História The newspaper of tomorrow (AU) - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger
Tags Alternativo, Draco, Dramione, Harry Potter, Hermione, Romance
Visualizações 249
Palavras 2.098
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Ligação Demorada


Fanfic / Fanfiction The newspaper of tomorrow (AU) - Capítulo 3 - Ligação Demorada

(...)

Os dias passaram devagar e estava evitando conversar com Gina e Vicent. Todos os convites da semana haviam sido recusados por mim para sair com eles e toda vez que me perguntavam o motivo colocava a culpa no trabalho.

Já havia aceitado que fui traída quando namorava. Agora que tenho certeza daquelas punhaladas não me agrada permanecer junto deles, porque me faz perceber que talvez a única culpada de tudo fosse eu mesma e minha capacidade de ser completamente fria...

Vicent sempre reclamava que parecia indiferente e seca em nosso relacionamento, que evitava o contato com ele. Em partes isso era verdade... Eu o evitava... Não sei explicar, eu acho que sou do tipo que nunca se apaixonou de verdade. Já achei que amava até perceber que meus sentimentos eram puramente uma ilusão movida por curiosidade como aconteceu com Vicent.

Eu comecei a namorar o “Quaderback” por curiosidade, porque ele me forçou a isso. Disse que me amava que não aceitaria ter só uma amizade colorida e como estava ansiosa para experimentar um pouco de uma coisa louca no começo da faculdade na parte física e emocional, bem, eu achei que daria conta, só que as coisas acabaram ficando de cabeça para baixo, porque me senti muito pressionada por ele e isso me motivou a terminar.

Pensando nisso, talvez, ter sido chifrada por ele com aquela piranha da Gina tenha sido um castigo dos céus. Essa é a única explicação.

Troco o canal de TV de novo, pois o domingo está sendo tedioso, até pegar o meu celular para saber se alguém mandou alguma mensagem de trabalho e para minha surpresa já havia 50 notificações sem respostas.

– Odeio minha vida... – resmungo e começo o processo de resposta até chegar à mensagem da minha chefe, que para variar estava uma fera.

Acho que a segunda feira será muito longa... Mas apesar da Minerva ser super rígida, eu gosto muito dela, pois me ensinou muitas coisas que nunca mais esqueci como, por exemplo: Nunca deixa o carregador do celular em casa.

"Hermione como você não tem um carregador? Você trabalha com comunicação. O telefone é sua alma e o carregador a alma dele". – Ela me disse em repreensão certa vez.

Sim, ela estava mais que certa e depois daquela bronca que quase me levou a perder uma entrevista marcada nunca mais esqueci o bendito acessório em casa.

Mas voltando a questão problemática. Ela queria uma sugestão urgente para matéria principal da semana e não conseguia pensar em nada...

Falar de chifre seria a pior coisa... Nem pensar! E já que o assunto encerrou na minha cabeça, lembrei que Draco é filho dos donos da H&Y. Será que não poderíamos falar, sei lá, de como é a empresa em seus sistemas de trabalho e contratação? É um bom assunto, afinal muitas pessoas atualmente procuram emprego e uma empresa tão conhecida seria o ponto perfeito para comentar pontos de vistas do mercado de trabalho.

Puxo uma janela de conversa com Minerva e ela se anima com a ideia rapidamente assim que explico o que tenho em mente, depois já começa a me crava de perguntas sobre Draco Malfoy que digo não saber, mas que para alguém como eu não seria exatamente difícil de descobrir.

No fim do assunto com a redatora chefe da ISS, já estou com o cartão de Draco na mão e digitando os números para ligar. Ele disse que tudo bem, mesmo que fosse para falar de trabalho e aquilo era um caso de trabalho...

O telefone chama umas quatro vezes e ele atende finalmente.

- Oi Draco... É a Hermione. – Me identifico ainda tentando pensar em que tom seria mais próprio para conversa, enquanto mordo levemente o lábio inferior.

– Oi Hermione, não esperava a ligação. E ai tudo bem? – ele pergunta com naturalidade, em uma descontração que da inveja.

– Ah... – hesito por um momento. – na verdade estou ligando por uma coisa bem específica. – Sou direta, porque quando se trata de trabalho não sei enrolar ou ser muito delicadinha.

– O que seria? – Draco fica encafifado.

– Eu gostaria de saber se tem como gravar uma matéria na H&Y. – Ponho-me a explicar a ideia e os porquês da solicitação, e Draco escuta bem atentamente.

– Entendo. – O rapaz vai dizendo.

Por fim, consigo certo interesse, pois ele acha a ideia um tipo de mídia benéfica para empresa.

– Então? Posso contar com sua ajuda? – Pergunto ao fim da explicação.

– Claro, só precisa dizer como será isso e quando será. Vou ficar feliz em te ajudar. – Afirma e eu quero gritar de alivio na hora.

Começo a pular como uma louca enquanto ele vai concordando, em seguida contenho a respiração que fica um pouco alterada antes de tornar a falar assim que o rapagão para de dizer que tudo bem e que concordava comigo.

- Vou ter que ver com Minerva os detalhes, porém assim que tiver tudo certo te falo. – dou uma disfarçada na voz para parecer bem profissional. – Tudo bem por você?

– Claro que sim, Hermione, como preferir. – Draco concorda.

Naquela hora queria que ele estivesse bem na minha frente, porque desejava muito apertar ele inteiro pelo alivio que me dava. Essa porra de matéria vai me fazer subir no conceito da minha chefe e quero “chorar” de orgulho.

– Mas e ai... Estava fazendo o que? – Vou falando, puxando assunto e colocando uma pipoca para estourar no microondas.

– Estava jogando videogame. – Disse, e eu podia sentir como se ele tivesse olhado para TV naquele momento, enquanto falava comigo.

– Sério? Puxa desculpa... Melhor não estragar isso. Vou deixar você voltar para o seu jogo.

– Que nada, não eu tão importante assim... É Mass Effect. – Argumenta e eu contesto.

– Como falas assim Mass Effect? Como não é tão importante? Oh louco! Nem eu pausaria Mass Effect para te atender se estivesse jogando. – falo em meio a muitas risadas.

– Você joga Mass Effect? Ah! É uma nerd e não uma festeira então? Ou ambas? – E reviro os olhos tirando a pipoca do microondas, enquanto aperto o celular entre o ouvido e ombro.

– Nenhuma dessas coisas... Eu sou normal, eu assisto coisas como “Game Of Thrones”, Star Wars, Discovery e escrevo... Vou a lugares que não gosto de ir por causa de amigos desmiolados... Nada de mais... Videogame faz parte da lista... Simples assim. – Começo a me defender, porque realmente ser taxada de “nerd” não era uma coisa que gostava.

– Pois para mim, tudo que falou é bem nerd. Além disso, o Vicent me disse algo sobre você ser uma nerd encubada. – Draco comenta em uma risada prolongada e provocadora.

– Pois olha só! O cara que joga Mass Effect. – Ironizo, no entanto ele nem se incomoda.

– Nunca me neguei nerd para você, aliás, semana passada, eu sobrevivi muito bem a maratona do Vicent com os filmes do Batman.

– Ah não! Ele te fez ver todos os filmes desde o primeiro? – Perguntei mascando umas bolas de pipoca.

– Foi... Até o ultimo como o Ben Affleck... E... O que você ta comendo? – Ele achou estranho aquele barulho todo na ligação.

– Pipoca com leite condensado. – Informei depois de ter lambuzado as bolinhas disformes.

– Além de ser meio nerd, também inventa uns padrões gastronômicos bem estranhos. – Senti que ele não entendeu o que estava perdendo.

Sério, pipoca com leite moça é tudo de bom...

– Vai se catar Draco. – Riu-o e começo a me deitar no sofá com a cabeça no braço do estofado, o celular no ouvido e saco de pipoca apoiado na barriga. – Você não tem ideia do que faço em questões gastronômicas.

– Agora fiquei curioso. Eu sou homem viu? Presa fácil que se conquista pelo estômago.

– Ahhh tá! Senta lá Cláudia. – Discordo com veemência da afirmação. – Como se você fosse peixe.

– Peixe não Hermione, eu estou mais para um sereio, não concorda? – Fico rindo com a situação imaginando ele dentro de um aquário como se fosse parte do elenco de um live action de “Pequena sereia”.

– Homem sereio! – Falo afinando a voz. – Vamos cantar então: Onde nasci, onde cresci e mais molhado e tem tudo aqui. Se os peixes querem ver o sol tomem cuidado com anzol...

– Caramba Hermione! Tu a voz ficou foi irritante com essa música. – O rapaz gargalha em uma suplica – Pare! Ou vou te denunciar para Disney.

– Credo Draco! Para com isso. – Gargalhando também. – Não sou desafinada assim.

– Dependendo da música fica bastante. – Contra argumenta.

– Ok... Então da próxima você escolhe as músicas.

No fim, a ligação se estende por um longo tempo entre aqueles tipos de bobagens completamente nada haver. Já no finzinho da tarde desligamos o celular dando “boa noite” um para outro.

Acho que ter conversado tanto com Draco me fez muito bem afinal, porque fiquei rindo para as paredes só de lembrar do som da voz dele e todas as bobagens que falamos por hora pelo resto da noite até cair no sono.

(...)

Na segunda-feira quando estou a caminho do trabalho entro no metrô e na minha playlist a primeira música que deixo tocar no celular é justamente "Always Alrigtht", por um motivo bem óbvio.

Eu estava impressionada com Draco Malfoy, não exatamente interessada... Mas confesso que ele tem se tornado rapidamente alguém com quem estou começando a me sentir bem de conversar.

Os pensamentos repentinos então são interrompidos pelo surgimento de uma chamada e me ponho a falar assim que olho o nome no visor.

– Fala cabeça! – Eu inevitavelmente sorrio.

– Fala cabeçaaaa!!! – a pessoa do outro lado prolonga em resposta. – O que manda? Sumiu! Não liga mais para mim?! Está toda importante agora, né? Não lembra mais de seu irmão. Esqueceu-se as raízes. – me contenho na risada que fica um pouco abafada.

– Deixa de frescura Harry. – Falo tentando censurar, mas não consigo, não com ele.

O meu irmão mais velho é o tipo do sujeito que todo mundo gosta e para mim nossa relação é mais que especial, porque ele cuidou muito tempo de mim quando era mais nova, enquanto nossos pais precisavam trabalhar o dia todo fora. Logo, para mim ele é um imenso pedaço de pai e mãe.

– Tem falado com o Lucas? – Ele me pergunta.

O Lucas é o nosso irmão, ele é apenas um ano mais novo que o Harry e, por conseguinte sete anos mais velho que eu. Embora sejamos irmãos do Lucas a nossa relação é um pouco diferente com ele, porque nosso irmão do meio costuma se isolar muito da família... Ele é complicadinho.

– Não Harry, não falei mais com o Lucas e isso já tem pelo menos uns dois meses. Ele estava em Toronto um tempo atrás e parece que sumiu da face da terra desde que chegou por lá. – Comento.

– Putz. Eu idem pequena... Mas na verdade, não liguei por isso. – Meu irmão muda o tom de voz que agora não era tão divertido. – É que queria te comunicar uma coisa.

– Ai meu deus menino quem tu andou matando? – Falei quase sem ar apenas mesmo de brincadeira.

– Matando nada Hermione. – Ele ri do outro lado. – Na verdade, eu não estou matando, mas sim gerando... E... TU VAIS SER TIA!!! – Ele dá um berro que quase me deixa surda.

A notícia me cai como uma bomba, pois ele havia se casado não havia nem um ano e a esposa dele já estava grávida. Ok...?

– Luna ta grávida? – Falo perdida.

– É... Quem mais seria? – Harry indaga e sinto meu peito apertar.

Foi uma notícia bem estranha para mim, não é que eu não estivesse feliz por ele, apenas me senti muito vazia com aquilo, porque não foi como aquela sensação "Meu irmão vai ter uma filha", mas sim "Meu paimãe vai ter uma filha". Na minha cabeça era como ter que dividir um pai com outro irmão... Difícil que pessoas normais entendam isso e o ciúme com a informação, mas a vida segue independente do que você deseja... E... Ele merece ser feliz e perpetuar a linhagem dele.

– Nada só achei repentino. – Sai pela tangente para não estragar a felicidade dele, que logo percebe minha voz diferente.

– Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem mesmo? – O mais velho me coloca pressionada perguntando.

– Sim, está tudo bem. – Reafirmo meu estado e já procuro me focar em outra coisa. – Escuta meu bebê, eu preciso desligar estou chegando aqui no meu trabalho, então mais tarde te ligo.

– Ta bem meu docinho, então até mais tarde... Mas vê se liga cabeça, você só enrola.

– Pode deixar. Eu ligo. – Dou uma risada.

Despedimo-nos e encerro a chamada com o telefone celular ainda na mão apoiando meu queixo sobre a parte superior. As coisas estavam definitivamente esquisitas para mim depois daquilo, porém precisava me focar no trabalho.



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