História The Obscure Past - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lílian Evans, Lílian L. Potter, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rose Weasley, Severo Snape, Sirius Black, Ted Lupin, Tiago Potter, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Hinny, Jily, Romione, Wolfstar
Visualizações 56
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, como estão??
Bom... demorei mais do que eu tinha previsto, MAS aqui estou eu.
Espero que gostem desse capítulo...
Enjoy!

Capítulo 3 - The Pieces Begin to fit Together


Fanfic / Fanfiction The Obscure Past - Capítulo 3 - The Pieces Begin to fit Together

15 de Janeiro de 2000 – sábado

Honrando mais uma manhã de Janeiro, o dia amanheceu frio e com uma leve neve caindo.

Harry dessa vez não teve pesadelos, pelo contrário, nem tinha dormido direito.

O fato de sua melhor amiga estar o evitando e escondendo algo, o deixava intrigado em todos os sentidos. Ele tinha certeza que ela estava mentindo, era tão óbvio para ele...

Se levantou e desceu às escadas, após ir ao banheiro, e ficou um tempo sentado em um dos pufes da sala, esperando dar pelo menos nove horas. O que pra ele demorou séculos, aproveitando esse tempo apenas para tentar esquecer o que tanto lhe atormentava.

Já Ginny estava na sua cama, lendo pela décima vez a ficha de Harry:

Harry James Potter.

Nascimento: 31/07/1982.

Pais: James Potter e Lílian Evans Potter.

Alergia(s) confirmada(s): rinite alérgica

Parente(s) conhecido(s):

• Sirius Black (padrinho), acusado de matar treze pessoas e condenado a prisão perpétua.

• Duda Dursley (primo).

• Petúnia Evans Dursley (tia).

• Valter Dursley (tio), sendo que é acusado atualmente de desvio de dinheiro da própria empresa “Grunnings” de perfuração.”

O que a deixava mais chateada era que ela havia perdido muito tempo procurando essa ficha na sala da Minerva, mas não tinha quase nenhuma informação útil ali. Tirando apenas os parentes que ela não sabia que existiam (e tinha certeza que Harry também não), o resto era dispensável.

Sabendo que não adiantaria ler aquilo de novo, acabou descendo pouco depois das nove, encontrando Harry tomando café enquanto ria com o sr. Nicholas.

- Nem me esperaram, esfomeados! – disse com uma falsa irritação na voz, porém sorrindo, sendo retribuida com um olhar curioso vindo de Harry.

- Você que dorme demais. – ele retrucou, dando espaço para ela sentar. – E não adianta dizer que estudando até tarde.

- Eu não estudei mesmo. – deu de ombros e se sentou aproveitando para pegar uma torrada. – Eu só estava sem sono e acabou que acordei tarde.

- Hum... – foi a última coisa que Harry disse antes dos três ficarem em silêncio. – Sabe... o Draco saiu do dormitório as duas da manhã e só voltou quase meia hora depois. – Harry começou, mas nem precisou continuar. 

- Não vou te responder mais sobre isso... – Ginny disse disfarçando seu nervosismo. – Depois a gente fala sobre ele. – terminou apontando, disfarçadamente, para o velhinho a sua frente.

O que realmente só voltaram a falar disso quando estavam no Jardim e Harry puxou o mesmo assunto novamente:

- Até quando você vai defender ele?

- Harry... isso está ficando chato. Parece que a nossa vida só gira em torno dele. – disse com calma.

O garoto se calou.

- Sabe... – ela continuou. – Não vamos nos envolver nos problemas dele. Se ele estiver fazendo algo errado, ele vai pagar por isso.

- Você sempre está certa.

- Você que sempre pensa errado.

- Esse clima me lembra uma coisa, sabe? – ele disse após um tempo em silêncio, aproveitando para relembra-la de um dos seus dias preferidos:

Flashback on

11 de agosto de 1994 – quinta-feira

Apenas um friozinho era sentido naquela manhã tipicamente nublada.

Ginny acordou cedo, se lembrando que era o seu aniversário... seu décimo primeiro aniversário.

Levantou rapidamente, animada. Sempre ficava feliz quando lembrava que estava fazendo mais um ano de vida.

Desceu às escadas quase pulando e chegou na sala rapidamente, encontrando um moreno de olhos verdes que fitava a lareira com cara de tédio.

- BOM DIA, HARRY! – gritou o tirando dos seus pensamentos e riu com o susto que o menino levou.

- Bom dia, Ginny. Estou te esperando a quase uma hora... queria ser o primeiro. – ele disse a abraçando. – Feliz aniversário. – desejou a entregando um embrulho bem feito e ela sorriu, corada.

- Não precisa...

- Abre! – mandou rindo e ela fez o mesmo, desembrulhando rapidamente.

Dentro do pacote, tinha um pulseirinha que Harry julgaria simples, mas pra Ginny não tinha nada de simples nela.

- Era da minha mãe. – ele disse de repente a fazendo o olhar curiosa. – A diretora Minerva me entregou no Natal passado, mas eu acho que isso deveria pertencer a você.

- Por que? – questionou avaliando cada detalhe delicado.

- Eu acho vocês parecidas. A Minerva disse que ela também era ruiva e eu acho que as suas personalidades são iguais.

- Personalidades...

- Corajosas, destemidas, brigonas... - terminou rindo, levando um tapa

- EI...

- É brincadeira, ruiva.

- Como você sabe disso?

- Das qualidades dela? – ela confirmou. – Ela deu a vida dela por mim. Se ela não foi corajosa, eu não sei o que ela era.

- É linda. – a garota disse depois de um tempo quando o silêncio reinou.

- Meu pai tinha um bom gosto.

- Foi seu pai que deu pra ela?

- Exatamente. Segundo o que a diretora disse, ele deu a ela quando descobriu que ela estava grávida, mas eu acho que posso te dar como um presente de amizade, mesmo. – terminou rindo.

- Obrigada, Harry! – disse o abraçando e ele riu da empolgação dela. – Aonde é que eles estejam, eles estão orgulhosos do filho que tem.

O menino sorriu com os olhos lacrimejando, ainda abraçado a ela.

Flashback off.

- Você precisa de uma nova. – ele disse pegando o pulso dela e analisando a pulseira que estava com ela a cinco anos. Harry nunca tinha entendido o porque de Ginny nunca tirar aquela pulseira... talvez tivesse um significado forte para os dois.

- Não preciso não. Eu gosto bastante dessa.

- Eu posso te dar uma com o mesmo significado. – disse segurando o riso e ela o olhou corada, enquanto dava um tapa no braço dele e o mesmo começava a rir.

- Você é um idiota, Potter! – afirmou enquanto ele ria mais.

- Vocês parecem muito com Lily e James Potter, sabiam? – o sr. Nicholas disse se aproximando deles, se sentando ao lado deles. 

- Você já os conheceu? – Harry perguntou interessado.

- Eu era padrinho do seu pai. – revelou e o garoto ficou confuso e ao mesmo tempo boquiaberto.

- Por que não me contou?

- Minerva acha que você não deveria saber por enquanto, mas ela nunca achou um momento para contar.

- Por que eu não deveria saber? – perguntou irritado e retoricamente.

- Eu apenas não me sinto bem sabendo que eu conhecia seu pai mais do que você mesmo. – terminou de forma triste e os três ficaram em silêncio. – Seu pai era um homem bom. – continuou fitando o horizonte. – Conheceu sua mãe na escola e mudou muito por ela.

- Uma pena que estejam mortos. – Harry resmungou com amargura.

- Eles não estão mortos. – Ginny retrucou baixinho e Harry revirou os olhos.

- Estão sim, Ginny! – disse contendo sua irritação e foi a vez dela de se segurar.

- Eles eram tão bonitos juntos... – o sr. Nicholas continuou como se não tivesse sido interrompido. – fiquei tão feliz quando se casaram, quando souberam que ela estava grávida...

- Eu não quero ouvir sobre eles. – Harry sussurrou para a menina ao seu lado e ela segurou o riso.

- E por que não?

- Não quero ficar me lembrando de gente que já morreu, mesmo que eu nunca tenha conhecido eles.

- Você ainda vai conhece-los. Acredite em...

- Ginny... pela última vez... – deu uma pausa e olhou para o lado, vendo que o sr. Nicholas ainda fitava o horizonte citando cada detalhe da vida dos Potter. – eles morreram assassinados por algum desgraçado que queria alguma coisa.

- Então por que ninguém nunca quis te falar sobre eles?

- Pelos mesmos motivos do sr. Nicholas e da Minerva.

- Por que nunca te explicaram o motivo de você estar aqui?

- Ora, Ginny! Um orfanato serve para crianças que perderam os pais, que foram abandonadas, violentadas...

- Às vezes você é muito burro. – acusou respitando fundo e se preprando para falar sobre o que andava pensando a muito tempo. – Olha, pensa comigo... e se eles sabiam que isso ia acontecer e te deixaram aqui pra te proteger.

- Isso não faz sentido...

- É ÓBVIO QUE FAZ, HARRY! – ela gritou assustando os dois e chamando a atenção de outras pessoas. – ELES SEMPRE FALAM A MESMA COISA: “ELA TE PROTEGEU”. UMA FORMA DE PROTEÇÃO É TE TIRANDO DO LUGAR QUE UM ASSASSINO IA ESTAR E TE TRAZENDO PRA CÁ...

- Ginny, por favor...

- EU VOU TE PROVAR QUE ELES ESTÃO VIVOS. – gritou antes de sair irritada e batendo o pé.

O que se seguiu foi um silêncio, que logo foi quebrado pela risada dos dois.

- Ela consegue ser engraçada até brava. – Harry comentou e o outro concordou com a cabeça.

- Você gosta dela, né? – perguntou de repente, mas ele já tinha a resposta pronta, sempre pensava nisso, tentando se convencer que eles eram apenas amigos.

- Acho que mais do que deveria.

- Isso é bom.

- É?

- Você gosta de uma garota que gosta de você. – disse com simplicidade, deixando Harry com um ponto de interrogação na cabeça e mais confuso do que estava.


Já Ginny tinha caminhado decidida até a sala que Minerva estava, deixando transparecer toda sua raiva por onde passava.

Bateu três vezes na porta, esperando sem paciência nenhuma que a diretora autorizasse a entrada dela. E quando autorizou, ela não se preocupou em ser educada em momento algum.

- Eu quero o atestado de óbito dos Potter. – disse direta e a diretora enrijeceu.

- Como assim, srta. Weasley?

- Me prove que eles estão mortos.

- Bom... o orfanato não tem esses documentos. – disse com uma seriedade acima do que já tinha no dia-a-dia.

- É claro que vocês têm. Como podemos viver sem nem saber a causa de morte dos nossos pais?

- Esse documento só pode ser entregue para o sr. Potter.

- Então mostra pra ele, quem sabe assim eu não paro de perder meu tempo com pessoas que estão mortas. – terminou com a voz carregada de ironia e a outra suspirou, não tendo mais nenhum argumento. – Eles não estão mortos, né? - questionou com um pequeno sorriso se formando no seu rosto.

- Até agora nenhum registro que comprove o óbito deles chegou aqui. – comentou com um sorriso mínimo e a garota sorriu mais aliviada.

- Não tem nenhuma pista deles? – a outra negou. – Droga. Sabe de algo?

- Infelizmente não.

- Tudo bem... isso já foi muito importante pra mim. Obrigada, sra. McGonagall, já sei exatamente o que fazer.

- Não se meta em confusões junto com o sr. Potter. – alertou rindo.

- São as confusões que vêm até nós. -terminou sorrindo e a diretora lhe ofereceu um pequeno sorriso, enquanto a garota saia da sua sala.

Ginny caminhou sem tanta tranquilidade procurando Draco, mas não foi difícil encontra-lo sentado no meio do corredor fitando um quadro na parede.

- O que esta fazendo? – ela perguntou se sentando ao lado dele o fazendo a olhar.

- Observando.

- Que legal ficar parado vendo um quadro velho... – disse irônica sem esconder seu riso. – Escuta, preciso da sua ajuda...

- Fala.

- Eu descobri que o sr. Nicholas é padrinho do pai do Harry... não sei se isso ajuda.

- Com certeza, não!

- E que não existe nenhum documento provando que eles estão mortos.

- Isso é uma boa coisa.

- O que está acontecendo com você? – ela perguntou o fitando e pela primeira vez ele a olhou.

- Estava pensando no que fazer depois daqui...

- E o que seria? – perguntou interessada e esquecendo o assunto temporariamente.

- Talvez morar com os meus avós até saber o que fazer de verdade.

- É uma boa ideia.

- E você? – perguntou. – Pra onde vai?

- Ainda não sei... Tenho bastante tempo pra pensar nisso.

- Acho que você deveria conhecer o Sirius antes de eu sair daqui.

- Pode ser... talvez isso ajude.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – a voz de Harry foi ouvida e Ginny sentiu sua voz carregada de raiva. Olhou pra trás vendo que o garoto os encarava com o rosto vermelho... ela sabia que seria muito difícil contar pra ele tudo que estava acontecendo.


Notas Finais


Dessa vez não vai ser tão grande, juro.
. Esse capítulo foi bem cheio de informação pra já ir confundindo geral!! Brincadeira... na verdade eu vou inventando enquanto escrevo, então as ideias vão vindo e eu vou colocando, o que pode confundir vocês as vezes, mas pode deixar perguntas nos comentarios... sempre leio todos.

. TOP consome muito do meu tempo (estou escrevendo esse capítulo a mais ou menos três meses) então todo dia eu tanto escrever pelo menos um pouquinho, mas nem sempre da certo... porém eu tento.

. Eu não sei se em orfanatos tem esse atestado de óbito, mas eu coloquei só pra Ginny ter mais um argumento e poder esfregar na cara do Harry... gosto disso.

. Eu percebi que estava mais focado na rivalidade Draco e Harry do que no passado do Harry, então eu mudei um pouco e gostei do capítulo assim.
Obrigada @hottestLily por betar e me dar ideias para isso 💛

Enfim... Espero que tenham gostado a mandem boas energias pra eu conseguir escrever logo... e comentem!! Isso incentiva
Até o próximo...❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...