História The Night Dancer - Capítulo 2


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Categorias Grey's Anatomy
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Palavras 2.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Back To Las Vegas


Fanfic / Fanfiction The Night Dancer - Capítulo 2 - Back To Las Vegas

Calliope Torres.

Las Vegas - Nevada – 08:34min

Eu já havia esquecido como Las Vegas  podia ser quente. Acostumada com o frio da Europa, aquele clima para mim agora era estranho, pensei tirando o terninho que usava naquela manhã. Caminhei entre as pessoas que andavam de um lado para o outro, grudadas aos seus aparelhos celulares ou em conversas entretidas.

Ajeitei meus cabelos, colocando meu RayBan aviador no rosto, enquanto me dirigia até a saída do aeroporto de Las Vegas. Do lado de fora, vi a Mercedes preta à minha espera.

- Bom Dia, Sra. Torres! – O motorista falou de forma educada.

- Bom Dia, Taylor. – Falei entrando no carro.

Entrei no carro que estava com uma ótima temperatura graças ao ar-condicionado milagroso.

- Por Deus! Quando Las Vegas foi tão quente? – Resmunguei largando meus pertences sobre o banco.

- Sempre senhora, o clima aqui sempre foi quente – ouvi Taylor dizer em meio a um riso baixo. – Desculpe perguntar, mas como está seu pai?

- Tem razão, eu que já estou esquecida daqui – falei calmamente enquanto me acomodava no banco do carro. – Ele esta bem, esta em L.A. com a minha família.

- Isso é ótimo, gosto muito do Sr. Torres! Para onde devo levá-la? – Ele perguntou olhando pelo pequeno espelho.

- Ao meu novo apartamento, Taylor, siga caminho por essa rua, que eu lhe darei as coordenadas.

O senhor assentiu, saindo daquele lugar.

Olhando pela janela do carro as ruas de Las Vegas, eu podia recordar dos meus tempos vividos ali, e que belos tempos eu diria. Conhecia aquela cidade como a palma de minha mão.

Afinal eu nunca fui apenas essa Callie que só pensa em trabalho. Eu já tinha aproveitado um pouco da vida. Um pouco não, muito.

Meus pensamentos vagaram por lembranças de todas as coisas que aprontei, mas aquilo agora havia ficado no passado.

A Callie imatura e irresponsável não jazia mais aqui.

- Vire à esquerda no próximo quarteirão – Falei para o senhor que obedecia minhas coordenadas perfeitamente bem.

Finalmente chegamos ao prédio onde agora eu iria morar. Taylor rapidamente saiu do carro caminhando em passos largos até a minha porta, onde em um gesto a abriu.

- Obrigada – eu falei com um sorriso.

Taylor era meu motorista desde quando era mais nova e morava com meus pais. Ele era um senhor de idade muito prestativo por sinal. Sempre estava disposto a trabalhar, não importa quando fosse.

Caminhei para dentro do saguão do prédio, onde rapidamente os funcionários se colocaram em seus devidos lugares. Era cômico como eles se portavam em minha presença, as pessoas geralmente se acuavam comigo. Talvez seja o jeito rude e arrogante que eles imaginavam que eu teria, e eu não fazia questão de desmanchar essa imagem.

Hoje para ser respeitada, as pessoas tinham que temer sua presença.

- Bom Dia, Sra. Callie, nosso funcionário vai colocar suas malas no seu apartamento, é o 308, o único da cobertura.

Eu nada falei, apenas assenti em um breve aceno e segui para o elevador.

Chegando ao meu apartamento, o rapaz ruivo entrou logo atrás de mim empilhando todas as malas perfeitamente bem em meu quarto.

- Mais alguma coisa senhora? – ele perguntou.

- Pode se retirar. – apenas disse.

O apartamento era grande. Uma enorme área com estilo contemporâneo e sofisticado, repleto de moveis de cor branco e marrom, nas paredes cores claras e algumas escuras, com quadros de lindas pinturas, tudo estava a meu gosto.

Caminhei até a sala onde descansei sobre o sofá, tirando o sapato alto que estava maltratando meus pés, deixando que, por uma fração de segundos, meu corpo amolecesse sobre o estofado. A viagem tinha sido longa, ou melhor, a vida estava sendo dura demais. Levantei novamente, seguindo para a enorme sacada de meu apartamento.

Dali eu poderia ter uma bela visão dos arranha céu de Las Vegas e de seu belo litoral, essa era a vantagem de morar em uma cobertura. De cima, podia-se notar a forte movimentação daquele horário, pessoas de um lado para o outro, carros trafegando incansavelmente, buzinas, pessoas falando alto. Só não era pior que em NYC.

Ouvi o toque estridente de meu celular, caminhei até a sala pegando o pequeno aparelho em cima do criado-mudo, o número me era desconhecido, mas com toda certeza era alguém de Las Vegas.

- Alô?

- Gostaria de falar com Calliope Torres, por favor! – ouvi uma voz mais que familiar do outro lado da linha, eu não podia acreditar.

- Quem deseja? – perguntei com certa dúvida.

- Um velho amigo, muito gostoso também!

Eu sorri, era impossível não saber quem era.

- Mark?!

-Não esquece minha voz não é, Torres!? – eu podia jurar que ele estava sorrindo.

- Como esquecer, não é mesmo? – eu falei com um sorriso no rosto.

Mark Sloan era ninguém menos que meu melhor amigo de infância. Ao lado dele, eu cometi as maiores loucuras de minha vida. Nós dois éramos como amigos inseparáveis, para tudo estávamos perto um do outro.

Mark sempre foi meu apoio, esteve comigo em momentos difíceis e complicados da minha vida. Algumas pessoas chegaram a dizer que tínhamos algo a mais que uma amizade, mas definitivamente Mark e eu nunca trocamos nada além de um beijo após uma noite de farra, mas nossos planos foram traçados em caminhos diferentes, e já havia muitos anos que eu não o via, e confesso ter morrido de saudades.

- Soube que voltou a Las Vegas  hoje...já estou ligando para saber onde você mora! – ele falou rindo – Oh céus Torres, estou morrendo de saudade! – ouvi sua voz um tanto melancólica.

- Eu também estou, Mark... Como conseguiu meu número?

- Segredo! Tenho minhas fontes – falou em tom convencido.

- Certo, venha me ver. Estou morando no Las Vegas Palace

- Isso é para esnobar que você é milionária?

Eu não pude evitar ri. Sloan era sempre uma piada, sempre um sorriso. Estar perto dele era sinônimo de diversão e boas gargalhadas.

- Óbvio que não, mas você sabe que eu sempre quis morar aqui, e agora eu posso. – falei um tanto convencida.

- Você não tem jeito mesmo! Vou terminar algumas coisas aqui e vou até ai, quero você bem sexy – ele falou desligando.

Enquanto Mark não aparecia, tomei um belo banho de hidromassagem.

Estava cansada de um dia exaustivo de viagem, afinal ir de Paris até Las Vegas não era tão divertido para mim, que vivia em pontes aéreas.

Já estava quase anoitecendo quando ouvi o som da campainha tocar, levantei-me de minha confortável cama para atender, era ele.

- Oh Meu Deus, Callie! Você esta muito linda! – ele falou me abraçando apertado.

Eu ri entre seu abraço apertado.

- Você não perde esse jeito, não é? Você está incrível também! - falei o abraçando com saudade.

- Entre, sinta-se a vontade.

Conversamos por horas na sala de minha casa. Mark me relatou tudo depois que fui embora, ele se formou em advocacia e estava em uma das maiores empresas de L.V, era óbvio que eu tentaria puxá-lo para o Torres Industry. Disse que namorou por alguns anos com Lexie, nossa terceira amiga inseparável dos tempos antigos, e eu não fiquei surpresa, pois não era segredo para ninguém que eles eram apaixonados um pelo outro nos tempos do colégio, mas o jeito cafajeste de Mark sempre atrapalhou tudo.

- Não acredito que você deixou a Lexie ir embora! – reclamei, tomando um gole de meu drink.

- Eu não pude fazer nada, ela jura que eu traí ela, mas eu juro que não!

- Jura? – perguntei com dúvida.

- Eu juro Torres, a loira era muito gostosa, eu admito, mas eu não fiquei com ela. – resmungou triste.

- E porque ela acha que você ficou?

Mark se levantou enchendo novamente seu copo com o whisky.

- Digamos que ela viu uma foto minha beijando a garota. – ele falou rápido demais

- Você disse que não tinha ficado com ela! – falei jogando uma das almofadas nele.

- Eu não fiquei! Eu não transei com ela   Callie. Foi um beijo, e que nem foi tão gostoso.

- Mesmo assim, Lexie era uma garota maravilhosa!

- Eu sei, pare de me lembrar disso, eu estou há anos pensando naquela mulher.

- Que difícil! Eu adorava ver vocês dois juntos.

- Ela foi à melhor garota que já fiquei, mas não vamos falar disso. Não quero melancolia. Mas e você? Como anda sua vida? – Ele perguntou sentando no mesmo sofá que eu, deitando sua cabeça sobre meu colo.

Eu nunca me abria assim com ninguém, pessoas sabiam de mim o que precisavam saber. A visão de todos sobre mim era de uma pessoa arrogante, fechada e infeliz. Isso tudo devido a minha vivência em função das empresas que eu comandava.

Talvez ser a dona de uma multinacional precocemente me fez alguém dura demais, sem tempo para aproveitar mais do que o mundo poderia me oferecer. Hoje eu não me importava mais com isso, foi um caso em que eu não tive escolha de "sim" ou "não".

Era "sim" ou "sim". Mas uma única pessoa me fazia ser a Callie dos tempos de colégio, e essa pessoa era Sloan. Contei a ele tudo que vivi depois de ter saído de Las Vegas, cada detalhe que ninguém mais sabia, apenas ele.

- Então quer dizer que você hoje é dona de uma multinacional, milionária, solteira e que vive para trabalhar? Meu Deus! Eu nunca imaginei ver você tão poderosa! Pensei que seria a ovelha negra da família – Mark falou rindo.

- Mais ou menos isso – soltei um sorriso fraco – Eu bem que seria, mas não tive essa escolha, Mark, alguém tinha que tomar conta do negócio, e essa pessoa sou eu.

- Mas e seus irmãos?

- José não quer nada com a vida, isso já sabíamos há tempos...ele toma conta de uma filial em NY. E bom, Elena ainda é nova demais, não tem como comandar algo, mas quem sabe um dia, ela está passando férias no México com nossos avós agora.

- Nossa, então você é a Chefe? No lugar do seu pai?

- Exato, ele decidiu isso, e aqui estou. – sorri.

- Você não deve ter tempo nem para respirar...há quanto tempo não transa?

- Oh meu Deus! – eu falei me levantando, tinha certeza que meu rosto estava vermelho.

Mark se levantou andando em minha direção.

- Ah! Qual é Callie?! Sou seu amigo. Nós dois sabemos de tudo um do outro! Então me diga, há quanto tempo você não sai para se divertir? – ele perguntou insistente.

- Eu não sei Sloan, não lembro. – Falei me afastando.

- Porra, Torres! Você parece uma velha! Vá se trocar, vamos dar uma volta pelas noites de Las Vegas... temos que fazer a velha Callie respirar um pouco – ele falou tomando o ultimo gole de seu whisky.

- O quê? – perguntei surpresa.

- Isso mesmo que você ouviu: vamos sair e festejar sua volta! – ele falou segurando em minha mão.

- Não, não. .. nada disso! – eu falei me soltando.

- Por que não?

- Mark, já esta muito tarde.

- Quantos anos você tem? 12? Vamos Callie...pare com isso! Você, com certeza, não tem vida fora da empresa, está na cara! – Ele exclamou vestindo sua jaqueta.

- Eu não posso sair para farra, amanhã irão me apresentar na reunião com os acionistas como Presidente da empresa, tem noção?

- E daí? Você já foi mais ágil, Torres, não precisa encher a cara. Vamos sair, dançar, conhecer pessoas novas... você esta precisando.

- Não Mark, eu vou ficar. Vamos marcar para outro dia, quem sabe um final de semana desses. – falei me sentando no sofá.

- Te dou 20 minutos – ele disse decidido.

Com aquele homem não tinha "não". Mark era teimoso como uma mula.

Quando ele unsistia em uma coisa, não tinha pessoa que o fazia mudar de opinião. Depois de muita insistência, fui até meu quarto me arrumar.

Ouvi ele gritar da sala dizendo para eu vestir algo despojado e nada de roupas sociais. Eu ri no mesmo instante, mas escolhi algo a que eu estava acostumada, uma saia preta justa seguindo até perto de meus joelhos, uma camiseta branca de seda, e nos pés um scarpin preto. Deixei meus cabelos soltos, estavam ondulados, a maquiagem estava fraca apenas destacando meus olhos e minha boca coberta por um batom vermelho.

- Vamos? – falei para ele, que me fitou.

- Onde estão as roupas despojadas? Por Deus! Você tem aparência de empresária 24 horas?

- Ahh! Deixe-me, Sloan!

- Deixo, só porque você fica uma empresaria muito gostosa com essas roupas.

- Sei que fico.

- Agora vamos, vou te levar em um lugar maravilhoso! – ele falou animado.

Seguimos em seu carro. Mark me levou para jantar em um dos caros restaurante do litoral de Las Vegas. Pensei que a noite ficaria por ali, estava tudo muito agradável, até que ele teve uma idéia.

- O jantar estava ótimo, mas agora vamos para o que interessa! – Ele falou colocando a chave no carro.

- Aonde nós vamos? – perguntei temendo sua resposta

- Nos divertir! Vamos relembrar os velhos tempos – Ele falou com um sorriso malicioso.

- Espera... espera – eu comecei a falar, mas ele me interrompeu. – O jantar já foi maravilhoso, conversamos muito... não acha que está bom?

- Não fala nada, só me confirma uma coisa...você ainda é lesbica, não é? – ele perguntou explodindo em uma gargalhada.

- Porque você quer saber isso? – perguntei um tanto envergonhada com sua pergunta.

- É... pela sua cara, você curte. Graças Deus! Pensei que tinha perdido a graça da vida. – ele falou sorrindo. - Afinal mulheres são o que o mundo tem de melhor.

Eu nada falei, seja lá onde ele estava me levando, eu apenas aceitei.

Passávamos por algumas ruas e nos lembrávamos dos tempos antigos onde andávamos de carro junto com Lexie pelas ruas de Las Vegas. Aquela conversa nos rendeu boas risadas, eram bons tempos. Foi quando paramos em frente a um enorme estabelecimento sofisticado e iluminado, com uma placa em neon escrito "Imperium"

- O que é isso, Sloan? – perguntei fitando o lugar.

- A diversão Torres! A diversão! Essa é a melhor boate de Las Vegas.  vai por mim. – ele falou animado.

- Boate? Mark! Eu tenho uma reunião importante amanhã! Eu não sou mais aquela garota irresponsável!

- Não vamos demorar, ok?! É só para você conhecer, você vai adorar essa boate, venha conhecer a Imperium – ele falou saindo do carro.

"Esse homem é louco" pensei ao sair do carro.

Na frente uma fila enorme, pelo visto a boate era muito conhecida. Não me recordava de sua existência quando ainda morava aqui. Caminhamos em passos lentos naquela fila, Mark já estava mais do que impaciente, a vi tateando seus bolsos a procura de algo, seu celular, imaginei.

- Temos mesmo que ficar aqui? Eu já passei da idade para isso – resmunguei.

- Calliope pare de agir feito uma velha, você só tem 26 anos. – Ele falou e logo deu atenção ao pequeno aparelho, ignorando totalmente minhas reclamações. Mark  passou menos de dois minutos na ligação.

- Para quem estava ligando? – perguntei o fitando.

- Uma amiga que vai nos ajudar.

Não demorou muito para que avistássemos uma mulher morena muito elegante na entrada. A mulher deu um breve aceno, e logo o chamou para a entrada. Passamos na frente de várias pessoas que nos encararam de forma nada amigável.

- Hey, Nicole! – Sloan falou abraçando a mulher de cabelos castanhos.

Ela aparentava estar na faixa de trinta e sete anos, era bem alta, rosto comprido e de traços fortes. Pelo jeito que estava, Nicole como Mark a havia chamado, tinha muito dinheiro.

- Sloan! Que prazer ter você aqui de novo! – A mulher falou animada.

- O prazer é todo meu, adorei esse lugar!

- Fico muito feliz querido, sabe que você é um de meus clientes Vips.

Mark sorriu e se colocou ao meu lado.

- Nic, trouxe uma amiga para conhecer seu Imperium. Esta é Calliope.

- Calliope? Calliope Torres? – Nicole  perguntou.

- Sim... você me conhece? – perguntei estendendo a mão para ela.

A mulher segurou em minha mão em um simpático cumprimento.

- Todos em Las Vegas conhecem você, Srta. Torres, uma importante empresaria não é? Que honra ter você aqui na Imperium.

- O prazer é todo meu, é um lugar muito interessante.

Vi a mulher sorrir.

- Você ainda não viu nada – ela falou de forma misteriosa. – Mas vamos, vou escolher um ótimo lugar para vocês dois! Vieram no dia certo, nossa atração principal está aqui hoje. Garanto que vocês não irão ficar decepcionados pessoal.

Olhei para Mark que tinha um sorriso escancarado, eu nunca mais havia sequer entrado em um lugar desses.

Tive vontade de ir embora, mas algo em mim gritava para eu ficar. Eu poderia me arrepender depois, mas somente depois.



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