História The Pagossi Fanfic - Capítulo 12


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Categorias Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Personagens Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Tags Jeiza, Jeizeca, Marco, Oliveira, Pagossi, Paolla, Pigossi, Romance, Zeca
Visualizações 321
Palavras 1.641
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse eu escrevi com um sorriso no rosto :)

Capítulo 12 - Doze


Ela reparou na jaqueta jeans e no sorriso.

Ele reparou no sorriso e na saia.

Ela se apressou para receber o abraço, e ele já com os braços abertos.

- Você veio! – ela disse sorrindo, enquanto ele lhe abraçava apertado a tirando do chão.

A festa já tinha começado havia duas horas, e ela não aguentava mais olhar ao redor, ansiosa esperando ele chegar.

- Você insistiu tanto... – ele respondeu em tom de brincadeira.

A colocou chão e se afastou. Ela apertou os olhos, meneando a cabeça.

- Vem, vamos dançar. – ela o puxou pelo braço.

Ele fez uma careta.

- Não posso só sentar um pouco e conversar, não?

- Não. Tá doido? Deve ter passado o dia todo já sentado, lendo seus livros... – ela revirou os olhos.

Ele revirou os olhos, a imitando.

- Depois vem reclamar que eu piso no seu pé... – ele disse, já colocando os braços ao redor dela, se movimentando para acompanhar a dança.

- Hoje eu deixo. E não é assim que se dança forró, não!

 

(...)

 

Ela o ensinou alguns passos. Ele se esforçou o máximo para tentar acompanhar.

Ela ria da falta de jeito dele. Ele ria da risada dela.

Conversavam entre uma música e outra, e não desgrudaram desde que ele tinha chegado.

Ele observou o lugar, as pessoas, viu que não conhecia ninguém além dela e Bruna. A festa não era exatamente na casa dela, mas em um espaço na área externa. Tinha uma fogueira, bandeirolas, uma mesa com aperitivos, algumas mesas com cadeiras em uma parte mais afastada. As músicas eram uma mistura de tudo, desde forró, sertanejo, até MPB e ainda funk. Não tinha muita gente, deveria ter em média umas trinta pessoas. Ele notou que ninguém estava prestando muita atenção neles, nem viu celulares ou flashes apontados para os dois. Se sentiu grato e aliviado vendo que todo mundo aproveitava a noite à sua maneira.

- Posso roubar ele um pouquinho?

Uma mulher bonita, com o cabelo escuro ondulado e olhos castanhos, apareceu perto deles.

- Claro – Paolla respondeu, se afastando dele.

Ele se aproximou da mulher para dançar.

- Adriana – a mulher se apresentou com um sorriso.

- Marco – ele a abraçou cordialmente.

 

(...)

 

- Finalmente desgrudou! – Bruna disse, quando Paolla se sentou perto dela que, depois de dançar bastante já estava um pouco suada, resolveu se sentar um pouco e observar a festa – Tem outras pessoas na festa, sabia?

Paolla não respondeu. Bruna seguiu a direção do olhar da amiga e encontrou Marco conversando e dançando com uma mulher que ela não conhecia.

- Quem é?

- Uma vizinha.

- Ok, mas se você convidou ela, deve ser mais que uma vizinha, não?

Não exatamente. Embora tivesse dito o contrário a amiga, tinha resolvido fazer a festa por causa de Bruna mesmo, que adorava essas coisas, e fazia tanto tempo que ela não a via em pessoa! Não quis encher a festa de famosos, porque imaginou que a última coisa que aconteceria seria as pessoas aproveitando a festa de verdade. Só haveria flashes e fotos, e no dia seguinte (ou antes disso) tudo isso estaria na internet. Por isso só convidou algumas pessoas da vizinhança, e não quis chamar nenhum colega de elenco. Quer dizer, com exceção de um.

- Ela é só uma colega que mora aqui perto.

- Aceita dançar? – Geovane, um rapaz alto e ruivo, a convidou.

Ela deu uma última olhada no colega, dançando, aparentemente se divertindo. Então aceitou a mão estendida e foi dançar.

 

(...)

 

Ele a observava dançar alegre com algum desconhecido, enquanto ele mesmo dançava com Adriana. Ela era divertida. Até então já sabia que ela era uma pintora e que era dona de uma galeria no centro cidade que ele já visitou algumas vezes. Ela tinha um papo interessante e gostava de poesia, como ele. Achou graça quando ela pisou no seu pé e não o contrário. Mais engraçado era perceber que os dois estavam completamente descompassados em relação à música que estava tocando.

Olhou para Paolla mais uma vez e os olhares se encontraram. Trocaram um sorriso.

 

(...)

 

Enfim, ela tinha se cansado de dançar. Experimentou alguns aperitivos, conversou com algumas pessoas, riu de algumas piadas. Voltou à mesa no mesmo momento em que Bruna tinha se sentado outra vez. Procurou Marco com os olhos. Ele também já tinha se sentado para conversar ainda com Adriana, depois conversou com outras pessoas, dançou com outras pessoas, participou de algumas brincadeiras, acenava para ela de vez em quando. Mas naquele momento, ela assistiu enquanto a vizinha foi até ele, que estava sentado conversando com algumas pessoas. Desviou o olhar, imaginando que provavelmente voltariam a dançar.

- Vai ficar aí babando de longe? – Bruna perguntou.

- Quem tá babando?

- Não sei. Seria eu? Ah, não, espera: claro que é você! – Bruna riu. Paolla revirou os olhos – Não conhecia essa versão sua sem atitude. A amiga que eu conheço já tinha ido lá, marcar lugar.

Paolla não respondeu. Bruna abriu a boca para dizer mais, mas fechou logo em seguida, abrindo um sorriso satisfeito.

- Aliás... Não vai precisar. Licença.

Paolla franziu a testa e abriu a boca para perguntar o que tinha acontecido, mas se calou ao sentir a mão no ombro.

- Vai me dar a honra da última dança?

O coração deu um pulo quando ela reconheceu a voz grave.

Ela aceitou a mão dele estendida e se levantou. Caminharam para o espaço aberto onde outras pessoas dançavam sob o céu nublado da noite de inverno do final de junho. Ele a abraçou pela cintura, balançando com ela devagar, apesar de estar tocando algum funk que ele desconhecia.

- Achei que você ia dançar com a Adriana. – ela comentou.

- Ela me chamou, só que eu já tô indo pra casa. Mas antes de ir, preferia dançar com você. – ela tentou prender o sorriso, sem conseguir – Ela já pisou muito no meu pé hoje. – ele brincou.

- E agora você vem pisar no meu?

- Você disse que hoje pode...

- Não é assim que se dança funk – ela comentou, embora estivesse muito satisfeita com a proximidade do corpo dele com o seu.

- Nesse caso, eu nem quero aprender.

Ficaram em silêncio por alguns poucos minutos, até que a música mudou. Pela introdução, ela imaginou ser um forró. Com os corpos tão próximos e a boca dele perto do ouvido dela, a risada grave dele reverberou por seu corpo. Ela respirou fundo e fechou os olhos.

- O que foi? – ela perguntou, em voz baixa.

Ele sorria inconsciente do que ela sentia.

- Essa música... Eu adorava essa música.

Ela não disse mais nada, apenas se deixou levar pelos passos lentos dele.

- “É você que tem... os olhos tão gigantes... e a boca tão gostosa... eu não vou aguentar...”* – ele cantou, baixinho.

Com a voz dele ao ouvido dela, ela não sabia se aquilo era para ela, ou se ele estava só cantando, sem perceber. O coração dela saltou outra vez com a possibilidade.

Ela sentiu o rubor no rosto.

Ele alisou o cabelo dela distraidamente.

- “Olha bem, mulher, eu vou te ser sincero... Eu tô com uma vontade danada de te entregar todos beijos que eu não te dei...”*

Ela sentiu um arrepio, e o coração não cooperava, apressado no peito. Afundou o rosto no pescoço dele, absorvendo seu cheiro. Inconscientemente torcendo para que aquela música não acabasse.

Mas acabou.

- Eu já vou. – ele disse, ao ouvido dela, enquanto se afastava.

Depois daquele momento com ele, ela não queria que ele fosse embora daquele jeito. A vontade que ele ficasse era tão grande que ela quase pediu. Mas em vez disso se ofereceu para acompanha-lo até o carro.

Ele caminhou com ela, o braço naturalmente em volta de sua cintura.

Quando chegaram ao carro dele, ele a soltou e se virou para ela para lhe dar um abraço de despedida.

- Então é isso... – ela disse, sem jeito, torcendo para que ele visse nos olhos dela a vontade de ficar.

- Boa noite. – ele disse, com aquele sorriso que mostrava as covinhas. Ela se derreteu por dentro. Esboçou um sorriso fraco de volta.

- Boa n...

Ela não teve tempo de terminar a frase, porque em um ímpeto ele enlaçou sua cintura e a puxou para si. Seu corpo se chocou com o dele ao mesmo tempo em que a outra mão tocava seu rosto. Um segundo depois, os lábios dele já tinham encontrado os seus em uma sintonia agora tão familiar, mas ao mesmo tempo tão nova. Ele a beijava com necessidade, um pouco diferente das últimas vezes, e ela o correspondia da mesma forma. Ele a pressionava contra seu corpo em um abraço apertado de onde ela não queria sair.

Quando gotas finas de chuva começaram a cair, ele afastou os lábios devagar. Com o polegar, tocou o lábio inferior dela.

Ela não queria se afastar, e já tinha esquecido da festa.

Ele queria ficar, e já tinha esquecido que iria embora.

Ela colocou as duas mãos no rosto dele e o puxou para outro beijo. Ele se deixou levar, dessa vez a beijando com menor intensidade, mas com a mesma vontade. As gotas de chuva caíam leves, mas cada vez mais insistentes. Ele se afastou outra vez, lenta e relutantemente. Mas se continuassem, iriam acabar encharcados.

Caminhou para o carro, abriu a porta e olhou para ela antes de entrar e ir embora. Ela não se moveu, estava com os braços cruzados ao redor do corpo, sentindo agora o frio que não tinha sentido antes. Se perguntava como ele podia ir embora e deixa-la ali, daquele jeito. Aliás, como ele podia ir embora?

No carro, enquanto ele se afastava, tentava enxerga-la pelo retrovisor. Ligou o som.

Demorou pra ver...

Demorou pra ser...

Ele sorriu.

Mas agora...

- “É...”**


Notas Finais


*Música: Quando Bate Aquela Saudade - Rubel
** Música: Demorou Pra Ser - Vanguart


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