História The Other Man - O Amante - Capítulo 18


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Categorias 30 Seconds to Mars, Jared Leto
Personagens Jared Leto, Personagens Originais
Tags 30 Seconds To Mars, Amante, Drama, Jared Leto, Romance
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Palavras 2.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá...
Demorei tanto tempo que não tenho nem cara para aparecer aqui. Não vou me desculpar com um texto gigante, nem se preocupem kkk. Mas espero que realmente me entendam que se levei tanto tempo para atualizar, foi porque tive meus motivos pessoais para isso.

O capítulo foi escrito com muito carinho. Revisei cada detalhe para que não houvesse erros. Espero que apreciem a leitura ❤

Capítulo 18 - Maldita fraqueza. WILLA POV


Faltava exatos dois dias para Peter estar de volta de uma de suas quase frequentes viagens que fazia a trabalho, dessa vez tendo como destino uma das inúmeras filiais que havia na França de sua renomada empresa tecnológica. E enquanto isso a empolgação que eu tinha para vê-lo não se resumia a nada além de zero.

Meu desânimo era total, e nem que eu mais me esforçasse conseguia mudar isso, o que consequentemente me deixava realmente mal. Que merda havia de errado comigo, afinal? Claro, não era como se outrora sentisse uma espécie de paixão arrebatadora por ele ao ponto de ficar contando os minutos para vê-lo se passássemos sequer horas longe um do outro – claro que não. Mas se isso fosse há um mês atrás eu já estaria ao menos sentindo alguma coisa, nem que fosse uma mínima pontadinha no peito, que eu até poderia defini-la como saudade. Até porque apreciava sua companhia. Seu afeto e amizade. Peter era um homem bom, eu não tinha dúvida disso.

Mas... Ainda que fosse perfeitamente nítido para mim o quanto ele se esforçava durante todo esse período que tivemos de namoro para me satisfazer em todos os aspectos possíveis, era como se... Era como se lhe faltasse algo.

Acima de tudo, o que eu sentia por ele era um carinho especial, disso eu não tinha dúvida. Havia sim uma atração, ou do contrário nem estaríamos juntos. No entanto, mesmo eu sabendo que ele merecia algo muito mais além do que eu lhe dava, os meus sentimentos nunca conseguiram passar disso. E eu não podia mentir para mim mesma ao ponto de me sujeitar a forçar a nutrir um amor que era totalmente inexistente! Seria absurdo, e estaria sendo injusta com ele, o que eu nunca seria capaz!

Soltei um suspiro pesado, erguendo a xícara de café fumegante que segurava com força pela lateral até os lábios, à qual acabara de tirar da cafeteira e tomando um vigoroso gole, olhando reflexiva e cabisbaixa pela janela da cozinha que dava para uma vista, além dos prédios, do céu alaranjado de fim de tarde em Los Angeles. Voltei-me para a bancada onde havia deixado o meu celular e me recostei nela, baixando o olhar para a tela de bloqueio ainda acesa.

Mensagem de Peter Clark:

*Oi, meu amor. Como tem passado seus dias? Espero que tenha sido tão torturante quanto os meus foram sem você. Estou com saudades. Te amo.*

Como eu havia passado os meus dias? Ah, Peter, se você ao menos sonhasse que no primeiro dia em que você foi embora mal se passaram algumas horas até que eu fosse a um clube noturno e lhe traísse com o primeiro homem que me abordou em um bar e que, ah, inclusive, ainda alega ser seu amigo! Se você ao menos sonhasse que, apenas quatro dias após aquela noite fiquei com ele novamente e que, ainda pior, eu gostei e ainda quis mais! Que metade do tempo quando não estou sentindo culpa, são os pensamentos libidinosos que tenho constantemente com ele que tomam totalmente lugar em minha mente, indo além do meu controle, fazendo-me tocar a mim mesma antes de dormir à noite, me sentindo tão suja por me sujeitar a isso, mas ainda assim me permitindo ser tão fraca ao ponto de não querer nem me esforçar para me impedir de fazê-lo.

Larguei a xícara com as mãos trêmulas fazendo soar um baque sobre o mármore do balcão e me apoiei nele com os cotovelos, correndo os dedos pelos cabelos em um ato agoniado. Preparei o café com o intuito de acalmar os meus nervos, mas não estava funcionando.

Já havia perdido a conta das vezes que lera as malditas mensagens de Peter. Tentava, juro que tentava, sentir alguma droga de coisa. Mas aquelas palavras não me despertavam nada. Nada. Nem ao menos um sorriso singelo conseguia se despontar no cantinho da minha boca. E isso era uma merda.

– Você não merece isso, Peter... – sussurrei, quase chorando. – Não merece...

E para piorar tudo, ainda havia a bomba que era o pedido de casamento. O que eu faria? Diria não? Teria a coragem de lhe despejar toda a verdade e ver o olhar devastado de decepção que me lançaria?

– Preciso lhe contar a verdade... É isso, já está decidido!

Agarrei o telefone. Se não conseguiria ter a dignidade de fazê-lo pessoalmente, ligaria para ele e poria um fim logo de uma vez nisso. Conter toda essa bagunça de sentimentos dentro de mim durante esses dias já estava quase me deixando a beira da insanidade.

Após discar o número, levei o aparelho até a orelha e senti meu coração martelar forte no peito quando a chamada iniciou a tocar.

– Deus, me dá coragem...

Foi quando a porta da sala se abriu em um rompante e Sophia quase caiu para frente, tentando equilibrar várias sacolas de compras nos braços enquanto entrava na sala.

– Uma ajudinha aqui!

Eu encerrei a ligação e corri para socorrê-la.

– Sua louca, por que não me chamou para ir com você?! – indaguei, tirando duas das sacolas e levando-as até a bancada da cozinha. – Tenho só dois braços, mas garanto que lhe pouparia de muito esforço!

– Você estava trancada no quarto desde de manhã, Willa. Aliás, o que você tem? Está deprimida, por acaso?

– Peter vai voltar depois de amanhã – respondi, o que já foi o suficiente para que ela entendesse tudo. Mas antes que estendesse o assunto logo tratei de desconversar ao olhar para as sacolas que tomavam quase todo o balcão: – E para que tudo isso? Só somos nós duas nesse apartamento! Grande parte disso aqui irá vencer antes que a gente sequer consuma a metade.

– Que nada – ela começou a recolher as coisas, tirando uns três pacotes ultra-enormes que logo deduzi ser de doces e em seguida um pote gigante de sorvete. – Esse será o meu socorro para quando estiver de TPM, você sabe o quanto só falto endoidar nessa casa.

Eu dei um riso fraco.

– Aliás, acabei de me lembrar, chegou uma entrega para você lá embaixo – avisou ela.

– Para mim? – eu franzi a testa.

– Uhum. – Guardava distraída as coisas nos armários.

Bufei desanimada antes de começar a me encaminhar até a porta. Quando saí do elevador para o térreo, avistei um homem gordo e trajado em uma farda de entregador que aparentava aguardar alguém na portaria. Ele logo indagou quando me aproximei:

– Willa Sterling?

– Sim?

Ele sorriu docemente, entregando-me uma caixa retangular coberta por um pacote marrom.

– Entrega para você. Assine aqui, por favor.

– Não estava aguardando encomenda de ninguém. – Falei. O rapaz me estendeu uma prancheta junto de uma caneta, à qual peguei mesmo sem entender nada e rabisquei minha assinatura no local onde indicava. Entreguei para ele, que sorriu novamente, desejou-me uma boa tarde e foi embora.

Eu examinei aquela caixa estranha com curiosidade. Era média e não estava pesada. Também não havia nome de nenhum remetente na mesma.

– Ah, que seja... – murmurei com tédio. Já iria me encaminhar de volta para dentro do prédio, quando simplesmente estaquei no lugar e senti meu coração parar de vez ao direcionar o meu olhar para o outro lado da rua.

Jared. Irritantemente lindo e maravilhoso, caminhando com toda sua postura máscula e decidida em minha direção. Precisei até piscar para me certificar de que não era uma miragem.

Eu olhei para todos os lados, engolindo fortemente em seco, sem saber o que fazer. Os meus pés pareciam ter criado raízes no chão.

Merda, merda, merda, merda, merda, merda...

Foi somente quando ele chegou a poucos passos de me alcançar, que o domínio sobre o meu corpo pareceu voltar em um ímpeto e em um ato desesperado me virei para praticamente correr até o prédio.

– Ei, ei, ei! – me agarrou pelo braço e me deu um forte puxão para trás, fazendo-me colidir contra o seu peito firme. – O que pensa que está fazendo? Eu não sou nenhum tipo de louco que veio anunciar um assalto e levar sua bolsa! – riu. – Apesar de você nem estar com uma.

Misericórdia, eu ficava desnorteada só de sentir o maldito cheiro deste homem. Respirei fundo – o que foi uma péssima ideia, pois o perfume delicioso penetrou ainda mais minhas narinas – antes de pedir em um tom contido:

– Me solta – não me atrevi nem a erguer o meu olhar para ver o seu rosto, pois ele estava tão perto que se o fizesse aí sim ficaria tonta de vez.

– Relaxa. – Murmurou em um tom suave. – Só vim conversar.

– Não quero conversar com você. Aliás, não quero nem estar perto de você. Achei que já tivesse deixado isso claro da última vez.

– Você não deixou nada claro. Eu quem deixei bastante claro que aquela nossa despedida não seria um adeus, e costumo ser bastante firme com minhas palavras.

Forcei o meu braço a sair do seu aperto, mas ele não me soltou. Tentei não me desequilibrar e desfalecer no chão com minhas pernas de gelatina assim que instintivamente segurei os seus bíceps para me apoiar e acabei sentindo sua musculatura forte. Deus, por favor, me socorre.

– Pouco me importa as suas palavras. – Devolvi, me esforçando para soar firme. – O que tivemos foi um erro. Um terrível erro. Não quero nem cogitar cometê-lo novamente.

– Não quer não, é? – ele riu com deboche. Um riso rouco e baixo que refletiu direto nas borboletas que voavam feito malucas no meu estômago. – Por favor, você não consegue nem olhar para mim. Sabe o quanto eu te deixo fraca, vulnerável... – abaixou-se até poder sussurrar em minha orelha, a barba espessa roçando sutilmente o meu rosto: – Nervosa.

– Veio aqui para isso? Ir atrás das mulheres das quais se envolveu só para conseguir a prova do quanto elas ficam desesperadas por sexo quando estão perto de você é algum tipo de hobby que tem para satisfazer esse seu ego gigante?

– Então você admite? – sorriu largamente, e fiquei tão furiosa que consegui livrar o meu braço de sua mão.

– Não estou admitindo merda nenhuma! Agora, se me der licença...

Virei as costas e saí apressada, sentindo-o me seguir no mesmo ritmo de passadas.

– Wow! Você está bem diferente! Menos tímida. Não me lembro de já tê-la ouvido xingar algum palavrão antes...

– Você só me viu duas vezes! – retruquei. – Não me conhece nada!

– Três vezes, na verdade. Bom, quatro com essa, para ser mais exato, e... – colocou-se rapidamente à minha frente quando já estava prestes a apertar o botão do elevador. – Quanto à parte de, pelo menos nesse sentido, ainda não conhecê-la – revirei os olhos ao detectar o claro duplo sentido que ele quis colocar, e isso o fez rir, antes que completasse: –... sim, você está certa. Foi exatamente com esse objetivo que vim até aqui. Conhecê-la.

– Duvido muito que tenha sido só por isso. A última vez você disse que não me tocaria um dedo.

– Não se coloque como a vítima da história, você não me negou em nenhum momento quando a beijei. A transa foi apenas uma consequência.

Dessa vez ele estava certo, e por isso não tive uma resposta na ponta da língua para dar. Então apenas cruzei os braços e desviei o olhar do dele com petulância.

– Saia da minha frente, por favor.

– Não.

Fiquei uns segundos em silêncio.

– Não vai sair?

– Não – cruzou os braços, desafiador.

Merda.

Eu considerei empurrá-lo, mas de nada adiantaria, já que eu era mesmo que um gravetinho perto de seu tamanho e força.

– Tudo bem! Me diga logo o que quer – cedi, com um suspiro irritado, enquanto seus lábios se alargaram em um sorriso de rasgar o rosto. – Você é ridículo.

– Tenho certeza de que me acha bastante o oposto disso.

– E ainda por cima convencido.

Deu uma gargalhada gostosa que até relaxou minha expressão um pouco, mas não ao ponto de rir junto com ele. Porém quase – quase – vacilei com um sorriso.

– Vem comigo.

Segurou, dessa vez delicadamente, o meu braço e começou a me conduzir até sairmos do edifício.

– Pode guardar para mim, por favor? – falei com suavidade ao homem da portaria, estendendo-lhe a caixa em minha mão.

– Claro.

Havia uma autoconfiança no modo como Jared me segurava e conduzia pela rua que me irritava, embora essa segurança que ele tinha sobre si mesmo fosse um dos aspectos que mais me atraía em sua personalidade.

Comecei a diminuir os passos quando vi que estávamos seguindo direto para o seu carro.

– Ah, não. Aí eu não entro!

– O que há de errado? – olhou-me com uma falsa expressão curiosa, e eu percebi que ele tentava conter o riso.

– Não finja inocência quando sabe muito bem o que aconteceu nas duas últimas vezes que estivemos sozinhos dentro deste carro. Sei qual sua tática. Aí eu não entro.

Ele garantiu, sereno:

– Prometo que não há tática alguma. Vou me comportar.

Cerrei o meu olhar, ainda não convencida, e Jared revirou os olhos.

– Haja paciência... – rosnou e me segurou, novamente, pelo braço, dessa vez sem fazer questão de delicadeza.

Hey! – eu reclamei, tentando não tropeçar nos próprios pés enquanto era praticamente arrastada.

– Nunca lidei com uma mulher tão teimosa. – Resmungou e abriu a porta do passageiro. – Anda, entra.

– Tudo bem. Eu vou. Mas porque eu quero. – Deixei claro, e ele me olhou com um sorrisinho irritante como se respondesse um sarcástico "É mesmo?".

E eu estava sendo sincera. Não permitiria que me levasse a nenhum lugar à força. Só estava cedendo às suas vontades porque no fundo sabia haver dentro de mim uma curiosidade e interesse implícito sobre até que ponto ele queria chegar com tudo isso.

Entrei no carro e fiz o possível para ignorar a voz que gritava na minha mente "MAS QUE MERDA VOCÊ ESTÁ FAZENDO, SUA ESTÚPIDA? SAIA DAÍ AGORA!"

Mas eu não saí. Ele girou a chave na ignição e logo seguiu com o veículo.


Notas Finais


Nem sei se vai ter alguém nos comentários rs mas espero fervorosamente que tenha. Beijos e até o próximo (garanto que dessa vez não haverá um ano de demora) ❤


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