História The Neighbor - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Sakura Haruno
Tags Gaasaku, Naruto, Romance, Sasusaku, Vizinhos
Visualizações 303
Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá ai mais um capítulo novinho.
~Farei as correções ortográficas, ainda, postei hoje pra cessar a curiosidade.

Boa leitura! <3

Capítulo 14 - Oficial ruivo e o ruivo oficial


Fanfic / Fanfiction The Neighbor - Capítulo 14 - Oficial ruivo e o ruivo oficial

 

Oficial ruivo e o ruivo oficial 

Abri meus olhos, sentindo-me um pouco zonza e grogue de sono. Olhei para o teto, meu olho doía ao mexê-lo, então preferi apenas chamar por Gaara. Eu sabia que ele viria atrás de mim caso eu demorasse, então só devo agradecê-lo por ter me achado e evitado uma tragédia. Em cima de minha barriga, meu celular vibrou. Portanto, sem mexer a cabeça e nem os olhos, eu o segurei acima de meu rosto, para que assim eu pudesse ver a mensagem recebida. Haviam quatro, todas de Gaara. 

"Sakura, pelo amor de Deus, aonde você está?!" 

Arregalei os olhos. Se Gaara me mandava mensagem, eu certamente não estava em sua casa. Minha dor cessou na mesma hora em que li aquelas pesarosas palavras, fazendo com que eu me levantasse em um pulo e olhasse ao redor, tentado reconhecer o ambiente. Nada ali fazia sentido, era um lugar ao qual eu nunca havia ido antes. As paredes eram azuis e tudo estava completamente arrumado em seu devido lugar, enfatizando um perfeccionismo do possível dono daquilo tudo; o que era o oposto de Gaara. 
— Oh! Você acordou, me desculpe a demora — um garoto chegou ao quarto, ele era extremamente parecido com o Sabaku, porém trajava uma roupa de policial. — Está tudo bem?
Seus cabelos eram escarlates, porém nem tão intensos quanto os de Gaara. Os olhos, por outro lado, eram da cor de avelã, brilhantes e vivos, carregando minimas olheiras embaixo. Sardas salpicadas se destacavam sobre seu nariz fino e bonito. Era, sem dúvidas, um belo homem. 
— Onde eu estou? — perguntei, puxando os lençóis que cobriam meu corpo para levantar-me. — Quem é você?
Ele sorriu de uma forma sincera e brincalhona, algo que eu não sabia que dava para ser juntado. 
— Meu nome é Sasori No Akasuna e você está na minha casa, especificamente no meu quarto. 
Arregalei os olhos. Gaara iria me matar e matar Sasori. 
— Sou policial, fique tranquila. Eu não farei absolutamente nada com você — ele suavizou, sentando-se ao pé da cama. — Quando eu estava passando pela rua, vi você ser atacada por aqueles caras, portanto os levei até a delegacia e trouxe você para a minha casa, já que estava desacordada. 
Me senti um pouco mais confortável com aquilo. Minhas roupas estavam intactas e eu não notei nada de diferente em meu corpo. Vi, pelo relógio de parede, que eram duas horas da manhã. Ainda havia tempo para voltar e não ouvir tanto de Gaara. 
— Obrigada por me salvar, mas eu preciso ir agora — falei sem rodeios, me levantando. 
A dor nas pernas veio quase como um oponente que eu precisava enfrentar se quisesse sair dali, então preferi ignorá-la. 
— Eu te levo. Me diga aonde mora. 
— Não precisa, eu posso andar — sorri amarelo, tentado ser gentil. 
Sasori fechou a cara, como se dissesse "qual é o seu problema? Você acabou de ser atacada e já quer sair sozinha?".
— Tudo bem, eu te guio no caminho — rendi-me, levantando ambas as mãos e o fazendo dar risada. 
O carro era um Cruze branco-vintage, completamente impecável por dentro. Até mesmo o perfume do ambiente era regulado de uma forma que o fizesse parecer mais belo e sofisticado. 
— Vire a esquerda, até passar a padaria, aí você vira a direita — falei, olhando para o painel do carro. 
— Certo... Então, o que você faz da vida, Sakura?
Sou atriz. Eu queria responder aquilo, mas no caso eu estava muito mais para garçonete. Mas tudo bem, eu era formada. 
— Sou atriz. 
Sasori me olhou, surpreso. Daí abriu um sorriso e ergueu os sobrancelhas. 
— Sério? Você não parecia uma atriz, é tão quieta e tímida. 
Eu achei graça, Sasori foi a primeira pessoa no mundo que já me chamou de tímida. Estávamos chegando, na verdade, a minha casa era naquela rua. 
— É a de portão preto, bem ali — quando eu apontei para a casa de Gaara, a porta se abriu e, de lá, saiu um cachorro como um vulto branco. 
— Mila, sua vagabunda, volte aqui! — ouvi a voz rouca e grossa do Sabaku soar, logo depois ele saiu da casa atrás da cadela. 
Do fim da rua, vinha um carro quase que em alta velocidade, o que, somado à loucura da cadela de Gaara ao sair correndo, não dava um bom resultado. Portanto, a única coisa que consegui fazer foi praticamente me ejetar do carro de Sasori e disparar até a cachorra, que já estava chegando ao meio da rua. Consegui alcançá-la, evitando um terrível acidente quando o carro passou a milímetros de nossos corpos. 
— Sakura! — ouvi novamente a voz de Gaara, só que dessa vez ele parece aliviado, e algo me dizia que não era apenas por Mila. — Por Deus, eu já estava quase ligando para a polícia!
No exato segundo em que fui me virar para olhá-lo, dei de cara com seus braços, que me envolveram em um abraço terno e recheado de preocupação. As mãos quentes dele enterravam-se em meus cabelos, acariciando-me a cabeça e fazendo com que uma corrente elétrica atravessasse meu corpo, acolhendo-me. Então eu soube que estava finalmente protegida. 
— Me desculpe, sério — eu sussurrei, como se quisesse confortá-lo, como se a intensidade de minha voz fosse alterar seu estado emocional. 
— Não, tudo bem, você está aqui agora — ele me apertou ainda mais em seus braços, não queria me soltar, e nem eu queria soltá-lo. — Eu fiquei tão assustando... estava quase chamando a polícia. 
Eu sorri, acariciando suas costas largas, cobertas apenas pelo casaco, porque eu sabia que ele não estava com uma blusa por baixo. Gaara No Sabaku nunca se veste direito, isso foi o que eu aprendi com alguns episódios que tivemos juntos. 
— Agora eu estou aqui, aconteceram algumas coisas no caminho. 
— Tipo o quê? — perguntou enquanto nos separávamos. 
Eu responderia, se não fosse pelo interrompimento repentino que me fez lembrar de que Sasori estava lá. 
— Está segura com ele, Haruno? — ele questionou, dentro do carro. 
A cara de Gaara se retorceu e ele parecia querer matar o pobre policial. 
— Quem é esse cara? — meu namorado perguntou, sem conseguir conter o interesse. 
— Desculpe, não me apresentei. Sou Sasori No Akasuna. Para você, Oficial Akasuna, é claro — sorriu sarcástico, fazendo Gaara cerrar os punhos. Mas eu sabia que, caso o policial provocasse, o Sabaku não deixaria barato. — E você?
— Gaara No Sabaku. Eu poderia, por favor, saber o que o Oficial Akasuna estava fazendo com a minha namorada? — perguntou Gaara, fazendo-me corar. 
— Eu a salvei de um bando de caras que estavam prestes a violentá-la. — Aquilo calou o Sabaku, que segurou a minha mão e olhou para mim, parecendo procurar indícios de violência corporal. — Eu posso saber, Sakura, se esta pessoa é confiável?
Fiz que sim com a cabeça. 
— É meu namorado, Senhor Sasori, é de total confiança. 
Então, após saber o que queria e se certificar de que Gaara não faria mal algum à mim, Sasori foi embora e nós entramos na casa. 
— Você foi violentada, Sakura? — ele indagou, desesperado. — Quem eram os malditos? 
Eu balancei a cabeça, negando. 
— Não fui. Eu quase fui. Mas, então, Sasori chegou e eu só lembro de ter visto o cabelo ruivo dele e pensado que era você. 
— Aquele cabelo aguado? — Ele cruzou os braços, fazendo uma cara de indignação. — Qual é, Sakura? De onde você tira essas ideias?
Dei de ombros e ri, me jogando no sofá, ao lado da cadela que eu havia salvo. Gaara sentou-se ao meu lado, de uma forma mais comportada, é claro. 
— Bom, não quero brigar com você e nem começar uma aula de como se comportar e não pedir para morrer, não agora. Você precisa descansar para ouvir tudo o que eu tenho a dizer. 
Eu revirei os olhos. 
— Não quero ouvir, eu já sei de tudo. 
— Já sabe de tudo mas vive se fodendo... — sussurrou baixinho, fazendo com que um sorriso escapasse de meus lábios. — É sério, Sakura. 
— E você vai dizer que eu não posso mais sair sozinha? Eu tenho que viver!
Gaara fechou ainda mais a cara.
— Eu não estou te proibindo de viver, só digo que isso foi muito arriscado. Sabe o que eles podiam ter feito? — indagou, me calando. — Meu Deus, eu não gosto nem de pensar nisso. 
— Mas está tudo bem, nada aconteceu. 
— Dessa vez. Mas e da próxima?
Balancei a cabeça, negando. 
— Não vai ter próxima. 
— Então me deixa cuidar de você? — ele deslizou a mão por minha coxa, acariciando-a. 
— Deixo. 
Ele sorriu e me abraçou, permitindo-me deitar a cabeça em seu peito. Ficamos naquela posição por um grande intervalo de tempo, até que eu resolvi ir tomar um banho. 
— Suas roupas estão sujas, eu posso te emprestar algo meu — ele sugeriu enquanto seguia atrás de mim na escada. 
— Tudo bem. 
Entrei no banheiro, Gaara disse que separaria algo para mim. Me despi, depois parei em frente ao espelho; olhos nos olhos, observando todas as minhas imperfeições. Comecei a me perguntar e se. E se Sasori não tivesse surgido ali para me ajudar? O que teria acontecido? É assustador saber que, na atualidade em que nos entramos, ainda há barbaridades como estas que ocorrem todos os dias, aterrorizando milhares de mulheres em todo o mundo. Quatro homens para uma mulher, para destruir a vida dela. 
Quando percebi, lágrimas finas já rolavam por meu rosto, fazendo o barulho fraco de um choro ridículo ecoar pelo banheiro. Era melhor eu ir logo tomar banho, já que eu ainda sentia as mãos de Hidan passeando por meu corpo e sujando minha alma. 
— Seus monstros, idiotas — sussurrei para mim mesma ao entrar no box e ligar o chuveiro. 
Um jato de água morna atingiu-me, trazendo uma paz para o meu corpo. Olhei ao redor, o banheiro arrumado e limpo, melhor que o meu. Gaara usava shampoo, mas não condicionador, como podia ter um cabelo tão macio com tão pouco cuidado? 
Tomei uma ducha rápida, sem lavar o cabelo. Já eram três da manhã e nós provavelmente não conseguiremos acordar antes das oito. Meus olhos ainda doíam, à medida que meu corpo ia se relaxando, era dor reaparecia. 
Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha que Gaara deu para mim, enxugando-me para depois vestir as roupas íntimas. Terminado isso, saí do banheiro enrolada na toalha, vendo, em cima da cama, um pijama do Mickey Mouse. Era pequeno e servia perfeitamente em mim, então comecei a imaginar que alguma mulher poderia ter esquecida na casa de Gaara. Isso definitivamente não me agradava. 
— Ah, ficou bom? — ele apareceu depois que eu havia me vestido, trazendo, em mãos, dois miojos de copo. — Você é muito pequena. 
— De quem é isso? — perguntei, sem conseguir prestar atenção em suas falas anteriores. 
Gaara sorriu. 
— Da minha ex. Ela era fofa como você. 
Minha cara obviamente se retorceu ao máximo. Naquele momento, a única coisa que eu queria era me atirar pela janela e chegar à minha casa. Claro, antes eu tiraria o pijama escroto. Mas então Gaara explodiu em risadas, quase derrubando ambos miojos. 
— Você deveria ter visto a sua cara! — ele falou entre risos, tentando se conter. — Esse pijama é meu, sua anta. É de menino, eu tinha uns 10 anos quando o usava. É minha única recordação. 
Suspirei, então senti meu rosto queimar por ter tanto ciúme de um simples pijama que era de Gaara. Uma coisa tão boba dessas. 
— Eu não guardo pijamas de ex namoradas — completou, balançando a cabeça para os lados enquanto colocava os copos na mesa ao lado da cama e ligava a T.V. — O que você gosta de assistir?
— Eu nunca assisti televisão a esse horário.
— Você não tem vida — ele riu, colocando em um desenho. — Conhece Tom & Jerry, certo?
— Isso sim. 
Então, eu me deitei ao seu lado e nós assistimos à Tom & Jerry enquanto saboreávamos o delicioso miojo de copo. Ao terminar a "janta", Gaara pausou o desenho para escovarmos os dentes. 
— Não! — bradei, tentando não rir. — Pôra de pôssar no minha cara! 
A pasta dental em minha boca não me permitia falar, portanto Gaara aproveitava a chance para passar mais pasta em meu rosto. 
— Desculpe, o que você disse? Eu não estou entendendo. É linguagem do o? 
Bufei e cuspi na pia. 
— Você é muito chato. 
Ele riu e eu joguei a toalha em cima de sua cabeça. Gaara saiu do banheiro e seu saí logo em seguida. Deitamos na cama em seguida, ele colocou no próximo episódio de Tom & Jerry e eu o abracei, deitando a cabeça em seu peito até finalmente conseguir dormir sob o barulho da chuva fraca que atingia a janela do quarto. A quentura dos braços de Gaara traziam-me um conforto inexplicável. 

 


Notas Finais


O que acharam? Eu achei esse Gaara muito fofo, isso sim.


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