História The past is never dead. It's not even past... - Capítulo 9


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Clint Barton (Gavião Arqueiro), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Winterwidow
Visualizações 54
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoas! Como vcs estão?
O capítulo está curtinho, mas não queria deixar vocês muito tempo sem atualização.

Espero que vcs gostem!

Capítulo 9 - Your worst enemy can be your emotions


POV NATASHA

Ela respirou pesadamente. Eles foram pegos despreparados e era culpa dela, desde que chegara a Rússia havia sido displicente e descuidada. Agora havia posto os dois em risco, tudo porque queria voltar a um tempo que não voltaria mais. Não, ela não sentia saudades do período que era controlada pela KGB, mas confessava que nem mesmo sabia o quanto sentia falta de se sentir daquele jeito, das horas raras mais sempre marcantes que passava com James. Mas isso era passado, e ela era outra pessoa naquela época, precisava parar de agir como uma adolescente irresponsável e se portar como a mulher que era agora. Uma mulher com obrigações maiores e mais importantes que seus desejos. Era hora de parar com aquele comportamento.

- Vocês procuraram tanto por mim e agora não tem nada a dizer? – Caveira Vermelha falou. – Tenho que dizer que não tenho muito interesse em vocês, além do fato de que vocês estão no meu caminho, nada pessoal. Por isso, se vocês me fizerem o favor de me dizer onde encontro o Capitão Rogers e saírem do meu caminho, deixarei vocês viverem.

James a olhou como se dissesse você acredita nesse cara. Preferiu ignorar, já tinha dado corda demais a ele, e isso estava prejudicando seu julgamento.

- Não faço ideia de onde Rogers está. – Natasha respondeu calmamente. – Não que eu fosse te contar se soubesse. – resolveu tentar desviar o foco da conversa. – Não sabíamos que estávamos procurando você até pouco tempo, até onde eu sei você deveria estar morto. Há muito tempo. Então, onde você andou por todo esse tempo? E por que aparecer agora?

James a olhou como se ela estivesse louca de estar conversando normalmente com o cara. Entendia o porquê, ele estava acostumado, não por vontade própria, a agir primeiro e perguntar depois. Ou não perguntar.

- Senhorita Romanoff, já haviam me dito o quanto era encantadora- ele sorriu e essa era um visão tenebrosa.  – Adoraria tê-la ao meu lado, mesmo que isso irritasse Yelena, mas temo que isso não irá acontecer, não é? Ou você é sábia o suficiente para perceber quando é a hora de mudar de lado?

- Oh, sou sábia para ver o lado perdedor, e sinto informar mais esse é o seu. – ela provocou sorrindo.

- Confiante, mas tola. – ele desviou a atenção dela e olhou para James. – E você, soldado invernal? Agora pensa por conta própria ou continua sendo o mesmo fantoche sem cérebro de sempre?

Isso tocou em um ponto delicado para James, e ele logo se inflamou. Estava prestes a atacá-lo, mas ela pôs um braço em sua frente, quase implorando para ele manter a calma. Precisavam saber tudo o que fosse possível sobre aquele homem.

- Você nem se lembra de mim, não é? Ou lembra?- ele viu a expressão confusa no rosto do soldado. – Já trabalhamos juntos alguma vezes, matamos tantas pessoas, e você nem mesmo tem essa doce lembrança. Que… patético.

Homens, pensou revirando os olhos. Natasha olhou em volta, quase todos já tinham saído da boate, enquanto os três estavam parados ali. Bom, assim ninguém fora eles poderia se ferir. Também pudera, a aparência do rival assustava qualquer um. Ela o observou atentamente, tentando avaliar suas habilidades, já que não sabia o que esperar daquela coisa.

- Apesar da conversa estar muito agradável, meu interesse não é em vocês e sim no Capitão Rogers. E como parece que vocês não estão dispostos a me ajudar, o que confesso ser uma surpresa para mim, já que acreditava que os dois eram mais espertos do que isso, não têm nenhuma utilidade para mim. – Ele parecia mesmo decepcionado. - Uma pena.

Ele os atacou violentamente e sem aviso, era rápido e forte. Natasha tentava desviar quando ele a atacava, mas o adversário era ainda mais veloz que qualquer um dos dois. Eles aproveitam o momento em que o inimigo estava concentrado no outro para atacarem. Nem ela poderia negar que eles trabalhavam muito bem juntos, bem até demais, mas era inegável que estavam em desvantagem. Caveira Vermelha era mais poderoso do que eles poderiam imaginar.

James ignorava a desvantagem, atacando-o com fúria. Ainda estava magoado com as provocações do rival. Homens e seus egos frágeis. Enquanto isso, ela se concentrava em preparar uma saída estratégica para os dois. Não gostava da ideia de fugir, na verdade, preferia pensar nisso como uma saída estratégica para avaliações futuras. Eles foram pegos desprevenidos e precisavam de um tempo para se recompor e traçar um plano, principalmente agora que já sabiam o que esperar da Caveira, Além disso, era sábia o suficiente para saber que algumas vezes uma “fuga” era necessária. Sobreviver para lutar novamente outro dia.

Estava ainda confabulando com si mesma, quando ouviu um apito, típico de notificação de recebimento de mensagem e observou o rival parando para olhar algo. Ele balançou a cabeça obviamente descontente pela interrupção.

- Adoraria passar mais um tempo com vocês e acabar com isso logo, mas infelizmente, assuntos mais urgentes me chamam. – Deu um pequeno sorriso. – Mais não se preocupem, tenho um pressentimento que nos encontraremos novamente, em breve.

Ela respirou pesadamente, sem conseguir disfarçar o alívio. James a olhou curioso. Irritada, ela o puxou pelo braço para fora da boate, sempre observando o perímetro como se para ter certeza que o outro havia partido. Era bom demais para ser verdade.

- Precisamos achar Steve. – Decretou. Não se importava que ele fosse um fugitivo, tinham problemas maiores agora.

 

POV JAMES

Ele viu o alívio no rosto de Natasha quando o Caveira Vermelha partiu, e apesar de ter achado curioso, também se irritou, porque no fundo ele também havia ficado, apesar de que nunca admitiria isso. Mas havia ficado óbvio que ou precisavam de ajuda ou de um plano melhor. Ou de qualquer plano.

James se encontrava numa encruzilhada. De um lado, havia Steve, com quem havia se comprometido a não dizer a ninguém onde estava. De outro, Natasha, e admitia que ela tinha razão quanto a procurar Steve. Não podia esquecer que pelo pouco que sabia, os dois tiveram algum tipo de envolvimento anterior que ele precisava saber mais, e dependia muito dela para clarear sua memória. E talvez, apenas talvez, gostasse da ruiva um pouco mais do que deveria. Talvez. Nem lembrava mais como era se sentir assim, então estava bem confuso. Confuso e nada confortável em sair em cima do muro em relação a Steve-Natasha. Dois pólos muito diferentes, mas que poderiam ser igualmente difíceis em alguns momentos.

- Entendo, você tem razão. – Concordou com a ruiva. – Mas me deixe falar com ele primeiro.

- Claro, desde que seja rápido. – Natasha pisava duro e ele sentia que irritação dela era mais direcionada a ele, o que para ele não fazia o menor sentido. - O Caveira Vermelha não foi embora a toa,                                                                                                                                           deve ter algum plano em ação.

Ele não sabia muitas coisas sobre o outro, mas de uma coisa tinha certeza: que timing horrível ele tinha. Uma noite que tinha começado tão promissora, iria acabar de forma tão terrível.

...

James estava cumprindo o que havia prometido para Natasha, ligando para Steve. Estava sozinho já que a ruiva havia lhe enxotado do outro quarto sem nenhuma sutileza. Afinal, que porra ele fizera para ela ter ficado daquele jeito? Mulheres.

Pelo menos, Steve não estava sendo o cabeça dura de sempre, o que James agradecia imensamente, já que não estava com paciência para isso. Ele narrou tudo o que tinha acontecido naquela noite ao amigo, bem nem tudo-omitiu toda a parte que envolvia ele e Natasha, obviamente - e ele havia compreendido a urgência da situação. Despediram-se e James achou melhor dar logo alguma notícia a ruiva. Quem sabe ela não perdoava o que caralhos fosse que ele tivesse feito para irritá-la?

Bateu na porta do quarto dela e por um momento achou que a noite não estava de toda perdida quando ela atendeu com uma camisola não muito comportada. Com certeza, ela não entraria para um convento usando uma camisola daquelas.

A ruiva devia ter adivinhado os pensamentos que estavam rodeando a mente dele, porque cruzou os braços em frente ao decote da camisola e fechou a cara.

Em que momento ele havia ficado tão vulnerável a aquela ruiva geniosa? Isso com certeza era um problema que ele não sabia bem como resolveria. Pensaria nisso depois.

- Humm...- ele tentou recuperar a compostura. – Falei com Steve...

- E? – Ele quase riu de tão cômico aquilo parecia. Ela ficava ainda mais linda irritada e ele confessava que era divertido irritá-la. Só um pouco.

- Ele concordou em ajudar, mas não quer a SHIELD envolvida nisso. – Repetiu quase fielmente as palavras do amigo. - Disse que não confia em Fury e confia mais em você quando a SHIELD não está envolvida.

Ela reconsiderou o que ele havia dito por alguns segundos.

- Bem, entendo o lado dele, apesar de não concordar inteiramente. E é bom saber que Fury não ficará nada satisfeito de ser jogado para escanteio. – Ela pausou olhando-o. - Posso lidar com isso, mas você... ainda está em fase de supervisão, quer mesmo se arriscar tanto assim?

Ele pensou em como responderia àquilo.

- Quero mostrar a todos que eu consigo resolver as coisas indo pelo caminho certo, mas tenho uma dívida grande demais com Steve para decepcioná-lo assim. – James não havia considerado antes que o pedido do amigo poderia complicar sua situação que já não era tão boa, mas o que poderia fazer? – E o importante é conseguirmos nos livrar desse cara, se conseguirmos, talvez Fury não fique tão irritado. – Era mais uma pergunta que uma afirmação.

- Talvez, se resolvermos isso de forma discreta e rápida, talvez eu possa  convencer Fury que deixa-lo de fora era necessário para cumprimos a missão.

- Ótimo, Steve sabia que você ia concordar, por isso, não deve demorar a chegar.  – Natasha ficou confusa por algum tempo, e depois irritada de novo ao ver que eles planejaram por suas costas. Ela era melhor nisso, mas ele também podia manipular os outros quando precisava. – Acredito que pela manhã ela já deve estar chegando.

- Pela manhã? – Ela parecia preocupada com algo que ele não conseguiu adivinhar o que seria. Mas nem precisou adivinhar, já que ela continuou logo em seguida: - Você falou algo a ele? Você sabe, sobre o que andamos fazendo...

- É claro que não. – Respondeu quase ofendido. O que ela achava? Que ele era alguns desses caras que ficavam contando vantagem com os amigos? Ok, talvez em algum passado bem bem beeeem distante, ele fosse um pouquinho assim, principalmente quando era Steve. Era sempre engraçado contar essas coisas ao sempre tão puritano Steve. Mas isso era quando ele era um jovem inconsequente, homens não faziam isso.

- Ótimo. – Ela repetiu o que ele havia dito, estava tentando provoca-lo. – Espero que continue assim. Boa noite, soldado. – Ela fechou a porta na cara dele. Suspirou derrotado.

Quando voltou a seu quarto, uma dúvida surgiu na sua cabeça: por que ela estava tão preocupada de Steve saber ou não sobre o que estava, anh, como poderia dizer, rolando entre eles? Será que Steve e Natasha...? Não, ele havia visto ele com a loira, Shannon. Além do que, não conseguia imaginar duas pessoas tão diferentes quanto Steve e Natasha.

Rogers era mais amigável, mas era também tímido e puritano. Leal e muitas vezes, emotivo e carente. Natasha parecia fria, mas aquela era só a casca, no fundo, era fogo puro. Um belo campo de flores em chamas, que distraído pela beleza das flores, você acabava deixando as chamas te queimarem. Era mais grossa que amigável, passava longe de adjetivos como tímida, puritana, emotiva ou carente. Estava mais para independente, autossuficiente, daquele tipo de garota que não parecia precisar ou depender de ninguém.

Impossível. Improvável. Entretanto, algumas pessoas diziam que os opostos se atraíam. Teve vontade de rir, aquilo era uma besteira enorme, além do que não sabia porque aquela ideia o torturava tanto.

E era com certeza uma grande tolice. Mas então, porque ela ficara tão preocupada?


Notas Finais


Me digam o que estão achando, o que vcs gostariam de que acontecesse. será que vai rolar um ciuminho? Será que alguém está começando a ter sentimentos maiores?


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