História The Nine Faces - Capítulo 9


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Palavras 1.670
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem algum erro de português.

Capítulo 9 - The eighth face... Marte.


Fanfic / Fanfiction The Nine Faces - Capítulo 9 - The eighth face... Marte.

Thierry On

 

Vênus...

 

Não sei o que está acontecendo comigo, eu à vejo por toda parte mesmo não querendo isso, eu sei que ela fez algo comigo, sei que isso não está certo... Mas não posso evitar, tento ser forte mas ela é mais, não sei o que ela fez tão pouco quando, só sei que é impossível não pensar nela, de todas as formas possíveis. Eu quero tê-la, muito mesmo, mas sei que não devo, ao mesmo tempo que estou consciente não estou, parece que estou até perdendo os sentidos, minha visão está estranha, todos ao meu redor, eu olho e vejo seu rosto, mas que merda Thierry! Você tem que ser forte, minhas pernas estão se movendo no automático, alguém segura minha mão, está me puxando mas não sei quem é, quando olho tudo que eu vejo é Vênus, ela está em toda parte, não consigo falar direito, ás vezes eu digo algo mas parece que digo uma coisa completamente diferente, eu preciso de ajuda. Sinto como se estivesse com febre, que sensação estranha, eu posso ouvi-los ainda, ao menos uma coisa ainda funciona direito em mim.

-O que aconteceu com ele? – Ouvi uma voz estranha perguntar, talvez seja o cara que está nos levando, não prestei atenção quando ele apareceu...

-Vênus fez isso – Elizer disse, porque ele falava de forma tão calma?

-Ah, já imaginava.

-Você pode ajudar de alguma forma? – Nami perguntou da mesma maneira que Elizer.

-Não posso fazer nada, ele está com ela agora.

-Como assim?

-Porque faz tantas perguntas?

-D-Desculpe...

Eu não entendia direito o que estava acontecendo, ás vezes eu estava lá, ás vezes não, não sei explicar, parece que minha mente vai e volta a todo momento, era como se eu os ouvisse normalmente mas, esquecia completamente o que diziam em questão de segundos, ás vezes eu via seus rostos normais, ás vezes não, eu estava realmente tentando ir contra isso, mas não estava conseguindo obter tanto sucesso quanto esperava...

Eu só queria que parasse, só isso, não conseguia me concentrar em nada, de repente, senti algo estranho, e me vi no chão, notei que eles pararam de andar, alguém veio até mim e colocou as mãos em meus ombros, era o mesmo alguém que estava me puxando pelos corredores, mas eu só via ela, não quero enlouquecer, não posso enlouquecer, não vou enlouquecer.

-Thierry! – Ouvia, mas parecia distante, era estranho. Eu estava respondendo mas parecia que não me escutava.

-Vem – Ouvi.

Senti alguém me puxar, como se me ajudasse a levantar, não sei se a pessoa me tirou do chão ou se me levantei, não sentia mais minhas pernas agora também, estava me ajudando a continuar andando, olhei para seu rosto, EU NÃO AGUENTO FICAR VENDO ELA POR TODA A PARTE PORRA!

Mas que merda... Porque isso aconteceu logo comigo? Á pouco tive a impressão de estar em um lugar completamente diferente, como um jardim com flores enormes, não sei direito foi por apenas um segundo...

Agora estou tendo a impressão de estar ouvindo algo, Vênus está aqui, posso sentir seu cheiro, não sei é estranho, céus não quero morrer... É a voz dela que está falando algo, parece tão alto e ao mesmo tempo é como um sussurro ao meu ouvido, não consigo entender o que está dizendo, ela fala em uma língua que não conheço, mas mesmo assim, ouvir a voz dela me faz sentir extremamente bem.

-Vestri 'iens insanus, tu es... Te sentidno se male habente caritatem, non de rebus humanis, si tristem, triste... et inundabit et calumniantibus vos: excommunicare te conturbent te nocere usque ad me et faciam vos fieri patiatur et moriatur pergo ut amare... – Ela diz e repete muito rápido, isso está me assustando.

Eu estou dormindo? Quero acordar, me acordem seus inúteis! Estão me tratando como um nada, não quero terminar assim, não posso terminar assim, mas que merda... Vou morrer, não quero mas vou, não quero que isso continue, é tão horrível, por favor, me deixa ir, por favor. De repente minha visão se normalizou, eu ouvia tudo normalmente, minha respiração estava pesada e descompassada como se estivesse com falta de ar, Gabriel me ajudava a andar, ele e todos olharam para mim inclusive o cara que nos levava agora, não me lembro seu nome.

-Thierry! – Nami disse.

-O que aconteceu? – Morgana – Você está bem?

-E-Eu não sei... Estou?

-Você está?

-Consegue andar? – Gabriel perguntou.

-N-Não sei...

-Tudo bem, se importa se eu continuar te ajudando então?

-N-Não.

-Marte? Podemos continuar? – Elizer perguntou.

Marte? Ok, então esse era o nome dele, mas não respondeu Elizer, ele continuou olhando para mim de forma estranha, sem piscar ou fazer qualquer movimento, fiquei com medo admito, eu já estava confuso agora estava ainda mais, céus, outro que vai querer me matar é?

-... Marte?

De repente ele veio até mim extremamente rápido, eu nem se quer vi ele dar passos, dei um passo atrás no mesmo minuto, me assustei, Gabriel também consequentemente me soltando, caí no chão e me afastei mais, ele me olhava, seus olhos estavam completamente negros, ele não parecia muito “feliz”...

-Você... – Ele disse, sua voz normalmente era desta forma mesmo? Um arrepio percorreu todo meu corpo.

-Não tem que... Nos levar ás escadas? – Elizer disse – Você nos falou que levaria até lá – De repente ele se virou para olhar para Elizer então foi até ele.

-Desculpe, tem razão – E então sua voz se “normalizou” – Andem – Ele continuou a andar, olhei para eles, eu estava realmente assustado agora, Gabriel me estendeu a mão e pediu desculpas, não o culpo afinal ele também se assustou.

Nós continuamos seguindo-o, tudo parecia estar como era agora, não tinha mais Vênus, nem sussurros, nem cheiro ou lugares estranhos, isso me deixava aliviado, por mais que talvez eu saiba que possa ser momentâneo, ao menos eu não estou morto... Queria tanto saber o que eram aquelas coisas que ela estava dizendo, mas desconheço completamente aquela língua, peguei meu celular em meu bolso para olhar as horas, o tempo estava passando, extremamente devagar mas estava, eram 03:53 agora e por mais que eu estivesse “viajando” eu sei que andamos por muito tempo já, que bizarro cara, eu estou quase desistindo disso.

Sinceramente eu nunca, em toda a minha vida tive medo de morrer, mas nesse caso, talvez eu queira rever as minhas crenças sobre isso.

-Vocês... Vão por está porta.

Quando me deparei nós estávamos parados há frente de uma porta enorme, literalmente, ela tinha dobradiças e detalhes em preto, era vermelha, diferente de toda a casa, ela parecia bem nova, como se tivesse sido posta recentemente.

-Não tem nota ou algo assim? – Elizer perguntou.

-... – Ele de repente apontou para um quadro enorme que estava na parede a nossa direita, todos fomos até ele.

-Nós temos de... – Quando Elizer olhou para trás, todos olharam, Marte não estava mas ali, voltamos ao quadro -... Me ajudem a tirar.

Pablo o ajudou, eles tiraram o quadro da parede o colocando no chão encostado na mesma, havia um papel ali, colado na parede, Morgana se aproximou dele com a chama que Vesta havia dado e começou a lê-lo.

-“Espero que estejam bem, esta é a última escada, sigam por ela, tomar cuidado não será suficiente, não posso lhes prometer que chegarão em segurança, desta vez encontrar a próxima escada será por conta de vocês, assim que a encontrarem saberão qual é, então finalmente vocês poderão achar um jeito de sair, estou há espera de vocês, a Lux in tenebris postremo deducere tranquillitas”.

Nos entre olhamos, Elizer engoliu em seco, quando fomos até a porta, ela se abriu, revelando assim uma enorme escadaria de cor vermelha com tochas de cada lado, nós subimos com pressa, afinal era a última escada, talvez o que está no topo dela não seja tão ruim como diz naquele papel. Aquela língua era a mesma que Vênus usava quando falava comigo, de qualquer forma, vou esquecer isso, nós precisamos sair deste lugar. Quando chegamos ao topo, ali era realmente escuro e frio, muito frio, até que então nós demos um passo e tudo se iluminou em fogo, literalmente, mas não estava se espalhando pela casa, nos assustamos, por mais que todo aquele lugar agora estivesse em chamas ainda era extremamente frio, de repente ouvimos alguém rir ao fundo, olhamos para todos os lados rápido.

-Vocês vão ficar aí parados? Não vai ter graça se vou conseguir despedaçar vocês tão fácil – Nós olhamos para trás, em meio ao fogo estava vindo um cara na nossa direção, que porra é essa ele é o diabo? Tinha cabelos esbranquiçados, era extremamente pálido, seus olhos eram acinzentados, vestia roupas pretas e seu rosto e roupas estavam completamente sujos de sangue, naquele momento eu só conseguia pensar em Lexi e em como ela havia sumido de repente.

-Quem é você...? – Elizer perguntou, dessa vez notava-se que ele também sentia medo.

-Podem me chamar de – Em meio a uma risada completamente insana ele nos respondeu – Plutão.

-Plutão... – Nami disse baixo, assustada.

A única coisa que consegui me lembrar foi dela dizendo que Plutão era o deus do inferno, um arrepio percorreu minha espinha.

-Vocês não vão correr mesmo? Vamos, vou dar três segundos há vocês – Ele parou a nossa frente, nos olhava de uma forma, não sei explicar, olhei para Elizer e me soltei de Gabriel, eu podia andar agora, o que era ótimo já que teríamos que correr pelo que eu estava vendo – Um...

Elizer nos olhou, olhou para Astrid e acenou positivamente, pelo visto agora nós teríamos de fazer o que ela insistia a tanto tempo, nos separar, ele não teria como ir atrás de todos nós, quem achasse há escada devia avisar os outros, ele olhou para todos nós, como se perguntasse se havíamos entendido.

-... Dois.

Nós corremos então, o mais rápido que podíamos, eu estava com Kalia e Nami, fomos pela direita, o mais rápido que conseguíamos, Kalia estava chorando, mas não podia me preocupar com ela agora.

-Isso! Agora ás coisas estão começando a ficar divertidas.



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