História The Name of the Game - Capítulo 14


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Baekbiassed, Baekyeol, Chanbaek, Chansoo, Chenbaek, Hunhan, Kadi, Kaisoo, The Name Of The Game, Universo Alternativo
Visualizações 158
Palavras 4.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, vim com um capítulo enorme como presente pelo meu último atraso.
Em breve atualizarei Scourge. PEK é a próxima.
Esse capítulo finaliza algumas coisas.
Desculpem a revisão ruim, farei novamente depois.

Boa leitura.

Capítulo 14 - Level 2 - Reboot


Micha despediu-se e deu partida novamente, os deixando ali.

Ela havia os deixado na esquina, a casa do jogador era no meio do quarteirão, então eles começaram a caminhar em silêncio.

Baekhyun estava se sentindo estranho; queria estar feliz pelo amigo, mas não conseguia e não sabia se conseguiria desabafar com Sehun porque talvez o Do não os deixasse sozinhos.

Sehun estava tentando tirar Luhan da cabeça; aquele chinês lhe fizera estrago e a mudança de atitude era um tanto estranha. E apesar de os três estarem inquietos, nenhum deles prestava verdadeira atenção à agitação alheia, foi quando Kyungsoo quebrou o curto tempo de silêncio:

- Gente… preciso contar uma coisa pra vocês.

O estômago de Baekhyun pareceu congelar e lhe deu um arrepio, que teve até mesmo que abrir a boca para respirar melhor.

- O quê? - Perguntou Sehun, saindo de seu transe.

- Eu me declarei pro Chanyeol… - soltou, de cabeça baixa.

Ele falou de uma vez antes que perdesse a coragem de contar aos amigos; sentiu o coração acelerar de novo como havia feito minutos antes. Se sentia estranho, era a primeira vez que fazia algo do tipo e não sabia como se comportar.

No mesmo instante em que o amigo soltou a frase, Baekhyun molhou os próprios lábios com a língua, já que haviam secado apenas por relembrar o que viu e Sehun o encarou simultaneamente.

- Pera, peraí… o quê?! Do Kyungsoo, o garoto mais tímido que conheci na vida, se declarando pra alguém? Assumindo que é gay?

Sehun estava mesmo surpreso, tanto que nem teve como notar o estado de Baekhyun por suas palavras. O Byun tinha certeza que estava pálido naquele momento e a vontade de chorar se manifestava, mas ele engolia o nó na garganta toda vez que se formava.

- Opa, espera - disse Kyungsoo, elevando as mãos, as agitando para o amigo -, eu não assumi que sou gay, eu já gostei de garotas antes, eu… acho que só prefiro garotos, ainda não tenho tanta certeza assim… - desviou o olhar envergonhado.

- E o que ele falou? - Foi a vez de Baekhyun perguntar. Sentia um misto de angústia e surpresa, angústia por razões óbvias para ele e surpresa pelo amigo ter tomado coragem, ainda que desejasse que ele tivesse feito isso com Jongin. - Ele retribuiu?

- Hm, não… quando ele começou a falar, Jongin saiu do vestiário e acabou nos interrompendo. Achei que só tinha a gente lá. Se soubesse, teria falado com ele depois, mas foi o momento que me deu coragem…

- É, tem que ser assim mesmo… se não, podia perder a chance e quando isso acontecer é ruim. - Respondeu um pouco cabisbaixo.

- Acho que sim… - Kyungsoo não percebeu, mas concordou como amigo. - ainda bem que não aconteceu isso comigo. Ah! E tem mais…

- Mais?! - Perguntou Sehun, ainda boquiaberto.

- Sim… eu o beijei.

Sehun arregalou os olhos até onde era possível.

- Nossa, aconteceu algum fenômeno astrológico, astronômico, político, milagroso ou algo assim? Porque você se superou dessa vez. Tudo que não fez pelo Jongin, fez de uma vez pelo Chanyeol - brincou o Oh.

- Sem graça - respondeu o Do, tentando bater no mais alto.

Os três riram, no entanto, o riso de Baekhyun foi mais contido do que deveria ser, do que normalmente era; enfiou as mãos nos bolsos da calça e olhava para o chão, tentando evitar olhar o Do, porque, se o fizesse, sabia que choraria.

- Baek… - chamou o Do, justamente ele. - Você tá bem?

- Ahn, to, to bem sim… olha, o Kris tá ali. Vamos lá cumprimentar.

Baekhyun saiu andando a frente dos amigos assim que avistou o chinês, que conversava com Luhan e outro garoto.

O chinês viu o mais baixo se aproximando e ficou surpreso confuso de o sorriso de Baekhyun ser direcionado a si; o Byun interrompeu sua conversa com Zitao sem perceber que fora mal educado e cumprimentou a todos da rodinha que se formava com a chegada de seus amigos.

- Como vai Baek? Não te vi a semana toda… - disse Kris e realmente, com os treinos, mal tinha visto seus colegas.

Ninguém percebeu no momento, mas o Wu queria fugir da conversa com Zitao, assim como Baekhyun fugia de Kyungsoo e suas perguntas inoportunas; o Wu não sabia exatamente, mas estava com receio de conversar com aquele conhecido de Luhan.

- Tá tudo bem e você? - Respondeu com um sorriso amarelo tentando focar sua atenção em Kris.

- Tudo bem... - respondeu e se tranquilizou ao ver os outros amigos de Baekhyun se aproximando, continuando a falar em seguida: -Ah, deixa eu apresentar, esse é Tao, amigo do Luhan.

- E pretendo ser amigo de vocês também. - Disse logo depois de Kris terminar de falar.

Os meninos o saudaram com uma reverência e ele os imitou.

Nenhum deles pareceu notar o olhar cruzado de Luhan e Sehun. O Oh engoliu em seco e desviou os olhos porque o mais baixo mantinha o próprios fixados ao maior, coisa que, em menos de um minuto, já incomodava Sehun por conta da intensidade do mesmo.

Baekhyun já buscava um local onde se isolar  mesmo que isso parecesse impossível em uma festa com tanta gente e Kyungsoo, a todo momento, buscava Chanyeol com o olhar.

Kris estava um pouco sem graça pela presença de Huang e não conseguia iniciar assunto com os recém chegados. Percebeu que dois deles buscavam alguma coisa e imaginou que o Byun buscava por Chanyeol.

- Ah, se… Se estiver procurando o Chanyeol, ele tá na cozinha, acho que procurando alguma coisa pra comer.

Ele não estava afim de empatar a vida de Baekhyun. Já fez o que podia para o ter a seu lado, mesmo depois de tudo e, infelizmente, não conseguiu. Não havia motivo para tentar mais, esperava apenas que Chanyeol não o machucasse como ele mesmo fizera.

Viu os olhos arregalados de ambos, mas viu coisas diferentes neles.

- E-eu não tava procurando ele… Tem algo pra beber? - Se não tiver na mesa aqui da sala, só lá no balcão mesmo. - Ok, valeu.

Baekhyun se retirou e Kyungsoo pediu licença, sendo ambos acompanhados por Sehun que saiu de perto do anfitrião, que se viu preso à Tao novamente.

Sehun foi até onde Baekhyun estava se servindo de ponche sem álcool e o assustou quando tocou seu ombro.

- Desculpa… O que você tem?

O menor suspirou pesadamente.

- Ai Sehun… Eu to, sentindo umas coisas que eu não deveria estar sentindo.

- Por quê? Me conta, o que houve? - Disse, o puxando pra um canto da sala onde haviam menos pessoas concentradas.

Baekhyun olhava para o próprio copo, sem saber se contava ou não. Mas, afinal, por que esconderia aquilo de Sehun? Ele não contaria se Baekhyun não deixasse, menos ainda algo que magoaria Kyungsoo.

- Eu vou falar de uma vez e espero que não me julgue. - Disse e olhou o amigo, que permaneceu quieto, apesar de tenso. - Eu gosto do Chanyeol, não é de hoje, nem sei de quando é, mas gosto. E não tive coragem de contar ao Kyung, agora menos ainda. - Desviou os olhos do amigo que estava boquiaberto.

- E-eu não sei o que dizer. Você tem que contar pro Soo…

- Mas olha lá… - apontou com a cabeça, vendo Kyungsoo entrar na cozinha. - Como eu vou estragar as coisas pra ele? Eu não quero disputar um cara com meu amigo.

- E não vai, o Soo é compreensivo, você sabe.

- Nessa situação eu não sei, nunca aconteceu, ainda mais com a gente... Mas que porra.

Tudo que Sehun menos queria era que algum dos dois se machucasse, não sabia bem o que dizer ou fazer por eles, especialmente por Baekhyun que era quem estava sofrendo naquele momento. Mas não havia outra solução que ele conseguisse enxergar.

- Bem, a única coisa que eu acho que você deveria fazer era falar com o Soo, como já falei várias vezes… Seja honesto com ele e tudo vai dar certo. E depois você vê se tenta alguma coisa com o Chanyeol ou se desiste dele, o importante é que o Soo saiba por você, porque vocês são amigos antes de tudo, antes de qualquer disputa.

- Droga, você tem razão. - Respondeu Baekhyun, desviando o olhar e fechando a cara por ter sido vencido. - O Soo não merece que eu esconda isso dele. Eu vou lá, se ele não estiver com o Chanyeol, eu falo tudo…

- É isso aí - Sehun lhe sorriu.

E mesmo não concordando com a própria iniciativa, incentivada por Sehun, ele também sorriu ao amigo e seguiu pelo caminho em que viu o Do desaparecer; desviou de várias pessoas que dançavam, conversavam aos gritos pela música alta e mal escutavam os pedidos de passagem por isso.

Assim que Baekhyun desapareceu do campo de visão do Oh, ele fora abordado por uma garota, que o chamou para dançar. Ela era bonita; cabelos ruivos apesar dos traços orientais, um sorriso bonito nos lábios grossos e um pouco mais baixa que o Oh por conta dos saltos.

A música era agitada e eles se embrenharam em meio à massa que se movia ao ritmo da música eletrônica. Ele não viu mal algum quando ela passou as mãos por seus ombros, ficando mais próxima; ele havia sido deixado sozinho, se ela quisesse a mesma coisa, ele iria aproveitar.

Ele ainda não tinha noção exata do que era, apenas se descobria dia após dia, com as desconfianças de sua família sobre si e a expectativa de seu primo de um dia Sehun ter sentimentos por si. Oh não via objeção em ficar garotas, isso desde sempre e por isso, havia passado muito tempo acreditando ser hétero, ignorando seu “outro lado” - como costumava falar para si mesmo -, até conhecer Luhan e daí começar a reparar em garotos como fazia com as meninas.

À primeira vista o achara lindo, embora as atitudes prepotentes do mesmo o deixasse menos atraente; então, por uma época, ele chegou a se considerar hétero apesar de Luhan. E, por algum tempo, depois de se abrir ao seu pobre e iludido primo, começou a ficar com ele e com outros garotos - escondido -, passando a perceber que não se encaixava naquele título que considerou primeiro.

Naquele momento, por exemplo, ele estava próximo demais da garota ruiva, inclusive, tentou esquecer-se um pouco dos problemas com seus amigos e aquele chinês e a beijou no meio da “pista”, sendo mais dois corpos a tumultuar o centro da sala.

Quando se afastaram, ele teve seu ombro agarrado por alguém que o puxou. Até pensou que poderia ser algum garoto afim da ruiva ou namorado dela, se é que ela tinha, não sabia; era, na verdade, Luhan, parecendo um pouco bravo.

- Ei… O que você tá fazendo?

- Vem comigo.

- Por que eu iria com você? - Perguntou, tentando livrar seu ombro do outro, ao mesmo tempo que liberou a cintura da ruiva.

- Só vem.

Luhan não o forçou, não chantageou, nem nada. Sehun foi com ele. Por querer.

Por mais que dissesse que não gostava de Xiao, que não queria ficar perto ou que o tentasse ignorar, sentia o oposto disso tudo. E então foi junto à Luhan escada acima em direção a um corredor com quartos e entraram em um.

Sehun sabia o que, infelizmente, sentia por Luhan apesar de não querer admitir em voz alta nem sozinho e sempre tentar ignorar tudo que ele lhe causava; e mesmo sem querer baixar a guarda, os últimos acontecimentos a respeito dele o surpreendiam por pensar que, sim, ele tinha que dar o braço a torcer e dizer a si mesmo que retribuia os sentimentos de Xiao por si, ele gostava de Luhan.

O menor encostou a porta e virou para rncarar Sehun.

- Você não combina com aquela ruiva…

- E o que você tem a ver com isso?

Luhan o encarou, sério; os lábios formando uma linha.

- Eu senti ciúme… é ridículo admitir isso justo pra você, mas senti. - Respondeu sincero, ouvindo um bufar impaciente de Sehun.

- Fala, o que quer comigo? Por que tudo isso?

- Já falei, cara, eu gosto, GOS-TO,  de você e não aguento mais fingir que não sinto nada. - Gesticulava como que para ajudar a fazer com que o outro entendesse seu lado.

- Por que não se assume? Seria tão mais fácil.

- Só parece, mas não é tão fácil…

- Ah… Me poupe. - Respondeu Sehun, exasperado e virou-se, caminhando para a cama e sentando sem encarar Luhan.

Luhan sentiu seu peito apertar. Sabia que provavelmente estava envolvendo demais Sehun naquilo e não poderia o colocar em risco pelo ciúme de sua namorada e nem pelas ameaças disfarçadas em brincadeiras sem sentido vinda de um grupo de “amigos”, mas não queria mais ficar longe do outro.

- Eu sei que não sou um exemplo de cara e tal… - começou, caminhando para perto de Sehun. - Mas, eu imagino que você saiba que porque eu faço isso, pra disfarçar o que eu realmente quero porque meus pais, a maioria dos meus amigos e pessoas no geral não aceitam. - Sentou-se ao lado do mesmo, que o encarou de volta. - E pelo seu jeito comigo, eu tô achando que você, por algum acaso, sente algo por mim. - Terminou, pousando sua mão na de Sehun.

- Você tem o Kris, que é assumido agora, e o Jongin que está super bem com isso do lado dele… seus pais só podem desconfiar, eu não entendo porque faz isso com as meninas da escola, não era melhor só fingir que não tá afim de ninguém?

- Como você faz? - Luhan sorriu brincalhão ao ver os olhos arregalados do maior.

- Sim… eu faço isso e tem dado muito certo, tô sendo discreto porque a última coisa que quero é que as pessoas me humilhem ou machuquem quem anda comigo ou minha família.

- Como aconteceu com Baekhyun… e eu faço o que eu faço pelo mesmo motivo. - Luhan abaixou a cabeça, encarando as mãos, que Sehun entrelaçou.

Um momento de silêncio se fez presente no quarto, apesar do barulho externo, ambos ouvindo a respiração um do outro. Enfim percebendo que tinham algo em comum além dos sentimentos recíprocos; seus motivos eram praticamente os mesmos, embora as maneiras de encarar as coisas fossem completamente diferentes.

Embora Luhan escondesse seu temor por qualquer garoto que estivesse com ele; a última coisa que queria era que eles fossem feridos ou coisa pior. Pessoas homofóbicas são capazes de tudo e ele, sempre sociável, acabou caindo na garras de pessoas desse tipo; um passo em falso, mãos entrelaçadas nos lugares errados e ele colocaria todo seu disfarce, toda sua reputação em risco, com chance de acabar com a vida de quem o acompanhasse.

E se era temeroso por outros garotos arriscados a passar essa situação consigo, seu medo era redobrado quandos e tratava de Sehun, mas estava cansado da distância entre eles. Poderia até mesmo estar tomando uma postura egoísta ou algo do tipo, mas, depois de tomar a iniciativa anteriormente, sentia que aquela relação poderia vingar, que poderia enfrentar o que quer que fosse por ele para estar com ele, para ter em paz e afastar pessoas que eram doentes de ódio.

- Somos dois covardes - Sehun riu soprado, levantando a cabeça para fitar o teto por um segundo, encarando Luhan em seguida, que o fitou de volta.

- Isso é - compartilhou o riso - e… eu gostaria de ter certeza se você sente algo por mim, se é… recíproco, sabe? Só pra saber se eu não me sujeitei a ser idiota e ridículo me confessando à toa. - Riu, um pouco apreensivo, fazendo o outro abrir um sorriso.

Sehun o fitou e apertou um lábio contra o outro e analisou os traços andróginos do outro. Sorriu contido, ele tinha que ter certeza de tudo que sentia e talvez só matando sua vontade de Luhan poderia ter suas respostas.

 

Baekhyun foi atrás de Kyungsoo, mas a casa ficava cada vez mais cheia e ele apenas viu sair pela porta ao fundo da cozinha. Bufou completamente irritado com isso; a todo momento que tentava conversar com o amigo, ele se afastava, sumia, ou tentava falar com Chanyeol. Se as coisas continuassem daquela maneira, ele perderia o pouco de coragem que lhe restava.

Pessoas indo e voltando, esbarrando no Byun o deixaram ainda mais irritado.

Ele precisava de algo pra beber, sua garganta estava seca, o ponche estava na sala e ele não conseguiu voltar pra lá. Resolveu seguir o fluxo, indo em direção à porta por onde eles saíram. Pegou uma coca-cola de dois litros que estava aberta, e estava praticamente cheia, saindo de fininho escondido entre as pessoas quando ouviu as garotas que estavam no balcão reclamarem do sumiço da garrafa.

Ao, finalmente sair daquele abafado, sentiu a brisa da noite bater com tudo em si, lhe dando até um arrepio.

Olhou ao redor, talvez pudesse descobrir onde Kyungsoo havia ido e pudesse ir pelo lado oposto ou, caso ele estivesse voltando para dentro da casa, pudesse, finalmente, puxar o amigo pra uma conversa decente.

Ali havia uma área de lazer na grama verde, coisa que podia ser vista pelas luzes sob as moitas, para que se pudesse enxergar à noite; lado esquerdo desta área, estava uma parte coberta e equipada com todos os itens para um bom churrasco e mesas de metal pintadas de branco e ao lado direito - na mesma linha da área do churrasco - uma piscina iluminada, onde uma menina empurrou um garoto que não a deixava em paz. E Baekhyun apenas se perguntou onde Kris estava para ver aquilo.

Ele contornou a piscina, encontrando mais um jardim, dessa vez era maior que o da entrada e ele descobriu que a mãe de Kris realmente gostava de natureza, por mais que vivessem na cidade grande.

Chegando até lá, ele viu o caminho para a edícula que mais se parecia a outra casa de tão grande, que era até distante de onde estava. A luz de fora da mesma estava acesa e o portão que dava acesso ao pequeno quintal daquela construção estava com uma grossa corrente. Estranhou e preferiu não se aproximar, apenas procurou um banco para se sentar e tomar sua coca em paz, tentando não pensar na conversa que queria ter com o amigo e foi ao fazer isso que avistou Kyungsoo num banco no lado esquerdo do jardim.

O lugar onde ele estava era parcialmente escondido por uma planta mais alta, assim como todos os outros bancos, independentemente de qual era a vista dele. Não sabia se ele ainda estava com Chanyeol, então resolveu se aproximar.

- Soo! Eu preciso falar… - parou quando chegou até ele e percebeu que o mesmo não estava sozinho. - É-é… desculpa, eu…

- Aconteceu alguma coisa? - Perguntou Kyungsoo realmente preocupado.

- Não! Não, nada, só tenho uma coisa pra falar, mas é sem importância.

- Tem certeza? Posso falar com Chanyeol outra hora.

- É não tem problema. - Chanyeol falou, pela primeira vez naquele diálogo.

- Tenho! Fica aí, depois a gente se fala… não quero atrapalhar - piscou e saiu o mais rápido que pôde.

- Baek… - Chanyeol chamou e, apesar de ouvir, estava longe e andando cada vez mais rápido procurando um lugar pra se esconder e ficar só.

Podia ficar bobo pela casa, pela piscina, área de lazer e jardim da casa de Kris, por tamanha beleza e riqueza que a construção toda mostrava, mas não pode pensar sobre isso por muito tempo porque parou e olhou para trás por um momento e seu cérebro travou quando viu Kyungsoo repetindo o gesto de mais cedo, segurando o rosto de Chanyeol; não aguentaria ver a cena mais uma vez então, antes que acontecesse, virou-se para sair dali, passando pelas mesmas pessoas, sequer reparando que o garoto ensopado havia saído da piscina e todos riam de si por ter levado um fora categórico e ainda estar naquele estado por ter sido tão insistente.

Andava a passos largos e entrou na lateral esquerda da casa, sentando-se ali, próximo a uma mangueira de emergência, acreditando estar bem escondido.

- Bosta… aish, não dá pra fazer isso, não dá! - Disse, abrindo o refrigerante e o virando no gargalo.

Queria chorar, mas estava com raiva demais das coisas e da situação para isso. Suas lágrimas secaram de tão quente e vermelho que estava e podia jurar que suas orelhas estavam em igual estado.

- Baek?

Ele pulou de susto, vendo Kris de pé a poucos metros de si.

 

Tao perdera Kris de vista.

Reparou que ele estava olhando demais para o lado em que um garoto menor que eles seguiu; deixou os dois chineses para trás quando foi ao banheiro, na direção indicada por Luhan, deu de cara com um casal, que se assustou, tal como ele, quando a porta foi aberta.

Pediram desculpas e apressadamente saíram, enquanto Tao entrava e verificava se não havia rastros de sexo, por assim dizer. Nesse tipo de festa em que sua amiga o obrigava, fazendo aegyo com aqueles olhos brilhantes, ele costumava encontrar pessoas de todos os tipos e sempre que possível, Luhan usava isso para o despistar. E por isso, assim como a pobre Lee Jieun, Tao desconfiava que ele traía sua melhor amiga com outras garotas.

Às vezes ele conseguia escapar, mas era encontrado em algum tempo, geralmente sozinho ou conversando com um grupo de garotos que provavelmente Tao nem conhecia ou sozinho comendo ou bebendo algo.

Era questão de tempo até Tao o encontrar, no entanto, algo chamou sua atenção quando voltou para a sala. Kris havia sumido e o chinês se sentiu tentado a ir atrás do mesmo; não queria ser um péssimo amigo, colocando crush na frente da responsabilidade que tomou pra si de vigiar o namorado de Jieun, mas havia achado o Wu interessante, o que era difícil de lhe acontecer.

Correu atrás dele como pôde, esbarrando nas pessoas que aparentavam estar bêbadas àquela altura, mas o perdeu de vista assim que cruzou a porta da cozinha que dava para a área de lazer. Ele havia sumido. E nenhum sinal de Luhan por ali.

Até foi ao jardim, mas não viu nada além de dois garotos conversando de costas para ele, ouvia barulhos estranhos que poderiam gemidos, resolvendo sair dali antes que atrapalhasse a foda de alguém.

Voltou por onde veio e procurou mais um pouco no térreo antes de subir as escadas.

 

Luhan havia tirado toda a roupa de Sehun.

O corpo esguio estava à sua mercê e ele tocava o próprio membro, também nu, sobre a cama do quarto de hóspedes.

Ele sempre carregava camisinha no bolso, mas, como na maioria das vezes transava com garotas, ele não costumava carregar lubrificantes. Foi quando Sehun pegou os dedos do mesmo; havia visto isso em filmes pornô e era o que poderiam fazer no momento, improvisar.

Sehun não sabia se estava sendo sensual ou o quê, apenas chupava dois dedos do mais baixo como Luhan havia feito em seu membro; ouvia os gemidos de Xiao que até mesmo pendia o quadril em movimentos mínimos de vai vem, sem querer, conforme o mais alto lambuzava seus dedos de saliva.

- Pronto, Hunnie? - Perguntou, vendo Sehun sorrir pelo apelido e sorrindo de volta a ele.

- Pronto.

Ao responder, Sehun sentiu os dedos molhados serem encaixados em sua entrada e o invadirem aos poucos, lhe trazendo uma sensação estranha.

Enquanto era preparado por Luhan, havia se esquecido do mundo fora daquele quarto; estava em êxtase, era sua primeira vez e era com uma das pessoas que menos pensou, mas mais desejou. Aquela era a prova de que não podiam mais conter o que sentiam.

Gemia baixinho em desconforto e aos poucos foi ficando mais tolerável, até que chegou o grande momento em que Luhan posicionou o próprio membro e ficou entre as pernas do mais alto. Sehun o prendeu entre suas coxas e Luhan sorriu sacana, o beijando logo em seguida para o distrair do desconforto enquanto o invadia.

Oh gemeu contra os lábios do garoto que amava e tudo que podia processar em sua mente eram as sensações que ele trazia, os olhares luxuriosos e brilhantes que ele lhe presenteava e tudo aquilo o fez se sentir a pessoa mais especial do mundo; ao menos naquele momento.

Luhan arremetia cada vez mais forte e rápido no interior do outro quando este se acostumou e ele, então, começou a sentir prazer no ato; ele e Sehun revezavam para masturbar o mais alto e quando era a mão de Luhan ali, o Oh estremecia ainda mais.

Cada vez mais os gemidos podiam ser escutados, até que um chegou ao ápice após o outro. Sehun primeiro, Luhan depois. Suados, cansados, ainda sentindo o orgasmo e também, felizes. Deitados um ao lado do outro, encarando o teto com sorrisos nos rostos.

- Vou terminar com a Jieun… - disse Luhan abruptamente.

Sehun o fitou surpreso, o outro parecia um pouco apavorado com a própria decisão. Oh virou-se ficando de lado e acariciou o peitoral do mais baixo, chamando a atenção para si.

- Espero que saiba que estarei aqui pra você… se enfrentar tudo, enfrentarei junto com você.

- Eu tô com medo. - Confessou, acariciando o rosto de Sehun.

- Eu também, mas a gente consegue. Não dá pra agradar todo mundo, então vamos tentar começar por nós mesmos, hm? - Sorriu, sendo retribuido e em seguida, iniciou outro beijo com Luhan.

A declaração, os beijos, as sensações, tudo lhe deu a impressão de ter uma primeira vez perfeita; nada poderia estragar aquilo e ambos queriam, do fundo de suas almas, que, depois de tudo aquilo, pudessem superar quaisquer obstáculos.

Eles só não sabiam que foi questão de tempo para Tao encontrar Luhan e descobrir que, de fato, ele traia sua melhor amiga. E com um homem.

 

Depois que Baekhyun saiu de perto deles, Chanyeol ouvira tudo que Kyungsoo queria dizer, desde uma nova declaração, a um pedido de desculpas por ter lhe roubado um beijo abrupto.

Tudo que foi possível, Chanyeol ouviu, então sentiu as mãos do outro novamente sobre si.

- Eu não consegui esperar que respondesse porque Jongin apareceu…

- Olha, Kyungsoo… eu preciso te falar uma coisa… - respondi, segurando seus pulsos tão delicadamente quanto podia. Como não houve resposta, Chanyeol continuou: - e-eu não posso aceitar s-seus sentimentos.

Os olhos de Kyungsoo se arregalaram e ele começou a ficar vermelho e engoliu em seco, abaixando as mãos, se encolhendo.

- Desculpa mesmo, eu só posso ser seu amigo porque gosto de outra pessoa… e enquanto eu não deixo de gostar dele, não consigo ter sentimento por mais ninguém.

- Tudo bem… eu acho. Eu espero que esse garoto retribua. - Levantou-se para voltar à casa.

- Quer que eu volte pra lá com você pra achar os meninos?

- Não, relaxa. Eu vou caçar alguma coisa pra comer. Não fica preocupado que eu to bem.

- Mesmo? - Estreitou os olhos.

- Na medida do possível. - Sorriu sem mostrar os dentes e saiu dali tentando se manter bem.

Saindo do jardim, viu Jongin sentado numa das cadeiras de metal da área do churrasco; ele estava sentado, com uma lata de refrigerante na mão, mesmo que uma garota um pouco tonta insistisse em lhe oferecer cerveja - que Kyungsoo não tinha visto até então.

Ela estava em cima do Kim e ele tentando fazê-la se afastar delicadamente, mas ela, com o corpo todo molhado; aparentemente caíra na piscina.

- Ei… Jongin, vamos pegar alguma coisa pra comer. - Kyungsoo chamou a atenção do Kim e da menina e ele se levantou na hora.

A garota, aparentando estar desolada, sentou-se na cadeira antes ocupada por Jongin.

- Obrigado. - Disse o mais alto rindo baixinho enquanto o acompanhava.

Jongin antes estava na sofrência pelo crush e foi salvo por ele também, quem diria?

- Não foi nada… eu sei o quanto insistência é chata. - Falava pensando em si mesmo com Chanyeol.

O moreno riu e eles começaram a conversar.

Talvez, pelo restante da festa, pudesse se distrair da bad com o Kim.

 

- O que houve pra estar aqui? - Perguntou Kris, sentando-se ao lado de Baekhyun sem ser convidado.

Baekhyun cedeu espaço a ele, sem o fitar.

- Só queria ficar sozinho e você, por que me seguiu?

- Porque… eu queria fugir de um cara.

- Ainda não me superou? - Brincou Baekhyun, fazendo Kris sorrir.

- Hm, isso ainda não sei, mas eu não tava afim. - Respondeu e ao fitar Baekhyun, percebeu algo em seu semblante. - O que foi? Aconteceu alguma coisa?

- Eu não sei se posso dividir com você… - Tenta, ué.

Ambos riram e Baekhyun apenas lhe disse que estava apaixonado por quem não deveria e seu dilema de machucar alguém importantíssimo para si com aquela informação.

Kris já imaginava coisas por conta do comportamento de seu ex com Park Chanyeol, mas não citou nomes; quando viu o rosto do Byun abaixar, apenas o abraçou de lado e puxou para si, sentindo o corpo alheio retesar.

- Tá tudo bem. Independente de tudo, eu quero mesmo ser seu amigo.

Baekhyun, depois de alguns segundos, retribuiu o abraço e suspirou pesadamente.

Kris realmente havia mudado e Baekhyun estava muito feliz por isso, por o ter a seu lado, de outra maneira e sem rancores.


Notas Finais


E então, o que acharam? Espero que tenham gostado e comentem porque isso me inspira a escrever e tem MUITO mais coisa pra acontecer nessa fic.
Sinto cheiro de treta, quem sente também?
Beijinhos e até o próximo capítulo. <3


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