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História Fogo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Os capitulos estão um pouco mais extensos, eu espero que vocês gostem tanto deles quanto eu gostei de escrever.

Capítulo 2 - Capitulo Um


Era sábado a tarde, as aulas iriam começar na segunda, e o embrulho no estomâgo de Amélie não a deixava em paz, até mesmo Cassandra, que tinha chegado na escola há algumas horas,havia percebido o quanto a menina já estava inquieta.

-Você pode parar de andar para um lado e pro outro? Ta me dando tontura. – A menina reclama, mas Amélie sabia que era só para alfinetar, o que a faz revirar os olhos e Cassandra ri. –É sério Amélie, nunca te vi tão nervosa, meu Deus.

-Nem eu, esse é o problema. Não sei o que ta acontecendo, sinto que algo vai acontecer.

-Algo ruim? –Pergunta a menina de cabelo cor mel, sentada na cama, ela não acreditava muito em superstições, então não parecia dar tanta atenção, continuava a pintar as unhas dos pés de cor rosa chiclete.

-Não sei. –Amélie tinha parado de andar pelo quarto e sentado na cama, mas começou a enrolar o cabelo negro nos dedos, o que a fez lembrar que talvez devesse cortá-lo novamente, já passava dos ombros.

-Então talvez devesse deixar de lado, as vezes é só ansiedade pra ver os gatinhos novos. –Ela diz e sorri para Amélie.

-Quem ta ansiosa pra ver as gatinhas é você!

-Shhhh! –A menina repreende, apenas Amélie sabia de seu “segredo” com a garota do terceiro ano.

-Relaxa, não tem ninguém na escola ainda, é cedo, os que vem hoje vão vir só pra festa. Você vai né?

-Sabe que não curto, eu nem bebo.

-Sua gata vai estar lá. –Amélie sorri de forma provocadora.

-Eu sei.- A garota da um suspiro pensativo. - Será que ela nos leva a sério ou fica com outras garotas? –Cassandra pergunta enquanto termina de pintar a última unha e apóia a cabeça nos joelhos de forma pensadora.

-Não tem como saber, a não ser que você pergunte.

-Não vou perguntar, vai que ela se sinta pressionada.

-Faz quanto tempo que estão juntas?

-Desde novembro, não faz tanto tempo.

-Bem, estamos em março, faz cinco meses. Perguntar não faz mal.

-Faz sim. –Ela diz e Amélie sabia que não tinha nada mais a dizer que mudasse as opiniões da melhor amiga.

-Bem, você podia ao menos ir na festa né, eu ia gostar da sua companhia e tenho certeza que ela também. –Cassandra só a olhou com um olhar de “Você sabe a resposta”. –Chata. Você ao menos pode me ajudar com minha roupa quando eu voltar?

-Sempre posso. –Cassandra e Amélie não tinham estilos muito parecidos, mas a amiga tinha muito bom gosto, Amélie pisca e sai do quarto, indo até o refeitório.  

 

**

 

Américo estacionou a moto e praguejou mais uma vez por estar em uma escola de ensino médio que fosse integral, ele nunca tinha ido a escola normal, seus ensinos eram feitos no salão do acampamento, e consistiam bem mais em treinos físicos. Mas ele tinha um apreço por leitura, sempre que podia pegava alguns livros na biblioteca restrita do acampamento, pra passar a noite, isso fazia com que tivesse alguns conhecimentos que iam ajudar a sobreviver ao ensino médio humano.

O garoto de ombros largos e pele pálida avançou um pouco mais em direção ao instituto integral, e pôde escutar os altos burburinhos dos adolescentes empolgados contando sobre as férias, o que o fez revirar os olhos em desprezo, e antes de dar mais um passo, deu um longo trago em seu cigarro e o apagou no muro. O instituto ficava longe de qualquer outra movimentação da cidade, aos seus lados havia apenas terrenos vazios, e o silêncio seria ensurdecedor se não fosse pelos gritos de entusiasmo dos adolescentes. A instituição tinha sido construída há muitos anos, tinha muros altos de cor amarela que já estavam descascando, e o portão, tão alto quanto, de ferro. Por entre as grades do alto portão era possível enxergar a grama recém cortada e a fonte brilhando no meio do pátio, com a água tão limpa quanto os alunos já tinham visto, possivelmente para impressionar os pais na volta as aulas.

O garoto avançou em direção a entrada da escola, finalmente criando coragem, e após passar pelo alto portão, uma mulher de cerca de quarenta anos o abordou com uma prancheta na mão, mas ele não parecia ouvir nada que ela estava falando, só tinha olhos para o seu objetivo, quanto menos tempo ficasse na instituição menos tempo seria convivendo com adolescentes, e isso era tudo o que ele queria, portanto interrompeu as palavras bonitas da mulher que lhe apresentava a instituição.

-Pode me dizer onde fica a secretaria?

-Oh. Claro. Passe por aquele corredor. – Ela diz enquanto aponta as direções. – Você vira no primeiro salão, vai ser a secretaria.

-Obrigada.

O garoto segue as instruções por entre corredores semi abertos que davam para ver o jardim, com sua visão a procura de alguma garota que lhe chamasse atenção, precisava começar de algum lugar. O corredor era mais longo do que imaginava, entre ele havia muitos alunos passando, e ele se permitiu parar quando viu um armário cheio de troféus e medalhas, haviam troféus de trinta anos atrás, ele tinha certo apreço por antiguidades também, e então continuou, ao se virar no salão, ele se deparou com uma pequena sala de espera, com alguns bancos e um totem de senhas, as paredes eram amarelo descascado como todo o resto da instituição, mas quando a porta da secretaria abriu, ele percebeu que a sala de dentro era de um rosa recém pintado. Ele puxou sua senha e encostou-se em uma das paredes, enquanto esperava ser chamado.

A sala não estava consideravelmente cheia, então ele não teria que aguardar por tanto tempo, e aproveitou a espera para observar um pouco as pessoas dali, mas em sua maioria eram garotos, e as garotas que ali se encontravam, eram banais aos olhos do menino, que desconfiava que qualquer uma daquelas fosse capaz de ser quem ele procurava, mas seu pensamento mudou quando uma garota alta e ruiva entrou no salão. A menina era acompanhada por uma outra garota, loira, e ambas estavam com uma jaqueta de couro com um mesmo símbolo nas costas, bem diferente do símbolo que Américo procurava, mas algo nelas lhe chamou atenção, pensou em algum tipo de gangue, o qual o símbolo seria apenas um despiste para que ele não as encontrasse, e se alguém naquela instituição tinha potencial, era aquela garota. Alta, com cabelos longos e ruivos, e olhar penetrante. Seus olhares se cruzaram por alguns segundos, e a menina sorriu de forma provocante, sorriso este que foi correspondido, fazendo o menino ficar ainda mais instigado que deveria conhecer aquela menina. A garota pega a senha e se dirige ao outro lado da sala, ainda encarando o garoto, que finalmente é chamado para a sala cor de rosa.

-Boa tarde, Américo, pode se sentar. –A mulher com altas marcas de expressão e sardas, aponta a cadeira, mas Américo recusa.

-Só preciso saber onde fica meu quarto e minha grade horária. –A mulher digita algo no computador e entrega para o menino, que parecia apressado, uma folha com as informações, ela risca em volta do número do dormitório com uma caneta de cor vermelha.

-Terceiro andar, quarto 311. Só subir as escadas ao lado. Seu parceiro de quarto é Julian, ele te apresenta o que for preciso. Seja bem- vindo.

-Obrigada. –O garoto sai buscando com o olhar a garota ruiva, mas ela já não estava mais ali, talvez tivesse desistido da espera, ou estivesse tentando se desviar do garoto, que apenas segue para seu dormitório, esperando que seu parceiro de dormitório não fosse tão irritante quanto adolescentes lhe costumavam ser.

O menino entra no quarto e se depara com um garoto de dreads e tatuagens que falava no telefone.

-Eu sei mãe, relaxa, eu já me inscrevi, eu sei que preciso da bolsa. –Ele olha para Américo e revira os olhos fazendo menção ao telefone. –Olha, te amo mãezinha, mas preciso ir ta? Beijoooo. –Ele diz e desliga o telefone. –Ela é muito preocupada. E aí, é o aluno novo? –Américo não era muito sociável, principalmente com adolescentes, então ele apenas assente. –Ainda bem que é você, já estava imaginando que ia dividir o quarto com um daqueles caras do conselho estudantil, sempre colocam com eles.

-Que pena, pensava em me inscrever pro conselho. –Américo debocha, e tira uma risada de Julian, de certa forma ele sabia que precisava fazer amizades pra conhecer as pessoas, e principalmente as garotas, da escola.

-Bom, pode arrumar suas coisas aí, já são seis da tarde, logo logo venho te chamar pra festa de Boas vindas da escola.

-Festa? Aqui?

-A qual é, esse negócio é um inferno, a gente precisa de uns recursos pra sobreviver. –O menino de dreads pisca enquanto acende um cigarro. –As dez, vou te mostrar os segredos da instituição.

Américo não gostava da idéia de uma festa cheia de adolescentes, mas talvez fosse o que precisasse para achar a garota ruiva novamente, então acaba aceitando, talvez as coisas ali fossem mais interessantes do que lhe pareciam.

 

***

 

-Ah qual é Cassandra, ta bonitinho! –A menina revira os olhos.

-Você ta é vulgar! É uma festa do instituto, não uma balada real. –Amélie olha novamente para a roupra que vestia, talvez Cassandra tivesse certa, mas Amélie gostava desse tipo de roupa. Estava com um vestido vermelho justo de veludo, com um decote, talvez fosse realmente demais para uma festa de colégio.

-Ok, ok. Que tal isso? –Ela mostra uma blusa regata preta, também tinha um pequeno decote e as barras desfiadas.

-Com aquela sua calça de cós alto ia ficar lindo.

-Tava pensando na de cós baixo na verdade.

-Você gosta mesmo de mostrar suas extremidades de sulfite né. –A menina ri, e Amélie joga uma almofada sobre ela.

-Eu gosto mesmo. – A menina veste a calça de cós baixo, mas depois decide seguir os conselhos da amiga e coloca a calça de cós alto preto com rasgos no joelho.

-Agora ta linda. Agradeça sua amiga de bom gosto. –Amélie revira os olhos enquanto calça seu tênis plataforma verde musgo.

-Você não vem mesmo?

-Sabe que não. – Cassandra era sua melhor amiga desde sempre, mas elas não tinham gostos nada parecidos, tudo que Amélie era, Cassandra era o oposto. Amélie gostava de aproveitar cada oportunidade da vida, vivia pelo espírito do “só se vive uma vez”, já Cassandra sempre planejava tudo e evitava coisas arriscadas, como festas no instituto.

-Bom, eu e Mel vamos estar lá. –Cassandra faz uma cara feia, também não gostava muito de algumas amizades da amiga, e Melanie era uma delas. Melanie era uma garota loira que só andava com Amélie pra ir as festas, mas em geral elas eram bem distantes, a menina era conhecida por seus pais subordinarem a diretora pra passá-la de ano, e isso fazia com que Cassandra tivesse um pouco de desprezo pela menina. –Boa noite, durma com os anjinhos! –Diz Amélie enquanto termina de passar seu lip tint e sai do quarto.

-Vê se não volta carregada! –A amiga grita enquanto Amélie fecha a porta, e vai em direção a festa.

 

 

 

 


Notas Finais


Boa tarde amores, o capitulo foi esse, logo posto mais, a opinião de vocês é muito importante pra mim, e espero que tenham gostado, beijinhos.


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