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História The Nerd And The Popular (MPreg) - Capítulo 50


Escrita por:


Notas do Autor


Oooi meus amores, eu sei ok? Podem me xingar! Se eu tivesse demorado mais para atualizar a fic, mês que vem teria feito um fucking ano sem att, SORRY OKAY BABYS? SORRY!

Tudo será esclarecido nas notas finais, então, por favor, leiam, é importante que leiam!

Vocês estão bem? Como anda a vida de vocês uh? Vamos ficar felizes coletivamente, sim? Kkkkk

Ai cara, como eu senti falta disso, vocês não tem noção de como eu amo vocês!

ENFIM

LEIAM AS NOTAS FINAIS, É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA!

Sejam bem vindos ao último cap dessa temporada da fanfic!

Capítulo 50 - O Final


Fanfic / Fanfiction The Nerd And The Popular (MPreg) - Capítulo 50 - O Final

[P.O.V DUDDAHH]


01/11/10, Segunda-Feira.


17:50


Todos pareciam estressados, ansiosos, frustrados e, talvez, esperançosos, o medo embalava o salão sofisticado, porém a expectativa inundava tudo e todos presentes ali, a cerimônia estava para começar e Youngjae estava nervoso porque, apesar de todos os pesares, não podia evitar a ansiedade de ter o garoto que amava para si, seria complicado se tentassem explicar os sentimentos que revirava o estômago e bagunçava os pensamentos do jovem, mas com certeza eram sempre puros e verdadeiros, e por mais que o Choi quisesse acreditar no que Yugyeom dizia sentir por ele, não conseguia, porque lá no fundo ele sabia que o outro era apaixonado pelo Im, e aquilo feria Youngjae, mas preferia não demonstrar e era ignorante o suficiente para apenas tapar os olhos sobre isso e continuar com aquela ideia ligeiramente maluca de casamento que seus pais tiveram. Claro, isso provavelmente só vai acontecer porque Choi abaixa a cabeça facilmente, talvez por respeito ou medo, mas o fato é: ele sempre foi obediente.

Terminou de abotoar o terno Gucci, preto, sorrindo brevemente porque lhe caia bem, tinha um porte forte e talvez fosse esse o motivo que o deixava atraente ao extremo quando vestia roupas sociais ou apertadas, era alto, musculoso e tinha uma postura invejável, adorava isso em si, e se vangloriava por isso.

— Oh meu filhotinho! —Sra. Choi, uma dama, sempre bem vestida e sempre cheia de jóias caríssimas, acredito que se um ladrão a roubasse seria considerado assalto ao banco, ou a uma joalheria— Você está lindo! Esse é meu garoto! Estou tão orgulhosa, tão feliz por você!

— Obrigado Omma... Também estou feliz... —Virou para ficar de frente com a mulher bem vestida, segurando-a pelas mãos— Muito obrigado por tudo, de verdade mesmo.

— Não precisa se preocupar meu querido, você é meu menininho e eu faria tudo de novo por você e para você. —Sorriu, tendo como resposta outro sorriso e um abraço apertado.

A verdade era que sra. Choi sofreu muito na gravidez do filho, chegou a ter depressão tamanho sofrimento, o garoto, ainda em seu útero, tinha diversos problemas de saúde justamente porque Gyuri não tinha o útero bem desenvolvido, e ela com certeza não sabia disso, esse era o motivo de tanto amor entre ambos, eles lutaram juntos para sobreviver e se um morresse o outro iria junto, mesmo que só espiritualmente.

— Omma... —Abaixou a cabeça, sentindo-se envergonhado em admitir aquilo— Estou com medo.

O sussurro sincero fez o coração mole de Gyuri apertar no peito.

— Ora querido, mas está com medo de quê meu anjo?

Ele queria poder contar a mulher mais importante de toda a sua vida o motivo pelo qual se sentia tão angustiado, mas não podia, não naquele momento, como diria a ela que tinha medo de nunca ser correspondido por aquele com quem estava para se casar? A mulher podia ter ajudado seu Appa a levá-lo a um casamento, mas não merecia saber que sofreria com aquilo, talvez fosse culpa demais para ela carregar sozinha.

— Esquece Omma, não é nada importante.


18:01


Lisa estava prestes a surtar, além de si mesma, Beom era o único pronto, de banho tomado e muito bem vestido para o casamento, enquanto que Jennie e Eunju -que estava morando com as meninas a duas semanas e vinha se adaptando muito bem a família-, apenas ignoravam os pedidos incessantes para que se arrumassem e continuavam brincando, Lisa não sabia mais o que fazer, ela não sabia se simplesmente pegava suas coisas e as coisas do pequeno Moon e ia para a cerimônia que já estava para começar, ou se puxava as duas pela orelha até que fossem se arrumar, entretanto Lalisa não era de insistir e muito menos de perder a paciência com situações como aquela, então optou pela primeira opção. Manoban pegou sua bolsa e a malinha do bebê, deixou ambas no porta malas do carro antes de pegar a criança frágil no colo, olhou uma última vez para as outras duas pessoas mais importantes de sua vida e suspirou.

— Vão se arrumar, por favor...

Contudo, fora ignorada novamente, e com isso decidiu que o melhor era ir na frente, se as outras decidissem ir depois, que dessem seu jeito. Lisa prendeu o pequeno bebê a cadeirinha no banco traseiro do carro e fechou a porta, partindo para o banco da frente, não demorou muito para estar acelerando minimamente em direção ao endereço marcado em seu GPS.


18:04


— Aigooo, você está tão lindo Yug! —Bambam sorriu, ajeitando a gravata branca do outro enquanto o ouvia suspirar— Só não parece muito feliz, o que aconteceu? Você vai se casar Yugyeom! Devia estar feliz!

Bambam não queria mas sabia o motivo de tanta negatividade, de tanto receio, Yugyeom estava longe de querer se casar com Youngjae, não fazia por amor, simplesmente fizeram um acordo, e o Kim precisava cumprir sua parte. Todos sabiam com quem o jovem realmente queria estar agora, por mais que aquela pessoa tivesse o machucado, ainda queria o abraço quente e apertado daquele que um dia chamou de "seu", mas ninguém o apoiaria naquela ideia, afinal, era loucura desejar alguém que só quis seu mal desde o começo.

— Bamie, você sabe que eu não quero esse casamento.

— E sei também que concordou com isso. —Sorriu triste, afastando-se do outro em busca do terno clássico, triste não por Yugyeom porque sabia que ele estava em boas mãos, mas sim por Youngjae, que faria de tudo para ver o rapaz feliz e não receberia nem um terço de volta, nada seria recíproco— Não haja como se estivessem te obrigando.

— Eu sei disso Bambam mas é que... Eu não amo ele, mas gosto do jeito que ele cuida de mim e da forma que se preocupa comigo, por isso eu quero ajudá-lo, não quero ver ele casado com alguém que não ama ou que não ame ele e que só queira as coisas dele.

— Yugyeom, me desculpa, mas você acabou de se descrever! —Afirmou sério, seu tom de voz fez o menor assustar-se tamanha frieza— Ele vai se casar hoje, e sabe com quem? Com alguém que não ama ele e que, mesmo que não queira seus bens materiais, quer tudo de emocional que ele puder dar sem retribuir nada porque não sente nada por ele, qual você acha pior? Porque eu sei qual é realmente pior.

— I-Isso não é verdade Bam!

— Não mesmo? Tem certeza, Yugyeom? Porque pra mim é bem óbvio que você queria o Jaebum agora e não o Youngjae!

E o pequeno Kim não pôde negar, não pôde falar nada, apenas abaixou a cabeça e deixou que a culpa lhe acertasse como um soco no estômago, mesmo depois de tanto sofrer nas mãos dele, Yugyeom ainda preferia o Im ao homem que o esperava no altar.

— Foi o que pensei.

E então silêncio, um clima pesado tomou conta do ambiente e nem Yugyeom, nem Bambam, tentaram retomar algum tipo de diálogo, não precisavam, o mais novo tinha plena consciência de que estava errado e que o outro estava muito decepcionado consigo, já Bhuwakul sabia muito bem que o amigo entendia seus atos errados, mas estava extremamente magoado por saber que ele não se importava nem um pouco em fazer a coisa certa, e isso não seria fácil de perdoar.

— Termine de se arrumar, a cerimônia já vai começar, eu vou ir pro meu lugar, Jackson deve estar me esperando. —Foi o que Bambam disse antes de deixar o cômodo, sem se importar em desejar boa sorte ou algo do tipo para o outro.

Yugyeom nunca tinha se sentido tão mal, tão sozinho, talvez fossem apenas os efeitos colaterais de suas ações irresponsáveis, no fundo queria se importar mais, mas infelizmente não tinha muito o que fazer, ele já tinha aceitado tudo o que vinha acontecendo e seus erros não lhe importavam tanto, mesmo que fossem afetar outra pessoa. Se sentia um ser sem vida e a única coisa que o fazia levantar da cama todos os dias era seu bebê, o fruto de um amor indestrutível que por um tempo pensou ser real. Ignorando todos os pensamentos ruins em sua mente, que insistiam em lembrá-lo da pessoa horrível que era, caminhou até a arara onde seu terno fora esquecido por seu melhor amigo –mais um que machucou– e então parou para observá-lo, branco, combinando com as outras peças de roupa, era um clássico da Gucci, sofisticado, daria um ar imponente para qualquer um que o vestisse, provavelmente custava mais do que o menor poderia pagar em uma vida toda trabalhando, Youngjae sempre ia querer seu melhor, entretanto se castigava pensando se um dia conseguiria ser o melhor para ele.

— Queria ser o cara que está te esperando no altar... Infelizmente eu percebo as coisas tarde demais.

Seu corpo inteiro estremeceu com a voz rouca atrás de si, o hálito quente batendo em sua nuca fez com que todos os pêlos de seu corpo arrepiassem –nem notou que alguém tinha entrado na sala–, precisou respirar fundo pois, por um momento, perdeu completamente o ritmo de sua respiração, as pernas ficaram bambas e sentiu que poderia cair a qualquer instante, isso se os braços fortes não estivessem rodeando sua cintura, puxando-o para perto, colando os corpos tensos, apertando como se pudesse uni-los em um, e talvez fossem um, entretanto separados por ações humanas ou do destino, só queriam ter a quem culpar pela distância que dilacerava os corações apaixonados.

— Jaebum... —Soltou como um suspiro, a voz trêmula evidenciando toda a sua surpresa e todo o seu anseio, queria que fosse ele, estava pedindo por isso.

— Sou eu amor, vim lhe dar os parabéns. —Sussurros calmos, quase murmúrios incompreensíveis, roucos e sinceros, o Im estava se destruindo e destruindo o outro estando ali, mas não se importava, precisava vê-lo.

Yugyeom virou, olhando Jaebum nos olhos, e se arrependeu porque percebeu que não poderia viver sem aquele olhar sobre si, que não viveria muito sem aquelas mãos em seu corpo e que sofreria demais sem ele ao seu lado, entretanto, o que mais doeu foi ter a certeza de que jamais teria o outro para si e que não poderia ser dele, estava para se casar com Youngjae e o bebê em seu ventre seria muito bem criado pelo Choi, diferente do que aconteceria se os dois estivessem juntos, Jaebum não aceitou a criança e esse era o único motivo para não fugir com ele.

— V-Você não devia estar a-aq—

— Eu sei, eu sei que não, mas eu precisava te ver mais uma vez e te pedir uma coisa que, talvez, eu tenha alguma certeza de que você não vai querer fazer, mas eu espero que me escute e que aceite mesmo assim.

— Jaebum... E-Eu não sei se—

— Amor... —Sussurrou para, em seguida, beijar os lábios alheios de forma casta, um selar tão vago que Yugyeom quase pediu por mais— Eu senti sua falta, espero mesmo que você aceite minha proposta, mas para podermos conversar sobre isso, preciso que você fique quieto e me escute, pode fazer isso por mim? Por nós?

E lá estava o Kim, se submetendo e se deixando manipular por Jaebum mais uma vez quando concordou com a cabeça, respirando fundo e mantendo-se calado, como num looping infinito e, talvez, pouco saudável.

— Bom garoto!


18:16


Bambam sentou-se ao lado de Jackson bufando alto, querendo chamar a atenção alheia para poder descontar suas frustrações em alguém, mas sabia que seria inútil porque o parceiro poderia acalmá-lo de qualquer forma, com qualquer ato.

— É tão estressante assim ser padrinho? —Wang sorriu, passando um dos braços pelos ombros do namorado, puxando-o para perto— O que foi dessa vez amor?

— Jacks, eu não aguento mais isso! O Yugyeom está mentindo pro Youngjae e para si mesmo, ele acha que casando com o Jae tudo vai ficar bem, que os dois serão felizes e que vai se apaixonar por ele num passe de mágica, e que aí, quando o bebê nascer, serão uma família plena, mergulhada em felicidade!

— E por que te incomoda tanto que ele pense assim?

— Caralho, não é óbvio? Ele está usando o Yog!

— Bamie, como nossa relação começou mesmo?

— Aigo Jackson, não venha querer comparar, não tem nada a ver uma coisa com a outra.

— Tem e você sabe muito bem disso Bhuwakul.

Bambam deixou um bico enorme tomar conta de seus lábios grossos ao passo que cruzava os braços, encarando qualquer coisa que estivesse à sua frente apenas para não olhar o namorado.

— Me chamou de quê?

— Bhuwakul, é seu nome certo? —Sorriu, beijando-lhe a bochecha— Para de graça amor, esse é pra ser um dos momentos mais importantes na vida dos nossos melhores amigos, por favor, só relaxa e seja paciente ok? Vai dar tudo certo, tenho certeza de que um dia os três vão se resolver.

— Espera aí... Os três? Que três?

— Ah você sabe meu bem, Youngjae, Yugyeom e... —Parou percebendo o que estava dizendo, e antes que continuasse, encarou o rapaz claramente confuso e frustrado ao seu lado, percebendo que tinha dito mais que o necessário— E só, é claro, quem mais não é mesmo? —Riu soprado, virando-se rapidamente para encarar o altar— Apenas os dois, Choi e Kim, Kim e Choi, que logo serão Choi e Choi.

— Jackson Wang. —Chamou, encarando-o como se pudesse ler sua alma, percebendo que o namorado lhe escondia algo— Vai me explicar agora quem são esses três de quem estava falando ou terei que mandar?

Os olhares se cruzaram, e por um momento Wang viu sua vida inteira passando bem em frente aos seus olhos, entretanto, antes que Bambam pudesse questioná-lo novamente sobre sua pequena gafe, o toque sutil do aparelho celular do outro soou, evidenciando que estava recebendo uma chamada.

— Saia dai que te mato!

Kunpimook não esperou a resposta, levantou-se com o celular em mãos, atendendo sem ao menos checar quem estava ligando.


~LIGAÇÃO ON~


— Oppa-ah? Bam-oppa! —A voz de Lisa soou preocupada do outro lado, quase desesperada.

— Yah, Lisa! Onde você está!? A cerimônia já vai começar, esqueceu que você é uma das madrinhas!? —Afastou-se de onde estava, fazendo gestos para que o namorado não saísse do lugar.

— Eu sei, eu sei, estou a caminho, juro! —Suspirou derrotada, apertando o volante nas mãos delicadas— Eu estava esperando a Jen e a Eunju ficarem prontas, acabou que só estamos eu e Beomie no carro.

— O QUE!? —Bambam tampou os lábios tentando respirar fundo, estava perdendo a paciência— A Jennie não vem!?

— Aparentemente não, mas eu não tenho certeza, talvez ela se arrume e venha com a Eunju depois... —Diminuiu um pouco a velocidade do carro, passando por uma curva fechada— Oppa, não fique zangado comigo, sim? Chego ai logo.

— Vou confiar em você... —Suspirou, movendo a cabeça em concordância com o que tinha dito— Venha logo.

— Ótimo! Bye, bye.


~LIGAÇÃO OFF~


E naquele momento, Bambam sentiu um aperto no peito, pressentiu que algo ruim estava para acontecer, contudo, ignorou o sentimento para voltar a sentar-se perto do Wang, não ia estragar um casamento todo por um pressentimento bobo.


18:25


— Bom, finalmente tomou juízo e vai se casar, uh? Pensei que precisaria te obrigar.

Youngjae respirou fundo –estava sendo obrigado–, sabia que uma hora teria que encarar seu Appa, entretanto era o que menos queria que acontecesse num dia tão importante. Choi Jaekuk não era o melhor e o mais presente dos pais, sempre ambicioso e com uma vontade incessante de ser o melhor e o mais poderoso em tudo, Jaekuk perdeu a criação do filho e o convívio com a esposa não era dos melhores, entretanto não se preocupava com a situação, nem mesmo tentava mudar, seu império estava construído e, em sua cabeça, era indestrutível, seu único desafio era manter o filho na linha, e esperava conseguir isso com aquele casamento, mesmo que não fosse trazer benefícios financeiros a si, ainda serviria para alguma coisa.

— Você está me obrigando a fazer isso, sabe muito bem que eu não estaria me casando se você não ficasse me ameaçando o tempo todo. —Youngjae respirou fundo, mantendo uma pose firme frente ao Appa, tentando esconder o desconforto que lhe causava saber que estavam sozinhos naquela sala.

— Talvez eu tenha mesmo um dedo nisso, mas garanto que não me arrependo de nada, filho. —Sorriu, seu rosto envelhecido e cansado deixava evidente a sua idade avançada— Eu estava pensando, depois que voltar da Lua de Mel, o que acha de fazermos um programa em família? Você, seu esposo, eu e sua Omma? Seria divertido.

— Sinto muito mas não estou interessado no seu império, eu vou construir o meu, sozinho, sem precisar de nada que venha de você.

O Choi mais velho riu em escárnio, inclinou-se levemente para frente e puxou o ar para os pulmões com força, só conseguia pensar no quão tolo seu filho ingrato era, negar uma herança como a que estava sendo deixada a ele era loucura, seria muita birra ao ver do mais velho.

— Você não sabe o que fala, nunca vai ser alguém na vida se decidir começar do zero, seu filho e seu esposo serão miseráveis assim como você e a culpa disso será toda sua! —Sorriu, dirigindo-se a porta— Pense bem Youngjae, sua única chance de ser alguém e de poder dar o melhor a sua família é gerenciando as empresas Choi, não estrague tudo de novo, não vai querer me decepcionar, filho.


18:28


— Calma bebê, calma, vai ficar tudo bem, já vamos chegar na festinha meu bem, calma.

Lisa tentava a todo custo acalmar o bebê que não parava de chorar no banco de trás do carro, o pequeno odiava andar no automóvel, sempre passava mal e começava a chorar, entretanto, nesses momentos, Jennie ou Eunju estavam ali para acalmar o bebê, mas dessa vez Lalisa estava sozinha e não tinha a menor ideia do que fazer, estava estressada, com uma das mãos para trás, fazendo carinho na criança, enquanto tentava se concentrar na estrada a frente, mas era tão difícil. Seu celular começou a tocar e Lisa quis chorar em desespero, tudo parecia estar dando errado, pegou o aparelho rapidamente, atendendo sem ver quem era.


~LIGAÇÃO ON~


— Lisa, por que saiu sem a gente? Estávamos nos arrumando poxa! —Jennie parecia chateada, sua voz soou fraca, fazendo a namorada suspirar.

— Não estavam nada! Eu esperei vocês por muito tempo e nada de se arrumarem, eu não podia esperar mais Jenn! Arruma a Eunju bem bonita com o vestido que deixei separado e vem logo pro casamento!

— Aish, também não precisa ficar brava.

— Não estou brava, estou extremamente puta com você, agora anda logo, tchau, te amo, beijos.


~LIGAÇÃO OFF~


Desviou a atenção da estrada por apenas alguns poucos segundos para poder desligar a chamada, entretanto, não devia ter feito isso.


18:30


Seokjin estava sentado na primeira fileira de bancos, bem de frente para o altar, apesar de não sonhar com algo como aquilo, sentiu vontade de saber como seria, e como era bom imaginando, tentou imaginar seu próprio casamento, mas, como em todas as vezes que tentava se imaginar casando, falhou, simplesmente não vinha a sua mente, não se via num terno branco, com um buquê em mãos, caminhando para a pessoa que queria ter ao seu lado para sempre, em sua cabeça, era ele por ele e, talvez, Namjoon por ele também.

— Você está pensativo ou é impressão minha? —Apoiou a canhota no ombro alheio, sorrindo quando o outro o encarou.

— Estava tentando me imaginar casando... —Suspirou voltando sua atenção para o altar bem decorado, faixas brancas e flores claras dançando em meio a decoração— Acho que eu não nasci pra isso.

— Deixa de ser bobo Jin, ninguém nasceu pra casar, as pessoas casam quando encontram alguém que amam, veja só, Youngjae com toda certeza do mundo é alguém que não esperávamos ver casando, e estamos no casamento dele hoje.

— Não, eu esperava ver ele casando, é rico, bonito e carinhoso, tudo que alguém procura em um cara.

— Por que o "rico" veio antes das outras coisas? —Perguntou, fazendo aspas com as mãos.

Ambos se encararam e riram, era engraçado para eles pensar no que exigiam em um relacionamento, a cada dia que passava, as coisas ficavam mais superficiais, fúteis, artificiais, nada mais tinha um valor, nem mesmo o amor.

— Você acha que é possível que eu case um dia?

— Tenho certeza de que vamos nos casar um dia, na praia sabe? Talvez seja por isso que você não consegue se imaginar casando, está pensando no lugar errado, preso numa idéia idiota da sociedade, a igreja é muito comum pra nós, você entende.

Nós vamos nos casar um dia? O que quer dizer com isso sr. Kim? —Sorriu largo, empurrando levemente o corpo maior que o seu.

— Não desvie do assunto Kim, feche os olhos, vou te mostrar.

— Como vai me mostrar alguma coisa se meus olhos esta—

— Apenas feche os olhos Jin. —Resmungou, mas fez o que lhe foi pedido, Seokjin fechou os olhos quando Namjoon segurou suas mãos— Agora, vou falar bem baixo pra você se obrigar a prestar bastante atenção em mim! —Afirmou num sorriso, sussurrando ao pé do ouvido de Jin, que riu baixinho— Imagine que você está na praia, venta um pouco mas não muito, é uma brisa bem gostosa, você consegue ouvir o som das ondas do mar, sentir o cheiro gostoso que vem da água salgada e ouvir as gaivotas fazendo aquele barulho chato pra caralho que elas fazem? —Seok riu mais, imaginando as coisas exatamente na ordem e como Namjoon falará, respondeu à pergunta confirmando com a cabeça, por mais incrível que pudesse parecer, ele conseguia ouvir e sentir aquelas coisas, estranhamente sua imaginação parecia real demais— Ótimo, agora imagine que está vestindo uma bermuda confortável, branca, e uma camiseta bem leve e também confortável, branca também, na sua cabeça tem um arranjo com flores que você mesmo preparou e você está descalço, pode sentir a areia nos seus pés? —Novamente Jin afirmou com a cabeça, sentindo tudo que Namjoon descrevia— Certo, agora você olha pra frente e vê todos os seus amigos mais íntimos, seus familiares e todos que são importantes pra você, eles estão te olhando, sorrindo, estão felizes por você, e aí você olha no meio de toda aquela gente e vê o cara que você mais ama na vida, eu... —Seokjin riu, suas bochechas queimavam tamanha a vergonha, mas estava amando aquilo— Não ria da realidade Jin! —Namjoon sorriu, fazendo carinho no rosto alheio com a mão livre— Eu estou sorrindo pra você, te esperando vir até mim, usando roupas parecidas com as suas, e então você começa a andar, caminhando com uma certeza assustadora de que está fazendo a coisa certa, ai você para na minha frente, seu sorriso é tão grande quanto o meu, e quando o padre começa a falar a gente nem escuta as baboseiras que ele diz, nós só ficamos olhando um pro outro, gravando cada detalhe dos nossos rostos nas nossas memórias, e depois dos votos, chega a parte em que o padre pergunta, com as alianças já trocadas, "Kim Namjoon, você aceita esse homem, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?", desculpa se estiver errado, é que eu não sou padre sabe? —Jin riu, pedindo para que Namjoon apenas continuasse— Então, daí eu respondo que aceito com todo o meu amor e coloco a aliança no seu dedo, então o padre vira pra você e diz "Kim Seokjin, você aceita esse homem, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?" e você responde...

— Sim, eu aceito.

Namjoon sorriu, seu coração batendo rápido no peito.

— Você põem a aliança em mim e pronto, estamos casados, conseguiu imaginar?

Jin abriu os olhos e encarou Namjoon, o sorriso era tão grande que seria incapaz de contê-lo mesmo se quisesse, segurou o rosto bonito entre as mãos e riu baixo quando o outro fechou os olhos e fez biquinho, pedindo por um beijo, Seok não negou e juntou os lábios rapidamente, num selar casto, em seguida encarando-o, Nam tinha um bico enorme nos lábios bonitos.

— Talvez eu tenha imaginado sim.

— Só talvez?

— É.

— Seokjin, eu sei muito bem que você imaginou tudinho nos mínimos detalhes, ok? Não subestime meus poderes com as palavras, eu sou muito bom nisso.

— Eu nem falei nada e você já está me atacando!

— Você está menosprezando minha capacidade!

— Namjoon!

Riram, se divertindo sem se importar com as coisas que aconteciam ao redor.


18:37


Os estalos das bocas em contato poderiam ser ouvidos facilmente, mas elas não se importavam, trancadas num dos banheiros femininos do salão sofisticado, Rosé e Jisoo beijam-se loucamente, tocando os corpos e bagunçando os vestidos. Arfares baixos e gemidos contidos, não queriam ser percebidas, nem deveriam estar fazendo aquilo, mas não conseguiam ficar no mesmo ambiente sem se atracarem, era impossível, a tensão sexual entre as duas incomodava quem estivesse por perto, eram palpáveis os sentimentos que nutriam uma pela outra, infelizmente, aquele relacionamento era visto como empecilho para os familiares de Jisoo, que jamais aceitariam vê-la com outra mulher, por isso deviam manter segredo, mas era tão difícil.

— Rosé!

Jisoo apertou os fios soltos da outra, engolindo o gemido quando a destra alheia tocou sua intimidade. Rosé se aproveitará dos pensamentos nublados da Kim para erguer a saia delicada e dedilhar por cima da calcinha da mais velha, sorrindo contra o pescoço branquinho com suas reações.

— Quer que eu pare, Unnie? —Respondeu cínica, massageando a intimidade alheia.

— Ah! Sua desgraçada! —Rosé riu, divertindo-se, gostava de assistir as sensações que causava na mais velha— P-Para com isso agora!

— Por que? Está tão bom! —Beijou o pescoço branco, lambendo em seguida.

— Estamos em um casamento e ele já es-está para começar, droga... P-Precisamos parar agora.

—É sério mesmo?

Jisoo apenas assentiu, já sem forças para retrucar, os dedos da mais nova ainda tocando-a, como se seus protestos nunca tivessem sido feitos.

— Vou ser rápida.

Beijou os lábios alheios, abaixando diante da mais velha, sorriu mandando uma piscadinha safada para a Kim antes de se enfiar embaixo das saias alheias. Jisoo precisou respirar fundo, se preparando para tentar conter os gemidos nada discretos que poderia soltar.


18:39


— Jungkook, fica quieto porra! —Yoongi insistia em brigar com o mais novo, dando tapinhas em seus ombros enquanto tentava, pela milésima vez, refazer o nó de sua gravata— Seu pirralho idiota, fica quieto, caralho!

— Ya! Não seja grosso com ele Yoonie, você sabe que o Jungkookie odeia usar isso. —Jimin sorriu, abraçando o mais novo dos três por trás.

— É verdade Yoongi-hyung, machuca! —Fez manha, seus lábios enfeitados por um biquinho adorável.

Os três estavam num dos corredores extensos e desertos do salão gigantesco –um pouco perdidos–, esse que apelidaram de "O Palácio", justamente porque se parecia com um. Jungkook vinha reclamando da gravata borboleta desde que saíram do apartamento do mais velho, mesmo que pudesse usar coleiras sem reclamar, mesmo que amasse usar coleiras, odiava usar aquilo, a maldita gravata, apertava seu pescoço e o machucava, se sentia preso e sufocado, preferia mil vezes não usar aquela peça que, além de desconfortável, para si era feia demais, entretanto, Jimin e Yoongi insistiram para que ele usasse, e não sabia dizer "não" à eles, contudo, soltava um pouco o nó da gravata sempre que podia, obrigando o Min a refazer, e aquilo obviamente não estava o agradando nem um pouco.

— Yoon-hyung, vamos deixar que ele fique sem isso, não é melhor? —Jimin riu quando o mais novo assentiu diversas vezes, atrapalhando o mais velho que ainda tentava arrumar a gravata.

— Foda-se, cansei dessa merda.

Yoongi se afastou, birrento, enfiou as mãos nos bolsos e saiu andando, estava puto e não deixaria de demonstrar, Jungkook o tirava do sério. Os mais novos riram e correram um pouco para alcançá-lo, cada um de um lado, Jimin a sua direita e Jeon à sua esquerda, ambos enfiaram as mãos em seus bolsos, entrelaçando os dedos até que Yoongi abrisse o sorriso gengival que tanto amavam, rindo junto a eles.

— Eu odeio vocês.

— Nós acreditamos. —Jimin riu, fingido.

— Também te odiamos, Hyung. —Jungkook apertou o enlace nas mãos, rindo.

— Idiotas.


18:43


— Amor.

— Eu mesmo.

Taehyung beijou os lábios alheios, sentando no lugar vazio ao lado do noivo.

— Vamos casar?

Hoseok riu, achando graça, o Kim já tinha seu "sim" para aquele pedido, então era engraçado que perguntasse de novo.

— Vamos casar, eu já aceitei, esqueceu?

— Não tô te pedindo em casamento idiota! —Taehyung beliscou o braço alheio— Quero saber quando vamos casar, porque você só me enrola!

— Quando as crianças estiverem com idade pra ser nossa dama e nosso cavalheiro de honra.

— Cara de pau!

Taehyung ia bater em Hoseok, esse que não parava de rir, entretanto, foi interrompido por seu celular vibrando no bolso, alcançou o aparelho vendo que era uma chamada de vídeo da babá que vinha contratando a algum tempo, desde que teve os gêmeos. Sentiu-se subitamente apreensivo, com medo de que algo tivesse acontecido aos seus tesouros, como costumava chamá-los.

— Amor, é a babá. —Mostrou a tela para o noivo.

— Dá aqui meu bem. —O Jung pegou o aparelho em mãos, atendendo à ligação, enquadrou Taehyung junto a si na chamada e sorriu— Boa noite Jinah-ssi, aconteceu alguma coisa? Está tudo bem por aí?

— Boa noite Hoseok e Taehyung-ssi... —A menina curvou-se levemente, sorrindo em seguida— Está tudo bem aqui, eu só liguei porque os senhores não estavam vendo as mensagens, queria mostrar a vocês como a Sa Rang e o JaeHyun estão dormindo!

Ao completar a frase, a jovem trocou a câmera, passando a gravar tudo pela externa, Hoseok e Taehyung riram baixo ao mesmo tempo, como se estivessem no quarto, presenciando aquela cena. Sa Rang, 15 minutos mais velha que JaeHyun, dormia com o pé esquerdo em cima da cabeça do irmão, que dormia com o pé direito em cima da cabeça da irmã, ambos abraçando as perninhas alheias, uma cena cômica e extremamente fofa ao mesmo tempo. Apreciaram a cena por mais algum tempo até que a babá desligou, ambos agradeceram por ela ter ligado. Taehyung encarou Hoseok, que fazia o mesmo, os dois rindo como idiotas estupidamente apaixonados.

— Ai Hobi, sua porra e minha genética são boas demais, tivemos filhos lindos e dois de uma vez! —O Kim afirmou, rindo quando o outro fez o mesmo.

— Eu te amo, seu besta.

— Eu sei.


18:52


Mark segurava a bebê com cuidado, era pequena demais e delicada demais, tinha medo de que pudesse machucá-la a qualquer momento, justamente por esse motivo não tinha levantado daquela cadeira desde que chegara ao salão onde seria o casamento, era um appa coruja e não negaria.

— Amor, trouxe água para você... —Avisou, se sentando ao lado do cônjuge— Deixa eu pegar ela um pouco? —Jinyoung sorriu, pedindo com carinho porque Mark quase nunca soltava a criança, sempre tentando mantê-la segura em seus braços.

— Tá, mas só um pouco! —Entregou a pequena pegando a garrafinha de água da mão alheia, tomando um belo gole— Ok... —Mal teve tempo de engolir a água, já estava estendendo os braços, pedindo pela menininha no colo do outro— Me dá ela aqui.

— Não! Eu disse um pouco Mark, não por alguns segundos, credo! Ela também é minha filha sabia!?

— Me dê logo minha criança, Jinyoung!

Riu, vendo que seu esposo estava obcecado por Sunjin, a filha do casal, mas não se incomodava, chegava a ser fofo na verdade, entretanto, queria passar um tempo com a menina e Mark teria que aceitar isso, então, com um beijo estalado na bochecha alheia, Jinyoung levantou e passou a caminhar com a criança no colo, mostrando a ela tudo que tinha no salão, explicando o que era cada coisa enquanto a menininha apenas observava, atenta, os grandes olhos focados nos objetos que seu Appa mostrava. Jinyoung andava ignorando completamente tudo o que Mark vinha dizendo, já que este o estava seguindo e falando um monte, querendo a criança de volta a todo custo, o Park mais novo ria, divertindo-se da situação enquanto ainda ensinava Sunjin sobre os objetos decorativos e cômodos do local em que se encontavam, sem ao menos olhar para o outro que incessantemente pedia pela criança.


19:01


— Jisoo! —Youngjae respirou fundo e parou de correr quando encontrou a jovem deixando um dos banheiros mais afastados do salão principal, onde seria feita a cerimônia— Caralho garota, o que você estava fazendo pra ter sumido assim? Eu te procurei em todo lugar! —Rosé saiu do mesmo banheiro em seguida, secando os lábios com um guardanapo, o Choi olhou de uma para a outra, quis rir quando Jisoo ficou vermelha, mas se conteve em sorrir— Certo, não vou nem perguntar, enfim, vocês viram a Lisa por ai? Conseguiram entrar em contato com ela? Da última vez que Bambam ligou, ela estava vindo para cá com o Beom, mas ela não esta atendendo nem o Bam e nem eu.

— E-Eu não falei com ela hoje Oppa, nem a vimos hoje.

— É verdade, não falamos com ela hoje, na verdade, já faz um tempo que não falamos com ela.

— Será que ela esta bem? A casa dela não é tão longe daqui, já era pra ela ter chego Youngjae-oppa! —Afirmou Jisoo, quase entrando em desespero sem nem saber se algo realmente tinha acontecido.

— Mantenha a calma Jisoo, provavelmente ela pegou trânsito ou algo assim, Rosé, por favor, acalma ela tá? Eu vou continuar ligando. —Suspirou, tirando o celular do bolso antes de sair andando.

— Ei, fica calma Amor, Lisa esta bem, se você quiser, podemos ligar pra ela, o que acha? —Rosé sorriu pouco enquanto fazia um carinho singelo no braço alheio, não podiam ter muito contato em público, mas não podia evitar, amava aquela mulher exagerada que Jisoo era.

— Esta bem... Vamos ligar então.

Enquanto isso, Youngjae continuava correndo pelo salão, conferiu se Bambam e Jackson tinham conseguido contato com Lisa, mas a resposta foi negativa, continuou sua busca por informações até encontrar Mark e Jinyoung perambulando com Sunjin, perguntou se tinham entrado em contato com ela, mas ambos disseram que não, então pediu a eles que tentassem e explicou que ninguém estava conseguindo falar com ela já tinha um tempo, após avisá-los, seguiu a diante, procurando por mais pessoas que conheciam Lisa, mas ninguém estava conseguindo falar com ela. Conversou com Yoongi, Jungkook e Jimin, nada. Conversou com Taehyung e Hoseok, nada também. Conversou com Seokjin e com Namjoon, não tiveram contato com Lisa, mas o Kim mais novo avisou que falaria com Jennie. Youngjae já estava preocupado, decidiu, em um lapso de desespero, chamar todos os mais próximos para uma sala vazia, onde pudessem ficar a sós.

Bambam, Jackson, Mark, Jinyoung, Jisoo, Rosé, Taehyung, Hoseok, Yoongi, Jimin, Jungkook, Seokjin e Namjoon, estavam todos lá.

— Não deveríamos chamar o Yugyeom? —Bambam propôs.

— Melhor não, você sabe que ele já não está muito bem com a ideia do casamento, vai ficar pior ainda com o sumiço da Lisa. —Doía no coração do Choi falar em voz alta que o noivo não estava feliz em casar consigo, mas não tinha como mentir ali.

— Perae, quer dizer que o noivo tá casando obrigado? Tipo, ele não quer casar? —Jungkook tentou perguntar baixo e discretamente para Yoongi, que conhecia o rapaz melhor, entretanto acabou se exaltando, precisou abaixar a cabeça com tantos olhares reprovadores em si.

— Caralho Kookie... —Yoongi suspirou, encarando o teto para manter a calma.

— Enfim! —Jackson interveio no assunto, percebendo que aquilo poderia ficar desconfortável demais rapidamente— Alguém conseguiu entrar em contato com a Lisa?

Todos negaram, em silêncio, preocupados com o que poderia estar acontecendo.

— Isso é um problema, o casamento vai começar e Lisa não chegou ainda... —Youngjae respirou fundo, bagunçando seus fios antes perfeitamente alinhados— Mas essa não é a maior das minhas preocupações, Lisa esta vindo sozinha com o Beom no carro, se aconteceu alguma coisa com eles, nós não temo como saber, e é isso que me preocupa.

Os rapazes ficaram assustados, Jisoo não pôde conter o nervosismo, apertou a mão de Rosé, entrelaçando os dedos, segurando o choro, todos perceberam, naquele momento, a seriedade do que estavam lidando, Lisa poderia estar sangrando em alguma rua deserta naquele momento, poderia estar morta, ela e Beom.

— Eu liguei pra Jennie, ela disse que tinha falado com a Lisa umas 18:20, por ai, ela disse que ia ligar pra ela... —Namjoon mordeu os lábios, nervoso com a informação que tinha para dar— Jen me mandou mensagem agora a pouco falando que estava preocupada, Lisa não esta atendendo nenhuma das ligações dela e ela nunca deixa de atender a Jennie.

— Puta merda. —Jackson murmurou, abraçando Bambam por trás e respirando fundo.

— E-E se ela s-sofreu um acidente? E s-se ela esta m-machucada? —Jisoo já chorava, soluçando em meio as palavras, apertando a mão de Rosé cada vez mais forte— E o B-Beom!? Precisamos a-achar ela... Saber s-se... Se...

— Ei, calma, ela esta bem, vamos encontrá-la e vai ficar tudo bem ok? —Rosé sorriu, acariciando o rosto da mulher que amava— Fica calma, Soo. —Abraçou-a, tentando acalmar o próprio coração.

— Jisoo tem razão, precisamos procurar por ela, ter certeza de que esta bem! —Afirmou Seokjin, tentando soar com firmeza.

— Tá, mas como vamos fazer isso? Tem muitos caminhos que ela pode ter pego pra chegar aqui, muitas ruas desertas, desvios, são muitas alternativas e se perdermos tempo demais em uma delas, pode custar caro pra Lisa, se ela estiver machucada. —Jimin falou pela primeira vez, mantendo a calma quando todos o encararam, se sentiu um intruso por mais que não fosse um.

— Podemos nos separar... — Mark deu a ideia, encolhido nos braços do marido, com Sunjin dormindo nos seus.

— São ruas muito desertas Mark, poderíamos perder contato um com o outro facilmente e não daria pra avisar se um de nós achasse ela. —Taehyung respondeu, seu braço esquerdo entrelaçado ao direito de Hoseok.

— Sem contar que não teríamos como pedir socorro, chamar uma ambulância, nada. —Completou Hoseok, deixando claro como aquela ideia poderia dar errado— Nem temos conhecimento médico suficiente para ajudar, a gente pode acabar piorando tudo.

— Podemos montar grupos e ir em grupos, se ficarmos parados esperando pode ser que algo pior aconteça... —Jinyoung suspirou, apertando Mark em seus braços, olhou para Sunjin e sorriu um pouco— Pode ser que Beom esteja machucado e ele é mais fraco que ela, não podemos ficar esperando, são ruas demais para irmos todos juntos, de qualquer forma, teremos que nos separar.


19:43


Enquanto todos discutiam a melhor forma de procurar por Lisa, a mesma sofria, presa dentro de um carro capotado, com um bebê chorando alto atrás dela, não podia nem se virar para ver como a criança estava, e não sentia suas pernas, era agonizante e extremamente torturante não poder fazer nada, sentia que a cada lufada de ar seus pulmões eram esfaqueados, talvez pelo susto do acidente, talvez pela pressão do cinto em seu peito, talvez por uma coisa pior. Suas costas doíam, sua cabeça doía e seu bebê não parava de chorar.

Mesmo com a cabeça martelando, Lisa não deixou de pensar em Beom. "Será que ele está machucado?", "Esta chorando assim pelo susto ou porque esta sangrando em algum lugar?", "É tudo culpa minha". Lisa se sentia fraca, estava enlouquecendo, não podia ajudar o próprio filho, acalmá-lo e nem tirá-lo daquele carro.

Em um lapso de força, Lisa se esticou o máximo que pôde até alcançar seu celular, a tela estava estilhaçada, o vidro quebrado cortando seus dedos ao passo que discava o número, mas não era isso que a preocupava, dedos cortados eram mais fáceis de superar que a perda de um filho.

Seus olhos fechavam sozinhos, pesados demais para que pudesse controlá-los, como se pudesse dormir a qualquer momento, estava a um fio da inconsciência quando a emergência atendeu, explicou o que tinha acontecido como pôde, disse que estava entre as estradas norte e sul mas que não sabia exatamente onde, falou sobre Beom, sobre não poder vê-lo, sobre o choro que não parava e nem queria que parasse, era a sua única certeza de que ele ainda estava vivo. Falou sobre as dores que sentia e implorou para que chegassem logo, disseram que ela teria que esperar alguns minutos, precisavam rastreá-la para saber exatamente onde estava, depois acionariam a ambulância, aquele processo poderia levar até 10 minutos, ou mais. Contudo, tanto Lisa, quanto Beom, podiam não ter aqueles 10 minutos.


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, é muita coisa pra corrigir gente, mas eu tentei.

GENTE, então, eu sumi esse tempo todo por dois motivos:

1 - Na verdade, eu já escrevi esse capítulo umas 10 vezes, mas toda vez que eu escrevia, alguma coisa me incomodava e eu apagava tudo e começava de novo, entretanto, finalmente alcancei meu objetivo (espero que tenham gostado);

2 - Eu estudo num colégio integral, não tenho muito tempo para escrever, mas agora tô no terceirão, êêê (mesmo que isso não mude nada no horário, eu fico feliz);

Contudo, eu pensei bastante e preciso avisar que, antes de eu postar o primeiro capítulo da segunda –e temporariamente última– temporada, vou voltar a atualizar todas as fanfics que tranquei para poder me dedicar a essa, ou seja, pode ser que demore pra eu voltar, entretanto, eu volto, não se preocupem.

Peço para que entrem no grupo do wpp, assim podem tirar quaisquer dúvidas sobre a segunda temporada e sobre os personagens, ou sobre qualquer outra coisa, confesso que o grupo tá meio morto, mas vou me esforçar para mantê-lo vivo Kkkkkk, vou deixar também links das redes sociais onde podem me contactar, não vou sumir galeraaaaa!

Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/KPxMBUtaNLe4i5V9IAV4Q8

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Twitter: @DDuDDaHHh (não consegui o link :'))

Vou deixar alguns de meus outros trabalhos para vocês, por favor, dêem uma olhada:

– Winter (tem no Wattpad também): https://www.spiritfanfiction.com/historia/winter-16168686

– Adotada: https://www.spiritfanfiction.com/historia/adotada-7357487

– Before: https://www.spiritfanfiction.com/historia/before-14998051

– Sr. Min: https://www.spiritfanfiction.com/historia/sr-min-10216024

– Parallel Dimension: https://www.spiritfanfiction.com/historia/parallel-dimension-12746445

Finalmente vamos aos agradecimentos.

Antes de tudo, eu quero que saibam que eu sou muito grata a vocês, grata por terem feito eu continuar, grata por me apoiarem e grata por sempre estarem ai. Fazem dois ou três anos que estamos juntos nessa jornada louca, vocês me acompanharam esse tempo todo, sem desistir de mim, obrigada meu fiéis seguidores Kkkkkk, de verdade, vocês me inspiraram e ainda me inspiram muito, me fizeram esquecer a ideia de desistir, demorei? Demorei, mas persisti por vocês, graças a vocês. Agradeço a todo o apoio, a cada comentário, a cada visualização e a cada favorito, agradeço a todos que se envolveram com The Nerd And The Popular de alguma forma, eu amo todos vocês e vocês fazem parte de uma época linda da minha vida, que sempre vou me lembrar, muito obrigada por tudo gente, amo vocês ♡

E é assim que terminamos TNATP (por enquanto).



UM BEIJO NA BOCHECHA ESQUERDA E ATÉ A PRÓXIMA TEMPORADA!!!


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