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História The one that the demons fears - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi amores! Boa tarde, e mais um capitulo pra vocês, espero que gostem <3

Capítulo 3 - Capitulo Dois


Américo quase tinha perdido a hora, o que o fez ter que se trocar de forma rápida quando Julian o acordou.

-Dez horas os funcionários vão dormir, e aí é nosso horário de fazer a festa! Literalmente. –O garoto, Julian, ri e continua andando, com Américo ao seu lado. – Logo ali na frente é o nosso salão, nem parece né? – O menino diz e aponta na direção de um auditório antigo, que estava quase caindo aos pedaços. Quando os dois garotos chegam um pouco mais perto, Américo fita o local, cheio de entulhos e poeira. Julian empurra com um chute fraco a “porta” do local, que na verdade era um pedaço de madeira mal colocado, que no meio de tantos entulhos e sujeira, ficava camuflada. – Era um auditório aqui há uns anos atrás, mas ficou abandonado depois que construíram o novo. Você é meio caladão né? –Américo da de ombros.

-É o que dizem. – Após uma caminhada entre a poeira do antigo auditório, passando por entre entulhos, chegam a algo que provavelmente um dia foi um palco, com duas portas uma de cada lado.

-Essas portas eram pra acesso ao palco e vestiário, tem até um galpão abaixo do palco, pra fazer awueles truques sabe? Mas agora são bem melhores, nós quebramos paredes e tudo, e agora temos como sair escondidos se for pela porta da direita. –Ele diz e aponta a porta. – Ou pode ir para nosso próprio salão de festas, pela da esquerda. – O garoto entra e Américo o segue. Dentro da porta há realmente uma escada para subir ao palco e uma outra porta para o galpão abaixo do palco, que é onde eles entram, e continuam caminhando até atravessarem uma porta menor, a qual ambos os garotos tem de se curvar para passar, e antes mesmo de a atravessaram, já podem ouvir o som de alta melodia eletrônica, e o cheiro típico de festas adolescentes: Álcool, cigarro e maconha.  –Quer? – Julian lhe oferece um cigarro de erva, mas o menino recusa.

-To bem, valeu.

-Sem problemas, vou dar uma volta, se diverte aí.  

-Beleza. –Julian some na multidão, e Américo se encosta em uma pilastra, acendendo mais um de seus cigarros.

O ambiente que ficava abaixo do palco do antigo auditório, era contrário a tudo que ficava para o lado de fora, e apesar de Américo ter julgado que seria apenas uma resenha adolescente, parecia bem mais atraente visto de dentro. Havia luzes piscando em néon rosa, verde e azul, e além da fumaça de cigarros, também havia fumaça artificial, daquelas que os DJs normalmente soltam para animar as festas.

De um dos lados, havia um bar improvisado com os restos de móveis que ficavam no auditório, e altas prateleiras com bebidas de todos os tipos, Américo escolheu beber cerveja. O ambiente era escuro e tudo em volta era feito de madeira e móveis velhos. O DJ era um adolescente de cabelo azul prateado, e grandes alargadores, que ficava em cima de uma espécie de palco feita com pedaços de madeira.

Abaixo Américo pôde ver adolescentes dançando conforme a música, os quadris balançando em ritmo acelerado, e os copos de cores néon variadas em suas mãos ou pendurados vazios em seus pescoços. Alguns adolescentes se beijavam, outros caiam, alguns brigavam, mas logo eram separados, e Américo tentava procurar a menina que tinha visto mais cedo.

A garota loira estava dançando em conjunto a um grupo, e todos usavam as mesmas jaquetas, e o menino questionava se era alguma espécie de gangue, mas a menina ruiva não estava ali, o que o deixou frustrado e com raiva.

-É o garoto novo hein? –Enquanto o olhar do garoto vagava a procura da menina ruiva, uma outra garota para do seu lado, com um cigarro black na boca e cabelos escuros como petróleo.

-Parece que sim. – Responde enquanto observa a menina, não parecia alguém com o perfil que procurava, só mais alguma adolescente que julgava banal, mas ao encarar os olhos castanho avermelhados e brilhantes da menina, algo o segurou ali, o fez ter um pequeno interesse pela conversa, talvez fosse o álcool que fizesse os olhos da menina, que estavam levemente marejados, parecerem tão brilhantes.

-E então, quem ta te apresentando o mau, e único possível, caminho?

-Julian, colega de quarto. Você é?

-Amélie, Julian é legal. – A menina diz enquanto acende outro cigarro e oferece ao aluno novo, que agradece. –E você? Seu nome?

-Américo. -Responde sem muita cerimônia enquanto acende o cigarro. –Fizeram um bom trabalho aqui.

-Foi difícil, tenho que admitir.

-Você participou?

-Claro, por que achou que não? –Ele da de ombros.  -Bom, qualquer coisa to por aí, minha colega deu PT, então to vagando mesmo. –O menino não responde, o que faz Amélie apenas sair pela multidão, e acaba esbarrando com Julian.

-E aí, Lee! –Ela revira os olhos, ele sabia que ela não gostava desse apelido, o que o faz rir.

-Meio esquisitão seu amigo hein. –Ela diz e aponta na direção da cabeça loira e alta na pilastra.

-O aluno novo? Ah é gente boa.

-Todo mundo é gente boa pra você né.

-Quase todo mundo, ainda não curto aquela ruiva.

-Camila? –A menina ri, enquanto Julian finge calafrios. –Ah por favor, ela é só uma patricinha metida a gótica.

-Ela veio falar comigo agora pouco sobre Américo, parece interessada.

-Casal esquisitão. –Amélie diz e da de ombros. –To cansada, vou nadar.

-Beleza, Lee.

-Não me chame assim! –Ele ri.

-Boa noite.

-Bye bye Ju. –A menina diz e vira as costas, caminhando até as piscinas do instituto.

O salão de piscinas ficava perto do auditório novo, e era bem deserto pela noite e pela madrugada, por isso Amélie gostava de nadar nesse horário, apesar da água ser extremamente gelada, porque os aquecedores ficavam desligados.

A garota retira as roupas da festa, exibindo a pele que ficava ainda mais branca sobre a luz da lua, e mergulha na piscina mais funda, utilizando apenas suas roupas intimas. Apesar do álcool e drogas no corpo, Amélie ainda era uma ótima nadadora, nadava nas piscinas do instituto desde que entrara ali, e fazia um tempo longo desde que isso aconteceu. A água gelada fazia sua pele ter inúmeros calafrios, aquela não era das noites mais quentes, mas a menina não parecia se importar com isso enquanto dava longos mergulhos de um lado a outro da piscina principal. A menina gostava de mergulhar, e depois boiar sobre a água observando o alto teto do salão de piscinas. Era um teto transparente, que dava para ver as estrelas através do vidro, e o sol durante o dia, mas ela preferia as noites.

Naquela noite a lua estava alta e brilhante, e a fez lembrar de quando acampou com a irmã, ela usava as noites para pensar e relembrar momentos importantes, e esse era um deles. Foram para um pico alto de uma montanha, e foi a primeira vez que acamparam, junto com um casal que morava na mesma rua que ela. Foi o dia que Amélie descobriu que odiava enlatados, e teve que comê-los mesmo assim.

Mas seus devaneios são interrompidos quando ela escuta passos vindo em direção as piscinas, era proibido alunos estarem ali durante a noite, havia regras de lugares que podiam ser freqüentados durante a madrugada, e depois que pegaram um casal transando nas piscinas há dois anos atrás, passou a ser uma das áreas que era proibidas. Amélie agradeceu conseguir nadar tão rápido, pegou suas roupas e correu sem nem perceber o ar frio que tomava conta de seu corpo molhado, e foi para os vestiários. Ela começou a se vestir, mas não pode deixar de escutar a conversa, uma voz familiar, mas que ela não conseguia identificar, talvez por conta dos entorpecentes em seu corpo.

-Oi Kyle. Pode falar, to sozinho. –Ela ouviu esse dizer, com a voz abafada pela distância. - Não, nada ainda. Na verdade talvez. É, achei alguém que pode ser a garota. –A voz masculina falava com pausas a espera da resposta por trás do telefone, a qual Amélie não conseguiria ouvir nem que se esforçasse. -Ah sei lá, tem perfil. Sabe que não posso fazer isso aqui dentro, vou ver se a chamo pra sair. Espero que seja rápido, quero sair daqui logo. Beleza, tchau. – A voz diminui, e os passos aumentam na direção oposta, Amélie não sabia ao certo o que chamava tanta atenção naquilo, mas seu estomâgo borbulhou, e ela sentiu que precisava saber do que a conversa se tratava, pensou que podia ser algum assassinato planejado, mas afastou a idéia de sua cabeça, talvez o garoto apenas queria alguém pra transar. Mas a conversa parecia suspeita para ela, o que a fez ficar instigada a saber mais, vestiu a calça e tentou alcançar os passos.

Assim que colocou os pés pra fora do salão de piscinas, a menina percebeu o quanto seu corpo sentia o frio da noite, e por mais que tentasse alcançar os passos suspeitos, ela não conseguiria, pois estes já tinham sumido do seu campo de visão e audição, então ela não teve outra alternativa, a não ser correr para o dormitório, para tomar um banho quente e se livrar dos calafrios.

 


Notas Finais


A opinião de vocês é muito importante pra mim! Beijinhos, até a próxima.


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