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História The Myth of Dragon - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


░ HEY! VOLTEI COM SEGUNDO CAPÍTULO PARA VOCÊS!!!!!

░ Narrado em primeira e terceira pessoa.

░ PAUSA PARA DEDICAÇÃO: @miss-brightside, @inopialunar, @Hummelzinha, @Miss_Amelie e @Sweetespsycho (além dos fantasmas de Sartre que estão presente)

░ E novamente dedico para todos que amam uma crise existencial, sobre as suas escolhas, afinal não escolher também é uma escolha.

░ Música do capítulo: Angela - The Lumineers


░ UMA ÓTIMA LEITURA PARA VOCÊS E ESPERO QUE GOSTEM!!!

Capítulo 3 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction The Myth of Dragon - Capítulo 3 - Capítulo I

CAPÍTULO I

            Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.

Jean-Paul Sartre

As lágrimas dos olhos castanhos brilhantes, cortaram o meu coração, como desejava poder me arriscar com todas as minhas forças, mas nunca  tive tanta coragem, o suficiente para que pudesse deixar tudo aquilo e segui-la em uma aventura pelo mundo trouxa, conhecendo as maravilhas que são escondidas dos olhares bruxos.

Queria muito poder ter aquele fogo em que ardia como uma paixão, que pude encontrar no modo dela de viver.

Eu a amava e como amava, mesmo sem saber.

– Eu não posso ficar, não consigo ver todos os meus sonhos sendo destruídos apenas porque nasci no sexo errado.

Os olhos castanhos dela estavam cheios e inchados das lágrimas que derramou, rapidamente arregalaram, quando falou cada palavra que cortava o seu coração.

– Você não pode desistir de tudo, apenas porque um insolente não reconhece o seu talento.

Parecia tão distante, ver como um dia estive no vigor da minha juventude, naquele momento retruquei, invés de abraça-la e dizer que bastava arrumar a nossa mala e que iria até o final do mundo, se estivesse junto, mas o novo eu, apenas retrucava a sua amada.

– Eu não posso ficar neste mundo, no qual tenho que casar com o homem que todos acreditam que deveria casar, não ficarei nem mais um segundo no mundo bruxo, por favor, venha comigo... Não me faça implorar...

Quando era jovem, apenas beijei a testa da minha amada, e permaneci em silêncio, com medo dela ir embora, mas sabia que era inevitável, afinal não conseguiria convencê-la a ficar, então observei  todos os detalhes do formoso rosto dela, redecorando cada detalhes que poderia ter deixado passar despercebido, as pequenas sardas escuras, em seu rosto, os lábios carnudos em que tinha o formato de coração e lembrei da doçura que eles eram quando a beijava incansavelmente, e como ela era tão perfeita até com os olhos inchados pelas lágrimas e os cabelos que eram lindos e únicos, algo que somente ela tinha.

– Se nós não deixarmos esta cidade, provavelmente nunca conseguiremos.

A verdade fez com que permanecesse em silêncio, e guardei para mim, o segredo que estava no meu bolso. 

O dia iria ser marcante, afinal iria pedi-la em casamento, mas acabei surpreendido com a sua decisão, e sempre soube que não tinha nada que pudesse impedir de conseguir aquilo que desejava, e a razão dela ir embora do mundo mágico, era justamente aquilo.

Ela seguiria o seu coração leonino, não importando com nenhuma consequência.

Quando ela foi embora, o seu coração endureceu completamente, o seu desejo era impedi-la de ir embora, mas não era possível, ela não seria feliz com ele, afinal era impossível prender uma borboleta tão cheia de vida com ela.

Ela era a sua pequena borboleta que deveria viver livremente voando, até onde o seu coração lhe guiasse.

E não seria ele aquele que a aprisionaria, afinal ele tinha se apaixonado primeiramente pelo o seu espírito livre e alegre.

Ele não se perdoaria se algum dia fosse a causa dos olhos castanhos brilhantes tornassem opacos, sem aquela sede de vida.

O tempo passou rapidamente, e a vontade de procura-la estava cada vez mais forte, então ele correu com toda as forças que tinha em seu corpo juvenil, mas era tarde demais para o amor, ela estava feliz, sem ele...

O anel de ouro estava no seu dedo, todo extravagante, com as mais caras pedras que o preço de nenhuma poderia chegar nem perto de sua beleza.

O homem conversou com a mulher que amava, o coração doeu ao ouvir a sua doce voz, falando: Me casei!

Ele xingou todas as gerações do marido de sua amada, mas não era suficiente, e em um pensamento desesperado, apenas para tê-la por perto.

Desejou ser o amante dela, para novamente estar enroscado no corpo detalhadamente desenhado, as sardas que cobriam os seus ombros, em que toda vez arrepiava ao sentir os seus lábios frios no corpo quente, ou quando a respiração ficava ofegante e o prazer lhe dominava o suficiente para que inconscientemente sorrir ao chegar no ápice.

Era uma cena linda, em que nunca esqueceria, como ela dominava suas mãos e beijava-o ternamente demostrando todo o amor que sentia por ele, ou quando odiava acordar cedo e aconchegava em seus braços para voltar a dormir.

Uma vida era necessária para retratar todos os pequenos, mas inúmeros momentos, em que aos seus olhos tornava a mulher mais linda e espetacular.

Arrependeu-se rapidamente, por não a ter escolhido, de todas as malditas tradições de família e seus preconceitos, mas temia, o desconhecido, o mundo, o amor que sentia por ela.

Ele temia que não fosse suficiente para a sua felicidade.

E os olhos brilhantes castanhos, sendo feliz com outro, soube que estava certo, havia perdido o tempo, para ser ele a tomar o lugar do maldito que tinha o prazer de tê-la em sua vida, amando-a, beijando-a, acariciando-a, apaixonando por cada uma de suas qualidades e defeitos, em que tornavam as suas peculiaridades, em que tanto amava.

Ele a amava tanto, mas era jovem e imaturo, o bastante para perceber na época, e no momento estava velho e sábio demais para que pudesse conseguir levantar da cadeira e correr atrás do tempo perdido ao lado dela.

Os olhos se encheram de lágrimas, não havia remorsos, apenas incertezas, sobre as suas escolhas, a certeza que morreria sozinho ainda preenchia e pesava no seu peito, e esperava que a morte não atrasasse, como ele atrasou para dizer o que sentia pela a mulher que amava.

Julgava o maior tolo da história, já que todos os estranhos que teve a oportunidade de cuidar, todos eles relembravam algo dela, os olhos castanhos, a maneira de sorrir, ou até mesmo a teimosia de um homem, ao tomar o medicamento.

A maior alegria de toda a sua vida de 64 anos, era o nascimento de seu filho, em que se tornou um rapaz admirável, e o divórcio de sua ex-esposa, no qual morreu dois anos depois por uma doença hereditária.

Senhor, está na hora de tomar os seus remédios.


Notas Finais


░ O que vocês acharam? Acho que tem lágrimas no meu teclado.

░ Comentem o que achou, e vamos iniciar uma conversa <3 amoo conversar e falar sobre tudo e fanfics que vocês estão amando!

░ Críticas, Elogios, Reclamações, Spoilers, Crises existenciais (apenas nos comentários)

░ Playlist de The Myth of Dragon : https://open.spotify.com/playlist/3AwKRRCfzAPu3SP3SqPHO6?si=nUbj7x-4Tt6f5o2F4H6MDQ

░ Próximo capítulo: Capítulo I - 19/03/2020


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