História The Night We Met - Delena - Capítulo 7


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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elizabeth "Liz" Forbes, Giuseppe Salvatore, Isobel Flemming, Jenna Sommers, John Gilbert II, Lilian "Lily" Salvatore, Stefan Salvatore
Tags Delena, Love, Nian
Visualizações 209
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa a demora. Espero que gostem. Beijos com gosto de sangue meus Vampire Maniac💙💙

Capítulo 7 - Open The Door, Elena


Fanfic / Fanfiction The Night We Met - Delena - Capítulo 7 - Open The Door, Elena

Ultimamente tem sido difícil me encontrar
Tenho ficado tempo demais na minha
Todo mundo tem um mundo privado
Onde eles podem ficar sozinhos
Você está me chamando?
Você está tentando conectar?
Você está me procurando?
Como eu estou procurando você?

 

Elena Salvatore

Quando eu era criança, eu sempre achei que viveríamos para sempre. Que éramos todos imortais. Eu não poderia estar mais errada. Não estava pronta para acordar e ter noção de tudo o que perdi. Eu não estou certa de que este é o mundo em que eu pertenço. Eu não tenho certeza de que eu quero acordar. Tudo o que eu quero e deitar na minha cama, ao lado dos meus tios e nunca mais acordar. O que eu estou fazendo é me esconder da verdade. E a verdade é que eu estou com medo, medo de me deixar ser feliz por um momento, aí o mundo inteiro desaba e... E eu não sei se vou conseguir superar. Tudo que importava, não importa mais. Em segundos eu perdi tudo o que tinha. Perdi as pessoas que sempre me amarram e fizeram de tudo por mim, e só o que eu dei a eles foi decepção. Quando acordei depois da cirurgia, meu médico me informou que minha tia Jenna morreu. Uma pessoa maravilhosa perdeu a vida por minha culpa, e de Damon. Por que todo mundo tem que morrer? Mas no final... Quando a gente perde  alguém ele fica com a gente, pra lembrar sempre como é fácil se magoar.

Meus pais puderam me ver uma semana após minha cirurgia. Eu não conseguia dizer nada, apenas chorava com todas as minhas forças. Kol começou a chorar comigo, ele sempre detestou me ver triste. Não permiti que Damon me fizesse visitas, ninguém entendeu, não disse o motivo. Eu sentia vergonha. Completamente envergonhada e com medo de que eles descobrissem o que tinha acontecido entre nós. Meu tio Alaric sobreviveu, felizmente. Ele tem sofrido tanto com a morte de minha tia, todos nós estamos. Desde esse dia venho agindo como se estivesse bem, como se não sentisse falta dela ou de Damon. Até podemos fingir que não nos importamos com a ausência de algumas pessoas... Mas por quanto tempo? Um dia? Semanas? Meses? Que diferença isso faz? No final, quando perdemos alguém, cada vela, cada oração, não compensarão o facto de que a única  coisa que sobrou é um buraco na sua vida onde aquela pessoa que você gostava costumava estar. Eu venho tentado ser forte, mas tem um limite para a dor que um homem  pode suportar. Parece que tudo o que estou sentindo está se acumulando, e que todos os outros da minha família para estar seguindo em frente, menos eu.

Agora eu entendo. Fingir que não sentimos nada é trapaça. Ao fazer um muro e bloquear tudo que te faz ser o que é, você acha que nada mais te afeta, nada importa. Mas na  verdade, importam sim. Certas coisas não podem ser desfeitas. Mas nesse momento, tudo o que eu preciso é uma barreira impedindo que eu sinta qualquer coisa. Se eu me permitir sentir alguma coisa, tudo que eu sinto é dor. Hoje eu tinha recebido alta, não estava 100% mas já posso retornar para casa. Meus pais não poderão me buscar por estarem trabalhando e cuidando do enterro de nossa tia. Kol está com nosso tio Alaric, que recebeu alta dias antes de mim. E até agora eu não entendo o por quê dele não ter contado o que tinha acontecido no dia em que Jenna morreu. Termino de guardar minhas roupas na mala, enquanto espero que Damon chegue. Não, eu não me sinto pronta para vê-lo, mesmo depois de todo esse tempo, eu ainda estou com medo de ter que olhar para ele e tudo o que eu sinto voltar.

-Elena - Damon parou de frente para mim, sem olhar em meus olhos - O carro está ligado, vamos - pegou minhas malas.

Não digo nada e apenas caminho para fora. Todas as vezes que Damon tentou contato comigo nos últimos dias eu fingi que ele simplesmente não existia. Eu tenho estado muito sínica sobre tudo, para Caroline esse é o jeito que encontrei para lidar com tudo o que me aconteceu. Caroline e Stefan foram os primeiros a me visitarem, assim como Liam, embora as coisas não estivessem bem entre nós dois. Entro no carro com ajuda de Damon, e as palavras de Stefan não saiam da minha cabeça. "Ei, Lena, hoje não é o pior dia da sua vida, hoje, amanhã, passa rápido, as pessoas vão estar com você o tempo todo, com medo de deixá-la sozinha. O pior dia? Vem na semana que vem, quando  só restar o silêncio."

-Vai continuar fingindo que eu não existo? - disse Damon, sem desviar o olhar da estrada.

-Sim - respondo seca.

-Elena, eu sei que está mal pelo o que aconteceu - reviro os olhos - Todos nós estamos sofrendo. Eu estou sofrendo. Não se vitimize como se a culpa estivesse caindo só em você. Caso não se lembre, o que aconteceu foi culpa de nós dois, culpa do que fizemos. Mas no fundo você sabe, que não podemos passar nossa vida todo nos culpando pela morte da tia Jenna. Não podemos impedir o que aconteceu, não tínhamos escolha.

-Sempre há uma escolha. Mas sempre que você faz uma, alguém sofre - grito completamente nervosa - Se eu não tivesse sido uma idiota e caído nos seus malditos truques, nossos tios ainda estariam vivos!

-Isso não é só minha culpa, Elena - gritou - Você sempre foi vista como a filha perfeita, nunca teve que aguentar críticas. Eu sou o mais velho, e ainda assim, sempre fui comparado a maravilhosa, ELENA GILBERT SALVATORE!

-Você sempre teve inveja de mim, por isso queria tanto que gostasse de você, queria que eu fosse tão problemática e infeliz quanto você! - Damon desviou o olhar de mim, focando na estrada com o olhar perdido - Damon, eu...

-Não, Elena - impediu que eu terminasse - Você precisava falar, e eu precisava ouvir. Não precisa pedir desculpas por isso. 

[...]

O mais estranho de tudo, foi voltar para escola. Todas as pessoas falando como se sentissem pena e estivessem preocupadas com o que aconteceu, quando no fundo não é verdade. Mas eu sobrevivi ao dia. Devo ter dito “Eu estou bem, obrigada” pelo menos 37 vezes, e eu não quis dizer isso uma vez sequer. Mas eu notei, quando alguém  diz “Como você está?”, eles realmente não querem uma resposta. Eu não poderia estar mais errada, eu achei que poderia sorrir e seguir em frente, fingir que está tudo bem. Eu tinha um plano, eu queria mudar quem eu  era e levar a vida como uma pessoa nova, sem passado, sem a dor de alguém que viveu, mas não é tão fácil. As coisas ruins ficam com você, elas seguem você. Não dá pra escapar, por mais que se queira. Só podemos mesmo nos preparar para o bem, e quando ele chegar podemos aceitá-lo, porque precisamos dele. Eu preciso. Damon não olhava mais na minha cara desde nossa última briga.

Flashback 

Fecho a porta do quarto de Jenna, enquanto nossos pais ajudavam meu tio a colocar em caixas todos os pertences dela. Um mês tinha se passado e a dor continuava a mesma. Desço as escadas, procurando um lugar vazio. Na próxima será o enterro, e não estou pronta para encarar tudo isso. Sento na cadeira ao lado da bancada, e cubro meu rosto com as mãos. Tudo o que consigo fazer nesse momento é chorar. Como se chorar pudesse aliviar tudo o que está doendo. Limpo minhas lágrimas, assim que escuto passos de alguém descendo as escadas.

-Elena - Damon acaricia meu omrbo - Você está bem? 

-Não - retiro sua mão bruscamente de mim - Mas eu vou ficar melhor. 

-Precisamos conversar, Elena, não pode fugir de mim toda vez que eu chegar perto de você - segurou meu pulso, me impedindo de sair da cozinha.

-Não temos nada para conversar, Damon. Não tem nada que eu não saiba que você precise me contar. Olhe pra mim - grito completamente nervosa - Eu sou um monstro. Se não tivéssemos sido tão estúpidos nada disso teria acontecido. Ela não merecia isso, devia ter sido nós - bato em seu peito com toda força.

-Contineu, Elena. Nos culpe por tudo - quando vou socar seu rosto, Damon segura meu pulso com força - Nunca mais levante a mão para mim. Eu sei que está sofrendo. Eu entendo. Mas, se você vai embora, então vai logo. 

-Você está ficando completamente louco - coloco as mãos na barriga e começo a rir - Não temos nada, absolutamente nada para eu ir embora. Deveria entender mais as suas emoções confusas antes de falar uma estupidez.

-Talvez seja você quem precisa de ajuda com seus sentimentos. Vá, Elena, finja que não se importa, finja que o que eu tivemos não significou nada para você - exaltou-se - Minta para você mesma quantas vezes for preciso, até que acredite nisso.

-O que tivemos, não significou nada - fico de frente para Damon, o olhando com ódio - Eu odeio você, Damon. Você me perdeu para sempre. Fique longe de mim.

Subo as escadas sem que ele possa falar algo, e escuto Damon quebrando tudo o que estava sobre a bancada. Damon está furioso agora, mas no fundo ele sabe que por sermos irmãos isso não poderia nunca dar certo. 

[...]

Eu errei em dizer o que disse para Damon, mas essa forma foi o que eu encontrei para fazer com que ele se afastasse de mim. Eu achava que o pior sentimento era perder alguém que se ama, mas estava errada. O pior é quando você percebe que perdeu a si mesma. Subo as escadas em silêncio com medo que Damon apareça e possa me ver. Abro a porta do quarto e entro em disparada. Desfaço o que faltava das malas e guardo. Meu quarto estava como da última vez. Meus pais comentaram que Damon entrava aqui enquanto eu estava internada, dormindo na minha cama por todas essas noites. Escuto leves batidas na porta.

-Quem é? - caminho em direção a porta.

-Sou eu - disse Damon sem graça, quase como num sussurro. Afasto a mão da maçaneta - Só quero conversar - suspirou sem graça por estar ali.

-Não dá - minha voz falha - Agora não, Damon - suspirou frustado.

-Eu entendo por que você fez o que fez. Mas não é real - olho para todos os lados procurando uma forma de sair do quarto sem que Damon me veja - Sabe o que é real? O que sentia por mim - tento procurar as palavras para dizer o que sentia, mas Damon voltou a falar - Uma vez você me disse que era a coisa mais real que você já sentiu  na vida.

-Eu não sinto mais, Damon - nem eu mesma acredito em minha palavras - Esse sentimento sumiu.

-Qual é, Elena - disse inconformado - Já mentiu para pessoas demais nesse tempo. Sabe que é um jeito de esconder a verdade. E só porque você quis muito fazer isso... Não quer dizer que seja mentira - engasgou - Sabia?

Me aproximo novamente da porta, e toco a maçaneta. Uma parte de mim queria abrir aquela porta, pular nos braços de Damon e chorar por toda a saudade que estava sentindo. Mas a parte racional de mim sabe que fazer isso será o maior erro que vou cometer. 

-Estou ouvindo a sua respiração - recuo a mão no mesmo segundo - Você não faz ideia de como eu quis escutar de novo - eu podia notar o sofrimento na voz dele, o quanto ele precisava de mim, mas não posso. 

-Não - sussurro. Apoio a mão sobre a porta, e posso ouvir a mão de Damon se arrastar no mesmo movimento.

-Abre a porta, Elena. E tudo pode voltar a ser como antes - sussurrou com sofrimento e tristeza na voz - Vai... - empurrou a porta - Abre essa porta, Elena - encostou a cabeça sobre a porta - Ou pelo menos se afasta que eu vou derrubar essa porta. 

Olho assustada para a porta, sei que Damon é louco o suficiente para fazer isso. Mas não estou pronta para resolver as coisas com ele. Destranco a porta, e posso ouvi-lo sorrir. Conforme ele empurrava a porta, afasto-me dela destrancando rapidamente a janela. E quando ele a abriu por completo, eu já não estava mais lá. 


Notas Finais


💙💙


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