História The Particular Sky - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Revelaçoes, Romance, Traição, Transtornos Psicológicos, Traumas
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Palavras 1.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, esse é meu novo projeto…
Não tenho muito o que dizer agora, quem sabe na próxima hehe
A capa é meramente ilustrativa, e a personagem ilustrada seria a Violet.

Espero que gostem <3

Capítulo 1 - The First Steps to Fall.


Fanfic / Fanfiction The Particular Sky - Capítulo 1 - The First Steps to Fall.

Eu realmente não queria voltar. 

Estava tudo muito bom; dias inteiros passados na praia, nada de hora pra dormir, sem tarefas, nem cobranças. Mas infelizmente as férias acabaram e o segundo ano do ensino médio me esperava. E fazia sol. Nem mesmo o clima queria colaborar comigo. Por que não podia estar nublado ou qualquer clima que não fosse esse Sol saltitante? Isso só fazia meu mau humor aumentar.  

“Violet!” Alguém me chamou. “Hey, já tá na hora de entrar.” Katherine, minha melhor amiga,  vinha se sentar ao meu lado, no banco de madeira recém pintado. 

Ela usava suas roupas escuras de sempre e havia retocado o loiro de seus cabelos recentemente. Quase como esse banco de madeira… Ela parecia nem se importar com a volta às aulas. 

Katy estava conversando com o grupinho popular antes de se aproximar de mim. Enquanto isso eu me lastimava pela falta de sorte de estar ali, completamente sem saco para socializar com aquelas garotas falsas e anoréxicas. Preferi ficar no banco na frente do colégio, esperando meu namorado. Que estava atrasado, pra variar…  

“Deixe-os entrar primeiro, não quero fazer isso sem o Theo”  

“Você sabe que elas não têm absolutamente nada contra você, não é?”  

“Claro que não tem, só têm invejosa, porque eu tenho um namorado do último ano.” Disse revirando os olhos, entediada.  

“Ele está no último ano outra vez.” Debochou. “Qual a graça nisso?”  

“Por que você não pergunta pra elas?” Falei séria.  

“Hey, é o primeiro dia de aula, não o Holocausto.” Katherine erguendo os braços em sinal de rendição, tentando suavizar o minha cara de poucos amigo com seu humor negro, típico dela. 

 Eu iria lhe responder, mas vi o carro do meu namorado se aproximando. Aquele Ford modelo Del Rey preto, muito bem conservado, de interior marrom e vidros escuros, fazia parte dele - como a extensão de seu corpo. Nós nos beijamos pela primeira vez naquele automóvel. 

 Eu me levantei quando ele já havia estacionado. Theodor saiu do carro tirando seus óculos escuros e sorriu, me fazendo sorrir também. Meu bad boy. Ele veio até mim, que abri os braços para recebê-lo. Ao chegar perto, me ergueu um pouco e deu uma volta em seu próprio eixo, enquanto me dava um colante. Eu me sentia um pouco melhor agora, por conta de sua presença.  

“Tá bom, casal, vocês não passaram o verão longe e nós estamos atrasados.”  Reclamou a menina loira logo atrás de mim.  

“Bom dia pra você também, Katy Perry.” Ele a provocou, chamando-a pelo apelido que ela tanto detestava e bagunçou seus cabelo, assim que me colocou no chão. 

 Entramos no colégio e eu e Katy fomos para nossa sala juntas de braços dados, enquanto Theo nos acompanhava de perto. Eu fiz questão de deixar que minha melhor amiga entrasse primeiro e dei um beijo demorado nele, pra provocar as invejosas anoréxicas da minha classe. Nós acabamos ganhando um olhar feio da professora de literatura… 

 Foi tudo a mesma chatice de sempre. 

 A parte boa é que como era o primeiro dia ninguém passou matéria, e eu fiquei a maior parte do tempo fazendo rabiscos desconexos na última folha do meu caderno. Quando o sinal, que anunciava o intervalo, tocou eu havia feito uma boca com um piercing no freio superior. O que encantou Katherine, me fazendo ganhar um elogio. 

 No recreio, eu fiquei com ela e Theo, sentados em uma das mesas de concreto e quatro lugares com vista para a quadra descoberta. Num certo momento os meninos chamaram meu namorado pra jogar futebol, deixando a mim e minha melhor amiga a sós. 

 “Fala logo Katherine Carter, eu sei que você quer me contar alguma coisa.” Eu disse, me virando para ela. Eu havia percebido como ela tentava prestar atenção na aula de cálculos, e mesmo se esforçando, não havia conseguido.    

"Você me conhece mesmo, não é?” Sua bochecha já ganhava uma coloração avermelhada, me fazendo lembrar a pequena Katy de dez anos, que vivia com lacinhos nos cabelos naturalmente castanhos. 

“Pois é, são quinze anos de amizade.” Sorri nostálgica. “Agora fala logo.” 

“Tá bom.” Ela sorriu timidamente… isso, juntamente com a cor rubra do seu rosto, só podia significar uma coisa.   

“O Steve te chamou pra sair?!” Perguntei empolgada. 

 “Sim, mas fala baixo.” ela estava com os olhos azuis brilhando. “Se elas têm inveja de você por ter um namorado do terceiro ano, imagina de mim, que vou ter um na faculdade.” Se gabou. 

Nós explodimos em risadas e eu a abracei, feliz. Ela gostava dele há poucos meses e, mesmo sem conhecê-lo muito bem, eu o considerava, porque a Katy não se apaixonava por qualquer um. Ela era diferente, especial.  

Me lembro que da última vez que havia gostado de alguém ela havia sofrido. Eu nunca soube quem era ou porque ela parecia não ter chances, mas sabia que ela não se sentia confortável em falar sobre isso. 

 Foi o momento mais conturbado da nossa amizade. Nós estávamos afastadas, ela estava andando com as anoréxicas e eu cheguei a encontrar um maço de cigarro em suas coisas. Eu realmente cheguei a pensar que nunca mais seríamos as mesma. Mas ela se reaproximou sem querer tocar no assunto, então eu simplesmente me mantive alheia a ele. Deixando claro que se ela quisesse falar sobre sua desilusão, eu estaria ali. Afinal, nós éramos como irmãs que nossos pais não nos deram.                      

                        *** 

 Eu bati a porta de casa e deixei a mochila ao seu lado. Fui até a cozinha e peguei uma lata de coca, subindo pro meu quarto. Nenhum meus pais estavam em casa, então eu simplesmente liguei o som alto e  tirei a camisa do uniforme.  

“All teenagers scare the living shit out of me. They could care less. As long as someone'll bleed!” 

Eu cantava tirando o tênis e a calça. Me olhei no espelho apenas de calcinha e sutiã. E aqueles pensamentos chatos vieram a minha mente de novo. 

Eu sabia que era bonita e que era a única culpada por ainda não ter transado com meu namorado, mesmo ele sempre me provocando e dando um jeito de ficar a sós comigo. 

 Eu me aproximei do meu reflexo e toquei o espelho. Presa a minha própria imagem.  

“O que há de errado?” Questionei a mim mesma. “Eu gosto dele… “ Eu levei as mãos ao fecho do sutiã e o abri. Ele caiu, deixando meus seios a mostra. “… e ele me deseja.” Eu os toquei levemente, olhando fixamente meus próprios olhos. “Mas há algo de errado.” Confessei. 

 Não era como se eu não gostasse do meu corpo. Eu só… sentia que havia algo errado. Principalmente quando Theo colocava suas mãos grandes sobre mim, sobre meu bumbum ou seios. Quando ele me imprensava contra a parede. E eu me sentia um pouco culpada por saber que eu gostava dele, que ele correspondia, e mesmo assim, eu lhe negava um toque mais íntimo. 

 Eu sou uma aberração

 Eu suspirei pesadamente, deixando meu reflexo de lado. Coloquei um vestidinho solto e peguei meu celular, me jogando na cama. 

"Everybody wants to change the world. But no one, no one. Wants to die.” Continuei cantarolando enquanto escrevia uma mensagem pra Katy, sobre o seu encontro com Steve. 

Nós vamos ao cinema hoje à noite. ; )” 

 Foi sua resposta. Eu fiquei contente com a notícia e lhe desejei boa sorte, ouvindo meu pai bater à porta.  

“O Gerard canta muito bem, mas não faz o estilo dos nossos vizinhos.” Disse ele, que colocou apenas a cabeça pra dentro do quarto. Eu sorri para ele e peguei o controle do som, desligando-o em seguida. “Eu vou preparar o jantar, alguma preferência?”  

“Ravioli.” Respondi, sem muito pensar.   

“Tudo bem.” Ele assentiu, já sabendo meu jogo. 

 Acontece que todas as vezes que meu pai me pergunta o que eu quero comer, eu sempre respondo um prato que minha mãe gosta, mesmo que eu não curta tanto. Eu faço isso porque sei que ela vai gostar e que talvez isso ajude na relação enfraquecida deles. Eu até acho que meu pai sabe a razão das minhas escolhas e me usa pra agradar minha mãe, já que ele mesmo não tem coragem de ser tão atencioso. 

 Eu me pergunto o que está por trás disso tudo. 

 Eu decido o ajudar na preparação do jantar e isso é bem divertido. Nós criamos uma atmosfera agradável e leve, mas ela cai por terra quando minha mão abre a porta. A massa já está pronta e eu arrumava a mesa, torcendo pra que ela não dissesse que estava “completamente exausta” e fosse para o quarto, que agora é só seu, sumindo até a manhã do dia seguinte. Eu sorri para ela. 

 “Boa noite, mãe.” 

 “Boa noite, filha.” 

Ela simplesmente fechou a porta e subiu as escadas, sem ao menos olhá-lo. Murchei.

Ouvi o suspiro do meu pai e tentei me manter calma. Eu não queria odiar a minha mãe por ser um bela filha da puta com meu pai. Ele estava se esforçando, caramba! O que custava se sentar à mesa e comer a droga do Ravioli? Ele colocou o prato de massa sobre a mesa e se sentou. Eu fiz o mesmo. 

Ele deixou que eu me servisse primeiro e colocou um pouco de comida em seu prato, que ele provavelmente não comeria até o fim. 

 Eu estava certa ao pensar isso, porque ele realmente não comeu tudo. Eu estava certa em pensar que minha mãe não iria se dignar a comer conosco também, ela não pareceu. 

Eu detestava tudo isso. Esse desinteresse, essa falta de gama para lutar contra o fim, a falta de diálogo. Eu detestava qualquer coisa acerca do divórcio


Notas Finais


“Os primeiros passos, pois a caminhada até o fundo do poço começa delicadamente…


Juro que não fumo enquanto escrevo hahaha
Tentem se acostumar com frases do tipo, elas serão recorrentes.

Até, bae


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