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História The Neighbors - Gadizaski - Capítulo 4


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Notas do Autor


boa leitura :)

Capítulo 4 - Roda de som


Fanfic / Fanfiction The Neighbors - Gadizaski - Capítulo 4 - Roda de som

A noite já havia chegado e com ela a roda de som de Lúcio e Gabriela. Alguns dos moradores estavam no pátio conversando, outros brincando com crianças. Daphne estava sentada em uma das mesas acompanhada pela irmã Manu, além de Ana e Heslaine. As amigas conversavam animadamente, rindo das reclamações de Heslaine e zoando Daphne por não parar de olhar para os lados a procura de alguém. 

- Você sabe o número do apê dele, vai lá. - disse Ana. 

- Não vou ir lá. - disse Daphne. - Talvez ele não goste de sociais. 

- Ou talvez ele te ache uma doida por ter dado cookies pra ele em menos de 12 horas após se conhecerem. - disse Heslaine, terminando sua bebida. 

- Você pode deixar de ser chata uma vez na vida, por favor? - Daphne olhou para a amiga. - Só quis ser gentil com ele. 

- Ela não é chata. - disse Manu ao abraçar Heslaine. - Nane, não liga pra Daph. 

- Só a Manu me entende. - disse Heslaine. 

- Só a Manu te atura, isso sim. - disse Daphne. 

- Cadê a Gabi? - perguntou Ana. 

- Ali. - apontou Manu para a garota que aparecia no pátio junto com Bruno e a pequena Maria. 

- Ih Daph, parece que seu príncipe encantando está de olho na sua prima. - comentou Heslaine. 

- Hes! - Ana a encarou. - Gabi não é fura olho. 

- Então, aquele ali é o vizinho novo? - perguntou Manu vendo o rapaz se aproximar com Gabriela e Maria. - Mandou bem, maninha. Ele é um gato. 

Daphne revirou os olhos para a irmã, voltando seu olhar para Bruno e Maria que pararam próximos a ela e as amigas. 

- Oi meninas. - sorriu Gabriela e as amigas responderam juntas. - Bruno e Maria podem ficar aqui com vocês? 

- Claro. - Daphne, Ana e Manu responderam juntas. 

- Não. - disse Heslaine. 

- Que isso, Nane? Eles podem ficar sim. - disse Manu. 

- Desculpa a nossa amiga, ela já está meio bêbada. - disse Daphne. 

- Tudo bem, não queremos incomodar. - disse Bruno. - Vou levar a minha filha até o balanço, tenham uma ótima noite. 

Bruno saiu com a filha, indo em direção ao pequeno parquinho do condomínio. Daphne os observou, se virando rapidamente para Heslaine. 

- Olha o que você fez, sua mal humorada. - disse a publicitária, se levantando e indo atrás do rapaz em seguida. 

- Espero que tenha sido por conta da bebida, Hes. - Gabriela disse antes de sair e ir em direção ao pai. 

- Amiga, tem que segurar essa língua. O cara nem falou nada e você já chegou na grosseria. - disse Ana. 

- Vocês não podem ver um cara bonito que já ficam iguais umas bobas. Não conhecemos ele, não sabemos nada sobre ele, é um desconhecido. - disse Heslaine. 

- Quanto mau humor. - disse Manu. - Deixa eu resolver isso, vem cá. 

Manoela segurou o rosto da amiga, lhe dando vários selinhos até transformar em um beijo que foi correspondido por Heslaine. 

- Ih, não vou ser vela não. - disse Ana se levantando e saindo da mesa em seguida. 

Assim que as duas se afastaram, se encararam e sorriram. 

- Você é maluca, Aliperti. 

- Por você, não nego. - sorriu Manu. - Aliás, acho que vou pedir pra Gabi cantar uma música que dedico totalmente a você. 

- Ah é? E eu posso saber qual? 

- I gotta a girl crush, Hate to admit it but, I gotta heart rush, Ain't slowin' down - Manu cantou baixo olhando a garota. 

- Eu vou pegar mais uma bebida, me encontra lá no corredor daqui 5 minutos. - sorriu Heslaine, se levantando em seguida. - Ah Ana, fala pro vizinho que ele pode se sentar conosco se ele quiser. - disse ao ver a amiga se aproximar novamente. 

Enquanto isso, Bruno estava sentado no balanço vendo a filha brincar com a boneca na pequena casinha que havia ali. Daphne se aproximou, se sentando no balanço ao lado e olhando o rapaz. 

- Peço desculpas pela atitude da Hes, ela tem essa mania de ser grossa com as pessoas. - disse Daphne. 

- Tudo bem, já percebi que ela não foi com a minha cara. - disse Bruno. 

- Achei que você não fosse descer. - disse Daphne. 

- Gabi foi me buscar pra que eu não viesse sozinho. - disse Bruno. - Mas não adiantou muita coisa. 

- Adiantou sim, estou aqui com você pra não se sentir sozinho. - disse Daphne, fazendo o rapaz dar um sorriso. 

Daphne sorriu e logo os dois ouviram Lúcio começar a tocar o violão, vendo uma roda se formar em volta dele. Daphne avistou Gabriela e Ana com os microfones na mão, olhando em sua direção. 

- Esse turu, turu, turu aqui dentro, que faz turu, turu, quando você passa, meu olhar decora cada movimento, até seu sorriso me deixa sem graça... - as duas cantaram sorrindo para a amiga e o rapaz que estava ao seu lado. 

- Ridículas. - riu Daphne enquanto as amigas cantavam. 

- E faz turu, turu, turu, turu, turu, turu tu... - Bruno cantarolou baixo, chamando a atenção da garota ao seu lado. 

- Você canta muito bem. - disse Daphne. 

- Obrigado. - sorriu o rapaz. 

- Por que não canta lá também? 

- Tenho vergonha. - o rapaz disse sem graça, fazendo Daphne sorrir. 

- Não devia, sua voz é linda. - disse Daphne. 

Bruno sorriu para a garota, que sorriu de volta e ambos olharam para a pequena Maria que brincava com sua boneca. 

- Você faz faculdade, não faz? Do que? - perguntou Bruno. 

- Publicidade e Propaganda. - respondeu. - E você? 

- Ciências Contábeis, mas tranquei pra me mudar pra cá. - disse Bruno. 

- Por que trancou? 

- Pra cuidar da Maria. - disse Bruno. 

- Onde vocês moravam? 

- No Rio de Janeiro. Era legal, mas a Maria começou a sentir muito a falta da mãe na casa em que morávamos. Foi então que resolvi que deveríamos nos mudar, pra ela mudar a rotina, conhecer pessoas novas e não pensar só na mãe dela. - disse Bruno. 

- Como aconteceu? - perguntou Daphne, vendo Bruno voltar seu olhar para ela. - Me desculpa, eu não deveria ter perguntado. 

- Foi um acidente de carro. - disse Bruno. - Era um dia de muita chuva, a Isabella tinha acabado de deixar a Maria comigo em casa e saiu pra resolver algumas coisas na casa da mãe dela. Como chovia muito, a luz havia caído em alguns bairros e os sinaleiros não funcionavam. Em um dos sinais, quando ela foi fazer o cruzamento, um caminhão veio em alta velocidade e atingiu o carro. - contou Bruno. - Faz dois meses e meio. 

- Sinto muito. - disse Daphne. - Sei como é horrível perder uma pessoa que amamos. Imagino que ainda sentem o que aconteceu, ela perdeu a mãe e você a namorada. 

- Ela não era minha namorada. - disse Bruno. - Quer dizer, nós namoramos por um tempo, mas não deu certo e terminamos. Pouco tempo depois ela descobriu que estava grávida e desde então tenho essa coisinha na minha vida. - o rapaz olhou para a filha. - Nós éramos amigos, compartilhamos a guarda da Maria e quando tudo aconteceu, fiquei com a guarda dela, mesmo a mãe maluca da Isabella alegando que era direito dela ficar com a neta.

- Ela tentou tirar a Maria de você? - perguntou Daphne.

- Tentou. - disse Bruno. - Ela nunca gostou da Maria. Acredita que ela expulsou a Isabella de casa quando descobriu a gravidez da filha? Me julgou um monte, dizendo que eu era o culpado de tudo aquilo e quando aconteceu o acidente, ela se culpou.

- Que maluca. - disse Daphne. - Mas que bom que deu tudo certo, né? Maria tem muita sorte em ter você, já se mostrou um paizão. - sorriu a garota.

- Eu quem tenho sorte de ter essa princesa na minha vida. - sorriu o rapaz, vendo a filha se aproximar.

- Papai, binca comigo? - pediu a pequena.

- Brinco. - disse o rapaz se levantando.

- Binca também, Rapunzel? - Maria olhou para Daphne, que sorriu.

- Brinco.

- Posso brincar também? - Manu perguntou ao se aproximar com Heslaine.

- Ela pode bincar, papai? - Maria olhou para Bruno.

- Bruno, essa é a Manu. Ela é minha irmã mais velha. - disse Daphne apontando para a garota que sorriu para o rapaz.

- Oi Manu. - disse Bruno. - Ela pode brincar, entrega uma boneca pra ela. - ele olhou para Maria.

Maria sorriu, pegando uma das bonecas e entregando para Manu, outra para Daphne e uma para Bruno.

- Vai brincar de boneca? - perguntou Heslaine.

- Você estava beijando uma garota e eu não te julguei por isso. - disse Bruno.

Daphne e Manoela riram, enquanto a pequena Maria pegou um ursinho de pelúcia, indo em direção a Heslaine e oferecendo para Heslaine, que negou com a cabeça. 

- Não, eu só vim aqui pedir desculpas ao seu pai pela forma que falei com ele. - disse Heslaine.

Bruno olhou para a garota, vendo ela encarar a amiga em seu lado e encará-lo em seguida.

- Desculpa. - ela disse em tom baixo.

- Tudo bem. - disse Bruno.

Heslaine afirmou com a cabeça, se virando e saindo voltando para a mesa onde estavam as bebidas. Manoela se aproximou de Maria, se sentando no chão e brincando com a garotinha. Bruno e Daphne se sentaram no chão, se juntando a brincadeira das duas. 

- Me conte sobre você, já que me ouviu. - Bruno olhou para Daphne.

- O que quer saber? - perguntou a garota.

- O que quiser me contar. - disse Bruno.

- Tipo? - perguntou Daphne.

- O que faz além da faculdade? - perguntou o rapaz.

- Cuido do apê que divido com a minha irmã. - contou Daphne. - Ela trabalha e eu só estudo por enquanto.

- E o que gosta de fazer no tempo livre? - perguntou Bruno.

- Ver filmes, ouvir músicas, jogar conversa fora…

- Dançar no quarto quando não tem ninguém no apê. - disse Manu.

- Manoela! - Daphne a encarou.

- Ah, desculpa. - disse Manu. - Mas ela faz isso mesmo. - ela disse olhando para Bruno que riu.

- Maria faz o mesmo. - disse Bruno.

- Mas ela é uma criança, né? A Daphne tem 23 anos. - disse Manu.

- O que você veio fazer aqui? - Daphne a olhou, vendo a irmã rir novamente e voltar a brincar com Maria.

- Tem cara de que gosta de filmes românticos. - comentou Bruno.

- E eu gosto mesmo. - sorriu Daphne.

- Gostou dos cookies, Maria? - perguntou Manu.

- SIM. - a garotinha sorriu animada, fazendo Daphne sorrir.

- E você, Bruno? Gostou dos cookies que a Daph fez? - Manu o olhou.

- Muito. - disse o rapaz, olhando a publicitária que sorriu timidamente.

Os quatro então ouviram Lúcio gritar, chamando-os para o centro do pátio para uma dança. Os pares logo se posicionaram, começando a dançar a música lenta que tocava. Daphne e Manoela riram ao ver Ana e Gabriela puxando Heslaine para dançar com elas, que reclamava de algo e virava mais um copo de bebida.

- Irmãzinha, por que não se junta a elas? Você adora dançar. - Manu disse olhando para Daphne, que negou com a cabeça.

- Não, não quero a Heslaine bêbada pisando no meu pé. - riu a publicitária.

Bruno olhou para Maria que brincava com Manu, voltando seu olhar para Daphne em seguida. 

- Manu, pode olhar a Maria por alguns minutos, por favor? - Bruno a olhou, se levantando em seguida.

- Claro. - disse Manu o olhando.

- Obedece a Manu, filha. Papai já volta. - disse o rapaz, vendo a filha afirmar com a cabeça.

O moreno então olhou para Daphne, oferecendo a mão para a mesma, que o olhou surpresa e sorriu.

- Me concede essa dança?



Notas Finais


até a próxima! 🌻


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