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História The Perfect Art - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Six - Reais Intenções


Fanfic / Fanfiction The Perfect Art - Capítulo 6 - Six - Reais Intenções

~Sasori

Estava tarde, bem tarde, mas não estava com sono então fiquei apenas treinando alguns acordes na guitarra. Mesmo sem olhar para o relógio, eu sabia o quão estava tarde, e curiosamente o loiro não estava aqui, mas não sei por que estou preocupado:

1 – Eu não sou amigo dele, não gosto dele, não suporto ele.

2 – Ele sempre estava com um namoradinho novo, normal que não dormisse aqui.

3 – Eu prefiro ficar sozinho, a presença dele me incomoda mais do que um fiapo de manga no dente.

Eu voltei meu olhar para a minha Gibson de forma distraída, eu usava para treinar a base de Sweet Home Alabama, não era difícil e como era para treinar mesmo, estava até sem amplificador. Eu deixava os dedos passearem pelas cordas do instrumento, levemente e sem pressa, isso sempre me deixou bem relaxado.

Pensei que nada poderia me tirar daquela paz, massa porta se abriu, corrigindo: pelo barulho foi arrombada, e de traz dela sai um loiro parecendo meio desconcertado e desorientado. Primeiro que ele não conseguia fechar a porta, e depois ficou esbarrando nas coisas, não era difícil de se concluir que ele estava bêbado.

- Deidara? – Eu deixei minha guitarra de lado.

Ele virou seus olhos azuis em minha direção, apertou um pouco o olhar como se não estivesse me enxergando, logo, foi chegando perto.

- Chuck? – Sussurrou meio lerdo.

Eu revirei os olhos.

- Nem bêbado deixa de ser debochado – peguei minha guitarra em mãos novamente.

Ele pareceu não reagir, apenas bocejou e seguiu para a escada que o levava para a parte de cima do beliche.  Quando chegou a escada, aconteceu o que eu já esperava, ele não conseguia subir, tropeçou pelo menos duas vezes antes de conseguir colocar realmente o pé no primeiro degrau, e depois não teve força ou se que equilíbrio para levantar a outra perna, enquanto acabou se escorando na mesma, eu disse a mim mesmo que não iria ajuda-lo, eu odeio ele e tenho certeza que ele consegue se virar sozinho. Quebrei minha promessa ao ver que ele iria cair da escada, que não era alta, porém não queria ter que arriscar, me levantei rápido e ele acabou caindo nos meus braços, sonolento, e como um bebê jogou seu peso sobre mim, ele não era pesado, mas também não era como se fosse a pessoa mais leve do mundo.

- Deidara – eu bufei – levante-se! – O coloquei de pé e apoiei seu braço direito em meus dois ombros para o ajuda-lo com o equilíbrio.

Ele pareceu nem ouvir, porém, ele virou seus olhinhos brilhantes para mim, como os de um cachorro abandonado.

- Ora.... Por favor não me olhe assim! – Eu desviei o olhar.

Ele piscou com aqueles olhos pidões, Droga.

- Ok.... Eu vou te ajudar – o levantei melhor.

Nessa hora em que eu o levantei, o ajudei a caminhar até o banheiro e entrei lá com ele, o banho teria que ser gelado, o mais obvio e essencial. Sem muita demora eu o fiz sentar na tampa do vaso e tirei seus sapatos os colocando de lado, mas não iria tirar a roupa dele, nem ferrando.

Enfim, eu apenas liguei o chuveiro deixando ele frio e estendi minha mão para Deidara.

- Venha – digo num tom neutro.

 Ele fez um bico.

- Está fria... – se encolheu abraçando o próprio corpo.

- A água precisa ser fria ok? – Eu suspirei – agora vamos, estou começando a ficar cansado...

Ele balançou a cabeça negativamente.

Eu realmente nunca pensei que ele pudesse ser tão birrento, mas agora que eu comecei eu vou terminar. Eu o peguei nos braços e me aproximei da água, ele se encolheu.

- Sasori! – Gritou fechando os olhos.

Eu suspirei.

- Eu estou aqui, está tudo bem ok? – Mordi o lábio inferior – a água não está tão gelada ok?

Por incrível que pareça ele confiou em mim, se encolheu e dessa vez me deixou entrar na água. Puta que pariu, estava realmente muito gelada, o mesmo deu um grito e eu o coloquei em pé no chão devagar.

- Calma, calma! – Eu passei minha mão em meu rosto por conta da água e abri meus olhos.

No momento em que eu abri meus olhos, eu vi aquele azul imenso de seus olhos logo de cara, que olhos lindos, eles brilhavam e estavam focados exatamente em mim, eu me derreti por inteiro e não consegui conter soltar um pequeno sorriso, e enquanto eu analisava suas pérolas azuis, me assustei ao vê-lo levantar sua camiseta na intenção de tira-la.

- Não! – Eu disse assustado.

Ele pareceu confuso, até que ele eu resolvi relaxar meu corpo.

- Ok...

E assim, ele tirou sua camisa, me lembrei dele claramente me provocando hoje mais cedo, estava extremamente sexy e.... Espera, Sasori pelo amor de deus, você não é gay, tirei imediatamente esses pensamentos de minha mente dando um logo suspiro.

- Bom, agora eu vou te deixar tomar s....

Ele me interrompeu tomando um beijo de meus lábios repentinamente, no momento eu me assustei, mas depois, me deixei levar, aquilo parecia ser tão estranho, mas eu não podia deixar de negar de que seus lábios eram extremamente deliciosos, levei minhas mãos a cintura de seu copo definido aproveitando o momento. Ele suspirava durante o beijo me deixando excitado, eu não podia ficar de pau duro nem se eu quisesse, não ia dar certo, rapidamente, me separei dele.

-  Deidara agora não é.... Hora disso – eu falei corado e sem jeito – Tire essa roupa molhada e termine de se lavar, eu te espero lá fora...

E então eu saí o deixando sozinho lá, não iria ficar ali para ver ele se ensaboando, resolvi me apoiar no pouco de sanidade que ainda me restava antes que aqueles olhos azuis e corpo definido me levassem à loucura.

Esperei ele terminar e lhe dei uma toalha de olhos fechados, não queria arriscar ver ele nu, e enquanto ele se secava no banheiro eu fui até a sua parte do armário e peguei o que eu achei mais conveniente, uma camiseta amarela de cor lisa e uma calça preta de moletom, sem muita demora dei em suas mãos também, logo, ele saiu do Banheiro.

A noite terminou com ele sentado entre as minhas pernas e eu penteando seus longos fios dourados, o mesmo estava caindo de sono e o carinho no couro cabeludo só o fez ficar mais sonolento, até que chegou um momento em que ele jogou o peso do corpo para traz e dormiu em meu colo. Não sabia coo reagir ao que eu fiz e ao que havia acontecido, só sei que não me arrependia e a essa altura, a mistura de sentimentos que isso me causou era irrelevante.

~Deidara

Eu acordei com uma puta dor de cabeça, primeiro que não conseguia focar em um ponto sem ficar com a visão turva, e se já não fosse o bastante, olhei para o relógio e percebi ter perdido a primeira aula de filosofia, hm, foda-se. Eu nem me levantei, pelo contrário, me joguei contra o travesseiro macio e fechei os olhos esperando adormecer novamente. Um detalhe que não pude deixar passar em branco era que eu estava tomado banho e de roupas diferentes das da noite anterior, Deidara em sã consciência (que não estava nada sã) não conseguiria tomar banho estando ridículo de bêbado, por um momento, franzi o cenho parando para pensar, talvez Itachi tivesse me obrigado a tomar banho, isso que é amigo hm? Mas senti um cheiro familiar, claro, meu shampoo, o que eu achei estranho pois se tomar banho já é demais, imagina lavar o cabelo.... Ou pentear. Eu passei a mão por meus fios e estavam bem separados, impossível que eu não penteei isso ontem, eu conheço Itachi o bastante para deduzir que ele não faria isso.

Logo, deduzi que talvez eu não estivesse tão bêbado, mas para não lembrar da noite passada... isso está estranho. Eu resolvi me sentar na cama e me espreguiçar, logo, desci do beliche, e quando coloquei meus pés no chão com certa delicadeza, a porta se abriu, revelando um ruivo relaxado com uma mochila nas costas e um caderno em mãos, mas que se mostrou apreensivo ao me ver, arregalou aqueles seus olhos pretos e por um momento pude ver seu pé ameaçando dar um passo para traz, estranho hm? Ele deve estar aprontando algo contra mim (como sempre (mas eu vou passar a não deixar barato)), logo, fechou a porta enquanto desviava o olhar, e eu cruzava os braços.

- Então você acordou... – suspirou.

Arqueei a sobrancelha.

- É... – Me aproximei um pouco em passos lentos   com um olhar reprovador – parece que sim...

Ele engoliu seco, vacilando para traz, está com medo de mim? Por que se sim, seria bem engraçado, ele é bem forte e tem tipo vinte centímetros a mais que eu, ou até mais, a ideia me faz segurar um riso.

- Por que está rindo? Está tudo bem? – Ele me perguntou olhando para os lados.

Eu estranhei, que tipo de pergunta é essa?

- Claro que está, dah, eu que pergunto, parece nervoso – eu levei as mãos as cadeiras e comecei a encara-lo.

Ele pareceu se intimida por um momento, mas não demora para voltar a postura.

- Eu estou muito bem... devia prestar atenção antes de tirar conclusões precipitadas – respondeu neutro e desviou de mim como se eu fosse um obstáculo, seguindo para sua cama, pelo barulho que eu ouvi, jogou sua mochila ali.

Eu fiquei ali parado, encarei o chão e passei a língua por dentro da bochecha, quem ele pensa que é?  Sempre se achando melhor que eu quando na verdade é um idiota.

- Desculpe, eu me preocupar contigo afeta sua masculinidade frágil? – Me virei para ele que estava sentado em sua cama tirando os próprios sapatos.

De repente ele me olhou indignado, não esperava por isso, ele sempre costuma ignorar meus quase insultos totalmente maquiados e irônicos, por que ligou para isso dessa vez?

- Você consegue ser bem idiota quando quer – ele bufou e desviou o olhar novamente.

Eu franzi o cenho.

- Por que está sendo assim comigo hoje? – Eu fui até o meu lado do armário.

Tirei rapidamente minha camisa para pegar outra.

- Por que vo....

Ele travou as palavras na garganta ao bater os olhos em mim, eu fiz uma cara de confusão, peguei rapidamente qualquer outra camiseta e coloquei.

- Sasori? – Chamei a atenção do mesmo que pareceu ter sido hipnotizado.

Ele me olhou assustado.

- Eu.... – Mordeu o lábio inferior – quer saber, esquecer - revirou os olhos e se deitou na cama após tirar seus sapatos, começando a ler uma HQ qualquer...

Eu revirei os olhos. Terminei de me trocar sem muita demora trocando a calça de moletom por uma bermuda e calcei meu tênis de sempre, all star com certeza. Peguei meu estojo e fichário, e sem falar nada eu saí, Sasori estava esquisito hoje, e isso me deixa apreensivo.

 

Sem muita demora eu cheguei na minha segunda aula do dia artes, e eu não lembro de ter escovado os dentes ou de ter passado desodorante, mas eu estava atrasado e essa aula tinha só uma hora e meia (a maioria tinha duas), e mesmo que fosse mais longa eu não podia perder outra aula. Naturalmente eu subi as escadas do auditório e me sentei no único lugar que tinha espaço, nem olhei a pessoa, mas assim que a aula começou, resolvi olha para o lado, o mesmo me deu um sorriso simpático.

- Oi... – não desmanchou o sorriso.

Eu franzi o cenho.

- Te conheço? – Inclinei a cabeça para o lado.

Ele deu um risinho.

- Claro que não se lembraria, estava bêbado.... – Coçou a nuca – sou Shisui, o novo colega de quarto e primo do Itachi – estendeu sua mão para um cumprimento.

Eu encarei sua mão e logo a apertei o olhando curiosamente.

- Sim o susui, Itachi fala muito de você – dei um de meus sorrisos característicos (ninguém consegue copiar esse sorriso) – você é bonitinho... – joguei o cabelo para traz.

Ele deu um risinho sem graça.

- Você disse isso ontem... e é Shisui, com “H”.

O Itachi tem neurônios a menos para achar esse cara chato e irritante, se eu dormisse no mesmo quarto que esse cara nem sei se ia dormir mesmo.

- Shisui... – o olhei de cima a baixo – entendi, não sabia que era aluno de artes... – sabia sim, mas oque daria fazer a egípcia para arrumar um boy?

- É – deu um sorriso maior ainda, que simpático! – Você desenha? – Perguntou abrindo o zíper de seu estojo.

- Eu gosto mais de fazer esculturas, é minha especialidade – digo encostando no encosto do banco.

- Sério? Que material você usa? – Olhou novamente para mim.

- Todo tipo, testo sempre coisas... Novas...

Ele apenas assentiu com uma expressão de dúvida, se virando para frente prestando atenção na aula.

O professor comentou sobre um número de página da apostila onde havia um pouco sobre o assunto que estávamos a trabalhar e depois continuou falando mais um pouco sobre esse tal assunto, eu dispersei um pouco minha atenção pois eu notei só naquele momento que: Eu não trouxe a apostila. Parabéns Deidara. Logo, me virei para Shisui e falei baixo para que não atrapalhasse a aula.

- Ei cara... posso acompanhar com você o texto? Esqueci minha apostila no meu quarto.

Ele deu um sorriso simpático novamente.

- Claro – levou o livro mais para o meio de nós dois.

Nesse meio tempo, após o professor parar a explicação e desenvolvimento do assunto, resolvi perguntar um pouco da noite anterior para Shisui.

- Ei... – eu disse enquanto prendia o cabelo em um coque – Você me viu alterado ontem né? Bem, eu não lembro de nada, se puder me falar um pouco do que lembra...

Ele deu um riso interno.

- Você estava bem aéreo, e o Itachi nervoso, estavam no nosso quarto, o 202, mas depois você resolveu voltar para o seu.

- Sozinho? – Perguntei inclinando a cabeça para o lado.

- Isso – deu de ombros voltando a olhar para a apostila.

Curioso, curioso e intrigante.

 

-

 

~Shisui

Nas últimas semanas, Itachi esteve agindo estranho em relação a mim, não aquele estranho normal de me ignorar e ficar mandando em mim como se fosse minha mãe, mas um estranho de me olhar de canto, me evitar, não ficar muito tempo no quarto comigo, e isso estava me intrigando pois ele nunca ligou muito para minha presença, para falar a verdade ele cagava e andava para mim, mas agora... isso é estranho. Hoje de manhã, eu tive certeza que tinha algo de errado, isso consegui descobrir sem muita dificuldade.

Eu entrei no quarto e olhei meu primo sentado na cama anotando num bloquinho com seu toque sexual de sempre, estava neutro, mas ao notar minha presença, foi como se tomasse um susto, até arregalou os olhos, eu, com receio, olhei em volta.

- Está tudo bem? – Arqueei minha sobrancelha esquerda enquanto fechava a porta.

- Ah? – Desviou o olha - Não, quer dizer, sim, sim, está... – colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha ainda sem me olhar nos olhos.

Seu comportamento era ansioso.

- Certeza? Parece nervoso – caminhei até ele.

O mesmo finalmente levantou seu olhar para mim, mas logo desviou-o novamente enquanto mordia os lábios, espero que sua intenção tenha sido me provocar, pois conseguiu. O que está acontecendo comigo? Isso é errado.

- Só... Filosofia, estou me perdendo um pouco e logo mais vem as provas né? – Deu um meio sorriso ainda sem olhar para mim.

- Na verdade você tem alguns meses pela frente – eu dei uma risadinha.

Ele aumentou um pouco seu pequeno e delicado sorriso sem mostrar os dentes.

- Se quiser – ergui minha mão para perto de seu corpo - posso até te aju...

- Não! – Ele gritou, se jogando para traz e agarrando o próprio corpo, como se estivesse se protegendo ou algo do tipo, junto dessa ação, o menor havia ganhado um forte rubor nas bochechas.

Eu franzi o cenho confuso, ele está com medo de mim?

- Eu quero dizer.... – Ele relaxou um pouco o corpo – Não quero te.... Atrapalhar.

Eu estranhei, até pensei em perguntar, mas fiquei com receio, melhor não falar nada, pode piorar as coisas.

- Certeza? – Perguntei dando um passo para traz.

Ele hesitou em responder por um momento, desviando seu olhar.

- Tenho... – respondeu ainda sem me olhar nos olhos – não precisa se preocupar Shisui...

Oque havia de errado com ele?

Eu estava indo para o prédio de artes lado a lado com Sasori, ele parecia distraído, tanto quanto eu, mas sua expressão era mais perturbada. Sem muito devaneio, resolvi pedis um concelho para ele.

- Ei, Sasori.... – Perguntei o tirando de seu transe.

Ele apenas olhou para mim sem dizer nada ainda caminhando comigo.

- O que faz quando... alguém age estranho, mas não sabe o que fez de errado? – Perguntei num tom neutro.

Ele bufou.

- Para ser sincero.... Eu acho que eu nem sei mais ... – ele fitou o chão.

 



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