dela...Ayato. Qualquer um nota que a possessão dele é ciúmes. Já a de Kino, é loucura. Aquilo não é amor...aquilo não é sentimento. Ela deveria se sentir feliz pela vida que tem, pois tudo o que ela passou, ficou no passado; já o meu, não. Meu sofrimento ficou no passado, permanece no presente e do jeito que andam as coisas, permanecerá no futuro...ou não.

***

Estou indo até o quarto de Reiji. Bato duas vezes na porta e ele me atende, pedindo pra que eu entre e me sente. É o que eu faço.

Fico meio nervosa com o que ele quer conversar, sempre que conversa comigo, observa tudo e tenta - falhando sempre - me arrancar informações sobre mim mesma, mas eu não sou idiota.

- Reiji-san, o quê você queria falar comigo? - pergunto, indo direto ao assunto.

- Sobre você. - diz sério. - Mais precisamente, sobre suas decisões. - hm? 

- É..como assim? - pergunto meio confusa.

- Eu serei direto, ok? - me encara e eu aceno que sim. - Você é uma noiva, mas não age como tal. Os outros não bebem seu sangue e acabam bebendo o de Yui, que é fraca. Falando nela, as suas frequentes discussões com ela, estão sendo chatas aí ponto de me dar o trabalho de mudar o seu quarto. - reclama. -  Se as coisas continuarem assim, você vai ter que tomar suas decisões. - ouço tudo, entendendo um pouco o que ele quer.

- E quais seriam elas? - pergunto.

- Agir como uma noiva, ou seja, agir como deve agir; ou... voltar para onde veio. - nesse momento, me sinto paralisada.

Flashback's de quando eu estou na mansão de Ricther, vêm á minha mente. Os abusos iriam ocorrer mais, Kino estaria agora lá, Carla...eu nem sei se ele está com eles ou não. Sem contar que se eu voltar antes de Ricther ter o que ele quer, ele me mata. Mas...não seria melhor morrer? Não, não... talvez.

Droga, eu não tenho opção há não ser ficar aqui...

- Eu...eu escolho a primeira opção. - afirmo á Reiji. 

- Certeza? - ergue uma sombrancelha e eu digo que sim. - Não irá ser que nem a Komori, tentando fugir? - pergunta.

- Não, já vim ciente do quê me aguardava. - respondo. 

- Que ótimo...vamos testar. - num segundo, Reiji me puxa da cadeira e me coloca um pouco inclinada na mesa.

- Reiji-san, o quê você está fazendo?! - questiono, vendo-o ficar por cima de mim. 

- Testando se você vai ser ou não igual á ela. - afirma, sorrindo de canto. - E o pior é que está sendo, irritante. - bufa.

- É-é que você foi muito aleatório e eu me assustei. - coloco as mãos em seu peito pra afastá-lo um pouco. 

- Então tenho que te avisar quando for fazer alguma coisa? - debocha, se inclinando mais.

- Sim. - afirmo e ele começa a rir um pouco.

- Se eu quiser fazer algo como isso... - desliza as mãos pela minha coxa até perto da minha intimidade, tirando-a antes e aproxima sua boca do meu ouvido. - devo pedir sua autorização? - sussurra.

Eu fico vermelha, mas afasto isso da minha mente e volto á ficar séria.

- Reiji-san, eu deveria fornecer sangue, não prazer sexual. - o empurro de cima de mim e me coloco á sua frente.

- Por quê sempre ele?! - o Sakamaki se vira pra mim com raiva e pergunta.

- "Ele"? Ele quem? - indago confusa.

- O bastardo do meu irmão. Sempre quem tem os privilégios é ele! Você aceitou dormir com ele e eu perdi. Sempre fico em segundo lugar, graças á ele. - diz bastante irritado e eu entendo.

Agora eu me sinto pior que antes, me arrependo de ter... feito o que fiz com Shu. Bom, não totalmente, mas um pouco por Reiji. Eu não sabia que ele se sentia tão inferior ao irmão e agora eu entendo o porquê dele ter ficado tão estúpido e distante de mim depois daquilo. 

- Reiji-san...me desculpe, de verdade! Desculpe por isso. - eu peço, me curvando.

- Está tudo bem, eu não tenho ódio de você, mas sim, dele. - admite. - E pode considerar o fato de quê... você irá fazer tudo o que pedirmos igual á Yui, ou só lhe restará a segunda opção. - diz sarcástico e eu me pergunto pra onde foi aquele Reiji puto e entristecido de agora á pouco.

***

Depois do quê Reiji disse, eu pedi licença e saí do quarto. Ele também me avisou que o quarto onde eu iria dormir, já estava pronto, até mesmo minhas roupas estavam guardadas lá. Estranhei, mas lembrei-me que Edgar deve ter feito tudo de madrugada enquanto eu dormia.

Fui até o quarto - que ficava no fim do corredor da parte de cima da casa, sendo escuro e solitário, além de bastante isolado - e me senti um pouco calma e um pouco com medo.

Não sei por quê, mas uma sensação ruim me invadia. Por isso, decidi afastar isso indo até a cozinha pra tomar café. Chegando lá, me deparei com os Mukami's se alimentando também.

- M-Neko-chan, está melhor agora? - Kou pergunta ao me ver.

- Melhor? O quê que a Porca-chan tinha? - Yuma mesmo mão querendo demonstrar, fica preocupado.

- Ela parecia estar cho... - o interrompo antes que termine, não quero ter que me lembrar daquele sonho de novo.

- Acordei e levantei meio tonta, aí como estava meio que acabando de acordar e totalmente desarrumada, Kou-kun pensou que eu estivesse triste. Mas era só a cara de quem dorme muito. - explico (invento) e ele parece acreditar, pois até ri do modo que falou.

- Que bom que está bem, né, Rose-san? - Azusa pergunta-me, olhando diretamente em meus olhos, de um jeito que não sei explicar.

- Haham. - apenas concordo meio sem graça. 

- Aqui. - Kou me entrega uma tigela de cereais e leite. 

- Uou... obrigada Kou-kun, eu iria preparar uma. - agradeço, me sentando ao lado deles. 

- Agradeça á Ruki-kun. Ele viu que você não estava no sofá e disse que iria fazer um café á mais caso você quisesse tomar... - resmunga e aponta pro irmão. - Aaai! - o loiro dá um pequeno gritinho. - Por que me chutou? - pergunta ao irmão, que o encara raivoso.

- Por favor, não briguem por mim! - brinco. - Obrigada, Ruki-kun. - agradeço. - E obrigada, Kou-kun. - dessa vez, o loiro.

Ruki apenas acena e Kou pisca um olho só. Nós tomamos o café tranquilamente, até que minha cabeça se volta aos pensamentos ruins, quando os irmãos começam a discutir algumas coisas sobre o baile.

- Sabe, eu não fui muito com a cara daquele primo deles não. Como era o nome dele mesmo...? - comenta Yuma.

- Kino Sakamaki. - Ruki responde.

- Isso! Eu não gostei desse tal Kino. - afirma o ruivo. 

Eu apenas fico ali, congelada, pensando nele. Depois do quê ele me fez, eu não consigo nem sequer ouvir seu nome sem sentir sentimentos ruins, como medo e desespero. 

- Ih, se Yuma-kun diz isso, é porquê a pessoa realmente não presta. - o loiro diz.

- Sim... - Azusa concorda.

- E você, M-Neko-chan, o que achou dele? - no momento em quê ele me pergunta, eu não sei o que responder.

Não posso simplesmente dizer: "Olha, Yuma está certo. Ele não presta, é um baita filha de uma puta. Me estuprou, chantageou e xingou, mas fora isso, só acho que ele seja um psicótico com fortes problemas de obsessão." Isso é o que eu tenho vontade de falar, mas...não dá. Eu não posso, eu não consigo. 

- M-Neko-chan? - me cutuca e eu desperto dos meus pensamentos. 

- Ah, é, sobre Kino. Ele foi gentil comigo, me deu um vestido novo, e até mesmo me chamou pra dançar. Nada contra... - eu digo tudo tão rápido e forçado, que estou me sufocando com a minha falsidade. 

- Falando em vestido, eu achei este no lixo do banheiro. - todos nós nos viramos pra trás e vemos Shu, com um vestido vermelho em mãos.

Droga...o "meu" vestido vermelho.

- Esse não é o seu, Porca-chan? - pergunta Yuma e eu aceno que sim. 

- A-ah... é-é sim. - afirmo pra ele e olho pra Shu. - Você o achou no lixo do banheiro? Eu devo ter confundido com o cesto de roupas. - invento qualquer coisa rapidamente. 

- Mas o seu cesto não fica no quarto, Rose-san? - pergunta-me Azusa.

- Eu não dormi lá e devo ter colocado no banheiro por causa do sono, sabe como é. - coloco a mão atrás do pescoço e dou uma leve risada sem graça. 

- Aqui está. - Shu o joga pra mim e eu pego. É uma sensação tão... nojenta! Usar qualquer coisa vinda deles, ainda mais depois daquilo, é tão nojento pra mim. 

- O-obrigada... - agradeço e vou em direção ao meu quarto, onde coloco o vestido dentro do fundo falso da minha mala, onde estão coisas que eu quero que ninguém veja. 

Que miserável... 

{Autora= Mukami's e Shu}

- Kou, você e Yuma podem lavar o que sujamos? - Ruki pede ao irmão, que concorda. Faz um sinão ocular á Azusa para que o siga, e os dois vão até o corredor conversar com Shu.

***

- Vocês não acham suspeitos? - pergunta o Sakamaki's aos dois irmãos.

- Há tantas coisas estranhas, que eu não sei qual você está falando. - comenta Ruki.

- Aquele vestido. - afirma.

- Eu acho, bastante. - concorda Azusa. 

- E por quê? - o loiro pergunta ao Mukami's das ataduras.

- Primeiro que Rose-san fica muito perdida quando o assunto é Kino. E sobre o vestido...não acham coincidência ele ter um vestido do tamanho dela? - pergunta aos dois, que se olham como se estivessem dizendo "têm razão".

- O vestido pode ser da mulher de alguma deles, disso não temos prova. - afirma Ruki.

- Nenhum deles tem mulher. A última mulher com quem meu tio se envolveu, foi Cordélia. - afirma Shu.

- Cordélia...diz a mãe dos trigêmeos? - pergunta Azusa e o Sakamaki acena que sim.

- Droga...cada vez mais, tudo faz menos sentido ainda! - Ruki fecha os punhos em frustração.

- Como assim, Ruki-kun? - o irmão o pergunta. 

- Li algumas coisas sobre essa mulher é até mesmo vi umas fotos suas e...ela é muito parecida com... 

- Ayane. - Shu completara a frase junto á Ruki. Os três se entreolharam, agora mais frustrados e confusos que antes.

{Autora= Yui}

A Komori havia acordado tendo Ayato e Laito ao seu lado. Após eles a atormentarem bastante, saíram do quarto, deixando-a ali.

Em sua cabeça, ainda estavam as palavras frias de Ayane. No fundo, a Komori sabia que a outra tinha razão. Sua dor nem se compara á da outra, pois Ayane sentiu todos os tipos de dores, enquanto ela mesma, sentiu apenas a dor psicológica. 

Sabia que estava errada e queria admitir isso, então esperaria dar mais um tempo e, quando já for noite, ir se desculpar apropriadamente com a outra. 

{Ayane}

Decidi ficar no meu quarto, deitada em minha cama, vendo a vista pela janela. Ainda estava de manhã, e estava até que um pouco bonito. 

Sombrio, mas bonito. Fecho os olhos e sinto um pouco de paz, mas, ao abri-los me deparo com uma borboleta preta voando sobre a janela. Isso me lembra o meu sonho de hoje, o que não é bom.

Sonho on

Eu estava observando uma cena familiar, como se estivesse revivendo tal coisa, mas como um espectador.

Eu via Yui e eu, quando ela tinha cerca de 10 anos e eu 12. Estávamos num jardim onde brincávamos, a loira estava deitada entre minhas pernas e eu trajava um vestido branquinho.

Eu me... lembro desse dia.

Nós duas vimos borboletas, que pousaram sobre mim. Eu fiquei assustada - pois borboleta nenhuma havia se aproximado de mim antes desse jeito - mas aí a loira me acalmou, dizendo umas histórias sobre elas.

- Olha, Ayane! Não precisa ter medo, dizem que borboletas são espíritos de entes que sentem saudades da gente e vêm nos visitar! - Yui dizia animada ao meu eu infantil, que ouvia tudo.

- Nossa...e por que elas só estão em mim? - eu perguntei, inocentemente.

- Eu não sei... - a loirinha respondeu meio envergonhada sem saber me dar a resposta certa.

- As borboletas são apenas isso? - meu eu perguntou.

- Me disseram que há lendas de quê as borboletas indicam algo ruim, uma morte! - dizia com medo e viu que meu eu estava assustada.

- Mas eu não quero morrer! - a Ayane infantil disse, se abraçando e afastando as borboletas de si.

- Você não vai! - a Yui de criança me abraçava assustada, pois como todos sabem, ninguém é imortal. - Nós... Iremos viver muita coisas juntas. 

Nesse momento, eu queria acordar. Por quê estava me vendo no passado, aliás, um passado repleto de ilusões? De repente, como se o cenário estivesse despedaçando, começa a rachar e então surge uma sala de espelhos.

Tudo que vejo ao redor, sou eu, nua. Por que eu estou aqui? Por que tive que reviver aquele momento com Yui? 

De repente, vejo Kino atrás de mim. Quando olho pro espelho, vejo-o por todos os lados. Está por toda parte, devido aos reflexos desses malditos espelhos.

- Por favor, fique longe de mim! - eu começo a pedir. - Por favor, eu imploro... -  começo a chorar, ele está se aproximando mais e mais, com um sorriso cínico. E todos esses espelhos refletindo tanto á mim, quanto ele, me nerva 

- Blkbird... - começa Kino. - Olhe pra cima. - eu olho e vejo... borboletas azuis. - São tão lindas, né? Dizem que elas aparecem quando alguém está prestes a morrer, interessante, não? - pergunta calmamente. 

- H-haham.. - afirmo exitante, me lembrando da cena que acabei de ver do meu antigo eu, com a Komori.

- O que você acha que elas significam? Você está... pensando em morrer? - pergunta, inclinando sua cabeça pro lado. - Você sabe que eu não vou deixar você me deixar né?! - sacode meus ombros.

Devido á todos os espelhos, não me toquei que ele estaria na minha frente.

- E-eu...eu não sei. - respondo e começo a chorar, baixo, com medo.

Ultimamente, pensamentos assim percorrem minha mente. Por que eu deveria continuar vivendo? Não há necessidade...eu só quero partir.

- Como não sabe?! - me empurra fortemente. - Você não pode me deixar pra trás, nem sequer pode morrer. - começa a gritar na minha cabeça e eu começo a ficar com vários pensamentos nela. 

De repente, as borboletas estão em volta de mim, me cercando por inteiro. Eu estou chorando, não sei de quê, tristeza ou felicidade. Talvez seja porquê eu estou partindo...

- Blkbird, não faça isso comigo! - Kino pede. 

- Desculpa, Onii-sama, eu...eu só quero parar de sofrer. Desaparecer... - é apenas o que digo antes de fechar os olhos e quando os abrir, me levantar rapidamente do sofá.

Sonho off

Droga... aquele sonho foi assustador. O que meu subconsciente está pensando? Eu só preciso... esquecer.

***

Enquanto estou deitada, me ocorre a idéia de escrever algo pra Yui. Irei entregá-la quando for o momento.

Vou até a mesinha no canto da parede e pego um papel, junto á uma caneta.

Começo:

 "Sonhei que eu tinha desaparecido

Você estava tão assustada
Mas ninguém ouviria
Pois ninguém mais se importava

Depois do meu sonho
Acordei com esse medo
O que vou deixar
Quando eu tiver acabado aqui?

Então se você está me perguntando
Eu quero que você saiba

Quando minha hora chegar
Esqueça os erros que eu cometi
Ajude-me a deixar para trás algumas
Razões para ser lembrado
Não fique ressentida comigo
Quando se sentir vazia
Mantenha-me em sua memória
Esqueça todo o resto"

Por favor, Yui, esqueça tudo de mal que eu fiz á você, apenas... Esqueça todo o resto.



Notas Finais


E então, o que acharam? Espero que tenham gostado, hihi.

Eu vou explicar sobre o sonho da Ayane caso alguém não tenha entendido: ela estava se vendo no passado, num momento entre ela e Yui. Era como se ele fosse só um espectador assistindo á um filme. O que ela estava vendo, era quando as duas estavam falando sobre borboletas (e existem aquelas duas lendas, dizendo ser um ente querido ou morte). E de repente, como se ela não fosse mais o espetador e sim o principal, Ayane apareceu numa sala cheia de vidros onde estava Kino. Ela realmente quer morrer, acha que viver não há sentido, mas Kino não quer que ela vá. Mas, ela quer ir. E as borboletas foram buscá-la na sala de vidro, como se estivessem entendendo a sua vontade de partir. E por isso, a buscaram no sonho... realmente realizando o desejo dela: de morrer.

Sobre a carta: a carta (que é a musica) representa os pedidos de Ayane em relação á Yui. Depois do sonho, a noiva lembrou de algumas coisas e por isso, está escrevendo um pedido á Komori. Se eu explicar, irei dar um BAITA SPOILER, mas vocês já devem ter sacado pela carta...

A última parte do capítulo, é uma letra de uma das minhas músicas favoritas. "Leave out all the rest", Linkin Park.

Vou deixar o link dela aqui:

https://youtu.be/vrM6nEvKDr4

Espero que tenham gostado, de todo coração! Desculpem o tamanho e qualidade...

Beijos e até o próximo (que também não sei quando sai)!

(♡ω♡ ) ~♪


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...