História The Obscure Past - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lílian Evans, Lílian L. Potter, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rose Weasley, Severo Snape, Sirius Black, Ted Lupin, Tiago Potter, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Drastoria, Hinny, Jily, Romione, Scorbus, Wolfstar
Visualizações 106
Palavras 2.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey!! Como estão??

Não demorei muito dessa vez, né?? Eu me esforcei pra escrever o mais rápido possível...
Bom, o capítulo tá bem diferente dos outros e isso me causou um certo receio, porém, aqui estou eu o postando.

Desculpem qualquer erro, mas eu não aguento mais ler esse capítulo... hahaha

Espero que gostem!!

Capítulo 9 - What is Happening Now?


Fanfic / Fanfiction The Obscure Past - Capítulo 9 - What is Happening Now?

19 de Janeiro de 2000 – quarta-feira

Harry tinha dormido muito pouco naquela noite. Nem era preciso dizer que os pesadelos o atormentavam, mas na maior parte que ficou acordado, se lembrou de Sirius e pensou no que estava acontecendo.

Sabia que tudo era muito confuso e cansativo, e nem sabia o porque de ter aceitado isso tudo. Não sabia mais o que pensar. 

Sirius lhe pareceu uma boa pessoa, e ele mesmo confiava sua vida a Lupin. Não tinha motivos, agora, para desconfiar de Black. Porém a parte que ele disse que os corpos não foram encontrados, o deixava intrigado e receoso. Sabia que Ginny tinha uma carta razão: sempre visitara algum túmulo vazio ou com qualquer outra pessoa dentro, porém não queria acreditar nisso. Não agora.

Se levantou mesmo sem vontade, foi ao banheiro e desceu para a sala, encontrando Ginny lendo um livro, entretida em seu próprio mundo.

- Bom dia, Gininha... – desejou se jogando ao seu lado, e riu da careta que ela fez por causa do apelido.

- Bom dia, Harry. – retribuiu fechando o livro.

- Bom, pra começar o dia bem, preciso te pedir desculpas... por tudo. Eu sei que sou um idiota as vezes.

- Não precisa, não. Eu te entendo. – disse simplesmente e ele deu um pequeno sorriso. – E idiota você é sempre.

- Mesmo assim...

- Se você aceitar minha amizade com o Draco, já está de bom tamanho.

- Eu aceito! – exclamou e ela o olhou com uma cara de repreensão. – Talvez eu não goste tanto, mas se você quer...

- Você brigou comigo por causa dele. – acusou e o repreendeu.

Ele suspirou, passando as mãos pelo rosto.

- Você tem que entender que não é fácil pra mim...

- Eu entendo!

- Não, Ginny. Ninguém entende. – disse calmo e ressentido. – Os pais do Malfoy apoiavam, seguiam e idolatravam, Tom Riddle. – repetiu devagar e tentando ser calmo. – Já te disse isso milhares de vezes.

- Isso não quer dizer que ele também apoie.

- Ninguém tem certeza do que ele é. – ela ia retrucar, mas ele se adiantou rapidamente. – Olha, estamos passando tempo demais pensando nele. Todas as nossas conversas se resumem em meus pais, Malfoy, Sirius e sobre o que aconteceu no passado. Vamos esquecer isso só hoje. Vamos imaginar que ainda temos oito anos e voltar, pelo menos um pouco, a ser o que éramos.

- E o que éramos?

- Amigos que não se separavam e passavam o dia inteiro brincando.

- Quer brincar? Não acha que está velho demais pra isso? – perguntou rindo e ele a acompanhou.

- Pensei em sairmos um pouco, mais tarde.

- Pode ser... – concordou abrindo novamente seu livro, mas o fechou logo em seguida, começando a rir levemente. – Lembra quando a gente tinha uns dez anos,  começou a chover e você ficou me irritando porque eu tinha recebido uma carta e decidiu me dar um banho?

- Por que lembrou disso agora? - ele questionou com as sobrancelhas arqueadas e ela deu de ombros. 

- Estávamos exatamente assim: eu lendo e você me atrapalhando.

Flashback on:

28 de abril de 1993 – quarta-feira

Eram quase duas horas de uma tarde chuvosa e fria. Todos os órfãos estavam dentro do abrigo, se protegendo e evitando a chuva. Alguns estavam em seus dormitórios, outros na sala jogando jogos ou vendo algo em revistas e jornais.

Ginny estava escorada em Harry, enquanto lia uma carta recebida a pouco tempo, com um sorrisinho no rosto.

- Quem te mandou? – Harry perguntou mais uma vez, dando uma olhada no que estava escrito.

- Miguel Corner. – respondeu simplesmente, enquanto ria. – Ele consegue ser engraçado, as vezes.

- Deixa eu ver.

- Não! Saí!

- Quem é Miguel?

- Um amigo.

- Um amigo? – questionou com as sobrancelhas erguidas e ela concordou levemente, ainda sem tirar os olhos do papel.

- Eu odeio trovões. – ela comentou sem muita importância, depois de um silêncio dos dois, ainda sem desviar os olhos do papel.

- Ainda está longe. Quer ir na chuva?

- Não! Óbvio que não.

- Não seja chata, Ginny. É só uma chuvinha. – debochou, mas ela negou.

- Não, Harry!

- Está com medo? – perguntou irônico e ela confirmou sem prestar muita atenção, começando a rir.

- Ok, o Miguel é muito engraçado. – comentou quando viu que ele não tinha entendido.

- Acho que preciso te distrair dele um pouquinho. – comentou tranquilamente e a arrastou, com protestos dela, até a parte da frente do orfanato, onde já chovia muito e em pouco segundos eles já estavam encharcados.

- Eu te odeio, Harry. – ela comentou, tentando soar brava, mas falhando.

- Odeia nada. Se não fosse eu, quem te distrairia do mundo?

Ela sorriu indicando que aquilo era verdade.

Flashback off 

- Depois disso ficamos de castigo por alguns dias, mas valeu a pena.

- E ficamos gripados, mas é a vida. – ele disse rindo e ela a acompanhou.

- E você estragou minha carta. – acusou e ele riu se fingindo de inocente.

- Quando foi que paramos de fazer essas coisas?

- Quando ameaçaram separar a gente? – ela perguntou em dúvida e ele concordou, rindo da ameaça que receberam. 

- Minerva não ia deixar isso acontecer, porém não podíamos arriscar.

- Não mesmo.

- Mas acho que depois de tanto tempo, a gente podia ir pra algum lugar aqui perto.

- Sem chance. Minerva esta aqui hoje.

- Me admira que tenhamos ficado sem monitores por tanto tempo. Isso quer dizer que confiam na gente, não? 

- Tenho certeza que o senhor Nicholas contribui pra isso.

- A Minerva sempre contribuiu pra nossas saidinhas também. É só eu pedir permissão, jurar não fazer nada, ela dizer que não, eu fazer a melhor cara de pidão e ela diz para nós nos comportarmos. – respondeu com simplicidade e Ginny teve que rir.

- Vai lá então. – incentivou falsamente e viu o mesmo se afastar.


Harry passou pelos corredores, indo diretamente para a sala da diretora. Bateu na porta antes de ouvi-la o autorizar a entrar.

- Claro, sr. Watson. – disse com o telefone entre o pescoço e o ombro, enquanto organizava os papéis, e indicava uma cadeira para Harry se sentar. – Amanhã mesmo, se quiser. – esperou um pouco. – Sim, amanhã as crianças voltam de um acampamento e seria um ótimo dia para sua vinda, não se preocupe. – fez uma pausa enquanto ouvia o que o outro falava. – Claro, até mais. – desligou o telefone e se virou para Harry. – O que precisa, sr. Potter?

- Uma autorização.

- Autorização? Para que? – perguntou parando de analisar os papéis e o fixando.

- Sair por aí com a Ginny. – deu de ombros e a diretora o olhou com falsa surpresa.

- Achei que já saíssem por aí sem nenhuma permissão.

- Saímos, mas estamos tentando nos comportar. – disse rindo e a outra o acompanhou, sorrindo levemente. – Só queria distrair a Ginny um pouco. A senhora sabe dos traumas e dos pânicos que ela tem. – ela confirmou.

- Já sabe das regras, não é?

- Com certeza.

- Ótimo! Antes das 22:00 vocês tem que estar aqui. E cuida da srta. Weasley.

Harry concordou e já ia saindo quando se virou de novo, com a mão na maçaneta.

- Sra. McGonagall... – a chamou e a mesma a olhou. – é muita intromissão minha, mas quem vai vir aqui amanhã?

- Amanhã todos descobrem, Potter. – respondeu simplesmente. – Bom passeio. – finalizou a conversa e o observou sair.

Harry agradeceu com um aceno, sabendo que não conseguiria descobrir, e voltou pelos mesmos corredores até a sala novamente, onde Ginny ainda estava sentada, lendo novamente seu livro.

- Pra onde quer ir? – o menino perguntou e Ginny voltou sua atenção pra ele.

- Ela autorizou? – questionou desviando seus olhos das páginas, o vendo confirmar. – Me surpreenda.

Harry apenas riu, enquanto subia para o seu quarto, e Ginny fazia o mesmo.


***


- Eu já disse, Cho! – Harry dizia mais uma vez, à sua namorada, já sem tanta calma quanto na primeira. – Ginny é apenas uma amiga.

Já fazia vários minutos que os dois estavam numa parte mais afastada do parque botânico, onde, por coincidência, Harry decidira levar Ginny para sair um pouco e Cho, aparentemente, tinha saído com seus tios e um dos seus primos.

O fato da garota ver seu quase namorado com uma menina conversando animadamente, a fez tirar conclusões precipitadas e puxa-lo para um lugar mais reservado.

- Amigos, Harry? – perguntou sem alterar seu tom de voz.

Isso era uma coisa que chamava a atenção de Harry. Ela nunca se alterava e sempre achava um jeito de compreender as coisas, por mais estranhas que elas sejam.

- O que você tem que entender, é que a minha amizade com a Ginny não vai mudar...

- Não estou pedindo isso... – o interrompeu, mas ele continuou, mesmo assim, ignorando a interrupção. 

- ... ela já passou por muitos problemas, tem muitos pânicos, fobias, medos e mesmo assim, guarda tudo pra ela. Ela não é tão forte quanto aparenta, mas ela é forte o suficiente para aguentar tudo isso calada. Eu só quero a distrair um pouco. - terminou a olhando como se pedisse para parar com aquilo.  

- Eu só achei meio estranho, sabe? – a garota perguntou retoricamente. – Eu sou paranoica, as vezes. – terminou descontraindo o clima, os fazendo sorrir. – É estranho perguntar isso, mas... você já beijou ela? – questionou de repente, após um momento de silêncio.

- Quê? – perguntou confuso.

- Eu quero saber se você já a beijou.

- Cho...

- É só sim ou não, Harry! Responde com sinceridade. – continuou calma, o olhando com expectativa.

- Sim.

- Sim?

- Não era a verdade que você queria? Então, Ginny e eu já nos beijamos a muito tempo atrás. – ela o olhou com as sobrancelhas arqueadas. – Não foi nem um selinho, foi bem menos que isso.

- Uhm.

- Isso faz tanto tempo... – o menino disse parecendo cansado daquela discussão.

- Vocês parecem tão íntimos...

- A gente convive desde que eu tinha nove anos... É óbvio que somos íntimos.

- Já dormiram juntos?

- Em qual sentido? – perguntou começando a se irritar.

- No sentido de dormir. Ou já transaram também? – pela primeira vez, ela ergueu a voz e seus olhos encheram de lágrima de raiva.

- Fala baixo... e transar? Não! Isso é loucura. – terminou incrédulo e ela respirou fundo.

- Mas dormir juntos...

Harry respirou fundo antes de responder:

- Quando ela tinha pesadelos. Apenas.

- Amigos apenas dormem em camas separadas! – sussurrou e ele fingiu não ouvir.

- Vamos! – disse enquanto a virava de costas para ele, começando a caminhar. – Vamos conhecer a Ginny direito e ver que não tem motivo pra isso tudo. – terminou a conduzindo até a ruiva, mesmo com Cho se recusando a ir. – Ei, Gin. - chamou a garota ruiva que os olhou e sorriu animadamente. - Essa é a Cho.

- Essa é a doida que está te namorando? – perguntou mais pra ela mesma. – Como é que você o aguenta? – questionou séria e Cho riu, descontraindo o clima, começando uma conversa animada com a ruiva.

- Ótimo! Vamos falar mal de Harry Potter... por que não? – o garoto sussurrou pra si mesmo, encostando à cabeça na parte de trás do banquinho, enquanto as duas riam e Ginny falava das coisas constrangedoras que Harry já tinha feito.


***


O local mal iluminado que já fora lugar de muitos gritos, estava pouco iluminado.

E no meio dessa escuridão, estavam Lily e James, sem saber o que acontecia, sem saber de Harry, sem saber onde estavam.

Estava mais do que claro nos olhos deles que, mesmo que fosse a última coisa que tentassem, eles iam encontrar Harry.

Enquanto Peter Pettigrew andava olhando cada cela, Lílian e James continuavam juntos, porém acorrentados.

Peter se assustou quando um outro homem entrou pela porta dos fundos. Mesmo de longe, podia se saber quem era.

Tom Riddle já deixara claro uma vez, para Lílian e James: só os deixaria livres, quando Harry estivesse morto.

Mas eles sabiam que no fim, de qualquer maneira, eles morreriam também.


Notas Finais


. Começando pela capa: isso foi meio que uma frase direcionada a Tom Riddle... ele escolheu o pior caminho e tem seu destino traçado nessa fanfic.

. O enredo principal dessa fic, é a Ginny convencer o Harry que os pais deles estão vivos e os encontrarem, mas isso não quer dizer que ela vai fica apenas nisso.

. Não é porque a Ginny é tímida que ela nunca tenha namorado. Então sim, Ginny já namorou com o Miguel.

. Os flashbacks que eu coloco parecem as vezes sem sentido... até pra mim. Mas é pra vocês conhecerem mais do passado deles.

. Não briguem comigo, mas o Harry namora a Cho. Porém... ela não vai ser aquela que é descrita em quase todas as fanfics. Ela vai ser mais legal e compreensiva.

. Sobre o Harry já ter beijado a Ginny, não tenho nada a dizer, apenas sentir.

. "Amigos apenas dormem em camas separadas" é uma frase da música do Ed Sheeran. Quem me conhece sabe que eu o amo. Então, vai ter muitos trechos das músicas dele, mesmo que ele não fosse conhecido em 2000.

. E pela primeira vez apareceu onde James e Lilian estão... ainda tem muito o que descobrir nesse lugar.

. Caso queiram saber das roupas do passeio:
Ginny: https://pin.it/f32yz6pcowfq3p
Harry: https://pin.it/crcximxb7kfqd5

. E por fim: a meta dos dez comentários continua. Lembrando que não me importo se tenha ou não dez comentários, mas eu realmente ficaria feliz e me motivaria mais!! “É o grau de comprometimento que determina o sucesso, não o número de seguidores.” - Remo Lupin.

É isso. Obrigada por lerem e até o próximo ❤


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