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História The Penetrators - Capítulo 3


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Notas do Autor


e aqui começamos um hino de amizade.
Lembre-se que o Sasuke é doido de amor pela Sakura, ele e a Ino são bffs. E ela ainda não é interessada em ninguém, taokei?

Capítulo 3 - Efeito Bad Boy


Não rezamos por amor, só rezamos por carro. – Starboy THE WEEKND.

Ele passou a madrugada inteira em frente ao computador. Os livros de calculo amontoavam-se ao seu lado, formando uma pilha do conteúdo programático do seu curso, mas ele não se importou.  Tinha um propósito maior; maratonar filmes juvenis e clichês na internet e assim, através dos mesmos, elaborar um estudo preciso e minucioso de como destruir um penetrador. Até aquele momento, às quatro horas da madrugada de uma quarta-feira a única coisa que ele conseguiu absorver de todos aqueles enredos absurdamente previsíveis e sem nenhum toque exclusivo de originalidade, é que, quanto mais imbecil, arrogante e sedutor fosse o cara, mais as garotas se jogavam aos pés deles.

Ele podia facilmente criar uma lista com os garotos estereotipados mais desejados dos filmes que classificou como Molha Calcinhas, e sem surpresa alguma, facilmente poderia enquadrar seus irmãos mais velhos a lista. Eram o mesmíssimo personagem caricato. Pelo amor a Thor, como é que Sakura, uma garota linda e remotamente mais inteligente que a média universitária que só permanecia no campus por competência alheia, podia ter se interessado por um primata como Itachi? Não fazia o menor sentido!

Salvo, é claro, por um pequeno detalhezinho –o fato de ambos cursarem medicina – os dois não tinham absolutamente nada em comum. E ele falava isso com o máximo de propriedade e autoridade no assunto, visto que conhecia ela desde que era pirralho.  Ela era linda, delicada como uma pétala de flor,  amante dos animais e ativista em questões ambientais as quais, até onde se lembrava, seu irmão ignóbil e demente não dava a mínima.  Não que ele fosse um desses gados de internet que corressem atrás das garotas em troca de migalhas de atenção, muito pelo contrário.       

Sasuke era incompetente até mesmo na hora de agir como um gado. Respirando fundo, assoprou a própria franja, esfregando o rosto entre as mãos. Tinha que haver uma forma de destruir de uma vez por todas os quatro cavaleiros do apocalipse.

Disperso em seus próprios pensamentos, o nerd estava digitando alguma coisa no site de buscas quando foi surpreendido por um tênis na sua cabeça, resmungando um palavrão, virou-se a tempo de ver Shisui. Franziu o cenho.

—Ei, você! Fora! — o irmão gesticulou com a cabeça para que Sasuke deixasse o quarto.

—Mas o quarto é meu. — retrucou o caçula, indignado. — Por que você não vai para a droga da república de vocês?

—Sasuke, quando eu mando você fazer alguma coisa, eu espero que você obedeça. Agora, levanta essa bunda branquela daí e vaza do quarto. Eu e a...

—Karin.

—Karin queremos ficar sozinhos.

Resmungando inúmeras vezes, ele voltou a colocar seu óculo, levantando-se completamente contrariado de sua cadeira.  Todo mundo sabia como as discussões entre ele e seus irmãos terminavam, não estava muito afim de ter uma garota como espectadora daquele triste dialogo.

Seria a humilhação que ele não precisava no momento.

—Você é um idiota. — afirmou emburrado, agarrando seus tênis que estavam jogados debaixo da cama e os calçando apressadamente. —E eu vou dormir na onde?

—Não faço a mínima ideia. — quando estava prestes a sair do quarto, o desgraçado do Shisui, também encarecidamente conhecido como Penetrador Verde o puxou pelo ombro, encarando-o nos olhos. — Mas se eu fosse você evitava ir até a república, aquela rosadinha grita muito alto.

Sasuke trincou os dentes e irritadamente afastou-se do irmão, soltando infinitas pragas enquanto marchava para fora do quarto frustradamente. Atrás de si, pôde escutar Shisui gargalhar antes de fechar a porta num chute violento. Sádico filho da mãe, pensou o moreno, abraçando o próprio corpo.

Era uma madrugada chuvosa, frívola e assustadoramente silenciosa. Considerou mentalmente as opções que tinha:

a)Dormir na praça e ser mijado pelos cachorros que realizavam a segurança do campus; b) Pedir ajuda aos gêmeos mais desmiolados do campus;

c)ligar para seus pais irem buscá-lo;

d)invadir a república dos irmãos e dormir escondido dentro do quarto do Shisui, correndo o risco de escutar os gemidos de Sakura com Itachi.

Sem sombra de dúvidas todas as opções pareciam incrivelmente tentadoras, mas era melhor evitá-las para o bem da sua saúde mental – já seriamente debilitada pelos patifes que chamava de irmãos – o que o levou a recorrer a alternativa secreta para casos extremos: e) dormir escondido na biblioteca da faculdade e rezar para não haver nenhum universitário tapado trepando por lá.

Ele andou a passos rápidos e angustiados pelos corredores, olhando assustadamente por cima do ombro diversas vezes para ter certeza de que seus irmãos trogloditas não estavam por perto. Desceu rapidamente os degraus da escada e seguiu reto, enfiando ambas as mãos no bolso do seu inseparável casaco de moletom. Não se surpreenderia se Indra, Óbito ou o cretino do Itachi surgisse de repente para lhe pregar alguma pegadinha hilária.

Mas, bem, podia descartar o último, já que este com certeza tinha coisa melhor para fazer naquela madrugada... Transar com a Sakura! Engolindo o choro, Sasuke mordeu a própria boca.  Porra, como doía! Era uma dor que ele realmente não desejava para ninguém, exceto para os seus próprios irmãos.  

Ele tinha acabado de adentrar a biblioteca, felizmente vazia e escura e preparava-se para ajeitar um cantinho entre a última seção de livros para cochilar.

Respirando fundo, ele retirou o casaco e quando estava prestes a forrar o chão, foi novamente surpreendido por um grito feminino.

Tinha alguém ali.

Gritando desesperadamente, Sasuke instantaneamente cambaleou para trás, derrubando alguns livros no chão durante o processo enquanto ridiculamente tentava se recompor. A mulher soltou alguns palavrões e usou a lanterna para iluminar seu rosto.

—O que você está fazendo dentro da biblioteca, Uchiha?! — ele reconheceu a cabeleireira loira e os óculos de grau bifocais enormes.

Usando o rosto para se proteger da ofuscante luz, ele balbuciou alguns palavrões.

—Eu é quem te faço essa pergunta, Yamanaka! — devolveu.

—Eu posso transitar livremente pelos corredores da universidade na hora em que eu bem entender — disparou ela com uma sobrancelha. — Eu sou a filha do reitor. E qual é a tua defesa, panaca?

Panaca? Ele crispou as narinas, no entanto precisava admitir internamente: estava aliviado por ser ela e não ser qualquer outra pessoa. Ele tinha um péssimo habito de acabar sendo assaltado nos piores momentos possíveis e, sim, muitas das vezes dentro da própria universidade que covardemente gabava-se de ser altamente segura.

— Sei que isso vai parecer patético, e é constrangedor falar em voz alta mas... — ele tossiu. — É que — coçou a nuca. Ino ergueu a sobrancelha,esperando pela resposta dele. — Fui expulso do meu próprio quarto pelo meu irmão mais velho e como eu não tenho mais um lugar para dormir, pensei que talvez... Pudesse...

—Ah, seus irmãos fazem isso com você também? — ela ajeitou o óculo redondo e gigantesco,levantando-se do chão. — Deidara resolveu pegar meu quarto emprestado para comer alguma vagabunda do segundo ano. — suspirou frustradamente.

—Você não odeia quando isso acontece? — perguntou o moreno de braços cruzados e ela assentiu em concordância. — E então? Quer que eu vá para outra seção?

—Não. Pode dormir nesse espaço comigo — ela iluminou o rosto dele. —  Mas se você contar para alguém que eu durmo  escondida na biblioteca, Uchiha, eu te mato, está me escutando?

Ele escutou obedientemente, é claro. Não estava numa fase em que simplesmente podia dispensar alianças inesperadas – e estranhamente conveniente, percebeu.

Ino o encarou fixamente.

—O que foi? Por que está me olhando com essa cara?

—Por nada, só estava aqui pensando comigo mesmo — explicou, sentando-se no chão e forrando o mesmo com seu casaco.   Ele percebeu, visivelmente surpreso, que a loira realmente ia preparada; tinha um lençol, travesseiro e até mesmo um edredom. — Ah, Yamanaka?

—Sim?

—Por que você não usa o quarto do seu irmão?

—Está interditado desde o incidente com o isqueiro. — explicou, suspirando fundo. — Agora pelo amor a Shakira, me deixe dormir, Sasuke.

Ele balançou a cabeça afirmativamente.



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