História The Night Dancer - Capítulo 37


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Categorias Grey's Anatomy
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Palavras 6.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - O baile


Pov Arizona

Acordei mais leve aquela manhã. Estar bem com Callie deixava tudo melhor em mim: meu humor, minha paciência e meu estado de espírito... tudo tranquilo demais. O que poderia até me deixar com medo, as coisas nunca eram perfeitas por muito tempo em minha vida. Não que já estivesse tudo perfeito, havia muitas coisas que ainda precisam serem resolvidas.

Levantei-me da cama, pisando com a pontinha dos pés naquele chão frio, enquanto espreguiçava-me lentamente afastando aquela moleza matinal que nos atacava. Caminhei em direção ao banheiro para então realizar toda minha higiene, arrumando-me rápido até encontrar Maura e Jô andando feito loucas no meio da casa.

- A manhã já começa animada nesse apartamento, não é?

Falei enquanto me servia das guloseimas do café da manhã que Jô amava preparar.

- Óbvio, querida! Hoje temos a festa da irmã da Toda-Poderosa, esqueceu?

Céus! A festa de Elena era hoje! Arregalei os olhos quase me engasgando com o suco.

- Vejo que ela esqueceu. – Jô falou sorrindo.

- Claro que esqueceu, está nas nuvens com o pensamento em Callie.

- Isso não é verdade, Maura.

Isles sorriu, virando em minha direção.

- Arizona, meu amor, eu lhe conheço como a palma de minha mão. Sei quando você está otária por alguém. E, pela Torres, você fica otária nível máster!

- Você é tão carinhosa! – Falei de forma sarcástica.

Maura e Jô riram.

- Eu estou feliz sim, sinto que as coisas estão começando a engrenar com Callie.

- Deus te ouça, Ari.

- Amém.

- Escute, não vai arrumar as malas não? – Maura me olhou confusa. – Elena disse que precisamos levar outras roupas, vamos ficar o final de semana todo. Sua entrada para família Torres está sendo maravilhosa.

Eu semicerrei os olhos em deboche o que fez Maura rir.

- Vou arrumar já já. Não quero me atrasar, afinal, vamos de helicóptero.

Jô trocou um rápido olhar com Maura, soltando um sorriso malicioso.

- Desculpe se nossos namorados não têm um helicóptero particular, ok? Mas graças à sua namorada, vamos aproveitar desses mimos.

- Ela não é minha namorada!

- Mas logo será!

Eu revirei os olhos. As gracinhas nunca teriam fim. Minhas melhores amigas amavam zoar comigo, isso não era nada justo.

- Parem de ser idiotas! Eu iria de carro, mas Callie praticamente ordenou que eu fosse da maneira que ela queria. E incluiu vocês duas nisso.

- Claro! Somos um pacote completo! – Wilson sorriu colocando algumas roupas em sua pequena mala.

- Ela quer é que Arizona chegue mais rápido pra ficar com ela. – Maura falou rindo.

- Callie é muito sozinha, eu me sinto bem de estar com ela o tempo todo.

- Eu imagino. Ela realmente parece não deixar muita gente entrar no território dela.

- Sim, ela não deixa.

- Mas ela me parece ser uma pessoa boa.

Maura gritou do fundo enquanto caminhavam em nossa direção com dois vestidos na mão.

- Ela é maravilhosa, gente! Está me ajudando com a guarda de Alice, a notificação até já chegou na casa da minha mãe.

- Oh, Deus! Sério?

Eu assenti com um sorriso.

- Isso é incrível! Você sempre quis que Alice morasse com você. – Jô falou me abraçando.

- Callie te faz bem, eu gosto dela.

Maura soltou com um tom de voz protetor. A morena sempre fazia questão de me dar conselhos, e ver que ela havia aceitado Callie chegava a me dar alívio.

- Espero que consiga a guarda de Ali, Ari.

- Eu também, Jô, não vai ser fácil. Bárbara foi bem clara que não vai deixar ela ir facilmente.

- Ela não pode fazer nada se a justiça decidir.

- Ela vai jogar sujo contra mim.

- O que eu não duvido nada, afinal estamos falando de Bárbara.

- Não quero pensar nisso agora, vou arrumar minhas coisas, meninas.

- Vá antes que sua amada chame outra acompanhante. – Maura provocou.

- Callie só quer a mim, Maura, disso eu não tenho dúvidas!

[...]

Pov Callie

8:45pm – México.

Eu já estava quase pronta para aquela noite. Elena pediu que eu fosse com a melhor roupa, para a melhor festa do México. A menina se encontrava em pura euforia para seu aniversário que, com toda certeza, seria uma das maiores festas que a família Torres já havia feito. Elena convidou meio mundo de pessoas para prestigiarem sua festa que tinha como tema "Baile de máscaras"

Eu sorri enquanto terminava minha maquiagem diante do enorme espelho. Do quarto, já se poderia ouvir a música alta lá fora. A menor resolveu fazer sua festa no jardim de nossa mansão no México, que era a maior que tínhamos. Tudo estava incrivelmente grandioso e lindo.

A mesma cuidava de preparar tudo, nenhuma das escolhas passaram desapercebidas por ela. Enquanto Elen passou a tarde no trabalho duro, eu apenas aproveitei ao lado de meu pai. O homem também estava animado com a festa, mas, mais animado ainda em me ver ali. Era difícil para ambos ficarmos longe um do outro, mas para minha sanidade mental, eu precisava daquilo, daquela distância. Pois a situação dele piorava com o tempo, e não era aquela imagem que eu queria ter para mim. Seus lapsos de memória ficavam mais intensos com o passar do tempo, e eu ainda não havia aprendido a conviver totalmente com isso. Mas não era hora certa para pensar nisso.

Neguei mentalmente abrindo os olhos, eu já estava pronta e atrasada. Os convidados já estavam chegando. E eu só conseguia pensar em uma convidada especial: Arizona.

Passamos a manhã inteira sem trocar uma palavra sequer, depois da noite de ontem. Ficamos mais algumas horas dentro do carro entre beijos e carinhos. A contra gosto meu, é claro, já que queria muito mais da loira tão sexy. Mas a mesma me repreendeu dizendo que não era o lugar exato para aquilo. Como se já não tivéssemos transado dentro de um carro...

Eu estava feliz. Feliz, pois as coisas com Arizona estavam entrando no seu eixo. Custava-me muito pensar em tudo, mas eu havia tomado a decisão que faria o melhor para aceitá-la com toda sua história de vida. Era isso ou teria que deixá-la ir. E ficar sem Srta. Robbins não estava em minha lista.

Eu peguei a pequena máscara branca sobre o criado mudo, colocando sobre meu rosto. Finalmente pronta.

Aquela noite eu estava usando um vestido preto de alças grossas com um considerável decote na parte da frente, ele era justo e muito sofisticado. Modelava-se perfeitamente bem em meu corpo, deixando minhas coxas um tanto à mostra devido a abertura. Nos pés, saltos altos com detalhes dourados. Meu cabelo se encontrava totalmente liso, e em meu rosto uma máscara branca lisa. Eu sorri diante minha imagem em frente ao espelho, e modéstia à parte, eu estava muito sexy.

Saí do quarto caminhando em direção à saída da mansão ao jardim, vendo o forte movimentos dos convidados chegando ao lugar da festa. O garçom, rapidamente, se aproximou oferecendo uma taça com os coquetéis que Elena havia escolhido.

- Deus não voltou mas mandou um belo presente aos mortais, hein, Torres!?

Ouvi a voz de Mark e me virei em sua direção.

- Quem você está tentando matar?

Eu sorri para o homem que estava muito bonito: Mark usava uma calça branca e um blazer azul marinho. Em seu rosto carregava uma máscara masculina sexy, estilo medieval.

- Ninguém, Torres, mas você parece está querendo, não é?

- Óbvio, a festa está enorme, e já percebi que está chovendo mulheres bonitas! Você viu?

- Não, eu acabei de descer, Mark! Viu meus pais por ai?

- Vi sim, tio Carlos estava conversando  com alguém  ainda pouco! Ele está todo elegante de paletó e gravata. Mas acho que esqueceram de avisá-lo da máscara.

- Ele não quis usar mesmo, disse que incomoda!

Mark riu enquanto pegava a taça de minha mão, tomando um gole da bebida.

- Elena está muito animada para festa.

- Eu vi, ela está dançando com as amigas gostosas, veja.

Eu sorri vendo minha irmã no meio da enorme pista de dança que havia programado. A decoração de Elena estava simplesmente maravilhosa, a festa possuía diversos ambientes para quem quisesse aproveitar. Obviamente, os mais velhos ficaram na ala mais calma da festa. O jardim se encontrava totalmente iluminado e decorado da melhor maneira possível.

- Vocês realmente sabem fazer festa.

- Sempre soubemos, não é, Sloan!?

- Saudades das suas festas, Callie.

- Passei dessa fase, você sabe...

"Filha"

Ouvi a voz de Carlos se aproximando. Eu fitei o homem que estava lindamente elegante com seu paletó e gravata.

- Nossa, hein, está querendo conquistar alguém, papai?

O homem sorriu animado.

- Não diga isso, filha, se sua mãe ouve me corta o pescoço.

- Mulheres sempre ciumentas demais.

- Sim, você me entende, não é?

- Claro! - soltei. Vero e eu começamos a rir de como entediamos perfeitamente bem sobre mulheres.

- Onde está Chris?

- Ele disse que estava chegando, foi buscar a namorada.

- Espero que não arrume confusão aqui, não é?

- Ele me parece mais ajuizado ultimamente, Callie. – Carlos falou calmo. – Ah! Vi sua noiva aqui!

Mark e eu nos olhamos sem entender.

- Minha o quê?

- Sua noiva, Callie! Penny!

- Papa, ela não é mais minha noiva! E quem chamou essa mulher pra festa? – Perguntei irritada.

- Eu encontrei com ela outro dia. E ela me disse que era sua noiva, filha.

Eu neguei com a cabeça, respirando fundo para não responder mal. Eu sabia que a situação de meu pai não era das melhores, e brigar com ele por isso não estava nos planos da noite.

- Tudo bem, papai. Mas ela e eu não temos mais nada.

- Isso é verdade, lembrei agora! Sua mulher é Arizona! Onde ela está?

-Ela deve estar chegando. Elena convidou ela e as amigas para vir. A qualquer momento ela chega.

- Gostou da nova namorada da sua filha? – Mark perguntou.

- Sloan...- Repreendi.

- Eu adorei! Arizona realmente é uma mulher maravilhosa! Agora espere, volto já - Carlos falou saindo em direção a um grupo de homens que o chamaram.

"De quem falam?" Penny perguntou se juntando ao círculo de conversa.

- Da minha mulher. Arizona.

A mulher que tinha um belo sorriso no rosto, rapidamente o desfez.

- Me deixa triste ver o nível no qual se encontra, Torres.

- Cheguei a um nível máster, Blake. Encontrar uma mulher com qualidades tão boas como as de Arizona não é nada fácil, admito.

- O que faz aqui ? – Mark perguntou para a mulher, irritada.

- Não te interessa, Sloan.

- Óbvio que me interessa! Você não é bem vinda! O que houve? Não tem comida na sua casa e veio encher a barriga aqui?

Eu segurei o riso. Mark sempre muito amoroso com minhas ex-namoradas.

- Como você pode ser tão baixo?

- E como você pode ser tão falsa?

- Mark, deixa ela. – Falei segurando no braço de meu melhor amigo que me fitou.

- Fui convidada por Carlos, ok?

- Você se aproveitou isso sim, o que não me surpreende!

Eu contei de um até cem para acalmar meus ânimos. Eu não queria brigas na festa de Elena. A garota havia demorado tempo demais planejando aquela festa para eu simplesmente estragar com brigas desnecessárias.

- Sua namoradinha não vem? Deve perder tempo demais tentando parecer algo melhor. O perfume de puta deve demorar a sair do corpo ou provavelmente está fazendo algum programa agora, não é?

Eu fechei as mãos em punhos controlando a vontade arrebatadora de voar sobre aquela mulher e lhe dar o que merecia. Mas meus olhos rapidamente se encontraram com alguém que estava acabando de entrar na festa.

Arizona.

Naquela fração de segundos todos os xingamentos e palavras sujas que saíam da boca da mulher a minha frente se tornaram insignificantes. Eu só conseguia pensar em como a loira se encontrava incrivelmente maravilhosa aquela noite. Arizona entrou com um belo sorriso ao lado das amigas e seus devidos acompanhantes. Ela usava um vestido na cor vermelho sangue, coberto por renda, que chegava até o meio de sua coxa. O mesmo se modelava tão bem sobre as curvas sinuosas de Arizona. Nos pés, um salto preto bem alto. Seus cabelos estavam perfeitamente ondulados. E em seu rosto, a máscara negra.

"Fodidamente sexy" eram as palavras exatas para aquela mulher essa noite. Eu estava hipnotizada, enfeitiçada. Seja lá o que estava acontecendo, eu só não conseguia tirar os olhos da bela que havia acabado de chegar.

- Arizona veio para acabar com sua vida, Torres.

Mark falou dando três tapinhas em meu ombro. Ignorando totalmente a presença de Penny ao nosso lado.

- Ela já acabou a tempos, Mark.

- O que essa mulher fez com você, Callie? – Penny perguntou raivosa.

- Ela me fez feliz, Blake. Coisa que nunca nenhuma fez.

- E aposto que faz um sexo gostoso também!

Eu soltei uma risada para Mark, deixando o mesmo para trás, e caminhei em direção à Arizona que ainda não havia notado minha presença. A mesma estava do outro lado do salão conversando simpática com meus pais e Elena. Eu não me aproximei tanto, até que finalmente Arizona deixou seus olhos varrerem o salão até pousarem sob mim. Ela sorriu abertamente sussurrando algo no ouvido de Elena que apenas assentiu. Quando a vi caminhar em minha direção calmamente.

Não sei se uma taça daqueles coquetéis já estava fazendo efeito. Mas eu podia ver, nitidamente, mesmo de longe e com a iluminação baixa, cada detalhe maravilhoso de Arizona. Por Deus, ela estava incrivelmente maravilhosa! Eu dei alguns passos para frente até a loira parar a poucos centímetros de mim com aquele sorriso.

Fitamo-nos por breves segundos que pareciam ser intermináveis.

- Você está...- As palavras morreram em meus lábios.

- Estou...?

- Incrível.

Talvez eu estivesse boba demais ao falar aquilo, pois Arizona sorriu.

- Você também está incrivelmente maravilhosa, Sra. Torres. A máscara lhe caiu muito bem.

- Você achou?

Arizona assentiu. Eu podia ver através da máscara negra seus olhos azuis ressaltados e tão misteriosos. Tudo ali estava girando em torno de meus pensamentos com o lado mais ousado daquela loira.

- Sim, até parece outra pessoa.

Eu sorri de canto.

- E sou! Me chamo Michelle Morgado. E você, Srta? – Perguntei fingindo seriedade.

- Sou Brooke Wheleer, muito prazer.

- Jurei lhe conhecer de algum lugar, Srta. Wheleer.

- Quem sabe já não tenha me visto, não é?

Soltamos uma baixa risada.

- Você está incrivelmente sexy. – Falei segurando em sua cintura de forma possessiva.

- Callie...

- Shiii! É Michelle...

Arizona sorriu e negou com a cabeça.

- Seus pais estão perto de nós, Michelle.

- Eu sei. Mas eu estou com uma vontade enorme de beijar você.

- Só beijar?

Perguntou a loira mordendo os lábios em provocação.

- Não faça isso, não me provoque assim.

- Estou muito tranquila. Venha comigo, vamos nos juntar aos outros.

- É melhor.

Arizona virou-se sobre os calcanhares caminhando a minha frente, dando-me uma visão maravilhosa, o vestido da loira tinha um enorme vão atrás, deixando suas costas totalmente nuas, sendo coberta apenas sobre o bumbum maravilhoso. Em seu pescoço, ela usava uma gargantilha justa, dando aquele toque mais sensual a sua roupa.

- Se soubesse como estou imaginando você teria escolhido outra roupa.

- Eu escolhi essa justamente para você pensar essas coisas, Torres. – Ela falou soltando uma piscada em minha direção.

Maldita!

Eu amava as provocações daquela mulher. Ela me deixava rendida sem eu menos perceber. Pelo jeito aquela noite seria longa.

[...]

A festa de Elena estava sendo um sucesso. Tudo estava correndo como planejado. O salão estava praticamente lotado de pessoas de todos os tipos. A música envolvente fazia os convidados dançarem animadamente. Elena, a todo instante, puxava Arizona para dançar juntas de suas amigas mais próximas, o que eu não me importava é claro, ver Arizona dançando era sempre um prazer para mim. Enquanto a loira se divertia ao lado de minha irmã, eu fiquei em uma conversa entretida ao lado de Mark e Burk juntamente dos amigos de Arizona.

- Esses coquetéis são maravilhosos! – Mark falou tomando o que restava em seu copo.

- Vai com calma aí, esse já deve ser seu quinto copo!

- Isso contem muito álcool, Sr. Sloan. – Jô falou calmamente.

- Você deveria experimentar, e ver como é bom!

- Não, eu não bebo. – A pequena falou com um breve sorriso.

- Deveria! Vamos, prove.

- Mark, a Srta. Wilson não bebe.

- Vai beber essa noite! Me ajude Maura!

Maura se aproximou percebendo o que se passava. E ao invés de ajudar a amiga, ficou do lado de Mark, incentivando.

- Beba, Jô! Vai.

- Não!

- Vai!

Eu sorri ao ver a situação: Wilson estava praticamente sendo encurralada pelos dois a entrar pelo mau caminho.

- Se divertindo?

Todos os pelos de meu corpo se eriçaram ao sentir o hálito quente de Arizona em minha nuca. Eu me virei de frente para a mulher que soltou um sorriso ousado.

- Sim. Vejo que você também, não é?

Ela assentiu, tomando um gole de sua bebida lentamente, para logo em seguida deslizar a língua bem devagar sobre os lábios carnudos cobertos pelo batom vermelho. Ela continuava simplesmente maravilhosa apesar de algumas gotas de suor começarem a aparecer em seu rosto.

- Muito. Estava dançando com Elena e umas amigas.

- Eu estava vendo, Srta. Robbins, e acho que já esta na hora de maneirar com isso aqui.

Falei séria, pegando a taça de sua mão.

- Vai ficar me controlando, Torres?

O álcool deveria estar correndo forte na corrente sanguínea da mulher. Seus instintos mais ousados começaram a aguçar.

- Se for preciso, eu vou. Pare de dançar com aquelas garotas.

- Está com ciúmes?

Eu olhei para ambos os lados, percebendo que já estávamos mais afastadas das pessoas ao nosso redor.

- Acha mesmo que preciso ter ciúmes daquelas garotinhas?

Sussurrei cada palavra em seu ouvido.

- Com toda certeza, não.

- Pois bem, quero que pare de beber, já está ficando alterada.

- Pare de me controlar. Veja até Jô está bebendo.

Fitei em direção a mesa que estava fitando Wilson tomando o coquetel enquanto Mark e Maura comemoravam ao seu redor.

- Estão levando sua amiga para o mau caminho, Srta. Robbins.

Arizona sorriu vendo a situação, mas logo me encarou.

- O que houve?

- Me leva também.

- Como? – Perguntei me aproximando mais dela, para ouvir melhor o que a loira falava.

Arizona se aproximou devagar, e sussurrou em meu ouvido.

- Me leva para o mau caminho também, Torres. 

Eu juro que suas palavras saíram com uma conotação sexual tão grande que eu poderia me excitar só de ouvi-la. Arizona estava visivelmente alterada com a bebida, e aquilo apenas libertou seu lado mais selvagem.

- Arizona, Arizona...Não me provoque no meio de todos.

Nos fitamos por longos minutos sem desgrudar o olhar. Estávamos numa batalha intensa de quem assumiria o controle da situação.

- Ari, vamos dançar. – Maura se aproximou.

- Eu já vou. – Disse ela para Maura que correu para o meio da pista de dança junto dos outros. – Se quiser, vem dançar comigo.

[Deem play ]

A loira falou para então se retirar. A música então foi trocada para outra de som mais envolvente. Não, aqui não era hora para aquilo. Eu me sentei em uma das confortáveis poltronas, tomando um grande gole de uísque. Eu precisava daquilo para me manter sã diante da visão da mulher que dançava à minha frente.

Era incrível como Arizona tinha a facilidade de se deixar levar pela música sensual que tocava. Naquele momento, as imagens nítidas de Brooke se faziam presente em minha frente. E, Deus, só eu sabia o quanto aquilo mexia comigo.

A máscara em seu rosto deixava tudo mais real, mais intenso. Eu havia entrado em seu jogo de sedução sem ao menos notar. A loira remexia seu corpo de forma sensual para mim. Obviamente que Arizona sabia os limites que poderia chegar, mas o pouco que me dava era o suficiente para me tirar de órbita.

Maldita stripper!

Ela virou de frente me encarando com um sorriso ousado, sem deixar de dançar. A forma descarada como me provocava só me fazia desejá-la mais. Minha vontade, naquele instante, era de tirá-la daquela festa e lhe fazer minha em qualquer lugar. Mas a razão falava mais alto: era festa de Elena. Eu neguei com a cabeça e tomei um gole da bebida, fazendo Arizona sorrir.

Suas mãos correram por seu pescoço, até chegar nos cabelos ondulados. Rebolando de maneira tão gostosa que me fez esquentar. Eu não sabia se o ambiente estava quente, ou era simplesmente os efeitos que Arizona Brooke causavam em mim. Tomei o último gole de meu copo e me levantei, caminhando em sua direção. Arizona, ao contrário dos outros, estava na área mais escura e afastada, prova concreta que estava puramente intencionada em me provocar. Eu apenas me aproximei da mulher que dançava de costas para mim e colei meu corpo no seu. Que no mesmo instante ficou ereto ao me sentir atrás de si.

- Você é uma provocadora, Brooke.- Sussurrei em seu ouvido.

E ela nada falou, apenas continuou a dançar. Agora deixando que seu corpo roçasse no meu de forma sensual. Eu fechei os olhos sentindo a loira roçar em mim.

- Espero que saiba o que está fazendo comigo.

- Eu sei muito bem, Torres.

Ela virou de frente, me encarando através da máscara negra. Fitando-me nos olhos sem dó e nem piedade. Eu estava perdida, fodidamente perdida. Arizona dançava tão colada em mim, praticamente me obrigando a dançar junto dela. Minhas mãos pousaram sobre sua cintura de forma possessiva, unido seu corpo no meu com força. E a loira continuava remexer seu corpo contra o meu sensualmente. Eu estava numa espécie de áurea de luxúria, como se estivesse hipnotizada por ela que rebolava à minha frente. Nada e nem ninguém ao meu redor me importava, ao não ser ela.

Arizona novamente virou de costas para mim, levando a mão até meu pescoço obrigando-me a beijar seu pescoço. E eu beijei devagar, deslizando os lábios de sua nuca até o lóbulo de sua orelha onde mordi de leve.

- Você está me enlouquecendo, Robbins.

Ela sorriu sem parar de dançar. Sua bunda se esfregava em mim sem o menor pudor. Por sorte ou intenção, estávamos mais afastadas de todo mundo daquela festa. Ficamos em um canto mais escuro e vazio.

- Eu estou calor. – Ela sussurrou de olhos fechados.

- Eu também estou, com muito calor!

Ela se desvencilhou de meus braços e sorriu ousada.

- Vem comigo...

Eu nada falei apenas segui a loira que caminhou para fora do salão onde todos estavam. Já devia ser umas três da madrugada. Alguns convidados já haviam ido embora. Só restavam as pessoas mais jovens na festa.

Arizona caminhou cuidadosamente na grama fofa, e eu apenas a segui.

- Onde está indo, Brooke?

Ela me olhou soltando uma piscada.

- Vem, Callie.

Afastamo-nos totalmente de todo o resto das pessoas. Arizona caminhou até a área mais próxima da mansão que por sinal estava vazia. Entramos na área do deque completamente deserto. Eu fitei a mulher que permanecia em silêncio, enquanto caminhava em direção à piscina.

- O que pensa em fazer?

[Deem play]

Arizona continuou a caminhar, parando do outro lado da enorme piscina que ali possuía. Ficamos uma de cada lado. Eu não estava acreditando no que ela estava prestes a fazer. Suas mãos foram até sua máscara, retirando o pequeno acessório dando visão total de seu rosto tão belo, para logo descer até o zíper do vestido vermelho.

Não...Não... Não...

A loira devagar abaixou o zíper, deixando que com ele o vestido de renda vermelho caísse ao chão. Dando-me a visão de seu corpo fodidamente gostoso só com a pequena lingerie preta e seus saltos.

- Não faça isso! Vista essa roupa! - falei rapidamente.

Ela sorriu e fez um sinal negativo com o indicador.

- Arizona...

- Vem comigo, Callie...

Ela estava bêbada, não tinha outra explicação. Arizona devagar tirou o sutiã para logo em seguida abaixar a minúscula calcinha que vestia. Por Deus, ela estava completamente nua à minha frente. Eu juro que senti todo meu corpo estremecer só em vê-la daquele jeito. A pouca luz deixava tudo mais intenso e sensual. Eu praguejei meus pensamentos que estavam se perdendo nas curvas deliciosas do corpo dela.

- Não faz isso, vão lhe ver ai. Saia!

Srta. Robbins mordeu os lábios travessa, desceu dos saltos e então se aproximou da borda da piscina. Para então mergulhar completamente nua. Eu podia ver a mulher nadando ao fundo até o lado em que eu estava. Devagar, Arizona subiu à superfície, descansando os braços na borda a minha frente, fitando-me como quem quisesse me comer. O que era bem óbvio.

- A água está maravilhosa, vem...entra comigo...

Seu tom de voz era rouco, ousado. Arizona nadou de costa deixando seus seios visivelmente à mostra para mim. Filha da puta!

Eu neguei mentalmente meus futuros atos, mas era impossível resistir. Você consegue imaginar o que é ter Arizona Robbins nadando completamente nua em sua piscina? Eu respirei fundo descendo dos meus saltos, começando a tirar meu vestido. Arizona analisou cada movimento meu com um olhar coberto de cobiça e desejo que apenas serviu para me excitar mais ainda.

Eu fiquei totalmente nua, restando somente a máscara branca que cuidei de tirar. Me aproximei da borda, colocando a pontinha do pé na água, que fez meu corpo inteiro se arrepiar.

- Odeio você. – Esbravejei fazendo ela sorrir.

E então mergulhei. Nadando até o corpo da loira do outro lado da piscina. A brisa fria fez meu corpo arrepiar assim que subi a superfície. Mas eu ia cuidar de esquentar. Uni meu corpo ao de Arizona que estava novamente de costas para mim. Afastando seus cabelos molhados devagar para o lado, depositando beijos sobre seu ombro.

- Eu devia matar você, Robbins. – Sussurrei para ela que inclinou o pescoço para o lado indicando que eu deveria continuar.

- Me mate Callie, mas de coisas bem mais prazerosas...

Eu sorri e neguei mentalmente, levando as mãos para a cintura de Arizona no qual apertei com força. Ela arfou e sorriu maliciosa. Minhas mãos acariciaram seu abdômen de leve, subindo até seus seios durinhos, no qual iniciei uma massagem lenta e gostosa. Arizona mordeu os lábios arqueando a cabeça para trás quando prendi um de seus mamilos entre os dedos.

- Adoro apertá-los assim, são tão gostosos... – Sussurrei no ouvido da loira que gemeu manhosa.

A adrenalina de estar completamente nua com Arizona na piscina da casa de meus pais era incrível. O medo de ser pega me deixava ainda mais excitada. Eu desci com uma das mãos que estavam sobre o seio da loira até o meio de suas pernas, tocando seu sexo. Com o indicador e o do meio comecei a massagear seu clitóris lentamente.

Arizona novamente arqueou a cabeça para trás agora procurando meus lábios, eu não demorei a tomar sua boca em um beijo intenso. Minha língua se movia com a dela com a malícia que desejava fazer entre suas pernas. E ela parecia gostar do que eu fazia, seu corpo começou a se mover devagar, forçando mais o contato que eu proporcionava.

- Gosta assim Arizona? Gosta quando eu lhe masturbo desse jeito?

A loira fechou os olhos com força quando aumentei a velocidade em que meus dedos de moviam, tanto em seu seio quanto no meio de suas pernas.

- Oh... sim! Continue, Callie...

As palavras saíam quase gemidas daquela boca, aumentando mais ainda minha vontade de foder aquela mulher a noite inteira. Arizona Brook   me provocou o tempo todo, e agora teria seu castigo. Com delicadeza separei os lábios inferiores de seu sexo, sentindo o líquido mais viçoso em meus dedos. Penetrei a mulher com dois dedos de uma vez só, deixando que seu interior se acostumasse com a presença ali.

- Deus, você é maravilhosa, tão quente e apertada.

Arizona gemeu e então comecei a movimentar meus dedos dentro da mulher, entrando e saindo devagar,enquanto com a outra mão eu apertava seu seio com força. Meu corpo por puro impulso roçava no dela a cada estocada de meus dedos.

- Mais rápido...faça mais...

Ela gemeu, apoiando as mãos na beira da piscina, inclinando-se para frente, e por consequência empinando-se para mim. Eu aumentei o ritmo das estocadas na mulher que passou a gemer com mais vontade. Meu corpo acompanhava o dela que se movia a cada vez mais rápido. Eu estava enlouquecendo, a bunda de Arizona roçava em meu sexo com força. A brisa fria agora seria bem-vinda, pois meu corpo todo queimava em calor. Nem a água no qual estávamos era suficiente para fazer a temperatura abaixar.

Fechei os olhos enquanto fodia a mulher da forma como ela tanto pedia entre seus gemidos.

- Oh, Callie! Isso!

Os gemidos de Arizona eram a coisa mais gostosa que eu ou alguém poderia ouvir. Roucos e sofridos. Eu continuei com os movimentos até sentir que a mulher iria gozar. Senti meus dedos serem apertados com força em seu sexo, e eu continuei os movimentos freneticamente ouvindo os gemidos desesperados da loira a minha frente. Seu corpo que se movia rápido começou a se acalmar, e eu no mesmo instante senti o líquido escorrer.

Arizona abaixou a cabeça com a respiração ofegante. Com cuidado eu virei seu corpo de frente para o meu, encaixando suas pernas em minha cintura. A loira me encarou com um sorriso, e eu a beijei.

- Está vendo as loucuras que me faz cometer, Srta. Robbins?

Perguntei olhando no fundo de seus olhos tão intensos. Devagar, Arizona segurou em meu rosto, deslizando o polegar com carinho. Para depois tomar meus lábios em um beijo lento.

- Quero mais...quero você a noite inteira, Torres.

[...]

Pov Arizona

Entramos no quarto de Callie entre beijos desesperados. Nossos corpos não se desgrudavam nem por um segundo. Suas mãos seguravam firme em minha cintura, fazendo-nos dar passos desajeitados para dentro do cômodo. A mulher fechou a porta com dificuldade, pois prensou meu corpo contra a madeira grossa da mesma.

Calliope soltou meus lábios e me fitou de forma tão intensa que eu pude me sentir fraca. Seus olhos se encontravam escuros e sombrios de tamanho desejo. Devagar com as mãos, ela desatou o nó do roupão que pegamos ao lado da piscina, deixando-me completamente despida em sua frente. Eu pude sentir seu olhar de cobiça me devorar inteira.

Levei as mãos até seu roupão tirando do corpo da mulher, deixando-a da mesma maneira em que eu me encontrava: nua.

A pouca luz do ambiente deixava tudo mais intenso. Forte. Callie levou uma das mãos até minha nuca enquanto a outra repousou em minha cintura. Puxando meu corpo para mais junto do seu. Eu arfei contra seus lábios assim que nossos corpos se chocaram. E, com desejo, Callie Torres tomou minha boca em um beijo selvagem, empurrando nossos corpos contra a parede atrás de mim.

- Porque você tinha que fazer isso comigo, Arizona?

Perguntou a mulher fitando-me com a respiração descompassada.

- Isso o quê?

- Isso... me apaixonar! Eu odeio você, odeio!

Callie falou descendo as mãos para minhas coxas no qual suspendeu com força. Forçando meu corpo a se encaixar com o seu.

- Pois eu te amo, Calliope.

Ela sorriu, e me beijou. Serpenteou a língua sobre a minha com tamanha habilidade que eu podia ficar excitada só com aquele ato. Callie me levou em seu colo até a enorme cama no centro do quarto. Deitei-me sobre a mesma, sentindo o corpo quente da mulher rapidamente se encaixar com o meu. Seus cabelos estavam totalmente virados para um lado, deixando-me a total visão de seu olhos castanhos tão intensos me fitando.

- Eu também te amo, talvez eu sempre te amei... Desde a primeira vez.

Eu sorri e fechei os olhos sentindo os lábios molhados da mulher sob minha pele necessitada de seus toques. Sua língua se moveu devagar sobre meu pescoço, fazendo-me arfar em desejo, quando seus dentes puxaram minha pele lentamente.

- Oh, Callie...

Seus beijos subiram até o lóbulo de minha orelha, no qual a mulher fez absoluta questão de respirar forte, pesado. Fazendo-me ficar totalmente molhada em excitação.

- Você é meu fim, Arizona Brooke.

Sussurrou em meu ouvido, e então roubou um rápido beijo de meus lábios, descendo com os mesmos por meu pescoço, colo até parar sobre meus seios. Eu inclinei a cabeça para frente, vendo Callie se mover habilidosamente até capturar um de meus seios com a boca.

- Oh, isso! – Gemi, fechando os olhos com força, sentindo sua língua quente envolver meu mamilo rígido.

Era delicioso a sequência de lambidas que a mulher dava. Se movia em uma sincronia perfeita, rodeando o mamilo devagar. Era pedir demais que ela fizesse isso mais embaixo? Eu apertei mais olhos quando com a outra mão ela iniciou uma massagem gostosa no outro. O barulho da sucção estava me enlouquecendo, levei as mãos até os cabelos molhados de Callie, forçando sua cabeça para frente, pedindo internamente que ela fizesse com mais força. E assim ela fez, Callie me sugava faminta, deslizando a língua com avidez sobre o mamilo rígido tão sensível.

- Chupe devagarzinho agora...- Sussurrei.

Callie sorriu diabólica fazendo o mesmo trabalho no outro seio. Deus, eu poderia gozar só com aquilo! Meu corpo inteiro era como um vulcão prestes a explodir num orgasmo devastador. Como uma felina sedenta, Callie foi descendo com os beijos por meu abdômen, mordendo devagarzinho em algumas regiões até parar diante meu sexo.

- Abra as pernas para mim, Srta. Robbins, e não as feixe até eu ordenar. – Ela falou de forma arrogante.

Eu apenas assenti, apressada para sentir sua língua me levar ao céu e ao inferno. Eu arfei quando senti seus beijos pela parte interna de minhas coxas, sua língua se movia com pressa provocando-me de maneira quase torturante. Eu, por puro impulso, inclinava meu corpo para frente em busca de um contato maior, mas Callie me empurrava para baixo. Enquanto distribuía chupadas pela parte interna de minha coxa até a virilha.

- Por favor, não faz assim...Me chupe de uma vez...

- Quer me sentir aqui, Arizona? – Sussurro Callie levando os dedos até meu sexo.

Os mesmos começaram uma massagem lenta sobre o clitóris.

- Oh sim, bem ai. Faça, faça logo...

Gemi, cravando as unhas no tecido da cama no exato momento em que a língua quente de Callie colidiu com meu sexo. Por Deus, a sensação era indescritível! Eu apertei o tecido com força quando ela começou a movê-la em mim.

- Ah! Assim, Callie!

Eu me inclinei para frente praticamente oferecendo tudo que tinha a mulher que chupava com tanta devoção. Sua língua se movia lenta sobre o clitóris, circulando o pequeno ponto de prazer com vontade. Eu rapidamente levei uma das mãos até seu cabelo, puxando sua cabeça para que não parasse.

- Não pare, por favor...Me chupe, chupe assim.

Callie me chupava com tamanha vontade que eu a qualquer momento eu poderia gozar. Seus lábios se moviam em meu sexo, enquanto sua língua cuidava de me enlouquecer de prazer. Eu fechei os olhos com força, ouvindo o forte barulho da sucção. Meu corpo inteiro começou a se mover como se tivesse vida própria. Callie levou uma das mãos até meus seios no qual massageou forte acompanhando o ritmo de suas chupadas violentas. Eu estava entrando em um processo de orgasmo arrebatador.

- Aperte seus seios agora! - Ela ordenou e eu cumpri, apertando meus seios com vontade e força.

Sua língua que se movia frenética, continuou os movimentos e para minha surpresa eu senti seus dedos me invadindo.

- Porra! Callie!

Arqueei as costas recebendo suas estocadas e lambidas em uma perfeita sincronia.

- Faça com força! – Esbravejei.

E Callie não se fez de rogada. Penetrou firme e me chupou até a última gota do gozo demorado vindo do orgasmo no qual me proporcionou. Meu corpo se movia rápido e forte sobre aquela cama, até se calmar lentamente. A mulher de olhos negros tão intensos engatinhou sobre mim, sentando sobre meu sexo. Enquanto suas mãos levaram as minhas acima da cabeça sobre o colchão macio. Eu podia ver as gotas de suor escorrerem por seu corpo fodidamente maravilhoso. Você consegue imaginar? Callie Torres completamente nua sentada sobre você, prendendo seus punhos com as mãos, enquanto te analisa com aqueles olhos castanhos escuros. Cabelo desgrenhado de uma pós-foda? Incrível, eu sei.

- Eu já gozei só em lhe dar prazer. Mas eu quero você me chupando, Srta. Robbins.

Eu mordi os lábios e sorri maliciosa, fazendo Callie negar com a cabeça.

- Vem, deixa eu chupar você.

Callie se levantou, para se abaixar devagar sobre meu rosto. Minha cabeça se encontrava entre as pernas de Callie que estava de joelhos no colchão, segurando com as mãos no espelho da cama. Ela tinha um cheiro tão gostoso, feminino.

- Você é tão deliciosa, Torres.

Eu inclinei meus joelhos onde Callie se apoiou com uma das mãos, e com a outra ela cuidou de "abrir" seu sexo, oferendo a mim.

- Chupe. – ordenou de forma sexy.

Eu olhei no fundo de seus olhos e inclinei a cabeça para frente, provando de seu delicioso sabor.

- Oh, Arizona!

Minha língua se moveu habilidosamente sobre seu ponto de prazer. Lenta e intensa. Callie com dois dedos deixava seu sexo mais exposto para que eu chupasse. E assim eu fiz, chupei o clitóris inchado da mulher que se movia com cuidado sobre minha boca. Ela era incrivelmente deliciosa, eu nunca me cansaria. Chupei, lambi e mordi aquela região como ela ordenava.

- Porra! Isso!

Ela esbravejou se movendo mais, forçando minha língua contra seu sexo. E eu continuei, chupei seu sexo molhado vorazmente fazendo Callie se arquear com tamanho prazer que estava sentindo. Suas mãos correram até seus seios, massageando os mesmos com pressa e força que me deixou completamente molhada. Eu ia gozar só em vê-la tão satisfeita. Callie gemia com vontade, com prazer. E aquilo estava me deixando totalmente inerte. Talvez o álcool em meu corpo, juntamente com o prazer e aquela situação. Era meu fim. Me empenhei em sugá-la mais, e mais até sentir seu corpo se mover com força. Ela estava entrando em um orgasmo, pois seu corpo inteiro começou a se convulsionar.

- Oh, Oh! Ari! - Ela segurou no espelho da cama com força, deixando-me sentir seu corpo tremer por inteiro, enquanto gozava demoradamente em minha boca.

Callie continuou apoiada com as mãos no espelho da cama, com a respiração ofegante. Ela se soltou, deixando que seu corpo voltasse a se juntar ao meu. Eu deslizei as mãos por suas costas suada, subindo até seu rosto. Tirando as pequenas mexas do seu cabelo desgrenhado que teimavam em cair sobre seu rosto. Para logo puxar delicadamente em um beijo lento, fazendo Callie provar de seu próprio gosto.

- Você é tão boa no que faz, meu Deus. – Ela disse próxima a meus lábios me fazendo sorrir.

- Sério, eu nem sei te explicar como me sinto quando estou com você.

- Se serve de consolo, eu também não sei explicar o quão bem você me faz.

Ficamos em silêncio por longos minutos, apenas nos olhando. Era incrível como Callie e eu nos conectávamos através do olhar. Dizíamos tudo que precisávamos apenas por ali. Acariciei seu rosto devagar, sentindo sua pele macia e um tanto suada. Callie descansou a cabeça sobre meus seios, respirando fundo. Era bom ter seu corpo colado no meu depois de tudo que fizemos. Sentir seu coração bater freneticamente até se acalmar com meus carinhos. Sua respiração ofegante se normalizar gradativamente. Eu deslizei os dedos entre seus cabelos úmidos, pensando no quão bem aquela mulher me fazia. Talvez Callie, ao contrário de todas as outras pessoas, despertou a melhor parte de mim que estava adormecida a anos. Com ela, uma espécie de alívio e paz tomava conta de mim. Eu me sentia amada, desejada e protegida. Como se nada e nem ninguém pudesse me abater.

- Eu não sei mais ficar sem você, Arizona.

Sussurrou a mulher calmamente. Provocando um sorriso involuntário em mim.

- Não? – Perguntei em busca de ouvir mais dela.

- Não. – Ela disse levantando a cabeça para me olhar. – Eu não sei o que você fez comigo. Mas eu simplesmente não tenho mais forças pra ficar sem você. Algo me prende a ti como um imã. Você se move, e eu me movo. Ficamos totalmente conectadas a cada instante. Eu sei que tudo é difícil agora, mas eu não quero ficar sem você. Nunca.

Ouvir aquelas palavras vinda de seus lábios da maneira mais sincera fez meu coração aquecer. De uma maneira reconfortante, transmitindo tudo de bom que estava por vir. Eu esperei para que esse momento chegasse, para que ela admitisse que ficaríamos juntas, apesar dos pesares. Callie era minha.

- Fica comigo, Callie?

Callie semicerrou os olhos em minha direção de forma confusa.

- Estou com você, Ari. – Ela disse sorrindo, levantando o corpo para roubar um beijo rápido de meus lábios.

- Não, você não entendeu. Fica comigo, me namora sabe?

Callie ficou em silêncio e então sorriu abertamente.

- Está me pedindo...

- Sim, Torres. Você quer namorar comigo?




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