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História The Pain For Smile - Naruto AU - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


────────── »  🎨Eai Xurumelas,  como vão? Eu espero que muito bem!
. ₊˚=͟͟͞͞🌦Mas caso não esteja, eu estou aqui para ouvir e conversar! 🌤

O capitulo se hoje é bastante animador, eu acho... Mas vamos lá!

◂◂ ॥ ▸▸ 0:45 ─•───── 3:48 ❪ωιρє∂: тηнвян

╰─►вσα ℓєιтυяα ;;⚘ೃ .⋆
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Capítulo 6 - - 6 - The Arrival Of A New Receptacle



- 6 - A Chegada De Um Novo Receptáculo


Perdido e com medo, jovem e inocente, mas envelhecendo. 
Eu não quero ficar sozinho, eu não quero ficar sozinho. 
Quando mais afiada a lâmina, mais ela perfura sua alma. 
Eu não quero estar sozinho, eu não quero estar sozinho. 


Alguns anos se passaram e eu tenho que admitir que o tempo não fora desperdiçado, os treinos intensos, o poder latente, técnicas proibidas... Absorvi cada palavra dita pelo lendário ao passo que sua fé em mim descontroladamente aumentava. 

Cerca de sete anos se passaram e tudo aquilo se remoeu dentro de mim durante todos esses anos, mesmo com o treinamento árduo e intenso, sem pausas ou descanso, minha mente sempre estava ligada a ambição por mais poder. E de fato, eu precisava de mais poder para fazê-lo pagar, e com certeza um dia ele irá. 

Com o passar do anos muitas coisas aconteceram e uma delas foi de longe a melhor das notícias. O infortúnio massacre do clã Uchiha. 

A notícia me socou forte no estômago fazendo-me sangrar outra vez, ainda mais por saber quem havia sido o autor de algo tão repulsivo. 


Uchiha Itachi


Eu o odiei, o odiei ainda mais e quanto mais o tempo passava o meu odio por ele apenas crescia. Eu sabia que Itachi era contra ao golpe de estado, mas matá-los foi detestável. Ele era a única pessoa que me restava, mas agora, Itachi estava morto pra mim. E a única coisa que me faz desistir de questioná-lo é o último sobrevivente do clã, o irmão mais novo de Itachi. 

Este sempre foi tímido, pelo menos nunca se aproximava de mim quando me vía e nem mesmo eu me atrevida a me aproximar do mesmo, sempre fomos distantes e por mais que Shisui a todo momento planejava algo para nós nos conhecermos. Nossa relação era bastante vaga e com isso não possuíamos nenhum laço e creio que jamais teremos. Mas... 


— Yuumi-Sama. — Ouvi a voz familiar preencher os corredores por onde eu andava, tirando a minha atenção por um breve momento. 


— Uhm? 


— O mestre Orochimaru deseja vê-la. — A mais alta de curtas madeixas loiras articulava mansa, ao tempo em que caminhava ao meu lado. 


— Ah. — Respondi simples mantendo meu olhar para frente, virando á direita em um corredor pouco menor onde me levava até à sala do Lendário. 


— É sobre o novo receptáculo. — Disse baixo seguindo reto, tomando um caminho diferente do meu. 


Me aproximei da entrada fechada logo que o corredor chegou ao fim, o portão possuía os típicos adereços negros que o lendário aprecisava juntamente com um desenho de uma serpente branca esculpida na madeira. Antes que entrasse, respirei fundo, arrumando o casaco preto com a insígnia de meu clã nas costas e por fim, abri a porta adentrando no grande salão. 


Fechei o portal atrás de mim, sem desgrudar os olhos do pátio vazio e com uma horrível iluminação. Andei até o centro cautelosamente, temendo uma armadilha, ou qualquer ataque surpresa do Lendário como um treinamento. Assim que meus pés se encontravam no meio do grande círculo esculpido no chão, não tardei em ativar meu dojutsu e diante de sua possível observação permiti que meus olhos procurassem por ele. 


Visualizando cada canto daquela sala, caçando por qualquer vestígio de chakra que pudesse ter por ali. Eu não possuía o Byakugan, mas eu preciso reforçar, não subestime estes olhos. 

Enquanto eu acossava pelo o lendário, a Marca da Maldição se mantinha sobre meu total domínio e com isso, eu podia procurá-lo sem interrupções. 


— Apareça, não estamos brincando de esconde-esconde! — Vociferei irritada, odiava esperar e aquilo com certeza era para testar a pouca paciência que me restava. 


— Ah minha criança, por que não aproveita a oportunidade, uh? — Escutei as palavras serem ditas rente ao meu ouvido, e apenas com um selo de mãos me teleportei para trás do Sannin. — Parece que já não posso mais brincar com você... Isso me deixa um pouco triste. — Agora seus cabelos longos era o que invadia a minha visão, enquanto o mesmo ditava palavras de seu teatro rotineiro. 


— Creio que não... — Me afastei minimamente logo o vendo virar-se para mim. Em seus lábios habitava um sorriso licensioso esperando que saísse de minha boca as palavras que tanto me implorava para dizer. — ...Mestre Orochimaru. 


Se pois a sorrir ainda mais mostrando os caninos que um dia furaram a minha pele, ao mesmo tempo em que me seduzia com o tamanho poder, que agora graças ao Lendário eu controlo com perfeição. Suas mãos articularam gerando os estralos corriqueiro, movimentou os pés exibindo a tamanha leveza em seu andar e enfim me disse o que eu desejava ouvir:


— Mostre pra mim. — O tom fomentador bastou para que eu deixasse as marcas correrem soltas pelo meu corpo, por conta disso desativei o dojutsu que o lendário tanto idolatrava, e para a insatisfação do mesmo o fogo em meus olhos se apagou junto com o tom escarlate. 


— Defenda-se! — Desta vez usando somente o sábio poder parcial da cobra, avancei em direção à Orochimaru e através da grande Kusanagi que o mesmo embrenhou, vi através da lâmina prateada o reflexo de meus olhos esbranquiçados. A iris estava idêntica a de Orochimaru, com a diferencia mínima na tonalidade, pois os meus estavam tão brancos quanto a neve. 


A Kusanagi me fez recuar para uma parte mais escura e densa do salão, e em meio ao breu naquele enorme pátio podia-se ver somente o brilho nos olhares ameaçadores, sendo estes os do lendário e os meus. 

Apanhei uma Kunai no bolso frontal preso a minha perna e lancei na direção das orbes luminosas, mas como o esperado outra Kunai foi jogada na mesma direção mas sem encostar na que eu havia arremessado. 

Sai de onde estava, canalizando chakra no solado dos pés e com isso escalei a parede tendo uma visão privilegiada. Senti a vibração pulsante da serpente ao passo em que realizava um selo de mãos lentamente, me concentrando em cada movimento que o lendário fazia, ou ameaçava fazer. 


Ele andava devagar, a procura de qualquer pista que o fizesse vir até mim, ou pelo menos saber de meu paradeiro. E no momento em que seu corpo parou sobre o círculo menor esculpido no chão minhas mãos acabaram os selos, e de minha boca evadiu uma esfera gigantesca fazendo todo o salão se iluminar. 


— Katon, Goukakyuu no Jutsu!! — A esfera atingiu o lendário na velocidade da luz, fazendo com que o mesmo não conseguisse se defender e por fim se envolver no fogo ardente da grande bola de fogo. — Creio que acabamos, não é? 


— Eu tenho que admitir que você é a melhor pupila que já tive. — Voltei para o chão o encontrando repousado em uma poltrona no canto da sala. 


— Não tem graça com os seus clones! — Arrumei o casaco e fui em direção a porta, mas quando estava prestes á abri-la sua voz preencheu o salão. 


— Espere. — Me virei para encará-lo e com isso percebi o semblante indeciso, parecia estar inquieto. — Preciso lhe avisar uma coisa. 


— Se é sobre o novo receptáculo... — O encarei simples. — Eu já sei quem é. — Ergueu as sombrancelhas um tanto confuso e com isso revirei os olhos. — Não é difícil saber disso quando as paredes possuem tanto bocas, quanto ouvidos. 


— .. .. — Apenas suspirou, pensando em falar alguma coisa. — O jovem Uchiha... Você o conhece, não conhece? 


— Não! — Menti. Não tinha o porque de dizer isso á ele, e além do mais o passado está sendo enterrado e o último grão de terra que falta em cima do túmulo é o sangue daquele desgraçado. 


— Kimimaro foi buscá-lo. — O moreno foi para a porta a abrindo e logo dando passagem para que eu também saísse.— O que pretende fazer hoje? — Perguntou trivial ao mesmo tempo em que andávamos em direção ao grande laboratório, que é onde Kabuto provavelmente vai estar. 


— Eu irei descansar. — Disse simples e com isso paramos no centro do passadiço, onde possuía dois caminhos sendo este para esquerda e outro para a direita. 


— Certo. — Falou e com isso virei a esquerda deixando o moreno só, pensando melhor ficar no laboratório á companhia do Yakushi não é tão agradável quando dormir. 


Andei pelos corredores até o meu dormitório, onde o portal era o único com adereços referente ao clã Uchiha. Entrei no quarto e assim que fechei a porta atrás de mim me escorei nela, deixando meu corpo escorregar até o chão ao poucos. Se passou anos, meses, dias e dias, mas eu ainda sentia a tristeza dentro do meu coração, a vontade de gritar e a pressão que me aprisionava, tão sufocante que me fez pensar inúmeras vezes em acabar com minha própria vida. 

E apesar de estar decidida a matar o Uzumaki eu não sabia o que fazer depois e isso me abalava ainda mais, o que faria com o resto de minha vida, morreria? Talvez... 


— Droga! 


Me levantei do chão e andei até a estante, que há alguns dias subordinados de Orochimaru haviam posto em meu quarto, em um espaço guardado se encontrava o suporte que carrega a lembrança de meu martírio, a memória que retratava o inferno sob meus pés. 

Sem que eu notasse as lágrimas levavam meu rosto, uma leve falta de ar me abraçou e com isso pedi por minha cama. Me deitei nela e aos poucos regularizei a respiração, ouvindo os ruídos entre as paredes do grande esconderijo. 


— Oka-san, eu estou quase lá... — Aos poucos senti os olhos pesarem e com isso adormeci. 





Horas mais tarde


Terminava de arrumar a minha cama, enquanto fortes batidas na porta se fazia presente. 


— Quem é? 


— Quem você acha que é? — A voz familiar de meu atual Sensei preencheu os meus ouvidos assim que abri a porta. 


— O que quer, já são 8h da noite. Eu vou dormir! 


— Você só pensa em dormir, é?! — O platinado questionou um tanto irritado e isso com certeza era algo que estava longe de sua personalidade habitual. 


— O que houve? — Perguntei, mantendo o mesmo semblante de desinteresse e mal humor, porque afinal, o meu humor está em frangalhos. 


— Kimimaro e os outros não voltaram, mas... — Fez uma pausa sugestiva e percebendo que se o mesmo continuasse assim eu iria socá-lo, voltou a falar. — O Uchiha acabou de chegar. 


Movimentei meus pés para trás discretamente enquanto o Yakushi ajeitava os óculos e sem que que seus braços pudessem intervir, fechei a porta ligeiramente ao passo em que os gritos de protestos recheavam os corredores e por fim, os meus ouvidos. Voltei a me deitar na cama, durante o instante em que Kabuto reclamava desesperado. 


— Yuumi, você sabe muito bem que o Mestre Orochimaru vai querer ver você quando o Uchiha chegar no grande salão e for mostrado pro restantes subordinados! — Kabuto berrou tão alto, que era duvidoso sobre o recém chegado não ter escutado nada ainda. 


— Isso não é da minha conta. — Respondi serena o ouvindo gritar irritado. 


— Calma, calma, você não é assim, não é. — Agora o platinado falava consigo mesmo e era provável que também arrumava os óculos como uma mania ordinária. 


— Certo, vamos! — Abri a porta derrotada, ele continuaria ali até amanhã se eu não saísse para a devida apresentação. E sem forçar um ânimo sai do quarto deixando-o para trás enquando tentava se acalmar. 


— Como quiser. — Uma irá repentina se fez presente, eu simplesmente odiava a personalidade cínica do platinado, as risadas de escárnio e o jeito presuntuoso eram um dos meus gatilhos para a raiva imediata. 


Andamos por aqueles passadiços e por fim estávamos lá, todos estavam no andar de cima escondidos e silenciosos. Orochimaru estava a espera do Uchiha como um cachorro está a espera de um osso suculento, o lendário falava todos os dias sobre o receptáculo perfeito e como isso vai ajudá-lo em suas pesquisas. 


— Bem vindo... — Orochimaru se aproximava no centro daquele enorme pátio e logo atrás dele o Uchiha vinha em um caminhar lento e através de seus passos pude ver a malevolência se estabelecer. — Uchiha Sasuke! 


As vestes rasgadas e o corpo molhado. Madeixas negras e espetadas, os fios enxarcados e ruidade dos pés a cabeça. Os olhos profundo com um toque de esperança, implorando para o pesadelo acabar. Seus olhos eram como os meus. As mãos machucadas e os joelhos ralados, mas em seu rosto a tristeza era maior, longe de ser um machucado, ou um corte, mas sim uma morte. 

Pouco tempo depois todos começaram a sair e com isso o Uchiha ficou ali, parado á observar a grande cobra de concreto que possuía o olhar luminoso e maléfico. Suas mãos pequenas, assim como as minhas, tocaram o rosto do animal petrificado com louvou, abaixou a cabeça e sozinho... Chorou. 

Ele reprimia todo o sentimento que implorava pra sair, assim como eu. A mão livre golpeou o concreto com força ao passo que o sangue zarpava do palmo direito. 


Eu não soube o que fazer, mas aquele momento era pessoal, então a única coisa que consegui realizar foi sair dali. Porém apesar de meus pés andarem para frente, meus olhos estavam fixado em Sasuke que aos pouco se restabeleceu, enxugou as lágrimas com certo ranço e por fim virou o corpo na direção em que eu estava e naquele instante meus pés pararam. 


“— Fodeu! ” — A primeira palavra que abarrotou meus pensamentos. 


Apesar do Uchiha estar de frente na direção em que eu me encontrava, seus olhos miravam algo distante lá embaixo, enquanto eu estava no segundo andar do grande salão observando de cima todos os movimentos do garoto. 

Ele ainda estava perto da grande cobra de concreto, mas as mãos estavam em ambos os bolsos e quando ele estava prestes a sair acabei por esbarrar em algo, o que ligeiramente chamou a atenção dele. 


— Tem alguém aí? — Me joguei no chão, sendo tampada pelas grades densas. — Rum... — Assim que os passos do moreno voltaram preencher o lugar, me levantei aos poucos vendo que o mesmo já havia saído. 


— Aiai, essa foi por pouco. — Me levantei ajeitando os longos fios e por fim saltei para o centro do salão. — O que eu to fazendo? 


Balancei a cabeça em negação enquanto me direcionava ao meu dormitório, pegando o mesmo passadiço que Sasuke. Eu andava tanto pelos corredores sabendo onde cada um me levava, e onde cada coisa ficava, não só desse esconderijo, mas também os de outros espalhados por diversos lugares do mundo.

Virei a esquerda pela terceira e vez e finalmente vi a porta com adornos de meu clã e com isso não tardei a entrar. 


— Você? — Me aproximei da cama vendo um gatinho deitado ali, dormindo como se estivesse morto. Andei até ele e me deitei na cama junto do mesmo, puxei os cobertores cobrindo a mim e ele. 


Acariciei os pelos macios do felino que todas as noites encontrava um jeito de entrar em meu quarto e deitar em minha cama, meus dedos sumiam no meio de tanto pelo ao passo em que o gatinho roronava aparentemente manhoso. 


Será que as coisas serão diferentes com o Uchiha aqui? Para ser sincera, eu queria que o mesmo não viesse, tomara que nada atrapalhe meus planos. 


E com os pensamentos voando dentro da minha cabeça, o sono abraçou-me delicadamente, me envolvendo em sonhos que se tornarão pesadelos. Os olhos pesaram e aos poucos eu perdia o sono, é, o sono que eu tanto desejava ia embora. Meus pés se remexiam em cima do colchão, até mesmo o pequeno Bolinha se irritava remexendo o rabo estressado. Virei de um lado pro outro, faltando apenas para eu gritar para a ansiedade me deixar dormir, mas meus olhos pesavam. O meu corpo queria ficar parado, observando a imensidão obscura de meus pensamentos, viajando em desejos futuros, mas isso não era o que eu queria. 


— Chega! — Me levantei da cama enfuriada abrindo a porta com ignorância e fechando ela com um puxão, fazendo o estrondo preencherem os corredores. 


Sai pelos passadiços, os passos estavam cada vez mais rápido mas ainda não era o suficiente, a necessidade por ar fresco, a luz da Lua e contemplar toda a sua extensão. 

Corri para o único corredor que me levava para longe daquele lugar maçante e assim que as portas se abriram eu vi a iluminação na metade do corredor e com isso corri ainda mais. A claridade da noite me tocou enchendo-me com certa paz e alívio, me joguei na grama respirando normalmente olhando para o céu estrelado como um ato que antigamente era corriqueiro. 


— Droga! O que to fazendo? 


— Quer conversar, Yuumi-Sama? — Uma voz forte, porém não masculina se fez presente no ambiente. 


— Naori, já disse para não aparecer quando bem entender! — Me ergui e com isso subi em cima da cobra gigantesca. Quando toquei a pele escamosa esta, que antes possuía uma tonalidade branca, agora ficou negra e brilhante. — Você cresceu mais... Não cresceu? 


— Ah senhorita, talvez sim. — Riu baixinho e se ajeitou para que pudesse ficar em cima da mesma sem dificuldade. 


— Se continuar assim, ficará mais grande que Manda. — Me deitei em cima da serpente, observando as estrelas, que agora estavam bem mais próximas do que da última vez. 


Naori é minha invocação pessoal, eu a invoquei somente uma vez e depois de assinar um contrato determinado pelo grande sábio das Cobras, Hakuja, Naori e eu estávamos presos a uma aliança. 

A serpente sempre mostrou obediência a mim e durante todas as vezes que se auto manifestou sempre cumpriu com minhas ordens, sempre com o devido respeito, apesar de eu não me importar nem um pouco com isso. Mas Naori era bem diferente de Manda, seu progenitor. O mais velho sempre foi esnobe e arisco, uma sede por qualquer coisa de origem maléfica caçando a destruição de qualquer um, inclusive de Orochimaru, seu invocador. 


— Naori... — Chamei pela mesmo que em resposta se remexeu em baixo de mim. 


— Sim? 


— Você deve ir. — Disse e com isso desci do corpo duro da cobra. — ... Obrigada. 


— Não me agradeça, Yuumi-sama. — Sua pele tornou a mudar, ficando branca novamente e logo depois foi embora. 


A mesma desapareceu e isso bastou para que eu retornasse pro esconderijo, voltando a andar pelos corredores maçantes, virando para direita, esquerda e até mesmo voltando para trás. Talvez se essa “aldeia” fosse em um lugar mais apropriado, o meu corpo se adaptaria com a rotina torturante. 


— Certo, eu preciso disso!


Admiti para mim mesmo, eu realmente precisava disso, precisava de um treinamento árduo pela madrugada, isso com certeza me fará dormir e ter um sono pesado. Segui pelos corredores até o grande salão onde Orochimaru e eu costumávamos a batalhar, o cômodo da grande cobra de concreto. 

Para minha surpresa o ambiente estava ocupado. O corpo que agora vestia roupas adequadas saltava de um lado para o outro lançando diversas Kunais ao longo da grande sala, os cabelos grudados na testa pelo suor que molhava a face ruborizada, a mão direita atada enquanto a outra vestia uma luva de um tecido aparentemente duro e resistente. Intenso. 

Sasuke treinava sozinho e enquanto isso eu ainda andava pensando pela lateral, sem que o Uchiha percebesse minha presença, ou pelo menos não deixou mostrar isso. Seus olhos procuravam a concentração a todo custo e por mais que estivesse ofegante, parar para descansar era a última coisa que ele parecia pensar. E em um momento, em que meus pés avançavam, podia jurar que seus olhos fitaram os meus com um contato visual vago, mas ao mesmo tempo interrogador. 

Por hora o deixei de lado, indo para sala de péssima iluminação onde o Lendário treinara comigo mais cedo, onde as grandes esferas de fogo que lancei destruíram tudo. Talvez seria difícil trabalhar ali, mas eu com certeza precisava treinar. 

Avistei a porta mas antes que entrasse algo passou pela minha cabeça, seria imprudente eu treinar no mesmo lugar que ele? Talvez não, não é? 


— É! — Voltei decidida. — Eu cheguei Primeiro! 


Voltei pra lá, chegando através de uma técnica que melhorei recentemente, a Cintilação Corporal. Mas com muito, muito, muito treino surgiu através de minha genialidade a Técnica de Teletransporte Cintilante. Quando notei, estava no meio do grande salão. 

Sasuke estava ofegante e assim que surgi se assustou caindo para trás. Eu queria ri, e como queria, mas isso sim seria imprudente. Ignorei o tombo alheio, ou pelo menos tentei e voltei a encarar a sala. Avistei os alvos que Kabuto havia posto há alguns dias, para acertá-los eu precisava fazer que cada Kunai tocassem uma na outra, causando um atrito que as faria acertar o alvo ao mesmo tempo. 


— Yoshi! — Disse baixo tirando as kunais do bolso frontal. 


Percebi o olhar de Sasuke sobre mim e naquele instante quis ir para meu quarto, mas também, sentindo o esnobe o Uchiha contemplar-me me fez querer calá-lo de uma vez por todas. Mesmo que ele tivesse acabado de chegar eu sabia diversas coisas sobre ele, dentre elas é que Sasuke possui o Sharingan em sua forma completa, tem habilidades pertinetes em ninjutsu mas para um Uchiha é péssimo em Genjutsu. 

Flexionei os pés me suspendendo do chão e com tamanho impulso lancei duas kunais e no mesmo minuto arremessei mais duas e por fim as duas restantes. E como o planejado, as lâminas se chocaram entre si e com isso o atrito causado intensificou a velocidade estimada, acertando o alvo antes que meus pés pudessem tocar o chão de novo. 

No instante em que me virei para Sasuke me surpreendi, ele já não estava mais lá. Não que sua presença foi tremendamente importante, afinal era tão covarde quando eu, um metido e esnobe somente por achar ser último de seu clã, com exceção de seu irmão, é claro. 

Prendi meus cabelos em um coque simples, porém arrumado. Tomei a Segunda Espada de Kusanagi que carregava nas costas e iniciei um treino usual regular, deixando de lado qualquer coisa que pudesse me distrair. 



Notas Finais


┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈c┈o┈n┈t┈i┈n┈u┈a┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈ Hi, do you like my story?
Please, tell me!

O capitulo é bem pequeno comparado aos outros, mas prometo compensar com o próximo, pois agora as coisas estão à acontecer de modo que nem mesmo eu sei dizer.

Deixe a sua ★ , por favor, isso me ajuda muito!

📮 Até a próxima. 📮


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