História The Night We Met -Thiam - Capítulo 1


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Categorias Teen Wolf
Personagens Liam Dunbar, Theo Raeken
Visualizações 18
Palavras 2.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello... Então, eu sei que essa vai ser mais uma pra coleção, mas mesmo assim ela está aqui kkkkk a quem for ler, quero avisar que essa fanfic é muito SAD, ok? Ok. Então, espero que leiam, espero que comentem o que acharam da história, pois isso me ajuda muito. É isso, tenham uma ótima leitura e até as notas finais.
Ps: Sorry por qualquer erro ortográfico.

Capítulo 1 - Chapter One


Liam Dunbar

Já havia um longo tempo que estava trancado em meu quarto, meu notebook estava no YouTube onde tocava baixo "I'm not the only one" do Sam Smith, qualquer ser da minha idade estaria a essa hora da noite e em plena sexta-feira por alguma festa completamente alcoolizado, mas não me entendam mal... Meu intestino é um desgraçado com os dias contados para me matar, seria um drama pensar assim? Talvez. Ou talvez eu devesse ser como minha mãe e meu pai que achavam que frases de efeito serviam para qualquer ocasião e insistiam que eu deveria tentar ser um pouco mais feliz. Mas eu não pensava como eles e a cada momento que eu passava sofrendo, eu pensava no quanto queria descansar em paz ou algo assim, não acredito que inferno exista e acho que Theo me fez pensar assim com suas conversas de ateu e de que se existisse alguém olhando por nós, eu não sofreria tanto, mas eu não pensava tanto assim... Eu pensava que tudo que me acontecia era culpa minha ou do meu triste destino. Agora a música tocava em meio a quase escuridão do meu quarto que só tinha a luz fraca do abajur ao lado da cama como claridade, eu estava deitado na cama enquanto lia alguma HQ que eu havia começado ontem e fora tudo, eu era um adolescente normal como qualquer outro.

Tinha amigos, ia a escola e até tentava ter uma vida social, mas nem sempre fazia questão de estar com meus amigos, principalmente quando precisava ir a quimioterapia que só servia para ferrar ainda mais com a minha vida, mas a um certo tempo as seções foram suspensas, porque de acordo com a Drª Adams, eu não estava indo tão bem quanto esperavam que eu fosse, então eu estava livre por um tempo até que os outros exames tivessem um resultado que os outros esperavam que fosse eficaz ou no mínimo aceitável. Claro que isso não era o suficiente para que eu conquistasse a minha tão sonhada paz de espírito, então sendo assim eu tinha bons e maus momentos. Meus bons momentos aconteciam quando estava me sentindo bem e isso era quase impossível de acontecer, mas sempre estava bem quando estava com Theo que sempre me fazia sentir melhor. 

As horas estavam passando rapidamente e isso chegava a ser estranho, e por incrível que pareça, agora me sentia bem. Estava sem nenhum tipo de dor ou incômodo. Estava pleno como alguns diriam e no fundo agradecia por isso. Olhei no relógio e vi que já estava muito tarde e decidi que era melhor ir dormir, já que se não tivesse uma noite bem dormida, no outro dia eu estaria um caco. Fechei o notebook o deixando em cima da cama mesmo e depois desliguei a luz do abajur logo me cobrindo para finalmente dormir. Minha cabeça lotava de pensamentos enquanto eu tentava finalmente dormir.

*No dia seguinte*

Acordei assim que percebi a claridade entrando em meu quarto e vindo de encontro ao meu rosto, suspirei pesadamente revirando os olhos, agora me sentia cansado e sem disposição até mesmo para levantar da cama, mas se continuasse aqui logo os meus pais iriam entrar por essa porta pensando que eu precisava voltar ao hospital que durante todo esse tempo havia se tornado minha segunda casa, não que eu gostasse disso, na verdade eu odiava, mas não podia fazer nada, então simplesmente aceitava. Levantei da cama sentindo aquela típica tontura que faz com que pareça que a pressão caiu e logo eu estaria também, mas obviamente no chão. Me segurei na parede e respirei fundo tentando puxar o máximo de ar possível para os meus pulmões. Quando finalmente voltei ao normal, eu me afastei da parede e caminhei lentamente até o banheiro. Escovei os dentes e depois tirei toda a minha roupa para tomar um banho, fiquei longos minutos naquele banho que fazia com que pouco a pouco minhas forças retornassem ao meu corpo. Quando terminei, fiquei um tempo encarando meu reflexo, eu estava péssimo e não entendia como poderia estar tão pálido, minha aparência também me causava uma exaustão enorme. Sai dali e retornei ao quarto onde troquei de roupa, quando já estava pronto desci as escadas indo até a cozinha, meus pais não estavam mais em casa e só quem estava era Mary que sempre vinha aqui para fazer comida e outras coisas. Assim que entrei na cozinha, ela me encarou e eu apenas peguei uma maçã para comer.

• Você está bem, Liam?

Eu odiava aquela pergunta idiota, por mais que em algumas pessoas ela demonstrasse preocupação, desde que fiquei doente, todos que me viam faziam questão de me fazer essa pergunta idiota e eu sempre respondia o mesmo, "estou bem", mas hoje não estava com tanta paciência pra isso.

• Isso importa?

Ela cruzou os braços ainda me olhando e eu não dei atenção indo direto pra sala, iria me afundar em séries agora, já que não tinha nada melhor pra fazer e era sábado. Horas e horas foram passando e eu já estava praticamente aprendendo um exorcismo de tanto que estava assistindo Supernatural, não demorou muito e a campainha foi tocada, eu levantei indo atender a porta e dando de cara com Theo, ele sorriu quando me viu e eu fiz o mesmo.

• Oi... Eu vim ficar aqui com você, seus pais estão trabalhando, não é? Então, decidi que era melhor você não ficar só.

Ele falou e entrou, eu revirei os olhos logo depois fechando a porta. Theo sentou no sofá e eu sentei ao seu lado ou melhor quase deitei no sofá.

• Você está bem? Já comeu alguma coisa? Você tá muito pálido...

Eu não dei muita atenção a nada do que ele falava, não era novidade que Theo se achava o adulto responsável mesmo só tendo 18 anos, eu não me importava com aquilo e sempre odiei a ideia de ser tão dependente de qualquer pessoa, mesmo que essa pessoa fosse esse garoto que eu amo tanto.

• Você veio aqui pra me analisar? Não quer ver minha temperatura pra ver se não estou indo para uma febre? Ou quem sabe medir minha pressão? 

Ele revirou os olhos como se pensasse em não me dar um soco.

• Eu estou bem... Só estava vendo uma série para passar o tédio.

Eu realmente estava entediado. Minha cabeça doía um pouco e era impressionante a capacidade que minha vida tinha de ser uma merda. Qualquer adolescente na minha idade namorava e eu não podia nem sair de casa que meus pais já começavam com os surtos e sempre só podia ir a escola. Pois bem, Theo depois de demonstrar um pouco de raiva, sorriu pra mim.

• Você sempre tão adorável... Por que a gente não joga videogame?

Sério? Pensei que iria me convidar para sair ou para fazer qualquer coisa que fosse mais útil que isso, mas Theo era igual aos meus pais que não me deixavam fazer nada.

• Não tô afim!

Falei sem ânimo e levantei do sofá pegando meu tablet que estava em cima do outro sofá que havia ali na sala. 

• Li... Ok, o que você quer fazer?

Ouvi sua pergunta e sorri logo mostrando meu tablet á ele, o mesmo olhou e depois me encarou em total confusão.

• O que é isso?

Ouvi sua pergunta e o encarei como se fosse óbvio.

• Kirkwood, fica na Califórnia... Não é muito longe daqui, lá tem pistas de esqui...

Ele me interrompeu com um tom sério, como eu odiava quando alguém me interrompia.

• Isso eu percebi, Liam... Mas por que isso agora?

Ouvi sua pergunta e pensei, talvez seja porque essa mesmice toda já me cansou há tempos e eu preciso de algo realmente divertido para fazer como esquiar e aproveitar meus últimos dias nesse lugar tão ridículo chamado de terra.

• Porque eu tô cansado, você também estaria se estivesse no meu lugar e...

Ele me interrompeu de novo, nesse exato momento comecei a pensar que ele estava se acostumando a fazer isso.

• Eu te entendo, mas você só pode estar louco se pensa que seus pais vão te deixar ir nessa situação pra um lugar como esse.

Meus pais não tinham nada a ver com isso, mas disso Theo ainda não sabia e também não sabia que estava programando isso á muito tempo e só estava esperando eu ficar melhor para colocar meu plano em prática. 

• Meus pais não tem nada a ver com isso, eles nem sabem de nada e você não vai contar nada a eles também. 

Theo estava um tanto indignado, mas era meu melhor amigo e sabia que iria aceitar ir comigo, por mais que não concordasse.

• Sério? Você não vai á lugar nenhum... Você está doente, Liam! É tão difícil perceber isso? Você não pode simplesmente querer sair de casa para ir a qualquer lugar sem antes falar com seus pais. Porque primeiro, você tem 16 anos e não manda em si mesmo. Segundo, você está doente.

Ótimo, que idiota Theo estava se tornando agora? Ou que idiota eu estava me tornando agora? Eu odiava quando queria fazer algo e jogavam na minha cara que eu não poderia porque estou doente, me sentia ainda mais patético por causa disso.

• Você tá um tédio hoje, sabia? Por favor, Theo... Só uma semana ou só alguns poucos dias... Eu sei muito bem como eu estou.

Falei, eu queria que ele fosse comigo, seria ótimo estar com ele.

• Não, logo você volta a fazer quimioterapia e sair daqui não é bom.

Eu não estava me importando com a quimioterapia, eu a odiava, pois sempre ela ferrava com a minha vida, então iria de qualquer jeito... Com ou sem o Theo, apesar que preferia ir com ele.

• Eu não vou fazer quimioterapia, para com isso... Eu não vou fazer nada, eu só quero me divertir um pouco e isso não é pedir muito, achei que você era meu melhor amigo.

Estava sendo dramático, pois se não fizesse drama, Theo nunca iria me apoiar e como conheço ele desde que éramos crianças, eu sabia que sempre que fazia drama pra qualquer coisa, ele me ajudava.

• Eu sou seu melhor amigo e exatamente por isso não vou te ajudar... Quero que você fique aqui mais tempo, e se te ajudar com essa ideia absurda, eu vou estar te jogando pra morte.

Revirei os olhos. Era engraçado como ele e meus pais achavam que eu iria simplesmente ficar bem e não aceitavam o óbvio que era o fato de que logo não estaria mais aqui e no fundo era isso que eu queria, já estava cansado.

• Para... Eu vou morrer de qualquer jeito, você sabe disso! Me ajudar a me divertir um pouco seria um favor e não um jeito de me jogar pra morte. Por favor, eu nunca te pedi nada.

Fiz aquela típica cara de cachorro que caiu da mudança, eu odiava aquilo, mas não queria ficar longe dele.

• Desculpa, mas...

Interrompi ele.

• Por favor, Theo... Por favor!

Falei.

• Eu vou me arrepender disso, eu tenho certeza que eu vou me arrepender e muito... Ok, você venceu. Por mais que eu ache isso um absurdo.

Sorri vitorioso, eu sempre conseguia o que eu queria do Theo, ele era o ser mais amável da minha vida.

• Perfeito, eu te amo muito.

Abracei ele e senti o mesmo retribuir ao abraço.

• Como nós vamos nesse lugar absurdo?

Ouvi ele perguntar e peguei meu tablet novamente.

• Trem... Não posso ir de avião, precisaria de uma autorização pra isso.

Falei como se fosse óbvio.

• Claro, você já pensou que os seus pais vão te matar e me matar quando souberem disso?

Dei uma leve risada.

• É, eu sei! Mas vamos fazer assim... Você vai pedir pra eles me deixarem dormir na sua casa segunda e aí nós vamos embora.

Theo estava realmente se tornando um adulto chato, já que me encarava como se estivesse quase me entregando aos meus pais.

• Ok... Mas só vamos fazer isso se você estiver pelo menos em um estado aceitável e se por acaso sentir qualquer tipo de dor, enjôo ou sei lá mais o que relacionado ao câncer, eu vou te trazer de volta pra casa na mesma hora. Entendeu?

Assentir, mesmo que me sentisse mal, não iria dizer nada a ele, queria muito fazer isso e não era um câncer idiota que iria me prender aqui.

• Vai ser divertido.

Falei sorrindo.

• Não, isso tá longe de divertido e nem sei porque estou te apoiando nesse absurdo já que você está doente.

Ele dizia.

• Você me ama e vai estar fazendo um favor ao mundo me levando á um lugar onde posso me divertir de verdade.

Falei calmamente.




Notas Finais


É isso... Obrigada a quem chegou até aqui. {: O que acharam? Gostaram? Até o próximo.💕💕💕


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