História The Otherside (O outro lado) - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Mistério, Mistico, Poderes, Romance
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Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiie , voltei ❤️ capítulo fresquinho para vocês. Boa leitura !

Capítulo 6 - Lágrimas de Sangue


Fanfic / Fanfiction The Otherside (O outro lado) - Capítulo 6 - Lágrimas de Sangue

(Leiam o episódio escutando Runaway - AURORA)

 

Eu e Felipe estávamos encostados um no outro,cercados por lobos,aquilo seria fácil. Foi o que pensei. Levanto a minha mão e solto labaredas por uma e raios pela outra. Mas nada adiantou. 

 

- Acho que vou ter que apelar. 

 

Os lobos começaram a correr em nossa direção, não me transformaria a tempo. Então uma explosão de luz vermelha acontece no local, porém não nos atinge. 

 

- Quem fez isso? *Felipe pergunta nervoso , e com medo, era perceptível.* 

 

- Olá pra você também, meu nome é Galadriel. 

 

Eu e Felipe nos entreolhamos, pois havíamos lido o seu diário virtual,  relatando as provas , no dia da pesquisa. (I.V : Capítulo 3) Ele tinha olhos negros, era branco, seu cabelo era liso e castanho escuro, tinha o físico forte , e usava uma roupa de soldado escura. 

 

- Vou leva-los para a corte , a Rainha Mérida os convoca. Precisarei que segurem a minha mão, ele abre suas mãos. 

 

Eu seguro de um lado, e vejo Felipe recuar um centímetro.

- Desculpa cara, eu não sou seu tipo.

- Se eu fosse você não teria tanta certeza disso. *Galadriel responde dando uma risada nasal, e abrindo a mão na direção de Felipe, o mesmo segura de volta , um pouco constrangido.

 

. Somos teletransportados para o palácio, era lindo , escuro , gótico,  era simplesmente perfeito. Até que uma mulher se aproxima , com um vestido vermelho longo, mas que deixava seus ombros a amostra , subo meu olhar até o seu rost-

 

- MÃE?! 

 

 

 

____________________________

 

 

- Olá, filha, eu senti tanto sua falta. * A mesma vem até mim, me envolvendo em seus braços, eu a abraço lentamente, ainda assustada, eu sentia que tinha algo de errado.* 

 

- Mãe, você agora é-é uma rainha, quer dizer , você comanda tudo isso? e agora o que fazemos? Ah antes, se lembra do Felipe? Ele agora é meu anjo da guarda. *Ela arregala os olhos, e pigarreia.*

 

- ANJO?! Desculpe não aceitamos essa raça aqui. Nos tivemos uma guerra a anos aqui, e vocês devastaram meu reino. A partir daquele dia , todos os anjos que aparecessem aqui seriam decapitados. Desculpe Felipe, com você não será diferente. Sinto muito. * Ela diz friamente.*

 

- Você está brincando , não é? 

 

- Eu tenho cara de quem está brincando,  Alice?

 

 

- Você enlouqueceu, não pode fazer isso! Ele é inocente!

 

- Eu posso sim! E não altere sua voz perante mim. Levem-no daqui. O que estão esperando? AGORA! O dia da decapitação será amanhã as 9:00 horas da manhã. 

 

- NÃO! POR FAVOR MÃE,  NÃO FAZ ISSO! POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO. * Começo a correr até ele , que está sendo levado pelos guardas, mas sinto alguém me segurar.*

 

- Confie em mim, você não vai querer fazer isso. *Galadriel diz sério.* 

 

Ele me solta. Respiro fundo e ando lentamente até minha mãe, me aproximo e olho no fundo de seus olhos esverdeados.

 

 

- Você não é a minha mãe. *Digo com meus olhos cheios de lágrimas.* Você vai TENTAR matar a única pessoa que realmente me ama , depois de meu pai,  e isso não dói nem um pouco em você. Eu não sei o que fez com minha mãe, mas nunca, NUNCA, será ela! 

 

Vejo os olhos da mesma encherem de lágrimas,  e a mesma da um tapa em minha cara com toda força que podia, me fazendo cair no chão. Eu estava com medo, e a dor era muito mais que física.

 

- Levem-na para seu respectivo quarto. 

 

- Pode deixar. * Disse Galadriel me chamando com a cabeça.*

 

____________________________

 

POV Felipe 

 

Foi tudo muito rápido, eu estava processando os acontecimentos ainda.

 

- O que vão fazer comigo? * Pergunto de dentro da cela , na masmorra do castelo em que me jogaram.* 

 

- A rainha decretou sua decapitação, amanhã as 9 da manhã. 

 

Os mesmos dizem friamente na frente da cela. Tento usar meus poderes mas nada adianta, a cela deveria ter proteção, assim estaria "Desarmado". Eu estava com medo,eu não queria morrer, eu só queria o abraço de minha mãe agora, cantando em meu ouvindo, e dizendo que tudo vai ficar bem. Mas vou morrer , tenho que aceitar meu destino. As lágrimas escorriam de meu rosto, me lembrava dos meu momentos felizes , quando teve aquela guerra de macarrão na oitava série, eu e Alice nos tornamos os reis do esparguete. A medida que me lembro, solto pequenas risadas que se misturam com os soluços. Sentia o gosto salgado das lágrimas. Encosto minha cabeça na parede fria. Tão fria quanto minha vida naquele momento.

 

____________________________

 

POV Alice

 

Entro em meu quatro contra a minha vontade, Galadriel logo depois de mim. Meus poderes não funcionavam lá. Eu só queria desabar em lágrimas,  mas tentava ser forte o máximo que conseguia, já estava em meu limite. 

 

 

- Por que Galadriel, por que matar Felipe, por quê? SÓ ME DIZ , SÓ ME DIZ POR FAVOR , TEM QUE SER DESSE JEITO? EU NÃO AGUENTO MAIS! SÓ ME LEVE PRA CASA,  PARA OS BRAÇOS DO MEU PAI , PARA MINHA CAMA DO GROOT, só. ..., por favor,  p-por favor ... *Desabo em lágrimas,  eu não queria ser fraca , mas já estava cansada de segurar o oceano sozinha. * Eu te impl-ploro , por fa-favor , salve-o ... 

 

Sinto o braços do mesmo me envolverem, eu o abraço de volta no mesmo instante,soluçando em seus ombros, sentia a armadura gelada fazer minha pele arrepiar, o mesmo alisava meus cabelos.

 

- Eu sinto, muito ,muito mesmo... Mas não posso fazer nada, nem responder suas perguntas. 

 

- Só obrigada pelo abraco, sei que não pode fazer nada. Mas me deixe sair,  por favor.  *Digo sentindo um vazio em meu peito, tão forte , que me deixava bamba.*

 

- Não posso. * O mesmo sai do quarto, trancando-o imediatamente. * ME DEIXA SAIR! POR FAVOR!

 

Faço isso por alguns minutos,enquanto dou murros na porta mas nada adianta,a minha mão já estava sangrando, me levando a desistência. As janelas eram altas , e nem 2 escadas me levariam até elas. Apenas sento no chão levemente congelado, me abraçando na esperança de cessar o frio. Eu tentava pensar em algum plano,em qualquer coisa, mas estava encurralada.

 

____________________________

 

Era a manhã da decapitação, eu ainda estava completamente desacreditada da situação, eu estava trémula , chorosa , assustada. Passam pela portinha que fica no fim da Porta ,meu café da manhã em uma bandeja, e um vestido preto de seda com mangas de renda.Após tentar tomar o café, duas mulheres entram em meu quatro e me obrigam a vestir o vestido, eu estava completamente fraca, mas milagrosamenre consigo golpear uma mulher na cabeça com a bandeja, pego sua faca que está em sua cintura e enfio na sua barriga, logo depois enfio no peito da mulher ao lado que tentava me nocautear. Guardo a faca , visto o vestido , e na mesma hora guardas chegam, por sorte não vêem os cadáveres, e me levam a decapitação.  Eu não tinha um plano exato,  só queria chegar lá,  e dar a minha vida por ele, morrer lutando. 

 

POV Felipe

 

Eu estava lá, na praça do castelo , de joelhos, perante a multidão que se aproximava. Cercado de soldados , de neve , com uma manta branca, eu apenas olhava para o céu, que estava cinzento , eu estava apenas tentando aproveitar meu último momento de vida, a última brisa sobre a minha pele. Vejo Alice chegar cercada de soldados, sendo segurada, eu conseguia ver as lágrimas mesmo daquela distância. 

 

- EU TE AMO! *Foi a última coisa que gritei antes de ir.* 

 

POV Alice 

 

Tento me soltar dos soldados, enfio a faca na barriga de um soldado , e corto a jugular do outro que me segurava, consigo correr,  mas no meio do caminho vejo , a faca no pescoço de Felipe. 

 

- NÃAAAAAAAAAAAAAO ! POR FAVOR, TENHA MISERICÓRDIA ! *Caio de joelhos no chão em prantos, vendo a cabeça de Felipe rolar pelo chão, seus olhos ainda em minha direção. Então uma luz forte sai de minha mão,  meu coração, minha boca, meus olhos,  uma explosão enorme acontece, um clarão toma conta da praça. Quando a luz se apaga, o corpo de Felipe ainda estava lá, só que agora o de dezenas de inocentes também. 

 

- M-Meu D-Deus , o que eu fiz? * Digo ainda aos prantos.* 

 

Olho para cima e vejo minha mãe da janela do castelo, e consigo ler seus lábios, ela dizia "Essa é a minha garota."


Notas Finais


"Família não começa com o sangue, nem precisa terminar." - Bobby Singer


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