História The newspaper of tomorrow (AU) - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger
Tags Alternativo, Draco, Dramione, Harry Potter, Hermione, Romance
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Palavras 2.364
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem nunca foi traído? Quem nunca foi chifrado atire a primeira pedra.

Hoje nossa mocinha vai comprovar uma coisa dolorida. Prepara o coração e siborá bebê, porque eu juro solenemente que esse capítulo vai ser muito bom.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Traição


Fanfic / Fanfiction The newspaper of tomorrow (AU) - Capítulo 2 - Traição

Depois de mais um dia de trabalho e da apresentação que nos levou a nota máxima saímos para comer a tal Pizza na cantina Italiana e todo mundo tava bem animado, embora eu não estivesse no mesmo clima, pois estava centrada no celular falando com a minha chefe. A mulher estava uma fera, porque eu havia saído para fazer a cobertura de um evento e o equipamento havia dado problema... Para completar, eu em meu descuido brilhante não chequei o aparelho antes de entregar o material. No fim, graças a isso, não percebi que as gravações haviam sido falhas e estavam cheias de ruídos, ou seja, o material iria para o lixo e nada seria aproveitado.

Era claro que aquilo daria uma merda daquelas para todo mundo, inclusive para o cinegrafista, já que todo mundo contava com aquela pauta de destaque e era super previsível que qualquer coisa fora do normal até para o ser mais tapado da agência significaria uma tragédia.

Uma dor de cabeça perfeita para um dia aparentemente bom.

– O que vocês vão querer? – o Luiz indagou para mim e para o Draco que estávamos na mesa.

– Eu posso comer qualquer coisa... – respondeu o rapaz. – E... Um minuto. – ele pediu para atender a um telefonema repentino.

– Cadê a Gina? – noto a ausência ao tirar os olhos do celular.

– Foi ao banheiro. – respondeu Luiz dando de ombros como se fosse uma coisa muito normal ela não estar ali, se bem que era mesmo...

Enquanto Luiz fica na mesa olhando o cardápio de pizza e Draco ao telefone. Então noto que além da Gina, o Vicent também havia virado peido. – Sim, ele tinha sumido também –

Resolvo ignorar ele, mas ir atrás de Gina por onde sei que fica o banheiro feminino pedindo uma licença aos rapazes que ficaram no salão principal.

Como essa louca da Gina sai sem mim e sem dizer nada ainda? Está certo que estava distraída, só que ela sabia bem que estava com a cabeça fervendo de preocupação, já que tinha responsabilidades, ao contrário dela, que somente fazia faculdade para dar uma satisfação para sociedade, porque o pai dela era do tipo "estribado" – Um médico renomado cheio de patrimônio –, ou seja, para ela dinheiro não era problema.

E esse é outro fato ruim sobre mim, eu vivo com um grupo de gente sem responsabilidade, porque eles são gente boa, acontece que são muito paparicados e nunca tiveram que ralar como eu para ajudar em casa. Enfim, alguns têm mais sorte que outros... Dependendo do ponto de vista, claro.

Pensando assim continuei o traslado que leva aos fundos da pizzaria. Sai da parte refrigerada até chegar a parte onde um vento abafado corrida. Vou até o banheiro e para minha surpresa não encontro Gina. Tenho certeza que do jeito que essa maluca é, eu somente posso apostar que ela não foi sugada por uma privada, mas sim por um par de calças que achou em algum lugar.

Tento ligar para ela do meu celular, então escuto o toque típico da Britney Spears que era bem antigo... Toxic... Oh coisa velha!... E noto que o som vem da parte de trás do banheiro, se denunciando por uma pequena janela de ventilação baixa. Tento não dar bandeira de que havia descoberto a localização dela.

Vou até a privada, subo ficando de pé discretamente para olhar pelo vidro estreito. Só que se arrependimento matasse morreria ali, justamente naquela hora por essa maldita iniciativa.

– Não vai atender? – indagou Vicent aos beijos com ela, enfiando sua língua grossa sobre a boca semi-aberta na direção dele.

Depois de umas linguadas prolongas então a garota resolveu responder.

– É a Herchata... Depois eu falo com ela. Estou bem ocupadinha contigo. – Gina respondeu.

Congelo na hora com a cena, não sei... A visão me da ânsia de vomito.

Abaixo a cabeça me sentido meio zonza. Eu não esperava uma coisa dessas.

Eu o Vicent terminamos, tudo bem... E Gina é uma tremenda vadia, eu sei! Mas ainda assim estou em choque, porque esse cretino até hoje na nossa chegada estava soltando indiretinha para mim e essa vagabunda estava tentando me empurrar para ele.

Será que estavam me fazendo de palhaça esse tempo todo? E se eles estavam se pegando antes de mim? Ou pior... E se fosse durante meu namoro com ele? Espera ai... "Herfruda"? ... Era isso que ela havia dito e não havia entendido certa vez enquanto eles conversavam nas minhas costas, um tipo de piada interna.

Fiquei vermelha de raiva e queria chorar de tanto nojo, só que não podia ser ali. Não, mesmo.

Saia com tudo do banheiro para voltar para mesa, eu já estava decidida a voltar para casa.

– Caramba demorou hein! – censurou Luiz assim que passei pela porta. – Achou a Gina?

– Não. – menti de um modo curto. – Preciso sair... Preciso ir para casa. – informei.

– Mas nem pedimos nada ainda e... – o rapaz queria justificar que aquilo não fazia sentido.

– Não tem problema Luiz. – começo com calma. – Eu me viro para comer quando chegar em casa, lá tem bastante macarrão instantâneo. – afirmo. – Obrigada pelo convite e desculpe qualquer coisa.

– O que esta havendo? – pergunta Draco que havia acabado de desligar o telefone.

– A Hermione disse que vai embora. – informou meu amigo.

– Eu preciso. – justifiquei e bem na hora vejo Vicent e Gina andando juntos para mesa com sorrisinhos cúmplices e nojentos.

O ódio me sobe de modo rápido, mas o engulo como um veneno. Não é o momento para me mostrar hostil, eu preciso pensar no que fazer antes de atacar, porque o mínimo é que vão dizer que sou louca sem as devidas provas e que estou criando problemas, porque devo estar com dor de cotovelo por eles decidiram se pegar hoje.

– Bem... Eu posso te levar para casa, eu vou ter que passar no escritório, porque um idiota fez uma burrada na empresa e preciso ir antes que a coisa piore. Se quiser te dou uma carona Hermione.

– Não Draco valeu. Não quero te empatar. – falei rapidamente, pois de fato detesto ficar incomodando os outros.

– Que nada! Não custa nada, é caminho. – ele rebate com simplicidade.

Minha cabeça esta ferve tanto na hora que perante essa insistência eu aceito a gentileza por parte dele.

– Ok. Então vamos. – pego a minha bolsa olhando para Gina que esta super interrogativa.

– Para onde vai? – inquiri.

– Para casa Gina. Coisas a resolver. Trabalho de última hora. – justifico contendo a minha raiva com o pouco de atuação que sei fazer e ela engole.

– Ah sim! Pois bem senhorita certinha... Como sua parte por você. – pisca para Vicent mordendo os lábios.

Aquele eu vi, não foi imaginação... Foi uma ação ambígua e de propósito da parte dela para tirar uma piadinha interna entre eles.

– Bom proveito. – digo encarando Vicent de modo feio, por isso percebe alguma coisa errada.

– Está tudo bem? – ele tenta me interrogar.

– Gostaria de conversar, mas agora não dá. Tenho muito que fazer Vicent. – corto ali me virando de costas.

(...)

No carro de Draco tudo parece silencioso depois daquele diálogo de despedida que ainda rebobinava na minha cabeça. Enquanto pensava, mantinha a palma da mão dobrada com o cotovelo apoiado na porta e queixo sobre ela. Estava olhando a movimentação das luzes da cidade e as pessoas lá fora.

Quantos problemas ocultos que ninguém pode enxergar através da carne assim como os que eu carrego agora?

– Você ta legal? – o rapaz procurou saber de modo natural, não que parecesse muito preocupado.

– Sim. – sou monossilábica e sem nenhuma inteligência, pois não devolvo a pergunta o que seria mais educado de minha parte.

– Sério que esta tudo bem? Não parece muito. Se me permite colocar, você parece bem chateada. – Draco observa. – Quando estou tenso me sinto assim como você e fico bem calado.

– São problemas com o trabalho apenas, nada para se alarmar. – minto. Estou com vergonha e não quero dizer o que realmente vi na pizzaria.

– Deve ser bem sério. – analisou ele preocupado, porém ao notar apatia resolve mudar de assunto. – Me diz... Você curte música? – a pergunta dele me faz virar a cabeça discretamente para lhe dar atenção.

Claro que sim... Todo mundo gosta de música, por mais que o estilo seja diferente, eu acho que não existe um ser na Terra que não curta uma coisa para balançar a cabeça e sacudir os esqueletos.

- Sim... Eu gosto. – respondo notando que ele esta tentando uma ponte de proximidade comigo. – Eu escuto de tudo, não sou chata amarrada em um único estilo. – comunico.

Isso é verdade. Eu amo música qualquer quase qualquer tipo e me esqueci do quanto gosto, principalmente de ouvir uma coisa mais rock quando estou irritada.

Eu adoro deixar a música nas alturas nos fones de ouvido em dias como esse, porque é como se isso aliviasse toda a porra da tensão que me consome os órgãos.

– Quando estou muito tenso ou muito puto, eu gosto de ouvir música alta. – Draco comenta de modo descontraído e vejo que ele esta sendo sincero, mas acho estranho o fato dele roubar meus próprios pensamentos.

– Eu faço a mesma coisa. – digo um tanto sem graça. – As pessoas podem achar até estranho, porém é como se isso tirasse de dentro da carne a própria raiva embutida. – e ele concorda comigo com uma risada longa.

O rapaz então busca ligar o aparelho de som do carro e para minha surpresa reconheço a música como sendo "Always Alright" do "Alabama Shakes".

– Nossaaa!!! Eu adoro essa música. – falo começando a cantar bem desafinada e ele ri.

Em seguida estamos os dois cantando durante o percurso como dois malucos.

Eu sinceramente agradeço do som estar bem alto naquele ambiente, porque estávamos matando a música e não cantando... Bem, alguém diria isso se estivesse ouvido aquele estrago.

“E eu não me importo, eu não posso prestar atenção.

E eu não dou a mínima para a sua atenção e tudo.

Bem, tudo bem estamos sempre certos. Nós estamos sempre bem.”

– Graças a deus não dependemos do canto para viver. – Draco gracejou. – Já pensou?

– Morreríamos de fome. – coloco entre uma risada. – Mas saiba que nem sempre foi assim. – digo segura por uma lembrança.

– Não?! – ele exclama descrente, mas entendendo. – Como?

– Quando era mais nova tinha uma capacidade vocal bem ajustável...

– Capacidade vocal "bem ajustável"... Olha sinceramente queria entender o que isso quer dizer. – Draco faz uma careta engraçada e vejo depois o sorriso dele se expandir na face.

– Você é bem bobão mesmo Draco. – dou risada e me ponho a explicar. – É que antes conseguia cantar, não era uma coisa perfeita e profissional, mas enganava bem quem não entendia nada de música... Assim... Profissionalmente falando, sabe? – ele olhou para mim assentindo meio interessado no relato. – Então eu sabia dar minhas "arranhadinhas", depois foi ficando mais difícil.

E Draco desligou o aparelho de som por um momento e o carro ficou em um silencioso mórbido com o ato.

– Não acredito que tenha perdido sua capacidade. Tenta... Só que para valer. Eu quero escutar e ver se isso é verdade. – corei na hora com a proposta.

– Não sei cantar. Isso é mais uma brincadeira. – falei um pouco sem graça. – Sabe aquele nível chuveiro? – ele assenti. – É tipo isso... – esclareço

Então Draco remexe em seu porta-luvas e pega ali dentro uma capa de óculos de sol.

– Aqui. Segura... – ele pediu me olhando sério

– O que isso? Um microfone imaginário?

– Não! Como pode não ver? Isso é um perfeito sabonete protéx! – Draco protesta e eu caio na risada.

– Não uso protéx... Sou mais nível Jonhson baby. – comento e ele me volta para situação.

– Independente! Não fuja! Já está tudo a favor do momento. – ele pontua convencido. – Não sou bom sonoplasta, mas se quiser faço som do chuveiro. Agora, canta Hermione. – segue pedido.

– Ok! Ok! Vou cantar! – desisto. – Apenas aviso que não me responsabilizo se seus tímpanos sofrerem...

Clareio a garganta com alguns pigarros, pois não estava aquecida, alias as cordas me ardiam pelo esforço que havia feito de modo descuidado cantando o rockzinho que tocou minutos antes. Respiro fundo me concentrando no tipo de sentimento que queria passar na música, então por um motivo muito idiota, a única letra que me chegar a cabeça é a maldita "Apologize" do "One Republic".

Começo a por as notas de modo tímido para fora, porque não entendo bem como minha voz esta soando, mas quero que seja agradável aos ouvidos dele. Por um motivo quando sinto o refrão próximo a minha voz falha, porém não porque tivesse desafinado e sim porque se mistura a um choro que segurava na garganta.

Draco me olha então assustado já parando o carro na frente do meu prédio.

– O que foi? Eu não...

– Não... Isso não tem haver com você. Desculpe-me. – puxo ar de modo desengonçado, me sentindo ridícula.

Draco é atencioso ao notar aquele sofrimento, não insiste em perguntar o que me leva a chorar, no entanto puxa um lenço de papel de seu estoque no porta-luvas e me oferece.

– Obri...gada... – comentou secando as lágrimas enquanto meu corpo vibra entre os soluços e hesito.

Eu sou assim, o tipo de garota que tranca tanto o que sente que consegue até tapear os próprios sentimentos e só agora sinto o quanto fui machucada pelos meus falsos amigos. Sempre fugindo, sempre tentando me alocar de um modo quase parasitário... O que tinha na cabeça para me deixar envolver realmente?

– Olha. Não sei bem o que você tem, mas se precisar de uma ajuda com alguma coisa no seu trabalho ou qualquer outra coisa pode me mandar mensagem... Me ligar... – ele oferece de modo gentil. – Não sou muito bom para dar conselhos, ainda assim sou bom ouvinte.

– Obrigada Draco. – respiro sentindo o sangue na minha face.

Devo estar um monstro com a face tão inchada, eu assinto-a pesada e quente.

– Obrigada por tudo na verdade. Não vou mais atrapalhar... – disse envergonhada desengatado o cinto.

– Tudo bem, não me atrapalhou em nada. – o rapaz tirou do bolso um cartão. – Aqui... Meu número, não esqueça de me adicionar nos contatos.

O rapaz pisca para mim e me permito dar um beijo em sua face de gratidão, pois embora o conheça pouco, ele me fez me sentir bem de modo como não me sentia há muito tempo.



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