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História The New Age of Dark Lords (dark golden trio) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - The Chamber of Secrets


Fanfic / Fanfiction The New Age of Dark Lords (dark golden trio) - Capítulo 1 - The Chamber of Secrets

Pov Narradora:

Lockhart: OBLIVIATE

Já que a varinha do Ron não estava em suas melhores condições, o feitiço se voltou para Gilderoy o arremessando contra uma das paredes de pedra e apagando sua memória. Devido ao fato que a estrutura da câmara não é a das melhores, por ser uma construção milenar, uma parte do teto de pedra acabou caindo com o impacto. Criando assim, uma enorme barreira de pedra entre os dois melhores amigos.

Ron: Ah Harry, o feitiço saiu pela culatra. Ele não faz ideia de quem ele é. O que fazemos agora? - disse após apagar o professor de DCAT com uma pedra, já que ele não parava de fazer perguntas sobre sua identidade.

Harry: Eu vou avançando para a Câmera e tente tirar pedras o suficiente para eu passar com sua irmã. Tudo bem?

Ron: Certo cara, mas tome cuidado, sim?

Harry: Tomarei, se cuida também. 

Após essa breve despedida, Harry seguiu para dentro dos tubos que o levariam para a câmara. Depois de andar por um tempo, Harry chegou a uma porta que tinham várias cobras de bronze saindo de uma mesmo origem. Ele tentou empurrar, puxar e até mesmo chutar a porta, porém ela não se mexeu um centímetro, o moreno estava quase entrando em desespero quando uma ideia veio em sua mente. Abra; ele sussurrou em Parsel e, para sua surpresa, a porta se abriu. Animado, ele cruzou a porta literalmente correndo, porém ele viu que a entrada não estava exatamente no chão. Olhando cautelosamente para baixo, ele viu uma escada colada na parede que dava para o piso da real Câmara de Salazar Slytherin. Assim que seus pés encostaram no chão, ele sentiu que estava pisando em pequenas poças de água.

Harry: Ah, claro, os encanamentos. Maldito Salazar.  - praguejou frustrado. Se recuperando de seu momento de distração, ele começou a avançar para dentro da Câmara com suas varinhas em mãos enquanto observava tudo a sua volta. - Lugar bonitinho até. - porém ao olhar para frente e ver um corpo feminino caído ele começou a correr em sua direção. - Oh merda. Gina. Gina. GINA. Gina, acorde. Por favor, você precisa acordar.

Tom Riddle: Ela não irá acordar.

Harry: O que? Quem é você? Ela...ela está...

Tom Riddle: Morta? Se não tiver morrido ainda sua vida está por um fio.

Harry: Ela está morta. - concluiu ao deitar a cabeça no peito da garota ruiva, conferir seu pulso e sua respiração. - Foi você? Você a matou? Foi ou não você? Você é Tom Marvolo Riddle, não é?

Tom Riddle: De certa forma, sim Harry Potter, o salvador do mundo bruxo. Enfim nos encontramos. A garota Weasley falava muito de você, sabia? Então eu pensei no quanto eu precisava conhecer esse tal garoto de ouro que derrotou o bruxo mais poderoso do mundo.

Harry: Dumbledore é o bruxo mais poderoso do mundo.

Tom Riddle: VOLDEMORT é o bruxo mais poderoso do mundo.

Harry: Voldemort está morto.

Tom Riddle: Eu pareço morto para você?

Harry: O que? Mas...mas como? Você morreu quando tentou me matar quando eu tinha um ano e ano passado, você, você estava na cabeça do meu professor de DCAT, mas não era você, era Voldemort.

Tom Riddle: Voldemort é meu passado, presente e futuro. - ele estava se virando de costas para Harry quando ele entendeu as últimas palavras ditas pelo moreno. - Espera, você disse quando eu fui tentar te matar quando você era um bebê?

Harry: Hm, sim. Mas você matou meu pai e minha mãe. Só que de alguma forma eu não morri.

Tom Riddle: Porque eu fui matar um bebê?

Harry: Não sei.

Tom Riddle: Como você não sabe o motivo da sua quase morte?

Harry: Ué, nunca me falaram, nada. Então não tem como eu saber. E, bom, eu moro com meus tios trouxas que odeiam tudo relacionado a magia, então definitivamente eles não fazem ideia. Para você ter noção, até meus onze anos, eu achava que meus pais tinham morrido num acidente. Pelo menos não sou igual ao meu amigo, o Ron. Ele é puro sangue, mas cresceu no escuro, pois os pais dele acham que ensinar magia antecipadamente é um desperdício de tempo.

Tom Riddle: Ron, de Ronald Weasley?

Harry: An sim, porque?

Tom Riddle: Ela também me falou dele e muito. Eu realmente fiquei surpreso com a quantidade de xingamentos que uma garota de onze estava utilizando. Mas enfim, conte-me mais sobre meu eu atual.

Harry: Eu vou buscar o Ron é uma história complexa demais para uma pessoa só contar.

~QUEBRA DE TEMPO~

Harry: Uh, Ron? - parou antes de entrar na câmara.

Ron: Sim?

Harry: Eu, bom eu, é... - tentava falar enquanto coçava a nuca em sinal de nervosismo.

Ron: Cara, somos melhores amigos, pode falar. - foi o que bastou para seus olhos marejarem e ele desatar a chorar. - Hey o que foi cara? Não fica assim. Calma, vai ficar tudo bem, tá? - então ele abraçou o moreno numa tentativa de conforto, que foi muito bem recebida.

Harry: A Gina, eu não, eu não con...consegui salvá-la. Eu cheguei lá e...e...e el...ela estava fri...fria pá...pálida e...e...e desculpa.

Ron: Harry. Harry. Harry Potter. Harry Potter, olha pra mim agora. Ah cara, não fica assim, ver você nesse estado me quebra. - segurando as próprias lágrimas, ele enxugou o rio que corria solto no rosto do Harry. - Olha, salvá-la não era uma obrigação sua, tá legal. Você não tem que se responsabilizar por isso okay. Você é um garoto de doze anos e cuidar da segurança da idiota da minha irmã, era responsabilidade dos adultos não sua, agora - fungada - para de chorar porque se não eu não vou conseguir parar.

Harry: Certo, certo. - da umas duas fungadas entre dois risinhos. - Ron, obrigado por ser meu amigo e sempre estar do meu lado.

Ron: Ah cara, não precisa me agradecer, será você e eu contra o mundo sempre, tá? - ao receber um aceno Vamos, vamos entrar logo. Afinal temos que falar com um lorde das trevas adolescente.

Harry: Abra.  Cuidado a escada fica colada na parede. Voldemort, voltamos. - cantarolou.

Tom Riddle: Ah, finalmente.

Ron: Como você matou ela?

Tom Riddle: Obviamente, pelo diário. Quanto mais ela escrevia nele, mais energia eu sugava e bom, já que ela cedendo magia para mim, foi fácil entrar na mente dela.

Ron: Espera essa daí teve magia o suficiente para isso, cara...

Tom Riddle: Agora me contei como meu eu do futuro sou.

Ron: Maluco sanguinário,

Harry: Careca, cara de cobra, sem nariz,

Ron: Defende a teoria de sangue como se dependesse disso para viver, vive com uma cobra enrolada em você, seu único plano é matar, não exterminar, é isso, exterminar TODOS os mestiços, nascidos trouxas e trouxas,

Harry: Você mata por diversão e por motivos idiotas e sem fundamento.

Ron: Tortura para matar o tédio ah e é completamente insano, pirado e sádico. Ah e eu já  ia me esquecendo que você mandou torturar uma família até o esquecimento.

Tom Riddle: Ok, eu tenho uma suspeita de como fiquei assim, agora como vocês entraram aqui?

Harry: Eu sou ofidioglota.

Tom Riddle: Impossível. Apenas herdeiros legítimos de Salazar Sonserina são ofidioglota.

Harry: Mas então como eu falo a língua das cobras?

Tom Riddle: Posso entrar na sua mente?

Harry: Se isso me der as respostas que eu quero, vá em frente.

Tom Riddle: Você verá tudo que eu ver, então não desvie seus olhos e nem feche-os. Legilimens.

- a fatídica noite 31 de outubro de 1981;

- primeira magia acidental e a primeira semana sem comer;

- primeira surra;

- "Duda e seus amigos idiotas me espancando sem motivo algum;"

- Valter a morsa humana, surra, xingamentos, castigos;

- armário de baixo da escada;

- Petúnia e seu terrível perfeccionismo, castigos xingamentos, pressão psicológica;

- ansiedade;

- traumas;

- tentativas de fuga;

- "quais motivos tenho para me manter vivo?;"

- "falo com cobras, ótimo agora que minha vida piora";

- cartas voadoras;

- amizade;

- magia;

- "pessoas que irão me aceitar";

- "fama, fama, fama, fama, porque tenho toda essa fama?";

- "eles esperam algo de mim? O que?";

- dor;

- desespero;

- pessoas odiáveis;

- quase sonserina;

- cão de três cabeças;

- pedra filosofal;

- volde... quem?;

- morte;

- ' assassinato '

- "porque eu, porque eu?";

Ron: PARA, POR FAVOR, PARA. OLHA O ESTADO EM QUE VOCÊ ESTÁ O DEIXANDO. VOLDEMORT. SAIA DA MENTE DELE. - gritou ao ver seu melhor amigo tremendo e chorando litros de água.

- noite de 31 de outubro de 1981;

- Voldemort perde o corpo;

- uma parte de sua alma fica em Harry;

- uma parte de sua alma fica em Harry;

- uma parte de sua alma fica em Harry;

Tom Riddle: Merda. - brandou ao sair da mente de Harry. - Como eu fui tão idiota a esse ponto, como que eu ferrei minha vida desse jeito?? Merda eu acabei com duas famílias por medo. E essa não é nem a pior parte. Aaahh porquê, porquê, porquê eu deixei aquele idiota a me convencer de fazer as horcruxes...

Ron: Harry, ai Merlin, Harry você tá bem cara? - correu em direção aos seu amigo, que estava ajoelhado no chão com dificuldade em respirar, enquanto Tom Riddle se lamentava. - Harry, respira ok? Controla a respiração, prende o ar e solta.

Harry: Ron, foi...foi horrível e...eu vi tudo que aqueles trouxas fazem comigo, quero dizer, eu vi novamente e depois mais uma vez e isso...isso ficou rodando e rodando várias vezes depois e...eu vi a morte dos meus pais, Dumbledore... Dumbledore estava lá e...e ele estava convencendo um homem, um tal de Sírius Black, que dizia ser meu padrinho, a ir atrás de um Pedro alguma coisa em busca de vingança. Ai depois passou a lembrança dele me deixando na porta da minha tia e então antes que eu ficasse sozinho lá, ele disse algo como "te vejo em dez anos, arma, é melhor que tenha um vida horrível até lá." O mais estranho é que eu não lembro de ter essas memórias, mas...mas eu sei que são minhas, eu sinto que são. Eu odeio ele Ron,  ele... ele me manipulou, estragou a minha vida, ele tirou a única família que me restava, ele tirou meu padrinho de mim. - nesse momento, ele se lançou nos braços do melhor amigo e lutou ao máximo para não chorar novamente - Ron, eu quero vê-los mortos. Todos eles. Voldemort, Dumbledore, meus "tios" e meu "primo", Pedro Pettigrew que entregou meus pais a Voldemort, eu...eu me lembrei, ele...ele era o guardião do segredo, ele que sabia aonde meus pais estavam escondidos e sabia como chegar lá.  Todos eles, todos. Eu quero vê-los mortos, aos meus pés. Eu quero o sangue deles em minhas mãos. Me ajuda nisso? Me ajuda a matá-los? Hermione. Ela também pode nos ajudar nisso. Quero dizer ela é a inteligente de todos nós, né? E então, o que me diz?

Ron: Lembra? Lá fora eu disse que seremos nós dois contra o mundo sempre, e eu não volto atrás em minhas palavras. Então é claro que ajudo e se a Mione não aceitar, seremos só nós dois, nós daremos um jeito de fazer isso. Eu te prometo.

Tom Riddle: Desculpa atrapalhar o momento fofo, mas temos mais problemas para resolver, por exemplo, tem uma parte da alma de Voldemort presa em Harry, mas eu sei como tirar. Tem outras coisas que podemos fazer para tirar Voldemort do poder e acabar com ele de uma vez por todas, mas será um processo meio demorado. Outra coisa, eu tenho que explicar para vocês sobre algo. E por último, tem umas coisas que eu concluí ao ver a mente de Harry e eu quero levar vocês a concluírem isso também. Então, querem que eu comece por onde?

Harry: Sobre o que você viu na minha mente, depois explique sobre o que você tem que explicar, depois fala sobre como iremos derrotá-los e por fim, tire a alma dele de mim.

Tom Riddle: É melhor sentarmos, essa será uma conversa longa. Okay, vamos lá. Primeiro. Pelo que eu vi ano passado, Dumbledore guardou a Pedra Filosofal aqui na escola e a escondeu com coisas que crianças de onze anos passaram com muita facilidade. Pensem bem, liguem os pontos, e me digam o que vocês acham que isso significa?

Ron: Olha, a Pedra Filosofal é algo extremamente poderoso. Então já é imprudente esconder num lugar como uma escola lotada de crianças e adolescentes.

Harry: E no primeiro banquete, ele falou para tomarmos cuidado com o terceiro andar, olhando diretamente para mim, como se quisesse que eu fosse até lá. E realmente para algo tão perigoso assim, estava muito mal protegida, quero dizer, saímos um pouco machucados, mas foi absurdamente fácil de passar.

Ron: E além disso. Muitos julgam que Hogwarts é o lugar mais seguro do mundo, mas cara, Voldemort estava na cabeça de um professor e ninguém descobriu.

Harry: Ah não ser...

Ron: Ah não ser?

Harry: Ah não ser que Dumbledore tenha permitido a entrada dele, quero dizer, essas proteções deveriam ser contra as artes das trevas, né?

Ron: Agora sobre o que guardava a Pedra. Vamos repassar isso, tem algo que estamos perdendo. Primeiro Dumbledore meio que te induziu a irmos lá, segundo Hagrid soltou como passar sobre o cão além de falar sobre a Pedra, terceiro você disse que antes de desmaiar totalmente, você viu e sentiu Dumbledore te levando para a enfermaria.

Harry: Mas como ele sabia que eu estava desmaiado e onde eu estava? E além do mais lembra daquele meu primeiro jogo? Quem estava tentando me salvar, era Snape, mas Dumbledore dizia que se preocupava comigo e que cuidava de mim então porque ele não me salvou? Quero dizer se não fosse por Hermione e Snape eu provavelmente teria me machucado feio, no mínimo. Então ele estava me testando, correção nos, todo esse tempo. Testando quando eu aguentaria até cair da vassoura, tentando a habilidade da Mione, testando o quais informações conseguiríamos tirar do meio-gigante, testando nossas habilidades, inteligência, pensamentos rápidos, lógica. Merda, como pudemos ser tão cegos?

Tom Riddle: Agora, vamos para esse ano. Quero dizer, tá legal que Dumbledore não tinha como saber da Câmara, já que, graças a Salazar, nada que se faz aqui em baixo é captado pelas enfermarias da escola, mas agora deixar a escola aberta como se nada estivesse acontecendo, aí já é demais. Como se esperasse o que você vai fazer para salvar todos.

Harry: Ah, exatamente. Agora nos explique o que você tinha que explicar.

Tom Riddle: Vocês sabem o que são horcruxes?

Ron: An - olhou para Harry, que negou com a cabeça- não fazemos ideia.

Tom Riddle: Uma horcrux é o tipo mais pesado de magia das trevas que existe, pois você mexe com a vida e com a morte, ou seja, você mata alguém, realiza um ritual com o corpo e sangue da pessoa e bom, divide sua alma a prendendo em algum objeto ou em seu animal familiar, que é um animal mágico que é cuida de você, te protege, da conselhos e afins. Mas voltando, uma horcrux é meio que uma garantia, então caso te matem, você não morrerá pois terá algo te prendo aqui na terra. Entenderam? - ao receber acenos positivo ele continuou - Então é assim que vamos derrotar Voldemort, certamente ele dividiu a alma mais vezes, coisa que eu já tinha planejado fazer. Agora, o problema vai ser achar esses itens, pois, por mais que eu já tenha pensando em quais objetos eu iria usar, eu não sei onde encontrá-los, não no tempo de vocês. Então, se acabarmos com todas as divisões de alma de Voldemort, sobrará só o corpo e isso é fácil de matar, basta só batermos no ponto chave dele, o medo de morrer.

Ron: Espera, como saberemos que tudo isso não é só um plano para você se juntar a si mesmo e dominar o mundo.

Tom Riddle : Como eu saí do diário?

Harry: Sugando a magia da Gina.

Tom Riddle: Então para eu ter uma vida fora do diário, eu precisaria sugar muito mais magia do que isso, o que seria potencialmente problemático e trabalhoso. E outra coisa, eu sou uma memória que saiu do papel, então como eu disse, eu precisaria de muito mais magia para interferir normalmente aqui em 92. E, não, não tem como eu interferir no passado, pois minhas recordações vão até meu último ano da escola, então eu não passo de um diário, de memórias que tem consciência humana. Além do mais, eu tenho meus motivos para ajudar vocês, por exemplo, eu também fui manipulado por Dumbledore. Quem vocês acham que me influenciou a dividir minha alma? E quem vocês acham que mentiu sobre minhas origens e me deixou apodrecendo num orfanato? Então eu tenho uma chance de me vingar dele, mesmo que indiretamente. Ah e também tem o fato de que eu quero salvar o mundo de mim mesmo, quero dizer, eu sou mestiço então não faz sentido defender a pureza de sangue e sem contar que meus objetivos e ideias se desvirtuaram totalmente, mas isso é assunto para outra hora. Certo, agora voltando para as horcruxes, esse diário, é uma horcrux , eu a criei ano passado quando tinha 15 anos. Porém para eu ajudar vocês, vocês precisaram do diário, então eu vou precisar de um objeto qualquer para trocar a minha alma de lugar e poder destruí-la.

Ron: Espera, se você destruir sua alma que está no diário, isso quer dizer que você não vai mais existir, porque bom, você vai perder sua essência, tipo literalmente.

Tom Riddle: Não, isso não vai acontecer, pois a magia do diário é um feitiço antigo do qual não se tem reversão.

Harry: Quais são seus verdadeiros ideais e objetivos?

Tom Riddle: Salvar a magia, recuperar rituais perdidos, voltar os bruxos para seu poder total, recuperar o que a história não relata. Olhem, tomem o natal como um exemplo, esse é um feriado trouxa. O "natal bruxo" é o Yulle aonde celebramos o nascimento da Deusa, sem essa coisa de papai noel, bonecos de neve e pisca-pisca, mas sim um ritual com velas, cânticos e magia. Mas isso é culpa dos nascidos trouxas ou dos mestiços que crescem no mundo trouxa. Antes de me julgarem, pensem comigo, famílias puro-sangue tradicionais, passam esses ensinamentos de gerações em gerações,  mas os dois grupos que eu citei, não tem ninguém para passar isso para eles e não tem livros que falam sobre isso, já que para muitos, isso é algo básico. Então vem o medo do desconhecido. Já que, para os nascidos trouxas e para alguns mestiços isso é algo sombrio, então para não se sentirem excluídos eles trazem suas culturas para cá.

Harry: Mas isso não explica porque esses rituais são proibidos por lei.

Tom Riddle: Para o ministério, é mais fácil controlar as pessoas por meio do medo. É igual a arte das trevas. Magia das trevas não é uma coisa ruim, é apenas algo mal interpretado pela sociedade. Por exemplo, nós bruxos temos os núcleos três tipos de núcleos mágicos, ou os claros, que são bruxos que tem mais aptidão, facilidade e familiaridade com os feitiços claros, os bruxos de núcleo cinza, que são um meio termo, que não se destacam especificamente em nenhumas das áreas, que são bons ou razoáveis nos dois e os bruxos de núcleo escuro que tem mais aptidão, facilidade e familiaridade com os feitiços escuros. Mas como esses bruxos são a minoria, o ministério,  por medo considera magia das trevas, algo ruim, já que muitos bruxos escuros usam as trevas para coisas ruins. Ou seja, os homens de poder generalizaram tudo. Pensem assim, um diffindo bem direcionado pode matar, um reducto, muito potente pode te reduzir a farelos, Merlin, é possível matar alguém até com penas. Um crucio pode reanimar alguém que sofreu uma parada cardíaca, um avada kedavra pode poupar alguém de ficar sofrendo em agonia em seu leito de morte. Então resumindo, meu objetivo é legalizar a magia das trevas, os rituais, é devolver a glória, magia, poder e conhecimento ao mundo bruxo, dar uma fonte de informações para crianças bruxas, sejam elas nascidas trouxas, mestiças ou sague-puro, também gostaria de devolver direitos de vida para todas as criaturas mágicas que são negligenciadas e além disso tudo quero construir orfanatos bruxos, para que as pessoas não tenham que sofrer com trouxas, igual nós sofremos, Harry.

Harry: Bom, então você acaba de ganhar mais um apoiador para a sua causa.

Ron: Mais dois. Mas como tiraremos a parte da sua alma que está no Harry?

Tom Riddle: Matando-o, é claro.

Harry: Ah ótimo, morto por uma lembrança aos doze anos. Ah, e eu não vou mais poder falar com as cobras. Não gostei.

Tom Riddle: Primeiro, eu vou lançar um avada em você e isso irá destruir a mina alma que está em você. Segundo, sobre o poder de falar com as cobras, cuidaremos disso depois.

Ron: Harry, você não...

Harry: é claro que vou, é isso ou viver com outra alma ligada a meu corpo. Vem cá - abriu os braços pedindo um abraço. - Primeiro se eu realmente morrer, eu gostaria que você continuasse isso por mim. Segundo, tem algo que eu quero te contar, é que bom, eu sou apaixonado pela Mione desde sempre.

Ron: Tá que isso não é segredo para ninguém além dela. Mas cara, por favor, não. Eu não vou conseguir sem você. 

Harry: Ron, eu preciso.

Ron: Tá idiota teimoso, mas se você morrer, eu juro que te mato.

Harry: Claro que mata... E por fim, me desculpa pelo que eu vou fazer, mas se eu realmente morrer, não quero que seja sem ter beijado ninguém. - então puxou Ron pela gola do uniforme do ruivo e colou seus lábios. Se recuperando do choque, o ruivo guiou suas mãos até a cintura do moreno, que pediu passagem com a língua, que foi aceita de bom grado em instantes. Medo, carinho, respeito, amor, amizade e preocupação eram esses sentimentos que os envolviam no presente momento. Quando o ar se fez necessário, eles se separaram e sorriam de forma cúmplice.

Ron: Se você sair dessa vivo, precisamos fazer isso mais vezes.

Harry: Certamente. Pronto Riddle, faça-o. - quando Tom estava levantando a varinha que estava em suas mãos uma dúvida surgiu na mente de Harry. - ESPERA. Que varinha é essa?

Tom Riddle: Roubei da ruiva idiota, ela não vai precisar mesmo.

Harry: Hm, certo.

Tom Riddle: Algo que deseja falar antes que seja tarde demais?

Harry: Pff só vai logo com isso.

Tom Riddle: AVADA KEDRAVRA - o feitiço foi proferido com tanta força que o corpo de Harry caiu muito perto de Ron.

Ron: Cara, isso é perturbador. Enquanto ele não volta o que acha de começar a me ensinar artes das trevas?

Pov Harry:

Com um gemido de dor eu me forcei a abrir meus olhos. O que se mostrou uma péssima ideia quando um clarão ofuscante se fez presente.

Harry: Ah mais que merda, Riddle, você tá tão ferrado. - reunindo forças de não sei onde, consegui abrir meus olhos. - Ah aonde que eu - não concluí minha fala pois vi uma mulher ruiva muito bonita e que tinha olhos iguais aos meus e um homem que é praticamente a minha versão mais velha, só que com olhos castanhos, me olhando com espanto e curiosidade. Espera... arregalei meus olhos quando eu entendi tudo. - AAAAAAAAAAAAH QUE MERDA É ESSA? Tá, se eu estou aqui, vendo os meus pais ou eu estou muito louco, ou eu morri. - Olhando para os lados eu vi um treco encolhido no chão lotado de sangue. - Eca era isso que vivia em mim? Ô beleza, tô morto.

Tiago: É Liis, ele têm seu temperamento. Mas uma parte dessa ironia e do jeito de falar com certeza são de Remus e Sírius.

Harry: O Black e quem?

Tiago: O moony, é claro. - aah claro, meu Deus o moony, como eu não descobri antes? - Aludao? Tio Remy? O tio chato?

Harry: Hm, continuo sem saber quem é.

Lílian: Como você não sabe quem é? Harry, querido, com que você cresceu?

Harry: Com a pescoçuda da sua irmã e com aqueles mamutes tiranos que ela chama ade marido e filho.

Tiago: Esse é meu garoto mesmo. - disse tendo um acesso de risos

Lílian: Como isso foi acontecer, deixamos bem claro que você deveria crescer com seus padrinhos caso morrêssemos.

Harry: PadrinhOS?

Lílian: Sim, padrinhos. Sírius Black e Severus Snape.

Harry: Qual é a chance de existir dois "Severus Snape" no mundo?

Lílian: Nula, por que?

Harry: AAAAAAAAAAAAH NEM MORRENDO EU TENHO PAZ NESSE INFERNO. Mãe, com todo respeito, mas você tem certeza? Porque estamos trabalhando com o fato de que o meu professor de poções que, por sinal me odeia por um motivo que eu sequer faço ideia, é meu padrinho.

Lílian: O quão confusa e distircida da realidade é a sua vida? Quero dizer, Dumbledore disse que...

Harry: Dumbledore? Sério. Ok já entendi que vai ser complicado fazer vocês entenderem o  motivo de eu odiá-lo, então vamos para a história da minha vida...

~QUEBRA DE TEMPO~

Harry: ... por fim, estou aqui. Por sinal, onde exatamente estamos?

Tiago: Kings Cross, quero dizer, é onde parece que estamos. Então você tem doze anos, você foi muito corajoso por todos esses anos filho, nos desculpe, gostaríamos de estar com você o tempo todo, se não tivéssemos confiado nele, nada disso teria acontecido com você e estaríamos juntos.

Harry: Pai - foi inevitável sentir meus olhos umidecerem - merda, até morto eu tenho sentimentos,mas enfim, pai não se culpe, não tinha como vocês saberem, e além do mais, vocês morreram por mim, então não tem como eu ficar bravo com vocês por eu ter a vida que eu tenho.

Lílian: Nós sempre te amamos querido e sempre te amaremos, independentemente do que vicê fez, faz ou fará.

Tiago: Até mesmo se você tivesse ido para a sonserina te amaríamos infinitamente, por sorte, você foi sensato o suficiente para pedir para ir para a grifinória.

Harry: Voltem comigo, por favor, podemos sei lá ficar juntos, recuperar os onze anos que perdemos, quero dizer, se eu posso voltar, porque vocês não poderiam? Sabem, é muito assustador pensar em como estamos nos falando mais durante esse tempo que eu estou aqui do que durante a minha vida toda... mas enfim, o que me dizem? É possível que vocês voltem, né?

 Lílian: Harry, querido, nós adoraríamos voltar com você, mas não podemos. Não pertencemos mais ao mundo dos vivos.

Harry: Então o que faziam aqui sendo que vocês poderiam ter seguido para qualquer outro lugar?

Tiago: Estávamos esperando você. Sabíamos que de um jeito ou de outro, você conseguiria se comunicar conosco, só não esperávamos que fosse tão cedo.

Harry: Então vocês ficaram por onze anos aqui, só me esperando?

Lílian: Faríamos o possível e o impossível por você, querido. E além do mais, o tempo aqui corre de forma diferente. Creio que você já deve retornar, estou certa?

Harry: Sim, está.

Tiago: Antes de ir, toma. - se ajoelhou na minha frente, pegou em minha mão e colocou nela um gargantilha preta que tinha um pingente de lua, que era feito de ouro. - Assim que voltar, fure seu dedo na ponta da lua e deixe seu sangue escorrer por ela até que a lua fique prata. Então assim você poderá falar conosco quando você quiser e onde você quiser. Basta pressionar a lua entre seus dedos-

Lílian: E pensar na gente que apareceremos. Nós teremos cerca de duas horas e meia para nos falarmos por dia, acha que é o suficiente?

Harry: Mãe, você está brincando? Quero dizer, eu estou tendo a chance de ter duas horas e meia por dia com meus pais. Isso é mais do que eu poderia pedir. Eu vou poder tocar em vocês. Inclusive, podem me dar um abraço?

Tiago: Sim, graças a sua mãe maravilhosa que conseguiu manipular até a morte, conseguiremos te tocar e vice-versa. E vem cá garoto. - disse me puxando para um abraço muito apertado, foi impossível prender as lágrimas.

Harry: Outras... pessoas... poderão... ver...ver vo...vocês? - consegui dizer entre fungadas

Lílian: Apenas quem você permitir.  - disse fazendo carinho em meus cabelos e se juntando ao abraço - E tem mais um detalhe nisso tudo, além de você poder ver e tocar em nós, estaremos ao seu lado o tempo todo. Seremos como fantasmas. Na verdade, literalmente como fantasmas, cinzas e tal, mas apenas você e os que saberão de nós poderão nos ver nessa forma espectral.

Tiago: Poderemos brincar com as pessoas, fazer elas acharem que estão sendo assombradas e poderemos infernizar quem você detesta.

Lílian: É, podemos fazer isso também, mas obviamente respeitaremos sua privacidade.

Tiago: OI???? COMO É????? LÍLIAN MARIE EVANS POTTER CONCORDANDO COM UMA IDEIA MINHA???? Harry, filho, que macumba você fez para que isso ocorresse?

Lílian: TIAGO FLEAMOUNT POTTER, você acha que eu irira perdea chance de fazer todas as vontades do meu filho? Quero dizer, eu já ia mimá-lo demais, mas graças a situação que nos encontramos, é óbvio que eu vou mimá-lo mais ainda.

Tiago: É, você está certa.

Lílian: É claro que estou. E filho, uma última coisa antes de você ir. Caso tiver uma situação emergencial, nós poderemos aparecer, sem que você nos chame, e dependendo da situação, poderemos ficar mais tempo, mas em compensação, pegaremos as duas horas e meia dos outros dias como compensação.

Harry: Okay. E mamãe, você precisa me ensinar a manipular as pessoas desse jeito e papai, bom, nem preciso dizer né? Enfim amo vocês, com todo o meu ser, obrigado por tudo que fazem por mim. Até, provavelmente amanhã. - então me afastei dos braços deles, fechei meus olhos e me senti sendo rudemente sugado  de volta para meu corpo.

Ron: Harry! Você já está de volta. Achei que fosse demorar mais para voltar, mal se passaram dez minutos.

Harry: Ah é, o tempo lá passa de forma diferente, pareceu que eu fiquei horas e mais horas falando com meus pais.

Ron: Seus pais?

Harry: É, bom, resumindo....

Ron: Irado. Quero conhecê-los.

Harry: Você vai amá-los. Cadê o Riddle?

Tom: Desde quando eu virei Riddle para você, Potter?

Harry: Desede agora. Mas enfim, aonde estava?

Ron: É cara, você sumiu por uns vinte minutos depois que eu pedi para você me ensinar artes das trevas.

Tom: Caçando todos os livros básicos de arte das trevas, sobre magia das trevas para iniciantes, rituais, história bruxa primordial, feriados bruxos e seus motivos e afins, maldições, magia de sangue, magia das sombras, magia necromante, poções, transfiguração, feitiços e a criação deles, latim, aritimancia, runas antigas, magia angelical, magia elementar, magia elfica, magia ninfa, metaformagia, tudo sobre animagos, teoria, transformação e afins, livros de cura, medimagia e afins, legilimencia, oclumencia, herbologia, criaturas mágicas e criaturas das trevas, pasel, parselmagic, relação humanos x cobras, quebra de maldições, herança de criaturas e por fim, livros trouxas que irão ajudar vocês a fugir de situações complicadas, que ajudarão vocês a sumirem da vista de alguém em segundos, que ajudarão e ensinarão a arte da manipulaçãoa vocês e além disso, assainato, tortura, modo de arrancar informações de alguém, que ensinarão vocês a como roubar, se livrar de algemas, invadir sistemas... enfim todo esse tipo de coisa que vocês precisam saber para se virar com e sem magia. Olha tudo isso é só o nível básico e iniciante. Agora eu estou curioso, quando vocês irão falar com a amiguinha nascida trouxa de vocês?

Harry: Quando ela não estiver mais petrificada, o que segundo com a enfermeira e a professora de Herbologia, deve ser em no mínimo uma semana e no máximo duas.

Tom Riddle: Ótimo, vocês tem tempo. Começem a estudar desde já, quanto mais rápido começarem, melhor para vocês. E eu sei que vocês queriam falar com Hermione primeiro, mas ela é muito inteligente, então logo ela alcança vocês e além do mais, se vocês já estiverem inseridos nisso, vai ser mais fácil dela aceitar. Agora quero ver vocês aqui na câmara no próximo sábado, irei tirar vocês temporariamente da escola. Eu acho que vocês tem compulsões e bloqueios dentro de vocês, por exemplo, pelo o que eu vi na mente do Harry, ele era para ser muito inteligente,  tendo com base seu passado. Então eu acredito que tenha algo o forçando a ser o que ele não é. Ou seja, compulsões e bloqueios. Além do mais, indo em Gringotes, vocês saberão os títulos, casas, heranças e tudo mais que vocês tem e/ou possuem.

Ron: Tá, sábado que horas?

Tom Riddle: Depois do almoço?  Agora que desculpa vocês vão dar para a demora de vocês?

Ron: Hm, podemos falar que uma das paredes desabou bloqueando a passagem e que nos perdemos.

Harry: Hm, nós chegamos aqui e encontramos a Gina morta e Lockhart sinplesmente sumiu, mas óbviamente, ele vai ter virado janta de basilisco. Mas voltando, nós depois de muito procurar conseguimos achar o caminho de volta para a saída.

Ron:  Agora chame seu bichinho e se livre dele para saírmos daquí.

~QUEBRA DE TEMPO~

Tom Riddle: É aqui que nos separamos - disse ao trancar a passagem. - Bom nos separamos, por assim dizer. Toma sua irmã. -deixou Gina no colode Ron- Harry, pega - lançou o diário em minhas mãos e eu logo me apressei a guardar no bolso interno das minhas vestes - Mintam direito e logo fujam para o dormitório de vocês. Até a grifinória. E entrou no diário.

Ron: Uau.

Harry: É, UAU. Já sei, como conseguiremos mentir perfeitamente bem. Mãe, pai, vocês conseguem nos fazer chorar? Mas assim, chorar de soluçar e ficar sem ar e afins?

Ron: Harry? Ah sim  você disse que eles estariam literalmente com você. Ai credo ela é pesada - e deixou o corpo dela no chão - Mas como saberemos onde exatamente eles estão? AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH UNHAS PONTUDAS.

Harry: Ron o que... AAAAAAAAAHHHHHHHH, pai que susto.

Ron: VOCÊ TAMBÉM SENTIU? AS MÃOS SOBRE SEUS OMBROS. An Harry, atrás de você tem uma versão de você mais velha e...e...e...e...

Tiago: É, quebramos o garoto.

Harry: Ron, respiram. Um, dois, um, dois.

Tiago: Antes de falarmos sobre assuntos sérios, eu quero fazer um teste. - dito isso ele começou a andar atravessando o Ron e eu, gerando calafrios em nós dois quanto sua pele tocava a nossa. - Uuh, legal.

Lílian: Tiago... - Merlin, até eu fiquei com medo desse tom de voz.

Tiago: Humpf, tá eu paro. Antes disso última coisinha. - e atravessou a cabeça pelo meu pescoço rindo escandalosamente. - Parei, parei juro.

Lílian: Sim Harry, nós conseguimos fazer vocês dois chorarem, nos desculpem por isso. - então começou a sussurrar algo em alguma língua, a qual eu não reconheci, e foi acompanhada por meu pai. Quando eles pararam, meus olhos se encheram de lágrimas e Ron começou a soluçar,  então em instantes estávamos chorando como se estivéssemos tendo um ataque de pânico ou algo do gênero.

Harry: Obri..obri...obrigado. Ron, pe...pegue su...sua ir...irmã. - mal consegui falar por conta das lágrimas e fungadas. Porém, Ron logo pegou Gina em seu colo e meus pais desapareceram. Estava na hora. - A...ai ca...cara, te...te v...ver... te ver a...a...assim m...me que...quebra.

Começamos a caminhar para fora do banheiro. Passamos por cerca de uns três ou quatro corredores quando finalmente cruzamos com alguém, que para nossa sorte - ou azar - era Snape.

Snape: POTTER! WEASLEY! Vagando pelos corredores a essa hora da noi- não deixei ele terminar de nos repreender e me atirei em seus braços chorando e tremendo, eu sabia que teria que dar um jeito de me aproximar dele e de contar a verdade, só que eu não sabia como. Então, juntei o útil ao agradável e, bom, o resto é resto. - Potter o que pensa que está - novamente o interrompi, agarrando com mais forças suas vestes, o puxando mais contra mim numa busca desesperada por conforto, por mais que não houvesse motivos para chorar e nem para me sentir mal, eu simplesmente não conseguia não fazer isso, eu sinceramente estou devendo uma aos meus pais. Percebi que algo literalmente quebrou dentro de Snape, pois sua postura que estava tensa relaxou, ele soltou um longo suspiro culpado, triste, pesado e cheio de remorso. Então ele se abaixou no chão de modo que eu ficasse mais confortável em seus braços e me abraçou passando suas mãos por meu cabelo. - Shiii, shiii, vai ficar tudo bem, tá?

Ron: Pro...pro...professor. - foi tudo que ele foi capaz de dizer antes de tentar puxar o ar de volta, então percebi que ele estava hiperventilando.

Snape se saparou do nosso abraço  e andou até Ron, pegou gina no colo e, delicadamente a pousou no chão. Então num ato totalmente inesperado, me puxou de volta para seus braços ao mesmo tempo que puxou Ron para perto de nós. Depois de um tempo naquele abraço hiper confortável e de carinho na cabeça, nós nos acalmamos.

Snape: E então, estão mais calmos para me contar o que aconteceu?

Suspirando, eu respirei fundo umas três vezes antes de começar a falar.

Harry: Nós, ouvimos o que foi falado sobre o monstro ter levado a Gina, então fomos atrás de Lockhart, que sabia onde a entrada da Câmara ficava. Então, de alguma forma, eu sou ofidioglota, então eu consegui abrir a entrada. Quando descemos ele tentou apagar nossa memória, mas ele usou a varinha quebrada do Ron então deu errado e ele apagou. Nós continuamos andando até acharmos a segunda entrada. E ao chegarmos lá, encontramos a Gina morta. Porém ao voltarmos, nos perdemos e quando achamos o caminho de volta, uma das paredes tinha desabado e então tivemos que tirar manualmente as pedras do caminho.

Snape: Porque manualmente?

Ron: Não conhecíamos nenhum feitiço.

Snape: Certo, continuem.

Harry: Aí quando tiramos todas as pedras seguimos caminho para onde o professor de DCAT estava desmaiado.

Ron: Porém não o encontramos lá e seguimos direto para cá. E bom, quanto saímos de lá, a realidade nos atingiu e bom. O resto você já sabe.

Snape: Certo, agora eu quero a verdade.

Harry: Ok, olhe minhas lembranças.

Ron: Harry, tem certeza?

Harry: Ron, ele é meu padrinho, de um jeito ou de outro eu já ia contar a  verdade a ele. Ah, e lá vamos nós, mais uma vez. - e então ele entrou em minha mente, depois de um tempo, ele finalmente saiu. - Ah, essa merda me dá dor de cabeça.

Snape: Isso... isso. Merlin Harry, me desculpe eu não...não sabia tudo que você passou com aqueles trouxas. Não se preocupem meninos, eu vou ajudar vocês nisso. Agora vão para o dormitório de vocês que eu cuido disso. Eu contarei a mesma mentira que vocês me contaram e claro, acrescentarei algumas coisas para ficar melhor. Agora vão dormir, vocês estão acabados.

Ron: Certo, obrigado Senhor.

Harry: Obrigado, de verdade. E boa noite... padrinho.

Snape: Boa noite.

~Nos dormitórios da grifinória~

Ao chegarmos, deixei Ron tomar banho primeiro, já que eu tínha muito o que pensar. Quando ele saiu eu logo me apressei a ir, em pouco menos de dez minutos eu ja saí do banheiro totalmente pronto e me aproximei da cama de Ron.

Harry: Psiu, Ron. Tá acordado? - perguntei num sussuro ao abrir as cortinas.

Ron: To sim cara, precisa de algo? - perguntou no mesmo tom que eu.

Harry: Na verdade sim. Posso dormir com você? Não quero estar sozinho.

Ron: Claro, deita ai. - assim que fechei as cortinas e me aconcheguei com ele, eu tomei coragem e comecei a falar.

Harry: Posso te perguntar uma coisa?

Ron: Só se eu puder te perguntar outra.

Harry: Claro que pode. Olha, se eu interpretei errado, me desculpa, mas você não pareceu se importar muito e nem sofrer tanto com a morte da sua irmã. Porque?

Ron: Ah cara. - começou com um suspiro - Eu detestava ela. Quero dizer, como você sabe, eu sou o homem mais novo, mais sem graça, sem nenhum talento em especial e o burro da família. Então vem a Gina, a princesa, a filha perfeita, A GAROTA, o orgulho Weasley, mas esse nem é o problema. É que assim  meus pais sempre me deixam de lado por conta dos meus irmãos, e ela também não ajuda, sabe. Ela vive pondo a culpa em mim, ou dizendo que eu sou o culpado de seus problemas. Meus pais nunca me dão a chance de me justificar, eles... eles - seus olhos se encheram de lágrimas e eu me apressei a abraçá-lo, poucos segundos depois, ele começou a chorar. - Eles já chegaram a dizer queeu sou a vergonha da família e que eles não deveriam ter me tido, que seria melhor se tivessem me abortado, porque aí seria um peso que estaria sendo livrado deles. E ai tem meus irmãos, Gui e Charlie não pisam em casa a anos, Percey sempre foge para algum lugar e os gêmeos, sempre me usam como cobaia para seus testes malucos e...e é por culpa deles que eu tenho medo de aranhas, pois quando eu tinha sete anos, eles transfiguraram meu urso de pelúcia preferido numa aranha enorme. Então, talvez, só, talvez, a minha vida só melhore com ela morta.

Harry: Entendo e o que você queria me perguntar?

Ron: Sua vida com os trouxas, como era? Porque nunca me contou nada sobre?

Harry: Ah, era horrível. Me batiam, me deixavam sen comida, me trancavam num armário minúsculo, me obrigavam a cozinhar, limpar, lavar. Tenho um surto de magia acidental, apanho horrores e me trancavam sem comida, eu não conseguia fazer as tarefas por conta da dor? Me batiam mais. Eu era tratado pior do que um elfo doméstico. Ah e o gordo do meu primo me usava como aaco de pancadas e sempre batia em mim sem motivo algum. E...e teve uma vez que...que o Venom ele...ele...ele tentou... só...só que a Petúnia viu e... bom foi a única vez que...que... ela agiu como...

Ron: Como um ser humano. - agroa estávamos os dois chorando e soluçando abraçados.

Harry: Ron pela nossa amizade, eu nunca vou deixar aqueles que deveriam ser seus pais e seus irmãos tocarem em você ou te machurem. Eu não vou deixar e isso é uma promessa, não importa o que eu terei que fazer. Se eles tocarem em você, terão que se ver comigo.

Ron: Então, a partir de hoje, cuidaremos um do outro. Eu te prometo que te ajudarei na sua vingança contra seus tios e eu só vou parar quando tivermos o sangue deles em nossas mãos.   - sorrimos um para o outro em meio as lágrimas e fomos nos aproximando, selamos nossos lábios num beijo cheio de raiva, promessas e carinho ao mesmo tempo em que selávamos a nossa promessa. - Boa noite cara. - disse com um sorriso e se aconchegando mais em meus braços.

Harry: Boa noite, mano - sorri de volta, me permiti relaxar mais e comecei a fazer carinho em seus cabelos.

Ron: Me diz, no que está pensando para estar com essa cara de bobo? - disse acariciando as minhas costas.

Harry: Eu estava só pensando, que não importa o que a gente passe ou enfrente, desde que tenhamos um ao outro, tudo ficará perfeitamente bem.




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