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História The órfã (BTS) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Você vai aceitar a minha ajuda!


22  de fevereiro (14:00) Orfanato

Sabe aquele momento em que você tem vontade de dar uma voadora, depois uns socos e continuar batendo em uma pessoa específica até ver o sangue e, acaba imaginando tudo na sua cabeça? Eu andava assim na maior parte do tempo.

Sete dias se passaram desde a chegada dos meninos novos e eu queria muito morrer.

As vezes eu imagino o que teria acontecido se eu tivesse simplesmente sido gentil e feito amizade com os garotos novos ao invés de ignorá-los. 

Sabe o q aconteceu durante essa maravilhosa semana? Eu me apaixonei pelos encantos de Park Jimin… só que não. 

Descobri que ele é uma peste mimada e irritante que começa a apelar se não tem o que quer, por isso, basicamente, estamos em guerra. 

Ultimamente eu tenho dormido trancada no sótão, pois não confio mais em Park Jimin. Da última vez que eu dormi despreocupada no quarto, ele pintou minha cara com caneta permanente e tive que ir pra escola com o rosto daquele jeito. Nem ouso dizer o que ele desenhou na minha cara. 

O resultado da última travessura dele me deixou fedendo e de cabelo azul. Ele passou esmalte base no meu sabonete e trocou o que tinha dentro dos frascos do meu shampoo e condicionador. Quando fui tirar satisfações, ele se "desculpou" me dando um perfume. Fofo ele, não? Seria perfeito se o perfume não tivesse o odor pior do que o de um gambá!

O cheiro saiu depois que eu tomei alguns banhos, mas meu cabelo, antes lindo, ainda estava azul.

Fora esses acontecimentos, eu tinha percebido que só conseguiria abrir aquele cadeado com magia, mas como isso não existe… Pois é. 

Eu estava olhando para o nada pensando em nada, quando a voz estridente da zeladora me tira desse transe vicioso. Guardei meu livro, o qual eu havia esquecido que estava lendo, quando me distraí, e desci para a sala.

- Onde stava? - ela indaga quando me vê.

- Por que a pergunta?

- Esqueça! Semana que vem um casal vem fazer uma visita. Quero que avise os outros por mim, por favor.

Ãh? Que folgada! Essa tarefa é dela. Mas tudo bem, minhas pernas não vai cair se eu for avisar.

Para a minha alegria, a única no quarto era Isabelle. Quando me viu, fez cara feia.

- Olha, cala a boquinha e me ouve - pedi antes que ela começasse a falar - A zeladora me pediu para avisar que na semana que vem virá um casal aqui e talvez adotem um de nós. Fique preparada - dei um sorriso e um joinha. O que era uma mania minha.

- O que foi isso? - riu - você parece bem feliz pra quem não vai nem ser notada. Acha que alguém teria a coragem de adotar uma garota como você? Olha só o seu cabelo! Ridícula! - Isso doeu - Casais querem filhos perfeitos e dentro dos padrões. Você é só…

Isabelle não terminou a frase, pois quando notei, minha mão estava em seu pescoço. Seus pés não tocavam o chão.

O que ela me disse não me chateou, mas ela e o Jimin tinham o dom de me deixar com um ódio fora do comum. Eu estava começando a não conseguir aturar tanta chatice.

- O que você disse? Eu acho que não entendi… 

Ela se debatia desesperada por oxigênio. Não sei de onde tirei tanta força a ponto de conseguir levantar uma pessoa do chão, mas eu estava gostando.

- Da próxima vez, pense bem antes de tentar me irritar.

Joguei o corpo dela com força na parede. Ela caiu e cuspiu sangue por conta da batida.

Ela se levantou. Tinha um sorriso de escárnio em seu rosto, que agora estava limpo, sem sangue. Podia jurar que seu pescoço, antes vermelho e com marcas, se curou extremamente rápido. Onde antes tinham marcas vermelhas, começaram a aparecer linhas pretas, como veias. Mas isso não seria possível.

O que aconteceu em seguida com certeza provava que eu estava ficando esquizofrênica: De repente eu estava no banheiro. Assim… do nada!

- Fica calma, você não está louca.

Meu susto foi maior ainda.

- Luhan!?

- Antes de surtar, saiba que eu acabei de salvar a sua vida. De nada.

- O que? 

Surto! Surto! Surto! Surto! Surto! Eu tô surtando!

- Não viu os olhos dela? - perguntou como se fosse óbvio.

- Os olhos? Você por acaso viu o pescoço?! Que merda tá acontecendo?!

- Eu acho que já está na hora de você saber… - ele parecia dizer isso mais pra si do que pra mim - Eu vou direto ao ponto. Não surta.

Fiz um sinal com a mão para que ela continuasse.

- Eu sou um demônio, S/n. Sou o seu Demônio.

Um minutinho...

- Ãh? Meu oq?

- S/n, nada nesse mundo é o que parece - advertiu, sério - você é o que chamam de portadora de Demons. Sendo assm, você possui controle sobre dois demônios que você pode chamar quando precisar. Eu sou um deles e acabei de salvar a sua vida.

Aah! Entendi agora! Tudo fez sentido.

- Ata! Você também anda jogando esses RPG's - Afirmei.

Ri e alívio.

- O que? RPG?

- E eu aqui toda confusa.

Saí do cômodo em que estávamos.

- Não. Espera aí… que história é essa de RPG? Eu estava falando - ele parou de falar ao me ver frente a frente com Jimin - sério.

- Se não se importar, eu quero passar - avisei.

Ele sorriu de lado.

- Então é uma portadora? - perguntou - que surpresa, me enganei sobre você. Peço desculpas por minhas travessuras - Sorriu e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

Dei um tapa em sua mão e saí pisando firme.

- Homens são loucos!

Tudo bem eles jogarem entre si, mas pra que me envolver? Eu nem entendo nada. Loucos! São todos loucos!

~~**~~

- Eu acho que você deveria revidar - sugeriu Letícia. Eu havia contado a ela os últimos acontecimentos do dia.

- Revidar?

- Sim. Olha, o Jimin é um cretino do tipo que erra e depois sai pedindo desculpa. Você deveria aprontar com ele, também.

- Vou pensar - prometi.

- Mudando de assunto… - ela conteu um sorriso - o que você acha do Yoongi?

O Yoongi? Vamos ver… arrogante, cheio de si, cafajeste assim como todos os outros…

- Ele parece legal - Dei um joinha. - Não falei com os meninos novos, fora o Jimin.

- Entendi. 

Ela não disse nada mais. Seu silêncio foi entendido por mim.

- Você crushou ele, não é? - adivinhei.

Ela engasgou com a saliva.

- O-o que? Claro que… - lancei um olhar sério para ela - Bom… eu achei ele bonitinho.

- Eu sabia! 

Minhas amigas são umas namoradeiras. Não que elas namorem muito. Mas elas costumam ter muitos crushs.

- Ai meu coraçãozinho. Ele nem me nota! 

Dramática.

- Pode deixar que eu resolvo isso pra você - garanti.

- Não! Ficou louca?! Quer me matar? - Ela segurou meus ombros e os sacudiu para a frente e para trás.

Arqueei a sobrancelha esquerda e me levantei com as mãos na cintura. 

- Minha querida, desde quando eu faço as coisas malfeitas? Dá licença que agora eu vou na cozinha.

Saí da sala e fui para a cozinha. Letícia deu um grito dizendo para que eu pegasse um Toddynho para ela.

A Rayelle e a Carol estavam na cozinha. Não éramos inimigas, mas tbm não nós falávamos.

Peguei dois Toddynhos na geladeira e ia sair, quando Rayelle me chamou.

- Não liga pra Isabelle, ok? Todo mundo aqui sabe que ela é uma idiota. Até mesmo as amigas falsas dela.

Elas eram bonitas: esbelta, cabelos cacheados e um rosto pequeno. Já a Carol era uma loira de cabelos lisos e olhos castanhos, baixinha.

- Realmente, aquela garota é um saco. Como as amigas dela aguentam? - Carol bufou.

- Me pergunto o mesmo o tempo todo.

- A propósito…- Rayelle veio apertar minha mão - me chamo Rayelle e essa é a Carol.Nunca nos falamos, então…

- S/n - me apresentei.

- Ah, nós sabemos - Disse a Carol e eu franzi o cenho - A Isabelle... Ah, esquece, o que achou dos garotos?

Apertei os lábios em uma linha fina ao lembrar instantaneamente de Park Jimin. 

- Ainda não falei com eles, sabe? - menti. Elas não precisavam saber do que realmente aconteceu.

Elas sorriram entre elas, como se estivessem se comunicando só com o olhar.

- Fala a verdade, eles são gatos, não são? - Rayelle me perguntou - Principalmente o Jungkook.

- Nem reparei muito neles, estou focada em outras coisas. Falando nisso… - apontei para a porta da cozinha - preciso ir agora.

A verdade é que eu não sabia como agir perto delas, já que eu não tinha amigas além da letícia. Talvez elas quisessem minha amizade.... Né?

A Letícia não estava na sala, então presumi que estivesse no quarto. Quando entrei, os únicos que encontrei foram o Jimin e a gêmea da Mina, a Sun. O cabelo da Sun estava bagunçado e o lábio do Park estava vermelho, o que indicava que eu estava atrapalhando algo.

Senti algo estranho ao ver aquela cena, uma angústia, sei lá. Talvez porque não gosto do Park, ele me causa sentimentos ruins, como ódio.

Assim que me virei para ir embora, dei de cara com Yoongi. Ele ia se virar para entrar no quarto, mas parou e me olhou de cara feia quando peguei em seu braço.

- Preciso falar com você, vamos para um lugar mais reservado.

Ele sorriu de lado e lambeu os lábios. Fiz cara feia.

Vamos, sim. Você até que é bonitinha sem o cabelo colorido.

- O que quer dizer? - perguntei enquanto íamos para o corredor do lado.

- Seu cabelo é ruivo natural, não é? Prefiro assim, o azul te deixava feia.


- Deixava? No passado?


Não seria possível… seria?


Corri para o banheiro e olhei o espelho. Meu cabelo estava da cor natural! Como? Quando a cor saiu? Bom… a única explicação é a de que a tinta saía em um curto período de tempo. 


Já posso respirar aliviada.


Quando saí do banheiro, Yoongi não estava mais alí, mas achei a Letícia no corredor.


- Ei, você viu o Yoongi?


Ela se assustou ao ouvir o nome.


- Yoongi? Pra quê?


- Eu ia falar com ele sobre você - dei um sorriso diabólico.


- Não vi! Não faça nada, ouviu?


Dei risada da cara dela e desci para procurá-lo.


Passei pelo corredor da diretoria para ir para o quintal, mas parei na porta ao ouvir uma palavra que me chamou atenção:


- O Deminário não sumiria assim, do nada. Tenho certeza que um deles achou - disse a zeladora.


- Se foi esse o caso, talvez tenha sido a S/n. Ela está lá na maior parte do tempo - a segunda voz era a a diretora.


- Vamos ficar de olho nela.


Era a segunda vez que alguém dizia isso, eu tinha que ficar esperta com essas pessoas.


O tal Deminário que eu encontrei deve ser algo valioso, ou então elas não se preocupariam tanto.


A maçaneta girou e eu corri antes que a porta abrisse. Elas estavam falando de mim, então não iriam querer me ver ali escutando. E também não acreditariam se eu dissesse que passei por ali por coincidência.


Fiz uma lista mental: 


1 - A diretora queria esse diário.


2 - Eu não faço a mínima idéia do motivo..


3 - Eu estava certa em ter escondido o caderno.


4 - Eu não tinha idéia do que fazer referente a tudo isso.


Talvez a melhor escolha por hora seja escondê-lo e esperar pra ver onde tudo isso vai dar.


Ao voltar para o quarto, Jimin estava em pé ao lado da minha cama com o Deminário nas mãos. Gelei dos pés à cabeça.


- Você mexeu nas minhas coisas?! - esbravejei.


Tentei tirar o caderno de duas mãos, mas o desgramado levantou o braço, mantendo o caderno longe de mim.


-Isso não é seu - disse sério.


- Você não tem esse direito! 


- Façamos um acordo, então - sugeriu.


Só pode ser brincadeira!


- Que acordo?


- Eu vou te dar o caderno e não conto nada para a diretora sobre ele. Em troca… - ele sorriu - você vai aceitar minha ajuda para abrir o cadeado.




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