História The Only Exception - Capítulo 4


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Notas do Autor


Heeey xD

Espero que curtam o capítulo s2


-------------- Boa Leitura! -------------

Capítulo 4 - O que importa é competir sem perder, nem empatar!


Fanfic / Fanfiction The Only Exception - Capítulo 4 - O que importa é competir sem perder, nem empatar!

 

Talvez Minho tivesse treinado em silêncio, sinceramente não seria de se surpreender tal atitude, o capitão era estupidamente competitivo.

Logo, o resultado esperado por Kibum não veio e depois de uma hora, os dois mantinham a pontuação empatada na máquina de dança, mas eles não arregariam, jamais. Os dois apenas paravam para tomar cerveja, pois mesmo fazendo um frio de lascar lá fora, no bar, o calor de dançar na máquina fazia o suor escorrer pelo rosto intensificando as suas expressões sérias.

— Última rodada, Chaveirinho… — sorriu o jogador.

— O perdedor paga a conta.

— Fechado.

Os dois sorriram, mas ao final das músicas escolhidas, a expressão do aluno de artes era de puro desgosto.

— Hey, Johnny, vê mais um balde de breja e põe na conta do meu Chaveirinho, por favor! — Minho falou sorrindo e Kibum quis morrer.

Mas absolutamente nada é tão ruim que não possa piorar, claro que não, então quando os dois estudantes saíram do bar, poucos metros depois de andarem meio capengas, meios conscientes. A chuva veio com tudo e o Kim bufou.

— Eu disse que era melhor pedir um Uber, seu energúmeno!!! Minha bolsa não pode molhar! 

Os dois haviam se abrigado em frente a um comércio fechado e observavam outras pessoas surpreendidas também procurando por algum cantinho coberto, mas ninguém chegou até onde eles estavam. 

— Relaxa, Chaveirinho… eu levo sua bolsa aqui dentro da minha blusa e a gente dá uma corridinha até a sua casa.

— Vai cheirar o que lá, traste? — o rosado olhou irritado para o maior, mas soluçou e o jogador sorriu achando-o gracioso. 

— Estamos a três quadras de onde você mora, não tem porque pegar Uber, e os meninos do time estão lá, o Jinki me ofereceu carona. — respondeu o capitão.

— O que eles estão fazendo em casa?! — Kibum falou com a língua enrolada, o álcool parecia entorpecer seus movimentos.

— Olha, eu não sei, mas acho que não quero saber, pra ser bem sincero. — riu-se o jogador.

Kibum estava fulo da vida, havia perdido para Minho, tinha pago a conta, sua bolsa quase molhara e talvez quando chegasse em casa visse coisas que não quisesse ver.

— A culpa é sua!

— Do que tá falando, Chaveirinho?! 

— Você e o seu time invadiram minha vida que estava muito bem obrigada sem a sua presença! — esbravejou o rosado e tropeçou ao se virar para Minho e afundar o dedo no peito do capitão. — O que diabos quer comigo? Eu sou alguma piada pra você? Você sente algum prazer em fazer da minha vida um inferno? Droga, Minho, você pode ter qualquer pessoa da universidade, todos querem ficar com o capitão do time de futebol! Por que não come as menininhas que se insinuam pra você toda Santa vez em que estamos passando juntos pelos corredores, hein?! 

Os olhos felinos de Kibum piscavam com certa lentidão, mas ainda assim era possível ver uma tempestade em suas orbes e Minho sentiu o hálito de cerveja do outro tamanha proximidade, com toda certeza o rosado estava fora de si, para invadir o espaço pessoal dele e mesmo que apenas o fato de sentir o perfume do menor misturado a suor e álcool já fosse inebriante de formas inexplicáveis, outra coisa deixou o jogador confuso.

— Você tá com ciúmes de mim, Chaveirinho?! — perguntou rindo bobo e o rosado bufou.

— Não seja tapado, garoto! Eu só acho um porre ter que lidar com todos os olhares que recebo por te "monopolizar" quando isso não é verdade.

— E qual é a verdade? — Minho perguntou com a voz arrastada diminuindo a distância entre os dois ao puxar Kibum para si pela cintura.

— O qu-

— Me responde, Chaveirinho, qual é a verdade? — Minho cortou  Kibum que apoiou as mãos no peito do jogador lhe dando tapinhas fracos numa típica cena clichê ao dizer:

— Eu sei lá, você me confunde! Você fica me perseguindo como um psicopata, sabe dos meus horários e está em todos o lugares fazendo tudo comigo e mesmo quando ninguém está por perto você é… — Kibum caiu na imbecilidade de fitar os lábios do moreno e pronto as palavras que já saiam completamente enroladas apenas fugiram.

— Eu sou? — Minho também fitava os lábios de Kibum, mas não queria perder a chance de provocar o rosado e mordeu o canto da própria boca ao degustar do embate interno do Kim.

Quer dizer, o capitão tentou ser sexy, talvez tivesse falhado, afinal estava bêbado e na hora da cachaça, qualquer atitude parece muito mais incrível do que realmente é, mas com a pouca consciência que tinha, Minho torceu para que Kibum estivesse tão instável quanto ele e tivesse achado sua ceninha do caralho.

— Você é… Kibumie não quer saber mais disso!. — o rosado respondeu fofamente se jogando nos braços de Minho e juntou os lábios dos dois num beijo afoito.

Eles foram dando passos incertos até que a parede se fez presente e ambos  nem perceberam que já não estavam mais embaixo do toldo, a chuva caía sobre os dois que mesmo agasalhados podiam sentir as gotas caírem no rosto quase que incomodando, mas ao mesmo tempo sendo mero detalhe descartável diante do delírio que era estar entregue àquele ósculo.

Kibum sabia perfeitamente que não devia ter se deixado levar pelas emoções regadas a álcool e muito menos que devia ter sentido seu coração acelerar da maneira como acelerou. Também não devia ter notado o quanto parecia certo abraçar o pescoço do capitão enquanto ele rodeava suas costas quase na altura da cintura como se o segurasse contra qualquer perigo do mundo.

Mas fazer o quê? Kibum bêbado era a própria arte expressionista: inquieto, dramático e explosivo.

 E como se o universo conspirasse para que aquilo acontecesse, o rosado escutou ao fundo a trilha sonora mais improvável do universo, com os versos tão certeiros que o beijo entre eles parecia de fato uma cena clichê de um romance qualquer onde a gente se pega com lencinhos na mão e desejando que um dia aquilo aconteça conosco, pois parecia impossível uma música que fizera sucesso há quase dez anos estar embalando aquele beijo, mas a voz de Hayley Williams era clara ao dizer:

 

"E até agora eu tinha jurado a mim mesmo

Que eu estava satisfeito com a solidão

Porque nada disso algum dia valeu o risco

Bem, você é a única exceção…"

 

 

E Kibum sorriu, quase horrorizado por se identificar com aquela canção e prendeu a respiração ao ver Minho lhe medindo enquanto acariciava seu rosto, um sorriso leve nos lábios e as pernas do rosado vacilaram genuinamente, mas ele não cedeu, pois estava agarrado a jaqueta do time de futebol da universidade que o Choi sempre usava.

— Eu não acredito que você fez isso, Chaveirinho. — disse o capitão.

— Eu também não, but darling, you are The only exception. — o rosado cantarolou baixinho e voltou a beijar o maior antes que dissesse algo que pudesse estragar o clima e de fato Kibum ia. A atitude fez o Choi sorrir enquanto os lábios eram pressionados.

 

[...]

 

— ATCHIM! Inferno! — Kibum fungou pela terceira vez em dois minutos.

Era meio óbvio que tomar chuva no inverno não traria bons resultados, não foi necessário nem mesmo pegar no sono para ter certeza de que o dia seguinte não lhe perdoaria e mesmo que o aluno de artes tivesse se precavido das formas que conhecia, absolutamente nada lhe livrou de uma boa gripe, mas com Minseok como melhor amigo, logo pela manhã o rosado foi obrigado a tomar Paracetamol e Dipirona, além de levar na bolsa uma enorme garrafa d'água e soro fisiológico para que fizesse lavagem nasal durantes os intervalos. 

Céus, Xiumin conseguia ser bem sistemático quando queria e por conta de toda a indisposição que se apossou de Kibum, ele nem reparou se algo de diferente havia acontecido em seu lar. Do pouco que se lembrava da noite anterior, quando chegou completamente ensopado com Minho, os meninos estavam comportadamente sentados ao redor da mesa comendo pizza e depois disso a dor de cabeça não deixou que o Kim pensasse em mais nada se não ir para a cama.

Mas agora um pouco melhor, enquanto ia para a aula o rapaz pensou no beijo da noite anterior…

Em seu celular haviam mensagens de Minho querendo saber se ele estava bem, se estava doente e se estivesse que avisasse pois o jogador ia vê-lo em casa. Com toda certeza essa era a última coisa que Kibum queria, quer dizer, ele não tinha tanta certeza assim sobre o que realmente queria.

Talvez fosse por suas dores misturadas a ressaca, mas o rosado sentia que ainda não estava martelando direito, não quando flashes da noite anterior o faziam quase sentir o calor do corpo de Minho lhe aquecendo, depois do beijo o jogador fez questão de entrelaçar seus dedos e era tão gostoso que mesmo correndo pela chuva, Kibum se sentia bem, como nunca achou que se sentiria, porque sinceramente, toda a falsidade pela qual foi exposto quando estava na escola o fez crer que o sentimento de querer ter alguém por perto era o pior tipo de ilusão a se acreditar, pois as pessoas se afastariam cedo ou tarde.

Kibum ria ao pensar que algumas pessoas tentavam se aproximar dele em determinados momentos da faculdade, achava curiosa a forma como os caras festeiros insistiam em lhe chamar para sair ou até algumas meninas aleatórias lhe seguiam nas redes sociais. O Kim estava longe de ser efetivamente um popular, mas também não um total desconhecido, de modo geral as pessoas o conheciam como o "estagiário do prédio de educação física que fazia artes". Não era um título ruim, apenas uma descrição qualquer, mas sempre tinha alguém que queria dar uma de espertinho e se aproximar mais do que era saudável e Kibum se sentia ligeiramente desconfortável.

O rosado sentia-se frágil quando observado de perto, como se ele fosse um quadro impressionista: de longe era perfeitamente compreensível e admirável, mas de perto era uma bagunça incompreensível.

Por isso, na faculdade o rapaz fazia questão de não esconder quem era, ele acreditava que dessa forma estaria criando uma armadura que o protegeria de possíveis falsidades e curiosos tóxicos. Sinceramente Kibum estava farto dos que se aproximavam como pessoas legais e tentavam mudar suas ideias quando achassem que tinham intimidade suficiente. O  Kim queria mais é que os outros se explodissem caso ficassem incomodados com suas excentricidades e nas última semanas estava esperando a hora que Minho faria o mesmo que tantos outros fizeram, só que isso não havia acontecido. E a confusão era nítida em Kibum dia após dia.

Minho havia visto todos os seus humores, nos dois anos em que o rosado cumpriu seu estágio e mais que tudo, no último mês enquanto o capitão insistia em se aproximar quebrando todas as perfeitas defesas de Kibum. O Choi desarmava os acessos de fúria do rosado com sorrisos e gentileza, além é claro de não se incomodar com seus mil e um costumes, que eram muitos, só para ressaltar. A agenda de Kibum era impecavelmente organizada lhe guiando nas tarefas que tinha a cumprir e absolutamente nada podia ser feito diferente do que estava escrito, do contrário o Kim se sentia fracassado ou estupidamente incomodado.

— Por que você desliga o microondas quando falta um segundo pra apitar? — Minho perguntou num dia qualquer quando os dois estavam esquentando seus lanches nos aparelhos dispostos na cantina da faculdade.

— Detesto ouvir o apito final, geralmente saio correndo, afim de desligar o microondas antes do apito quando deixo algo descongelando e vou fazer outras tarefas. — respondeu Kibum e Minho ficou pensativo.

— É uma boa estratégia. — falou realmente interessado.

O jogador também nunca questionou sobre o rapaz ter que andar pela faculdade com roupas excêntricas, muito pelo contrário o capitão perguntava sobre elas sem qualquer malícia e até o elogiava na maior parte do tempo, além de adorar as madeixas coloridas de Kibum. Quando o estagiário não estava tão arisco o maior arriscava tocar seus fios e sorria arteiro quando recebia um olhar torto.

Minho era uma cara legal, com uma facilidade enorme de diverti-lo, por mais que fingisse que não e com certeza dono de um beijo excepcionalmente viciante.

— Se orienta, Kibum! — o Kim se bateu e olhou para os lados, ninguém na sala parecia ter notado sua cena.

Céus, seu coração estava batendo rápido demais para alguém que achava paixões uma verdadeira balela. E o estudante quase berrou quando viu Minho na porta de sua sala antes do início das aulas. O jogador observou a mesa vaga do professor e sorriu abrindo a porta fazendo com que alguns alunos o olhassem aturdidos, eram 7 horas da manhã, ninguém raciocinava direito àquela hora, mas a disposição de Minho dizia o contrário. 

— Tá fazendo o que aqui ?? — Kibum questionou nervoso.

— Trouxe chocolate pra você, sei que não gosta de comer muito logo cedo, mas é bom se manter aquecido. — disse o jogador animado e para surpresa de todos inclusive e especialmente de Kibum, o capitão deixou um selar em seus lábios saindo da sala logo em seguida.

— Além de ser resistente não pegando uma gripe, aquela girafa zoiuda é audaciosa. — sussurrou o rosado enquanto bebericava seu chocolate e fingia-se indignado mesmo que por dentro estivesse aquecido e isso nada tinha a ver com o chocolate quente.


 

[...]

 


Notas Finais


E aê o que acharam?

Próximo capitulo será o ultimo =D

A fic OnHo: https://www.spiritfanfiction.com/historia/i-wanna-rock-18084528

Até mais s2


Querendo me achar:

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Bjos de Luz!


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