História The Night Dancer - Capítulo 34


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Categorias Grey's Anatomy
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Palavras 5.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Caindo em tentação


Pov Callie

Abri os olhos fitando o forte movimento na entrada da boate. Hoje era dia dela. Respirei fundo tomando coragem de ir contra meu orgulho que gritava de forma alarmante para que eu saísse daqui. Os goles de tequila, no qual Mark praticamente me obrigou a tomar, me deram forças suficientes para tomar a decisão de que naquela noite eu só precisava dela. De minha stripper.

Saí do carro caminhando em direção à entrada da Imperium. O segurança, que já me conhecia o suficiente, apenas me deu passagem para que entrasse. A batida sensual da música logo atingiu meus ouvidos. Duas mulheres quase seminuas me encaram com um sorriso malicioso, fazendo-me apenas desviar o olhar e seguir em direção ao balcão de bebidas. Ao chegar ao mesmo, me deparei com a ruiva que sempre estava ali, April. Eu sabia que ela era uma das fiéis escudeiras de Brooke dentro da Imperium. Aposto que sabia de todo o jogo. Tentei afastar tais pensamentos de minha cabeça quando então a chamei.

April virou-se em minha direção, arregalando os olhos ao perceber que eu estava ali. Ela piscou algumas vezes mostrando seu nervosismo evidente e então se aproximou.

- Deseja alguma coisa?

- O de sempre.

A mulher assentiu, colocando um copo de whisky com gelo em cima do balcão.

- Onde está Arizona? – Sussurrei para a mulher que me fitou confusa.

Eu revirei os olhos impaciente.

- Brooke. Onde ela está?

- Está no camarim se arrumando para a apresentação.

- Será que posso falar com ela?

- Sra. Torres, não é permitida a entrada de nenhum cliente naquela área, a não ser que a dançarina tenha deixado a ordem.

- E precisa mesmo disso? Ela vai deixar de qualquer jeito.

April olhou para ambos os lados e se aproximou.

- Seria melhor falar depois da apresentação. Brooke vai entrar daqui a poucos minutos.

Eu apenas assenti para a mulher que sorriu fracamente. Tomei todo o líquido de meu copo, pedindo que ela enchesse o mesmo novamente. Afastei-me do bar seguindo em direção ao palco principal onde Brooke iria dançar. No caminho me deparei com Nicole que me fitava curiosa. A mulher caminhou rapidamente em minha direção, e eu apenas bufei. Não estava com o menor humor para me fazer de simpática.

- Ora, ora...olha quem está por aqui! – Nicole falou animada erguendo os braços para mim.

Eu nada respondi, soltei um leve sorriso para a mulher que parou à minha frente, impedindo-me de continuar o caminho.

- Veio prestigiar minha pedra preciosa, Torres? – Soltou a mulher em tom arrogante.

Eu sorri cínica.

- "Minha" você quis dizer, não é?

Nicole deu de ombros, arqueando a sobrancelha.

- Sua e de todos os clientes que a assistem.

Eu podia sentir uma pitada de malícia em sua frase, mas eu não deixaria que algo assim me abalasse.

- Não, Sra. Herman, somente minha. Algo só é nosso quando a possuímos por completo.

- E você a possui? – Perguntou quase em desafio.

- Se estou dizendo que ela é minha, presumo que sim. – Cortei a mulher com o humor negro.

Nicole sorriu sem humor algum.

- Muito sortuda então, Callie. Você conseguiu o que ninguém pode ter, só não se sabe até quando, não é mesmo?

- Até quando eu achar melhor, não se preocupe.

- Tudo bem, fique à vontade, Torres.

Eu apenas assenti, levantando o copo de whisky para a mulher com um sorriso nos lábios. Nicole não havia saído com uma cara muito boa, mas já deveria saber que eu não era de conversas paralelas, ainda mais com o tipo de mulher daquela. Olhei para a mulher que se afastou seguindo em direção a sua sala.

Eu continuei meu caminho até a primeira fila, era de lá que eu assistiria ela dançar. Como sempre fazia. Um grupo de homens ao lado ria e a conversavam entre si.

"Você não vai se arrepender de ter vindo. Ela é a mais gostosa das dançarinas, precisa ver aquele corpo. Fico animado só de olhá-la."

Falou o loiro animado para o outro rapaz. Eu revirei os olhos de forma impaciente. Era agonizante ter pessoas e mais pessoas falando de forma sexual de sua mulher, porque Arizona Brooke era minha mulher.

Respirei fundo tentando manter meu autocontrole. Poderia até ser cômico se não fosse tão trágico. Há semanas atrás, quando eu não sabia que Arizona era Brooke, meu ciúme em relação à stripper se enquadrava em um nível baixo. Mas, após a descoberta, saber que todas aquelas pessoas desejavam e falavam de Arizona me irritava. Louco, eu sei. Mas era o que estava sentindo. Se dependesse apenas de mim, arrancaria Arizona daquela boate nunca mais permitindo sua volta.

"Será que ela faz programa?"

"Disseram que não. Ela nunca se deitou com um só cliente. Alguns a chamam de intocável" - O loiro falou novamente.

"Não acredito nisso, é só oferecer uma quantia alta que ela aceita. Vamos, onde está aquela cafetina? Hoje vou dormir com essa vadia de luxo."

O moreno falou com seu sotaque italiano barato, rindo juntamente dos outros rapazes.

Eu calmamente tomei um gole de meu whisky, saboreando cada gota em meus lábios, e então rapidamente me levantei caminhando em direção a grupo de rapazes, no qual fingi ter esbarrado derramando todo o líquido de meu copo na camisa branca do moreno que havia falado.

- Porra, olha o que você fez?! – Esbravejou ele todo molhado.

Eu não recuei, fitei o homem de forma fria. Enquanto o mesmo me encarava, fuzilando-me com os olhos.

- Sinto muito, acabei não vendo você aqui. – Soltei de forma irônica o suficiente para aumentar sua raiva.

- Olhe por onde anda da próxima vez!

Os outros três homens que o acompanhavam riram e seguiram atrás do moreno que saiu em direção ao banheiro furioso. Idiotas.

Sentei novamente em meu lugar, pedindo um novo copo de whisky, dessa vez uma morena que caminhava de um lado para o outro com as bebidas. A mesma soltou-me um olhar malicioso, que tratei de ignorar assim que ouvi os murmúrios que a apresentação iria começar.

Os holofotes se apagaram deixando somente as luzes do chão do palco acesas. Imaginar que Arizona, ou melhor, Brooke,a qualquer momento apareceria ali, fez meu coração acelerar, um certo nervoso de tê-la daquele jeito novamente e agora sabendo de tudo era grande demais. Tomei um grande gole da bebida que com toda certeza já estava alterando meus sentidos, afinal olha só onde eu me encontrava, não é mesmo? Quando finalmente a música começou.

(Música - Frist Position da Kehlani )

O holofote se acendeu sobre o corpo da stripper, mostrando exatamente como ela estava aquela noite. Maldita!

A xinguei mentalmente quando vi sua roupa. Brooke estava fantasiada como ninguém menos que Arizona. Ela vestia uma saia social curta com uma enorme fenda na coxa, deixando evidente a cinta-liga preta que ela usava. Na parte de cima, uma blusa de botão branca, desabotoada até em cima de seus seios cobertos por um sutiã vermelho. Seus cabelos estavam amarrados em um coque bem feito, e em seus pés um salto. E obviamente não poderia esquecer o detalhe principal: sua máscara. Ela estava absurdamente sexy!

Brooke virou de costas e remexeu seu corpo de um lado para o outro devagar em perfeita sincronia com a música sensual que tocava. Suas mãos subiram e desceram pelas laterais lentamente, para logo em seguida ela virar e caminhar graciosamente até a frente do palco. Jogando seu olhar quente e o seu sorriso malicioso em minha direção. Ela sabia que eu viria, ela sabia o poder que tinha sobre mim. A loira piscou para mim, e logo em seguida mordeu os lábios em provocação. Ela rodeou o enorme bastão de poli dance com uma postura totalmente superior, e então colocou as duas mãos sobre o mesmo para se abaixar rápido, voltando a subir lentamente, toda empinada para a platéia.

"Porra, que bunda gostosa!"

"Quanto você quer para transar comigo essa noite?"

Exclamou o senhor ao meu lado, aumentando ainda mais a minha raiva. Ver que todos ali desejavam a mulher no qual somente eu tinha posse, poderia ser bom, enchia meu ego de uma maneira incrível. Mas, como tudo tem seu lado ruim, aquele não seria diferente. Eu não gostava de imaginar que todas aquelas pessoas a imaginavam como só eu a poderia ter. Fitei o mesmo que só faltava babar em cima de Brooke. Mas então, voltei a atenção para a stripper que rebolava tão sensual com a música que tocava, e eu não tinha dúvidas: ela dançava para mim. Mantemos uma linha fixa em nossos olhares carregados de luxúria e raiva. Brooke deslizou a língua sobre os lábios rosados, enquanto devagar, começou a desabotoar o restante dos botões de sua blusa. Seu corpo se movia de um lado para o outro, evidenciando ainda mais suas curvas sinuosas até a mesma tirar a blusa totalmente no qual balançou no alto e jogou em direção a platéia, ou melhor, em minha direção.

Peguei o tecido delicado e levei até o nariz onde aspirei profundamente o perfume tão conhecido por mim. Ela sorriu diabólica e virou de costas tirando o pequeno objeto que prendia seu cabelo, soltando o mesmo que caiu, como uma bela cascata por suas costas, que por sinal também era maravilhosa. Mesmo de perfil eu pude ver seu sorriso doce mudar para um ousado. Ali era perfeita transformação que causava a destruição em minha vida. Arizona queria mostrar-me como as duas eram uma só, e como isso poderia ser fodidamente maravilhoso. E eu não tinha dúvidas disso, as duas, se é que eu poderia dividi-las, era a união do prazer.

Eu estava hiptonizada por seu corpo que se movia tão bem, tão quente. Deus, ela era meu fim. Eu me sentia quente, molhada, em brasas só de vê-la dançar daquele jeito puramente sexual. Brooke instigava a imaginação humana a ser perversa e maligna, eu poderia catalogá-la como um dos sete pecados capitais. A loira retirou a pequena saia, deixando seu corpo coberto apenas pela minúscula lingerie vermelha e sua cinta-liga. As pessoas ao redor se alvoroçaram, e começaram a lhe lançar dólares e mais dólares. Brooke sorriu cínica. Como quem nem soubesse o porquê de toda aquela euforia, mas ela sabia. E sabia muito bem.

A maldita adorava aquilo, ela adorava ser desejada, cortejada por sua platéia sedenta demais. Se existissem vidas passadas, Arizona Brooke, com toda certeza, havia sido alguma imperatriz ou rainha. Poderíamos sentir facilmente, em sua áurea, como ela amava ser cobiçada por todos de uma maneira totalmente sexual. Ela era o céu e o inferno em um corpo só. Você teria coragem de entrar nesse jogo? Eu sim.

A mulher movia-se com tamanha facilidade no bastão de poli dance, fazendo força de forma sutil. Ela era dona de um corpo tão bem feito, que me custava imaginar que perdia tempo em academias para deixar o mesmo assim, era simplesmente maravilhoso e se movia em perfeita sincronia com a música de fundo. Seus movimentos nos faziam imaginar mil coisas que com toda certeza não carregava nada inocente.

Tomei um gole do whisky, na tentativa falha de fazer meu corpo relaxar. Mas só havia uma coisa que me faria relaxar aquela noite. E eu estava olhando para ela. Arizona, ou melhor, Brooke Wheleer, deslizava as pequenas mãos por seu corpo levemente suado devido ao seu esforço na dança. Por lugares onde todos ali queriam passar. Uma mulher ruiva se levantou e gritou pela stripper que se aproximou com um sorriso malicioso, enquanto a outra de forma ousada colocou em seu sutiã alguns dólares.

Fechei as mãos em punhos, tentando manter sobre controle a irá que tomava conta de meu corpo. Brooke que não me provocasse ou eu a tiraria de cima daquele palco quando ela menos esperasse. Quando a loira voltou os olhos sobre mim, percebeu automaticamente minha fúria e sorriu.

Filha da puta!

A mulher caminhou em minha direção, fazendo o homem ao meu lado enlouquecer. O mesmo, a essa altura, não tinha mais um mísero dólar na carteira, pois o mesmo jogou todos sobre o corpo de minha mulher que nem se quer o notou. Brooke ficou tão próxima, rebolando a minha frente, que eu poderia até me sentir fraca com a visão. Mas agora não, eu me levantei, pegando alguns dólares e com os olhos fixos no dela, coloquei as notas na barra fininha de sua calcinha.

"Sou toda sua". Brooke sussurrou para que só eu entendesse. Pegando os dólares que eu havia colocado, para então rasgá-los em minha frente. Jogando um pequeno beijo no ar.

Provocadora e ousada. Ela virou de costas caminhando em direção ao fundo do palco, terminando sua apresentação.

- O que você fez?

Ouvi o homem ao lado perguntar, tirando-me da bolha em que me encontrava.

- O quê? - Perguntei confusa.

- O que fez pra fazer ela dançar assim pra você?

Eu fitei o homem e sorri de canto. Tomando o resto do whisky em meu copo.

- Eu a fiz minha.

Levantei da cadeira deixando o senhor para trás. Caminhei em direção aos camarins onde pude ver April na entrada. Assim que a ruiva me viu, soltou um sorriso.

- Será que agora posso falar com ela? - Perguntei à mulher que me fitou duvidosa.

- Deixe-me perguntar antes.

Eu, rapidamente, segurei no braço da mesma, impedindo que ela saísse.

- Não precisa, deixe comigo.

Ela apenas assentiu, olhando de um lado para o outro, para, logo em seguida, me dar passagem. Eu sorri e entrei.

O corredor estava vazio, provavelmente todas estavam muito ocupadas no salão da boate. Passei por algumas portas procurando em qual Arizona estaria. Quando, ao fundo, pude ver seu nome gravado na placa.

"Brooke Wheleer"

Eu me aproximei devagar, parando em frente à porta. Respirando fundo diante do que estava por vir. Eu não deveria estar ali, eu sabia disso. Mas, eu simplesmente não conseguia ficar longe daquela mulher, era mais forte que eu.

Eu virei a maçaneta devagar, entrando na sala, onde rapidamente, pude a ver ao fundo, ela estava diante do espelho rodeado de luzes.

- Sabe que é proibido a entrada de clientes aqui, não é?

Brooke falou pausadamente e eu nem sequer liguei. Tranquei a porta do camarim pegando a chave, colocando a mesma no bolso do sobretudo que eu usava.

- Callie, saia. - Ela ordenou virando de frente para mim.

Eu sorri e me aproximei devagar.

- Eu não vou sair.

- Você precisa sair.

- Para, para de recusar! Você sabia que eu viria.

Seu olhar se encontrou junto ao meu. E em suas íris azuis eu podia ver meu reflexo totalmente perdida. Coloquei as duas mãos na cintura da mulher, unindo seu corpo no meu com firmeza.

Eu senti a respiração quente da stripper contra meu rosto, ela tinha cheiro de hortelã com uma pitada de cereja. Eu mordi os lábios, deslizando as mãos por suas costas devagar. Brooke levou as mãos ate a máscara, no intuito de tirar, mas eu a impedi.

- Não, não tire...eu quero a Brooke essa noite.

A loira sorriu, e virou de costas para mim, e eu, novamente, uni meu corpo ao dela, sentindo aquele calor tão conhecido tomar conta de meu corpo. Agora eu via nossos reflexos no espelho à minha frente. Éramos a imagem perfeita do inferno prazeroso.

- Você está louca, Callie.

Brooke falou olhando em meus olhos através de nossos reflexos.

- Por quê?

Perguntei afastando seus cabelos lentamente para o lado, distribuindo beijos por seu pescoço descoberto, no qual fizeram a mulher se arrepiar. Bingo!

- Eu sou Arizona também. Pare de querer dividir o que você sabe que é um só.

Eu olhei para a mulher através do espelho. Deixando pequenos beijos e mordidas em seu ombro.

- Enquanto essa máscara estiver em seu rosto, você é Brooke.

- E qual delas você quer?

Perguntou virando em minha direção. Eu levei as mãos a seu rosto, deslizando o polegar sobre seus lábios rosados e finos, para depois descer pela lateral de seu corpo, até suas coxas, no qual, com rapidez, suspendi, obrigando a mulher a sentar sobre a bancada atrás de si.

- Eu quero as duas...ou melhor, eu quero uma.

Brooke levou as mãos até minha nuca puxando-me agressivamente para um beijo feroz. Eu senti meu corpo vibrar ao sentir sua língua deslizar sobre a minha com tamanha habilidade. Eu chupei com pressa, e raiva, unindo seu corpo no meu com força. Nos devorávamos feito duas loucas naquele instante. Minhas mãos corriam por suas costas, apertando mais ainda a mulher contra mim. Brooke chupou meu lábio inferior terminando aquele beijo com uma pequena e provocante mordida.

- Não. Afaste-se. - Ela falou saindo da bancada.

Eu a fitei sem entender, minha respiração já se encontrava descompassada. Meu corpo quente e molhado, sedento pelo corpo da loira a minha frente.

- O quê? Porquê?

- Não posso fazer isso, Callie! As coisas não vão se resolver assim!

- Poderiam se resolver!

- Não, elas não poderiam. Você está bêbada, meu Deus!

- Deus, é claro que pode! Vamos. Seja Brooke pra mim! Seja ela essa noite, Arizona..

Ela virou em minha direção, carregando um olhar provocante e desafiador.

(Música - Concentrate da Demi Lovato)

- Quer que eu seja Brooke essa noite? - Perguntou de forma maliciosa.

- Sim, eu quero. – Falei decidida.

A loira balançou a cabeça em sinal de negação, para então sorrir diabólica.

- Como quiser, Torres. Sente-se.

- Porque?

- Senta. - Ela ordenou apontando em direção a cadeira.

Eu tirei o sobretudo, jogando o mesmo sobre o sofá do outro lado. E então me sentei, não entendo onde ela queria chegar com tais ordens. Confesso que ter Brooke mandando, às vezes, era muito excitante.

- O que vai fazer?

- Um showzinho particular pra você. Fique bem quietinha, ou então isso acaba.

Eu nada falei, apenas fiz que sim com a cabeça. Brooke devagar sentou em meu colo, fazendo-me admirar cada pedacinho do seu corpo descoberto. Gostosa demais!

- Lembra-se das regras? – Sussurrou para mim.

- Poderíamos deixá-las de lado.

Falei com um sorriso ousado, acariciando de leve suas coxas.

- Não, todo jogo há regras.

- Isso é um jogo?

- Sim, o meu jogo.

- Posso ganhar no seu jogo?

- Ninguém, além de mim, ganha nesse jogo.

- Posso mudar isso. - Falei agarrando em sua cintura.

- Deixe de ser apressada!

Brooke estalou um tapa em meu braço.

- Deus, Arizona, eu não consigo.

Ela sorriu e se levantou, fazendo aquele barulho com a língua.

- Acho que vou ter que começar a lhe castigar por seus erros, Callie.

Eu apenas a vi se afastar, para, logo em seguida, voltar com um... chicote? Deus, era um chicote!

- O que pensa que vai fazer com isso?

Perguntei vidrada com os olhos no objeto em sua mão. Brooke estava agora a minha frente, vestindo somente uma lingerie vermelha sangue, com sua bela cinta-liga e saltos. Seus cabelos estavam em um emaranhado que a deixava incrivelmente sexy, em suas mãos o chicote de couro preto.

- Calada, Torres. – Ordenou.

- Arizona...

Comecei a falar quando o chicote acertou em minha coxa fazendo gemer de dor.

- Filha da puta!

- Calada! - Ordenou ela.- Quer que eu seja Brooke, não é? Pois então serei. Mas esteja convicta de que Brooke dará o troco pela Arizona.

- Do que está falando? – Perguntei confusa, e raivosa.

- Acha que ela vai deixar barato os tapas que recebeu?

- Ela merecia. - Provoquei.

Brooke deu de ombros com um belo sorriso.

- Não discordo. Mas chegou a hora de você receber o que merece.

- Vai me chicotear a noite inteira? - Perguntei debochada.

- Se eu quiser, quem sabe. – Seu tom de voz arrogante me excitava. Brooke rodeou a cadeira no qual eu estava sentada - Sabe muito bem onde está, não é mesmo? Sabe que aqui quem manda sou eu. - Sussurrou sensualmente em meu ouvido. - E que aqui, você não passa de minha submissa.

- Tome cuidado, Brooke, tome muito cuidado.

- Está me ameaçando?

Ela esbravejou soltando duas chicotadas seguidas em minha pele.

- Eu vou acabar com você.

Ela riu e parou em minha frente. Tomei impulso para agarrá-la.

- Fique quieta.

Eu sentei novamente. Ela me olhou, para então largar o chicote de lado.

- Vai ganhar um showzinho particular essa noite. Mas lembre-se, não pode me tocar.

A música era bem forte ali dentro também. Eu respirei fundo olhando para as marcas onde a mesma acertou. E depois fitei seu corpo que começou a se mover devagar em minha frente de um lado para o outro.

Você consegue imaginar? Brooke Wheleer rebolando de forma tão sensual a poucos centímetros de você? Era alucinante! A loira se aproximou, ficando entre minhas pernas e esfregando devagar seu corpo no meu. Eu podia sentir seu sexo se esfregar em minha coxa lentamente. Eu mordi os lábios e fechei as mãos em punhos evitando a vontade de tocá-la.

Ela se levantou ficando de costas, rebolando em perfeita sincronia com a música, enquanto sua bunda se esfregava em mim. Porra, eu ia enlouquecer! A vontade de pegar todo aquele volume, e apertar, era muita. Mas eu me segurei, vendo a mulher me provocar de uma maneira que nem eu sabia se poderia continuar suportando. Brooke levantou e se inclinou mexendo o quadril bem a minha frente, para logo em seguida, virar de frente, e me encarar com aquele par de olhos quentes, e o sorriso diabólico.

Ela levou as duas mãos ao feixo do sutiã, tirando o mesmo e jogando ao chão, deixando seus seios totalmente à mostra para mim. Eu senti meu centro úmido pulsar em desejo, e minha boca salivar em vontade de chupá-los. "Deus tenha misericórdia!", supliquei em pensamentos.

A loira se aproximou novamente, sentando em meu colo, agora de frente para mim. Brooke segurou em meus ombros e forçou seu corpo a roçar no meu no ritmo que a música ditava.

- Porra... Você acaba comigo. - Eu sussurrei

Eu vi a mulher fechar os olhos e gemer.

Ela estava sentindo prazer somente em roçar em mim. Não, não eu não podia aguentar... Eu segurei em sua cintura e forcei mais seu contato. Mas ela se levantou, virando de costa para mim.

- Tire-a. - Ordenou.

Eu levei as mãos devagar a barra fina da minúscula calcinha que ela usava, abaixando o tecido molhado. Encarando a bela visão a minha frente. Brooke estava totalmente nua, apenas com a cinta- liga, meias e seus saltos.

- Caralho, Brooke... - Soltei as palavras quase gemidas.

Ela sorriu, mordendo os lábios em provocação e sentou novamente em meu colo.

- Gosta do que vê?

A loira perguntou roçando seu corpo no meu de forma sensual, bem de acordo com a música que preenchia o ambiente. Eu estava enlouquecendo. Talvez fosse o álcool em minha corrente sanguínea ou o simples efeito que a stripper causava em mim, mas eu estava suando, minha garganta estava seca e meu corpo gritando pelo dela.

- Eu amo.

Brooke deslizou a língua sobre os lábios e puxou meu vestido para cima, deixando minhas coxas livres, para logo voltar a rebolar. Eu fechei os olhos quando senti seu sexo quente molhar minha coxa nas roçadas que a mulher dava contra mim.

- Isso... dance para mim, Brooke. - Eu sussurrei deslizando as mãos pelo corpo da loira.

E assim ela fez, eu podia ouvir os gemidos saírem de sua boca. Ela passou a se esfregar mais rápido, com força. Eu segurei sua cintura, ditando o ritmo que ela devia seguir. Sua respiração era pesada como a minha. Eu precisava senti-la, meu corpo inteiro vibrava. Eu podia ter um orgasmo somente com a situação que me encontrava. Então, resolvi virar o jogo, levantando da cadeira com a mesma em meu colo. Com força, coloquei a mulher sobre a bancada novamente. Encarando seus olhos tão sombrios e perversos.

- Ganhei. - Disse para ela, logo em seguida tomando seus lábios em um beijo voraz enquanto meus dedos cuidavam de fazê-la sentir praze

Brooke levou as mãos ao meu vestido subindo o mesmo até minha cintura, e rapidamente pressionado os dedos sobre meu sexo totalmente encharcado. Gemi em surpresa.

- Vejo que não, quem ganhou fui eu.

Ela sussurrou em meus lábios, enquanto seus dedos driblavam o tecido fino de minha calcinha,enfiando-se de uma só vez em meu interior.

- Oh, Deus... - Gemi cravando as unhas em sua coxa, enquanto com a outra mão continuava a esfregar em seu sexo.

Arizona estocou uma, duas, três vezes para logo tirar, e levar os dedos até a boca, chupando de forma tão sexual que me fez gemer. E ela também. Ver como a mesma sugava cada gotinha de meu líquido estava sendo enlouquecedor.

- Você é deliciosa, Callie. - Falou de forma quase gemida.

Soltou as palavras ousadamente quando novamente levou os dedos ao meu sexo, agora acariciando sobre meu clitóris que ansiava por seus toques intensos.

- Oh, Arizona!

Gemi fraca. Mas aumentando o ritmo de meus dedos em seu sexo pulsante.

- Isso, Callie... Faça mais... - Gemeu ela.

Ela esfregava com vontade os quatro dedos bem onde eu desejava, e assim, eu fazia com ela.

- Não sabe como é maravilhoso ver você gemendo assim, sabia? Feito uma vadia de luxo. – Ela sussurrou, mordendo a cartilagem de minha orelha.

A filha da puta me manipulava como queria, e eu simplesmente não podia fazer nada, pois minha vontade era apenas de gemer com seus toques tão gostosos.

- Geme, Callie... Geme pra mim.

Eu apoiei meu corpo na bancada ao seu redor, e Arizona continuou a me masturbar. Eu segurei firme em seus cabelos com uma das mãos, puxando seu rosto, tomando sua boca em um beijo agressivo. Eu chupava sua língua com dificuldade devido aos espasmos que seu toque me proporcionavam. Nós quase nos engolíamos feito duas loucas.

Quando ouvimos batidas fortes na porta.

"Brooke?! Você está ai?"

Eu fechei os olhos com força, não acreditando no que estava ouvindo.

- Continue... Oh, Deus, não pare.

As batidas na porta continuaram se confundindo ao som da música, a fricção de seus dedos que se moviam tão rápido em meu sexo. Eu estava enlouquecendo, Deus! Eu penetrei a mulher com dois dedos de uma vez. Forte e duro.

- Porra, isso! - Ela gemeu gostosamente.

"Brooke? Tem um cliente querendo te conhecer."

Era a voz de Nicole. Eu fitei os olhos da loira que sorriu de forma provocativa.

- Se você parar antes de me fazer gozar eu acabo com a sua vida!

- Digo o mesmo para você!

Seus dedos moveram-se devagar sobre onde eu precisava de mais. Eu rapidamente levei as mãos em cima das de Brooke, e impulsionei da forma que eu precisava.

- Assim! Faça...rápido!

Ordenei forçando seus dedos que se moveram com força, fazendo meu corpo explodir em um orgasmo alucinante. Os objetos da bancada começaram a cair ao chão com os movimentos que fazíamos, as estocadas uma na outra eram violentas e selvagens. Eram rápidos e intensos. Deus, eu não tinha mais controle de mim, e nem Brooke sobre ela. A mulher movia-se em direção as fundas estocadas, de forma desesperada e urgente, gemendo de forma tão gostosa. Eu fechei os olhos deixando que o clímax me levasse junto a mulher que gemeu tão forte em meu ouvido.

As batidas na porta voltaram novamente, obrigando-me a soltar Brooke. Nos olhamos, com as respirações pesadas. Eu podia ver sua boca entreaberta, e as pequenas gotas de suor descer por suas têmporas. A stripper desceu da bancada totalmente mole, pegando o seu sobretudo que estava no cabide ao lado.

- Eu tenho que abrir a porta.

Arrumei meu vestido, colocando o sobretudo e entregando a chave a mulher. Ao contrário de Arizona que estava completamente nua debaixo da peça, eu me encontrava vestida. A loira caminhou em direção à porta, fitando-me pela última vez antes de abrir a porta.

"Finalmente!" - Ouvi a voz de Nicole impaciente.

"Desculpe, estava um tanto ocupada"

Arizona falou cínica, com a voz descompassada.

"Não tem problema, quero lhe apresentar esse rapaz."

Eu neguei com a cabeça, arrumando minhas roupas diante do espelho. Nenhum dos dois havia notado minha presença ali.

"Então estou tento a oportunidade de conhecer a melhor stripper do EUA. Muito prazer Brooke, me chamo Lorenzo Santorini."

"Prazer, Lorenzo"

"O prazer é todo meu"

"Brooke, Lorenzo veio da Itália e um amigo trouxe para conhecer você"

"Ah, nossa..."

"Bom vou deixar vocês sozinhos, tenho certeza que vão querer." Nicole falou.

"Claro, uma mulher tão bela como Brooke precisa de uma companhia boa"

O homem falou com o sotaque italiano. Deus, eu sabia quem era. Me desencostei da bancada, juntando-me a Brooke.

- Que, com toda certeza, não é a sua.

Falei de forma arrogante, apossando-me da cintura da loira a minha frente. Lorenzo era o mesmo homem no qual derramei o copo de whisky mais cedo. Assim que o mesmo colocou os olhos sobre mim, seu corpo tremeu de raiva.

- Oh, Callie, não sabia que estava aqui.

Nicole rapidamente falou de forma surpresa e sem graça. Provavelmente odiando eu estragrar seus planos.

- Não vejo motivos para você saber, não é?

Brooke arregalou os olhos em minha direção.

- Claro.

- Vamos embora, Brooke.

- Brooke vai se ocupar agora. Trouxe o rapaz para conhecer ela, Callie.

- Ela não precisa conhecer ninguém. Muito menos um cara como esse.

- O que quer dizer com isso?

O homem se pronunciou irritado. Eu tomei a frente de Brooke que segurou em meu sobretudo com as mãos.

- Que eu não quero você dando em cima do que é meu. Por isso procure outra.

- Lorenzo venha comigo. Tenho outras dançarinas maravilhosas.

- Eu vim para conhecer Brooke Wheleer. – O homem falou com raiva.

Eu ri de forma sarcástica.

- Em quantas línguas você quer que eu te explique que Brooke não vai conhecer você? Sinto muito se veio da Itália ou qualquer porra dessas. Não vai ser dessa vez e nem de nenhuma outra.

O homem e Nicole me fuzilaram com os olhos,e eu rapidamente peguei a mão de Brooke, puxando a mesma dali.

- Deus! O que está fazendo? Nicole vai me matar!

- Venha comigo! - Ordenei para a mulher sem lhe dar outra escolha.

Saímos pela porta dos fundos da boate. Eu praticamente arrastava Arizona pelo braço.

- Você está me machucando!

Eu sabia que meus atos eram uma mistura louca de ciúmes e álcool. Eu não era uma pessoa confiável nessas horas. Minha arrogância me transformava em alguém dura demais. Eu puxei Brooke até chegar em meu carro, onde a coloquei fechando a porta com força.

- Pode me explicar que diabos está fazendo?

A mulher perguntou furiosa tirando a máscara do rosto.

- Estou te levando pra casa.

- E quem disse que eu quero ir?

Eu apertei as mãos no volante, até as juntas de meus dedos ficarem pálidas. Fechei os olhos e respirei fundo.

- Você não tem que querer! Não vai ficar aqui para aquele imbecil ficar te rondando! E de nenhum idiota desse que te imagina como uma prostituta!

- O quê?

- É isso mesmo! Ou você acha que a camisa dele se sujou sozinha?

- Você fez aquilo?

- E faria muito mais.

- Quanto ciúmes, meu Deus!

- Foda-se! Não importa!

- Importa sim! Porque esse ciúme todo?!

- Porque eu te amo! E não suporto ver alguém querendo você!

Eu gritei com a loira que me encarou de boca aberta. Até vermos Nicole bater no vidro do carro. Arizona rapidamente o baixou.

- O que está acontecendo, Brooke? Como vou explicar aquilo?! – Falou a mulher brava.

Eu respirei fundo, sentindo o álcool fazer efeito em minha cabeça. Então rapidamente saí do meu lado do carro, caminhando em direção à morena que recuou.

- Explica para aquele merda que ela não é nenhuma prostituta! Se você quer vender suas dançarinas procure outra! – Eu praticamente gritei.

Nicole semicerrou os olhos e Arizona me segurou. Ou, a qualquer momento, eu pularia no pescoço da mulher em minha frente.

- Vamos conversar sobre isso, Brooke. – Nicole falou saindo.

Eu estava em fúria. Arizona me fitou receosa, e eu caminhei até o meu lado do carro.

- Saia daí! Deixe-me dirigir. Você está bêbada demais, e eu não quero morrer.

Trocamos de lugar no carro, pois apesar de tudo, eu tinha consciência que dirigir não seria a melhor escolha.

- Vou te levar para minha casa. Lá ligamos para Taylor vir buscar você.

Eu nada falei. Apenas fitei mulher que estava simplesmente deslumbrante. Pensar que, debaixo do sobretudo, ela estava completamente nua, era no mínimo tentador.

- Pode parando de me olhar assim, Torres. Não vai ter mais nada pra você essa noite depois dessa enorme confusão.

Arizona dirigiu até em frente ao seu prédio, onde estacionou meu carro.

- Vem comigo.

Eu caminhei ao lado de Arizona até o elevador. As portas de metal se fecharam, e eu rapidamente agarrei a cintura da mulher por trás.

- Callie, aqui não!

- Tem medo de verem você?

- Óbvio, eu não quero ser expulsa daqui também.

Beijei a nuca de Arizona que se arrepiou. Eu não estava bem, eu não estava nada normal. Eu amava aquela mulher, mas ao mesmo tempo odiava. Era um misto de amor e ódio que se uniam causando um terremoto em meu interior. As portas do elevador se abriram rapidamente fazendo a loira caminhar para fora,e eu apenas a segui.

- Não faça barulho, ok? Eu sei que depois você não vai querer que Jô e Maura saibam que você está aqui, então fique quieta.

- Se eu fizer barulho você vai me chicotear outra vez?

Arizona riu baixo e abriu a porta, e eu rapidamente a segui.

O apartamento de Arizona era pequeno, porém, muito aconchegante. Tinha uma bela decoração, bem ao seu estilo. O lugar estava em repleto silêncio, não poderia ser diferente se tratando do horário em que se encontrava. A mulher me levou em direção ao seu quarto, fechando a porta logo em seguida.

Eu sentei em sua cama macia, admirando cada cantinho daquele lugar. Sua enorme cama de casal ficava bem no centro. As paredes tinham cores claras, contrastando com o piso amadeirado. Nas paredes um mural com fotos e recados. As cômodas eram repletas de livros bem enfileirados e limpos. Tudo ali era minuciosamente organizado, bem ao estilo de Arizona. Eu fitei a mulher que procurava algo.

- O que está procurando?

- Meu celular, preciso ligar para Taylor.

- Deixa eu dormir aqui?

Arizona me olhou sem entender.

- Eu fico quieta, Ari. Eu só não quero ficar sozinha...

Ficamos em um constrangedor silêncio, até ela largar a bolsa de lado e caminhar em minha direção.

- Tem certeza? Você está bêbada demais, mas eu não quero que amanhã você me fale coisas ruins. A escolha de ficar é sua.

- Tenho, me deixa dormir contigo. Ou eu volto lá e dou na cara daquela mulher.

- Callie... Nicole é uma mulher que me ajudou muito.

- Eu não quero falar disso, ok? Eu não quero pensar em nada sobre isso agora.

- Vamos ter que conversar sobre tudo isso, você sabe, não é?

- Depois, Ari...Depois...

Falei agarrando a cintura de Arizona, encostando a cabeça sobre seu abdômen.

- Tudo bem, Callie, tome um banho aí, ok? Eu vou pegar toalhas e algo pra você vestir.

- Toma banho comigo?

Arizona sorriu doce e acariciou meu rosto devagar.

- Não, eu não quero assim. Eu quero que você esteja em sã consciência.

- Como não quer assim? Há um tempo atrás a gente estava juntas.

- Eu estou sem máscara agora, está vendo? Quem está falando é Arizona. Callie, eu sei da confusão em que você se encontra, e eu não quero resolver isso nas situações que você está agora.

- Então apenas me deixa ficar, e dormir com você...

- Tudo bem, eu deixo.


Viver entre Brooke e Arizona não estava sendo uma tarefa fácil. As duas eram uma. Apenas uma. E eu teria que saber lidar com isso se quisesse ter aquela mulher ao meu lado.




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