História The Originals - O Começo do Fim - Capítulo 19


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Categorias The Originals
Personagens Aurora de Martel, Davina Claire, Elijah Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Hope Mikaelson, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Marcellus "Marcel" Gerard, Rebekah Mikaelson
Tags Daniel Gillies, Elijah Mikaelson, Hayley Marshall, Haylijah, Joseph Morgan, Klaus Mikaelson, Phoebe Tonkin, The Originals
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Palavras 2.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Tortura


Não sei como Rebekah conseguiu me convencer a ir atrás do Elijah.

Contei a ela o que havia acontecido. Normalmente não faço isso, mas me sentia tão perdida e confusa que precisei fazer. Tinha esperança que Becca me ajudasse a entendeu o que se passava na mente do irmão, mas não. Ela também não fazia ideia do que Elijah estava pensando.

Pretendia fazer a única coisa possível no momento. Afastar-me e dar um tempo para ele pensar. Entretanto, Rebekah conseguiu me convencer a tirar essa historia a limpo.

Não o procurei muito pela casa, seu rastro fresco falava que havia saído. Troquei de roupa para segui-lo.

Acabei de frente ao bar que um dia foi da Cami. Não consegui me impedir de pensar que talvez, se tivesse viva, poderia me explicar o que estava passando na cabeça do Elijah.

Já estava com a mão na porta, quando peguei outro rastro do Elijah no beco ao lado. Havia saindo pela porta dos fundos. Apurei meu olfato, e percebi outro rastro.

Rastro, não. Cheiro de perfume feminino barato.

Todos meus sentidos gritavam dizendo para não segui-los. E eu deveria ter ouvido.

Algumas ruas depois, através de uma janela aberta, pude ver onde estava. Dentro da casa, Elijah falava algo no ouvido dela, fazendo a mesma dar risadinhas. Estavam apenas conversando, mas cada vez que ela passava a mão dele, meu coração trincava.

E quebrou de vez quando ela o beijou.

Não quis ver mais. Não precisava, já havia entendido tudo. Elijah realmente não queria mais nada comigo.

Respirando fundo, segurando as lágrimas. Peguei o que restou da minha dignidade e sai daquele lugar. Porém, não andei muito. Um grupo de pessoas sussurrando começaram a se aproximar.

E antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, perdi o controle do meu corpo e nunca soube se, de fato, cai no chão.

 

***

 

Dor foi o único sentido que conseguiu perfurar a névoa branca encobria minha mente.

Meu sangue corria queimando minhas veias. Algo afiado rasgava minha coxa e perfurava meu pescoço.

Um som fraco de dor saiu da minha garganta.

Precisava acordar. Precisava lutar.

Porém, a fraqueza dominou o meu corpo, me fazendo cair na inconsciência outra vez.

 

***

 

Não sabia se era uma boa ideia abrir os olhos.
            Meus pensamentos ainda incoerentes tentavam entender o que estava acontecendo.
            Todo meu corpo doía e minha cabeça girava.
            Tentei abrir os olhos. Não consegui.
            Tentei novamente, mas tudo que vi foi um borrão claro.
            Pisquei uma vez, duas.

Um pequeno movimento com o pescoço lançou uma onda de eletricidade nos meus músculos endurecidos. A dor latente nos meus braços erguidos me dizia que eu estava naquela posição há muito tempo.

Tentei mover minha cabeça de novo e dessa vez, um gemido de dor saiu dos meus lábios.

Olhei em volta.

Estava no meio de um cômodo, que estaria completamente vazio, senão fosse por uma mesa no canto. Paredes altas e brancas passavam a impressão que era uma construção nova com arquitetura antiga. Janela com cortinas que iam até o chão, permitiam que luminosidade entrasse na sala. Isso fez com que perguntas me invadissem.

Que horas eram? Que dia era? O baile foi ontem à noite ou estava a mais tempo desacordada?

Dane-se. Precisava sair dali.

Ignorei a dor nos meus braços, e os forcei para baixo. Barulho de correntes se chocando ecoaram com o meu movimento.

Observei meus pulsos, e percebi que estavam vermelhos. Meus olhos foram a baixo, notando a enorme quantidade de sangue empossando meus pés. Minhas roupas sujas e rasgadas junto com a minha pele pegajosa, indicavam o motivo da minha fraqueza.

Estava me curando devagar.

Ah! Ótimo!

Passos no lado de fora me deixou em estado de alerta. O som diminuiu conforme se aproximava da porta. A maçaneta girou, e uma mulher pequena com cabeça vermelha entrou na sala.

- Aurora. – sussurrei.

- Hayley! – exclamou. – Você acordou!

Ela bateu levemente a mão na outra e deu um pulinho, numa alegria infantil. Aurora parecia quase do jeito que me lembrava. De longe, sua única característica diferente, era o cabelo ruivo acima do ombro.

- Eu deveria saber que estava por trás disso. – disse sentindo minha garganta seca.

- Deveria. – ela caminhou até a mesa, deixou a bolsinha que estava pendurada no seu ombro, e pegou a espada asiática que estava em cima. – Mas tudo bem, você não é conhecida pela sua inteligência mesmo.

Aurora desembainhou a espada, enquanto caminhava lentamente. Parou de frente a mim.

- Ela bonita, né? –indicou a lâmina.

O brilho refletia no rosto dela, deixando-a com uma aparência bem sinistra.

- O que você quer de mim, sua puta psicótica?

- Não e óbvio Hayley? – sorriu malignamente. – Eu quero brincar.

Dizendo isso, enterrou sua espada na minha barriga. Arranquei sangue do meu lábio para não lhe dar o prazer de me ouvir gritar. Ela retirou, e um rio de sangue veio a minha boca, transbordando pelo meu queixo. Aurora perfurou algum órgão importante, tinha certeza.

Ainda não estava me curando.

- Porque não estou me curando? – perguntei.

- Essa brincadeira não é divertida? – ela andou para trás de mim e passou a lâmina nas minhas costas. Ouvi o barulho da espada passando na coluna.

- Me solte e vamos ver o quanto ela vai ficar divertida. – rosnei.

Aurora riu.

- Mesmo se eu soltar você, não vai poder fazer muita coisa. – parou na minha frente. – Não enquanto estiver dentro desse cômodo.

Olhei em volta com atenção.

Havia terra marrom no final das paredes, cercando toda a sala. Acompanhando meu olhar, Aurora sorriu.

- São pedras especiais, mandei triturar com mandava no grimório de Esther. Daqui dentro, você volta ser o que era antes de morrer. Uma humana insignificante.

O que? Grimório de Esther?

- Porque não experimenta contar a história do começo, Aurora.

Ela deu outro pulinho.

- Já que insiste. – e riu. – Há alguns anos atrás ... oito, para ser mais exata. Como bem sabe, Freya me mantinha presa com um feitiço. Mas ele se quebrou, quando precisou que toda sua energia para colocar o Hollow dentro dos Mikaelson. - Ela voltou caminhar a minha volta, colocando um pouco de drama nas suas palavras. – Quando acordei, a primeira coisa que fiz foi procurar a Strix, claro. Agora que estava de volta, só queria ficar com o meu irmão. Já havia planejado todos os meus argumentos, queria que refizessem o feitiço de representação em mim. Eu e o Tristan poderíamos ter vivido juntos para sempre. Mas consegue imaginar minha surpresa quando descobri que todos estavam mortos?

Seus olhos eram pura fúria, nem parecia mais a criança que pulava há alguns segundos atrás.

- Todos! – continuou. –Não apenas os membros da Strix, mas todos os descendentes do Elijah. Sabe o que isso significa?

- Sei. – respondi com desdém. – Seu irmão está morto.

Aurora não devia reclamar, Tristan teve uma morte bem misericordiosa pro meu gosto.

- Depois de um tempo, - continuou, como se eu não tivesse dito nada. - descubro que o próprio Elijah ainda está vivo. E curtindo sua liberdade na Europa!

- E agora, você quer se vingar. – Não foi uma pergunta.

- Claro! Elijah precisa pagar pelo que fez.  – respondeu, e atravessou a espada na minha coxa, deixando lá. Puta. – Não só por ter colocado meu irmão naquele contêiner, mas também por ter matado todos os descendentes e ter audácia de sobreviver depois.

Não conseguia pensar direito com aquela coisa na minha perna. Mas... Eu entendi direito? Quer matar o Elijah por ter a “audácia de sobreviver”? Ela é louca.  

- Se queria pegar apenas o Elijah, porque foi atrás dos outros?

- Segura-los, é claro. – ela cruzou os braços. – Não quero ninguém no meu caminho quando estiver tudo pronto para executar meu plano.

- E qual seria esse plano? – perguntei, Aurora parecia tão disposta a contar.

- E estragar a surpresa? – Ela balançou a cabeça, negando. – Não, nem pensar. Mas, posso dar algumas pistas.

Esperei, enquanto ela limpava a garganta em uma forma bem teatral.

- Eu recriei a Strix do zero, e adquiri bruxos, que roubaram um dos Grimório de Esther no cemitério de New Orleans. Agora, eu tenho acesso a vários feitiços poderosos, como esse por exemplo. – Ela abriu os braços, apontando para a areia marrom. 

Ri com desprezo. Meu movimento fez aumentar a dor na minha perna.

- O passado não te ensinou nada Aurora? Ninguém começa uma guerra com os Mikaelson e ganha.

- Melhor assim. - respondeu. – Vou ser a primeira.

Aurora andou até a pequena bolsa e pegou algo dentro. Uma seringa. Destampou a agulha, admirando-a.

- O que vai fazer?  - perguntei aos gritos.

Caminhou de volta.

 - Não se preocupe, não vai doer nada.

- Não! - comecei a me debater.

Ela segurou meu queixo para me estabilizar, e aplicou o conteúdo na minha garganta.

- Viu? Nem doeu.

- O que fez sua puta? – rosnei.

- Nada, é apenas um tranquilizante com um pouco do meu sangue. – Aurora desenterrou a espada da minha perna. – Não terminei de brincar com você ainda.

Minha visão começou a nublar, meu corpo começou a perder o pouco de força que havia adquirido.

- Pode dormir Hayley. Tenho uma brincadeira bem divertida preparada para quando acordar.

Não. Foi a ultima coisa que pensei antes de cair na inconsciência.

 

***

 

Dei conta de uma coisa muito importante enquanto permanecia presa.

Aurora não é apenas louca, era desligada também.

O feitiço que ela me prendeu, faz com que a pessoa volte a ser como que era antes. Pensou que eu era “uma humana insignificante”. Mas antigamente, eu era uma loba comum.

Por causa disso, estava acordada há uma hora, quase completamente curada.

Uma parte de mim, não acreditava que Aurora não havia pensado nisso. A outra parte fazia planos para fugir na primeira oportunidade.

Que não demorou.

Ouvindo passos se aproximando, deixei minha cabeça cair, fingindo que ainda estava dormindo. A porta se abriu, e os passos se direcionaram para o lado da mesa. Espiei.

Um homem agachado checava a areia marrom. Ele segurava uma seringa, provavelmente com mais tranquilizante.

O bruxo que executou o feitiço. Pensei.

Fechei os olhos quando se mexeu. Suas roupas fizeram um suave barulho no seu corpo, quando se levantou e caminhou na minha direção.

Colocou a mão no meu cabelo fazendo minha cabeça ir para trás. Sua mão afrouxou um pouco ao ver meus olhos abertos. Aproveitei sua surpresa, e joguei minha cabeça na sua.  Com a mão na testa, ele deu uns passos para o lado. Minhas mãos agarram as correntes, dei impulso, enrolei minhas pernas na cabeça dele, e girei.

Ouvi sua coluna cervical quebrar, fazendo seu corpo amolecer e cair num pequeno baque.

Senti uma pressão cair junto com o corpo. O feitiço se desfez.

Forcei um pouco as correntes, e ouvi a pintura do teto esfarelar em volta do gancho. Claro, tinha um feitiço na corrente também. Puxei com mais força. Meus joelhos quase cederam quando elas soltaram. 

Pulei sobre o corpo, e corri em direção à porta. Um corredor igualmente branco pareceu na minha frente. Enquanto corria, não me importei com o fato de não saber onde estava, apenas que precisava sair ali.

Tudo era terrivelmente limpo, por isso que a areia marrom saindo debaixo de uma porta, me chamou atenção.

Aurora tinha pegado outra pessoa?

Fiquei momentaneamente aterrorizada com a possibilidade de ser alguém da minha família. O rosto da Hope passou na minha mente. Aquela sociopata não iria mexer com a minha filha.

Mas ao abrir a porta, fiquei surpresa ao ver um homem deitado no chão. Observei seu cabelo escuro e suas costas largas. Parecia o Elijah.

Entrei no cômodo com o coração aos pulos. Mesmo depois do que aconteceu, a ideia de perder o Elijah fazia minha alma encolher.

Minha mão foi ao seu ombro, girando-o. O alivio me invadiu, quando seu corpo moveu-se e me fez perceber que estava errada.

Não era o Elijah. Era o Kol.

Olhei em volta. Era uma sala igual a que eu estava. Havia aquela areia esquisita por todo lado.

O que o Kol era antes de se torna um Original mesmo? Ah é, bruxo.

Isso explica o porquê ele estava desacordado. Aurora sabia que ele teria seus poderes de volta, podendo assim, se libertar do domínio dela.

Puxei seus braços, e passei um pelo meu pescoço. Kol era bem pesado, mas não me preocupei com isso. Quando estivesse do lado de fora, minha parte vampira me ajudaria.

Andei pelos corredores o mais depressa que pude, e logo vi uma porta que dava para fora. Chutei-a, e saímos em uma rua pouco movimentada.

Ouvi uma comoção dentro da casa. Haviam percebido que tínhamos sumido.

Ponderei minhas opções.

Não conseguiria correr rápido com o Kol pendurado em mim. Não sem me alimentar, pelo menos. Mas não tinha tempo para isso também. Avistei um homem entrando calmamente no seu carro.

Tive uma ideia, e não acreditei no que iria fazer.

Corri até o carro, abrir a porta de trás e com alguns empurrões, joguei o Kol lá dentro.

- O que está fazendo? – quase gritou o homem.

Segurei o queixo do homem, e cantei uma compulsão.

- Você vai levar esse homem até a casa dos Mikaelson no French Quarter e deixa-lo com seus irmãos.

As pupilas do homem contraíram, e ele repetiu minhas palavras em transe. Entrou no carro, ligou o motor e foi embora.

Enquanto observava minha unica chance de sair daquele inferno se afastando, ouvi saltos replicando no asfalto atrás de mim.

- Porque eu tenho a impressão que fiz exatamente o que você queria? – perguntei e me virei.

Aurora exibia um sorriso malicioso. Suas roupas negras refletiam sua alma perversa.  

- Preciso confessar que por um momento, achei que você não seguiria o roteiro. – ela riu. – Mas você tão previsível. E engraçada, pela maneira que fugiu.

- Isso tudo foi planejado por você? – indiquei com a mão e depois cruzei os braços.

- Claro! - senti pessoas se aproximando, me cercando. – Não tem graça brincar com um cachorro preso, não é mesmo?

Olhei em volta. Eles já haviam me cercado. Minhas veias vazias diziam que teria que me alimentar se quisesse lutar.

- Lógico que eu sabia que estava fraca demais para carregar o Kol. – ela me deu passo à frente. - Que não resistiria à oportunidade de ser uma heroína do dia, salvando-o e ficando para trás e me impedir de segui-lo. 

Fechei os olhos, me dando conta de outra coisa.

- Claro, o Kol precisa estar em casa para o seu plano dar certo. - Ótimo! Acabei de ajuda-la.

Ela confirmou com a cabeça, orgulhosa da minha dedução.

- Viu? – ela sorriu infantilmente. – Já está começando a ficar esperta.

- Você é louca. – falei com nojo.

- E você é mal-educada. – replicou. – Chega disso, cansei de brincar.

Aurora fez um sinal com a mão, e bruxos começar a murmurar um encantamento. Minha visão desfocou e meu corpo amoleceu.

Sua risada foi a ultima coisa que ouvi, antes da escuridão cair.


Notas Finais


E então? O que acharam?
Preciso confessar que estava muito ansiosa para escrever esse capitulo.
Deixe aqui nos comentários sua opinião.
Até o próximo. Thau :)


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