História The Perfect Family - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Auto-mutilação, Covardia, Drama, Drogas, Família, Homossexualidade, Incesto, Morte, Obrigação, Perfeição, Preconceito, Racismo, Romance, Violencia
Visualizações 39
Palavras 968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - Acho que estou apaixonada por você


Maju narrando

Acordo e percebo que estou em uma cama do hospital. Reviro o olhar para o lado esquerdo e Luan estava dormindo em pé e Biel estava na poltrona. Reviro para o direito e não há ninguém.

O que houve?... Apenas me lembro de... É o bilhete! Eu preciso o ver.

Levanto. Me desequilíbrio e quase caio, mas sou segurada por Luan ainda sonolento.

— Obrigada — Agradeci. — Agora vaza.

— Maju isso não é forma de se tratar um amigo — Falou me colocando sentada na cama.

— Estou preocupada com ele. Preciso vê-lo.

— Os médicos ainda não falaram nada. 

— Como você sabe? Ficou dormindo aí.

— Dormi não tem nem meia hora e sempre uma enfermeira vem e avisa.

— Entendi — Falei revirando os olhos.

E agora lembrando daquela conversa que Luan teve comigo sobre o Zé Luiz talvez ser meu pai. Detesto admitir mas ele estava certo.

— No que está pensando? — Perguntou me tirando do transe.

— Tô pensando que você tava certo o tempo todo sobre ele ser meu pai.

— Eu sou incrível, admita — Dou um peteleco em sua testa e o mesmo solta um grunhido.

— Idiota, esse jeito convencido não combina com tu.

Fechou a cara. Será que eu o magooei?

— Pô, podia ter falado isso de outro jeito — Avisou ficando com uma feição triste.

— Não vai ficar triste por isso, não é?! — Perguntei exclamando.

— Porra, sou um moço tão fofinho e você me agradece assim — Falou se afastando e isso me faz ficar com uma dor no coração.

Eu não queria fazer isso mas vou ter que fazer! Luan não me deixou escolha.

— Ei, vem cá — O chamei com o indicador. Ele chega e fica em minha frente — Fecha os olhos — Ordenei. Assim peguei em seu rosto e dei um suave beijinho em sua bochecha direita.

Não sei porque diabos fiz isso. Mas eu estou me sentindo bem... Muito bem com esse beijo. Agora parece que meu coração vai pular pela boca, isso é normal?

Ele abre os olhos e indagou e assim também o indaguei.

Tão lindos esses malditos olhos verdes. Tão lindo esse maldito sorriso. Tão linda essa maldita boca. 

É normal sentir uma puta vontade de beijar o melhor amigo? De sentir o seu gostinho? De sentir o seu aroma? De senti-lo? Eu acho que não.

— Eu quero chegar ao segundo estágio, posso? — Perguntou com um sorriso em seu semblante.

— Vamos antes que mudemos de idéia — Respondi mordendo meu lábio inferior.

Logo ele coloca sua mão em minha nuca permitindo assim minha cabeça ficar do encaixe perfeito ao conjunto com a sua. Luan adentrou minha boca ferozmente como se estivesse ansiando por esse beijo a séculos. Coloco minhas mãos desocupadas sobre seus ombros as entrelaçando. Ele então posicionou sua única mão vaga sobre minha cintura. Enquanto nossas línguas dançavam eu sinto algo que sinto toda vez que temos muito contato.

Você está apaixonada Maria Júlia?

Um astral mudado, um fogo descendo e chegando em minha intimidade, o que é isso? Se conheço Biel ele com certeza falaria que é fogo no rabo.

Terminamos o beijo com um selinho demorado.

Colamos nossas cabeças.

— Isso foi uma loucura — Falou descolando nossas cabeças — Me perdoa, eu me aproveitei da tua fragilidade, não sei o que deu mim! Se quiser nunca me virá nem mesmo pintado de ouro — Fiquei muda.

— Lu... — Eu ia colocar minha mão sobre seu rosto, mas Dona Rosana abriu a porta com total desespero misturado com felicidade. Até Biel ela acordou.

O que será que houve?

— Gente, a cirurgia de Zé Luiz acabou e ele já está em recuperação — Falou com felicidade. Todos demos pulos de felicidade, mas logo fomos cortados pelas enfermeiras.

***

Estamos eu, Luan e Dona Rosana aqui visitando o Zé Luiz. Já se passaram algumas horas e ele está tendo ótimo resultado nesse meio tempo e já até acordou que é um caso bem raro de acontecer.

— Me perdoa por não ter te contado antes — Pediu Zé Luiz soltando algumas lágrimas.

— Claro eu te entendo claramente. Medo da minha reação Zé Luiz — Falei o chamado por seu nome. Por mas que eu tenha aceitado e o entendido é muito difícil chamá-lo de pai.

— Maju, você já pode chama-lo de pai — Falou Dona Rosana.

— Rosana, deixa a menina, tudo tem seu tempo.

— Pode até ter razão — Falou ela.

— Zé Luiz depois o senhor vai ter que me explicar essa história direito, ainda tem muita coisa que eu não intendo.

— Tipo...? — Perguntou ele.

— Vamos deixar isso para uma conversa particular — Digo. Zé Luiz indagou Luan no canto da sala, quieto.

Deis que ele falou aquilo, não fala mas nada.

— Luan, está tudo bem? — Dona Rosana e Zé Luiz perguntaram e uníssono.

— Oh, sim e me desculpe eu preciso ir — Falou partindo para a porta e saindo.

Ele não pode ficar assim! Tenho que resolver isso.

— Vou atrás dele — Falei direto e parto a atrás do mesmo.

Estou seguindo Luan. Percebo que ele entrou no banheiro mais afastado deste andar. Entro também e tranco a porta. Por sorte apenas tinha eu e ele.

— Maju, o que tá fazendo aqui? É um banheiro masculino.

— Eu não podia deixar você se consumir por que acha que estou te julgando.

— E não está?

— Uma pessoa que te julga faria isso? — Pulei em cima dele, por sorte ele conseguiu me segurar antes de cairmos.

Nos encaramos por um tempo até que avanço o sinal e adentro sua boca sem nenhum cuidado. Estou com saudade do que houve antes. Seguro sua nuca e peço permissão para nossa saliva começar a trocada. Luan me colocou na pia numa posição em que ele fique no meio de minhas pernas. Do nada ele parou a perfeição do toque de nossos lábios.

— Por que veio aqui? — Perguntou.

— Porque acho que estou apaixonada por você.



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