História The New World - Season 2 - Capítulo 32


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Lost, Once Upon a Time, Pretty Little Liars, Spartacus, The Last of Us, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Aria Montgomery, Benjamin Linus, Beth Greene, Capitão Killian "Gancho" Jones, Carl Grimes, Carol Peletier, Crixus, Daryl Dixon, David Nolan (Príncipe Encantado), Desmond David Hume, Ellie, Emma Swan, Enid, Eugene Porter, Ezra Fitzgerald, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jack Shephard, James "Sawyer" Ford, John Locke, Juliet Burke, Katherine "Kate" Anne Austen, Maggie Greene, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Michonne, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Rick Grimes, Robin Hood, Rosita Espinosa, Sasha, Spencer Hastings, Tara Chambler, Toby Cavanaugh, Tyreese
Tags Apocalipse, Apocalipse Zumbi, Fim Do Mundo, Game Of Thrones, Infecção, Last Of Us, Lost, Misswalker, Pretty Little Liars, Rick Grimes, Sobrevivencia, Sobreviventes, Spartacus, Terror, The Walking Dead, Virus, Zumbi
Visualizações 22
Palavras 3.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente gostaria de pedir desculpas por estar postando hoje e não terça! A faculdade começou e está tudo uma loucura!

Mas cá estou eu de novo! Espero que gostem do capitulo!

Nas notas finais, você encontrará uma imagem do GARETH!

Capítulo 32 - Brecha.


PONTO DE VISTA – CARLEY

 

(38 dias desde a infecção.)

 

- Merda! – exclamo depois de ter feito mais um giro com minha espada, decepando metade do rosto de um zumbi, Spencer limpava o próprio facão no corpo de um cadáver no chão. Ela percebe meu olhar e parece ficar desconfortável.

- Temos que manter o rítmo. – digo a ela que assente rapidamente e logo começa a caminhar junto comigo de novo.

O silêncio é constrangedor enquanto nós duas olhávamos em volta, a procura de qualquer coisa que parecesse incomum. Infelizmente não estávamos dando sorte.

- Ei... – escuto ela me chamar enquanto eu encarava curiosamente uma placa tombada cheia de  sangue. Ela começa a falar antes mesmo que eu me vire para encara-la.

- Sei que começamos com o pé esquerdo... – Spencer inicia a conversa com um tom meticuloso.

- Saímos na porrada quase duas vezes, heh! – ela tenta fazer uma brincadeira em meio a conversa, porém eu não consigo achar graça. Não confiava totalmente neles ainda.

Spencer e Toby podiam até não ter envenenado a água, mas isso não significa que eu devesse confiar minha vida neles como eu faço com o resto do grupo!

- Er...o que eu quero dizer é que... – Spencer volta a falar e eu reviro os olhos. Não queria ter nenhum tipo de conversa agora.

- Acho que você devia prestar atenção no que estamos fazendo. – corto seu raciocinio.

Eu sabia exatamente pra onde aquela conversa estava indo.

- Quer me convencer que é seguro deixar você e seu namorado conosco? Prove. – paro de caminhar e respondo a ela. Ela morde o lábio nervosa.

- Como? – Spencer me pergunta, parando também.

- Isso é com você. Me diga, se trocássemos de lugar, o que eu deveria fazer para você confiar em mim? – pergunto retoricamente, voltando a caminhar logo em seguida. Ela fica um pouco para trás por alguns segundos antes de recomeçar a andar. Percebo ela reflexiva com seus próprios pensamentos.

Logo estávamos chegando nas extremidades do rio. Não era possível eles terem ido tão longe. Vejo do outro lado da margem, a procura de algo incomum enquanto Spencer matava um zumbi que se aproximava, vejo um carro parado ali, porém parecia vazio.

- Alguma coisa? – ela surge me perguntando.

- Acho que não. Vê? – eu aponto na direção do carro, Spencer franze o cenho.

- Acha que poderia ser alguém deles? – ela me pergunta e eu dou de ombros.

- Está vazio, não está? Não enxergo tão bem de longe... – lembro-me de minha miopia que não melhorou nada com a falta dos óculos que eu havia aparentemente perdido pela casa, já que se passara mais de um mês sem eu acha-los.

- Está. Não vejo nenhum sinal de vida ali também...mochilas, armas, pessoas, nada. – ela complementa e eu assinto.

- O que não falta hoje em dia é carro encostado. Vamos seguir. – digo recomeçando a caminhada, porém ainda um pouco curiosa com o carro visto a distância.

- Espera aí. – ela diz subitamente, percebo que ela não me acompanhara. Eu a olho curiosa.

- Aquele carro não tá muito limpo pra ter sido abandonado? Não tem uma mancha de sangue nele, nenhuma sujeira... – ela cruza os braços, com sua machete ainda em mãos, observando curiosa o veículo. Eu me aproximo dela novamente e tento forçar uma nitidez inexistente em meus olhos ao observar além da margem.

- Hum... – começo a ponderar sobre o assunto.

- Talvez devêssemos ir até lá. – ela comenta e eu a olho de soslaio.

Pode ser uma armadilha, Carley.

- Sei lá, só pra checar... – ela continua em seus próprios pensamentos enquanto observava o veiculo parado.

Ela pode estar querendo te levar até lá, pode ser perigoso.

- Vá você. – eu respondo a ela, que finalmente tira sua atenção do carro.

- O quê? – ela pergunta de cenho franzido.

- Estarei bem aqui. Vá até lá. – eu cruzo os braços, sem tirar os olhos dela, que abre a boca pra falar algo, porém a fecha logo em seguida, sem dizer nada. Ela olha hesitante para o carro, depois me encara por alguns longos segundos.

Não vou te dar uma brecha para me matar!

- Certo. – ela parecia lutar pra dizer isso, eu dou um passo para o lado e estico meu braço, indicando o caminho.

- É só dar a volta. É mais rápido por aqui do que voltar todo o caminho. – digo, e ela suspira profundamente, dando uma última olhada para o carro antes de começar a caminhar pela direção que eu indicara.

Vamos ver no que isso dá.

Acompanho seu caminhar com os olhos enquanto Spencer parecia atenta, olhava frequentemente para os lados e parecia querer chegar até o carro o mais rápido possível. Eu aproveito e olho um pouco ao redor, a procura de algum detalhe que eu pudesse ter perdido. Não havia nada ali além das marcas de alguns pneus, que, até onde eu sabia, poderíam ter sido feitos por nós mesmos, já vez ou outra pegávamos essa rota para irmos a nossas rondas.

Volto meu olhar para Spencer, que se aproximava cada vez mais do objetivo. Ouço um zumbi se aproximar e faço um giro rápido com minha espada em mãos, seu tronco é cortado ao meio o fazendo cair com um baque. Ele continua a se arrastar em minha direção, eu apenas apoio meu pé direito em sua cabeça e o finalizo, deslizando minha lâmina em sua cabeça.

Percebo que Spencer chegara ao carro, e agora ela olhava tudo em volta do veículo antes de aproximar do vidro do motorista. Levava a mão no cinto, facilitando um saque rápido de pistola, caso necessário.

Ao chegar perto o suficiente da porta, num piscar de olhos vejo que Spencer vai ao chão. Um homem abrira a porta do motorista com uma força tremenda e agora estava sob Spencer, que lutava para tirar a mão inimiga que segurava uma faca de perto de seu rosto. Uma luta começa a acontecer enquanto a machete de Spencer cai no chão, deixando-a desarmada.

Antes que eu pudesse pensar em qualquer tipo de consequencia, eu já corria em desparada pela mesma trilha que Spencer havia seguido, olhando-a lutar pela vida enquanto o fazia. Eu nunca conseguiria atirar dessa distância, sendo que o risco de acerta-la aumentava graças a minha miopia.

Vejo que ela tentava sacar a pistola enquanto fazia tentativas de tirar o agressor de cima de si, a faca inimiga passa próxima a seu rosto porém não consigo enxergar o estrago.

Eu desviava ofegantemente de zumbis que apareciam em meu caminho, a luta entre Spencer e o agressor continuava. Até que finalmente o agressor estava no chão, com as mãos no meio das pernas, estou perto o suficiente agora para vê-la finaliza-lo com nitidez. Ela coloca ambas as mãos no pescoço do agressor e o sufoca, fazendo-o se contercer até suas pernas darem um último tremor, trazendo a morte.

Chego no local ofegante enquanto Spencer se deixava cair ao lado do homem que lhe atacara, ela também tentava recuperar o fôlego enquanto sua bochecha sangrava, fico chocada com tudo que havia acontecido em poucos minutos. Olho para o homem morto ao lado de Spencer e processo o fato dela tê-lo enforcado até a morte.

Não parece forjado. Realmente houve uma luta.

Spencer mantinha os olhos fechados enquanto respirava rapidamente.

Ou foi a melhor farsa que eu já vi...

Chacoalho a cabeça, tentando tirar as paranóias de meu cérebro e me aproximo de Spencer

Não. Foi uma luta de fato.

Eu não havia percebido em nenhum momento que o homem havia deixado Spencer o matar, como se tivesse facilitado a luta ou algo do tipo. Me aproximo da mulher ofegante e estico a mão para ajuda-la a levantar. Ela abre os olhos, percebe minha mão esticada e a pega.

- Você está bem? – pergunto a ela, que apenas assente, ainda recuperando o fôlego.

- Sim, mas primeiro... – ela solta minha mão, vai até a machete que pertencia a ela e que agora estava no chão e a pega. Depois, Spencer caminha até o homem e sem nem pensar duas vezes enterra a lâmina em seu cérebro.

- Bora ver o que tem nesse carro. – ela gesticula com a cabeça enquanto limpava a lâmina nas roupas do agressor. Eu fico impressionada.

É...talvez eu possa confiar nela.

 

PONTO DE VISTA – MATTHEW

 

(38 dias desde a infecção.)

 

- Talvez tenham fugido. – Toby comenta enquanto caminhamos, eu permaneço atento no caminho.

- Talvez...mas nada impede que possamos achar alguma coisa. – Respondo a ele que apenas assente em silêncio.

Continuamos naquela caminhada constrangedora por alguns minutos até Toby iniciar uma conversa.

- Então...o que acha que tinha lá? – ele pergunta.

- Onde? – eu me distraio por um segundo com um zumbi que se aproximava e seguro minha machadinha mais fortemente enquanto o cadáver caminhava em minha direção.

- Na água. Que tipo de coisa poderia ter ali? – Toby volta a perguntar, agora prestando atenção no morto também.

- Não sei. – o zumbi tenta dar o bote, porém eu desvio e o acerto na cabeça rapidamente – Veneno, talvez?

- Veneno teria feito ela espumar eu acho, ou teria morrido de primeira... – Toby comenta e eu balanço a cabeça, ponderando sobre aquilo.

- É...não faço ideia do que seja. Só sei que quero isso longe da minha boca! – eu digo e Toby ri descontraído.

Continuamos a caminhar a passos rápidos, eu dava rápidas olhadas para Toby, que parecia atento ao chão e a qualquer coisa que pudesse estar no solo.

Acho que confio neles. Eu tenho certeza que não são eles os responsáveis pelo envenenamento, Spencer estava comigo o tempo todo...eu teria visto!

- Desculpe. – Ouço Toby dizer, encontro seus olhos azuis.

- Pelo que? – pergunto confuso.

- Por toda essa algazarra! – ele diz e eu rio nasalmente.

- O que quer dizer com isso? – diminuo meu passo, atento a suas palavras.

- Só quero dizer que, Spencer e eu também não facilitamos muito nesse quesito de confiança, entende? – ele tenta se explicar, porém parece confuso.

- Não tenho certeza se entendi... – respondo.

- Vocês não confiam em nós, e nós não confiamos em vocês. Não houve brechas pra confiança em nenhum momento porque...nenhum de nós quis criar isso. - ele explica e eu começo a entender.

- Vocês estavam no direito de vocês, é a sua casa. Nós queríamos ficar, por isso não fomos embora, mas ao tomar essa decisão... – ele começa a ponderar.

- Vocês deveriam ter aberto a tal brecha. – complemento seu raciocinio. Entendendo perfeitamente onde ele queria chegar. Ele sorri fraco.

- Isso! – ele diz – Qualquer coisa poderia ter sido feita, se tivéssemos pensado nisso antes, não teriamos perdido tempo naquela cozinha e talvez nessas alturas já teríamos achado alguma coisa!

- Isso não é culpa de vocês! – eu paro de andar. Toby faz o mesmo.

- É culpa do filho da puta que está brincando com a gente agora. – eu continuo – Vocês estão aqui agora.

Toby sorri com isso.

- Eu realmente quero ajudar. E posso dizer o mesmo por Spencer. Saímos de perto de Ben porque ele era instavel e vimos ele como um perigo para nós. – Toby se explica.

- Sei que Carley é osso duro de roer, e não a culpo por isso. Mas ela também precisa entender que estamos numa situação delicada aqui! – continua.

- Ela entende. Acredite! – Dou um tapinha em seu ombro e recomeço a andar.

- Duvido muito... – ele me acompanha e eu rio debochado.

- Você não a conhece como eu. Ela entende toda essa situação, e é por isso que está sendo tão precavida. – explico a ele.

- Então não entendo o porque ela nos trata com tamanha desconfiança sendo que ela entende que não poderíamos fazer nada a favor de Ben! – ele continua a debater.

- Será que não? – pergunto retoricamente, Toby franze o cenho. Antes que ele pudesse responder, volto a falar.

- Esse tal Benjamin Linus se mostrou um cara inteligente. Vocês ficaram no grupo dele por muito tempo, poderíam facilmente estar jogando nos dois lados! – eu continuo a dizer enquanto tentava focar no ambiente em minha volta, ainda a procura de pistas.

- Mas não estamos! – Toby dispara.

- Poderíam estar fazendo algum trabalho sujo em troca de uma casa nova. Uma posição mais alta no Forte, talvez... – eu continuo a compartilhar algumas das paranóias que se passaram em minha cabeça e que eu havia debatido com Carley dias antes.

- Eles querem nos matar! – Toby soava um pouco afobado, eu o olho, porém seus olhos antes presos a mim, vão até o chão e fitam seus próprios pés.

- Isso eu percebi. Atiraram contra vocês. – Comento.

- Não é como se pudéssemos jogar dos dois lados! Primeiramente: Temos dignidade, e segundamente...não gostamos do Ben. – ele explica.

- Aquele homem é estranho. Estou sendo mais feliz aqui do que lá! – ele comenta, apressando o passo e me fazendo acompanha-lo mais rapidamente. Ele tem seus olhos fixos em um pouco de areia a frente de nós.

- Realmente é uma situação delicada: Nós não podemos confiar totalmente em vocês e vocês não podem voltar pra casa tão rapidamente. Resta ter uma brecha para que provemos que podemos conviver juntos! – eu resumo toda a situação, Toby morde o lábio e assente rapidamente.

- Eu vou encontrar a brecha. Não vão se arrepender! – ele se agacha no chão, próximo a areia.

- Eles foram longe demais. Vocês não tiveram culpa de nada, foi Benjamin que quis matar os amigos de vocês quando uma conversa já havia sido proposta, e foi BEN que envenenou a água e... – ele pega um pouco da areia na mão eu fito curioso seus movimentos.

- fugiu. – ele diz pra mim, percebo que ele olhava para marcas de pneu na areia.

- Como sabemos que é recente? – pergunto, me agachando também.

- Pela profundidade da marca...estaria mais elevada se fosse uma marca velha. – ele passa a mão suavemente pela areia – Qual foi a ultima vez que vocês passaram por aqui de carro?

- Nessa rota? Hum... – fico pensativo – Não sei, talvez uns três dias?

Toby sorri.

- Isso aqui não tem três dias nem a pau! – ele se levanta orgulhoso e eu fico impressionado.

- Onde aprendeu isso?! – pergunto surpreso. Havia um pequeno rastreador no grupo e não tínhamos a menor ideia.

- Meu pai me levava pra caçar quando adolescente, aprendi algumas técnicas de rastreio com ele. – ele diz com um leve sorriso no rosto.

- Estão indo para o leste, há mais marcas por alí! Temos que avisar seus amigos! – Ele me dá um tapa no ombro e depois volta a caminhar por onde viemos.

É...parecia que estávamos descobrindo novas habilidades que antes não tiveram uma brecha para serem mostradas!

 

 PONTO DE VISTA – BEN

 

(38 dias desde a infecção.)

 

- Todos em alerta. Vai acontecer a qualquer momento agora. - Eu instruo Philip enquanto saía de dentro daquele moquifo de loja. Não aguentava mais ficar nem mais um segundo ali.

Ao sair, vejo que os homens de Gareth já estavam posicionados, e ele estava ali de braços para trás, observando tudo com a maior tranquilidade do mundo.

Gareth era um homem de estatura mediana, cabelos castanho claro e uma barba por fazer. Possuía olhos âmbar e eu daria quase trinta anos para ele. Era jovem, porém obediente caso a motivação adequada surgisse.

- Tudo pronto? – pergunto a ele, que me dá uma saudação forçada.

- Só estamos esperando o vigia visualizar algum dos passarinhos, pra fazermos o que você disse! – ele comenta e eu lhe dou algumas batidinhas. Vejo que havia um dos meus homens que corria em minha direção, parecia apavorado.

O que foi agora?!

O  maldito atraiu a atenção de todos ali, eu gesticulo com a mão para que ele parasse de correr,  porém estranho quando o mesmo não o faz e ainda por cima, parecia querer me dizer algo.

- Respire, Klint! – eu digo a ele que agora apoiava as mãos nos joelhos.

- Pegaram...o...Marcus! – ele diz e eu me alerto.

- Respire! Me conte direito! – eu lhe dou uma batida no braço.

- Spencer! – é tudo que ele consegue dizer, meu cenho se franze.

- Então a bonequinha está com eles mesmo! Acertou nessa Ben! – Gareth diz em tom zombateiro.

Se eu não precisasse de você nesse momento Gareth...

- Ela atacou Marcus?! E nenhum de vocês viu?! – um pensamento me ocorre, pois só agora percebo que Klint estava a minha frente. Eu agarro seus braços com força.

- Você fugiu dela?! – aumento meu tom de voz, Klint engole seco.

- E-e-eu tinha ido mijar! Quando voltei, ela estava com as mãos na garganta dele, e não estava sozinha! – ele gagueja sem parar até finalmente as palavras saírem.

- Quantos tinham? – pergunto ainda sem tirar minhas mãos de seus braços.

- Duas, senhor! Duas mulheres! – ele responde rápido.

- Como era a outra?! – pergunto repentinamente.

- Alta! De-de- bandana! – ele começa a gesticular para a própria cabeça – tinha espada!

Eu o solto. Eles estavam no caminho errado.

E agora? E agora?!

- Ben? – Gareth me chama, eu levanto uma mão em sua direção, para que se cale. Todos ficam me encarando enquanto minha cabeça fica a mil por hora.

Estão na direção errada! Philip os guiou para a direção errada!

- Mando meus homens para lá? – Gareth se aproxima de mim, eu o olho e penso em tudo que Philip me falou nos ultimos tempos.

- Não.... – falo tão baixo que não tenho certeza se Gareth havia me escutado.

- Não, não. – digo um pouco mais alto – Eles não estão só em duas pessoas, não seriam tão burros.

- Será que não? Poderíamos pega-los agora e acabar com isso! – Gareth diz e eu nego com vêemencia.

- Não vê?! Essa mulher de bandana é a líder deles! Acha mesmo que teríamos matado pessoas do grupo dela e ela simplesmente daria as caras sozinha e com Spencer ao seu lado?! Lógico que não! – eu processo tudo rapidamente, explicando para Gareth.

- Não saíram sozinhas! Vamos seguir o plano original, você e seus homens ficarão aqui! – eu aumento meu tom e Gareth apenas me encara antes de assentir lentamente.

- Ela deve ter no mínimo... – começo a pensar porém minhas ideias são interrompidas com um alerta.

- Ei! Sinal verde! – um homem acima de uma das árvores, que servia de vigia para nós, ergue dois dedos para nós.

Agora era a hora!

- Em posição! – Gareth diz, me entregando um ponto eletronico e todos se dispersam, eu corro para fazer a minha parte enquanto colocava o ponto em meu ouvido. Tiro meu sobretudo e revelo minhas roupas completamente sujas, ando alguns metros longe das tropas, que agora se escondiam aguardando meu sinal e me jogo no chão sujo, com meu rosto virado para baixo. Em meu bolso, retiro uma pedra e a seguro fortemente nas mãos

Fico o que parece cinco minutos naquela posição até ouvir passos próximos de mim.

- Meu Deus! – uma voz feminina diz, o som de seus passos aumentam.

- Ei! David! Corra aqui! – ela diz, se aproximando mais ainda.

- O homem está distante. Terá que fazer isso rápido! – a voz de Gareth ressoa em meu ouvido.

- Hum... – murmuro, chamando a atenção para mim.

- Ei! Não se mova! – a mulher diz, eu mexo meu pé suavemente. Escuto seus passos soarem mais próximos.

- Quem é você?! – a mulher pergunta, porém eu não respondo, voltando a ficar imóvel.

- Ei... – ao sentir seu toque em meu ombro, faço o que me fora dito. Me movimento bruscamente, acertando a pedra na  cabeça da mulher de cabelos curtos e negros que eu conhecia. Ela cai com um baque no chão e eu me levanto rapidamente.

- Ele está vindo! Dois minutos! – Gareth me diz, eu tiro a arma de Margaret, moça na qual eu sabia o nome pois fora minha prisioneira e começo a puxa-la para uma moita próxima  onde haviam alguns homens. Me deito novamente no chão, na mesma posição que ela me encontrara. Vejo de relance os homens de Gareth continuarem a puxarem Margaret para longe.

Ouço passos novamente.

- Margaret?! – os passos aumentam bruscamente – Ei! Cadê você?!

Sinto que ele está próximo, consigo até mesmo ouvir sua respiração.

- E....já!

- PARADO! – todos os homens de Gareth surgem de seus esconderijos, fazendo David apontar para todas as direções. Eu me levanto rápido e aponto a arma que pegara de sua esposa para ele, que parecia completamente chocado.

- DROPE A ARMA! – Gareth ressoa e eu vejo David de costas para mim, abaixando seu fuzil lentamente e levando as mãos na cabeça.

- Calma! – o loiro a minha frente diz, eu começo a me levantar devagar.

- É você quem vai ter que ter calma agora, bonitão! – Gareth cruza os braços.

- O que querem?! O que fizeram com minha esposa?! – David estava alterado, parecia nervoso.

- Se quiser ver sua gatinha de novo, vai ter que fazer um favorzinho para nós! – Gareth explica para David, que ainda não percebera que eu estava bem atrás dele.

- Não conheço vocês! – ele pergunta afobado e ao mesmo tempo confuso.

- E ele? Conhece? – Gareth aponta divertidamente para as costas de David, que ao virar seu rosto se depara comigo.

Seu rosto fica em choque.

- Bu! – eu digo, apontando minha arma para ele.


Notas Finais




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