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História The Other Side - Drastoria - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi oi oi!!!
Como estão??? Aqui está um trechinho/prólogo da história, espero muuuuito que gostem e que ele deixe vocês ansiosos pelo próximo capítulo.
Boa leitura, nos vemos lá embaixo!!!

Capítulo 1 - Prólogo


​Astória encarava seu reflexo com tristeza, seus olhos brilhavam pelas lágrimas que constantemente se aglomeravam querendo cair, então respirou fundo tentando se concentrar mais uma vez em seu vestido, era de um tom rosa suave, esvoaçante e um tanto revelador, os cabelos, os deixou solto para amenizar a nudez de suas costas, não gostava realmente de usar um vestido como esse, mas seu avô não lhe deu escolha, sua avó atual, deveria ser a terceira esposa dele, não seria muito mais velha do que sua mãe se ela ainda fosse viva, Pietra era doce e amigável, as duas mantinham um bom relacionamento, já o senhor Greengrass era duro, rígido e extremamente desagradável. 

Proibida de descer para a recepção até segunda ordem, Astória tentava descobrir qual o motivo do mistério para essa festa repentina, as leves batidas na porta fizeram seu coração pular, sabia que eram de sua avó, era estranho chamar alguém jovem como ela de avó, a mulher entrou no quarto sorridente, apesar dos olhos tristes, se encararam por alguns segundos em cumplicidade.

- Você está linda Astória! - Ela tentou amenizar a expressão da jovem com o elogio.

- Obrigada, você também está... - Pietra usava um longo preto básico tinha os cabelos presos e grandes pares de brincos que brilhavam incessantemente - E por que estamos tão lindas pra essa ocasião? - tentou Astória sentindo seu mau pressentimento aumentar.

- Asth... - Ela começou respirando fundo - vamos descer e você vai descobrir - Por pior que fosse Astória percebia que ela não estava mais confortável que ela com a situação, ao lado de fora Pietra encostou a porta do quarto e a encarou mais uma vez - independente do que aconteça, por favor, não tome nenhuma atitude que se arrependa depois. Me prometa!

- Não posso prometer nada por enquanto... - Astória estava cansada, de todo o mistério sobre essa noite, de todos os mal estares desde o fim da guerra, de todos os castigos e de ser tão mal tratada por seu avô durante os últimos meses, quase três anos já se passaram e ela estaria presa a essa vida até seus vinte e um anos, Astória havia emagrecido consideravelmente nesse meio tempo, agradecia pela clausura a seu quarto, não sentia vontade de fazer nada além de ficar sozinha, na maioria das ocasiões especiais permanecia trancada em seu aposento para que não fizesse comentários inapropriados com os convidados, mas dessa vez sua presença foi exigida.

Descendo a escadaria do velho castelo norueguês Astória conseguia ouvir o falatório dos convidados cessando, percebeu seu avô surgindo próximo ao pé da escada, ele alcançou a mão da esposa, depositou um beijo formal e então ela seguiu para os convidados enquanto Astória encarava o homem com os olhos desconfiados e ele trancava o maxilar em resposta. Segurou a mão da neta de maneira rude porém velada.

- Não tente nenhuma gracinha pirralha - ele sussurrou entre dentes para só ela escutar, Astória não respondeu, ele repetiu o gesto beijando a mão da neta de maneira menos amável. Astória queria mergulhar a mão em um frasco de ácido sentia o local queimando.

Conforme ele lhe guiava entre os convidados ela era apresentada, cada vez que falavam sobre ela era como se a mesma não estivesse presente, seu estômago embrulhava mais, a festa se resumia a um mar de trages negros, ela era a única usando cor ali, era quase como se seu avô quisesse que ela passasse vergonha por estar usando a cor errada, em um momento de lucidez Astória ergueu mais seu queixo para observar com mais atenção, não era a única a usar uma cor delicada, ela era a única mulher no meio deles, nem mesmo Pietra era visível agora, seu ar faltou, todos os homens a encaravam de alguma maneira, cochichavam, analisavam, seu corpo começou a formigar, costas, colo, rosto, braços. Não podia ser verdade, sentiu seu braço ser apertado mais uma vez para ser a arrastada a mais uma roda de senhores e homens não tão velhos mas tão asquerosos quanto, uma quantida absurda de whisky de fogo sendo servida a cada instante, e a fumaça dos charutos começavam a inundar o ambiente.

- Quantos anos a jovem tem mesmo? - um velho caquético perguntou.

- Quase vinte, não me lembro quando ela completa anos... - ouviu seu avô responder mais uma vez por ela. Arrancou risos da roda, Astória se sentia uma égua puro sangue sendo leiloada.

- Você nunca foi exemplo de nada mesmo, como avô não seria diferente - uma voz potente como trovão invadiu a roda, Astória sentiu suas costas arrepiarem com o sotaque, era familiar mas não quis se virar para ver quem se atrevia, seu avô apertou seus dedos de maneira que teve que olhar para ele,  sua expressão era de puro ódio.

- Domenic... Que surpresa, não lembrava de ter o convidado - Domenic, aquele sobrenome caiu como uma bigorna na cabeça de Astória, se virou tão rápido que sentiu seu vestido esvoaçar com o movimento, o homem que travava um duelo de olhares com seu avô parecia grande demais para um bruxo normal mas pequeno para um meio gigante, deveria ter o tamanho de um urso, era robusto, barbudo, trajava um modelo nórdico de gala, o homem não olhou para ela em momento algum.

- Pai, - aquela voz rouca, agora um tanto mais grossa, surgiu por trás da muralha que era aquele senhor, Erick estendeu um copo de whisky para ele que o engoliu como água ainda encarando seu velho avô, quando o jovem olhou para a amiga o sorriso foi inevitável - Astórrya! 

Ele a cumprimentou, ela não soube explicar mas sentiu como se todos seus problemas tivessem se dissipado, sem pensar, se lançou a um abraço no rapaz que carinhosamente correspondeu.

- Parece que já temos um pretendente senhores... - o Domenic pai bradou em tom de deboche tão alto que Astória pode ouvir o som das conversas voltar a aumentar e de alguns passos se afastando. Seu avô lhe puxou pelo braço de volta. Erick deu um passo em direção a ela pronto para começar uma briga mas seu pai entrepos a sua frente - Perseu... Até para um polha como você isso é desnecessário, parece que não quer ver sua neta feliz!

- A felicidade dela não me importa, isso são negócios meu amigo... - a voz de seu avô era fria, Astória sentiu como se o chão fosse abrir e engolir ela, o homem a sua frente engoliu a seco enquanto o pouco do seu pescoço que estava a mostra parecia vermelho demais para um nível saudável, já Erick mantinha os olhos nela de maneira como se tentasse lhe dar algum conforto - se nos permitem, ainda temos convidados a cumprimentar.

Perseu arrastou a neta para longe, pai e filho agora conversavam de maneira intensa como se negociassem algo entre si. Vez por outra Astória vasculhava o ambiente em busca de seu amigo. O jantar fora servido, alguns dos convidados já haviam se retirado, não acharam apropriada a atitude dela, Astória agora entendia o porquê de tanto destaque para ela, era como uma feira de exibição animal, ela estava sendo leiloada a quem pagasse mais pela sua mão, mal tocou em seu prato, os Domenics foram dispostos na ponta oposta da mesa, ao lado de Astória sentou um rapaz de idade próxima a dela, seu avô até parecia fazer gosto dele, o mesmo tentou conversar com ela durante o jantar mas Astória se limitava a responder com meios sorrisos.

- Sabe o quanto esse lugar na mesa me custou? - ele perguntou em um sussurro inclinado a sua direção, Astória o encarou com a expressão enojada - Você poderia ao menos ser mais amigável? - ele perguntou galanteador, ela vincou ainda mais a testa, então sentiu o tecido de seu vestido se mover, percebeu que o rapaz ao seu lado tocava em suas coxas, sem pensar duas vezes ela afastou a cadeira da mesa, e saiu a fora tão rápido quanto um raio, uma movimentação se deu no jantar, ouviu a voz de seu avô berrar seu nome exigindo que voltasse a mesa, porém ela já ultrapassava a porta em direção aos jardins, assim como o castelo os arredores pareciam abandonados, as construções dos gasebos eram escombros e as ervas daninhas cresciam em volta, Astória corria em direção ao penhasco, nas poucas vezes que saiu para tomar um ar foi para cá que ela veio.

Astória se lançou ao chão, chorou copiosamente, se sentia esgotada emocionalmente, só conseguia pensar na distância de sua irmã e sua tia, a mesma havia saído do St. Mungus a pouco tempo, mas estava proibida de visitá la, longe ao vale no horizonte um último faicho de luz do Sol se punha, Astória sentiu um peso cair sobre suas costas, imediatamente a aqueceu era como um abraço quente, Erick se sentou a seu lado.

- Você já ficou muito tempo sozinha... - a voz dele era firme como se colocasse um ponto final a sua solidão - meu pai está acertando os últimos detalhes com seu avô... Não quero que entenda errado ou fique com medo mas era o único jeito de acabar com seu pesadelo. - Ele tentava explicar de maneira calma e controlando o sotaque.

- Eu não me importo com mais nada Erick, só quero sumir daqui, eu não aguento mais isso, não sei porque ele me trata assim... Eu quero morrer... - Astória se entregou ao choro mais uma vez, ele a puxou para um abraço apertado.

- Não repete isso nem de brincadeira! - ele deu a ordem meio ao aperto. Aos poucos o abraço se afrouxou e ela ficou recostada em seu ombro - Não consigo nem imaginar pelo que passou nos últimos meses... Não conheço seu avô mas meu pai odeia ele, não foi tão difícil trazer ele aqui por que ele ama uma boa briga - Erick soltou uma risada grossa gostosa, Astória se deixou sorrir junto - mas em uma outra situação duvido muito que ele viria.

- Por que você veio Erick? - Ela perguntou se afastando para o encarar, os olhos dele se tornaram distante.

- Um amigo comentou sobre esse jantar, falou que não poderia vir, mas sabia que você era alguém importante pra mim e merecia pelo menos uma tentativa de ser resgatada - ele riu torto, Astória pensou nos meninos de Durmstrang, haviam muitos nórdicos presentes aquela noite - Eu fiquei com medo de que você entendesse errado eu vir aqui, mas precisava tentar - ele deu de ombros - Você é uma camarada, e "Domenics não abandonam seus camaradas" - ele imitou a voz estrondosa de seu pai fazendo ela rir, Erick era um jovem homem que apesar da aparência cisuda e da estatura era extremamente agradável e protetor, a mente da garota a fez lembrar de quando fora atingida por um balaço, de quando dançaram juntos no baile de inverno, das vezes que ele encarou Draco para a proteger mesmo que não precisasse, Draco, sentiu um vazio muito conhecido retumbar em seu peito e seu sorriso murchou aos poucos, engoliu a seco enquanto sua mente a traía fazendo desejar que fosse ele a vir salva-la mas desde o fim da guerra ele nunca se prontificou a nem mesmo responder suas cartas, foram dois anos escrevendo, nos primeiros meses eram quase três vezes por semana, depois a cada quinze dias, um ano depois eram uma vez ao mês, até que ficaram ainda mais raras e por fim no último verão se despediu dele, pra ela, era como se ele tivesse morrido na guerra, um fantasma que a atormentava em dias de tempestade, ou nas poucas vezes que via seu rosto estampado em jornais, Lucius Malfoy fora libertado de Azkaban a poucos dias, Draco não chegou a ser preso pelo que soube, mas a punição social a que se encontrou, pelo que o conhecia, deveria ser tão cruel quanto para ele - vamos entrar? Acredito que meu pai já deva ter acertado tudo a essa altura...

Dentro do castelo Astória se manteve usando a capa de pele do amigo, ele usava uma espécie de fraque, seus cabelos longos e bem negros estavam soltos esticados para trás, parecia com príncipe galês de alguma obra de arte, a postura sempre imponente, ela estava enganxada em seu braço esquerdo, com a mão direita ele segurava a borda do fraque. Duas grandes portas estavam abertas no final do corredor do terceiro andar, era a biblioteca, seu avô se encontrava sentado atrás do gabinete e o pai de seu salvador em pé bebia mais um pouco de algo que deveria ser conhaque flamejante.

- Já era sem tempo - Perceu parecia ter envelhecido alguns bons anos nessas últimas horas.


Notas Finais


Meu deux essa benina sofre né...
Mas vai melhorar, fechar ciclos é necessário e abrir novos é inevitável!!!

Próximo capítulo vai demorar um pouquinho... A menos que eu receba muitos comentários

E não é que eu resolvi terminar The Green Side? Amanhã tem a continuação lá bora checar?

Beijos até o próximo capítulo!!!


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