História The Night We Met - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Suga
Tags Jin, Moreloveforjin, Suga, Yoongi, Yoonjin
Visualizações 47
Palavras 808
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E é isso.
Eu sei que não sou especialista em psiquiatria, e tudo o que escrevo aqui tenho como base a minha experiência pessoal. Faço tratamento há mais de um ano, com acompanhamento psicológico e medicação. Tentei ser breve nessa parte descritiva do início. Espero que vocês consigam entender a mensagem.

Capítulo 5 - NOTAS - Estudo de caso


Fanfic / Fanfiction The Night We Met - Capítulo 5 - NOTAS - Estudo de caso

Variação diagnóstica na Psiquiatria: um estudo de caso

Kim Namjoon¹

1. Introdução

No que tange as diferentes formas de sofrimentos mentais, cabe ao psiquiatra reconhecer e lidar com o tratamento dos sintomas que necessitam de atenção médica. Para tanto, realiza-se uma avaliação completa do paciente, na qual o histórico familiar e clínico, a perspectiva psicológica, etc., são levantadas. [...] Ao longo do acompanhamento, o diagnóstico pode variar até que seja encontrado um apropriado para determinado paciente. O tratamento igualmente sofre mudanças.

2. Relato de Caso

Masculino, 24 anos, descendência sul-coreana. Classe alta. Mora com a mãe. O pai morreu de causas naturais antes do nascimento do paciente. Possui histórico de esquizofrenia cenestopática na parte paterna da família.

Chegou ao consultório em agosto de 2015 com queixa de ansiedade na presença de pessoas desconhecidas. Durante os três primeiros meses, a mãe participou de todas as consultas, ficando ao lado do masculino o tempo todo. O paciente não se mostrou à vontade para falar até a quarta consulta, que foi quando pudemos iniciar o tratamento de fato.

Nesse período, o paciente andava com os ombros curvados e mantinha seu olhar cravado no chão, evitando terceiros. No andar, tendia a procurar pela mãe como um apoio. Sua postura demonstrava clara insegurança. Quando foi requisitado o contato visual, pode-se identificar um tique transitório, caracterizado pelo piscar de olhos ritmado – logo anotado em sua ficha diagnóstica. Segundo sua mãe, o sintoma iniciou há cerca de um ano, não estando relacionado com nenhum evento em especial – o que foi confirmado pelo paciente em consultas posteriores.

Durante as consultas, o tom de voz do masculino é baixo. Suas frases são curtas e diretas, e ele se mostra resistente a respostas elaboradas. É possível notar que seu tique é agravado em determinadas situações.

O paciente mostrou preocupação nas situações em que precisaria ficar longe da mãe, relatando ter náuseas e tonturas nas mesmas. Ele havia feito um semestre do curso de Letras, mas a faculdade fora trancada devido seu estado. Quando questionado sobre suas vestes – que eram sociais, desde o primeiro dia de consulta –, revelou que a mãe era responsável pela escolha. Não mencionou qualquer tipo de abuso, e nas vezes em que foi perguntado sobre o assunto, tratou de negar naturalmente. O paciente demonstrava dificuldade em mentir, agravando o seu tique na tentativa.

Em conversa com a mãe, decidimos iniciar o tratamento. Na ficha do masculino, o Transtorno de Personalidade Dependente foi marcado como diagnóstico.

[...]

A idealização suicida foi tratada como tópico pela primeira vez na consulta de setembro de 2016. Apesar sua existência ter sido negada em outras ocasiões, o paciente trouxe o tema e relatou uma grave crise ansiosa. Mesmo com a mudança de medicação, a primeira tentativa efetiva de suicídio aconteceu no mês seguinte, através da ingestão abusiva de remédios.

[...]

Bordeline surgiu como uma possibilidade diagnóstica no início de 2017, quando as variações de humor do paciente ficaram mais recorrentes em seus relatos. As idealizações suicidas ainda lhe perseguiam, e ele mostrava uma grande preocupação relacionada a perda de controle, ligada à sua impulsividade. A re

¹Doutor em Psiquiatria.

Kim Namjoon escutou uma batida em sua porta, o que fez com que parasse de digitar em seu computador. Ele estralou os dedos e murmurou um “entre”, sendo informado que seu próximo paciente estava aguardando na sala de espera. O relógio acima da porta mostrava que já haviam se passado quinze minutos do horário marcado, o que o fez arregalar os olhos. Desde a morte de Kim Seokjin, as coisas tinham sido assim. Tudo estava fora de ordem e caminhando sem um sentido certo. O jovem psiquiatra se culpava pelo o que tinha acontecido ao garoto, uma vez que este havia sido um dos seus primeiros pacientes. Fora difícil conquistar a confiança de Seokjin, mas parecia ainda mais complicado lidar com a ideia de que ele não apareceria por ali todo mês.

– Diga logo o resultado desses exames – foram as palavras do garoto que se sentou à sua frente. Ele era um paciente novo e deveras resistente ao tratamento, porém Namjoon sabia exatamente o motivo da sua presença ali – Eu sei que não foi um exame de rotina.

O psiquiatra ergueu a sobrancelha na direção do rapaz, encarando-o. Este se encontrava jogado de forma despreocupada na cadeira, com as pernas exageradamente esticadas e os dedos batucando de maneira ritmada no apoio de braço acolchoado. Ele também ergueu as sobrancelhas, num gesto de provocação. Namjoon sabia que, na verdade, o outro estava preocupado com o que os exames poderiam dizer. Contudo, não demonstraria isso. Assim, Kim bufou e pegou o monte de papéis que estavam no canto direito da sua mesa. Os mesmos faziam parte da pasta que estivera consultando na escrita do seu artigo. Ele não precisou ler o conteúdo para proferir a frase seguinte.

– Deu positivo para HIV, Yoongi. 


Notas Finais


Final aberto? Sim. Tudo pode se reunir e dar muito errado? Também. Mas, existem motivos para isso - e não culpa.
The Night We Met foi muito especial. Trabalhar com esses ideais de liberdade me deixa muito feliz, além de mostrar um pouco de quem eu sou também. Espero que tenha tocado alguém, de alguma forma <3


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