História The Only One - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Casamento, Drama, Drama Familiar, Família, Filhos, Romance, Superação, Traição
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Palavras 2.780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Uma Manhã Ruim


Fanfic / Fanfiction The Only One - Capítulo 8 - Uma Manhã Ruim

Sábado, 06 de setembro de 2014.

Lauren Silverman

 Por sorte, as ruas estão livres, o taxista consegue chegar 80km por hora, então em tempo recorde, cheguei ao apartamento de Christian. Paguei pela corrida, que foi um pouco cara, mas eu não me importo com isto, estou com a cabeça a milhão.

 Eu mal posso acreditar que Christian deixou Lizzie com uma babá para poder se divertir. Quanta falta de consideração! Este era o primeiro final de semana dele com a filha, e a primeira coisa que ele fez foi ir para uma balada.

 E quanta maldita coincidência! Minneapolis é uma cidade pacata, são poucos os lugares onde se pode dançar e beber, normalmente são bares e restaurantes para tais coisas, então o fato dele ter ido a mesma boate que eu, é quase aceitável. Porém, eu não acredito.

 Além disso, e toda aquela cena que ele fez? Dizendo que era meu dono e me seguindo pela rua.

 Eu errei a chave da porta três vezes, mas finalmente consegui abri-la.

 Me deparo com uma jovem de cabelos ruivos sentada em frente à televisão, ela me olhou assustada.

— Olá? — ela começou. — Quem é você?

— Oi, sou Lauren. Mãe de Lizzie — caminhei até a garota e ofereci minha mão em cumprimento.

— Ah, oi — aperto minha mão timidamente. — Sou April. Lizzie está dormindo.

— Obrigada por cuidar dela. Christian já lhe pagou?

— Sim, sim. Ele está vindo? — por impulso, olhou para a porta, como se esperasse ele passar por ela.

 Então, notei o rubor em suas bochechas quando falou dele.

 Eu queria rir desta pequena peça. Oh, querida, se você soubesse da metade da história envolvida com Christian. Mas esta garota deve ter uns dezoito anos, e apenas viu um homem bonito.

— Não sei nada sobre ele — revirei meus olhos, mas tentei soar o mais legal possível.

— Vocês são namorados, ou algo assim? — questionou, porém recuou. — Desculpe, fui invasiva. Não precisa responder isto.

— Não, não. Somos divorciados — forcei parecer normal com aquilo, no entanto, a palavra com D ainda saia dolorida da garganta.

 Ela sorri! Meu Deus, ela está feliz por isso, talvez considere ter alguma chance com ele. Deve ser contra as leis um homem de trinta anos se envolver com uma garota de uns dezoito anos, não é? Mesmo que ela tenha dezoito, é muito jovem.

— Ok, então — eu quero terminar esta situação — obrigada por cuidar da minha filha.

— Imagine, Liz é incrível, muito comportada. De longe, a melhor criança que já cuidei — sinto-me muito feliz com a notícia.

— Ela é sim. Como vai voltar para casa? — logo, percebo passa das onze da noite.

— Irei ligar para minha mãe, ela me buscará de carro.

— Ótimo. Vou ver Lizzie — a última coisa que vi foi ela pegar seu celular.

 Caminhando pelo corredor, tento me lembrar de onde Christian disse ser o quarto de Liz.

 Depois de entrar em quartos vazios e adultos, encontrei um quarto com parede brancas e cama de princesa. Um abajur muito elegante iluminava o quarto. Encontrei Lizzie deitada e dormindo na cama grande demais para uma criança.

 De fato, o quarto precisava de mais cuidados, era muito cru. Não parecia muito com o quarto de uma menina de cinco anos, mas tenho certeza que Christian irá cuidar disto depois.

 Senti pena de acordar Lizzie, então decidi por deitar ao seu lado, o mais silenciosamente possível. Mas isto não foi o bastante, logo ela se remexeu e abriu os olhos. A pequena sorriu para mim.

— Mãe?

— Sim, volte a dormir — passei a mão sobre sua testa e sorri também. — Amanhã estarei aqui.

 Imaginei que Christian não iria se importar, certo? Se ele reclamar, irei reclamar também. Se me atacar, eu vou atacar.

...

 Acordei com alguém em cutucando, balançando minha mão.

— Mãe! — meus olhos estão pesados de sono, porém eu consigo abri-los. — Mamãe! Tem gente aqui. Papai está com uma pessoa.

— O que? — perguntei grogue, quase voltando a dormir.

 Mas então me lembro que não posso ficar à vontade, está não é minha casa! E quando meu cérebro processou o que Lizzie disse, fiquei em modo alerta.

— Com quem? O que? — olhei bem para minha filha.

— Papai acha que não estamos aqui — deu uma risadinha. — Tem uma mulher loira com ele na cozinha. Fui quietinha e os vi.

 Meu Deus, será que é uma delas? Não, por favor, que não seja uma delas. Nunca estarei preparada o suficiente para conhecer uma das namoradas de Christian. Talvez, não seja umas delas. Talvez... Ah quem eu quero enganar? É sábado, ele pensa estar sozinho. Era tudo o que queria.

 Eu tomo coragem e levanto. Meio zonza, arrumei meu vestido e organizei meus cabelos. Sei que devo parecer um caco, mas preciso enfrenta-los.

 Segurei a mão de Lizzie para me dar mais forças, ela em reflexo apertou o mais forte que pode também, como se soubesse o que sinto.

 As risadinhas que vinham da cozinha me fizeram quase voltar. Sinceramente... A vida de uma recém divorciada é uma loucura, nunca poderia imaginar as aventuras que seriam vividas.

 A mulher é alta, loira e magra, mas não posso dizer muito pois ela está de costas. Christian arregalou seus olhos quando me viu e engoliu em seco.

— Lauren? — ele disse, assombrado.

 Então, a mulher se virou. E ela é realmente bonita, de verdade. Olhos azuis de uma cor incríveis, maravilhosos. Compridos e bem arrumados cabelos loiros, tem uma postura e feição de modelo bem sucedida. Eu morro de inveja da forma que ela parece bem vestida e cuidada.

— Oi — minha voz está baixa, me sinto intimidada.

 Não, eu não posso deixar a outra saber que eu me sinto amedrontada por sua beleza.

— O que faz aqui? — o homem vem até mim, pegando em meu braço, arrastando-me para longe. Lizzie continuou parada. 

— Eu vim buscar Lizzie, mas ela estava dormindo. Mas eu ia embora agora, porém, você tem visitas — logo eu me lembro. — Não vai me apresentar a garota? — aponto para o lugar que estávamos.

— Você quer conhece-la? — questionou com descrença.

— Por que não? — voltei a cozinha.

— Você parece a Barbie — consegui ouvir Lizzie dizer.

— Bom dia. Sou Lauren — estendi minha mão para a moça.

 Ela pareceu surpresa, porém foi educada e me cumprimentou formalmente.

— Sou Candice. Você é a ex esposa de Christian, certo? — claro, ela apontou bem.

— Sim, sou eu mesmo — coloquei o máximo que pude de força, tentando fazer que não me importava.

 Mas, no fundo, eu me importo sim.

— É um prazer — ela sorriu.

— Uh, bem, ótimo — Christian murmurou, sem jeito. — Lauren, preciso conversar com você, a sós. Candice nos dê um minuto, já volto.

 Ela fez menção de beija-lo, no entanto, graças a Deus Christian teve um pouco de bom senso e não permitiu.

 Acho que morreria vendo ele beijar outra, assim tão explicitamente e na minha frente.

 Christian estava apreensivo quando chegamos a porta da entrada.

— Não contava com vocês ainda aqui.

— E daí? — cruzei meus braços. Isto não cheirava bem.

— Isto significa que você precisa levar Lizzie de volta.

— Por que? Você vai dispensa-la para ficar com a piranha?

— Lauren, por favor, controle-se — usou as mãos para me acalmar, mas, inferno, quando ele vai começar a acertar? — Eu sei que deveria estar com ela, mas está tudo desmanchado mesmo.

— Você não pode ser real — passei a mão sobre a testa e tentei buscar uma ajuda espiritual. — Quando irá se tornar um pai responsável? Você mesmo disse que iria tentar — apontei em seu peito. — Você é um maldito filho da mãe — respirei fundo, contando até um milhão para me sossegar. — Conta para ela.

— O que?

— Sim, conta para sua filha o porquê você está a mandando embora.

— Isto fará seu ego melhor? Me transformar em um monstro para minha filha?

 O deixei falando e chamei Lizzie na cozinha. Candice estava lá ainda, mexendo em seu celular. Avisei a Liz que seu pai precisava falar com ela.

 Christian se abaixou para ficar na altura dela, eu já tinha sua mochila de roupas em mãos.

— Lizzy, você sabe o quanto eu senti saudades suas, certo? — ela balançou a cabeça contente.

 Merda! Eu me sinto péssima, pensei que seria bom Christian ver que está errado e o quão mau ele está sendo em mandar sua filha para casa, porém, Lizzie não irá entender.

— Então, hoje eu estou muito atarefado, sendo assim, sua mãe precisa levar você para casa.

— Mas já? Mamãe disse que você iria ficar o final de semana inteiro comigo — vejo em seus olhos sua tristeza.

— É eu sei, mas prometo que no próximo fim de semana, você ficará comigo todos os dias e poderemos aproveitar melhor.

— Mas... — seus olhos enchem de lágrimas. — Você prometeu...

 Foi o suficiente para quebrar meu coração em mil pedaços, peguei Lizzie nos braços e segurei uma onda de choro por empatia com ela e pela situação humilhante de ter visto uma criança dispensada no colo.

— Isto está bom para você, Christian? Sua filha chorando por você ser negligente? Magoe a mim, a todos, menos minha filha. Você nunca mais vai fazer isto, entendeu? Ou então eu... eu... não permitirei que você a veja de novo.

— Lauren... Lizzie, você sabe que eu não fiz por mal — seus olhos se lotam de preocupação paternal, mas nada disto me convence.

 Sem mais, eu deixo sua casa, decepcionada e com uma criança em lágrimas.

...

 Por sorte, consegui pagar por um taxi, ou então teria que procurar um ponto de ônibus e achar um caminho para voltar para casa.

 Com esforço e muitos abraços, consegui fazer Lizzie parar de chorar.

  Ela chorou por bastante tempo e perguntou se Christian amava ela. Claro que disse que ele a amava, apenas que ele é um idiota. Ela riu.  Lizzie não entende porque Christian tem uma nova namorada e perguntou se ele ia se casar com Candice, falei para ela perguntar a ele.

 Ela dorme agora. Eu saio de seu quarto. Limpo a casa rápido para poder descansar.

 Falei com minha mãe e ela é cheia de preocupação sobre minha situação psicológica.

— Você não está se sobrecarregando, certo Lauren?

— Não mãe, estou bem.

 Não, na verdade, não estou nem um pouco.

 Ao menos, agora consigo dormir sem chorar horas antes e voltei a comer! Não muito, mas estou comendo mais agora. De fato, os primeiros dias foram muito mais duros, mas agora eu consigo olhar para Christian e pensar nele sem chorar.

— Fico feliz. Sei que deve estar um pouco triste ainda — sua voz é um conforto que apenas eu entendo, ninguém saberia me tratar melhor que minha mãe.

— Eu estou, mas acho que consigo.

— Já eu tenho certeza que você irá superar, sei que verei o melhor de você no futuro.

— Não vai acreditar na última de Christian.

 Eu contei a minha mãe sobre a aventura que foi hoje de manhã, então logo eu me recordo.

 Afinal de contas, quem era a galinha?

 Quem é ela? O que ela faz para viver? Trabalham juntos? Bem, das poucas vezes que fui visitar Christian no trabalho, não a vi em nenhum lugar. Onde se conheceram? Ela é linda, talvez trabalhe com o rosto, como modelo. Talvez um amigo os apresentou. Sim, aquele Paul Wilson, nunca gostei dele. Imagino que ele pode ter influenciado Christian a sair com ela.

 Mas de qualquer maneira, Christian não é nenhum garoto de dezesseis anos que quer impressionar os amigos e fazer recorde de qual deles conseguiu dormir com mais mulheres.

 Ele queria uma mulher jovem e bonita. Ele se cansou de mim tão rapidamente.

 Eu não sou o suficiente. Sinto-me tão descartável, tão inútil. O que ela tinha que eu não? Talvez ela seja mais comunicativa, mais experiente, mais interessante. Melhor do que eu. Sim, quem não é mais legal que eu? Talvez eu não acrescentasse mais nada em sua vida.

 Não queria me sentir assim, tão para baixo. Eu só tenho vinte e seis anos e em sinto como uma velha chata. Sou tão ruim assim? Não era controladora e nem cobrava muito de Christian. Eu só queria... O básico queria um marido presente e um bom pai. Eu estava errada?

 Eu queria recomeçar. Saber o que fiz de errado. Mas eu tenho quase certeza que me empenhei, que dei todo meu amor para nosso casamento funcionar. Eu dei tudo de mim. O que mais poderia fazer para ele ser feliz comigo? Eu lhe dei amor, carinho e atenção. E não recebi nada em troca. Ele considerou outras mais importantes do que eu! Eu, a esposa dele, a única.

 A campainha toca. Eu balanço a cabeça, tentando me livrar de meus pensamentos autodepreciativos. Levanto e caminho lentamente para chegar à porta. Sem olhar no olho magico, abro a porta. Christian está parado lá. Seria uma alucinação?

— Christian?

— Oi. Posso entrar? — ainda chocada, o deixo entrar.

— O que faz aqui? Não acha que causou destruição demais por hoje? Que magoar mais uma criança?

— Ah, Lauren, por favor — passou a mão pelo cabelo. — Você apenas me faz me sentir mal.

— Ou então é sua consciência pesando — revirei os olhos. — O que quer?

— Vim passar um tempo com Lizzie — deu de ombros.

— Oh, que bom, lembrou que é pai?

— Que história foi aquele de querer me proibir de ver Lizzie? — o deixei falando sozinho e comecei andar.

— Como se você se importasse. Seria um fardo a menos para você cuidar.

— Lizzie não é um fardo! — puxou meu braço, para que eu o olhasse.

— Para você ela é sim! Nunca tem tempo! Isto foi um combinado assinado por lei, não só por isso, mas também seu compromisso moral de pai. Onde está sua dignidade, Christian? Você podia ter optado por vê-la duas vezes nos em finais de semanas alternados, mas preferiu vê-la todos os finais de semana, para que? Para então você dispensa-a por uma foda — me afasto dele, sei que faria alguma besteira se continuasse perto.

 Ele me tira do sério, mais do que qualquer pessoa fez antes.

— Nunca mais diga isto! Lizzy é a pessoa mais importante para mim e você sabe disto.

— Ah, é mesmo?! — eu viro cheia de raiva. — Então por que você não passa a agir como a merda de um pai normal? Por que você age como se ninguém fosse importante, ao contrário do que diz. Faça algum esforço para ficar ao lado dela, segurar sua mão, abraça-la.

— O que diabos acha que estou fazendo aqui? — ele não gritou, mas sua voz está atingindo níveis mais altos. — Sei que a deixei chateada comigo hoje, por isso vim me redimir, mas você começou a latir suas merdas para mim.

— Minhas merdas? Agora lhe dizer a verdade significa isso? Quando você abandonou sua filha comer uma vagabunda foi o que?

— Passado, Lauren, passado — falou como se eu revirasse um assunto antigo. — Eu sei disso. Mas, não faz sentido nenhum sobre o que estamos debatendo.

— Claro que tem. Isto é um exemplo do seu desleixo como um pai. Por mais que você tivesse várias na rua, ao menos mostrasse preocupação com Lizzy. Você sabe o que ela significa para mim.

— Claro que sei, porque é o mesmo para mim.

— Não, não é.

— Meu Deus, Lauren! Por favor, eu não aguento mais discutir com você. Eu sei, eu sei, eu errei feio. Me desculpe, ok? Estou aqui para ver Lizzie, me desculpar com ela sobre o que eu fiz.

— Mas vai ser sempre assim? Você faz tudo errado, e depois tenta consertar?

— E não é assim com todos que erram? Buscar perdão?

— Toda vez? Não basta tudo que estamos passando? — cruzei meus braços em defesa. — Não vê que a situação é ruim? Imagine como Lizzie não se sente, com mudanças de casa, namoradas, nós dois brigando a todo momento, você a enxotando de casa.

— Não acha que usa palavras muito fortes? O modo que fala me faz parecer um monstro.

 Sim, algumas vezes, realmente, é o que você parece para mim.

— E daí? Pense nela por um instante. Ela tem apenas cinco anos, não entende nada do que acontece entre nós.

 Na verdade, nem eu mesma sei o que está acontecendo no presente momento da minha vida.

— Irei tentar. Acho que dá para ­­­você saber porque estou aqui. Eu quero consertar as coisas ao menos com Lizzie. Pois sei que com você será mais difícil do que imaginava, você tem se mostrado uma mulher muito durona, eu nem acredito que esta Lauren existia. Não imaginava que uma Lauren tão forte e cheia de argumentos estava por baixo da Lauren boa e quieta, não isto seja algo a se ter vergonha, não estou dizendo que você era fraca, apenas que não tinha tanta disposição a gritar comigo. Mas irei tentar. Sei que algum dia irei amolecer seu coração que no momento está congelado por minha culpa, eu sei que errei.


Notas Finais




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