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História The Orange Land (Misoo) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite!
Eu gostei tanto de escrever a "Wishing a happy ending" ano passado que, dessa vez, decidi colocar Misoo como principal.
Segunda fic Lovelyz & Stray Kids.
Espero que gostem! ❤️

Capítulo 1 - A Viagem


A pequena Jisoo subia as escadas de sua casa correndo. Estava chateada e não queria falar com mais ninguém. Aquele havia sido mais um dia complicado para a menina de nove anos, que achava que as coisas e, principalmente, as pessoas nunca estavam a seu favor. 

Na cabeça de Seo Jisoo, elas não conseguiam entender seu jeitinho próprio de viver naquele mundo cruel. Tentava dizer que as coisas poderiam ser resolvidas de maneira simples, com todos se unindo até concretizar uma forte amizade. Por que todos precisavam brigar? Eles poderiam ser bons amigos e deixar o mundo melhor.

A menina já não aguentava mais ouvir que deveria parar de sonhar demais, inclusive de seus pais que eram os principais a fazer Jisoo pensar assim. Depois de presenciar tantas discussões, ela começou a imaginar soluções para que não continuassem dessa maneira. Por isso, tentava os convencer de que ainda poderiam ter um final feliz. Mas quem disse que os mais velhos davam atenção ao que uma criança dizia?

Assim que chegou em seu quarto, se jogou rapidamente na cama macia, onde seu cobertorzinho amarelo favorito já se encontrava a sua esperava, junto de seu ursinho de pelúcia, este que usava um suéter de tricô xadrez verde, um cachecol e um gorro laranja. O ganhou de sua melhor amiga Lee Mijoo, em seu aniversário anterior.

Jisoo se agarrava ao ursinho quando sua amiga não estava presente para lhe dar atenção. Era uma forma de pensar que ela estava ali de alguma maneira.

Sabia que podia confiar em Mijoo e tinha muitos motivos para a considerar sua melhor amiga. Dentre eles, não ter receio de a colocar em seu próprio mundinho, ela não nunca a abandonaria.

Quando menos percebeu, já estava derramando lágrimas, iniciando um choro silencioso. A pequena apenas desejava viver em um lugar onde poderia ser compreendida, para não acabar aceitando de vez que o mundo era na verdade tudo o que achava de mais assustador.

Seu relógio enfeitado por estrelinhas ao lado da cama marcava oito da noite, um horário que não preocupava a Seo, pois gostava de ficar acordada para assistir um filminho antes de dormir. No entanto, naquela noite, a menina se entregou ao sono mais cedo do que pensava.

Ela não queria acordar daquele sono profundo, mas sentiu coisas leves e finas caindo sobre seu rosto a fazendo despertar. Não fazia ideia do quanto tinha dormido, muito menos o lugar em que estava naquele momento, que não parecia nada com seu quarto. 

Percebeu que não estava deitada em sua cama, nem sendo aquecida por seu cobertorzinho amarelo e nem agarrada com seu ursinho. Viu que havia dormido encostada em uma grande árvore e que foram as folhas secas e alaranjadas desta que lhe acordaram. O vento empurrava as folhas caídas até que elas cobrissem grande parte de seu pequeno corpo, mas não se sentiu incomodada. 

Estava mais curiosa para saber que lugar era aquele do que se preocupar com o fato de não estar mais em sua casa. Se encolhia no casaquinho de lã cor de abóbora que usava, apesar de não se lembrar que havia dormido com ele. Olhava ao redor, procurando por alguém que pudesse responder suas perguntas, mas só conseguia ver árvores, folhas caídas, um céu quase coberto por toda a cor laranja que aquele lugar possuía e um estranho caminho de pedras a sua direita que o vento fez questão de afastar as folhas para lhe mostrar.

Mesmo incerta se deveria seguir por aquele caminho, Jisoo não viu outra alternativa – ou ao menos chegou a considerar outra –, a não ser começar a andar por ele.

Parecia que o vento a acompanhava por onde andava e ficava mais forte.

- Queria meu cobertorzinho aqui comigo. Ele me faz muita falta agora – a menina dizia, enquanto se abraçava com seus pequenos bracinhos, tentando se aquecer. – Mas o que é isso?

Viu algo se mexendo em um galho da árvore ao seu lado. Se aproximou e pôde ver que eram duas corujas da mesma cor das folhas secas que caíam quando elas se moviam. Se não tivessem chamado sua atenção, a pequena não teria visto elas. Pensava se haviam outras escondidas.

- Seus olhos parecem enxergar muito estando aí em cima. Podem achar qualquer coisa – conversava com as duas aves. – Eu também gostaria de achar alguém, mas não sei onde estou.

Após terminar de dizer aquelas palavras, as duas corujas saíram de seu lugar no galho da árvore e voaram juntas em direção ao caminho que Jisoo estava seguindo antes de parar.

Será que queriam que ela as seguissem? Não vendo outra distração por perto, a Seo decidiu continuar andando.

Imaginou que estava há trinta minutos passando por aquele caminho com um destino desconhecido. Estava cansada não apenas de andar, mas também por estar sozinha novamente. Sentia que podia chorar há qualquer instante.

Quando se aproximou de uma ponte de madeira em um lago que chegava até uma parte com luzes e fumaça, desistiu de caminhar. Estava com medo de continuar e acabar caindo daquela ponte que, em sua visão, não parecia nada segura.  Aquele lago que refletia as árvores em sua volta e o deixava com a cor laranja, poderia levar a pequena Jisoo a se distrair. Não queria que isso acontecesse.

Se sentou em uma grande pedra lisa que se encontrava antes da ponte, abraçou suas pernas e se permitiu a chorar. Pensava que não deveria ter saído de casa, mesmo sequer sabia como chegou naquele lugar laranja. Queria voltar para o seu quarto e abraçar seu ursinho.

De repente, a pequena Jisoo sente algo encostando em seus pés. Ao olhar para o chão, estranha ao ver um objeto redondo e transparente. Ao pega-lo, percebeu que era um globo de neve com uma pequena floresta dentro. A menina estranhou tal artefato em um lugar como aquele. 

Antes que pudesse descobrir como ele tinha parado em seus pés, ouviu uma voz há poucos metros.

- Você achou! – assim que se virou em direção a voz que lhe era familiar, viu uma menina loira de blusa laranja e saia xadrez da mesma cor. Jisoo não demorou a reconhece-la, pois se tratava de sua melhor amiga, Lee Mijoo. – Eu estava sentada e acabei o deixando rolar. Achei que tinha perdido.

Ela falava tão naturalmente, que não parecia estar em um lugar totalmente desconhecido. Jisoo estava com uma expressão confusa e surpresa quando se pronunciou.

- Aonde nós estamos? – seus olhinhos ainda estavam marejados. – Eu quero ir para casa, Mi.

A loira se aproximou da amiga e se sentou ao seu lado.

- Mas acabamos de chegar, Soo. Estou muito feliz em ver que você veio para a Terra Laranja dos sonhos – direcionou um sorriso carinhoso, tentando conforta-la. – Eu sabia que um dia você viria.

- Eu não estou entendendo – apertou o globo em suas pequenas mãos e desviou o olhar para observar o lugar em sua volta. – Como nós chegamos até aqui?

- Na primeira vez que vim, estava triste porque mamãe havia brigado comigo durante uma semana inteira. Ela estava estressada com o trabalho e começava a gritar com qualquer coisa que eu fazia – abaixou seu olhar, se lembrando daqueles dias. – Em uma noite, eu desejei ir para outro lugar. Então eu dormi e acabei acordando nessa terra calma. Você também teve um motivo para vir, não é?

Jisoo ouvia tudo com muita atenção. Ela sabia que a amiga também enfrentava alguns conflitos em casa. Apenas não imaginava que ela tinha um lugar secreto para onde viajava quando precisava. E, agora, também o descobriu.

- E-eu estava cansada de ver todo mundo brigando, principalmente meus pais. Queria que eles parassem de se tratar como inimigos. Eu sei que no fundo os dois se amam – permitiu mais uma lágrima cair. Somente se sentiu melhor quando recebeu um abraço gentil de Mijoo.

- Não fique assim. Vamos aproveitar que estamos aqui e se divertir. Olha! – apontou para o lugar do outro lado da ponte. – Tem outras pessoas e animais naquela direção. Vou lhe apresentar alguns deles.

Pegou a mão de Jisoo e a puxou consigo até o início da ponte. Quando foi dar mais um passo, sentiu ela parar e lhe segurar com força.

- Não vou caminhar sobre essa ponte, Mi – dizia com um pouco de desespero. – Eu tenho medo de cair.

- Eu passo por aqui todas as vezes e nunca cheguei a cair. Vou estar lhe guiando – se aproximou e colocou a mão em seu ombro. – Confie em mim, Soo.

Após alguns segundos que mais pareceram horas, Jisoo acaba concordando com aquela ideia.

- Está bem. Vamos! 

Ainda apertando a mão de sua amiga, Jisoo começa a andar pela ponte. Tentava não entrar em desespero e estava indo bem. Não olhava para a água e sim na madeira que pisava com cuidado. Agradecia por ter Mijoo segurando sua mão.

Quando finalmente atravessaram a ponte e chegaram do outro lado, Jisoo se sentiu mais aliviada, mesmo com o coração acelerado.

- Viu? Não foi tão difícil assim – disse a Lee. – Você se acostuma.

- Espero que sim. Obrigada, Mi – abraçou fortemente a amiga por longos segundos. Em seguida, respirou fundo e percebeu que ainda levava o globo de neve consigo. – Não acha melhor pegar de volta?

- Não tenho bolsos. Você poderia guarda-lo no seu casaco? Parece mais seguro – apontou para o bolso de lã da amiga. Jisoo não viu outra alternativa a não ser continuar com ele.

As duas seguiram uma trilha que, na mente de Jisoo, não era tão diferente da outra parte, antes do lago. No entanto, quando começou a sentir um cheiro adocicado, entraram em uma área mais aberta e iluminada. Olhou para cima e notou uma fumaça que subia de uma chaminé atrás de algumas árvores. Logo pensou que tinha alguém preparando uma comida ou bebida quente.

- O que tem ali? – perguntou.

- Tem o chalé principal, os outros ficam mais à frente. Quando vim pela primeira vez, estava totalmente perdida. Então senti um cheiro muito gostoso e caminhei até lá. Você vai gostar. O morador faz vários tipos de bebidas e doces. Mas o melhor é sua criação de cães.

Voltou a puxar a amiga e juntas correram até o chalé. Jisoo observou que não era uma construção muito grande, mas parecia acolhedor e agradável. Do lado de fora tinham cercas, muitas lenhas, abóboras, cestas de maçãs, pequenas luzes que enfeitavam o lugar e uma grande mesa retangular com bancos de madeira. Pelo tamanho desta, imaginou que o tal morador recebia muita gente.

- É tão lindo e tão... laranja – disse Jisoo ao chegarem na mais perto. Até o céu ficava mais alaranjado, não demoraria muito para ficar escuro.

- Sim – olhava ao redor, a procura de algo. – Acho que as outras pessoas já estão chegando. Vem! Quero ver o que Jisung está fazendo.

- Espera. Quem é esse?

- É o moço que mora aqui. No começo você pode acha-lo um tanto rabugento, mas depois que você o conhece, ele fica mais simpático.

Mijoo se apressou em subir os poucos degraus até a porta do chalé. Deu leves batidas e aguardou até o morador abri-la, o que levou quase certa de dois minutos. Quando a porta finalmente foi aberta, apareceu uma figura atrapalhada que usava um gorro torto, um avental sujo de canela em pó e apenas uma de suas mãos estava coberta com uma luva.

- Eu achei que tinha perdido a hora – disse o jovem moço. – Levei um belo susto.

- Cheguei um pouco mais cedo, mas por um bom motivo. Queria apresentar o lugar para minha melhor amiga, Jisoo. Ela é a mais nova a fazer a viagem dos sonhos – direcionou o olhar para a menina que estava estática no primeiro degrau. Ela carregava um olhar surpreso e Mijoo sabia exatamente o porquê. – Não fique aí parada. Ele tem cara de esquilo, mas não vai te morder. 

Esse comentário fez o mais velho revirar os olhos. Havia se acostumado com essas piadinhas há tempos.

- Eu mereço. Queria parecer um urso. Quem sabe assim essas crianças iriam me respeitar – ajeitou seu gorro, pois estava caindo sobre seu olho esquerdo. Saiu da porta e se aproximou de Jisoo. – Seja bem-vinda a essa terra que parece ficar mais laranja a cada sonho. Meu nome é Han Jisung, conheço muito bem esse lugar e cuido desta parte, inclusive dos cães que tiram o sono de todos moradores.

Mesmo com essa fala, a menina ainda não se movia, nem abria a boca. Jisung olhou para Mijoo que apenas deu de ombros e pediu um pouco de paciência com a amiga.

- Eu disse algo errado? Os cães não são bravos. Um pouco agitados talvez, mas tenho certeza que vão gostar de você.

- N-não é isso. É que você... – não sabia bem como dizer. Estava chocada, enquanto o outro parecia muito confuso. – Você me lembra meu ursinho de pelúcia. Suas roupas são idênticas as que ele usa.  

- O quê? – ele arregalou os olhos.

Desde que ele apareceu, Jisoo rapidamente notou, além das peças desajeitadas e sujas de canela em pó, o conhecido suéter de tricô xadrez verde, por cima de uma camisa da mesma cor, um cachecol quase que sufocando e aquele gorro laranja que nunca ficava no lugar certo eram os detalhes que a fez se lembrar de seu ursinho.  

- Olha, Jisung! Você não queria parecer um urso? – Mijoo ria.

- Um assustador. E não um fofinho! – tentou fazer sua melhor expressão indignada, mas isso apenas arrancou mais risadas da loira. – Está bem, já chega! Jisoo, você deve sentir falta do seu ursinho agora, não é? – recebeu um aceno da menor. – Por isso está vendo ele em mim. Acontece muitas situações parecidas. Claro, essa foi a primeira vez que alguém me comparou com um urso, mas a verdade é que ele continua onde você deixou.

Jisoo concordou com a cabeça lentamente. Era muita coisa para sua cabeça. Após essa conversa, Jisung pediu para as duas meninas ficarem à vontade e esperarem pelas outras pessoas. Então, elas circularam o chalé e seguiram uma pequena trilha até um espaço que ficavam os cães. Quanto mais se aproximavam mais ouviam os uivos.

A grama estava em uma coloração tão forte que chegava a ficar um tanto avermelhada. A construção de madeira pintada de laranja e as cercas brancas deixavam aquele espaço adorável para abrigar os cães. No entanto, o que mais chamava atenção, certamente, eram as criaturas peludas da raça border collie que corriam de um lado para o outro.

Elas permaneceram bons minutos brincando e acariciando esses cães tão carinhosos. Com toda certeza, um dos melhores e mais divertidos momentos que as duas tiveram.

Quando perceberam o tempo passando, decidiram voltar.

Aos poucos, tanto crianças quanto jovens adultos se aproximavam do chalé principal e se juntavam a elas. Todos pareciam ser amigáveis e ninguém brigava. Algo que deixava a mente de Jisoo mais tranquila.

Mijoo contava que as pessoas gostavam de se reunir nesse horário para comer e beber alguma coisa quente preparada pelo Han. Era nesse momento que cada um contava sobre sua experiência de sonho naquele lugar, esquecendo dos problemas da vida real.

Jisoo estava gostando de se ver longe de conflitos em sua casa, mesmo sentindo falta de seus pais. Apesar das brigas, ela os amava. Mas, contanto que estivesse ao lado de sua melhor amiga, ela não se importava com mais nada. Se sentia bem melhor e mais segura.

- Deseja voltar para esse lugar, Soo? – perguntou Mijoo, enquanto segurava uma caneca com chocolate quente em uma mão e na outra um garfo para partir um pedaço da torta de maçã.

- Acho que sim. Parece que descobri o que realmente queria aqui. E se for para ter você ao meu lado quando mais precisar, não vou pensar duas vezes para te encontrar aqui – sorriu para a amiga. – Você vem com muita frequência?

A loira suspirou e deu um sorriso triste.

- Mais do que imagina. Nada parece certo na minha casa e eu espero continuar voltando até...

- Até o quê? – estranhou aquela fala.

- Esquece. Estou feliz por ter você comigo nesses momentos e poder te chamar de minha melhor amiga. Agora vamos aproveitar mais um tempinho aqui antes de acordar.

Jisoo decidiu não insistir muito, sabia que podia confiar na Lee para lhe dizer se algo de ruim acontecesse.   

Após o lanchinho, Jisoo se sentiu um pouco cansada e deitou sua cabeça no ombro de Mijoo. Elas ouviam relatos dos jovens sobre viver longe de alguém especial, o que deixavam muitos apreensivos. Algumas histórias eram proibidas de contar, visto que não era a intenção daquele lugar deixá-los com medo.

Han dizia que a maioria dessas histórias não tinham um final feliz, principalmente quando se tratava de outras terras dos sonhos. Jisoo não entendeu muito bem o que isso queria dizer, mas parecia deixar o mais velho bem triste. Então preferiu guardar essa curiosidade consigo.

No fim, a pequena viu que, a partir daquele dia, saberia como encontrar um lugar que sempre desejou estar. Era o próprio mundinho que gostou de estar, onde a amizade era o que mais fortalecia aquela terra e a deixava mais encantadora.

Com esse pensamento, Jisoo se entregou ao sono mais uma vez e não percebeu que estava sendo levada de volta a realidade.

Ao abrir os olhos, a primeira coisa que a Seo viu foi seu relógio marcando sete horas. Olhou em volta, a luz do dia entrando pela janela mostrando que a manhã havia chegado. Não se lembrava de ter viajado de volta para seu quarto.

Seu coração acelerou em desespero ao perceber que não estava mais ao lado de Mijoo. No entanto, ao agarrar seu cobertorzinho amarelo, junto com seu ursinho de pelúcia, pôde se sentir um pouco mais calma.

Esperou mais alguns minutos até pular da cama e se arrumar. Quando estava prestes a colocar outra roupa, se lembrou de algo importante que a fez tatear seu pijama. Mas, infelizmente, Jisoo não estava mais usando aquele casaquinho do sonho em que guardou o globo de neve de Mijoo.

Iria encontrar a amiga mais tarde e esperava que ela não ficasse brava ao saber que tinha esquecido de lhe entregar aquele objeto. Aliás, ainda não entendeu como a Lee estava com ele fora de época, mas tirou isso de sua mente.

O que importava no momento para Jisoo era estar novamente com sua amiga e compartilharem mais do mundinho especial que descobriram.

Continua... 


Notas Finais


Aguardem o próximo capítulo 👀🥰


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