História The New Avengers - Aftermath (Interativa) - Capítulo 17


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Notas do Autor


Hello amores!! Como estão? Sentiram minha falta?
Talvez eu tenha demorado um pouquinho, mas realmente resolvi usar o feriado para tirar uma folguinha, hihi. Mas enfim, eu retornei.
Nesse capítulo começa a batalha contra os Pacificadores, que será dividida em dois capítulos, e quero avisar que assim que esses dois capítulos forem postados, será o fim desse arco e eu irei focar mais no Thanos, então se você está lendo a fanfic e não está comentando porque achou esse plot meio entediante, se anime, sua hora está chegando!
E como eu havia dito antes, os personagens vão começar a usar codinomes, os mesmos que vocês escolheram, e para vocês não se confundirem ao longo dos capítulos, vou deixar uma listinha aqui:

Andrew - Thunderbolt;
Bella - G (Genius);
Cameron - Magik;
Ethan - Sparta;
Juan - Chaselocke;
Maeve - Jumper;
Oh Sehun - Diamond;
Rachel Jones - Scarlet Arrow;
Rachel Hamaka - Syreni;
Stella - Lady Vinger.

Capítulo 17 - Capítulo 14. Battle Against the Peacekeepers, part 1.


CAMERON 

 

Chequei o relógio no monitor do avião, marcava as 17h00, sinal de que já estávamos aqui dentro há pelo menos três horas, ou seja logo estaríamos chegando. O céu, mesmo coberto pelas nuvens cinzentas, começava a escurecer, indicando o início do pôr do sol, os portões seriam abertos por Amanda daqui a alguns minutos, e era melhor que estivessemos lá quando isso acontecesse.

Estava sentada em um banco de metal, o assento era acolchoado, porém nada confortável. Minha mão descansava sobre o cabo de minha espada, o metal estava quente. Conseguia sentir sua necessidade de ser desembainhada e empunhada em batalha mais uma vez. Eu mesma já não aguentava mais esperar, queria acabar logo com tudo isso, voltar para o Complexo, ir atrás de Thanos e trazer Bucky de volta. Não havia um dia em que eu não pensava no quão difícil seria se conseguíssemos sobreviver hoje, mas eu não estava sozinha, agora tinha uma equipe desajeitada porém com alguns truques na manga; É notório o potencial que eles têm, mas ainda precisam de muita disciplina: 

- Pessoal - Rachel Hamaka chamou. - Lembrem-se, assim que a energia for cortada, Maeve irá correr até a base e vai se teletransportar para cima dos muros, para nos dar cobertura até o exército chegar aos portões - Ela disse, olhando para a garota. - Você vai receber chumbo grosso, e para não estar muito vulnerável, você irá absorver uma parte dos meus poderes, para poder atingi-los mais amplamente. 

- Pode fazer isso? - Perguntei, surpresa.

- É… Eu posso. - A mexicana admitiu.

- Assim que atravessarmos os portões, nós - Apontou para o nosso pequeno grupo. - Nos separaremos e vamos divididos em dois grupos. Um para o quartel general, e o outro para a prisão, atrás de Rachel e Lilian, só assim desestabilizaremos a base totalmente - Ela destacou. - Andrew, Alberto, Oh Sehun, Bella e Stella, quero que vocês vão para a prisão, já eu, Cameron, Juan, Maeve, Lucas e Ethan iremos para o quartel. Em grupos pequenos será mais fácil de nos infiltrarmos e nos escondermos.

- Fora que a atenção dos soldados estará voltada para o pátio da base, onde o ataque estará mais intenso. - Bella acrescentou.

- Exatamente - Concordou a japonesa. - Todos entederam?

Todos assentiram: 

- Ótimo. - Ela disse, sentando-se também. 

Stella estava sentada de frente para mim, como sempre, mantinha-se afastada de nós, mas sempre disposta a interagir se necessário. Pude perceber seu nervosismo quando Alberto sentou ao seu lado. O rapaz dirigiu à ela um olhar doce, mas ela apenas retribuiu com um sorriso. Franzi o cenho com a interação entre os dois, no entanto, minha atenção voou para Juan assim que ele começou a falar:

- Sabe o que deveríamos fazer? - Perguntou, com seu sotaque americano. - Deveríamos criar codinomes. 

Segurei uma risada, era incrível como ele conseguia ter um bom humor justo agora:

- É sério, vai ajudar muito. - Ele insistiu.

- Como? - Rachel Hamaka, sentada ao meu lado, perguntou.

- Se, por um acaso, eles conseguirem captar o sinal dos nossos comunicadores, nossas identidades continuarão secretas. - Ele disse, arqueando uma sobrancelha. 

- Ele tem um ponto. - Apontei.

Ele sorriu para mim, assentindo:

- Eu já tenho meu codinome, usei ele durante meu tempo na S.H.I.E.L.D, então vocês podem me chamar de Magik. - Disse, erguendo minha mão que começou a brilhar. 

- Esse é o espírito! - Juan comemorou. - Eu vou ser o Chaselocke. - Ele afirmou, estufando seu peito. 

- Algum motivo específico? - Ray perguntou. 

- Nah. - Ele sacudiu a cabeça. 

O silêncio reinou por mais alguns segundos, até que eu decidi ajudar Juan com seu plano. Voltei meu olhar para Maeve e perguntei: 

- Maeve - A chamei. - E quanto à você? 

- Ah… Uh, muita pressão para agora - Ela disse, um tanto desconcertada, ultimamente tenho notado que ela está muito avoada, como se sua mente nem sempre estivesse conosco. - Mas acho que vou ficar com Jumper. 

Rachel Hamaka ergueu sua mão e falou:

- Syreni. 

Logo, todos já haviam escolhido seus codinomes, Lady Vinger para Stella, bem criativo, e tinha uma forte influência de suas raízes norueguesas. Thunderbolt para o Andrew, e muitos outros bem criativos. Ficamos tão envoltos em conversas paralelas que nos esquecemos por um milésimo de segundo do que estava prestes a acontecer. Apenas me toquei quando Danielle, a nossa pilota anunciou:

- Pessoal… Entramos na região de Utah, cinco minutos para alcançarmos o ponto de pouso. 

Os sorrisos morreram instantaneamente, e eu entendia. Sabia que palavras não tirariam o medo que todos sentiam agora, então apenas fechei os olhos e repeti em minha cabeça que tudo iria dar certo. 

O avião era bem veloz, logo, já estávamos pousando em uma das planícies arenosas de Utah, no entanto, a areia estava coberta de neve, uma vez que estávamos no inverno. O baque sorrateiro sinalizou que finalmente havíamos atingido o chão, no entanto, teríamos um longo caminho para percorrer, já que determinamos que seria mais seguro se pousassemos um pouco longe da base, de maneira que os radares não pudessem nos captar, apesar da nossa tecnologia furtiva.

Antes de caminhar até a saída, que consistia em uma rampa que abaixava até o nível do chão, me aproximei dos controles do avião e olhei pelo vidro, dando uma boa reconhecida no terreno, notei que havíamos pousado próximo a um lago, que deveria ser o lago Sevier, o que indicava que o frio estaria um pouco mais rigoroso lá fora, seria difícil lutar aqui. Voltei a caminhar e percebi que já não havia mais ninguém por aqui. No entanto, quando passei na frente de uma das salas que compunham o avião, notei que Elizabeth, também uma líder da Resistência, entregava uma caixa metálica e grande para um homem que já parecia de idade, pelos gestos dela, entendi que ela queria que ele ficasse ali. Quando ela fez menção de sair da sala, arregalou os olhos ao ver que eu observava a cena. Ela passou rapidamente por mim, sem deixar nenhuma explicação. Apenas franzi o cenho. Rachel se aproximou atrás de mim:

- Não deveria estar lá fora? - Perguntou.

- Ele não vai lutar? - Perguntei, apontando para o homem.

Vi a japonesa semicerrar os olhos, enrugando a testa. Obviamente ela também não sabia o que estava acontecendo ali:

- Não faço ideia… - Admitiu. - Elizabeth deve ter algum plano reserva, que envolva ele, ou sei lá… - Ela sacudiu a cabeça. - Vamos, não podemos nos atrasar. 

Mesmo com uma grande desconfiança, assenti e continuei a caminhar. Contornei algumas pessoas e logo pulei para fora, sentindo a brisa fria de inverno. Usei meus poderes para me aquecer, assim poderia lutar sem ser distraída pelo frio:

- É… Estamos realmente fazendo isso. - Comentou Bella, ao se aproximar. 

- Sim, estamos - Concordei. - Está pronta? 

Ela sorriu em escárnio e eu entendi:

- Vai dar tudo certo - Confortei-a. - Tem que dar. 

 

RACHEL HAMAKA

 

Já estávamos caminhando na direção da base, que ficava um pouco ao sul do lago. Os ventos impiedosos do inverno desmotivavam nossa caminhada, tudo isso aliado ao nervosismo que precedia à batalha. Todos estavam assustados, até mesmo eu, apesar de tudo. Queria vencer dessa vez, não apenas para livrar o mundo dos Pacificadores. Há algumas semanas atrás, Oh Sehun me contou sobre o plano que nossos colegas têm para salvar todos os que desapareceram, não posso negar, isso acendeu uma esperança em meu coração, uma vez que a perda de Rose, minha mãe adotiva, havia criado um grande vazio em minha vida. 

Eu caminhava na frente do nosso “exército”, junto a Oh Sehun e os outros líderes da Resistência. O coreano se aproximou de mim, me estendendo uma pistola Walther P22. Olhei para ele com o cenho franzido, mas aceitei a arma, guardando-a no coldre vazio em minha cintura:

- Você meio que está em desvantagem aqui, então achei melhor que tivesse uma segunda opção. 

Balancei minha cabeça negativamente:

- Ora, Portinha, você já foi mais inteligente. 

Desta vez, ele franziu o cenho. 

Parei de andar e apontei para o chão:

- Isso é neve, gelo - Eu disse. - Sabe do que o gelo é formado, não sabe?

Me concentrei e ergui minhas mãos, logo, um círculo de neve flutuava ao meu redor. Fechei meu punho e a neve derreteu em água, mas apenas deixei que caísse novamente ao chão.

Oh Sehun sorriu, impressionado, mas eu apenas continuei andando. Mas minha solidão não durou, já que desta vez foi Juan quem se aproximou de mim:

- Olá… - Ele cumprimentou, quase num sussurro. 

- Oi. -  Cumprimentei devolta, com um sorriso simples. 

- Ansiosa? 

- Definitivamente sim. - Admiti.

- É… Se serve de consolo, eu também estou - Ele tentou confortar. - Estou tremendo, só não se é devido ao medo ou ao frio. 

Segurei uma risada, na mesma medida em que voltei meu olhar para o lago congelado:

- Aqui é lindo, não é? - Perguntei, tentando ignorar, mesmo que por breves segundos, a tensão. - O lago… A neve… Juro que se não estivéssemos marchando para uma luta, eu iria patinar agora mesmo. 

- Sabe patinar? - Ouvi ele perguntar. 

- Sim, na verdade, gosto bastante - Respondi. - Mas com tudo isso que aconteceu nos últimos anos, não tive muito tempo para praticar. 

Quando olhei para ele, notei que seu olhar estava sobre mim, mas logo voltou ao lago. Vi ele sacudir a cabeça: 

- Quem sabe, quando tudo isso passar, poderíamos ir patinar um dia, ou melhor, você poderia me ensinar a patinar, porque eu sou um completo desastre em atividades desse tipo. 

Sorri com seu comentário:

- Eu adoraria. - Concordei. 

Elizabeth, uma das outras líderes ergueu sua mão, sinalizando para que todos parássemos de andar, assim o fizemos. Juan e eu nos agachamos no chão. Forcei minha visão, não demorei para achar a construção, à uma distância considerável de nós. 

O terreno consistia em um prédio, com algumas outras construções menores espalhadas, acredito que devem ser para armazenamento, prisão e comunicação. Era bem iluminado, tanto o pátio quanto seus arredores, mas isso não importaria. O prédio central - o possível quartel - era feio, completamente feito de concreto, possuía pelo menos dois andares - mas graças a Andrew, sabia que haviam mais andares abaixo do solo -, era cercado por um muro também de concreto, que estimei ter uns 5 metros de altura, nunca conseguiríamos escalar aquilo, mas eu já tinha me preparado para isso. 

Olhei para trás e chamei Maeve:

- Está pronta? - Perguntei. 

- É… Digamos que sim. 

- Ótimo, assim que a energia for cortada, você começa sua parte, ok? 

- Ok. - Ela concordou. 

Ofereci meu braço para ela:

- Tem certeza? - Ela perguntou.

Apenas assenti com a cabeça. 

Mesmo relutante, ela colocou sua mão direita sobre meu pulso. Inicialmente, não senti nada, mas assim que ela fechou os olhos, uma dor incômoda surgiu naquela região. Por instantes senti como se fosse apagar, mas tudo cessou assim que ela se afastou de mim. Grunhi de dor, mas ainda assim perguntei:

- É o suficiente? 

- Um pouco, mas não podemos arriscar. - Ela disse, e se afastou.

Voltei meus olhos para a base, sentindo meu coração acelerar, sentia como se ele fosse escapar pela minha boca. Finalmente estava ali, finalmente poderíamos acabar com esses desgraçados. Minha vontade era de usar toda a minha força para inundar aquele lugar, quebrar cada muro e cada parede com ondas monstruosas. Mas eu não tinha forças para aquilo, e mesmo que tivesse, com certeza morreria por esgotar tanto do meu potencial. 

Oh Sehun me chamou, apontando para o céu, que agora estava completamente escuro. Assenti com a cabeça e olhei mais uma vez para a base. As luzes estavam acesas, no entanto, em questão de segundos, se apagaram, havia começado. 

 

MAEVE

 

Assim que as luzes se apagaram, eu comecei a correr. Estava sozinha, pois era a única que conseguia se aproximar da base e alcançar o topo da muralha sem morrer durante um ataque. Mesmo em meio à escuridão, não demorou para notarem que eu estava chegando. Os tiros começaram a atingir a pequena estrada de asfalto sob meus pés, passavam longe de mim, mas sabia que seria questão de tempo e proximidade até que me atingissem.

Deixei a escuridão da noite me cobrir, as sombras tomaram conta de meu corpo e logo eu estava no muro, ao lado de alguns soldados. Demorou alguns instantes para que notassem minha presença. Usei esse fragmento de tempo para sacar duas kunais, lançando-as em dois soldados, atingindo os pescoços deles. Em seguida, fiz um gesto com as mãos, e graças à pequena quantia de poder que absorvi de Rachel, consegui atingir mais cinco soldados com uma onda maciça de neve, derrubando-os no pátio.

É, até que está fazendo um bom uso dos meus poderes, Aeryn disse. 

- Ora, calado! - Gritei. 

Senti uma dor atingir minhas costas, presumi que fosse um tiro, me virei e vi um soldado apontando sua arma para mim. Sem hesitar, peguei a katana que havia encontrado no arsenal da Resistência, jogando-a contra o homem, acertando sua barriga em cheio. Corri até a lâmina e a retirei de seu corpo ensanguentado.

De repente, o barulho estridente de aço se arrastando contra o chão atingiu meus ouvidos, então eu soube que o portão estava sendo aberto. Ao longe, ouvi o grito da Resistência, cada vez mais alto. 

Estavam marchando

Agora eu precisava cobrir o exército até que uma boa parte atravessasse os muros, mas eram muitos soldados aqui em cima, e ainda havia uma parcela deles subindo às escadas para me deter. Usei mais uma vez os poderes de Rachel para atingi-los com uma bola massiva de água. Logo em seguida, me virei para o lado direito do muro, para onde atirei jatos e mais jatos, atingindo armas, corpos e até mesmo o chão. Também usei a neve ao meu favor, lançando-a para o ar para atrapalhar a visão deles. No entanto, quando me virei para o lado esquerdo, uma forte lufada de vento desestabilizou tanto alguns soldados quanto a mim, e logo aquela parte do muro começou a ser atingida por rajadas concentradas e explosivas de fogo, soube que era Alberto que estava fazendo aquilo.

Os barulhos de tiro, desferidos tanto pelos Pacificadores no pátio quanto pela Resistência, ficaram mais fortes, assim como os gritos. Me transportei para o pátio da base, sacando minha katana mais uma vez:

- PELA RESISTÊNCIA! - Ouvi alguém gritar. 

Continuei desferindo cortes contra soldados que entravam no meu caminho. Dei uma olhada ao redor e notei que haviam poucos, deviam ter sido pegos de surpresa, apesar de já saberem sobre o ataque. Estranhei, mas continuei lutando. 

Olhei para a porta que levava ao interior da instalação, possuía uma segurança maior. Estava cercada por uma barricada de arame e alguns soldados que empunhavam metralhadoras, seria difícil passar por ali. Mudei de ideia assim que uma rajada brilhante atingiu um dos soldados, explodindo uma parte da entrada e derretendo o arame, sabia que apenas Cameron podia fazer aquilo:

- Isso é bem diferente do aeroporto, não é? - A voz de Juan disse ao meu lado, enquanto o rapaz derrubava um soldado com seus golpes. 

Sorri para ele. Me assustei quando o vi desferir um soco contra mim, mas seu punho me atravessou, e atingiu alguém atrás de mim:

- Oh céus, nunca mais faça isso. - Pedi.

Ele riu e voltou a lutar. Fiz o mesmo. 

No entanto, quando tentei atingir um soldado, uma explosão arrebentou a poucos centímetros à frente do meu corpo. Me lancei para trás, esbarrando em alguém, não havia visto nenhuma granada:

Não foi uma granada, idiota, olhe, Aeryn disse, ao mesmo tempo em que controlou minha cabeça para que eu olhasse para uma garota de cabelos negros e cacheados. 

Ela tinha os olhos fixados em mim, e fez um gesto com suas mãos assim que nossos olhares se travaram. Apesar de não ver nenhum tipo de raio ou luz voando em minha direção, senti a necessidade de desviar. Me atirei para o lado bem a tempo de ver o cara com quem eu havia esbarrado simplesmente explodir em milhares de pedacinhos que voaram para todo lado. Admito que fiquei assustada. Explosões eram definitivamente um meio para acabar com meu corpo, logo, acabando com Aeryn também, ou seja, minha morte:

- Ok, vadia - Disse olhando para ela, que estava a uma distância considerável. - Vamos ver o quão bem você se sai. 

Comecei a correr em sua direção, constantemente desviando de ataques invisíveis. Tentei retribuir, atirando uma kunai em sua direção. No entanto, a pequena arma apenas explodiu no ar. 

Decidi que precisaria me aproximar dela, e usei meus poderes para isso. 

Me transportei para sua frente, e assim que ela tentou sacudir suas mãos, desferi uma cabeçada contra ela, que perdeu o foco. Logo em seguida, chutei seu joelho com tamanha força que senti seu osso se deslocando sob a sola da minha bota. Mas ela não deixou barato, atingindo meu rosto e meu pescoço com dois golpes ágeis, porém, eu possuía a vantagem.

Empurrei ela ao chão e subi em cima dela, imobilizando-a:

- Tenho que admitir, seus poderes serão úteis. 

Ao dizer isso, coloquei minhas mãos sobre as laterais de sua cabeça e me concentrei. Senti um formigamento que aumentava cada vez mais em minhas mãos, na mesma medida em que ela ia enfraquecendo. Quando ela apagou totalmente, eu saí de cima dela, não querendo confirmar se ela estava morta ou não, apenas voltei para a luta, quando Rachel gritou no comunicador:

- OH SEHUN! LEVE O SEU GRUPO PARA DENTRO DO PRÉDIO AGORA! - Ordenou. - MAEVE, LUCAS, ETHAN, JUAN E CAMERON, COMIGO!

Ajudei o grupo a se aproximar da porta, ora atingindo soldados com kunais, ora atingindo soldados com explosões, era um poder difícil de mensurar. Logo, estava ao lado de Cameron que era implacável em batalha, suas mãos brilhavam, assim como sua espada, era incrível:

- Vamos! - Apressou Rachel assim que nos alcançou. - Não podemos ser notados aqui. 

 

LILIAN

 

Rachel e eu estávamos presas na mesma cela, continuávamos algemadas. Pelo o que pude perceber, estávamos no subsolo, só não sei à que distância da superfície. 

Estávamos em um andar projetado especialmente para prisioneiros, uma vez que havia uma sequência de corredores com celas pequenas, no entanto, éramos as únicas prisioneiras. Cada corredor possuía pelo menos sete celas e dez soldados guardando-as, um desperdício desnecessário de soldados na verdade. 

A cela em si não possuía nenhuma iluminação, a única fonte de luz vinha das lâmpadas do corredor, mas soubemos que o ataque estava prestes a começar quando a lâmpada se apagou, junto à todas as outras presentes neste andar, e uma parte dos Pacificadores correram para algum lugar, deixando apenas três guardando o corredor. 

Olhei para Rachel e vi que ela estava preocupada, e com razão, não sabia o que aconteceria com nós:

- Precisamos sair daqui. - Disse, tentando quebrar minhas algemas supressoras de poderes. 

- Eu sei - Ela concordou. - Mas é impossível, não tem nada dentro dessa cela que possa nos ajudar, literalmente nada, e você está sem poderes agora. 

Bufei, desistindo de tentar quebrar a algema:

- Vamos esperar - Sugeri, mesmo impaciente. - Rachel sabe que estamos aqui, tenho certeza. Ela vai mandar alguém atrás de nós, é a nossa única chance. 

A ruiva concordou e escorregou pela parede até o chão, se assustando quando uma estrondo alto e abafado soou alguns andares acima. Me sentei ao lado dela, logo senti seus dedos trêmulos caminhando até minha mão, apertando-a com força.

Olhei para minha amiga e retribuí o aperto, como uma forma de dizer que tudo ficaria bem.

 

ANDREW

 

Com uma certa dificuldade, conseguimos entrar no prédio da prisão, mas ainda enfrentávamos uma grande parte dos soldados que tentavam se juntar ao caos no pátio. E para não sofrermos nenhum ataque pelas costas, Alberto havia derrubado uma coluna de pedra na porta de entrada do prédio, selando qualquer um que tentasse entrar, contudo, também nos mantendo presos aqui.

Eu, Stella e Oh Sehun estávamos escondidos atrás de um balcão de pedra que era aos poucos destruído pelos tiros, pequenos pedaços de concreto eram atirados para todos os lados. Tive que cerrar meus olhos para que a poeira não os prejudicasse. Vi quando o coreano olhou para a norueguesa, apontando com sua cabeça para os tiros. De início não entendi qual era a intenção dele, mas compreendi quando Stella se levantou e ergueu um campo de força vermelho, que começou a ricochetear as balas, dando uma oportunidade para atacarmos. 
Enquanto ela mantinha o campo de força, comecei a atirar raios elétricos em alguns soldados que era rapidamente desestabilizados, na mesma medida em que eram atingidos pelos tiros de Bella ou pelas bolas de fogo de Alberto. Oh Sehun atirava projéteis afiados de cristal, mortais e perigosos o suficiente. Quando o número de soldados havia diminuído, Stella desfez seu escudo, usando sua telecinese para apagar os quatro restantes:

- Bom trabalho. - Elogiou o coreano. 

Ela parecia cansada, mas foi amparada por Alberto. Não posso deixar de notar que ele vem se aproximando bastante dela ultimamente, mas não é da minha conta:

- Andrew, sabe onde ficam as celas? - Bella me perguntou. 

Assenti com a cabeça, começando a andar na direção de um elevador próximo dali:

- Um nível abaixo de nós, no entanto, são mais dois andares somente para as celas. - Disse, colocando a mão sobre o painel do elevador, energizando-o e ativando o equipamento de transporte.

- Vamos nos separar - A francesa sugeriu, apertando o botão para chamar o elevador. - Cobriremos uma área maior assim. 

- Certo - Oh Sehun concordou. - Você vem comigo - Disse apontando para Bella. - E vocês três procuram em outro andar, ok? 

Apenas concordei, sem olhar para Alberto e Stella. 

Quando as portas metálicas se abriram, fomos surpreendidos por sete pacificadores. Três decidiram atacar com golpes, enquanto os outros quatro sacaram suas armas. 

Atingi dois com uma descarga elétrica, mas os outros começaram a atirar, para nossa sorte, com pistolas simples. Bella resolveu ajudar Oh Sehun na luta. Já Stella, estava escondida na parede ao lado do elevador, junto a mim e Alberto. Vi o garoto erguer seu braço para um bebedouro à nossa frente, no mesmo instante, ele estourou e liberou um grande jato de água, que foi totalmente direcionado para dentro do elevador, distraindo os soldados. Usei essa oportunidade para atingir a água com uma faísca elétrica, o que fez os soldados serem eletrocutados, caindo ao chão, inconscientes. 

Ao olhar para Oh Sehun e Bella, vi que eles também já tinham resolvido seus problemas:

- Vamos, depressa! - Chamou o rapaz.

Então todos entramos no elevador.
 

BELLA

 

Eu e Oh Sehun saltamos um andar antes de Andrew, Alberto e Stella. Estava escuro, o que fez o coreano ao meu lado sacar sua lanterna. Provavelmente chamaríamos atenção, mas era preciso, ou tropeçaríamos às cegas por aí:

- São muitos corredores. - Ele comentou. 

- Ah, não me diga, Sherlock. - Respondi, com um tom carregado de ironia. 

Senti seu olhar torto sobre mim: 

- Vamos ter que vasculhar todos os corredores, até as encontrarmos, não podemos gritar por elas, apenas vamos chamar atenção. - Disse. 

Ele concordou com um murmuro e então começamos a andar. Eu havia tomado minha pílula S antes de descermos do Zephyr, então estava protegida de ataques telecinéticos, energéticos, sobrenaturais etc. Mas ainda estava vulnerável contra tiros, então ergui minhas duas Glocks. Ele caminhava à minha frente, liderando o caminho, com a lanterna em uma mão e um pedaço afiado de cristal em outra.

Não posso negar, tudo isso estava me assustando. Todo esse barulho lá em cima, toda a destruição, o sangue, as explosões… Como estaria preparada para enfrentar Thanos desse jeito? Mas ainda assim, meu nervosismo maior se resumia a ele. O homem ao meu lado. Não sei em que ponto comecei a me sentir assim por ele, mas eu não podia negar, havia algo ali que me atraía, talvez seu jeito duro e crítico, está bem à minha altura. Mas eu não queria isso, não agora, não poderia me distrair… Aliás, por que penso nisso agora? FOCO BELLA!

E como se estivesse lendo minha mente, Oh Sehun disse:

- Sei que deve estar sendo muito para vocês, afinal de contas… É a primeira batalha da maioria aqui - Disse. - Mas eu observei você, e parece que os treinos tiveram resultado. Está com uma ótima pontaria, e seus golpes estão precisos. Um pouco fracos, mas precisos. 

Franzi o cenho:

- Obrigada, eu acho. 

Nossa conversa acabou me distraindo, tanto que não notei quando dois soldados pularam em nossa frente. Um atingiu um soco em cheio no rosto de Oh Sehun, e outro atirou em mim, me joguei para o lado, mas ainda assim o tiro atingiu meu braço direito, acima do meu cotovelo. Gritei de dor ao sentir a bala ardente adentrando minha carne, apenas tive forças para apertar o gatilho da arma em minha mão esquerda, o que fez a Pacificadora recuar, mas ela foi atingida por um pedaço enorme de diamante, com uma força tão bruta que ouvi o crânio da soldada ser esmagado, mas evitei olhar para o sangue que espirrou na parede:

- Droga, você está ferida. - Oh Sehun disse, apontando para meu braço.

Se agachando ao meu lado, ele retirou um pano preto do bolso de seu uniforme. Usando-o para fazer uma compressa, amarrando-o sobre o ferimento:

- Não se preocupe, não atingiu nada vital - Informei, encarando a mancha de sangue escorrido pelo meu braço.. - Mais alguns centímetros e talvez eu estivesse ferrada, mas estou bem, é sério. 

Quando olhei para ele, notei que seu rosto estava um tanto próximo do meu, tanto que podia sentir seu hálito quente contra minha bochecha. Seu olhar não estava sobre meu ferimento, e sim sobre meus olhos… Não me olhe desse jeito, inferno.

Mordi o lábio inferior, nervosa com tamanha aproximação, mas não esperava o que viria a seguir:

- Que se dane. - Ele disse e avançou. 

Seus lábios se chocaram contra os meus, inicialmente imóveis, mas antes que pudesse corresponder, ele se afastou:

- Desculpa - Ele pediu, de olhos fechados. - Eu devia ter pedido antes, eu-

Não deixei ele terminar, pois desta vez, eu selei nossos lábios, colocando minhas mãos em sua nuca, puxando-o para mais perto. Talvez devido às circunstâncias ou ao desejo acumulado, mas este beijo fora mais selvagem, mais preciso, mais agressivo. Sua língua lutou contra a minha, mas não desisti, apenas quando ele cedeu passagem foi que explorei um pouco sua boca. Suas mãos apertavam minha cintura com força, e eu já começava a apertar seus fios de cabelo entre meus dedos, mas então caí em mim, lembrei de que estávamos no meio de uma luta e literalmente no meio do corredor de uma base militar. 

Afastei meu rosto, mas sem retirar minhas mãos de sua nuca:

- Isso foi… Ótimo - Comentei. - Um pouco imprudente, mas ótimo. Mas precisamos achar as meninas. 

- Ah… Sim, claro. Vamos. - Concordou, um pouco desconcertado. 

Ele apanhou sua lanterna, que estava apontada para nós e voltou a liderar o caminho. Não consegui segurar o sorriso que se formou, mas apenas agradeci o fato de ele estar de costas para mim. 

 

CAMERON

 

A batalha estava um pouco mais árdua, um grande número de soldados estava localizado aqui. Eu atirava rajadas fotônicas para todos os lados, mas não era o suficiente, eles continuavam vindo, o pior é que havíamos avançado pouco aqui dentro, não havíamos nem descido um andar, já que eles haviam nos encontrado nas escadas, uma vez que nosso elevador não estava operacional, e pelo comunicador, a batalha lá fora parecia cada vez mais desfavorável para o nosso lado:

- PRECISAMOS CONTINUAR AVANÇANDO! - Ethan gritou, enquanto atirava contra um pequeno grupo. 

- EU SEI! MAS NÃO HÁ COMO PASSARMOS POR ISSO! - Gritei de volta. 

Vi Maeve apontar suas mãos para os atiradores à nossa frente. Quase me joguei para trás quando a escada e a parede de concreto ao lado deles estourou com um estrondo enorme. Poeira voou para todo lado, e eu aproveitei esse momento para saltar até o grupo de atiradores, destruindo duas metralhadoras com um golpe de minha espada. Lucas atirou uma flecha de rede em um soldado atrás de mim, o derrubando. Avancei para acertar mais alguns soldados, mas outra explosão bem abaixo de meus pés me lançou para trás, acertando minhas costas na parede quebrada. Doeu, e muito, mas graças aos meus genes mutantes, eu era bem resistente:

- Maeve, sei que o risco de morrermos aqui é grande - Disse. - MAS DEIXE O ENTERRO PARA DEPOIS! 

- DESCULPA! ESSES PODERES SÃO… VOLÁTEIS!

- Então não os use. - Ethan disse, ao seu lado.

Ela assentiu e sacou sua katana, se transportando para minha frente, cortando o pescoço de uma soldada. Rachel segurava o resto dentro de uma bolha enorme de água, pude vê-los se afogando aos poucos, era um tanto cruel, mas deixei isso de lado. Olhei para os degraus destruídos, isso atrapalharia alguns deles caso resolvessem nos seguir.

Resolvemos prosseguir, até que uma voz masculina e cansada soou nos comunicadores:

- ESTAMOS PERDENDO! O QUE IREMOS FAZER?! 

Olhei para Rachel, que estava obviamente abalada. Ela levou seu dedo ao ponto, pronta para falar algo, mas a voz de Elizabeth a interrompeu:

- Não se preocupem, eu tenho um plano B, tudo vai acabar logo. 

Uma sensação estranha surgiu em meu corpo. A voz de Elizabeth havia soado um tanto fria e sádica, ela estava tramando algo, algo que não acabaria apenas com os Pacificadores, algo que provavelmente traria a nossa própria morte.


Notas Finais




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