História The New Kings Of Kings - Capítulo 10


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Categorias Fate/Stay Night, Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works, Fate/Zero, High School DxD, Naruto
Personagens Akeno Himejima, Albion, Asia Argento, Azazel, Baraqiel, Ddraig, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Irina Shidou, Issei Hyoudou, Koneko Toujou, Kurama (Kyuubi), Kuroka, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Rias Gremory, Rossweisse, Sasuke Uchiha, Serafall Leviathan, Shikamaru Nara, Sona Sitri, Temari, Vali Lucifer, Xenovia Quarta, Yuuto Kiba
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Palavras 7.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - O Passado e O Perdão de Uma Gata


 

Anteriormente...

 

Xenovia e Irina ficaram sem palavras diante do pequeno discurso do albino. Além de dizer que elas eram suicidas, o que foi um grande insulto para elas. Pois de acordo com as crenças cristas, os suicidas eram enviados para o 7º círculo do inferno, o Círculo da Violência, onde eram transformados em árvores sombrias e retorcidas (Isso segundo o texto de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia). Mas não podiam negar que ele estava certo. Elas eram humanas e nada mais. Não tinham poderes especiais, nem nada. Tinham apenas duas Excaliburs, que segundo Klaus, eram apenas copias da original, não poderiam fazer muito estrago no Corvo. Mas.... Juntos.... Poderiam ter alguma chance contra ele. Mesmo que não quisessem ou que isso ferisse o orgulho delas.

Semíramis não podia estar mais orgulhosa de seu filho, deixando à mostra um sorriso orgulhoso e terno para todos verem.

- “Master... Não, Klaus, você cresceu tanto nesses últimos dias. Não só conseguiu fazer o impossível possível, como também está se mostrando ser um líder nato. Eu realmente tenho muito orgulho de ser sua Servant e sua Rainha. Mas principalmente, de ser sua Mãe.” – Confessou a imperatriz, guardando essas palavras para si em sua mente, para que mais ninguém pudesse ouvi-las.

- Está bem. Nós vamos aceitar a ajuda de vocês. – Proclama Xenovia, tendo o consentimento de Irina. – Estamos contando com vocês, demônios. – Estendendo a mão para Klaus e o mesmo apertou, selando essa breve aliança entre a Igreja e os demônios de Kuoh.

 

Agora...

 

Depois da reunião e da formação da aliança temporária entre eles, as portadoras da Excaliburs foram embora e os demônios voltaram para suas salas, terem suas aulas. No caminho de casa, Klaus estava com uma leve expressão carrancuda no rosto, o que deixou claro para as garotas que ele ainda estava de mal humor, só não sabiam o porquê. Quando chegaram em casa, eles tiveram uma pequena surpresa. Kuroka estava totalmente nua, mas cobria sua nudez com apenas um avental, bem curtinho. Ravel estava num canto da sala, amarrada e amordaçada, bastante irritada com a gata e também se debatia de raiva da mesma.

- Ah! Klaus-kun! Bem-vin...

A gata nem teve tempo de terminar a frase, quando foi presa por correntes negras.

As mesmas que Semíramis usou para maltratar...

Quer dizer, educar, o Idiota Tarado, quando o mesmo estava tendo seu treinamento para o Rating Game.

- Pode parar por aí, sua Gata Maluca. – Começa Klaus, visivelmente irritado com a Nekoshou, que se arrepiou de medo com o tom de voz do mesmo. – Você me deve algumas explicações... – Disse o albino, enquanto pegava seu celular e ia para a galeria de fotos, abrindo numa foto onde estava ele, Saber e Koneko, disputando quem era mais forte numa quebra de braço e mostrando a foto para a Nekoshou acorrentada, que arregalou levemente os olhos quando viu a garota de cabelos brancos na foto.

- Shirone... – Sussurra a morena, acreditando que não seria ouvido.

- Então esse é o nome dela. Eu já tinha minhas suspeitas quanto ao nome dela ser outro, mas dela ser sua irmã.... Isso me pegou de surpresa. – Continua Klaus, olhando fixamente nos olhos dourados da Nekoshou. – Agora eu entendo o porquê dela não ter aceitado seu lado Nekomata por tanto tempo. Você é a causa disso. – Diz o albino, com certa raiva da Nekomata, que abaixou a cabeça com a afirmação. – Eu quero que me diga tudo, Kuroka. E quando eu digo “tudo”, eu me refiro a todos os detalhes. Tim-Tim por Tim-Tim. – Termina o mesmo, soltando a gata e a mesma cair de bunda no chão, ainda de cabeça baixa.

- Hai.

- Saber, me ajude a soltar a Ravel. Sona, Sariel, façam essa gata botar alguma roupa para que possamos conversar. – Disse o albino, se voltando para as garotas atrás dele e as mesmas acenam em resposta.

 

Cap. 10 – O Passado e O Perdão de Uma Gata

 

Quando tudo estava dito e feito, todos se reuniram na sala, com Kuroka sentada numa poltrona e o resto se espalhou nos sofás.

- Lembram quando eu disse ser de uma das raças mais poderosas entre as Nekomatas? – Pergunta a morena, tendo a confirmação de todos. – Bem... O meu mestre anterior, sabia disso. Então ele nos adicionou a sua nobreza e começou a injetar Senjutsu diretamente em meu corpo nyahh. Tudo para poder destronar os 4 Grandes Satãs.

Klaus e as outras garotas ficaram chocadas com a revelação, mas o albino estava mais puto do que chocado. Aos 10 anos ele foi capturado por alguns Youkais e eles o torturaram com injeções diárias de Senjutsu e aquilo doía muito, muito mais do que mil lanças de luz sendo perfuradas no corpo de um demônio na sua opinião.

- Um dia, eu acabei ouvindo sem querer a conversa desse desgraçado com algum outro demônio. Eles discutiam em colocar a minha irmã no plano também. Além de pensar na possibilidade de injetar Senjutsu nela também. Eu simplesmente não podia deixar isso acontecer nyahh! – Diz a gata, apertando as mãos com certa força. – Então eu comecei a treinar e a sugar mais e mais Senjutsu, até que eu tive poder o suficiente para matar aquele puto nyahh. – Kuroka diz com raiva e ódio em sua voz, chegando a rosnar um pouco só de lembrar do antigo mestre.

- Mas, e o outro demônio? – Pergunta Sona, tentando se manter calma naquela situação.

Kuroka balança a cabeça e volta a falar.

- Não consegui pega-lo. Quando eu percebi, ele já tinha ido embora e nunca mais o vi. – Diz a Nekomata, irritada com esse pequeno fato. – Depois disso eu não tive outra escolha a não ser fugir nyahh. Afinal, eu tinha acabado de me tornar uma criminosa. E... E eu abandonei a minha irmã. Minha Shirone. – Termina a gata, chorando de tristeza por ter abandonado sua irmãzinha.

- Não podia levar ela com você? Sei lá, até achar um lugar seguro pra ela ficar? – Pergunta Klaus, confuso com o andamento dos eventos.

- Não é tão simples assim, Klaus. – Comenta Sona, se virando para ele. – Quando se é um criminoso no submundo, sendo do mesmo Rank que ela, você é eliminado na hora que é visto por alguém.

- Sim. Mas não é só isso. Qualquer um que estiver ao lado do criminoso também é eliminado. Então se eu levasse Shirone comigo, ela provavelmente seria morta também. Além de ser considerada uma criminosa nyahh. – Complementa a gata.

- Fuja e ela morre. Leve ela com você e ela morre também? Que escolhas legais, hein? – Ironizou o albino, com uma leve carranca no rosto. – Por acaso, já tentou se aproximar dela depois disso? Tentar falar o que realmente aconteceu naquele dia pra ela?

- EU JÁ TENTEI!! – Gritou a Nekoshou, começando a chorar ainda mais. – Mas toda vez que eu tento, ela começa a dizer o quanto me odeia! Por ter abandonado ela e por ter feito aquelas coisas nyahh!! – E voltou a chorar mais um pouco antes de falar. – Eu não sei se aguento ouvir isso dela mais uma vez....

Todos não sabiam o que fazer naquela situação. Saber sabia muito bem como é não ser aceito por alguém de sua família na pele, mas não tinha ideia de como ajudar naquela situação. Mas para a surpresa de todas, Klaus ficou de frente para Kuroka e fez um leve afago na cabeça dela, chamando sua atenção.

- Vamos juntar você e a sua irmã de novo. Pode apostar, eu vou fazer aquela viciada em doces ouvir o seu lado da história, mesmo que eu tenha que trazê-la amarrada até aqui. Ou por suborno. – Comenta o albino, com um pequeno sorriso no rosto.

- E que tipo de “suborno” seria esse, Master? – Pergunta Saber, curiosa com a provável resposta de seu mestre, que se vira com um sorriso debochado estampado na cara.

- Um saco bem grande de doces que nem mesmo ela poderia resistir. – Responde o albino com um grande sorriso convencido no rosto e com um brilho nos olhos.

- Eu já deveria saber. – Comenta a loira, com uma gota atrás da cabeça e rindo da ideia do mesmo, assim como as outras.

Naquele momento, Klaus e Saber começaram a discutir com aquela ideia de suborno, que acabou entrando Sona e Sariel na discussão, dizendo que seria muito baixo fazer isso com a Torre de Rias.

Mas eis que o albino vem com uma perola de conhecimento de Mordred: “Quem liga pro que é justo? Contanto que vença, tá valendo!”.

A Nekomata estava se sentindo feliz, depois de tanto tempo de medo e insegurança com a possibilidade de nunca mais ter uma relação saudável coma irmã. Não esperava que Klaus fosse tomar tais atitudes, só para tentar ajudar ela a se reconciliar com sua irmã.

Mas também, vindo de alguém imprevisível como ele, não era de se esperar que ele fizesse alguma loucura mais pra frente.

- Bem, acho melhor a gente preparar a janta e também nos prepararmos para as visitas. – Anuncia Klaus, terminando a discussão sobre o possível suborno que usaria em Koneko.

- “Visitas”? – Perguntam as garotas, olhando de forma confusa para o albino, que retribui o olhar com um sorriso sarcástico.

- Vocês vão entender mais tarde.

 

************

 

Sirzechs e Serafall apareceram em círculos mágicos na sala de Klaus, que os aguardava sentado de forma relaxada sobre só braços do móvel, lendo um livro qualquer.

- Serafall! O que você está fazendo aqui? – Pergunta o ruivo, surpreso em ver a amiga de infância, que estava com seu uniforme de garota mágica, ao seu lado, que também estava surpresa ao ver o ruivo.

- Eu é que pergunto. O que VOCÊ está fazendo aqui? – Rebate a morena, apontando pro ruivo de forma acusatória. – AH!!! Por acaso... Você está tentando seduzir a minha irmã?!?!

- EEEEEEEEHH!!! – Gritou o ruivo, indignado com a acusação de sua amiga.

- Acalmem-se os dois palermas. Eu chamei o siscon ali. Enquanto Sona chamou você, querida cunhada. – Informa Klaus, se levantando da poltrona e deixando o livro no móvel.

- Sona-chan?! – Pergunta Serafall, de uma forma que claramente era possível ver descrença em seus olhos. – O que você fez com ela seu....

Mas antes que a Leviatã pudesse continuar com a ameaça, a mesma sentiu ser atingida por um potente cascudo por trás.

- Nem pense em machucar o meu namorado, Onee-sama. – Ameaçou a morena mais nova, com uma grande intenção assassina contra a irmã, que ficou assustada em ver a sua irmãzinha sendo tão fria e cruel com ela daquele jeito, por causa de um homem.

- H-Hai. – Responde Leviatã, com medo do que sua irmã poderia fazer com ela se tivesse continuado com a ameaça.

- Bem, eu agradeço por ter me salvado de um monte de papelada e de uma esposa extremamente zangada comigo por conta do trabalho, mas por que nos chamou aqui? – Pergunta Sirzechs, curioso com a resposta de Klaus e no motivo dele ter chamado dois dos Quatro Maous até sua residência.

- Eles chegaram. Venha.

Os Maous/amigos de infância se entre olharam e se perguntaram mentalmente sobre quem Klaus estava chamando.

Em poucos segundos, Kuroka aparece na porta da sala, deixando os Maous em alerta e prontos pra briga. Sirzechs preparava um ataque com seu Poder da Destruição, mas foi impedido por Klaus, que invocou estacas que saíram do chão da sala e empalaram os braços e tronco de Sirzechs, enquanto Serafall fora barrada pela irmã, que apontava um círculo mágico contra seu rosto.

- Eu só vou dizer isso uma vez. Tentem fazer algum mal a alguém aqui nessa casa e eu juro que vou fazer vocês terem a pior morte de todas. – Ameaçou Klaus, com os olhos em fenda e emanando seu poder por todo seu corpo, na forma de uma aura negra com bordas vermelhas.

Kuroka e Sona estavam bem graças a proteção que Klaus e Semíramis lançaram nelas, assim como em Ravel e Sariel, que estavam do outro lado do corredor que dava pra sala. Já os Maous.... Eles estavam sofrendo, literalmente. Estavam sendo sufocados com o poder de Klaus, que era muito maior do que Sirzechs havia imaginado, se igualando ao seu em densidade e pressão. Por um segundo, o ruivo acreditou que Klaus também tivesse o Poder da Destruição de sua família, mas era algo diferente. Era algo propriamente dele e apenas dele.

- Está bem... Nós entendemos... – Responde o ruivo, com certa dificuldade em respirar e de falar. Serafall não estava diferente, respirava com certo esforço e parecia que não conseguiria suportar toda aquela pressão.

Com a resposta dada, Klaus cessou as hostilidades para os convidados e retirou as estacas de Sirzechs, além de ter curado o mesmo com o Hougu de Alter.

- Klaus-kun, Sona-san... O que significa isso? – Questiona Sirzechs, um tanto irritado com a presença de Kuroka e com a “traição” de Klaus.

- Engraçado. Eu não me lembro de ter virado seu melhor amigo, ou coisa do gênero, pra ficar devendo satisfações das coisas que eu faço, ou deixo de fazer. Senhor Vendedor de Irmãs do Caralho! – Responde o albino, bastante zangado com o tom do ruivo. – E também, você ainda tem muito chão pela frente pra ter tanto minha confiança, quanto minha simpatia, Seu Maou De Merda Fajuto. – Complementa o mesmo, fechando a cara para Sirzechs, que cerrou os olhos quando ouviu aquelas verdades. – Agora que estamos todos mais “Zen”, temos assuntos a discutir. Pra começar, quero que apaguem o caso da Kuroka. – Exigiu o Tepes, se virando para olhar a Nekomata que tinha se aproximado dele e ficado ao seu lado.

- Do que você está falando, seu Ladrão de Irmãs?!?! – Pergunta Serafall, ainda incomodada pelo fato de sua irmã mais nova estar do lado dele do que o dela.

- Exatamente. Ela é uma criminosa que matou o próprio mestre!! – Complementa o ruivo, com raiva em sua voz.

Klaus deu um suspiro de cansaço quando ouviu aquelas asneiras.

- E eu achando que vocês tinham algum cérebro dentro dessas suas cabeças de bagre. – Insulta o albino, de olhos fechados e com expressão carrancuda. Mas o comentário não foi muito bem recebido por um dos Maous (Serafall), que teve que ser segurada pelo outro. – Me digam, ao menos vocês investigam os crimes que ocorrem no submundo?

A pergunta calou os dois irmãos mais velhos. Eis uma coisa que eles nunca tiveram o costume de fazer, investigar os crimes ou as causas delas.

- Parece que os humanos são mais espertos do que vocês, imbecis. – Provoca o albino, olhando diretamente para Sirzechs e Serafall, que fecharam a cara com o insulto. – Conte-os, Kuroka.

A gata contou toda a história, desde o começo até o dia que matou seu mestre. Inclusive do motivo que a levou a mata-lo, deixando os Maous de boca aberta.

- Fala sério... Isso nunca teria passado pela minha cabeça se eu não tivesse ouvido essa história. – Comenta Serafall, caindo sentada no sofá e bufando de frustração com tudo o que ouviu.

- Isso por que vocês são um bando de idiotas na minha opinião. – Cutuca Klaus, com um sorriso arteiro nos lábios e olhando ironicamente para os convidados, que se irritam com o insulto. – Se tivessem feito uma investigação mais profunda, teriam encontrado provas e evidências dos crimes desse mestre. Além dos planos para mata-los. – Continua Klaus, ficando sério novamente. – Então eu vou repetir. Eu quero que apaguem o status de criminosa dela.

- VOCÊ TÁ DE BRINCADEIRA?! – Questiona Serafall, se levantando subitamente do sofá e olhando com descrença para o albino. – Não é assim tão fácil, sabia? Temos que pedir autorização do concelho e...

- VOCÊ é quem tá de BRINCADEIRA comigo! – Interrompe Klaus, furioso com a “desculpa infantil” de Serafall, batendo o pé no chão. – Eles são conselheiros. O trabalho desses babacas é apenas aconselhar e não mandar. Vocês são os idiotas que mandam na porra do submundo! Tomem vergonha na cara e engulam essa verdade!! Está na hora de vocês assumirem a merda da responsabilidade e autoridade de vocês e mandarem esses velhos de merda se fuderem!!! – Esbravejou o albino, ainda mais furioso com os convidados. – E você, Sirzechs, me deve um favor!! Tá na hora de pagar, seu merda!!

Serafall ficou confusa com essa história de favor, mas deixou quieto, podia perguntar ao ruivo depois. Falando nele, Sirzechs bufou de frustração e teve que engolir o seu orgulho. Afinal, Klaus lhe fez um favor em livrar sua irmã do casamento com Raizer, apesar de ter matado ele e depois ter trazido o Frango Frito de volta, mas são apenas detalhes.

- *suspiro* Está bem. Até amanhã de manhã ela já deve ter seu status como criminosa apagados. – Diz o ruivo, sabendo que ganharia uma enorme pilha de papeis mais tarde.

- Ótimo. Agora, será que posso ter uma palavrinha com você. Em particular? – Pergunta o Tepes, mantendo o olhar fixo nos de Sirzechs, que já teve uma ideia de o que se tratava essa “palavrinha”.

Sona e Kuroka se retiram da sala, assim como Ravel e Sariel saiam de seus esconderijos e se dirigiam aos seus quartos. Serafall seguiu a irmã, em busca de satisfações com a mesma. Agora que estavam sozinhos, Sirzechs retirou uma pasta, com alguns papeis dentro, de seu casaco e a entregou para Klaus, que deu uma breve lida no conteúdo.

- O nome de todos que votaram na eliminação da vila da qual você morava estão aí. Pelo menos os que eu me lembrei.

- Obrigado. – Agradece o albino, fechando a pasta e a guarda dentro de um espaço dimensional pessoal, um dos vários Hougus que ele adquiriu com o tempo, enquanto se virava para ir ao seu quarto, ajudar uma Sona com problemas de relacionamento com a irmã.

- Posso saber o que vai fazer com essas informações? – Pergunta Sirzechs, já podendo prever o que Klaus iria dizer para ele.

Klaus para no meio do caminho e olha para o ruivo sobre o ombro, com um sorriso sarcástico no rosto. Mas algo dentro de Sirzechs dizia que aquele sorriso tinha algo de sombrio dentro dele.

- E por que você acha que eu vou contar pra você o que eu vou fazer a seguir? – Responde Klaus, voltando a andar e deixando um ruivo temeroso com o futuro na sala de sua casa.

No caminho para o quarto, Klaus se deparou com Kuroka, parada na porta de seu quarto. Ele já ia mandar uma bronca na gata, mas quando ela percebeu a presença de Klaus, ela se virou para ele e fez uma leve reverencia.

- Obrigada. Por me ajudar a me reconciliar com a Shirone. – Dizia a gata, deixando algumas lágrimas saírem de seus olhos.

- Não precisa agradecer. – Diz o albino, fazendo um carinho na cabeça da gata, que corou levemente com o toque. – E também, é normal ajudar alguém da família quando ela precisa. – Completa o mesmo, dando um pequeno sorriso pra morena.

- Hey, Klaus-kun. Se importa em ficar aí por um tempinho? – Pergunta Kuroka, ainda na posição de reverencia. Klaus achou um pouco estranho o pedido, mas não disse nada contra.

Kuroka se aproximou de Klaus e deu um leve abraço no mesmo e começou a chorar em silencio, molhando a camisa do albino. Klaus sabia que aquelas lágrimas eram de felicidade, mas também estavam limpando a tristeza que havia dentro do coração de Kuroka.

Ele não fez nada, além de retribuir o abraço e continuar o afago nos cabelos negros da gata.

Dentro do quarto do albino, Sona e Serafall tinham uma discussão das grandes por conta do relacionamento da mais nova com o Tepes.

- VOCÊ NÃO ME CONTOU QUE ESTAVA NAMORANDO ALGUÉM!! ESPECIALMENTE ESSE GAROTO ATREVIDO E PERVERTIDO!!! – Esbravejou a mais velha, indignada com o relacionamento que sua irmã tinha escondido dela e de sua família. Na verdade, de todos a sua volta. Menos os que estavam na casa, que sabiam muito bem da relação dos pombinhos.

- Tá vendo! Se eu dissesse que estava namorando ele, você iria vir pra cá com essa mesma reação e iria me irritar, só pra me fazer terminar com ele!! – Rebate a mais nova, brava com a mais velha.

Tá aí uma coisa que Serafall não pode negar. Se soubesse que eles namoravam antes, faria de tudo para separa-los. Queria ter sua irmãzinha só pra si e pra mais ninguém.

- E tem mais, Klaus e eu já meio que consumamos nosso “matrimônio”. – Diz Sona, com um grande sorriso orgulhoso no rosto, deixando Serafall um pouco confusa de início. Mas depois de pensar um pouco chegou à seguinte conclusão.

Matrimônio = Casamento, Casamento = Noite de Núpcias = NOITE DE SEXO SELVAGEM.

Se eles já consumaram o matrimônio, isso significa....

- FILHO DA PUTA!!!!!!! – Gritou a Leviatã, furiosa com a notícia de que sua irmãzinha, pura e inocente, fora maculada por um albino apelão e sem um pingo de vergonha de dividir a casa com outras garotas da mesma idade, ou próxima, que sua irmã. – EU VOU MATAR AQUELE BRANQUELO E ARRANCAR O PAU DELE FORA!!! – Berrava a morena, vermelha de raiva.

Até que sentiu sua cabeça ser agarrada com força pela irmã, que estava dando um olhar mortal para ela, o que fez com que ela se calasse e sentisse medo pela primeira vez de sua irmã caçula.

- Se você tentar fazer algum mal ao meu Klaus, eu vou considera-la minha inimiga e nunca mais a verei como minha Onee-sama. – Disse a mais nova, de forma fria e cruel, com seus olhos brilhando num tom de perigo e de seriedade.

- H-Hai. Me desculpa. – Diz a mais velha, tremendo de medo da caçula. – “Nota mental. Nunca mais ameaçar Klaus-kun perto de Sona. NUNCA!

- Ótimo. Que bom que você entendeu, Onee-sama. – Diz a Sitri, mais calma com a “compreensão” da irmã. – Agora, quer fazer o favor de ir embora. Tenho algumas coisas pra falar com Klaus, ele deve chegar daqui a pouco.

- Mas... Você tá mesmo bem com essa história de dividir esse lugar com outras garotas?! – Pergunta Serafall, torcendo que isso abalasse a caçula.

- Eu sabia que ele dividia a casa com outras garotas e isso não me incomodou, no começo. – Serafall abriu um sorriso de esperança com isso. – Mas depois que eu soube que teria que dividi-lo com outras esposas, eu tive que me acalmar pra não pular nele e o esganar até a morte.

 Agora a mais velha ficou confusa.

Como assim, “outras esposas”?

- É que ele é o último de um Clã de heróis e pra que ele possa reconstruir seu clã, ele terá que ter um harém. Então eu fiz umas regrinhas pra ele não sair da linha. – Explica a mais nova, dando um sorriso convencido para a mais velha, que olhava com descrença com o que ouviu.

Podia jurar que esperava que sua irmã dissesse que não gostava da ideia de dividir Klaus com alguma outra garota, então decidiu tirar a prova.

- Sona-chan, tem certeza de que está tudo bem em dividi-lo com outras mulheres? Ele pode acabar gostando mais de uma outra qualquer do que de você, sabe? – Insinuava a mais velha, na tentativa de fazer sua irmã caçula de dar um pé na bunda do namorado.

- Tenho. – Responde Sona, bem confiante em suas palavras, chocando a irmã que virou uma estátua de mármore diante da afirmação tão rápida da mais nova. – Klaus pode não parecer, mas ele tem um coração bem grande. E eu acho que dá pra eu aguentar o ciúme de ver ele com outras garotas. – Confessa a mesma, surpreendendo a mais velha, que volta a ser de carne e osso.

- *suspiro* Bem, acho que nesse caso, eu vou dar um voto de confiança naquele albino idiota. – Comenta Serafall, um pouco envergonhada e hesitante em dizer aquelas palavras, o que fez com que Sona abrir um singelo sorriso com a pequena demonstração de maturidade da irmã. – Mas se ele te magoar, eu vou voltar aqui e fazer ele pagar por isso!! – Disse a mais velha, fazendo bico.

- Então pode relaxar, pois não pretendo fazer a Sona chorar de tristeza. Apenas de felicidade. – Disse uma voz atrás de Serafall, que quando olha pra trás encontra Klaus, dando um sorriso de canto de boca pra ela. Por algum motivo desconhecido, Serafall sentiu seu coração falhar uma batida e suas bochechas esquentarem. Coisas estranhas vieram na sua cabeça, mas as afastou balançando a cabeça. Se retirou da cama de casal, onde estava sentada com a irmã durante a conversa.

- Ficou ouvindo nossa conversa, seu cunhado sem vergonha? – Pergunta Serafall, fingindo estar brava com o albino, que não caiu na atuação da mesma.

- Só o final. – Confessa o albino, olhando para a cunhada com um dos olhos, mantendo o outro fechado, achando que levaria um tapa da mesma. Mas não veio.

- BAKA! – Disse a morena, chutando a perna do albino. Serafall estava prestes a repreende-lo por bisbilhotar, mas quando se lembrou quem mais estava com eles, decidiu parar por aí. – Bem, eu vou indo. Tome conta da minha irmãzinha ouviu? – Disse a Leviatã, olhando com um pouco de desprezo ao Tepes, que não ligou pra isso e foi em direção a Sona e circulou o pescoço dela com o braço.

- Não se preocupe. Não vou deixar que nada de ruim aconteça com a MINHA Sona. – Diz Klaus, enfatizando o “minha”, o que deixou a morena mais velha pistola com ele.

- MALDITO!! ELA NÃO É SUA, SEU CAFAJESTE!! E PODE TIRAR A MÃOZINHA BOBA DAÍ!! – Gritou a morena, arrancando algumas risadas de Klaus e Sona com a reação exagerada da mesma. O que provocou num ataque de raiva em Serafall, junto com um de ciúmes. Ela é quem queria estar daquele jeito com sua irmãzinha, e não aquele albino maldito bonitinho...

“Bonitinho”?

Quando essa palavra passou pela mente de Serafall, ela não conseguiu esconder a leve vermelhidão que se formou no rosto e para que eles não vissem isso, decidiu ir embora.

Como a última visitante foi embora, Klaus pode finalmente agir como realmente queria quando estava perto da Sitri. Com beijos lascivos e cheios de amor por Sona, que correspondia sem pestanejar o ato. Na verdade, retribuía na mesma intensidade que Klaus, aumentando ainda mais sua felicidade por ter conhecido Sona.

- E então? O que nós vamos fazer agora? – Pergunta Sona, quebrando o beijo e puxando Klaus pra cama, com ele em cima dela.

- Você fala do “Plano De Reconciliação Das Irmãs Gato”, ou do que a gente vai fazer agora antes de dormir? – Questiona Klaus, num tom safado no final, junto com um chupão e uma leve mordida no pescoço, provocando um leve arrepio em Sona, que não conseguiu conter um leve gemido.

- Um pouco dos dois.

- Nesse caso... – Klaus se levantou da cama e criou uma barreira Anti-Youkai na porta, pro caso de uma certa gata tentar alguma gracinha enquanto eles dormem.

Feito isso, Klaus voltou para perto de Sona, dando beijos pelo corpo dela até chegar nos seus lábios e voltarem a se beijar com muita vontade e luxúria.

 

***********

 

Na noite anterior, depois que Klaus e Sona fizeram um bom e maravilhoso sexo selvagem, eles discutiram o que iriam fazer a seguir para aproximar as duas irmãs. No dia seguinte, tudo ocorreu de forma normal. Tomaram o café da manhã, se arrumaram e foram pra aula. No caminho, encontraram Rias e parte de sua nobreza e Sona não conseguiu esconder a vergonha que estava sentindo naquele momento.

Ainda não tinha dito para sua melhor amiga que tinha saído na frente, conseguindo não só um namorado, como também um futuro marido. Ela simplesmente não sabia o que dizer pra ruiva.

- Sona... E Klaus? O que vocês estão fazendo aqui? – Pergunta a Gremory, confusa em ver o casal no caminho pra academia.

- A gente se encontrou pelo caminho, então eu pensei em acompanharmos ela um pouquinho. – Explica Klaus, tomando a dianteira na conversa.

- Tá. E por que os dois estão em cima de uma prancha de skate? – Questiona a ruiva, olhando de forma desconfiada para o casal, que só agora perceberam como estavam.

Klaus e Sona em cima do skate e com ele segurando de forma um tanto possessiva a cintura da Sitri.

Akeno não pode deixa de rir de forma... Um tanto sádica... A situação em que o casal foi pego em público, enquanto Rias olhava com bastante desconfiança aos dois na sua frente. Sabia que Sona tinha uma certa queda pelo albino, mas não esperava que ela estivesse tão próxima a ele tão rapidamente.

Com uma breve troca de olhares, eles decidiram abrir o jogo com os amigos.

- Nós estamos namorando. – Responderam ao mesmo tempo, surpreendo a todos ali. Principalmente Rias, que ficou de queixo caído quando ouviu a notícia. Akeno começou a rir levemente, ao mesmo tempo que parecia ser um tanto safada e sádica, para a surpresa da ruiva. Asia cobriu a boca com as mãos, em claro sinal de surpresa e seus olhos brilhavam de felicidade pelo novo casal. Yuuto ficou sem palavras, pois não esperava isso de Sona ou de Klaus.

Já Issei...

- MALDITO!! Como ousa manchar a minha pura e bela Sona Kaichou com as suas mãos... – Gritava Issei, até ser calado por uma das mãos de Klaus, que apertavam com certa força a cabeça do mesmo com certa força, fazendo com que o Idiota Tarado achar que teria sua cabeça esmagada ou rachada com a força aplicada.

- Quem disse que ela é sua, seu merdinha? Não diga uma merda dessas na minha frente de novo seu Sekiryuutei de Merda. Ou você quer que eu esmague a sua cabeça aqui e agora? – Pergunta o albino, com os olhos em fenda e com uma frieza jamais vista pelo pessoal do Clube de Ocultismo.

Ele realmente queria matar o Idiota Tarado.

- Klaus!

A voz de Sona se fez presente e fez com que Klaus desse um estalasse a língua e jogasse Issei contra uma parede que tinha ali perto, com força o suficiente para deslocar o ombro do mesmo. Klaus se vira e volta para perto de Sona e sem se virar diz.

- Se falar essas merdas de novo na minha frente, seu Idiota Tarado, eu te mato. – Fala olhando sobre os ombros, com os olhos brilhando em um vermelho com um tom perigoso e em fenda, arrepiando a espinha de Issei, que jurou nunca mais chegar perto de Sona. – A propósito, Cabeça de Fogo. Se importa de me emprestar a sua Torre por um instante? É sobre o treinamento dela com Caster. – Diz Klaus, olhando para Rias, que fica um tanto hesitante com o pedido do albino. – Pode ser depois da aula, não precisa ser agora. – Complementa o mesmo, fazendo com que a ruiva baixasse um pouco a guarda.

- Está bem. Mas só depois da aula. Agora, vamos ou nós iremos nos atrasar. – Concorda a mesma e voltando a andar em direção a academia.

Sona desceu do skate de Klaus e começou a andar ao lado da amiga, que a ignorava completamente, o que foi compreensível ao albino.

Chegando na academia, como todos estavam andando jutos, Klaus não podia começar o dia batendo no Idiota Tarado, por que já tinha feito isso. Então resolveu mirar nos comparsas dele, os outros dois amigos pervertidos do moreno, que eu FAÇO QUESTÃO DE NÃO LEMBRAR O NOME DELES, e recebe-los com um avanço direto nos mesmo com o braço estendido, acertando a nuca deles e os derrubando logo em seguida.

Todos que viram a cena podiam jurar que ouviram ao fundo: “AND HIS NAME IS JOHN CENA!!!”  junto com a música tema do lutador.

- Isso com certeza vai virar meme. – Disse o albino, sorrindo enquanto andava em direção a sala de aula.

Issei foi logo ajudar seus amigos tarados a se levantarem, mas acabou levando um tremendo de um chute por trás, dado por Saber, acertando as bolas do mesmo, o derrubando ao lado dos amigos.

- Baixou a guarda!! Seu Idiota Tarado!! – Bradou a loira, rindo alto do pervertido caído no chão.

Enquanto Issei estava sendo acudido por Asia, assim como seus amigos, Sona fora cercada por Rias e Akeno e levada para um canto qualquer da academia. A Gremory estava com uma expressão pouco amigável para a Sitri, que sentiu que estava literalmente numa situação chamada: Azedou o pé do frango! Se que vocês me entendem?

Akeno estava ali também, mas mais para impedir que Rias faça alguma loucura contra a amiga, mas também tinha uma certa curiosidade com relação ao caso que Sona tinha com Klaus.

- Bem, Sona, diga-me. Quando foi que você e Klaus ficaram assim tão próximos? – Pergunta a ruiva, claramente irritada e levemente magoada pela “traição” da amiga, que conseguiu um namorado, com uma Sacred Gear que a Gremory, tinha que admitir, ter certo interesse em tê-lo na sua nobreza. Mas não conseguiu pois perdeu a aposta com o apostador e também por que o mesmo agora já tinha sua própria nobreza, mesmo sendo de quatro peças apenas. Mas ainda assim, eram extremamente perigosas e poderosas.

- Não pode ter sido nessa semana. Pois é claro que o clima entre vocês funciona muito bem, em comparação aos dias quando se conheceram. – Comenta Akeno, pondo um dedo sobre o queixo, como se estivesse pensando.

- A única alternativa, seria que vocês estão nesse namorico há pelo menos 2 semanas. Então diga Sona, há quanto tempo você tem escondido isso da gente? – Pergunta Rias, sem esconder um sorriso um tanto psicótico que se formou em seu rosto, assustando Sona.

- Desde o seu treinamento pra se preparar pra lutar contra Raizer no Rating Game. – Confessa a morena menor, com medo do que poderia acontecer se tentasse esconder a verdade dela.

- Então enquanto eu tava ralando pra burro com a ajuda de Semíramis-dono, pra tornar tanto eu, quanto minha nobreza mais forte, você estava dando uns amassos naquele albino metido e exibido? Tá falando sério? – Questiona a Gremory, indignada com o que sua melhor amiga. Que estava praticamente curtindo a vida adoidada, enquanto ela se ferrava pra poder vencer o Frango Frito.

- B-Bem, não foi assim da noite pro dia que a nossa relação ficou desse jeito, Rias. Veja, a gente ficou numa situação de chove mais não molha por um tempo, até ele se confessar pra mim na minha sala, quando não tinha ninguém lá. – Comenta Sona, coçando a bochecha que estava claramente vermelha de vergonha por estar falando algo tão pessoal pra Gremory. Esta ficou chocada com o que ouviu, assim como Akeno, que se surpreenderam com a atitude e iniciativa de Klaus.

Por essa elas não esperavam.

- Hey, Sona-sama. Até onde vocês foram nessa relação de vocês? – Pergunta a Rainha de Rias, num tom malicioso e rindo de forma safada pelo vermelho que tomava conta do rosto de Sona.

- Agora que você falou Akeno, eu fiquei interessada nisso. – Comenta Rias, dando uma breve olhada para a sua Rainha e depois voltando para Sona, que ficava mais vermelha de vergonha. – Pela forma que vocês estavam juntos hoje de manhã, é provável que já tenham dado uns beijos.

- Bem... Ele já tinha me beijado antes de termos iniciado o namoro.... – Diz Sona, deixando escapar esse pequeno detalhe.

- COMO É QUE É? – Berrou a ruiva, não acreditando no que ouviu. Seus olhos estavam arregalados, assim como os de Akeno, mas não tanto quanto os de Rias.

- MAS AQUILO FOI UMA DAS SUAS BRINCADEIRAS!!! EU JURO!!! – Berrou a Sitri, desesperada e balançando as mãos em sinal negativo.

- Isso pode ser um pouco fora do assunto que estamos abordando aqui mais, por acaso o seu primeiro beijo foi no dia que a gente lutou contra ele e Saber-san? – Pergunta Akeno, tão curiosa quanto Rias, que teve que segurar os nervos pra não voar para cima de Sona e estrangula-la por conta da raiva, e da enorme inveja, que ela estava sentindo pela amiga.

- ... – Sona estava claramente envergonhada em dizer a resposta para essa pergunta. Se dissesse que “Não”, Rias iria descobrir na hora. Se dissesse que “Sim”, ela provavelmente iria morrer, sem nem antes poder ter tido o prazer de ser mãe. – Sim. – Falou a morena, baixinho, mas o suficiente para ser escutado.

Rias quase caiu pra trás com a notícia, mas foi segurada por Akeno antes de cair no chão.

 

***************

 

Depois de uma leve sessão de interrogatório, a Sitri foi liberada, tão vermelha quanto os cabelos da Gremory, que ficou o dia todo ignorando a amiga por conta do ciuminho que a mesma sentia pela morena. Akeno também ficou com ciúmes, mas era mais como uma inveja do que ciúmes propriamente dito.

No fim do dia, como solicitado antes, Klaus levou Koneko até uma parte da floresta que havia ao redor do prédio do clube, com a desculpa de que Caster estaria esperando por ela lá, pois poderia juntar energia da natureza muito melhor do que nos Jardins. O que não deixava de ser verdade, pois boa parte dos Jardins são construções de pedra e mesmo dentro dos pequenos jardins botânicos dentro da fortaleza flutuante, a energia da natureza era sugada pelo reator principal, utilizando a energia para que toda a estrutura pudesse funcionar.

Chegando num determinado ponto, Koneko e Klaus pararam e o albino falou.

- Ela está aqui.

Koneko estranhou o que Klaus estava fazendo, até que Kuroka aparece na frente deles. Ela estava sobre um dos galhos de uma árvore próxima, tentando escolher as palavras que usaria para conversar com sua irmã. Era visível o nervosismo da gata negra, mas era ainda mais visível a raiva que Koneko estava sentindo em relação a Klaus por ter trazido ela de encontro com sua irmã.

- Bem, eu vou ficar um pouco afastado pra vocês poderem ter alguma privacidade, então, brinquem direito crianças. – Brincou o albino, deixando Koneko mais zangada com ele, mas o mesmo não se importou. – Se tentarem se matar, eu vou voltar para impedir isso. E acreditem quando eu digo isso: eu não vou pegar leve com vocês. – Terminou o mesmo, olhando de relance para a gata branca, como se dissesse em silencio: “Você não vai sair como da última vez que lutou comigo”.

Quando Klaus sumiu da vista das gatas, Kuroka desce do galho que estava e fica de frente para a irmã. Kuroka e Koneko se encaravam em silencio.

Uma com medo e nervosa até a ponta da cauda.

A outra com raiva e uma pitada de irritação era visível em seus olhos.

- Shirone...

- Koneko! Meu nome é Koneko! – Corrige a menor, brava com a mais velha.

- Koneko... Eu... Eu não quero que você venha comigo. Apenas... Me deixe explicar....

- Explicar o que?!?! Que você me abandonou?!?! Que matou nosso antigo mestre, por que você estava louca e bêbada de poder?!?! – Berrava a gata branca, com raiva em sua voz, ferindo o coração de Kuroka. A mais velha tentava segurar as lágrimas que estavam teimando em sair de seus olhos.

- EU O MATEI PRA TE PROTEGER!!! – Grita a morena, interrompendo a raiva da albina e a deixando confusa. – Tudo o que eu fiz até agora, foi pra te manter segura.

- O que? Como assim, me proteger? – Pergunta a menor, ainda confusa com a resposta da mais velha. Kuroka não falou nada, apenas mordia o lábio inferior em claro sinal de frustração. – RESPONDA!

- Aquele homem queria nos usar para destronar os atuais Quatro Maous. E eu acabei escutando ele falar isso com um colaborador dele. Além de ouvir que eles iriam fazer a mesma coisa com você, o que ele tem feito comigo por tanto tempo.

- O que?

- Injetar Senjutsu diretamente dentro do seu corpo. – Diz Kuroka, com raiva em sua voz e se abraçando com força, provavelmente nos locais onde fora injetado o Senjutsu nela naquela época em que ela era cobaia do antigo mestre de ambas.

Koneko não conseguia falar nada, ou expressar outra coisa a não ser surpresa, misturado com arrependimento e culpa.

Surpresa pois não sabia das circunstâncias que levaram a sua irmã a fazer aqueles atos, que até então acreditou erem sido efeito sob a falta de controle do Senjutsu. Mas era ela quem estava no controle e ela fez aquilo para livra-la de sofrer as mesmas coisas que ela sofreu.

Arrependimento por que culpava sua irmã por ser quem ela era, ou ao menos pensava ser, um monstro.

E culpa, por ter feito sua irmã sofrer tanto por ter negado a ela a chance de lhe explicar tudo para ela e nunca ter percebido o quanto ela sofreu em prol de sua própria segurança e felicidade.

Agora que Koneko se acalmou um pouco, ela percebeu que Kuroka estava chorando. Aquilo pegou a albina de surpresa, por que sempre via sua irmã como alguém forte e nunca mostrava que estava triste. Mas vendo sua irmã na sua frente, desabando em lágrimas, fez com que seu pequeno coração doesse, e muito.

- Me desculpa. – A voz de Kuroka quebra o silêncio entre elas e a mesma continuava chorando. – Me desculpa. Me perdoa, por tudo. Por ter te abandonado... Por te fazer olhar todas aquelas coisas horríveis que eu fiz você me ver fazendo... Por ter se transformado na irmã de uma “criminosa”... Mas principalmente... Por não ter te contado a verdade!

- Você não tem culpa! – Grita Koneko, começando a chorar também. – A culpa é toda minha! Eu que era aquela que ficava de olho nos outros quando estávamos nas ruas! Eu não percebi o que aquele homem queria e por isso você pagou o preço! Fui eu quem te transformou numa criminosa! E a culpa é minha... Por não ter ao menos ter dado uma chance de me contar a verdade! Kuroka-nee-sama!

A morena ouvia tudo o que sua irmãzinha falava e não conseguia parar de chorar. Mas o que ela mais queria, ela tinha medo de fazer.

- Koneko-chan... Eu posso... Te dar um abraço? – Pergunta Kuroka, ainda em meio ao choro, mantendo o contato visual com Koneko.

- Baka... – Murmurou a albina, fazendo com que a morena se arrependesse de ter feito aquela pergunta. – Você tem o dever de abraçar e me compensar por todos esses anos! – Respondeu a pequena, abrindo um sorriso para a mais velha, que correu em direção a menor e a abraçou com certa força contra seus seios, e a menor correspondia o abraço.

Ambas choravam enquanto se abraçavam e tiravam aquele peso de dentro de seus peitos, deixando as lágrimas levarem a culpa e a tristeza que acumularam durante esses anos que estiveram separadas.

Um pouco mais ao longe, Klaus observava aquela cena feliz por ter cumprido sua promessa com a gata negra. Também não pode deixar de escorrer uma lágrima solitária ao ver aquela cena.

- Não importa o quantas vezes você engane os outros, ou a si mesma, você nunca vai conseguir enganar o seu coração. – Diz Klaus, sorrindo enquanto se afastava das garotas gato. – Não é, Claire?


Notas Finais


Hoje vai ter outra atualização, provavelmente a noite

Então, fiquem espertos


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