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História The New Elite - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: e Letzlili


Notas do Autor


Bom gente, aqui é a @letzlili.
queria dizer a voces que todas as fichas enviadas estavam incriveis, e que devido a ansiedade, nem eu e nem a nossa querida autora conseguimos segurar o cap por mais tempo

Capítulo 2 - No somos todos bienvindos


Holanda, Amsterdam.

 

Já sentiram a harmonia de um lugar tão silencioso que até os passarinhos eram mudos? As árvores ajudam a ter privacidade, ao redor de grandes troncos esquentados pelo solo úmido de dias chuvosos. Na verdade não era tão deserto assim, havia uma estrada em sua frente mas de pouco acesso de movimentação.

Saindo de um carro preto e entrando em uma garagem rapidamente saíram duas pessoas seguidas do seu orientador, Harold, a uma surpresa da qual jamais veriam outra igual.

 

Pela primeira vez iremos conhecer a dupla de irmãos que mudariam uma trajetória de uma longa tradição de privilégios .

Marisol e Matias, ambos perdidos e curioso, olhando cada canto da casa de vidro e espelhos, uma casa no bosque, perfeita para esconder segredos que jamais seriam revelados.

- Caramba! - suspirou Matias. - Quantas pessoas moram aqui?.

Matias foi o primeiro a correr para dentro, assim que a casa fora aberta, para apreciar cada canto da mini mansão. As paredes eram de vidro e tinha lustres e ouro em cada canto que pudesse enxergar .

- Isso tudo pra’ recompensar 17 anos perdidos? - retrucou para Harold a jovem e nada tímida , Marisol.

- Sol! - Matias chamou atenção da irmã .

Marisol revirou os olhos após ser repreendida por seu irmão e logo foi até as paredes de vidro, para conhecer o cenário natureba que proporcionaram a seu pai.

- Sei que tudo isso é novo para vocês crianças. - Disse Harold encarando os garotos.- Esse é o mundo novo, vai ser difícil para vocês se acostumarem… assim como vai ser para ele!

- Difícil para ele? - destacou Marisol .- Realmente, reconhecer os filhos que abandonou a 17 anos atrás requer muito esforço. - Indagou. Marisol ainda guardava muito rancor de Salazar. - Aliás cadê ele? Não teve coragem de aparecer?

Um barulho de passos descendo as escadas do segundo andar assustou os irmãos, principalmente Sol que não esperava por isso.

- Coragem não.... vergonha! - Disse Salazar - vergonha pois ... já devem ter me pintando como vilão, não queria tornar em realidade da expectativa de vocês! - “é ele mesmo? será?” pensou Sol, que estava chocada. A morena logo abaixou a cabeça, não queria encará-lo ainda, não agora. Matias, ao contrário de Sol, expressou muita felicidade ao vê-lo descer, abriu um sorriso emocionado e quando ficou Salazar perto, não resistiu e correu para abraçar o pai.

Salazar ficou surpreso e estava enrolado entres os braços de Matias, mal pode se mover, era um abraço forte e ele gostou da sensação de não ser odiado. Matias logo percebeu que exagerou e soltou, disfarçando enquanto arrumava seus cabelos se afastava um pouco dele.

- Me desculpe… - pediu o garoto. - Eu sou Matias... é um prazer te conhecer pa… quer dizer… Salazar. É um prazer te conhecer Salazar! - Falou nervoso.

O homem encarou Matias de um jeito diferente, quase de forma terna. Os olhos de Matias brilhavam e o homem rapidamente percebeu que o garoto estava nervoso. Ele novamente abriu um sorriso ao ver que não era tão odiado assim pelo seus filhos perdidos.

- Vocês… vocês se parecem muito com María! - Pensou na amante.

Harold que finalmente percebeu que mereciam um tempo a sós, disse: - Vou deixá-los sozinhos, tem muita conversa para por em dia!

- Obrigada Harold! - agradeceu Salazar.

Harold se afastou da família se retirando da casa e logo Salazar pediu para que os irmão se sentassem nas cadeiras próximas a eles mas Sol recusou e continuou em pé.

- Antes de tudo queria pedir desculpas! - disse Salazar.

- Pela parte de nos abandonar ou abandonar nossa mãe? - respondeu Sol, muito seca.

- Marisol! - chamou Matias.

- Como puedes idolatrarlo? - “Como pode idolatrar a ele?” pronunciou-se em espanhol.

- No estoy! - “Não estou” respondeu no mesmo idioma.- Mas também não foi culpa dele a morte mamãe!

- Tem razão! - riu irônica. - Não foi culpa dele mas ele também nunca procurou ajudar - Exaltou-se.

- Por favor, vamos manter a calma! - pediu Salazar. - Eu sinto muito… mesmo! - ele falou emocionado. - Sinto muito Marisol... e vou fazer de tudo para reparar meu erro!

- Sentir muito, não vai trazer minha mãe de volta, e nem 100 mansões como essa vão reparar erro que cometeu a nossa família… tu gilipollas - se afastou dos dois fugindo para o segundo andar. Matias reprimiu o riso por culpa da última palavra “seu babaca”. Logo ele se levantou para falar com a irmã

- Deixe Matias… ela tem todo o direito de está brava! - suspirou fundo.

- Ela é… - tentou descrever sua irmã

- Como María… - relembrou da mãe deles. - Ela tem personalidade forte e a teimosia de sua mãe. - sorriu.

- Você alguma vez… já sentiu saudades ou curiosidade de saber como éramos? - perguntou Matias. - Por favor, não mente.

Salazar não sabia oque falar, era como a pergunta de uma prova de química que nem sabia calcular. A demora para a resposta logo apagou o sorriso no rosto do único Chagas que ainda o admirava. O garoto abaixou a cabeça e suspirou fundo, decepcionado .

- quer saber... nem precisa responder. - forçou um sorriso que mais parecia careta. - Acho que a resposta está explícita!

Matias subiu as escadas atrás de Sol e Salazar percebeu que arruinou novamente a relação com seus filhos, sua cabeça quente o deixou bem irritado, não com eles mas sim na vergonha que se tornou… se ele tivesse um pai como ele teria a mesma reação dos bastardos. “com certeza agora eles me odeiam.”

Harold logo entrou novamente na casa e desta vez um pouco mais tenso.

- Estava ouvindo atrás da porta? - Perguntou retoricamente a Harold.

- Antes fosse… Satoro está na escola! - Pronunciou, aparentemente preocupado.

- O'Que? - berrou, mas lembrou das crianças em casa. - o'que? - Repetiu mais baixo. - Nossas reuniões só são a noite, quem ele pensa que é… dono da escola?

- O'Que tem a nos dizer deve ser bem importante… foi direto do aeroporto! - disse Harold.

- Me diz que ele não trouxe o bichinho de estimação dele? - Disse se referindo a ‘Chicago’.

- É uma manhã cheia de notícias decepcionantes... -

- Chicago não é nada discreto! - Bufou irritado - Vai atrair olhares curiosos para nossa ‘parceria’.

- Devemos ir logo assim eles não ficam muito tempo na escola e os alunos não irão suspeitar de nada! - disse Harold

- Está bem! - bufou- Ligue para o Holland. Já que é assunto sério pelo menos junte todo o grupo!

Salazar logo com um humor nem um pouco animado se retirou junto de Harold da casa para resolver os assuntos dos quais não gostava, mas eram necessários.

Harold e Salazar estavam bem unidos, sempre foram, eram leais um ao outro. Algo que faltava no meio de “negócios”.


 

Pacific College of Amsterdam, Entrada 06:40

 

Os amigos estavam sentados sobre uma das mesas do refeitório, o desconforto de uma das alunas sentadas a mesa era quase palpável. Suas pernas não paravam de balançar e ela mexia os dedos descontroladamente. Miguel sabia que ali só podia ter coisa errada, desde que chegou no colégio, não viu nenhum daqueles sorrisos animados e de parar o transito que ela costumava dar. “Aí tem coisa…” pensou Miguel.

- Como foi em Paris, mademoiselle? - Miguel puxou assunto, enquanto forçava o sotaque parisiense. A garota momentaneamente gelou, e todos que estavam próximos viram a cor fugir do seu rosto, mas foi coisa de segundos, e ela logo se recompôs.

- Magnifique. - ela respondeu apenas e sorriu para Nicholas, como se perguntasse se tinha pronunciado certo. E logo virou para Jack, que sorriu calorosamente para a garota.

- Eu já contei a piada do bêbado no cemitério? - Ele falou a primeira coisa que veio a cabeça. Todos em volta riram.

- Estava demorando. - Chuck se pronunciou, fazendo cara de decepção, e viu todos em volta gargalharem.

Enquanto os amigos prestavam atenção na piada, Lena olhou para todos no refeitório. Procurando por alguém específico. Tinha a mesa dos bolsistas, a da família real, os garotos da equipe de natação, e do time de futebol americano entre outras.

- E os filhos do diretor? - Ela perguntou, depois que viu Salazar entrar pela escola inconformado, seguido por Harold.

- Fiquei sabendo que os bastardos são só favelados. - Falou Chuck, com uma expressão séria. Jack olhou inconformado.

- God. - Ela falou séria. - Nós fomos adotados Chuck, sabe-se lá onde estaríamos agora, se nossas mães não tivessem nos adotado.

- Eles vem para a escola amanhã. - Falou Lissa e Jack lançou para chuck um olhar que dizia “se comporte” e o garoto apenas deu de ombros. - Mas não faço ideia do por que Juan faltou.

 

Em uma mesa, logo a frente, Apolo conversava animado com a irmã, e com todas as outras garotas que quase beijavam seus pés, ambos eram de uma beleza invejada, Alexia e Apolo, sempre unidos.

- Nossa Alexia, como faz para deixar seu cabelo tão macio assim?.- dizia uma das garotas que rodeavam a família real na mesa.

- Minha família paga o melhor e mais caro cabeleireiro do mundo! - se gabou Alexia - Eu sou uma modelo pra ele... a Anne Hathaway se inspirou em um dos penteados que ele criou para mim! - jogou seus longos cabelos loiros para trás.

Apolo sorria tímido, não gostava de se gabar pelo dinheiro diferente de sua irmã, a verdade é que numa mesa rodeada de pessoas ele se sentia só, deslocado, como se fosse um objeto enfeitando uma mesa.

- Você ‘tá bem? - perguntou Alexia para seu irmão.

- Estou sim irmãzinha! - suspirou.- Apenas... cansado. Daqui a pouco terei aula de história!

- Ai! - revirou os olhos - Odeio aquele professor, ele sempre me chama atenção nas aulas! Por acaso ele sabe quem eu sou?

- Alexia Valenza Fiore! - imitou a voz de sua irmãzinha .

Alexia fez bico e logo deu um leve beliscão no braço de Apolo que fez rir com a falta de força da irmã. O horário tocou e logo todos começavam a se levantar esvaziando de pouco a pouco o refeitório.

- Te vejo mais tarde! - beijou a testa de Alexia.- Não apronte muito viu!

- Não prometo nada! - riu .

Apolo se levantou da mesa. Em seguida duas garotas o seguiam como se estivessem seguindo um servo, um Deus imaginário. Alexia logo recolhia suas coisas com dificuldade pois sentia uma dor em seus ombros, mas conseguia fingir bem quando uma de suas seguidoras a chamou atenção com uma pergunta.

- Você vai pra sala? - perguntou uma qualquer.

- Vou no banheiro primeiro... tenho que retocar a maquiagem! - deu de ombros e se retirou do refeitório, deixando-as para levar as sobras de suas comidas ao lixo

 

Sala do Diretor

 

Salazar abriu as portas, nada contente, em sua sala já havia muitas pessoas… quer dizer não vamos exagerar, Havia Satoro, Chicago, Dr. Holland e dois financiadores da escola esperando o próprio diretor em sua sala .

- Sabia que é falta de educação entrar na casa dos outros sem ser convidado Satoro! - brincou Salazar indo direto para sua mesa .

- Traição é um tipo de falta de educação também diretor Salazar!.- Piscou para Salazar, que fez uma cara que expressava “como ele sabia disso?” .- As notícias voam!

- Espero que seja algo importante estou perdendo o tempo que deveria estar com meus filhos! - esbravejou sério o diretor.

- Já esperaram por você 17 anos o'que são mais 2 horas longe de você! - Satoro levantou-se de um dos sofá da sala e pegou uma maleta que Chicago carregava.

A maleta era discreta, preta e média, pegou levemente ela e repousou-a sob a mesa de Salazar, que parecia curioso, mas apressado.

Abriu lentamente a maleta mostrando a todos o'que tinha dentro, muito diamante e dinheiro, a mala era média mais a quantidade era enorme. Os olhos de Satoro brilhavam ao ver o dinheiro mas Salazar nem tanto, ele apenas estranhou a quantidade.

- Isso tudo por uma venda de remédios na Arábia Saudita? - estranhou Salazar fitando-o mais de perto.

- Na verdade não… - Satoro encarou Salazar.

Satoro estalou os dedos e Chicago foi até ele entregar uma lista de documentos. O mafioso entregou às mãos do sócio que logo leu, desconfiado das atitudes de seu ‘parceiro’ que mais na verdade poderia ser detalhado como ‘cobra’.

- São nomes de mulheres! - leu a ficha .

- Exatamente! - sentou-se próximo de Salazar. - Isso tudo por essas mulheres!

Salazar logo percebeu do que tudo aquilo se tratava, Dr. Holland que estava presente aparentava muito medo de Satoro e aquela situação o deixava desconfortável o que o fez questionar aquele que mais tinha medo.

- Você vendeu essas mulheres? - perguntou o aspirante a Doutor.

- Me diz que você não se submeteu a isso Satoro! - disse Salazar.

- Estou ampliando nossos negócios! - sorriu ganancioso. - Remédios vendem como drogas… drogas estão ...ultrapassadas! - disse com a maior calmaria de todas. - já mulheres ...as mulheres são nossas fraquezas ...nunca estão ultrapassadas, você sabe bem disso!

- Isso é inaceitável! - Gritou e bateu forte em sua mesa.- olhe para elas, devem ter idade a das minhas...

- Filhas? - mencionou Chicago que estava quieto a reunião toda.

Salazar sentiu nojo do mascote de Satoro, ao mencionar suas filhas naquele repúdio de reunião .

- Não querendo me intrometer senhor diretor! - sorriu malicioso para Salazar - mas suas filhas dariam uma ótima opção á cardápio!

- Satoro peça a seu mascote para calar a boca senão terei que tomar medidas extremas! - estava a ponto de perder a paciência.

- Chicago meu caro! - pediu Satoro.- dê uma volta… vá espairecer sua cabeça! - Chicago foi até a porta a pedido de seu chefe. - Aproveite e procure algo que poderíamos gostar! - Sorriu malicioso para irritar Salazar.

- Não toque em nenhuma das minhas alunas! - Gritou para que o mafioso escutasse.

Chicago saiu da reunião mas não parecia que aquilo acabaria nunca, Salazar então encarou as fotos das meninas que Satoro vendeu, entre idades de 16,17, 18 até 20 anos. Os olhos ardiam com tanto nojo e raiva que sentia aquele momento e Satoro apenas se deliciava com o ódio de Salazar.

 

Aula de história, 07:17

 

Meus queridos alunos… - Disse o professor Walker. Theodore olhou para ele com uma sobrancelha arqueada e se segurou para não rir. - Não sei se sabem, mas a escola está fazendo um trabalho interdisciplinar sobre Willian Shakespeare. Como estamos na aula de história, o trabalho que pedirei não será nada mais, nada menos que a história dele. Juntem-se em grupos e não me decepcionem… como sempre fazem.

 

Theodore correu os olhos por toda a sala, e pensou seriamente em convidar

Helena para se sentar com ele, “Mas ela é irmã do babaca, deve ser tão imbecil quanto ele.”. Correu os olhos por mais alguns minutos e viu Apolo, que ainda estava sozinho. Como já tinham se falado antes, não pensou duas vezes em chamar.

Apolo. - O garoto se virou. - Quer fazer o trabalho comigo? - O príncipe olhou o outro por alguns segundos e rapidamente concordou, juntando sua cadeira com a dele no minuto seguinte. E trazendo um garoto, chamado Charles consigo.

- Obrigado por me chamar. Charles e eu não fazíamos ideia de em que grupo ficaríamos. - Theodore riu.

- Pelo menos 4 garotas te olharam decepcionadas. - Apolo e Charles olharam em volta. Apolo se fez de desentendido depois que capturou o olhar de 5 garotas. Uma delas era Lena, que olhava como se visse através dele.

- Com certeza era pra você, por que pra mim não era. - Falou o ruivo que tambem viu as 5 olhadas. - E kino ana ia koe - “Ela parece te odiar” O ruivo observou e riu.

- Você também é novo não é? - perguntou Apolo a Theodore.

- Cheguei á 5 meses...não sou tanto assim!.- riu

- ‘tá gostando daqui? - Apolo meio que sentiu-se envergonhado por não nota-lo antes.

- Bem... tirando o fato que todo mundo aqui tem um rei na barriga, até que é de boa! - cruzou os braços encarou o ruivo e o príncipe.

- Porque você ainda não viu eles na temporada de alunos novos, que é a que estamos agora! - disse o Ruivo, Charles - Alunos novos se gabando pelo dinheiro e os alunos antigos não querendo perder a sua popularidade.

- Como o Chuck! - disse Apolo. - aquele ali odeia alunos novos!

- Quando Apolo chegou… tinha que ver, o galã perdeu para um príncipe… literalmente. - Esclareceu o ruivo enquanto Apolo ria com a insinuação

- Espero que vocês estejam falando de Shakespeare! - O Sr. Walker passou pelos jovens chamando sua atenção e todos voltavam a seus livros e cadernos rindo com o'que conversavam, minutos depois.

 

Do outro lado da sala, Lena batucava o lápis compulsivamente, desligada

de todos.

HELENA! - Nicholas falou alto, finalmente chamando a atenção da garota. - Te chamei várias vezes, você deve estar em Paris ainda, só pode!

Desculpa… mesmo. Ando meio desligada ultimamente. - “Eu que o diga.” ele pensou.

Tudo bem. - Sussurrou. - Princesse, tu viens?

Pra onde? - Ela perguntou abobada, olhando para Nicholas, Miguel, Jack e Chuck

Fazer o trabalho Lena… quer fazer com a gente? - Seu irmão falou e ela assentiu

 

Alguns minutos depois, uma desconhecida entrou na sala. e foi decididamente até o professor. A maioria na sala tinha ficado impressionada com a aparência e elegância da garota. Em sussurros ela se apresentou a ele. Helena viu seu irmão e todos os outros parceiros de trabalho olhando e quase salivando enquanto olhavam para a bunda da loira, que olhou diretamente para seu irmão e sorriu, dando uma piscadela. Chuck apenas sorriu e se virou pra Lena, que olhava pra ele enojada

- O que? - Perguntou inocente. E virou novamente para fazer o trabalho.

- Senhorita Locatelli, sente-se no grupo da senhorita Harrison, ela é a única garota no grupo e deve estar desconfortável. - Ela sorriu. - Mas antes se apresente por favor.

- Ola, sou Bianca Locatelli e vim do Brasil. - Ela falou entediada. Virando pro professor, disse. - Tem mais uma horda de alunos novos na porta. - E foi até o único grupo que só tinha uma garota.

- Lecker - “deliciosa”. Falou Miguel em sua língua nativa.

- Délicieux comme une fraise. - “Deliciosa como um morango” concordou Nicholas. A garota se sentou em frente a Chuck.

- Kill me… please. - Sussurrou Lena antes de se levantar. - Senhor Walker, posso ir ao banheiro? - O velho ranzinza baixou os óculos e lançou um olhar que dizia “2 minutos, cronometrados.” e assentiu.

 

Ela rapidamente saiu da sala, e soltou todo o ar que tinha prendido durante os últimos minutos. Olhou ao redor e viu muitos alunos espalhados pelo corredor, rostos que ela nunca viu antes. Sem pensar muito, ela correu, o mais rápido que a coturno permitiam. Chegou até o ginásio de esportes e se acalmou, andando mais devagar até o bebedouro. Se abaixou para beber, mas se contraiu, e voltou a postura tensa de antes quando ouviu uma voz masculina.

- Papi, que piernas perfectas. - Ela levou seu olhar até o homem, todo tatuado. Ela já vira o homem antes, e sabia que muitas vezes ele aparecia aqui para falar com o diretor.

- Lindas né? se você depilar a sua e usar uma meia e bota como a minha, pode até ficar parecida. Nós seríamos confundidos até

- Que humor… Não tem nem um pouco de medo do que eu posso fazer com você, benzinho?... nesse campo totalmente vazio? - “sim tenho.” ela pensou.

- Nem um pouco. Agora se me dá licença, senhor Walker me deu dois minutos… cronometrados. - ela disse e passou por ele, mas foi impedida por mãos fortes. Muito fortes. - Me solta, agora. Ou eu juro, que grito com todas as minhas forças. - Ele riu desdenhoso e a garota começou a puxar ar para os pulmões.

 

Chicago continuava achando graça, então ela começou a gritar. As únicas coisas que foi dizer era “Socor…” antes dele tapar a boca da garota.

- Garotinha esperta… - Ele começou a puxar a menina.

- Cara, sera que voce nao entende as entrelinhas? ela não tá interessada! - Falou um garoto, Jordan, para o homem. Que desistiu e soltou a garota, não querendo causar mais alarde.

- Salva pelo gongo, cariño! - Disse e saiu.

- O que estava fazendo aqui? - Ela perguntou, meio seca… “não desconte sua raiva no garoto que acabou de te ajudar, bitch.”

- Fumando no lugar certo e na hora certa! - ele sorriu. - Um “Obrigado… meu herói seria bem vindo”. - Ela arqueou as sobrancelhas.

- Obrigado, desconhecido!

- Jordan… E de nada!

- Helena, mas pode me chamar de Lena. - Ela sorriu. - Sem querer abusar da sua boa vontade, pode por favor me acompanhar até minha sala? É a sala B.

Claro querida. - Ele disse, mas foi até as arquibancadas pegar sua bolsa antes.

Os dois caminharam no mais profundo silêncio de volta a sala. Quando estavam em frente, Lena foi se despedir.

- Até mais, Jordan. - O garoto sorriu e abriu a porta sem pensar duas vezes.

- Olá Pacific College. - Lena entrou logo atrás e foi direto para o seu lugar, e por um minuto quis se tornar invisível. - Professor Walker, minha amiga e heroína, a Leninha ali, me ajudou a encontrar minha sala. Sou Jordan Müller, e é um prazer estar perto de moças tão belas.

- Quem é aquele? - perguntou os 4 garotos (ao mesmo tempo) sentados na mesa de Helena. Ela não podia contar do homem no ginásio, Chuck ficaria puto demais “Ele provavelmente arrancaria o saco do cara com as mãos.” - Um aluno novo, assim como a senhorita Locatelli. - Lena se virou para garota e sorriu falsamente. Bianca retribuiu o sorriso, numa falsidade 4x maior.

Jordan sentou-se junto de Charles, Theodore e Apolo e nenhum momento deixou de encarar a jovem Helena que parecia bem tímida e não negava a troca de olhares. Era Miguel que assistia o novato ‘secar’ a irmãzinha de seu melhor amigo.

Jack percebeu a encarada de Miguel para os dois e logo riu, cutucou o amigo com sua caneta mordida que se assustou ao recair ao mundo real.

- Sabe… eu entendo você esconder sua quedinha pela Helena por ela ser a irmã do Chuck, mas cara... aprende a ser discreto! - riu Jack - Tá saindo fumaça pelos ouvidos por causa do ciumes. - sussurrou.

- Cala a boca! - diz Miguel - eu não tenho uma quedinha pela Helena. - Tentou se convencer

- Tem razão... você tem é um tombo por ela! -  bateu na cabeça de Miguel. Sussurrou para que Chuck não escutasse - só que meu amigo que ela não vai te querer sabendo que você quer todas, como a nossa Locatelli aqui! - apontou para a loira que jogava charme para Nick e Chuck

Miguel estava certamente tenso com as palavras do amigo, Chuck era seu amigo e ele sempre viu Lena como sua irmãzinha também, não entendia a mudança disso agora, ainda observava Jordan que fingia estar copiando enquanto encarava Lena, Miguel viu quando ela ficou com a cara vermelha. Depois de sentir tanto olhar naquela aula, Miguel tentou esquecer isso e voltou a ler o livro, talvez com sua mente ocupada aquilo ali desapareça.

 

Banheiro feminino.

 

A loira, Alexia, princesa estava no banheiro tensa e preocupada, a mesma estava com suas costas nuas sem seu casaco com seu estojo de maquiagem, escondendo sérias marcas roxas avermelhadas em suas costas

Sua sobrancelha franzia com a tensão, tentava ser discreta e até ia mais rápido para que ninguém a encontrasse ali. Mas como uma veterana na PCA, deveria saber que ninguém está sozinho .

- Problemas no Palácio princesa? - Escutou uma voz atrás de si e percebeu que alguém a observava atrás de uma das cabines do banheiro.

Alexia se assustou ficando de costas para evitar que vissem suas marcas mas era tarde demais, quem a observava estava saindo cautelosamente da cabine, com um cigarro na mão e um olhar irônico, olhou a princesa de baixo pra cima.

Alexia sabia quem era, e por não ter intimidade com a mesma ficou tensa, com medo de que ela contasse o'que viu. A figura era loira com uma longa mecha rosa em seus cabelos loiros, e o olhar enojado para a princesa logo passou pra desconfiado, era a Karine, uma ‘não fã’ da princesa Alexia.

- Não sei do que você tá falando! - ficou de frente a ela para que não visse suas costas!

- Coitada! - debochou Karine. - o peso da coroa não te deixa raciocinar não é? - riu.

- Cuidado com oque fala! - Alexia aumentou o tom de voz para surpreender Karine, mas a mesma riu.

- Ou o'que? - riu .- vai cortar a minha cabeça? - debochou da antiga tradição da família real.

Karine apagou seu cigarro na pia e deu de ombros. A princesa que ficou sem reação e nervosa da rebelde abrir o ‘bico’ para alguém da escola, viu a jovem se aproximar da porta mas antes de sair virou para Alexia e falou:

- Se for esconder suas feridas majestade, tome cuidado, as paredes daqui têm ouvidos! - piscou para a realeza e foi embora.

Ao sair do banheiro ainda tinha bastante movimento no corredor, a mesma deu ombros ao se bater com alguém que logo reclamou de ter sido ‘agredida’ por Karine.

- Olha para onde anda idiota! - era Alice Wray que estava com atenção em seu celular naquele momento

Karine ao escutar apenas apontou o dedo do meio para a morena que nem percebeu pois sua atenção era em seu celular .

Alice seguiu seu caminho até uma jovem que encostava-se perto do armário com o olhar cansado.

- Nossa! - assustou-se Alice. - Parece que alguém não dormiu a noite!

A jovem era Chiara Fox, isso mesmo, outra filha de Salazar, dessa vez legitima, a jovem tinha cabelos enrolados e seus olhos esverdeados e parecia bem sonolenta quase dormindo em seu armário.

- Minha mãe bebeu tanto ontem a noite que se afogou no próprio vômito! .- ficou enojada só de lembrar .- fiquei acordada cuidando dela.

- Sinto muito pela sua família, amiga! - tocou nos ombros da Chiara. - Mas a sua mãe não pode se acabar na bebida pelo seu pai!

- Bem...diz isso a ela, pois eu tentei e a resposta foi “ Ele acabou comigo primeiro!” - imitou a voz de bêbada de sua mãe .

- Que horror! - revirou os olhos para Wray. - Mas vim aqui te falar uma coisa que acabei de descobrir então fica animada junto comigo! - sacudiu a amiga.

- O'Que é ? - ficou confusa.

- Achei o instagram de seus irmãos! - mostrou o celular para Chiara.- E não vai acreditar! - fez suspense - O seu irmão é um gato!

- Primeiro... ‘meio irmãos’.- olhou para o celular de Alice. - segundo ...não sei se quero ver eles agora!

- Amiga não é a culpa deles seu pai trair a sua mãe! - disse Alice. - mas veja só... seu pai pode ser um canalha, mais faz filhos ‘ guapos. - “gostosos” .

- Que nojo! - riu Chiara

A Wray abriu o instagram e colocou o nome de “ Sol Chagas “ e logo viram o feed da irmã. Realmente Sol era linda, Chiara via semelhança entre elas duas mas mesmo assim era estranho a sensação de ter uma irmã.

- Ela é linda mas tem um péssimo olho para tirar fotos, olha só esse ângulo não favorece ela! - mostrou a Chiara .

Chiara riu da amiga logo ela passou pro lado e viu a foto de Sol com Matias, os dois em uma praia no Chile, eram felizes, assim como sua família antes deles aparecerem.

- Guapos! - diz Alice “gostosos” ao ver a foto do irmão… meio irmão de Chiara .

O Sinal logo bateu novamente assustando a dupla que fizeram caretas ao terem que ir para a sala de aula.

- Aula de Educação física! - revirou os olhos a Wray.- Ninguém merece! - guardou seu celular e virou-se a amiga.- você vem?.

- Tenho que passar na sala do meu pai! - bufou. - mãe está mandando ele devolver a chave!

- Ui! - indagou Alice - boa sorte lá!

- Se cuida! - diz Chiara ao ver a amiga partir para a sua aula de educação física.

 

Sala do diretor

- Não vou participar disso! - Salazar levantou-se de sua cadeira.

- Não têm escolha Salazar! - Satoro falou e cruzou os braços e suas pernas descansando no conforto da sala de Salazar. - Seu nome está em grandes partes nos nossos negócios ...se eu sujo minhas mãos, você suja também.

- Podemos ser presos! - Dr. Holland estava tenso.

- Quieto Doutor! - disse Satoro .- Ninguém vai ser preso...se cooperarem e não abrirem o bico!

Satoro encarou Salazar que sentia tanta raiva do próprio que podia matá-lo ali mesmo na sala .

-Eu sou um doutor… minha especialidade é remédios, o'que garotas podem resolver em meu negócio? - diz Holland.

- Será que eu tenho que pensar em tudo! - revirou os olhos Satoro.

O mafioso levantou-se de sua cadeira e caminhou até o doutor que dava passos para trás para se afastar de Satoro.

- Doutores amam garotinhas...principalmente as crescidas. - riu. - ache compradores que pagariam para nosso cardápio e será bem recompensado!

- Não dá pra acreditar no que está acontecendo aqui! - Salazar estava exausto da conversa.

- Vocês são muito medrosos... Na Yakuza… - foi interrompido.

- Não estamos na Yakuza! - argumentou Salazar.- Estamos em um colégio, crianças estudam aqui, famílias confiam seus filhos a mim, e nenhum tipo de tráfico será feito aqui!

Satoro se assustou com o tom de voz de Salazar e logo ficou surpreso com o argumento e antes de opor a algo novamente foi interrompido por ele

- A reunião está acabada! - diz Salazar encarando o mafioso. - Harold acompanhe os senhores a seus carros, por favor!

Satoro se aproximou do diretor com as veias de sua testa pulsando de raiva da ousadia do Salazar na frente de todos na reunião.

- Imagino que você já conheça a saída! - diz Salazar encarando Satoro.

- Não acabamos ainda Salazar! - diz Satoro.

- Eu creio que sim! - entregou as fichas e a maleta de dinheiro pros mafiosos e logo deu de ombros e se retirou da sala.

Salazar parecia mais aliviado da reunião estar em seu fim, então jogou-se em sua cadeira bufando cansativo como se estivesse correndo uma maratona. Dr. Holland não havia se retirado então se aproximou de Salazar.

- Não podemos deixar Satoro fazer isso! - Dr. Holland estava nervoso.

- Ele não vai! - diz certo e confiante. - Não comigo aqui! .

Logo uma figura feminina entra pela porta, Chiara, que chama atenção de Salazar e Dr. Holland ao mesmo.

- Está ocupado? - não estava contente de estar lá.

- Não mais! - Holland respondeu por Salazar se retirando da sala.

- Como posso ajudá-la filha?- sorriu ao vê-la.

- Mamãe está mandando você devolver as suas chaves! - estava bem fria com o pai.

- Estão me botando para fora? - diz o diretor.- O'Que seus irmãos pensam disso?

- Não vai querer saber o'que eles realmente pensam! - indagou Chiara.

Salazar decepcionado abriu uma das gavetas e com uma tristeza em seu olhar retirou um molho de chaves dentre elas uma era de sua casa, pegou ela e estendeu para a Chiara pegar;

- Sinto muito querida! - sua voz estava fraca. - jamais pensaria que as coisas ficariam assim!

- Eu que sinto muito… por eles. - referiu-se aos bastardos. - por terem um pai mentiroso!

Chiara saiu da sala deixando batendo a porta com força e deixando Salazar sozinho, o'que era fascinante de pensar, um homem com duas famílias acabou sem nenhuma no final.

 

Corredor

 

Theodore estava sozinho caminhando no corredor sem muita movimentação já que todos estariam em suas aulas, mas com um passe do banheiro em suas mãos tinha livre acesso de todo corredor só para ele.

Théo então só notou uma séries de engomadinhos deixando a sala do diretor. investidores talvez? Conhecia poucos já que está ali poucos meses. Mas alguém chamou sua atenção, Satoro Sasaki, saindo da sala de Salazar.

O rapaz logo escondeu-se em uma das esquinas dos armários e apontou seu celular ao conhecido, tirou fotos do homem que nem notou a presença do garoto.

Theo então viu que aquela foto mudaria toda missão que estava a completar ali na PCA Academy, assistindo o mafioso se retirar da escola ele mesmo pegou as fotos em seu celular e encaminhou a um contato que estava escrito “pai “ .

Seus dedos dançavam nas teclas de seu celular completando a frase “ Satoro apareceu no colégio, tinha razão, o diretor tem algo envolvido com ele, a operação ‘ camaleão ‘ ainda está ativa? “

 

Não demorou muito para seu pai visualizar a mensagem enquanto esperava alguns segundos para responder logo recebeu a resposta que nela deixava claro ;

Bom trabalho bambino, continue fazendo seu papel , Satoro não perde por esperar !”

 


Notas Finais


https://www.spiritfanfiction.com/jornais/001-18748820, link com os aceitos. (eles estão na parte "elenco"


Aqueles que não apareceram hi com certeza irão aparecer no segundo cap !!!

Aproveitem o cap ! ;)


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