História The Particular Sky - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Revelaçoes, Romance, Traição, Transtornos Psicológicos, Traumas
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Palavras 1.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, os desenhos da capa são para ilustrar os que a Violet fez, okay?

Finalmente um novo personagem deu as caras... 😊

Boa leitura!

Capítulo 3 - Let's Leave This Aside While We Can


Fanfic / Fanfiction The Particular Sky - Capítulo 3 - Let's Leave This Aside While We Can

Estava chovendo torrencialmente.

Era quarta-feira e eu estava no meio de uma aula monótona de biologia. Eu fazia os traços de um nariz fino e arrebitado. 

 “Desenhando partes de um rosto outra vez?” Sussurrou Katy ao meu lado. “Por que não faz um cabelo e junta todas as partes.” Sugeriu. 

Eu achei uma boa ideia. O pensamento seguinte foi: Eu vou fazer esse desenho e dar para ela. Na aula seguinte, Literatura, eu fiz os cabelos, deixando para juntar todas as partes quando chegasse em casa. 

 O recreio foi meio chato, já que todos os alunos precisaram ficar na parte coberta do colégio e isso fazia todos ficarem muito próximos. 

 As anoréxicas permaneceram na sala de aula, assim como eu e Katy. Elas falavam alto e riem como hienas, o que me fazia revirar o olhos constantemente. 

Em um certo momento um menino que estava perto delas chamou Theo, que havia vindo para minha sala, já que não houve futebol, para se juntar a ele, e meu adorado namorado foi lá, ficar com o grupinho da Sandy. Eu o ignorei durante os últimos minutos do recreio e ele voltou para sua sala sem nem se despedir de mim. 

 Babaca

 Na hora de ir embora, a Katy foi correndo pra casa, pois tinha um encontro com o Steve e eu ia embora sozinha e a pé, mas Theodor insistiu que poderia voltar a chover a qualquer momento e eu aceitei porque não queria ficar debatendo com ele na frente da escola inteira. Eu apenas entrei no banco do carona do seu Del Rey. 

 Ele dirigia parecendo estar no mundo da lua, num silêncio sepulcral. Assim que ele parou o carro eu fiz menção de abrir a porta, mas ele segurou meu braço. 

“Nós precisamos conversar, Viola.” Disse sério. Ele usou o apelido que apenas ele e Katherine me chamavam. Que droga. 

“Eu sei.” Garanti me desvencilhando dele. “Mas agora não. Eu tô com dor de cabeça.” Esse clima havia me deixado assim. 

“Mas é importante…” 

“Deve ser mesmo.” Interrompi. “Mas vamos fazer isso depois, okay? Eu só quero dormir agora.” 

Eu me inclinei e lhe dei um beijo de língua lento e um tanto demorado. Por algum motivo ele estava com o semblante abatido, quase triste. Eu fiz carinho em sua face e abri a porta, saindo em seguida. Theodore esperou que eu entrasse em casa antes de acelerar seu Del Rey. 

                       *** 

 Eu dormi ao chegar em casa, com minha blusa gigante e meias. Quando acordei fui pegar uma coca na cozinha e voltei correndo para o quarto, com os seis rigos de tanto frio. 

 Peguei um caderno com folhas sem linhas, lápis 6B e uma borracha. Começando a juntar os desenhos que eu havia feito nos últimos dias. 

Fiz o esboço do rosto, depois aqueles olhos verdes, brilhantes - eu me demorei bastante neles. Em seguida eu desci um pouco, para fazer o nariz fino, com tanto cuidado e empenho quanto quando estava fazendo os olhos. Tudo foi feito com dedicação, talvez tanta por ser um presente para Katy. Os lábios vermelhos, delicados e o piercing no freio superior. Os traços finos feitos, refeitos e aprimorados. 

 No fim, eu acho que fiz mesmo o meu tipo ideal. E ele não se parecia em nada com Theo, na verdade, ele nem parecia ser um homem. Seus traços eram delicados demais. Mas eu coloquei ali tudo que eu achava mais bonito. Mas encantador quanto o possível. Como um anjo, ou anja, eu ainda não sabia dizer. Talvez o céu inteiro. 

Eu não o colori, apenas os olhos para que eles ficassem em evidência. E cara, sinceramente, ficou uma obra prima. 

Eu havia me empenhado tanto que o sono simplesmente voltou com tudo. Eu deveria fazer o dever de biologia? Deveria. Mas eu preferi abraçar o caderno e dormir outra vez. 

 O celular apitou e eu acordei num baita susto. Pqp. O peguei e vi, com certa dificuldade, que havia recebido uma mensagem da Katy. 

 “Meus pais me deixaram viajar com o Steve :b” 

 Eu fiquei muito feliz, tanto que levantei de supetão, esbarrando no criado mudo e urrando de dor. 

 “Filha?!” Minha mãe abriu a porta me assustando pela segunda vez em menos de dez minutos. “Tá tudo bem?” 

"Ah, tá, só batia o joelho no móvel.” Disse acariciando o local dolorido.

“Quer colocar gelo?”

“Não, não precisa. Já está melhorando.” 

“Ótimo. Você quer jantar?” 

“Eu já desço.” 

“Tudo bem.” 

Eu passei uma água no rosto e coloquei uma roupa que me protegeria mais e só então desci. Nem acho que é preciso dizer que o clima à mesa era fúnebre e isso me tirava todo o apetite, mesmo que a comida fosse lasanha quatro queijo…

Eu me ofereci para lavar a louça e me arrependi rapidamente, pois eles aceitaram e a água estava gelada as fuck. Eu voltei pra minha toca e vi que havia uma nova mensagem, dessa vez do Theo. Bufei. 

“Será que podemos conversar agora?”   

Eu lhe respondi dizendo que ainda não me sentia pronta pra isso, mas que estava tudo bem. Eu só precisava de um tempo pra amadurecer a ideia de que eu detestava ficar nesse clima com meu namorado e que eu deveria lhe dar uma chance de me mostrar como sexo poderia ser bom. Ele não insistiu e me desejou boa noite. Eu não dormi, já que fiz isso durante praticamente toda a tarde. Sabe o bendito dever de biologia? Pois é, ele foi minha companhia até às duas da manhã.

                      ***

Eu cheguei no colégio e surpreendi Theo com um bom dia animado. Eu sentei em seu colo e lhe beijei sem me importar que ele estava com o grupinho da Sandy, a anoréxica mor. Achei até bom a cara de quem comeu cocô de uma tal de Michele. Vadia invejosa

 Eu fui pra sala sozinha, já que minha amiga estava severamente atrasada. Me sentei no lugar de sempre e esperei que a aula começasse e que Katherine Carter desse o ar de sua graça. 

Eu estava colocando meu material sobre a mesa quando percebi alguém parado na porta da sala, alguém que eu achava ser minha melhor amiga, mas não era. 

Ele estava apenas parado ali, lendo o papel preso na porta, que dizia que a turma dentro da sala era o segundo ano do ensino médio. Parecia ler algo mais, talvez um aviso. Eu continuei lhe observando discretamente, da minha carteira - me perguntando como ninguém lhe deu atenção, principalmente o grupinho das anoréxicas que não podiam ver “carne nova”.

 Ele simplesmente continuou com os olhos fixos na madeira a sua frente, ajeitando a toca que usava, comprimindo os lábios no processo. Ele era bonito e se mexia de forma delicada... como os movimentos de uma garota. Usava uma calça jeans de lavagem escura, uma blusa xadrez vermelha e preta e um casaco grosso, também preto. 

 Minhas considerações sobre ele foram bruscamente interrompidas quando ele levantou o olhar e me encarou. Eu tive que me conter para não arregalar os olhos e abrir a boca. Seus olhos… aqueles olhos. Ele era como o meu “tipo ideal”, ilogicamente muito parecido. 

 Eu sustentei aquele olhar e ele parecia ver através de mim. Eu queria me esconder, pois era como se eu estivesse completamente exposta à sua frente. Nua

 No segundo seguinte ele desviou o olhar, e o som do salto da professora de química me despertou. Quem entrou na sala foi a Sra. Mc’Laren, já ele sumiu no corredor, o que significava que não pertencia ao mesmo ano que eu.

A aula foi um saco. Katherine chegou dez minutos atrasada e eu não conseguia parar de pensar no novo aluno. 

Na hora do recreio eu fiquei sentada com Katy numa das mesas do pátio, vendo de longe Theo jogar bola. Sentado sozinho, na mesa mais afastada, estava o novato com um caderno e um lápis. Eu não posso afirmar com certeza, mas se tivesse que chutar diria que ele estava desenhando. E ele tem cara de quem faz isso bem. 

 “O que tá rolando com o Theo?” Me perguntou minha amiga 

“Ele me disse ontem que precisava conversar comigo, mas eu pedi pra fazer isso depois e ele não gostou muito.”  Dei de ombros. 

 “E o que pretende fazer quanto a isso?” 

 “Eu vou conversar com ele e fazer as pazes, e quem sabe…” 

“O quê?”

“Você sabe.” 

“Não.” Garantiu. “Não?” Questionou a si mesma. “Não!” Arregalou os olhos quando a ficha do que eu estava falando caiu. 

“É, Katy Perry.” Disse extremamente corada. 

No fim do recreio, Theo se aproximou e eu o beijei sem me importar se ele estava suado. Katherine só faltou soltar fogos. 

De relance eu vi o aluno novo indo para a sala. Ele me olhava de uma forma diferente, como estivesse vendo algo errado, quase absurdo. O ignorei e segurei a mão do meu namorado seguindo para a sala também.


Notas Finais


"Enquanto podemos, pois uma hora as coisas têm necessidade de serem resolvidas... ou simplesmente explodem"

Até, bae


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