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História The Owl House: Sozinha com você - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oie! Então... esse hiato de uma das minhas séries favoritas está me matando, e eu não podia mais esperar por algum conteúdo de Lumity, então isso e o fato de que eu não achei quase nenhuma fanfic brasileira de The Owl House por aqui me inspiraram a fazer algo eu mesma.

Os capítulos serão alternados a partir dos pontos de vista da Amity e da Luz, sendo que o primeiro capítulo parte do ponto de vista da Amity.


Bem, acho que isso é tudo o que quero dizer. Boa leitura! 💜

Capítulo 1 - Capítulo 1- Como poderia?


Fanfic / Fanfiction The Owl House: Sozinha com você - Capítulo 1 - Capítulo 1- Como poderia?

Amity bateu na porta.

 Uma brisa fresca passava por entre seus cabelos, deixando-os bagunçados e ela agarrava o vestido com força o com as mãos, uma forma involuntária de lidar com o nervosismo de estar ali.  Suas bochechas estavam um pouco vermelhas por causa do frio da brisa lá fora, e contrastavam com sua pele pálida, quase completamente branca.  A bruxa ficou olhando para o chão, um pouco tímida demais para enfrentar seus problemas de constrangimento e olhar para a pessoa que poderia estar ali abrindo a porta para ela.

 Fazia algumas semanas desde que ela tinha visto seus amigos pela última vez, desde que ela tinha visto... ela, pela última vez.

 Ela estivera bastante ocupada nos últimos dias, especialmente depois de sua última visita à Casa da Coruja.
 Foi logo depois que ela soube da briga de Luz com o imperador.  Amity teve que ir ver como ela estava depois disso.  E ela precisava admitir, era muito difícil andar todo o caminho até a casa de Luz engessada, mas se fosse para ter certeza de que Luz estava bem, então valia a pena.

 Quando ela entrou, a humana veio correndo em sua direção e deu-lhe um grande abraço.  Foi tão repentino que Amity largou as muletas e quase tropeçou no pé machucado. Isso sem mencionar o quão vermelho seu rosto ficou.  Ela não conseguiu nem dizer "oi" para Luz, porque a humana começou a falar sem parar sobre tudo o que havia acontecido.  Aparentemente, Amity entrou na Casa da Coruja logo depois que Luz voltou da batalha.

 Foi tão bom ouvir a voz de Luz, ver seu rosto, sentir seu toque... Amity simplesmente não conseguiu dizer não quando a humana pediu que ela ficasse mais.
 Não é nem preciso dizer que seus pais não eram grandes fãs de que ela voltasse para casa tarde, e ela ficou de castigo por algumas semanas.

 A bruxa balançou a cabeça, tentando tirar o pensamento de seus pais de sua mente.
 Ela não estava mais de castigo.  O que significava que seus pais não estavam verificando cada movimento dela e ela poderia finalmente ir para a Owl House sem muito risco de ser pega.

 Ela foi tirada de seus pensamentos por Hooty, que abriu a porta para ela. 

–Ei, gente, olha só quem chegou!–Ele disse entusiasmado, abrindo espaço para mostrá-la ao grupo. 

Eles estavam todos sentados, conversando e rindo, assim como da última vez que estiveram todos juntos na Casa da Coruja.  Ver aquela cena a fez abrir um sorriso involuntariamente, lembrando-se da última vez que esteve ali.

 A bruxa arrumou o cabelo, todo bagunçado por causa do vento, e soltou seu vestido, que agora tinha as marcas de suas mãos.  Ela também tentou consertá-lo, passando as mãos pelo vestido repetidamente e freneticamente.

 –Amity!–Luz correu até a porta para cumprimentá-la e, ai meu Deus, ela não havia percebido o quanto sentia falta da humana até ver seu rosto.  Amity podia notar como sua pele estava iluminada pela luz acolhedora do sol, revelando seu lindo tom de pele cor chocolate, e seus olhos brilhavam, mostrando um tom maravilhoso e rico de marrom.  Ela era simplesmente linda, e a bruxa só não conseguia parar de olhar para ela.

 Recebida por um grande abraço, ela não pôde deixar de corar furiosamente, fazendo suas bochechas ficarem ainda mais vermelhas do que antes.  O toque de Luz sempre foi a melhor coisa de todas.  Ela nunca poderia se acostumar com isso.  Ela retribuiu o abraço hesitante, ainda não familiarizada com o gesto, mas assim que sentiu o abraço caloroso da amiga, seu coração se encheu de uma sensação incrível, e seu estômago se encheu de borboletas, uma sensação com a qual ela agora estava acostumada , mas nunca perdia sua magia.

 –Oi, gente– Ela acenou para Willow e Gus do outro lado da sala assim que Luz se soltou do abraço, e eles acenaram de volta, sorrindo.

 –Hã... Oi, Luz–Ela disse um pouco sem jeito, virando-se para a humana de olhos castanhos, as bochechas ainda marcadas de vermelho por causa do abraço.

 Uau, que novidade!  Ela não conseguia se controlar perto de Luz, como sempre...

 Ela pensou sarcasticamente, repreendendo-se por não ser capaz de controlar suas emoções.  Ela estava pensando que isso poderia se tornar sua assinatura ou algo assim, já que era seu novo normal.

 –Oi! A gente estava te esperando!– A humana respondeu com um grande sorriso brilhante.  Então ela voltou sua atenção para a perna de Amity, e de volta para seu rosto.

 –Como está sua perna?–Ela perguntou, com uma expressão doce e carinhosa.

 A bruxa levantou a perna e olhou para o pé, analisando os curativos mágicos grudados em seus semi saltos pretos.  Era bom poder usar sapatos novamente.

 –Está bem melhor agora. Não preciso mais do gesso, graças aos adesivos de cura. Levaria muito mais tempo para curar sem eles–Amity respondeu, olhando de volta para sua amiga.

 –Ah, sim, as maravilhas de um mundo com magia! É tão bom estar aqui–Luz disse com um sorriso, que estranhamente se desfez rapidamente, dando lugar a uma expressão umpouco sombria e melancólica. Mas foi só um piscar de olhos e ela estava de volta ao seu normal sorridente.

Será que Amity só estava imaginando coisas?

 –E desculpa por não te visitar muito. Eu só tinha muita coisa acontecendo, sabe?–Disse Luz, tentando mudar de assunto.

 –Ah, tudo bem. Nada de interessante aconteceu comigo, de qualquer modo. Você ficaria entediada se viesse me visitar, haha– A bruxa disse com uma risada estranha, não sendo capaz de olhar nos olhos da amiga humana.

Sério, ela não poderia apenas agir normalmente ?!

 

 Ha!  Quem ela estava enganando... Como poderia, quando uma pessoa como Luz estava por perto?


 Luz pôs a mão esquerda no ombro de Amity e olhou profundamente em seus olhos, com uma expressão séria, mas terna. 

–Ei... não diga isso! Eu nunca poderia ficar entediada passando tempo com você!


 A garota de cabelo verde não conseguiu responder a isso, ela estava muito ocupada tendo um colapso mental.

 Droga, Luz!  Você não deixa nada mais fácil!

 Ela pensou enquanto sentia seu rosto esquentar.  Cada palavra que a humana soltava só fazia Amity gostar dela ainda mais ...

 Como isso era possível?

 

 –Bem... vem e senta com a gente!–Luz concluiu, já que não recebeu resposta, e puxou Amity pela mão até o sofá.

Até isso conseguiu fazer a bruxa ficar mais vermelha, de alguma forma.


 Ah vamos... Ela poderia NÃO corar com cada coisinha que a humana dissesse ou fizesse?  Por favor?

 

–Eda e Lilith estão fazendo comida na cozinha com King–Luz apontou.

 A bruxa não foi realmente afetada pelo que sua amiga havia dito.  Ela tinha ouvido falar que a agora banida do Clã do Imperador Lilith Clawthorn começou a viver com sua irmã na Casa da Coruja, mas embora ela tenha visto Lilith no dia em que foi à casa de Luz, ela não tinha certeza.  Seus pais a proibiram de falar com Lilith.  Eles vagamente falaram sobre sua traição ao clã e como foi super ruim e então simplesmente anunciaram a ela que ela teria ume nove mentore um dia, do nada.


 Sue nove mentore não era tão ruim, mas ... para ser honesta, ela sentia falta das aulas de Lilith.  Sim, ela era... rígida.  Mas ela a ensinou muito.  Pelo menos, muito mais do que essu nove ensinou.
 Amity não sabia como realmente se sentia em relação a Lilith.  Depois de saber (pelas palavras de Luz) o que ela fez, Amity perdeu muito de seu respeito por ela, ainda mais do que quando ela a fez trapacear, na convenção.  Mas isso não apagava o fato de que ela era uma boa professora.


  –Amity? Ei, terra para a Amityy... Ah, não, espera... Esse não é o ditado aqui, é?– A bruxa foi trazida de volta à realidade pela voz de Luz, e percebeu que a humana estava agora muito perto de seu rosto, acenando com a mão na frente dela para chamar sua atenção e tirá-la de seu transe.  Ela recuou um pouco, surpresa com o quão próxima de si sua amiga estava.
  –Desculpe, Luz, eu meio que voei um pouco aqui. O que você disse?–Amity perguntou, um pouco envergonhada.  Luz  apenas sorriu.


  –Eu só estava perguntando... se você prefere ter cortes de papel nas mãos por um dia ou não ter unhas por uma semana?

 Amity olhou para ela com uma expressão confusa e séria.

 Que tipo de pergunta é essa?


  –O que você quer dizer? Eu não gostaria de nenhum desses. Ambos são coisas ruins.
 Luz deu uma risadinha, e isso fez o coração de Amity pular uma batida.  A risada dela foi a coisa mais fofa e adorável que a bruxa já tinha ouvido, e era incrível como Luz inclinava a cabeça um pouco para frente ao fazê-la, fechando os olhos automaticamente sem nem perceber.

 –Eu sei disso–Luz disse, ainda rindo um pouco

–É só um jogo... Se você tivesse que escolher, qual seria?
 

Isso deixou a bruxa ainda mais confusa.

 Por que alguém jogaria um jogo assim?

 Mas ela escolheu de qualquer maneira. 

–Eu escolheria não ter unhas, obviamente–Ela disse sem nem mesmo pensar.

 –O QUEE???– Willow e Gus pasmaram de seus lugares, ao mesmo tempo em que Luz se levantou de onde estava sentada e gritou com uma cara competitiva, apontando para Amity como se a estivesse usando para provar um ponto ou algo assim.

 "EXATAMENTE!"


 Bem, isso criou uma polêmica.

 –O quê? Cortes de papel doem. Estar sem unhas não. É só lógica.–Amity deu de ombros, explicando seu ponto.


  –Sim, mas... ter mãos e não ter unhas? Arghhh, eu nem consigo imaginar!–Gus disse olhando para os dedos, dramático como sempre.  Willow concordou com um aceno de cabeça.


  –Estão vendo? Amity me entende!– Luz disse animada, enquanto se sentava ao lado da bruxa e envolvia seu braço em volta do ombro dela, puxando-a para perto de si. Isso fez a bruxa corar mais do que nunca.  Sem falar que ela não ousou mexer um músculo quando Luz fez isso, paralisada pelo súbito toque de quem ela gostava.

 –Ainda não entendi–Gus parecia ter dito no fundo, mas Amity não estava mais prestando atenção.  Ela estava concentrando o rosto de Luz, que agora estava bem perto do dela.
 Ela devia estar tão vermelha naquele momento.  Ela podia até sentir seu rosto começando a ficar quente.

 Isso não estava certo.
 

Nada disso estava certo.

 Ela não devia ficar toda vermelha só porque Luz disse ou fez alguma coisa!  Ela deve ser capaz de se recompor ao seu redor!

 

 Tenha um pouco de autocontrole, Blight!

 Ela pensou, frustrada consigo mesma.

 

 Amity gostava de Luz há um bom tempo, ela já se conformara com isso.  Na verdade, ela estava até de bem com isso.  Luz era a única pessoa com quem Amity se sentia realmente confortável.
 Demorou um pouco para Amity se acalmar com esse sentimento, ainda assim.  A humana a fez sentir algo... diferente.  Ela nunca havia se sentido assim antes.  Ela já tivera outras crushes, é claro, mas nada assim.
 Com elas, ela foi capaz de manter a calma, superar com o tempo.  Mas com Luz... tudo se transformou em uma gigantesca bola de neve de sentimentos, e sem nem perceber, ela já estava muito envolvida para conseguir se salvar do pesadelo que era gostar de alguém.
 Agora ela não sabia o que fazer sobre tudo isso.  Ela nunca tinha chegado tão longe.


 Depois do Grom... Foi aí tudo se agravou.

 Ela pensou.

 Desde então, Amity está mais confusa do que nunca.  Ela não estava pensando muito nisso antes, mas depois daquela dança ela percebeu que era sério.  Esse crush poderia arruinar sua vida, ou torná-la melhor do que nunca.


 Como ela poderia colocar em palavras?

 Quando ela estava com Luz, ela ...

 Ugh, era até difícil de explicar ...

 Ela podia... rir; entender as coisas errado e não ser punida;  se divertir;  questionar coisas ...
 Ela poderia simlpesmente... ser ela mesma.  Ela poderia ser a pessoa que sempre quis, mas estava com muito medo de tentar.  Estar com Luz a fazia se sentir... livre.
 Ela não pôde deixar de sorrir com essa linha de pensamento.

 Sua vida era uma prisão.  Amity sabia disso desde o início e já tinha aceitado esse fato.  Mas Luz mudou tudo.  Desde a primeira vez que se encontraram, ela já percebeu que a garota tinha uma vida totalmente oposta à dela.  Ela invejava isso.  Mas quando ela passou a conhecê-la melhor, esse sentimento de inveja começou a mudar.  Tornou-se algo muito peculiar, que ela realmente nunca pensou que pudesse sentir por... sabe, ela.
 A humana a fez questionar tudo em que ela acreditava.

 É essa vida realmente o que ela queria?

 Porque aqueles pequenos momentos com a criatura de olhos castanhos a fizeram pensar o contrário.

 E aquele sentimento, aquela vontade de se rebelar, fazer tudo diferente, fazer o próprio futuro... estava começando a lhe dar nos nervos, porque estava mais forte do que nunca, ela não sabia lidar com isso.


 Mas uma coisa era certa: Luz era quem fazia aquela faísca acender, todas as vezes.  E Amity não tinha certeza se isso era uma coisa ruim.


 Ela sabia que nunca poderia contar para o humano, por vários motivos (Luz nunca foi capaz de gostar dela e a desaprovação de seus pais ser alguma), mas ela poderia apenas aproveitar?  Só mais um pouco?  Ou ela deveria simplesmente interrompê-la antes que isso ficasse ainda mais difícil?

 –E você, Amity? Você prefere ser uma vampira ou uma lobisomem?–A voz de Luz a despertou novamente, e então ela percebeu como estava encarando a amiga por todo esse tempo.


 Ela tentou acompanhar a conversa.
  –Hã... Vampiro, com certeza.
–O quê??? Lobisomem são muito mais legais!–Luz exclamou, batendo as mãos nas próprias coxas, para fazer barulho.  Ela realmente parecia indignada com o fato de que ninguém entendia seu pensamento sobre a questão.

 –Eu não consigo acreditar que nenhum de vocês escolheria eles! Eles são rápidos, fortes pra caramba, e vocês tem que admitir, eles são muito fooofos!–Luz contou nos dedos, completamente apaixonada pelos lobisomens.  E então jogou as mãos para o ar–Eles são incríveis!–Ela olhou para Amity, esperançosa de que a bruxa fosse concordar..

 –Desculpa Luz, vou ter que concordar com Willow e Gus dessa vez. Vampiros vivem mais. Só faz mais sentido!

 –EXATO!–Willow e Gus disseram ao mesmo tempo, concordando com ela.

 –Ahh, vamos Amityy, pensei que éramos um time!– Luz brincou, dando uma cotovelada nela e sorrindo.  Então ela se virou para todo o grupo e revirou os olhos de brincadeira.

–Sabe... Tudo bem. Vocês não são espertos o suficiente para entender ainda–Ela brincou, fazendo uma pose como se fosse superior.


 Willow e Gus se entreolharam com a expressão de duas crianças que iam fazer alguma travessura.


  –Buuuu!!–Eles começaram a jogar alguns salgadinhos nela, e ela tentou se defender, rindo.


 Amity não conseguia parar de rir de tudo isso.  Ela estava rindo tanto que seu estômago doeu e ela começou a se contorcer em seu lugar.  A cena até começou a passar em câmera lenta.  Ela estava tão feliz neste momento.  Tão... em paz.  Estar lá com seus amigos, vendo-os se levantar, jogando comida um no outro, rindo sem parar com ela... isso simplesmente fez seu dia.

 Amity Blight estava, pela primeira vez em muitos anos, feliz.

 –Ei, crianças, trouxemos alguns lanches!– Eda disse, trazendo um prato com sanduíches e King no ombro, e a realidade junto.

 Amity ainda tinha uma prisão para onde voltar depois disso.  Ela ainda precisava descobrir o que fazer com Luz, com a vida dela ... Quase se esquecera.


 Lilith entrou logo depois de Eda, com suco e algumas xícaras, e sentou-se ao lado da jovem bruxa.

 Ela estava... diferente.  Amity notou melhor as listras grisalhas em seu cabelo que ela vira antes quando se encontraram algumas semanas atrás, e a bruxa mais velha parecia mais... fraca, se isso fazia sentido. Seu poder mágico parecia mais fraco do que antes da batalha.


  –Oi, Amity. É bom ver você.–Lilith a cumprimentou em um tom um tanto formal.

 –Oi, Lilith.–A bruxa disse um pouco rudemente, ainda escondendo o rancor de suas interações anteriores, mas tentando manter a compostura.

 As duas ficaram em um silêncio desconfortável por um momento, até que Lilith decidiu quebrar o gelo.

 –Então... Como está indo o seu treinamento?–A bruxa mais velha puxou conversa.

 –Bem, eu acho. Meus pais me contrataram ume nove mentore, mas.. não sei. Eu só não sinto que estou aprendendo muito com elu.–Então ela disse algo que nunca pensou que diria para aquela bruxa–Suas aulas eram melhores.–Ela admitiu, um pouco amarga. Ela ainda estava muito magoada com o que Lilith fez com ela na convenção, e o que Luz disse a ela não tornou nada melhor.

 Lilith abriu um pequeno sorriso suave, provavelmente por causa do elogio, mas então aparentemente percebeu o tom e a expressão de Amity, e surpreendentemente para a jovem bruxa, ela parecia um pouco triste com isso.  Ela olhou para baixo, envergonhada.

 –Olha... Eu sinto muito pelo que fiz a você na convenção–Amity percebeu que ela estava olhando fixadamente para as próprias mãos, paradas em cima de suas pernas.  Ela estava claramente com dificuldade para manter o contato visual com a jovem bruxa, parecendo ressentida com o que ela fez.  E então ela finalmente reuniu coragem para olhar Amity diretamente nos olhos:

–Nunca tive a chance de te dizer isso.

 Amity estava sem reação a isso.  Lilith parecia... sincera.  Amity sempre a viu como alguém que nunca admitiria que está errada, muito menos se desculparia.  Vê-la fazer isso... parecia honesto, real.  Ela não sabia o que dizer.  Mas ela não precisava.  Lilith continuou:

 –Eu tomei muitas decisões ruins ao longo da minha vida devido ao meu egoísmo e tenho uma longa lista de pessoas que magoei ao longo do caminho, mas estou dando o meu melhor para consertar tudo agora.-Ela explicou, pensando no passado, lamentando suas decisões.  A bruxa mais velha colocou uma das mãos no ombro da garota de olhos cor de âmbar e olhou em seus olhos.

 –Você é uma das pessoas que magoei, Amity, e sinto muito por isso.

 Apenas pelo olhar que ela deu, Amity podia entender o quão horrível ela se sentia, e o quanto ela daria para retirar o dano que causou.

 Essas palavras vindas de Lilith chocaram a garota.  Sim, Lilith foi sua mentora por um tempo atrás, mas antes ela era apenas isso.  Amity nunca a reconheceu realmente como uma pessoa, alguém com sentimentos, ambições, arrependimentos.  Ainda assim, o que Lilith fez com ela machucou.  E muito.  Ela foi humilhada na frente de todo um estádio de gente, forçada a encará-los nos olhos, tendo feito a pior coisa possível.

 Amity sempre valorizou trabalho duro.  Para ela, dar seu melhor para ganhar algo valia mil vezes mais do que trapacear para conseguir o que queria.  Essa foi uma das razões pelas quais ela desvinculou o juramento eterno que fizera com Luz naquele dia. Ela percebeu que Luz estava se esforçando ao máximo para aprender magia, da maneira certa.

 Amity nunca, nunca seria desonesta como ela foi colocada para ser naquela competição. não de propósito O que Llilith fez com ela foi o pior tipo de traição possível aos seus olhos.

 Mas... mesmo que as desculpas não mudem o fato de que isso aconteceu, elas são um sinal de que a pessoa se arrepende do que fez e está disposta a melhorar as coisas.  Além disso, ouvi-los vindo de seu antigo mentor foi algo que a jovem bruxa nunca pensou que faria.  Se Lilith fez isso, significava que ela estava realmente arrependida.

 Agora... isso é o suficiente para Amity?

 

 Ela respirou fundo e exalou, dando um sorriso suave e doce.

 –Eu te perdoo.

 

 Sim, é.

 Ninguém é perfeito.  Se ela merecia uma segunda chance, Lilith também merecia.

 

 A bruxa mais velha exalou de alívio, liberando alguma tensão em seus ombros que provavelmente nenhum dos dois sabia que ela tinha.  Ela sorriu de volta para Amity como um agradecimento.


  –Eaí, vocês vão jogar?–Luz perguntou a elas.  Aparentemente, elas haviam perdido um pouco da conversa.

 –Jogar? Jogar o quê?–Lilith perguntou, confusa.  A garota de olhos âmbar também ficou perplexa com a pergunta.

 –Verdade ou Desafio. É um jogo que temos na terra. Talvez vocês tenham aqui também?– A humana esperava.

 Todo mundo olhou para ela com expressões bastante confusas.

 –Tudo bem. Posso ensinar pra vocês como jogar–Ela disse, e começou a explicar a dinâmica do jogo. Logo eles estavam todos compartilhando algumas histórias malucas e fazendo desafios estúpidos, rindo alto. Esse foi um dos dias mais emocionantes que Amity teve em algum bom tempo.

 O tempo voou rápido e ela precisava voltar para casa.
  –Eu realmente preciso ir, agora–Ela disse, olhando para o relógio, triste por ter que dizer adeus. Ela realmente queria ficar mais tempo, mas não podia arriscar que seus pais descobrissem.

 –Tchau, galera–Ela disse ao se levantar da cadeira. Todos se despediram e Luz se ofereceu para acompanhá-la até a porta.

 –Você já ouviu falar que o sexto livro da Boa Bruxa Azura chegou? Estou tão animada!–Luz falava no caminho para a porta. Ela então ela fez uma cara de quem tinha acabado de ter uma ideia incrível.

–Nós devíamos ler juntas!
 Ela começou a pular no lugar e bater palminhas, toda animada.  Isso fez Amity abrir um grande sorriso involuntário.  Cada coisa que a humana fazia ou dizia fazia seu coração quase pular para fora do peito, batendo mil vezes mais rápido do que o normal, e causava que as borboletas em seu estômago que finalmente estavam se instalando voarem para todo lugar novamente.

 –Poderíamos comentar todas as coisas mais importantes e...–Luz continuou falando, animada com a ideia.
 A bruxa apenas olhou em seus olhos, maravilhada com toda aquela energia.  Luz era mesmo um enigma, um enigma com muitos detalhes de peças que ela adorava explorar.
 Ela era simplesmente... incrível.


 Mas então Amity acordou para a realidade.

 Isso não era uma coisa boa.

 Como?
 Como ela lidaria com tudo isso?  Com esse... sentimento?  Ela não podia entrar em pânico toda vez que Luz passava por ela.
 Mas ela também não sabia se conseguiria se distanciar dela ...

 –Amity?

 –Hã?–Ela acordou deses pensamentos, voltando ao mundo real.

 –Amity, você tá bem? Você parecia um pouco dispersa o dia todo–Luz parecia um pouco preocupada.

–Tem alguma coisa acontecendo?"

 –Ah, sim, estou bem, não se preocupa– Ela disse com um sorriso, tentando garantir a amiga.

–Sério?–A humana perguntou, ainda um pouco desconfiada, colocando as duas mãos nos quadris enquanto falava.


 Amity deu um sorriso suave.  Era fofo que Luz se importasse com ela.
–Sério, estou bem–Ela disse, tentando mostrar que realmente estava bem. Então continuou, tentando acalmar os pensamentos de Luz ainda mais:

 –Eu só estava pensando sobre algumas coisas.
 Mas então ela percebeu o que acabara de dizer, e um pensamento assustador veio à sua cabeça.  Seus olhos se arregalaram no mesmo momento..


 Ah, ela não deveria ter dito isso.


 Ela começou a pensar demais no assunto.

 E se Luz entender?  E se ela assimilar que a "coisa" é ela?  Oh, Deus, não, ela não pode!  Ela rejeitaria Amity com certeza, e isso arruinaria sua amizade.  Não é preciso mencionar que Amity ficaria devastada e seus irmãos definitivamente descobririam e contariam a seus pais... Ah, isso arruinaria a vida de Amity.  Não, não...Ela precisava consertar isso.

 Ela começou a ficar nervosa e suada, e falou rápido demais:

–Coisas aleatórias! Tipo, apenas algumas coisas que me lembrei hoje. Não você, é claro! Eu nunca pensaria em você. Haha. Quem disse isso?–Ela deu uma risada nervosa, e colocou a mão na cara internamente assim que processou o que tinha acabado de dizer.


 Sim, ela estava pronta para morrer agora.

 Isso foi um fracasso total.

 Ela esperou por uma resposta, e Luz ficou muito confusa por um momento.
  –Ookaaay–Ela respondeu, desconfiada, estreitando os olhos.  Em seguida, seu rosto mudou em uma fração de segundo, e ela voltou ao seu sorriso alegre e acolhedor de sempre

–Bem, foi bom passar um tempo com você.

 A garota de cabelos verdes deixou escapar um suspiro de alívio.

 Graças ao Titã, ela não entendeu.


  –Eu também acho– Ela respondeu sorrindo um pouco tristemente.
 Ela queria ficar mais.  Queria conversar com Luz e com os convidados da Casa da Coruja, brincar, ver mais filmes, rir tanto quanto ria há alguns minutos... Mas o sol estava se pondo, e ela precisava mesmo ir para casa.  Seus irmãos não seriam capazes de protegê-la por muito mais tempo, e seus pais a matariam se soubessem que ela tinha ido para a Casa da Coruja.  Ela estava completamente proibida de ir para lá, não precisava nem dizer.
  –Tchau, Luz–Ela disse ao sair pela porta, e Luz acenou para ela se despedir com um grande sorriso de volta.


 Só isso foi o suficiente para fazer sua longa caminhada para casa valer a pena.


Notas Finais


Yayyy, é isso para o primeiro capítulo.
Ainda não terminei de escrever essa fanfic, estarei postando enquanto escrevo, então por favorzinhoo deixe seu comentário sobre o que achou do capítulo, porque me incentiva muito a continuar escrevendo, você não tem ideia.
Seus comentários simplesmente fazem o meu dia💖
Espero que goste disso🌟

Não sei quando postarei o próximo capítulo, mas prometo que será em breve.

Ahhh, mais uma coisa: eu amo enigmas e mensagens ocultas, então vou esconder uma ao longo desta história.
Você encontrou a palavra deste capítulo?


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